O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) publicou o Aviso n.º 21430/2026/2, que formaliza a inclusão de um conjunto de novas especificações nas regras de produção e comercialização da Denominação de Origem Protegida (DOP) Vinho Verde e da Indicação Geográfica Protegida (IGP) Minho. As alterações foram aprovadas pelo Conselho Geral da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) nas deliberações de 26 de maio e 7 de julho de 2026, refletindo a evolução técnica, enológica e comercial da região.
Principais alterações para a DOP «Vinho Verde»
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Eliminação da obrigatoriedade de indicar o ano de colheita na rotulagem quando acompanhada da menção da sub‑região. Esta mudança permite certificar vinhos de mais do que um ano de colheita, garantindo maior flexibilidade aos produtores e reforçando a transparência da informação ao consumidor;
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Ajuste dos títulos alcoométricos volúmicos mínimos, permitindo a certificação de vinhos com teor alcoólico mais baixo, sem comprometer a identidade sensorial. A medida responde às tendências de mercado e à procura crescente por vinhos de menor graduação alcoólica.
Alterações para a IGP «Minho»
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Inclusão de novas castas aptas à produção:
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Moscatel Galego Branco
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Encruzado
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Tinta Francisca
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Estas castas foram reconhecidas pelo seu potencial de longevidade, pela capacidade de estimular uma enologia mais experimental e pelo contributo para a valorização económica da região.
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Definição de requisitos organoléticos específicos para novos estilos de vinhos, incluindo:
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Vinho branco de curtimenta (Aspeto–Cor)
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Vinho não filtrado (Aspeto–Limpidez)
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Vinho branco sem sulfitos adicionados (Aspeto–Cor)
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Vinho espumante Pét-Nat e vinho frisante Pét-Nat (Aspeto–Limpidez) Estes parâmetros reconhecem práticas de baixa intervenção, cada vez mais valorizadas por consumidores e mercados internacionais.
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Impacto esperado
As novas especificações reforçam a capacidade da região dos Vinhos Verdes de diversificar estilos, inovar e responder às exigências de consumidores que procuram produtos mais naturais, autênticos e com menor teor alcoólico. Ao mesmo tempo, consolidam a reputação da DOP «Vinho Verde» e da IGP «Minho» como referências de qualidade no panorama vitivinícola nacional.
Fonte: Qualfood