Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

Azeite, vinho ou carne são alguns dos produtos que devem ter na sua rotulagem informação quanto à sua pegada ecológica “para que o consumidor possa fazer escolhas informadas”, defendeu o biogeógrafo e Prémio Pessoa Miguel Bastos Araújo durante a conferência “Ação Climática – Desafios Estratégicos”, promovida esta segunda-feira no Porto pelo Ministério do Ambiente.

Se é certo que quanto ao rótulo biológico produtos como o azeite, o vinho, frutos ou legumes estão devidamente rotulados, permitindo ao consumidor escolher se quer ou não “bio”, o mesmo não acontece quanto a qualquer produto alimentar oriundo de outros modos de produção agrícola tendo em conta a sua pegada ecológica. Por esta razão, o investigador especializado em alterações climáticas e biodiversidade defende que “é necessário empoderar o consumidor para que este possa fazer escolhas quanto ao impacto ambiental do que consome”.

Quando se compra um garrafa de azeite no supermercado, tirando a informação sobre a sua região de origem, nada nos diz sobre se é oriundo de olival superintensivo ou tradicional e qual o seu impacto em termos de emissões de gases de efeito de estufa, de consumo de água ou de danos na biodiversidade. O mesmo acontece quando se compra um bife de vaca, um dos produtos alimentares que estão “no topo da ineficência”, já que, explica o biogeógrafo, “por cada duas unidades de calorias de um bife perdem-se 98 unidades no processo de produção”.

Miguel Bastos Araújo chamou também a atenção para o facto de “há décadas andarmos a brincar à sustentabilidade” e de “estarmos a falhar nas metas”. E lembrou que para se preservar 30% do território como áreas protegidas, como defende o Pacto Ecológico Europeu, "temos de blindar parte desse território” e não permitir, como acontece no sudoeste alentejano, que nele se faça agricultura intensiva. “Temos de reforçar a proteção das áreas protegidas e ter cuidado com o que é feito lá dentro”, sublinha.

A questão surgiu durante um debate sobre alterações climáticas e agricultura, enquadrado na conferência promovida pelo Ministério do Ambiente dedicada à “Ação Climática – Desafios Estratégicos”, que se realizou esta segunda-feira na Alfândega do Porto. Na abertura do painel, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, lembrou que Portugal tem uma “Agenda da Inovação – Estratégia da Agricultura 20-30” e que “as nossas opções individuais e coletivas são responsáveis pelo ambiente e pela preservação dos recursos”. A ministra destacou sobretudo “o potencial de crescimento e de inovação” e a necessidade de termos “uma agricultura mais competitiva [a pensar em exportações], mas também mais organizada para cadeias curtas e mercados locais”.

“O HIDROGÉNIO NÃO É UM DELÍRIO”

Já na primeira mesa redonda do evento, dedicada à ação climática e recuperação económica, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, frisou a importância das políticas ambientais para a criação de riqueza, sublinhando que “o ambiente não pode ter uma política reativa e que tem mesmo de ter uma política ativa e de prioridade de investimentos”. Lembrando a prioridade dada pela presidente da Comissão Europeia aos investimentos na sustentabilidade como motor da recuperação económica, disse que “Portugal quer liderar o processo”. E que o país “já provou que não há uma relação feliz entre emissões poluentes e crescimento da economia”, isto porque, Portugal conseguiu baixar as suas emissões em 8,7%, quando a União Europeia as reduziu em 4,3%., fazendo crescer a economia em 2018.

Resta saber qual será o resultado em 2020, já que, apesar da potencial quebra das emissões devido ao confinamento decretado pela pandemia de covid-19 durante uma parte do ano, “as centrais a carvão do Pego e de Sines têm ainda uma carga de carvão para queimar em potência máxima em dois ou três meses”, antes do anunciado fecho, alertou o ambientalista Francisco Ferreira. O dirigente da Zero também revelou algumas reticências quanto ao entusiasmo do Governo em relação à aposta no hidrogénio, alertando para o risco de se “alcatifar zonas inteiras do país com painéis solares”, para funcionar como pontos de interligação.

Já o ministro Matos Fernandes defendeu que Portugal está a liderar no hidrogénio e que “é um disparate esperar pelos outros países quando temos condições tão boas". E o consultor do Governo para o programa de recuperação económica, António Costa Silva, defendeu que “o hidrogénio não é um delírio tecnológico. É o gás mais abundante do universo”.

Costa Silva, que vem do sector do petróleo, lembrou que pela primeira vez na História a Bolsa de Nova Iorque negociou valores negativos do petróleo em março de 2020 e que “há grandes petrolíferas como a Exxon Mobil a sair do mercado de capitais”. Nesta “encruzilhada”, frisou, a aposta no hidrogénio “tem de ser compreendida no contexto de descarbonização da economia” . Por isso disse não perceber o que chama “guerras tribais” em torno do hidrogénio em Portugal.

Fonte: Expresso

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica realizou, nos dias 23 a 24 de setembro, uma operação de fiscalização, tendo por objetivo verificar as condições de transporte de mercadorias em circulação (bens alimentares e não alimentares) nas principais vias de acesso aos grandes centros urbanos, industriais, mercados abastecedores e zonas fronteiriças, tendo em consideração o contexto de pandemia em que vivemos.

No âmbito desta operação, realizada em 52 locais em todo o território continental, com empenhamento de cerca de 130 inspetores, foram verificadas as condições higieno-sanitárias de transporte, o controlo de temperatura, o acondicionamento e a rotulagem dos géneros alimentícios, bem como a documentação de acompanhamento dos mesmos. Paralelamente, foram verificadas, igualmente, as mercadorias em trânsito de bens não alimentares, e a sua conformidade com a regulamentação aplicável, de âmbito económico.

Durante a ação, desenvolvida em colaboração com a PSP e a GNR, foram fiscalizados 2504 operadores económicos, tendo sido controlados diversos produtos que se encontravam a ser transportados designadamente, produtos cárneos, pescado, fruta e hortícolas, pão, têxteis e calçado, produtos da construção, artigos para o lar, entre outros.

Como resultado da ação foram instaurados 25 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações o incumprimento dos requisitos de higiene no transporte de produtos alimentares, a ausência ou irregularidades na rotulagem de produtos alimentares, a falta de controlo metrológico e irregularidades no controlo obrigatório da temperatura de produtos alimentares e irregularidades na rotulagem de máscaras de proteção designadamente uso indevido de marcação CE, entre outras.

Foram ainda apreendidas cerca de 22 toneladas de géneros alimentícios designadamente pasta de pimento e tomate, carne e produtos cárneos, vinho, azeite, queijos, entre outros, 4 equipamentos de registo e controlo de temperatura e cerca de 550 máscaras de proteção (EPI), tudo num valor global que ronda os 36 000 euros.

Esta operação contou com a presença do Senhor Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor João Torres que destacou a importância da realização deste tipo de operações, bem como o papel da ASAE no âmbito do Covid-19, tendo fiscalizado, até ao momento, cerca de 3100 operadores económicos com apreensão de mais de 835 mil máscaras e mais de 29 mil litros de biocida (álcool gel).

Fonte: ASAE

A Unidade Regional do Norte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, na semana passada, uma ação de fiscalização direcionada à verificação do cumprimento das condições de armazenamento de produtos alimentares em estabelecimento grossista localizado no distrito de Aveiro.

Nesta ação, verificou-se que o operador procedia ao armazenamento e à venda por grosso de produtos alimentares de origem animal sujeitos a temperatura controlada, nomeadamente, produtos cárneos, produtos da pesca e produtos lácteos, sem que possuísse a obrigatória autorização de Número de Controlo Veterinário (NCV), atribuída pela entidade competente.

Como resultado da operação, foi determinada a suspensão da atividade, tendo sido instaurado um processo de contraordenação e, ainda, apreendidas cerca de 4 toneladas de produtos alimentares de origem animal, num valor aproximado de 150 mil euros.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e por forma a garantir a segurança alimentar dos produtos.

Fonte: ASAE

Dia Mundial Contra a Raiva

  • Monday, 28 September 2020 10:26

Hoje, dia 28 de setembro comemora-se o Dia Mundial Contra a Raiva.

Embora Portugal seja um país indemne de raiva desde 1961, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária associa-se a esta iniciativa reforçando a importância da vacinação dos animais sensíveis contra a raiva.

Esta iniciativa t
em como objetivo:
•  Consciencializar para o grave impacto que a raiva representa na saúde pública e na saúde animal;
•  Divulgar boas práticas para prevenir esta zoonose;
•  Incentivar a colaboração de todos para erradicar esta doença no mundo

Atualmente, as vacinas, para os animais e para as pessoas, são seguras e eficazes e constituem uma ferramenta importante para evitar as mortes devido a raiva de humanos.
Todos temos um papel importante para a prevenção eficaz da raiva.
 
FACTOS SOBRE A RAIVA

• A raiva é uma zoonose mortal.

• Todos os anos morrem cerca de 59 000 pessoas devido à raiva, na maioria crianças que vivem em meios rurais.

• A cada 9 minutos uma pessoa morre no mundo em consequência da raiva.

• Mais de 95 % dos casos de raiva em humanos devem-se a mordeduras de cães infetados. 
Praticamente 100 % dos casos de raiva em humanos podem ser evitados.

• A solução é vacinar os cães: vacinando, pelo menos, 70 % dos cães podemos eliminar quase todos os casos de raiva no homem.

• Ao vacinar um cão estamos a contribuir para eliminar a raiva e tornamo-nos membros ativos para o objetivo comum de erradicação da raiva.
•  A Aliança Tripartida ( Organização Mundial de Saúde Animal - OIE, a Organização Mundial da Saúde – OMS  e a Organização para a Alimentação e Agricultura-FAO) e a Aliança Mundial para o Controlo da Raiva (GARC) têm trabalhado para o objetivo conjunto - zero casos de raiva humana em 2030.
Fonte: DGAV

 

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, relançou um compromisso com as empresas IBM e Microsoft para desenvolver formas de Inteligência Artificial, IA, que promovam a segurança alimentar. 

Num evento online, os parceiros discutiram maneiras pelas quais a IA pode ajudar a atingir a meta de alimentar uma população global de quase 10 mil milhões até 2050.

Ao mesmo tempo, a FAO acredita que esta tecnologia pode ajudar a proteger os recursos naturais e enfrentar desafios como as mudanças climáticas e os impactos de choques, incluindo a Covid-19.  

O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, afirma que “a transformação dos sistemas alimentares requer soluções inovadoras para garantir a segurança alimentar e nutricional para todos.” 

Segundo ele, a agência encontra-se a desenvolver ferramentas de IA e a criar a Plataforma Internacional para Alimentos e Agricultura Digitais, onde serão discutidos os benefícios e riscos potenciais da digitalização dos setores agrícola e alimentar.  

Dongyu disse que FAO agradece o apoio de “gigantes digitais” como a IBM e a Microsoft. A IA pode desempenhar um papel importante nos sistemas alimentares a vários níveis. 

No setor agrícola, pode otimizar ou realizar algumas atividades desempenhadas por humanos, como o plantio e a colheita, aumentando a produtividade e melhorando as condições de trabalho. Também pode usar os recursos naturais de forma mais eficiente. 

Esta tecnologia surge em três áreas principais: robótica agrícola, monitorização do solo e colheita, e análises e previsões. 

Segundo a FAO, num contexto de mudança climática, os progressos nestas áreas podem ajudar a conservar bens como solo e água. 

Durante o evento, foram apresentados bons exemplos do uso de IA e tecnologia digital na agricultura. Um deles é o portal WaPOR da FAO, que monitoriza a água usada para agricultura na África e no Médio Oriente.  

O portal oferece acesso aberto a um banco de dados, que permite consultas diretas, análises temporais e outras estatísticas. 

Os participantes também destacaram o Sistema de Stress da Agricultura, outra iniciativa da FAO. Usa a tecnologia de satélite, que permite perceber, de forma precoce, que áreas agrícolas têm alta probabilidade de stress hídrico e seca. A seca afeta mais pessoas do que qualquer outro tipo de desastre natural, especialmente nos países em desenvolvimento. 

Segundo a agência da ONU, para que estas tecnologias cheguem a quem mais precisa, é preciso reduzir a exclusão digital. Em todo o mundo, 6 mil milhões de pessoas não têm internet de banda larga atualmente, e 4 mil milhões não têm internet. 

Além disso, 2 mil milhões de cidadãos não têm telefones móveis. Também existem lacunas significativas no acesso entre os homens e mulheres, jovens e idosos. 

Fonte: ONU

Numa primeira fase, o teste será apenas usado para os grupos de maior risco e será feito por profissionais de saúde. A partir de 15 de outubro passa a estar disponível para o público em geral.

A partir de 15 de outubro qualquer pessoa em Portugal poderá fazer um teste que distingue a Covid-19 de outras infeções respiratórias, como a gripe. Para já, a partir desta sexta-feira, o teste está disponível, mas apenas para grupos de risco, sendo feito  através de urgências pediátricas, hospitais e outros profissionais de saúde autorizados.

Para realizar o teste —  através de uma única amostra via zaragatoa da nasofaringe — será necessário prescrição médica e, para já, ele poderá ser feito nos mesmos locais onde são realizados os testes à Covid-19. Os resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização do teste.

“A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não Covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico”, explica o diretor médico da empresa que vai disponibilizar este meio de diagnóstico, António Maia Gonçalves.

Segundo o comunicado da Unilabs, o teste permite fazer o diagnóstico diferencial entre SARS-CoV2  e as outras patologias respiratórias, através de quatro painéis — um para influenza A/B e vírus sincicial respiratório – RSV, outro para adenovírus, enterovírus, parainfluenza e metapneumovírus, outro para bocavírus, rhinovírus e coronavírus e, finalmente, outro painel também para agentes respiratórios bacterianos como mycoplasma, chlamydophila, legionella, haemophilus, streptococcus e a bordetella.

“Agora com a época da gripe, vamos ter doentes a tossir, com dores de garganta, pingo no nariz e com febre a recorrerem aos hospitais e centros de saúde. Clinicamente, é impossível sabermos se é Covid-19, uma gripe banal ou gripe A”, acrescentou o diretor médico.

Fonte: Observador

Estima-se que as vendas globais de carne congelada alcancem os 134 mil milhões de dólares, em 2023, o que representa um aumento de 12 mil milhões de dólares face às estimativas avançadas antes da pandemia de Covid-19, indica a GlobalData.

Só em 2020 espera-se que, como consequência das mudanças no consumo potenciadas pelo novo coronavírus, as vendas mundiais aumentem em 9.100 milhões de dólares, mais 8,1% em valor face à anterior projeção. “Os alimentos congelados experimentaram uma subida nas vendas globais, desde o início da pandemia, com um marcado impulso nas vendas de carne congelada em particular”, analisa Ryan Whittaker, analista de consumo da GlobalData.

 Impulso da Covid

A necessidade de evitar a infeção motivou as pessoas a fazerem menos visitas aos supermercados, mas maiores cestas, e a uma maior planificam das refeições e visitas. “Para os consumidores, a carne congelada é um investimento em refeições futuras, é duradoura, saborosa e, normalmente, mais barata, todos motivos sólidos para comprar durante a incerteza da Covid-19”, acrescenta Ryan Whittaker.

Nos primeiros seis meses de 2020, os canais retalhistas de todo o mundo experimentaram um grande aumento nas vendas, enquanto o “food service” e o “on the go” foram afetados. “O mais recente inquérito aos consumidores da GlobalData revelou que 44% espera que o clima económico dos seus países piore. À medida que a recessão de aproxima, os consumidores tendem a poupar dinheiro, normalmente, reduzindo as refeições fora de casa. Não obstante 49% dos consumidores globais dizerem que estão a comprar as mesmas quantidades de carne que anteriormente, apurámos que 22% comprou mais que antes. De facto, uma minoria de 3% confirma que está a armazenar carne. Podemos esperar que este comportamento dos consumidores continue até que os bloqueios e incertezas causadas pela Covid19 diminuam”, explica o analista da GlobalData.

Fonte: Grande Consumo

A publicação do Edital n.º 53  a 23 de setembro de 2020 é subsequente à aprovação de novo estatuto nacional referente à língua azul, com as consequentes alterações à zona de restrição, vacinação e regras de movimentação animal.

Passa a existir uma única zona de restrição para o serotipo 4 da língua azul, que abrange a totalidade do território de Portugal Continental, mantendo-se em vigor as medidas para controlo deste serotipo, designadamente  a vacinação obrigatória  dos animais da espécie ovina, com mais de 6 meses de idade, dos concelhos e freguesias indicados na tabela 1 do edital.

A nova zona de restrição é divulgada pela Comissão Europeia  junto dos restantes Estados-Membros, através do respetivo portal 
https://ec.europa.eu/food/animals/animal-diseases/control-measures/bluetongue_en

Fonte: DGAV

Covid-19 agrava preços das frutas e legumes

  • Thursday, 24 September 2020 10:03

As medidas de prevenção de contágio contra o novo coronavírus estão a aumentar os custos dos agricultores mas também os preços pagos pelos consumidores pelas frutas e legumes.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) confirma o aumento de preços recentemente indicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), acrescentando que a Covid-19 trouxe "custos adicionais, nomeadamente no transporte para os locais de trabalho e nalgumas situações nos próprios locais de trabalho".

Eduardo Oliveira e Sousa dá o exemplo das carrinhas que não podem levar nove pessoas como antes mas apenas cinco, obrigando os agricultores ou empresários a fazerem duas viagens, terem mais viaturas ou pagarem um suplemento aos trabalhadores por usarem a sua própria viatura para si e para alguns colegas.

"No manuseamento das centrais fruteiras ou hortofrutícolas também houve acréscimo de custos pelos planos de contingência, nomeadamente máscaras, álcool gel, separação das pessoas por turnos para evitar cruzamentos... numa logística extra que acrescentou custos e obriga a que se reflita no preço ao consumidor num setor com margens que já eram apertadas", acrescenta o representante dos agricultores.

Para lá da Covid-19, em alguns produtos este ano está a ser de redução das produções devido às alterações climáticas e fenómenos climatéricos extremos que aconteceram em 2020, com perdas muito significativas na pêra do Oeste e no vinho, nomeadamente na região do Douro onde a quebra na apanha de uvas ronda os 20 a 30%.

Fonte: TSF

Investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluíram que o contexto socioeconómico e a educação dos pais “não protegem os filhos de hábitos alimentares menos saudáveis” durante a adolescência, revelou esta quarta-feira a responsável.

Em declarações à agência Lusa, Sofia Vilela, investigadora do ISPUP, afirmou esta quarta-feira que o estudo, publicado na revista científica British Journal of Nutrition, tinha como propósito “avaliar se havia alguma influência do nível socioeconómico no consumo alimentar das crianças e dos adolescentes”.

“Queremos perceber se o contexto influenciava na ingestão diária de alimentos considerados mais saudáveis, como a carne magra, hortofrutícolas, peixe e ovos, ou, por outro lado, alimentos menos saudáveis e de elevada densidade energética, como bebidas açucaradas e ‘snacks’ salgados”, referiu. Para isso, os investigadores avaliaram os hábitos alimentares, peso e altura de 521 crianças e 632 adolescentes que participaram no Inquérito Alimentar Nacional de Atividade Física (IAN-AF), entre 2015 e 2016. Paralelamente, caracterizaram o estatuto socioeconómico dos participantes com base no nível de escolaridade dos pais, condição de trabalho, número de elementos do agregado familiar e a zona geográfica onde vivem.

Sofia Vilela disse que, apesar de as crianças e dos adolescentes que pertencem a um contexto socioeconómico mais elevado e têm pais mais escolarizados seguirem um padrão alimentar mais saudável, os adolescentes consomem “grandes quantidades de snacks salgados”.

“Como era expectável, um maior nível socioeconómico influenciou o maior consumo de hortofrutícolas, carne branca, peixe e ovos, mas quando vamos ver outros tipos de alimentos, nos adolescentes em particular, vemos que o nível socioeconómico também influenciou um maior consumo de snack salgados“, adiantou.

Acrescentou que “o nível socioeconómico não é o único a garantir melhores hábitos alimentares, porque quando chegam à adolescência, têm outro tipo de influências e também é preciso pensar sobre elas, nomeadamente a influência pelos pares, disponibilidade alimentar fora de casa e publicidade”. Nesse sentido, Sofia Vilela defendeu que futuras intervenções de saúde pública direcionadas aos adolescentes devem ter em conta estas especificidades.

O estudo, intitulado “The role of socioeconomic factors in food consumption of Portuguese children and adolescents: results from the National Food, Nutrition and Physical Activity Survey 2015-201”, foi desenvolvido no âmbito da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP.

Fonte: Observador