A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), no âmbito de uma ação de fiscalização da Brigada de Indústrias da Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional de Mirandela, levada a efeito no passado dia 16 de fevereiro, procedeu à suspensão da atividade de um estabelecimento de comércio por grosso e de armazenagem de géneros alimentícios de origem animal, no concelho de Guimarães.
Como principais infrações detetadas, destacam-se o não cumprimento das condições de temperatura controlada, bem como, a inexistência do número de controlo veterinário (NCV), atribuído pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que constituem pré-requisitos para que se mostrem cumpridas, perante os consumidores e as autoridades de controlo, as normas de segurança alimentar e o as disposições legais dos regulamentos europeus aplicáveis.
Durante a operação verificou-se que, nas duas câmaras frigoríficas de conservação do estabelecimento, encontravam-se armazenadas cerca de 12 toneladas de produtos ultracongelados à base de carne.
O representante do estabelecimento foi, ainda, advertido de que o não cumprimento imediato da ordem de suspensão ou a sua violação posterior constituem a prática de crime de desobediência previsto e punido pelo Código Penal.
A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização em prol da sã e leal concorrência entre operadores económicos e da proteção dos consumidores.
Fonte: ASAE
A canadense Native Shoes criou uma marca de calçado compostos por fibras vegetais e que garantem produtos 100% biodegradáveis. Isto é, que podem ser decompostos mais rapidamente na natureza. Batizado de Plant Shoe, o calçado é feito com fibras de cascas de abacaxi, algodão orgânico, linho, polpa de eucalipto, entre outros componentes vegetais.
Em vez de cola, os sapatos são costurados. Um processo trabalhoso, mas que dispensa adesivos ou colas feitas com ingredientes de origem animal. Até mesmo a palmilha, produzida normalmente com espuma sintética, é feita com uma espécie de cânhamo e milho.
“Nenhum dos nossos materiais é particularmente inovador e, de certa forma (talvez com alguns ajustes), eles estão por aí há muito tempo. Ninguém anteriormente olhou para o passado para resolver o futuro. Nós usamos técnicas muito antigas, usando materiais antigos, e descobrimos uma maneira de fazê-lo para uns ténis modernos”, disse a empresa em comunicado.
Quase duas mil azinheiras foram abatidas e mais de mil foram alvo de podas mal executadas no concelho de Monforte (Portalegre), numa área aproximada de 42 hectares, revelou hoje a GNR, que remeteu os factos para tribunal.
O Comando Territorial de Portalegre da GNR explica, em comunicado, que, na quarta-feira, militares do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Elvas detetaram “o corte rente e a poda mal executada de cerca de 3.000 azinheiras, no concelho de Monforte”.
Durante uma ação de patrulhamento de proteção florestal, a GNR verificou, numa área de aproximadamente 42 hectares, o “corte rente de 1.939 azinheiras” e as podas mal executadas de “1.058 azinheiras”, indicando que todas estas árvores se encontravam “em bom estado vegetativo”.
“No decorrer das diligências policiais, foi solicitada a colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para avaliar o impacto no ecossistema e a destruição do estado vegetativo das árvores, tendo sido elaborado um auto de contraordenação por falta de autorização do corte de azinheiras adultas e de poda mal executada”, pode ler-se no comunicado da Guarda.
A GNR elaborou ainda um auto de notícia por danos contra a natureza, tendo os factos sido remetidos para o Tribunal de Portalegre.
Fonte da GNR disse à Lusa que está a investigar este caso, “não tendo certezas” quanto aos motivos que provocaram esta situação.
No comunicado, a GNR recorda que o corte ou arranque de azinheiras e sobreiros, em povoamento ou isolados, “carece de autorização prévia”, uma vez que “estas espécies incluem alguns dos biótopos mais importantes em Portugal continental em termos de conservação da natureza”.
A GNR sublinha ainda que estas árvores desempenham “uma importante função” na conservação do solo, na regularização do ciclo hidrológico e na qualidade da água.
“Têm ainda um elevado interesse económico a nível local, desempenhando um papel fundamental na produção animal, nomeadamente destinada a produtos tradicionais”, frisou a Guarda.
Fonte: Agroportal
A EFSA e o ECDC publicaram o “European Union One Health 2019 Zoonoses Report”, relatório anual sobre Zoonoses da União Europeia referente a 2019.
A publicação do relatório é acompanhado por uma notícia no site da EFSA, https://www.efsa.europa.eu/en/news/campylobacter-and-salmonella-cases-stable-eu
O Relatório está disponível aqui.
As mensagens chave deste relatório são:
Fonte: ASAE
Mais de 140 cientistas apoiaram uma iniciativa de cidadania europeia que apela para o fim da utilização de gaiolas e jaulas para animais de pecuária em toda a União Europeia (UE), divulgou hoje a associação SOS Animal.
Numa carta endereçada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assim como ao vice-presidente, Frans Timmermans, e aos comissários Stella Kyriakides e Janusz Wojciechowski, os cientistas referem que “na União Europeia mais de 300 milhões de animais de criação estão enjaulados” e consideram que isso tem “graves desvantagens para o bem-estar dos animais”.
“O seu uso [das gaiolas] é inconsistente com o reconhecimento pelo Tratado dos animais como seres sencientes”, frisa o documento que visa “apoiar totalmente o apelo de mais de um milhão de pessoas”.
Entre o grupo internacional de cientistas que manifestaram o apoio à iniciativa “End tge Cage Age” (Fim da Idade da Gaiola), que reuniu mais de 1,4 milhões de assinaturas, está a famosa primatóloga britânica Jane Goodall, que assina a carta enviada à Comissão Europeia a pedir para “eliminar gradualmente todas as gaiolas e jaulas na indústria pecuária”.
“Atualmente, a maioria das pessoas entende que os pássaros são seres sencientes. As inúmeras pesquisas científicas sustentam-no e não pode haver dúvida de que uma vida confinada numa pequena gaiola causa grande sofrimento. A UE tem de agir em nome dos milhões de galinhas e outros animais tratados desta forma cruel”, disse a Mensageira da Paz das Nações Unidas.
A carta enviada pelos cientistas defende ainda que “existem melhores sistemas” para o setor da pecuária do que as gaiolas e apela à Comissão Europeia para “atualizar a legislação” de forma que “nenhum animal de criação ou pecuária” sofra numa gaiola.
As gaiolas enriquecidas para galinhas poedeiras, as caixas de parto para porcas, as caixas de porcas, as gaiolas para frangas, galinhas poedeiras e frangos, as gaiolas para coelhos, as gaiolas para codornizes, patos e gansos, assim como os recintos individuais para bezerros são os principais alvos da petição.
Apesar de o Tratado da EU reconhecer os animais como seres sencientes, “mais de 300 milhões de porcos, galinhas, coelhos, patos e codornizes estão confinados por toda a Europa”, acrescenta a SOS Animal, em gaiolas “estéreis, apertadas e que negam aos animais espaço para se movimentarem livremente”.
“A campanha ‘End the Cage Age’ tem o apoio de mais de 170 organizações europeias, dezenas de deputados do parlamento europeu, do Comité das Regiões Europeu e de 1,4 milhões de cidadãos da EU. A Comissão Europeia deve comprometer-se com a legislação que acabará com a ‘Era da Jaula’ para sempre”, defendeu a presidente da SOS Animal, Sandra Duarte Cardoso.
Fonte: Agroportal
A Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana apreendeu no passado dia 23 de fevereiro 4 950 quilos de sardinha no Porto de Pesca de Sesimbra.
A sardinha era da espécie sardina pilchardus e a quantidade teria aproximadamente um valor de 44 550 euros.“Atendendo a que a captura e descarga de sardinha se encontra proibida desde outubro do ano passado, foi identificado o mestre da embarcação, um homem de 50 anos, e elaborado o respetivo auto de contraordenação, cuja coima poderá ascender aos 50 000 euros. O pescado apreendido, após ser submetido a inspeção higiossanitária, será doado a instituições de solidariedade social da região”, explica a GNR.
A pesca à sardinha está interdita desde 10 de outubro devido ao facto de ter-se atingido o limite de captura definido para o ano de 2020. Com vista a recuperar o stock de sardinha, a quota de pesca do peixe tem vindo a ser reduzida. No entanto, estas medidas têm possibilitado o aumento da população da sua população.
Em média, uma criança ocidental tem 18 quilogramas de brinquedos de plástico, e grande parte deles, podem não ser seguros, indica um novo estudo da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU). A equipa encontrou 126 químicos preocupantes nos brinquedos analisados, ou seja, que excedem a quantidade regulamentada, e que podem por em risco a saúde das crianças.
“Dos 419 químicos encontrados em materiais plásticos duros, macios e de espuma utilizados em brinquedos infantis, identificámos 126 substâncias que podem prejudicar a saúde das crianças com efeitos cancerígenos ou não cancerígenos, incluindo 31 plastificantes, 18 retardadores de chama e 8 fragrâncias”, afirmam no documento.
Os brinquedos de plástico macio são os que apresentam maior risco para os mais pequenos, devido aos plastificantes e a outros químicos nocivos. Em relação à exposição a estas substâncias, a inalação é o meio que domina, “porque as crianças geralmente inalam químicos que se espalham para fora de todos os brinquedos no quarto, enquanto normalmente só tocam em um brinquedo de cada vez” explica Peter Fantke, um dos autores do estudo.
Existe uma notória dificuldade em perceber que brinquedos contêm químicos nocivos e quais as substâncias presentes na sua composição, pelo que os investigadores propõem que “os reguladores incluam todas as substâncias e abordem a exposição a brinquedos que são produzidos fora da Europa e importados para o mercado europeu”.
Devem então ser desenvolvidos novos produtos com substâncias mais seguras para as crianças, e os pais devem evitar a compra destes brinquedos, especialmente os de plástico macio. O estudo aconselha ainda que estes ventilem todos os dias os quartos dos filhos.
Fonte: Greensavers
Foi lançada, no passado dia 19 de fevereiro, a plataforma https://www.saborescomraca.pt
O projeto Oleum, financiado pelo programa europeu Horizon 2020, desenvolveu soluções analíticas para detetar e combater a contrafação mais comum de azeite e garantir a qualidade e autenticidade do produto. De acordo com o EFA News, a fraude comercial de azeite ascende a cerca de 30 mil milhões de dólares, por ano, globalmente.
Nos últimos quatro anos, a pesquisa da Oleum focou-se quatro m 4 áreas tipicamente visadas pela atividade fraudulenta. O projeto melhorou técnicas para: verificar se a qualidade do azeite é consistente com a qualidade declarada; verificação da duração declarada de armazenamento; identificar processamentos ilegais de azeite; verificar a origem geográfica identificada no rótulo.
O conhecimento adquirido durante o projeto foi partilhado com laboratórios mundiais numa série de cursos de treino e workshops. Os membros da rede Oleum tiveram a oportunidade de participar no processo de validação dos métodos analíticos desenvolvidos. Para encorajar a partilha de conhecimento, a Oleum criou uma plataforma digital de partilha de pesquisa.
Fonte: Agroportal
Numa exploração da lezíria ribatejana, as vacas alimentam-se exclusivamente da pastagem, que armazena mais metano e dióxido de carbono do que o que é emitido pelos animais. Além disso, não são aplicados fertilizantes azotados. Mas faz falta uma entidade que certifique as boas práticas do setor, para os consumidores terem a certeza de que a sua escolha é sustentável, diz o fundador da empresa.
São 160 vacas numa propriedade de 100 hectares junto ao Tejo, perto de Vila Franca de Xira. Durante toda sua vida não comem outra coisa que não erva. “As pastagens nesta região da lezíria são muito produtivas, o que nos permite alimentar todos os animais, o ano todo”, explica João Testos Pereira, engenheiro zootécnico e sócio-fundador da Carne d’Erva. “Temos até excesso de produção na primavera; nessa altura, cortamos e fazemos feno ou forragem e damos aos animais quando eles precisam mais de fibra.”
A produção de carne, sobretudo de vaca, é uma considerável fonte de emissões de gases com efeito de estufa. Mas esta exploração baseia-se em pastagens semeadas biodiversas, um tipo de cobertura vegetal capaz de absorver, anualmente, 6,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por hectare (um pouco mais do que emite um português médio). Uma abordagem que torna o saldo positivo em carbono, num setor que tem estado sob fogo devido às suas altas emissões, que contribuem para o aquecimento global.
“Pelos estudos que existem da fixação de carbono das plantas, podemos dizer que é um balanço mais do que neutro: temos um intervalo significativo entre o deve e o haver que compensa todo o circuito, da origem à mesa do consumidor”, garante o engenheiro zootécnico, sublinhando que um hectare de pastagens biodiversas absorve o CO2e de várias vacas. A exploração da Carne d’Erva tem 160 animais a pastar em 100 hectares, o que dá 1,6 bovinos por hectare.
Um problema de confiança
Todas as plantas absorvem CO2. Mas as pastagens biodiversas têm um potencial acima da média: sendo utilizadas 12 meses por ano fixam muito mais carbono do que, por exemplo, as pastagens de sequeiro. Além disso, as raízes também armazenam carbono, carbono esse que não volta a ser exposto. “Não havendo mobilização do solo, fica sequestrado no solo, nas raízes. Pode estar lá dezenas de anos”, explica João Testos Pereira.
Outra vantagem destas pastagens é que são constituídas por leguminosas, pelo que não necessitam de fertilizantes azotados (que poluem os cursos de água): uma bactéria presente nas plantas fixa o azoto presente no ar, tornando desnecessária a fertilização artificial. O estrume das vacas devolve também os nutrientes à terra.
Produzir de forma extensiva e sustentável, com os animais a engordarem mais lentamente, torna o produto final mais caro – os packs de carne que a empresa disponibiliza no seu site custam entre €12,5 e €25 o quilo. “Muita gente quer produtos sustentáveis, mas o preço ainda pesa na decisão”, diz o sócio da empresa, que vende (online) cerca de 35 toneladas por ano, a maioria para clientes particulares. Mesmo para quem o ambiente é um fator determinante nas suas escolhas e tem um elevado poder de compra, há que ultrapassar a questão da confiança. Como se garante que uma empresa é tão “verde” como apregoa?
“Alguns clientes perguntam-nos: como é que tenho a certeza? Não há em Portugal uma entidade que certifique que o animal é 100% grass-fed [alimentado a erva], como existe em Espanha e noutros países”, lamenta João Testos Pereira. “Temos entidades que certificam para biológico, só. Mas ser biológico não quer dizer que seja alimentado a erva… Tem de ser criada uma estrutura de certificação que demonstre a sustentabilidade do produto. Nós temos as portas abertas a quem nos quiser visitar, mas é só isso que podemos fazer.”
Comer menos, produzir melhor
Não há, no entanto, espaço físico para produzir desta forma extensiva toda a carne que o mundo consome. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, entre muitas outras entidades, recomendam a redução do consumo como caminho fundamental para baixar as emissões de gases com efeito de estufa da agricultura.
“Temos um problema, de facto, de emissões de carbono em vários setores, da agricultura aos transportes e à produção de energia. E há realmente dietas demasiado ricas em carne”, reconhece João Testos Pereira. “No setor que me diz respeito, a produção de carne, o problema deve ser abordado em diversas frentes. Devemos educar para um consumo mais equilibrado. Produzir de modo mais sustentável é outro caminho. É um conjunto de medidas que levará à redução per capita das emissões de carbono da produção de carne.”
Fonte: Visão Verde
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