A DGAV publicou o Esclarecimento Técnico nº 7/ DGAV / 2018 referente à Aplicação aérea de Produtos Fitofarmacêuticos com recurso a aeronaves não tripuladas.
O presente esclarecimento visa clarificar o enquadramento legal de aplicação aérea de produtos fitofarmacêuticos com recurso a drones.
Fonte: DGAV
Os alimentos processados à venda em Portugal têm níveis de açúcar acima dos recomendados pelas autoridades de saúde e, relativamente ao sal, terão de sofrer um corte de 70% até 2020. A conclusão é de dois estudos do Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge que detectaram valores considerados preocupantes em todas as categorias de alimentos analisadas — tostas, sopas, fiambres e queijos, no que toca ao sal, mas também iogurtes e cereais de pequeno-almoço, relativamente ao açúcar.
Todos estes alimentos têm valores acima do recomendado pela Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), um plano aprovado pelo Governo, e cujas metas devem ser cumpridas até 2020: cinco gramas de consumo diário de sal e 50 gramas de açúcar (25g para menores de idade).
Fiambres e queijos portugueses são dos mais salgados na Europa
Em Portugal, a quantidade de sal ingerida diariamente, em média, está 2,3 gramas acima do valor recomendado pela Organização Mundial de Saúde (cinco gramas) — sendo que 66% das mulheres e 86% dos homens consomem sal em excesso. Pão, tostas, produtos de charcutaria e sopas são os produtos alimentares que mais contribuem para esse consumo abusivo, indica o estudo.
Em relação às sopas prontas para consumo (ou seja, as sopas embaladas que estão à venda nos supermercados), no total das 382 ofertas consideradas, o teor de sal chega a atingir 2,05g por cada 100g. Só relativamente a este tipo de produtos, o programa governamental EIPAS vai obrigar a uma redução de sal na ordem dos 80% nos próximos dois anos, retirando em média 0,13g de sal por cada 100g de sopa. Ainda assim, e numa comparação com os valores detectados em alimentos comercializados noutros países europeus, Portugal até tem das sopas com teores de sal mais baixos à venda, a par da Irlanda.
Já nos fiambres (porco, frango e peru), é Portugal que lidera a lista de países europeus onde se encontra teores de sal mais elevados. O valor médio detectado pelo Instituto Ricardo Jorge é de 3,3 g/100 g, enquanto no Reino Unido os valores rondam os 0,5g/100g. Novamente, a redução de sal exigida pelo EIPAS terá de ser superior a 80% para atingir nos próximos dois anos os 0,3g/100g recomendados.
O mesmo se passa com os queijos (flamengo, fresco, mozarela, creme, etc.). Dos 93 produtos estudados, apenas dois têm um teor de sal inferior aos 0,3g/100g de referência. E se em França a média de sal por produto de queijo ronda os 0,1g/100g, em Portugal o valor dispara para 2,6g/100g. Nos próximos dois anos, os queijos à venda em Portugal terão de ter menos 75% da quantidade de sal actual.
Nas 126 tostas (de cereais, normais e integrais) avaliadas, apenas duas cumprem os valores de referência. Até 2020, terá de haver uma redução de sal na ordem dos 70%.
Pedro Graça, director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direcção-Geral de Saúde (DGS), ressalva que não foram analisados todos os produtos existentes no mercado, e que os valores médios dos lotes avaliados podem não corresponder aos números relativos aos produtos que os portugueses consomem de facto. "Se fizesse uma média ponderada do que os portugueses comem, o risco da ingestão de sal era menor do que no estudo", admite o especialista em declarações ao PÚBLICO.
Crianças ingerem açúcar a mais
No que diz respeito ao açúcar, os investigadores avaliaram os cereais de pequeno-almoço e iogurtes disponíveis no mercado. Dos 122 iogurtes sólidos analisados, apenas 22 cumprem as recomendações definidas (5g/100g) pelo programa do Governo. O cenário é mais grave nos iogurtes líquidos — nenhum dos 45 produtos analisados respeita os valores (2,5g/100ml). Quanto aos 103 cereais de pequeno-almoço avaliados, apenas seis cumprem o valor recomendado de açúcar para aquele tipo de produto (5g/100g).
Tendo em conta que os cereais e os iogurtes são "alimentos frequentemente consumidos por crianças", o estudo aponta para a necessidade de intervir na indústria para que haja uma redução dos níveis de açúcar. Graça Raimundo, vice-presidente da direcção da Ordem dos Nutricionistas, acredita que deve haver uma “atenção especial por parte dos pais mas também das escolas” na selecção dos produtos consumidos. E realça que “o gosto se educa”, razão pela qual os pais devem ser mais “assertivos” na educação alimentar que dão aos filhos.
Também Pedro Graça lembra que é durante os primeiros anos de vida que as crianças desenvolvem o paladar e que são educadas a preferir os sabores salgados e doces. Consumos excessivos nestas idades podem estar associados, décadas mais tarde, ao aparecimento de doenças como a diabetes ou acidentes vasculares cerebrais.
"Essas patologias não são todas condicionadas, mas uma grande parte é. É condicionada pelo que os pais colocam na mesa dos seus filhos quando eles ainda não têm idade para decidir", defende o especialista. "Os pais pensam que estão a ser amigos ao dar um doce ou um salgado — mas o que estão a fazer é a condicionar o gosto da criança para o doce ou para o salgado, com consequências gravosas para o resto da vida."
O responsável da DGS ressalva contudo que o estudo do Instituto Ricardo Jorge não distingue entre o açúcar naturalmente presente nos alimentos e o açúcar adicionado no processo de fabrico, o que poderá distorcer alguns valores apresentados. Por exemplo, e no caso dos iogurtes, a lactose é um açúcar naturalmente presente a que se somam depois açúcares adicionados de forma indiferenciada.
Um esforço da indústria e do consumidor
Para reduzir o consumo de açúcar e atingir os objectivos de 50 gramas diárias até 2020, Portugal tem avançado com algumas medidas, como é o caso da diminuição da quantidade de açúcar nos tradicionais pacotinhos disponibilizados nos cafés e restaurantes. Nos estabelecimentos das grandes superfícies, como num centro comercial, o Governo pretende reduzir os actuais oito gramas de açúcar por pacote para um máximo de quatro gramas até ao final de 2019.
Graça Raimundo põe a tónica na sensibilização do consumidor, o que passa por, entre outras medidas, aumentar a literacia relativamente aos rótulos dos produtos alimentares. Os produtos processados “devem ser consumidos em pequenas quantidades”, dando-se primazia a alimentos naturais – se bem que seja necessário haver cuidados na sua confecção caseira, não adicionando demasiado sal ou açúcar. Mas a nutricionista também atribui responsabilidades à indústria alimentar, que deverá reduzir gradualmente os níveis de sal e de açúcar dos seus produtos.
O trabalho junto da indústria alimentar já tem estado a ser desenvolvido, afirma Pedro Graça, mas de uma forma gradual, pois os "gostos e sabores não podem ser modificados de um momento para o outro". Se todos os anos se reduzisse "4% ou 5% do sal e do açúcar nos alimentos processados", ao "fim de quatro anos as reduções estariam na ordem dos 16% ou 20%", o que seria ideal, diz o especialista. Alguns países, como a Itália, estão já próximos dos valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde, trabalhando há vários anos nesse sentido.
A má alimentação está entre os factores responsáveis por mais de metade das doenças crónicas registadas em Portugal. Desde vários tipos de cancro às doenças cardíacas, passando pelas diabetes e as desordens ósseas e musculares, os efeitos negativos de uma alimentação desequilibrada representam a principal causa de morte e de incapacidade no país.
Fonte: Público
A França aderiu à moda do vinho azul, que começou a ser comercializado em Espanha em 2015 e chegou a Portugal no ano seguinte. Agora, é o mercado francês a lançar o produto que, segundo o jornal Libération, até poderá ser confundido com a água da piscina.
Este vinho surgiu a partir de uma investigação entre vários grupos tecnológicos da indústria alimentar, aproveitada por jovens empresários espanhóis, do País Basco, que constituíram a startup Gïk para comercializar este vinho de cor azul. No entanto, em março de 2017, esta empresa acabou por ser multada pelo Ministério da Agricultura de Espanha por causa da utilização de um corante indigo e por antocianina, que é um pigmento da pele da uva, componentes que violaram as regulações vigentes.
O Libération conta que o néctar azul brilhante tem origem numa nova vinha, batizada de vindigo, que é produzida em Espanha, sendo que além da cor original o consumidor terá um vinho fresco, frutado e doce, com aromas de cereja, framboesa e maracujá.
Em Portugal, o Instituto da Vinha e do Vinho não reconhece este líquido azul como vinho, considerando que se trata de um corante alimentar que é acrescentado a um vinho no final do seu processo de fermentação.
Fonte: Diário de Notícias
Várias lojas de uma conhecida cadeia de padarias em Lisboa estão a servir sumos de laranja natural com larvas. Depois de questionado, o diretor de qualidade da empresa admite "casos pontuais", responsabilizando a qualidade das laranjas do Algarve.
Um cliente fez reclamação, segundo avança o Jornal de Negócios.
Fonte: Correio da Manhã
Já foi publicada a nova ISO 19011:2018. Esta norma fornece orientações sobre o sistema de gestão de auditoria, incluindo os princípios de auditoria, gestão de um programa de auditoria e realização de auditorias, e orientações sobre a avaliação da competência das pessoas envolvidas no processo.
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Fonte: ISO.org
Pedro Graça, Diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde (DGS), revela que o governo, em parceria com a indústria alimentar, "está a consensualizar reduções graduais de açúcar ao longo destes 4 anos", de modo a que em 2021 se consiga ter menos 10 a 20% do açúcar adicionado". A DGS ressalva que não está em causa o açúcar naturalmente presente nos iogurtes.
O especialista da DGS diz que a estratégia passa por "identificar os produtos mais consumidos" e, dessa forma, alcançar o objetivo "sem reduzir o teor de lácteos", porque têm "claramente um produto de grande qualidade nutricional".
A TSF divulgou esta terça-feira o resultado de dois estudos do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge , que encontraram níveis muito elevados de sal ou açúcar em todos os tipos de alimentos processados. No caso do açúcar, em 167 iogurtes analisados, apenas 22 sólidos cumprem as recomendações das autoridades de saúde e no caso dos líquidos nenhum cumpria esses valores.
Fonte: TSF
Os Apicultores devem proceder à declaração anual de existências de apiários, de 01 a 30 de setembro de 2018 (Despacho n.º 4809/2016 da II Série de 08 de abril).
A Declaração poderá ser efetuada diretamente pelo Apicultor na Área Reservada do Portal do IFAP em www.ifap.pt, ou na Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região ( DSAVR/ DAV /NAV ), ou ainda nas Organizações de Apicultores protocoladas com o IFAP para o efeito.
Fonte: DGAV
Esta é a principal conclusão do mais recente relatório da Agência Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), que revela uma taxa de 98,4% de alimentos produzidos em Portugal livre de resíduos de produtos fitofarmacêuticos ou com níveis de resíduos dentro dos limites legais. A média da Zona Euro é de 96,2%.
Clique aqui para consultar a Nota à Comunicação Social publicada pela DGAV.
Fonte: DGAV
O comissário da Food and Drug Administration (FDA), Scott Gottlieb, indicou durante uma conferência que a FDA vai exigir que as marcas de alternativas aos lácteos rotulem novamente os seus produtos.
Os comentários de Gottlieb vêm pouco mais de um ano, depois que a Corte Europeia de Justiça determinou que produtos como leite de amêndoa e soja terão que ser rotulados novamente sem a palavra leite, ou enfrentarão um novo processo. Nos EUA, a Federação Nacional dos Produtores de Leite (NMPF, na sigla em inglês), tem feito campanha para que as regras de rotulagem sejam implementadas por pelo menos um ano. Ele contou anteriormente que pretende impor esta decisão.
Durante a conferência, ele comentou: “existe uma referência em algum lugar no padrão de [nossa] identidade para um animal em lactação. E uma amêndoa não tem lactação."
Os números indicam que as alternativas aos lácteos são uma indústria em expansão. A Mintel, agência de pesquisa de mercado, diz que, desde 2012, as vendas americanas destes produtos aumentaram 61%, com uma receita de US$ 2,11 bilhões. Isso é indicativo do valor que a indústria de lácteos perdeu no processo.
Jim Mulhern, diretor executivo da NMPF, argumentou sobre a falta de ação até agora: “isso levou a uma fraude desenfreada do consumidor relacionada ao conteúdo inferior de nutrientes desses produtos não-lácteos em comparação com os verdadeiros produtos lácteos".
Assim como as bebidas vegetais, há uma gama de produtos alternativos a serem rotulados como iogurtes, queijos, gelados e manteigas, produtos que muitos grupos lácteos, como a NMPF, dizem prejudicar o bem-estar dos produtores e marcas de lácteos.
Fonte: ANILACT
Dois adolescentes morreram e outras 28 pessoas foram hospitalizadas na sequência de uma intoxicação alimentar causada alegadamente por couve pulverizada em Maputo, anunciou o Ministério da Saúde de Moçambique.
Uma das vítimas morreu na sua residência, na vila de Boane, e a outra faleceu no Hospital Provincial da Matola, anunciou Benigna Matsinhe, directora-adjunta de saúde pública, numa conferência de imprensa em Maputo.
“Tivemos a informação de casos de diarreia e vómitos relacionados com consumo desta couve”, explicou Benigna Matsinhe.
As 28 vítimas, algumas das quais já tiveram alta, são dos bairros Patrice Lumumba, no subúrbio do município da Matola, e Juba, em Boane, e foram internados nos hospitais Provincial de Maputo e José Macamo.
As autoridades moçambicanas fizeram a recolha de amostras para análise laboratorial, além de terem destruído os canteiros dos quais a couve é proveniente.
Para evitar casos futuros, estão em curso palestras destinadas a consciencialização de produtores para observarem as recomendações técnicas na pulverização de alimentos, concluiu Benigna Matsinhe.
Fonte: Dnotícias.pt
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