A DGAV divulgou o Relatório de Execução do Plano de Ação Nacional para o Uso Sustentável de Produtos Fitofarmacêuticos (PANUSPF).
O documento apresenta a análise global da implementação do PANUSPF desde a sua aprovação, em outubro de 2013, focando os resultados alcançados e analisando os mesmos através dos indicadores estabelecidos.
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Fonte: DGAV
A quantidade de açúcar nos pacotes vai voltar a baixar. Em janeiro de 2017, a quantidade máxima permitida passou de 8 para 5/6 gramas e, a partir de 1 de janeiro de 2020, os pacotes que acompanham o café nas grandes superfícies não poderão ter mais do que 4 gramas.
O protocolo que visa levar à prática esta nova redução foi assinado ontem entre a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), na presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.
Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, admite ao JN que se trata de "um projeto ambicioso e mais restritivo para as empresas de distribuição alimentar". Revela que o objetivo da DGS é "modificar os hábitos alimentares dos portugueses através da educação, alertando para os riscos de saúde como as cáries e diabetes." Lembra que atualmente tomar um café é um ato que está mais facilitado, a maioria dos hipermercados tem o seu próprio espaço, e esse é também um dos motivos para esta redução na gramagem do açúcar avançar nas grandes superfícies, afirma Pedro Graça.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, os hábitos alimentares inadequados são o fator de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa (19%) e um dos determinantes da doença crónica, que representa mais de 85% da carga de doença no sistema de saúde português
A redução do açúcar nos pacotes começou a ser aplicada em 2016, através de um compromisso de entendimento assinado entre o Ministério da Saúde e as Associações Representativas da Indústria Alimentar. Agora, a DGS vai ser mais ambiciosa e incentivar a grande distribuição a dar mais um passo em frente.
"O objetivo é que as pessoas que consomem um pacote de açúcar com o seu café o continuem a fazer, mas usando uma dose menor, contribuindo assim para a sua saúde", afirma Pedro Graça, acrescentando que se pretende também combater o desperdício alimentar, "pois há pessoas que não usam um pacote inteiro e o resto vai para o lixo".
Sobre a razão pela qual a medida só entrar em vigor a 31 de dezembro de 2019, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável explica que se pretende dar oportunidade aos distribuidores de escoar os milhares de pacotes de 5/6 gramas produzidos.
Fonte: ANILACT
Continuamos com a apresentação de frutos sazonais do verão com um novo cartão digital dedicado a um fruto que rima naturalmente com o verão, o melão.
Fonte: Nutrimento
Numa informação enviada à agência Lusa, a DGAV esclarece que a suspensão foi levantada na sexta-feira.
"Está a funcionar com acompanhamento permanente de uma equipa de inspetores sanitários e estão a ser implementadas as recomendações da DGAV no âmbito das boas práticas aplicáveis ao setor", acrescenta este organismo.
A atividade de abate no Matadouro de Leiria tinha sido suspensa em 25 de maio, na sequência de mais uma visita de controlo oficial, mas mantinham-se em funcionamento as restantes valências, explicou a semana passada a DGAV à Lusa.
Fonte: Diário de Notícias
A GNR apreendeu cerca de 400 quilogramas de ameijoa japonesa durante uma operação efetuada em Alcochete, no distrito de Setúbal, anunciou aquela força policial na passada terça-feira.
No âmbito da fiscalização de atividades relacionadas com a captura e comércio ilegal de bivalves, proteção das espécies e segurança alimentar, os militares detetaram os bivalves em situação irregular durante o transporte, não sendo acompanhados de documentos de registo obrigatório por lei", refere a GNR em comunicado.
O documento explica que, além do auto de contraordenação por este ilícito, foi também elaborado outro por falta de cartão de mariscador.
A operação foi efetuada na segunda-feira em Alcochete pelo Comando Territorial de Setúbal, através do Núcleo de Proteção Ambiental do Montijo.
Os bivalves, por ainda se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu habitat natural.
Fonte: Diário de Notícias
Com a escassez de peixe, devido à sobre-exploração dos mares e às alterações climáticas, a par com a devastação provocada pela produção intensiva de carne, novos desafios são colocados, a começar por saber como alimentar uma população global que chegará aos 10 mil milhões em meados do século XXI. A pensar em alternativas, multiplicam-se os projetos de investigação científica e tecnológica. Já se começam a produzir hambúrgueres de laboratório com moléculas de bovinos ou salsichas de insetos (há 1400 espécies comestíveis) e drageias nutritivas como as dos astronautas.
A diminuição do stock de sardinha levou o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES) a aconselhar, esta sexta-feira, que não haja captura em 2019. Já a pensar em alternativas, o Ministério do Mar em articulação com a Docapesca avançou com uma campanha a favor do consumo de carapau, cuja quota está longe de esgotada. Porém, Portugal deixou de ser autossuficiente em pescado há dois meses e a Europa tem de recorrer a importações de outros continentes para se abastecer de peixe e marisco até ao fim do ano, de acordo com um relatório divulgado pela World Wildlife Fund (WWF), na terça-feira.
António Marques, investigador do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) coordena um programa europeu que desenvolve processos e tecnologias para fortificar o pescado produzido em aquacultura com nutrientes como o iodo ou o ómega 3, assim como criar sensores que permitam controlar as toxinas em bivalves. “Já estamos a fazer testes em douradas no Algarve, em salmões na Noruega e em carpas na Polónia”, esclarece, adiantando esperar que os novos produtos “cheguem ao mercado daqui a cinco anos”. Mas fazer com o peixe o que já se começou a fazer com a carne em laboratório “é mais complicado, porque o peixe se degrada mais”. Certo é, ressalva, que “tem de se aproveitar todo o peixe que se captura”.
A ideia é reforçada por Iva Pires, especialista em Ecologia Humana da Universidade Nova (FCSH-UN): “Temos de reduzir o desperdício alimentar em geral e não só aumentar a produção de alimentos”. Um dos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU é reduzir para metade os 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos deitados fora anualmente. “Bastava reduzir esse desperdício em 20% para se ter uma incorporação equivalente de alimentos”, sustenta a socióloga.
No mundo em mudança, os ocidentais já começaram a orientalizar a ementa. A introdução de algas já é uma realidade e há projetos para a sua introdução em conservas de sardinha, cavala ou carapau, indica António Marques. O IPMA também já testou alforrecas como alimento, mas “como mais de 90% destes animais são água e os consumidores revelam alguma relutância”, será mais difícil a sua introdução na nova dieta. “Não podemos continuar a comer tanta proteína e temos de ter um consumo mais consciente”, defende Henrique Cabral, diretor do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE).
Em termos globais, em 1950 cada pessoa comia perto de 7 kg de peixe por ano, atualmente come 20 kg, e em Portugal sobe para 55 kg. Segundo o biólogo, o próprio mercado vai acabar por “definir novos recursos economicamente viáveis, que incluirá pescado atualmente não comercial, assim como uma diversificação de alimentos que podem passar por alforrecas, algas ou pepinos do mar”.
Em seu entender a aposta em aquacultura sustentável tem de ser um caminho, tendo em conta que importamos mais de metade das mais de 200 mil toneladas de peixe que consumimos (com o bacalhau e o salmão a pesarem mais na balança). O Governo pretende duplicar de 5 para 10% o pescado proveniente de aquacultura nacional até 2020 e triplicar a produção na década seguinte. E segundo a ministra Ana Paula Vitorino “até podemos no futuro produzir bacalhau em aquacultura, porque o que parece impossível agora, talvez não o seja daqui a uns anos”.
Fonte: Expresso
É impossível falar em exercício físico sem falar em alimentação. Estes dois fatores de um estilo de vida saudável andam de mão dada e aliam-se na procura por mais saúde, mais energia e mais músculos.
“A alimentação é responsável por possibilitar todas as reações orgânicas do nosso corpo e fazer com que seja possível termos energia, crescermos, desenvolvermos e nos mantermos saudáveis”, começa por explicar a nutricionista Andreia Santos.
Quando aliada à prática desportiva, a nutrição – que deve ser o mais personalizada possível – “pode auxiliar um programa de exercícios com finalidade específica, seja para melhoria da saúde, perda de peso e/ou aumento de massa muscular, entre outras”.
Deste modo, continua, a alimentação apresenta “um papel determinante na otimização da composição corporal, na obtenção do máximo rendimento, na retardação dos efeitos da fadiga muscular, na diminuição do risco de lesão e na recuperação após o exercício”.
No caso das atletas femininas, “pode ainda ajudar na reformulação dos hábitos alimentares e na manutenção de um adequado estado nutricional, sendo responsável por grande parte do resultado conquistado com o exercício físico”.
Além do pré e pós-treino. O poder da alimentação
De uma forma geral, esclarece Andreia Santos, “os nutrientes que compõem a alimentação dividem-se em proteínas, hidratos de carbono, lípidos (gorduras), vitaminas, minerais, fibras alimentares e água, mas na prática desportiva alguns apresentam um papel fundamental”.
As proteínas “são essenciais, pois apresentam uma função construtora das estruturas do nosso corpo, mais concretamente, os músculos, ajudam na recuperação das microlesões musculares induzidas pelo treino e minimizam o catabolismo muscular”.
Já as gorduras são uma “importante ajuda para o estado de saúde da atleta, pois ajudam a transportar as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e auxiliar na síntese de algumas hormonas”.
Os tão (incorretamente) rejeitados hidratos de carbono “são um dos principais combustíveis energéticos utilizados durante o exercício e ao contrário do que a maior parte dos praticantes de atividades físicas não competitivas, principalmente, pessoas que procuram o exercício físico como aliado da perda de peso pensam, os hidratos de carbono são fundamentais mesmo que precise de emagrecer, devem é saber quais os mais indicados, qual a quantidade certa para cada pessoa e, qual o momento, para serem ingeridos”.
No que diz respeito às vitaminas e os minerais, as “mais relevantes para as atletas são o cálcio e a vitamina D, as vitaminas do complexo B, ferro, zinco e magnésio, assim como alguns antioxidantes. Não esquecendo o papel essencial da hidratação”.
Fonte: Woman's Health
O verão é uma altura do ano que convida a realizar refeições fora de casa, quer na praia, no campo ou no jardim. Este ambiente de partilha pode e deve ser promotor de hábitos alimentares saudáveis, valorizando os alimentos da época e de produção local.
Seguem algumas sugestões de snacks práticos e saudáveis que pode transportar consigo e partilhar:
Fruta:
Opte por fruta característica dos meses de verão (melão, melancia, cerejas, ameixas, framboesas, figos, pêssegos…);
Sempre que possível transporte as frutas inteiras, pois mantêm o seu valor nutricional;
Depois de bem lavada a fruta pode ser consumida com casca, com o consequente aumento do teor de fibra;
Acondicione em caixas térmicas sempre que possível.
Hortícolas:
Pode transportar consigo palitos de vegetais, tais como cenoura, pepino ou aipo, sendo esta uma opção crocante com baixo valor energético;
O tomate cherry é igualmente uma opção prática e saborosa para os dias de verão.
Sandes:
Relativamente ao pão, pode optar por pão escuro, dando preferência a cereais integrais ou mistura de cereais. Varie o pão, evitando o branco com adição de gorduras e/ou açúcar, como alguns tipos de pão de forma;
Opte por incluir hortícolas nas suas sandes, tais como alface, tomate, cenoura, pepino, entre outras;
Quanto à fonte proteica, pode incluir queijo, ovo cozido, pescado em conserva, de preferência em água (como por exemplo o atum ou a sardinha). Outras opções como pasta de grão (húmus) ou feijão são boas opções para vegetarianos;
As sandes devem ser sempre protegidas do calor.
Frutos oleaginosos (amêndoas, nozes, amendoins…):
Uma prática e saudável opção para transportar para qualquer lado;
Devido ao seu elevado valor energético devem ser consumidos em moderação, devendo ser preparadas as doses recomendadas, antes de sair de casa;
Uma dose de frutos oleaginosos corresponde a: 10 amendoins ou 7 amêndoas ou 4 metades de nozes ou 7 cajus ou 7 avelãs;
Leia os rótulos, preferindo sempre as naturais sem adição de sal.
Bebidas:
A água deve ser a sua bebida de eleição;
Beba água regularmente ao longo do dia, podendo adicionar fruta, especiarias como a canela ou ervas aromáticas como a hortelã para lhe dar mais sabor.
Fonte: Nutrimento
Já é o segundo ano consecutivo com recomendação de "zero capturas" - a pesca da sardinha deveria ser suspensa em 2019 na costa atlântica de Portugal e Espanha, tendo em conta a diminuição do stock verificada nos últimos anos, segundo um parecer do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (CIEM ou ICES, na sigla internacional), o organismo científico que aconselha a Comissão Europeia sobre as limitações e quotas de captura de peixe, divulgado na passada sexta-feira, 13 de Julho.
“Deve haver zero capturas em 2019”, lê-se no documento do organismo científico, no seu parecer para as divisões relativas ao Mar Cantábrico e costa atlântica portuguesa (8c e 9a, respectivamente). O parecer definitivo sobre as recomendações para o próximo ano será feito, como habitualmente, em Outubro, em vésperas dos conselhos europeus de pesca que determinarão a gestão de 2019. No ano passado, recorde-se, o ICES já tinha recomendado "zero capturas" de sardinha em 2018 para estas duas divisões de pesca. No Golfo da Biscaia (divisões 8a, b, d), aparentemente, a situação não estará tão grave.
Noutras áreas de pesca de sardinha, como em águas do Reino Unido - Mar Celta e Canal da Mancha - o parecer emitido há um ano foi para uma redução de 20% na pesca em 2018. Este ano ainda não houve actualização para essas divisões em águas britânicas.
De acordo com o relatório mais recente do ICES, o stock de sardinha com um ou mais anos, nas divisões da costa ibérica do Atlântico, tem recuado desde 2006, tendo ficado abaixo dos 0,4 milhões de toneladas - o que reitera a análise de 2018. Mantêm-se num mínimo histórico perigoso desde 2012, bem abaixo do limite biológico de segurança (Blim), garantia da recuperação da espécie. O relatório indica que a biomassa de peixes com mais de um ano (peixes adultos, capazes de se reproduzir) é “menos de metade de Blim desde 2011” e por isso “o recrutamento está prejudicado”.
O recrutamento (novos peixes) tem sido inferior “à média, desde 2005, tendo mesmo em 2017 alcançado o pior resultado”, abaixo dos cinco mil milhões de toneladas, indica o relatório. “O recrutamento tem registado mínimos históricos desde 2006”, avalia a organização, e "em 2017 foi estimado como o mais baixo em toda a série histórica", lê-se.
A organização desaconselha a pesca, dentro de uma gestão precaucionária da espécie — "deve haver zero capturas" —, porque não há qualquer cenário sustentável que garanta a recuperação da espécie até 2020. A recomendação surge ilustrada por vários cenários de captura. Por exemplo, se o número de capturas de peixes entre os dois e cinco anos for o mesmo que em 2018, a biomassa com mais de um ano rondará as 158.409 toneladas, abaixo das 169.327 toneladas caso a captura seja proibida.
Com base nas recomendações do ano passado - primeiro ano em que o CIEM aconselhou a suspensão total de pesca de sardinha na costa Atlântica da Península Ibérica e Mar Cantábrico, entre Janeiro a Maio de 2018 a pesca da sardinha esteve proibida. Os pescadores têm autorização para a capturar desde 21 de Maio e até 31 de Julho, mas de forma limitada — apenas 4855 toneladas, com limites diários, medidas de protecção dos juvenis e monitorização da pesca.
No espaço da União Europeia, a política de gestão dos recursos marinhos é partilhada, sendo essencialmente visível aos cidadãos pela atribuição de quotas gerais de capturas e limitações para cada Estado-membro. É para tomar decisões a 28 que Bruxelas parte das negociações com os parceres e recomendações científicas do CIEM.
A sardinha, contudo, não tem uma quota limite de pesca. Tem, explicou mais uma vez a Comissão Europeia no ano passado, recomendações científicas, que partem do CIEM, no caso português em coordenação com o IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera, e são negociadas essencialmente (no caso destas duas divisões em específico) entre Bruxelas, Lisboa e Madrid.
O CIEM repete o conselho de 2017, ano em que também recomendou zero capturas para Portugal e Espanha. “Colocar o stock [de sardinhas] acima do limite de biomassa desovante adequado exigirá, com elevada probabilidade (mais de 95%), 15 anos sem pesca alguma. Porém, se o actual nível de recrutamento (número de sardinhas que superam a idade mínima de um ano para entrar no stock pescável) continuar nos níveis baixos em que está, no futuro aquele limite pode não ser atingido sequer sem nenhuma pesca", lê-se no relatório do ano passado.
Fonte: Público
O Executivo aprovou esta quinta-feira (12 de julho) uma resolução para a criação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. De acordo com o Governo, a criação deste órgão tem como objetivo estimular e garantir a confiança dos consumidores nos produtos alimentares, criando um “diálogo aberto e responsável” entre todas as entidades que intervêm na segurança da cadeia alimentar.
O Governo diz também que este será um órgão interministerial que contará com a participação da sociedade civil, nomeadamente com a academia e com o setor empresarial, contribuindo “para a concretização do Direito Humano à Alimentação Adequada, no âmbito da CPLP”.
Em 2017, a criação deste órgão tinha sido considerada“prioritária” pelo representante da FAO em Portugal. Para Francisco Sarmento, a criação de uma plataforma como a que agora será criada permite “que as diferentes iniciativas que existem do Ministério da Saúde, da Educação, da Agricultura possam caminhar juntas para resolver os problemas da alimentação”.
Fonte: Vida Rural
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