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A doença do Panamá em bananas tipo Cavendish

  • Wednesday, 13 February 2019 16:51

A banana tem sido alvo de ataque por parte de um fungo, Fusarium oxysporum f. sp. cubense, responsável pela doença do Panamá nas plantações de banana do tipo Cavendish, a variedade de banana mais vendida (95%) no mundo.

Apesar dos tratamentos químicos aplicados, as plantações desta variedade continuam a ser destruídas a escala global através da disseminação do gene deste fungo.

Estas bananas são clones umas das outras, torna-as extremamente vulneráveis a doença. Além disso, são plantadas em monocultura, reduzindo por completo o pool genético.

Pelas razões acima mencionadas, a Cavendish é uma excelente candidata à aplicação da técnica de CRISPR. Esta permite modificar o DNA já existente, através de um corte em local definido, neste caso, na localização específica do gene causador de doença.

No entanto, a União Europeia ainda considera este tipo de transformação como criação de organismos geneticamente modificados o que veta a possibilidade de resolução desta doença no imediato. A sensibilização para o uso de ferramentas de edição genética como suporte ao setor agrícola é pois fundamental.

Fonte: Financial Times

Leite e bebidas vegetais: Serão idênticos?

  • Wednesday, 13 February 2019 15:35

É frequente ocorrer alergia na primeira infância às proteínas do leite de vaca, como a caseína é exemplo. Contudo, esta alergia é transitória e a tolerância ao leite acresce com o desenvolvimento imunitário e do aparelho digestivo das crianças.

Por outro lado, a intolerância à lactose está relacionada com a dificuldade do organismo, mesmo em adultos, em digerir e absorver a lactose pela diminuição ou ausência de produção da enzima lactase.

Existem várias alternativas ao leite comum, sendo que a oferta inclui bebidas vegetais de amêndoa, de soja, de cocô, à base de cereais, à base de leguminosas, entre outros.

As alternativas que outrora tinham como público-alvo alérgicos às proteínas do leite de vaca e/ou intolerantes à lactose, agora são moda e vastamente requisitadas em dietas à base de proteína vegetal.

A reputação do setor do leite vê-se ameaçada pela consciência colectiva da administração de antibióticos a bovinos e pela possível crueldade praticada aos animais, acrescido ao impacto ambiental da indústria dos lacticínios e o aumento de alergias e intolerâncias, muitas vezes auto-diagnosticadas.

A alimentação ansiosa que é praticada, resulta que compremos produtos pela ausência de determinados ingredientes do que pelo mérito e benefícios dos mesmos.

Por este motivo, menções como “sem açúcares”, “isento de lactose e glúten”, “baixo em gordura”, entre tantas outras, em bebidas vegetais emergentes promovem uma atitude céptica no momento do consumo do leite regular.

Assim, é importante enfatizar que ambas as alternativas são viáveis e ricas em nutrientes e que apesar de todos os conselhos nutricionais díspares, a última decisão recaí sobre o consumidor e aquilo que o faz sentir bem, adequando às suas necessidades nutricionais.

 

Fonte: The Guardian

A Comissão Europeia está a levar a cabo uma avaliação do quadro legislativo da EU em matéria de MCA, nomeadamente o Regulamento (CE) n.º 1935/2004.

O objetivo geral desta avaliação é, por um lado, saber em que medida o atual quadro legislativo da UE para os MCA é adequado à sua finalidade, e por outro, irá mostrar se a legislação produz os resultados esperados e se as suas ferramentas continuam ainda relevantes e coerentes.

Neste contexto foi lançada uma consulta, a decorrer entre 11 fevereiro e 6 de maio, a todas as partes interessadas, onde público em geral, operadores do sector e seus representantes, entre outros, podem participar.

Mais informação acerca da consulta, aqui.

Fonte: Comissão Europeia e DGAV

A Comissão Europeia aprovou a preparação de Saccharomyces cerevisiae NCYC R404 como aditivo em alimentos para vacas leiteiras após conclusão de que esta não tem efeitos adversos na saúde animal, na saúde humana nem no ambiente.

A decisão foi tomada através do Regulamento de Execução (UE) 2019/146 da Comissão, de 30 de Janeiro de 2019.

O pedido feito à Comissão refere-se à autorização de uma preparação de Saccharomyces cerevisiae NCYC R404 como aditivo em alimentos para vacas leiteiras, a classificar na categoria de aditivos designada por “aditivos zootécnicos”.

Concluiu-se igualmente que o aditivo poderá melhorar a produção de leite das vacas leiteiras pelo que a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos não considera necessário estabelecer requisitos específicos de monotorização pós-comercialização.

Fonte: Agricultura e Mar

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR, através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Aveiro, apreendeu, no passado sábado, na Gafanha da Encarnação, Ílhavo, quase uma tonelada de ostras e equipamento utilizado no manuseamento, tratamento e seleção de moluscos bivalves vivos, num valor que atingirá os 81 mil euros.

Desta ação, foram elaborados dois autos por contraordenação dada a falta de licenciamento do local, bem como pela posse indevida de bivalves, sem os respetivos documentos sanitários.

Além de 905 quilos de ostra, 532 sacos ostrícolas, meio milhar de sacos de rede plástica, 500 cilindros de plástico e 150 caixas de madeira para embalamento de ostras, foram ainda apreendidos alguns equipamentos tais como um tanque de arrefecimento com motor acoplado de oxigenação e circulação de água, um tanque de metal para conservação e estágio de ostras e ainda diversos equipamentos de tratamento, calibragem e separação de ostras.

Fonte: Notícias de Aveiro

Uma tonelada de amêijoa japonesa e 600 quilos de pé-de-burro foram apreendidos na passada sexta-feira, dia 8 de fevereiro, no distrito de Setúbal.

As apreensões ocorreram no âmbito de um conjunto de ações de fiscalização da GNR dirigidas ao controlo da captura e comércio ilegal de bivalves, proteção das espécies e segurança alimentar.

Segundo comunicado, foram apreendidos 1012 quilos de amêijoa japonesa na localidade de Coina (concelho do Barreiro) e 600 quilos de pé-de-burro na Cova da Piedade (Almada). O valor da apreensão estima-se em 9 mil euros e 4800 euros, respetivamente.

A apreensão de amêijoa japonesa foi feita num armazém de depuração ilegal de bivalves, isto é, não licenciado, enquanto que a apreensão de pé-de-burro ocorreu por violação da proibição de apanha desta espécie no Estuário do Tejo, devido às suas elevadas quantidades de toxinas.

Em ambos os casos, os bivalves foram devolvidos à água.

Fonte: Expresso

Restrições ao uso de penconazol

  • Friday, 08 February 2019 17:13

Procede-se à divulgação do Oficio circular n.º 4/2019 - Restrições/alterações aos usos de produtos fitofarmacêuticos com base na substância ativa penconazol, em resultado da revisão dos limites máximos de resíduos (LMR), determinada pelo Regulamento (UE) n.º 2019/89, de 18 de janeiro, da Comissão. Decorrente desta legislação, e no que respeita a substância ativa penconazol, é cancelado, a partir de 13 de fevereiro de 2019, o uso de produtos fitofarmacêuticos contendo esta substância na cultura de alcachofra.

Fonte: DGAV

Restrições ao uso de acetamiprida

  • Friday, 08 February 2019 17:08

A DGAV procede à divulgação do Ofício Circular n.º 3/2019 - Restrições/alterações aos usos de produtos fitofarmacêuticos com base na substância ativa acetamiprida, em resultado da revisão dos limites máximos de resíduos (LMR), de acordo com o Regulamento n.º 2019/88, da Comissão, de 18 de janeiro, que altera o anexo II do Regulamento (CE) n.º 396/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere aos limites máximos de resíduos de acetamiprida no interior de determinados produtos.

O Regulamento entra em vigor a 13 de fevereiro e será aplicável a partir de 13 de Agosto de 2019.

Fonte: DGAV

Insetos no menu dos europeus

  • Friday, 08 February 2019 15:30

Regulamento (EU) n.º 2015/2283 define todos os produtos alimentares sem histórico de consumo anterior a Maio de 1997 como novos alimentos.

O principal objetivo desta legislação foi simplificar e acompanhar a inovação alimentar através da possibilidade de submissão de um dossier que demonstre que o novo alimento não constituí ameaça para a saúde pública.

Apesar dos insetos de criação para consumo humano não terem ainda obtido uma aprovação deste cariz, muito se tem desenvolvido o setor de produção e transformação de insetos a nível europeu, inclusive em Portugal.

EIT Food é a principal iniciativa de inovação alimentar da Europa, com o objetivo de criar um setor de alimentos sustentáveis e prontos para o futuro. Ao abrigo desta iniciativa, foi efetuado um inquérito sobre o consumo de insetos ou de produtos feitos com derivados de inseto.

Do total de portugueses inquiridos, 94% nunca provaram insetos, mas 49% admitem estar disponíveis para experimentar. Dos 97% portugueses inquiridos que nunca provaram produtos derivados de insetos, 60% revelou estar aberto a tentar.

Os resultados são favoráveis, demonstrando uma maior abertura ao consumo de produtos derivados de insetos em Portugal, no entanto, é importante realçar que o consumidor ocidental ainda não se encontra preparado para consumir insetos inteiros ou visíveis no produto final.

 

Fonte: Deco Proteste

Como assegurar o consumo seguro de cogumelos

  • Friday, 08 February 2019 14:30

Os cogumelos pertencem ao reino dos fungos e isto significa que a grande maioria se alimenta por decomposição da matéria. Assim, a sua capacidade de absorção diretamente do substrato pode levar ao acúmulo de metais prejudiciais à saúde [1]. Para maior segurança, é útil cortar a extremidade do pé que esteve em contato com o chão.

São seres vivos que contêm uma ampla variedade de formas, cores e tamanhos, sendo que alguns são venenosos. Inevitavelmente torna-se desaconselhável a sua captura selvagem, sendo possível adquirir espécies previamente selecionadas de cogumelos, frescos ou enlatados, em lojas e supermercados.

Os cogumelos frescos são produtos que se degradam com rapidez. É aconselhável, portanto, escova-los para retirar a terra e lavar, mas não diretamente para evitar que absorvam a água e que o sabor se perca.

Adicionar vinagre à água pode auxiliar na eliminação de parasitas e se não consumir os cogumelos frescos de imediato, é preferível congelar ou desidratar como método de conservação.

No caso dos cogumelos enlatados, com maior durabilidade, é possível que a sua embalagem contacte com o produto, aumentando o risco da presença de bisfenol e outras substâncias de migração [2].

A intoxicação por cogumelos pode ser uma causa pouco usual na Europa [3], mas não deve descartar a necessidade de atuar nesta situação. Duas a seis horas após ingestão podem surgir os primeiros sintomas, dependendo do organismo.

Os sintomas mais frequentes são vómitos, diarreia abundante e dores abdominais. Nestes casos, deve contatar de imediato o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do INEM, através do 808 250 143.

 

Referências:

[1] Rubio, Carmen, et al. "Trace element and toxic metal intake from the consumption of canned mushrooms marketed in Spain." Environmental monitoring and assessment 190.4 (2018): 237.

[2] Choi, Su Jeong, et al. "Concentrations of Bisphenols in Canned Foods and Their Risk Assessment in Korea." Journal of food protection 81.6 (2018): 903-916.

[3] Schmutz, Maxime, et al. "Mushroom poisoning: a retrospective study concerning 11-years of admissions in a Swiss Emergency Department." Internal and emergency medicine 13.1 (2018): 59-67.

 

Fonte: Deco Proteste