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Alertas RASFF 2026.9478| Níveis elevados de ácido ocadaico na matéria-prima de berbigões enlatados (Cerastoderma edule) proveniente de Portugal

  • Monday, 26 October 2026 14:21

Foi emitida a notificação 2026.9478 relativa à deteção de níveis elevados deácido ocadaico em berbigão proveniente de Portugal. O alerta foi comunicado através dos mecanismos de segurança alimentar da União Europeia, devido ao incumprimento dos limites legais aplicáveis para esta toxina marinha.

Descrição do Perigo

O perigo do ácido ocadaico reside principalmente na sua capacidade de provocar uma intoxicação gastrointestinal aguda em seres humanos através do consumo de bivalves contaminados (como mexilhões, amêijoas, berbigões ou ostras). 
De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o consumo desta biotoxina desencadeia a Intoxicação Diarreica por Marisco (DSP). 

Avaliação do Risco

  • Resolução rápida: Apesar de muito desconfortável, a intoxicação é autolimitada. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem ao fim de 2 a 3 dias. 
  • Mortalidade nula: Ao contrário de outras biotoxinas marinhas (como as que causam a intoxicação paralítica ou amnésica), não há registo de mortes humanas causadas diretamente pelo ácido ocadaico.

Medidas Implementadas

As autoridades competentes e os operadores envolvidos poderão adotar medidas como:

  • Retirada do produto do mercado;
  • Recolha dos lotes afetados junto dos clientes;
  • Reforço dos controlos analíticos e dos programas de monitorização;
  • Investigação da origem da não conformidade no processo produtivo.

Recomendações para Operadores Alimentares

Os operadores do setor alimentar que comercializem ou utilizem berbigãoem conserva devem:

  1. Verificar a rastreabilidade dos lotes recebidos;
  2. Confirmar a conformidade dos níveis de ácido ocadaico através de análises laboratoriais;
  3. Reforçar a monitorização dos fornecedores e dos planos HACCP associados ao controlo de biotoxinas.

Conclusão

A notificação 2026.9478 evidencia a importância do controlo rigoroso das toxinas marinhas na cadeia de abastecimento dos produtos da pesca. O cumprimento dos limites regulamentares para as toxinas marinhas é fundamental para proteger a saúde dos consumidores e assegurar a conformidade legal dos produtos colocados no mercado.

Fonte: Qualfood

 

Fonte: Qualfood

  • Last modified on Monday, 26 October 2026 14:44