A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) vai implementar o transporte de amostras para análise e o envio de selos de garantia via CTT como medidas de prevenção contra o novo coronavírus.
Em comunicado, a comissão explicou que este serviço visa facilitar os procedimentos, normalmente feitos ao balcão, e evitar os contactos diretos.
Quanto ao transporte de amostras para análise, o produtor prepara as amostras, solicita a recolha no 'site' da CVRVV e um estafeta desloca-se à quinta, recolhe a amostra e entrega-a no laboratório no dia seguinte, sublinhou.
Já sobre o envio de selos de garantia, a comissão referiu que uma vez concluído com sucesso o processo de certificação, os selos para o engarrafamento são enviados diretamente para a adega do produtor em 24 horas.
Na nota, a CVRVV, entidade responsável pela certificação e promoção do Vinho Verde, revelou que o laboratório do Porto analisa cerca de 5.000 amostras de vinhos/ano.
“Espalhando-se por 48 concelhos em todo o noroeste do país, a região engarrafa cerca de 70 milhões de litro/ano através de cerca de 500 firmas e cooperativas engarrafadoras”, adiantou.
Fonte: Sapo24
A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que vai criar legislação para promover os produtos reutilizáveis e duradouros na União Europeia (UE) e restringir os de uso único, em áreas como as embalagens, os plásticos, a tecnologia e o têxtil.
No âmbito de um plano de ação para a economia circular, esta quarta-feira divulgado em Bruxelas e que está em linha com o novo Pacto Ecológico Europeu, o executivo comunitário anunciou que pretende “tornar os produtos ‘verdes’ como a norma na UE”, em detrimento dos descartáveis.
Por isso, a Comissão vai “propor legislação para uma Política de Produtos Sustentáveis, visando garantir que os produtos colocados no mercado da UE são projetados para durar mais tempo, são mais fáceis de reutilizar, consertar e reciclar e incorporam o máximo possível de material reciclado em vez de matéria-prima primária”, explicou Bruxelas. Nesta linha, o executivo comunitário pretende também que “o uso único seja restrito, a validade prematura seja reavaliada e que a destruição de bens duráveis não vendidos seja proibida”.
Em causa está, desde logo, o setor da alimentação (no retalho e na restauração, por exemplo), na qual o executivo comunitário quer incentivar à reutilização e à substituição de embalagens e de louças e talheres descartáveis por produtos reutilizáveis. Serão, também, criados novos requisitos obrigatórios para embalagens permitidas na UE. Haverá, ainda, novas regras obrigatórias para o setor do plástico, apelando-se à preferência por plásticos biodegradáveis, produtos de base biológica e microplásticos e conteúdos reciclados.
Os setores da tecnologia e do têxtil não serão esquecidos e, enquanto no primeiro plano Bruxelas quer garantir uma vida útil mais longa dos produtos e melhorar o tratamento dos resíduos, no segundo, o objetivo é impulsionar o mercado da UE para a reutilização de têxteis. Da lista fazem ainda parte o setor das baterias e veículos, que terá um novo quadro regulamentar para melhorar a sua sustentabilidade, e o da construção e edifícios, que terá uma estratégia para a inclusão de princípios de circularidade. Para promover estes produtos mais ‘verdes’, Bruxelas promete criar incentivos na manufatura.
Estas novas leis comunitárias deverão ser apresentadas de forma mais concreta até ao próximo ano, período até ao qual o executivo comunitário quer incorporar nas políticas de produtos e consumidores aquilo que designou como “direito à reparação”, para assegurar a reparabilidade e durabilidade dos bens. A redução do desperdício será outra das batalhas de Bruxelas nesta estratégia para a economia circular.
"O foco será evitar completamente o desperdício e transformá-lo em recursos secundários de alta qualidade”, precisa a instituição liderada por Ursula von der Leyen, adiantando que “a Comissão vai analisar a criação um modelo harmonizado em toda a UE para a recolha seletiva de resíduos e a rotulagem”, bem como apresentar medidas para “minimizar as exportações de resíduos”.
Estimativas de Bruxelas apontam que a economia circular tem benefícios para o meio ambiente, ajudando a UE a alcançar a neutralidade climática até 2050, mas também para a economia, permitindo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da União em 0,5% até 2030 e a criação de 700 mil novos empregos.
Fonte: Observador
Este sábado, a Associação da Indústria Alimentar pelo Frio (ALIF) pediu audiências ao ministro das Finanças, Mário Centeno, e aos grupos parlamentares, para defender o fim da tributação diferenciada de vários produtos alimentares.
De acordo com um comunicado enviado pela ALIF, “a indústria alimentar enviou pedidos de audiências aos grupos parlamentares para que estes considerem – com vista ao Orçamento do Estado de 2021 – o fim de três taxas de IVA diferentes em vigor para os mesmos alimentos”.
Para além dos pedidos aos partidos com representação na Assembleia da República, a ALIF já tinha enviado uma carta ao ministro das Finanças, Mário Centeno, na qual o seu presidente, Manuel Tarré, expõe “que não faz qualquer sentido aplicar a taxa máxima de IVA de 23% aos alimentos congelados e às refeições cozinhadas que os portugueses levam para casa, sobretudo quando estes só pagam 13% de IVA quando as consomem nos restaurantes”.
Para além desta diferença na tributação, a associação presidida pelo também presidente da empresa de ultracongelados Gelpeixe lembra que “o mesmo produto – por exemplo peixe – paga 6% de IVA se for vendido fresco ou congelado no mercado ou no supermercado”.
"Não faz qualquer sentido tributar o mesmo produto como básico, quando é fresco; como produto merecedor de um escalão intermédio, quando é servido num restaurante; e como produto de luxo quando é levado para casa”, defende Manuel Tarré.
Na carta endereçada a Mário Centeno, a associação solicita ao Governo que “não onere nenhum produto alimentar com a taxa máxima de IVA”, defendendo que o faz por “coerência da política fiscal e harmonização com os principais parceiros económicos europeus”, pela “promoção da saúde dos portugueses” e por “benefício para a economia portuguesa, no qual inclui o seu próprio interesse”.
“Este obstáculo criado pela política fiscal ao consumo acessível de certos alimentos — peixe, por exemplo — empobrece a dieta das famílias com menos recursos”, defende a associação empresarial, numa carta datada de 27 de janeiro.
O documento assinado por Manuel Tarré alega ainda que “a aplicação da taxa máxima de IVA a produtos tão básicos como o peixe ou a carne congelada ou pré-cozinhada para levar para casa é fiscalmente regressiva”, já que com a aplicação da taxa intermédia ou mínima “o aumento do seu consumo pela população traduzir-se-á num aumento da receita fiscal”.
Fonte: Observador
Fonte: Diário Campanário
Mais de 100 escolas continuam a vender alimentos açucarados, como refrigerantes e chocolates, apesar das recomendações em contrário da Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Direção-Geral da Educação (DGE), que tentam promover “princípios de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde”.
Em 2012, foi criado um documento de orientação sobre a oferta alimentar nos estabelecimentos de ensino, mas muitas escolas parecem estar a ignorar este aviso. Só este ano, já foram registados mais de uma centena de contratos entre escolas públicas e empresas para fornecimento de alimentos que, segundo as entidades, deviam ser evitados. O documento criado pela DGS e pela DGE indicava que alimentos ricos em lípidos e sal, como os enchidos, ou ricos em açúcar, como bolos, refrigerantes, gelados e chocolates, devem ser evitados ou limitados.
Não há “alimentos proibidos”, mas o médico Ricardo Racha-Pacheco, citado pelo DN, sublinha que há “alimentos que devem comer-se com muito baixa frequência”. Um estudo do Conselho Nacional de Saúde (CNS) de 2018 já tinha avançado, segundo o jornal, que a maioria dos estabelecimentos escolares não cumpre a proporção entre produtos a promover e produtos a limitar, sendo que os que cumprem são apenas 1,3%.
Apesar dos vários programas de combate à obesidade nas escolas dinamizados pela DGE e pela DGS, que alertam crianças em escolas de todo o país dos perigos do açúcar e do sal para a saúde e da importância de uma alimentação saudável e variada, a obesidade infantil em Portugal continua a ser das mais altas na Europa: 15,3% das crianças de 8 anos são obesas e 5,4% têm obesidade severa, segundo dados da Childhood Obesity Surveillance Initiative, citada pelo jornal.
Fonte: Observador
Os produtores, comerciantes, industriais, transportadores, caçadores, médicos veterinários e de quem lida com os efetivos de suínos e com as populações de javalis devem notificar qualquer ocorrência ou suspeita de PSA bem como aumentos anormais na mortalidade nas populações de javalis (art.º 3.º do Decreto-lei n.º 267/2003 de 25 de outubro), aos serviços regionais e locais da DGAV (ver contactos)
Situação Atual da PSA:
Fonte: DGAV/Qualfood
As infeções alimentares estão a tornar-se mais difíceis de tratar, de acordo com o relatório de resistência antimicrobiana emitido pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) e ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças).
Existe um aumento contínuo da resistência de Salmonella e Campylobacter a ciprofloxacina, um dos antibióticos principais para o tratamento de infeções causadas pelas mesmas, afirma o ECDC e a EFSA.
Os dados provenientes de humanos, animais e alimentos mostram que uma grande proporção de Salmonella são multi-resistentes a um conjunto de antibióticos, o que significa que são resistentes a três ou mais agentes antimicrobianos. Em 2017 e 2018, dados sobre a resistência antimicrobiana das bactérias foram providenciados pelos 28 estados-membros e analizados pela EFSA e ECDC.
Dados relativos a Salmonella em humanos
A Salmonella spp. , de infetados humanos em 2018, apresentaram elevados níveis de resistência a ampicilina, sulfonamidas e tetraciclinas, particularmente em serovírus comuns em porcos. Foi observado o declínio na resistência à ampicilina e tetraciclinas na Salmonella Typhimurium, em diversos países de 2013 a 2018.
A resistência a gentamicina foi em geral baixa, exceto para Salmonella Kentucky que se verificou muito alta. Também os níveis de cloranfenicol foram baixos, mas moderados para Salmonella Typhimurium.
Em humanos, a resistência a ciprofloxacina é comum, particularmente para certos tipos de Salmonella, e a resistência a maiores concentrações aumentou em 2016. A ciprofloxacina é uma fluoroquinolona, uma classe de antimicrobianos categorizados como uso fundamental em humanos. Ambas as agências alertaram que a perda de eficácia deste agente teria um impacto significativo na saúde humana.
Para os antimicrobianos cefotaxima e ceftazidima, que representam a 3ª geração de cefalosporinas, os níveis de resistência foram baixos. A resistência combinada a ciprofloxacina e cefotaxima foi baixa em Salmonella spp. mas alta em Salmonella Infantis e Salmonella Kentucky.
Apenas sete e oito países testaram a resistência a antibióticos de última linha como azitromicina e tigeciclina, respetivamente, mas a resistência foi muito baixa. A resistência a colistina foi detetada em 7,8 por cento dos isolados onde a maioria era Salmonella Enteriditis ou Salmonella Dublin.
Casos esporádicos de humanos contaminados com Salmonella têm sido reportados como resistentes a carbapenemas, um antibiótico de última linha. Também a resistência a colistina não foi comum a Salmonella e E.coli.
Mike Catchpole, investigador-chefe no ECDC, expressa a sua preocupação com a resistência de bactérias a antibióticos como carbapenemas, na UE.
"A forma mais eficaz de prevenir a propagação de espécies resistentes a carbapenemas é a pesquisa continua e a resposta imediata a deteções positivas. ECDC em conjunto com os membros da UE e a EFSA, trabalham numa abordagem para promover a deteção prévia e monitorização, como esforço para combater as persistente ameaça de infeções zoonóticas resistentes a antibióticos.
Dados relativos a Campylobacter em humanos
Relativamente à Campylobacter, 16 de 19 países reportaram percentagens altas ou muito altas de resistência a ciprofloxacina. A proporção de isolados humanos de Campylobacter jejuni resistentes a eritromicina foi geralmente baixo, mas alto para Campylobacter coli.
Proporções altas e extremamente altas de resistência a tetraciclinas foram observadas em Campylobacter jejuni e Campylobacter coli. Baixas proporções de isolados eram resistentes a gentamicina e a amoxicilina- ácido clavulânico.
Foram testados em isolados a resistência a múltiplos antibióticos pertencentes a 4 classes diferentes (fluoroquinolonas, macrolídeos, tetraciclinas e aminoglicosídeos), que se revelou baixa para Campylobacter jejuni mas moderada em Campylobacter coli. O padrão mais comum foi a resistência a ciprofloxacina e tetraciclina.
A monitorização e os comunicados da resistência antimicrobiana (AMR) em 2017 e 2018 incluíram dados relativos a isolados de E.coli. Alguns países comunicaram, voluntariamente, dados sobre a ocorrência de Staphylococcus aureus resistentes a meticilinas em animais e alimentos.
Marta Hugas, investigadora-chefe na EFSA, afirma que a resistência antimicrobiana é uma ameaça global à saúde pública e animal. "As descobertas positivas em animais que originam alimentos, são encorajadoras porque são sinal de melhoria. No entanto, precisamos investigar melhor os motivos por detrás dessa alteração", afirmou Hugas.
Fonte: Food Safety News
As autoridades sanitárias e a comunidade científica concorda que o coronavírus não se apresenta como uma ameça, de momento, no que diz respeito a doenças alimentares. No entanto, alguns mantêm-se mais vagos em relação a este assunto.
"Embora teoricamente seja possível a transmissão do vírus através de alimentos, baseado no que sabemos, este risco é drasticamente mais baixo, do que a transmissão via gotículas que existam no ar", comunicou Donald W. Schaffner, especialista em ciência dos alimentos e professor distinguido na Universidade de Rutgers.
Schaffner tem realizado uma pesquisa intensiva em avaliação quantitativa do risco microbiano, em microbiologia alimentar preditiva, lavagem das mãos e contaminação cruzada. Frequentemente trabalha com Ben Chapman, Professor e Especialista em segurança alimentar e com o Departamento Ciências Humanas e Agrárias, na Universidade do estado Carolina do Norte.
"Visto que o coronavírus, é um vírus de índole respiratória, acreditamos que seja contraído apenas pela inalação ou mecanismo similar (como colocar o dedo contaminado no nariz). Se estivesse presente nos alimentos, seria destruído durante um processo adequado de confeção", afirmou Chapman.
O CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA) reportou que o vírus é transmissível entre humanos pelas gotículas expelidas através de espirros, tosse e conversação.
"Atualmente, não existem evidências que suportem a transmissão de COVID-19 através de alimentos. Poderá ser possível a transmissão através do contacto com superfícies ou objetos contaminados seguindo-se do contacto com zonas como a boca, nariz ou olhos, no entanto esta não é a via principal de transmissão".
Existe a possibilidade de contaminação cruzada através de superfícies como puxadores de portas, utensílios de cozinha, bancadas e outros objetos, mas o perigo é baixo, de acordo com o CDC. "Devido à baixa taxa de sobrevivência destes tipos de vírus em superfícies, é provável que o risco de transmissão em produtos alimentares ou embalagens que são estão sujeitas a tempos de transporte superiores (de dias ou semanas à temperatura ambiente, refrigerada ou congelação) seja muito baixo", informa o CDC.
As autoridades de saúde internacionais, que declararam este surto como emergência global, também afirmam que a transmissão e contaminação via alimentar é uma preocupação menor.
O vírus apresenta características muito semelhantes aos vírus SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) ou MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), que não se propagavam através de géneros alimentícios. A Organização Mundial de Saúde reporta que não existem, ainda, evidências que sustentem a teoria da propagação do vírus através de alimentos. Surgiram algumas preocupações inicias em relação à transmissão via alimentos, quando foi constatado que o vírus teve origem no mesmo mercado de alimentos chinês. Ao contrário de outros vírus, como o norovírus e o vírus da Hepatite A, os coronavírus não se desenvolvem em alimentos, de acordo com as autoridades sanitárias internacionais. Os coronavírus necessitam de um hospedeiro animal, onde estão incluídos os humanos, para se desenvolverem.
Como recomendado, a arma mais eficaz contra os vírus é unânime, e é necessário o aumento da sensibilização para uma lavagem frequente e eficaz das mãos.
"O risco associado aos restaurantes, é o mesmo associado a outros locais onde se reúnem mais pessoas, onde o vírus pode ser transmitido pelas superfícies (mesas, puxadores, menus) e a lavagem das mãos e utilização de desinfetante serão passos eficazes para a redução do risco de transmissão de vírus como COVID-19 e gripes", afirmou Chapman.
"Pessoalmente, tento ser bastante diligente na lavagem das mãos e no uso de desinfetante - que é de facto, bastante eficaz contra coronavírus. Tento também, estar alerta em relação às superfícies que toco antes de tocar no nariz ou boca. Não estou a evitar portanto, qualquer tipo de alimento em específico".
Fonte: Food Safety News
Portugal e Espanha defendem que a evolução positiva dos recursos de sardinha no mar pode permitir um aumento das capturas por parte dos seus pescadores em 2020, mas a decisão tem ainda de ser confirmada pelos técnicos.
“Portugal e Espanha concertaram posições para conseguir mais quota, mas isso só pode ser feito depois de uma validação científica”, explicou hoje o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, à agência Lusa.
José Apolinário esteve reunido no final da semana passada com a secretária-geral das Pescas de Espanha, Alicia Villauriz, para definir a estratégia para as próximas semanas.
Os dois países ibéricos “querem mais” do que a quota de 4.142 toneladas para 2020 recomendada e, segundo Lisboa, será possível chegar pelo menos às 10.799 toneladas de sardinha pescada em 2019.
Fonte: Sapo24
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já tinha afirmado, na sua secção de perguntas e respostas sobre o Covid-19, que não havia certezas sobre o comportamento do vírus em contacto com diversas superfícies. Agora, na noite de segunda-feira, confirmou ao Daily Telegraph uma possibilidade concreta: a OMS não exclui a hipótese de que o vírus se propague através de dinheiro vivo, em particular notas bancárias, razão pela qual pede às pessoas que lavem as mãos quando o utilizam.
"Sabemos que o dinheiro muda de mãos frequentemente e pode apanhar todo o tipo de bactérias e vírus”, afirmou um porta-voz da OMS ao jornal. “Aconselhamos às pessoas que lavem as mãos depois de mexer em notas e que evitem tocar na cara.” A Organização deixa ainda uma recomendação final: “Sempre que possível, é aconselhável que se utilize pagamentos contacless, para reduzir o risco de transmissão.
Na China e na Coreia do Sul, países onde a epidemia já matou no total quase três mil pessoas, os bancos já estão a adotar medidas para desinfetar as notas bancárias. O Banco Central da China confirmou em meados de fevereiro que os bancos do país estão a fazer essa limpeza, guardando e selando depois as notas entre 7 a 14 dias (tempo médio de incubação do vírus) antes de as voltar a introduzir em circulação.
A confirmação ao Telegraph surgiu depois de o Banco de Inglaterra ter relembrado na noite de domingo que as notas podem “transportar bactérias e vírus”. Contudo, contactada pelo diário britânico, uma fonte do Banco garantiu não haver planos para aplicar no Reino Unido um sistema de desinfeção semelhante ao chinês. “O risco [de contágio] ao tocar numa nota de polímero não é maior do que o de tocar em qualquer outra superfície comum, como corrimões, maçanetas ou cartões de crédito”, acrescentou a mesma fonte.
A dúvida surge porque, como explica a própria OMS, há ainda muitas incertezas por parte da comunidade científica em torno do Covid-19, não havendo ainda certezas absolutas sobre a forma de contágio e sobre quanto tempo pode este coronavírus sobreviver fora do corpo humano.
Fonte: Observador
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