Foi emitida a notificação 2026.9478 relativa à deteção de níveis elevados deácido ocadaico em berbigão proveniente de Portugal. O alerta foi comunicado através dos mecanismos de segurança alimentar da União Europeia, devido ao incumprimento dos limites legais aplicáveis para esta toxina marinha.
Descrição do Perigo
Avaliação do Risco
- Resolução rápida: Apesar de muito desconfortável, a intoxicação é autolimitada. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem ao fim de 2 a 3 dias.
- Mortalidade nula: Ao contrário de outras biotoxinas marinhas (como as que causam a intoxicação paralítica ou amnésica), não há registo de mortes humanas causadas diretamente pelo ácido ocadaico.
Medidas Implementadas
As autoridades competentes e os operadores envolvidos poderão adotar medidas como:
- Retirada do produto do mercado;
- Recolha dos lotes afetados junto dos clientes;
- Reforço dos controlos analíticos e dos programas de monitorização;
- Investigação da origem da não conformidade no processo produtivo.
Recomendações para Operadores Alimentares
Os operadores do setor alimentar que comercializem ou utilizem berbigãoem conserva devem:
- Verificar a rastreabilidade dos lotes recebidos;
- Confirmar a conformidade dos níveis de ácido ocadaico através de análises laboratoriais;
- Reforçar a monitorização dos fornecedores e dos planos HACCP associados ao controlo de biotoxinas.
Conclusão
A notificação 2026.9478 evidencia a importância do controlo rigoroso das toxinas marinhas na cadeia de abastecimento dos produtos da pesca. O cumprimento dos limites regulamentares para as toxinas marinhas é fundamental para proteger a saúde dos consumidores e assegurar a conformidade legal dos produtos colocados no mercado.
Fonte: Qualfood
Fonte: Qualfood