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Quase duas mil azinheiras foram abatidas e mais de mil foram alvo de podas mal executadas no concelho de Monforte (Portalegre), numa área aproximada de 42 hectares, revelou hoje a GNR, que remeteu os factos para tribunal.

O Comando Territorial de Portalegre da GNR explica, em comunicado, que, na quarta-feira, militares do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Elvas detetaram “o corte rente e a poda mal executada de cerca de 3.000 azinheiras, no concelho de Monforte”.

Durante uma ação de patrulhamento de proteção florestal, a GNR verificou, numa área de aproximadamente 42 hectares, o “corte rente de 1.939 azinheiras” e as podas mal executadas de “1.058 azinheiras”, indicando que todas estas árvores se encontravam “em bom estado vegetativo”.

“No decorrer das diligências policiais, foi solicitada a colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para avaliar o impacto no ecossistema e a destruição do estado vegetativo das árvores, tendo sido elaborado um auto de contraordenação por falta de autorização do corte de azinheiras adultas e de poda mal executada”, pode ler-se no comunicado da Guarda.

A GNR elaborou ainda um auto de notícia por danos contra a natureza, tendo os factos sido remetidos para o Tribunal de Portalegre.

Fonte da GNR disse à Lusa que está a investigar este caso, “não tendo certezas” quanto aos motivos que provocaram esta situação.

No comunicado, a GNR recorda que o corte ou arranque de azinheiras e sobreiros, em povoamento ou isolados, “carece de autorização prévia”, uma vez que “estas espécies incluem alguns dos biótopos mais importantes em Portugal continental em termos de conservação da natureza”.

A GNR sublinha ainda que estas árvores desempenham “uma importante função” na conservação do solo, na regularização do ciclo hidrológico e na qualidade da água.

“Têm ainda um elevado interesse económico a nível local, desempenhando um papel fundamental na produção animal, nomeadamente destinada a produtos tradicionais”, frisou a Guarda.

Fonte: Agroportal

A EFSA e o ECDC publicaram o “European Union One Health 2019 Zoonoses Report”, relatório anual sobre Zoonoses da União Europeia referente a 2019.

A publicação do relatório é acompanhado por uma notícia no site da EFSA, https://www.efsa.europa.eu/en/news/campylobacter-and-salmonella-cases-stable-eu

O Relatório está disponível aqui

As mensagens chave deste relatório são:

  • O número de casos humanos notificados de doenças causadas por Campylobacter e Salmonella em toda a Europa parece estar a estabilizar nos últimos cinco anos, de acordo com o último relatório sobre doenças zoonóticas da EFSA e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).
  • A Campylobacteriose, que tem sido a doença gastrointestinal mais notificada na UE desde 2005, afetou mais de 220.000 pessoas em 2019. A salmonelose foi a segunda doença zoonótica mais notificada na UE, afetando cerca de 88.000 pessoas.
  • Das 66.113 amostras de alimentos prontos a consumir - alimentos que não precisam de ser cozinhados antes do consumo - 0,3% apresentaram resultados positivos para a Salmonella. Das 191.181 amostras não prontas a consumir, 1,5% foram positivas. Dezoito dos 26 Estados-Membros que apresentaram relatórios sobre programas de controlo de salmonelas em populações de aves de capoeira cumpriram todos os objetivos de redução, em comparação com 14 em 2018.

Fonte: ASAE

Mais de 140 cientistas apoiaram uma iniciativa de cidadania europeia que apela para o fim da utilização de gaiolas e jaulas para animais de pecuária em toda a União Europeia (UE), divulgou hoje a associação SOS Animal.

Numa carta endereçada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assim como ao vice-presidente, Frans Timmermans, e aos comissários Stella Kyriakides e Janusz Wojciechowski, os cientistas referem que “na União Europeia mais de 300 milhões de animais de criação estão enjaulados” e consideram que isso tem “graves desvantagens para o bem-estar dos animais”.

“O seu uso [das gaiolas] é inconsistente com o reconhecimento pelo Tratado dos animais como seres sencientes”, frisa o documento que visa “apoiar totalmente o apelo de mais de um milhão de pessoas”.

Entre o grupo internacional de cientistas que manifestaram o apoio à iniciativa “End tge Cage Age” (Fim da Idade da Gaiola), que reuniu mais de 1,4 milhões de assinaturas, está a famosa primatóloga britânica Jane Goodall, que assina a carta enviada à Comissão Europeia a pedir para “eliminar gradualmente todas as gaiolas e jaulas na indústria pecuária”.

“Atualmente, a maioria das pessoas entende que os pássaros são seres sencientes. As inúmeras pesquisas científicas sustentam-no e não pode haver dúvida de que uma vida confinada numa pequena gaiola causa grande sofrimento. A UE tem de agir em nome dos milhões de galinhas e outros animais tratados desta forma cruel”, disse a Mensageira da Paz das Nações Unidas.

A carta enviada pelos cientistas defende ainda que “existem melhores sistemas” para o setor da pecuária do que as gaiolas e apela à Comissão Europeia para “atualizar a legislação” de forma que “nenhum animal de criação ou pecuária” sofra numa gaiola.

As gaiolas enriquecidas para galinhas poedeiras, as caixas de parto para porcas, as caixas de porcas, as gaiolas para frangas, galinhas poedeiras e frangos, as gaiolas para coelhos, as gaiolas para codornizes, patos e gansos, assim como os recintos individuais para bezerros são os principais alvos da petição.

Apesar de o Tratado da EU reconhecer os animais como seres sencientes, “mais de 300 milhões de porcos, galinhas, coelhos, patos e codornizes estão confinados por toda a Europa”, acrescenta a SOS Animal, em gaiolas “estéreis, apertadas e que negam aos animais espaço para se movimentarem livremente”.

“A campanha ‘End the Cage Age’ tem o apoio de mais de 170 organizações europeias, dezenas de deputados do parlamento europeu, do Comité das Regiões Europeu e de 1,4 milhões de cidadãos da EU. A Comissão Europeia deve comprometer-se com a legislação que acabará com a ‘Era da Jaula’ para sempre”, defendeu a presidente da SOS Animal, Sandra Duarte Cardoso.

Fonte: Agroportal

A Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana apreendeu no passado dia 23 de fevereiro 4 950 quilos de sardinha no Porto de Pesca de Sesimbra. 

A sardinha era da espécie sardina pilchardus e a quantidade teria aproximadamente um valor de 44 550 euros.“Atendendo a que a captura e descarga de sardinha se encontra proibida desde outubro do ano passado, foi identificado o mestre da embarcação, um homem de 50 anos, e elaborado o respetivo auto de contraordenação, cuja coima poderá ascender aos 50 000 euros. O pescado apreendido, após ser submetido a inspeção higiossanitária, será doado a instituições de solidariedade social da região”, explica a GNR.

A pesca à sardinha está interdita desde 10 de outubro devido ao facto de ter-se atingido o limite de captura definido para o ano de 2020. Com vista a recuperar o stock de sardinha, a quota de pesca do peixe tem vindo a ser reduzida. No entanto, estas medidas têm possibilitado o aumento da população da sua população.

Fonte: Greensavers

Em média, uma criança ocidental tem 18 quilogramas de brinquedos de plástico, e grande parte deles, podem não ser seguros, indica um novo estudo da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU). A equipa encontrou 126 químicos preocupantes nos brinquedos analisados, ou seja, que excedem a quantidade regulamentada, e que podem por em risco a saúde das crianças.

“Dos 419 químicos encontrados em materiais plásticos duros, macios e de espuma utilizados em brinquedos infantis, identificámos 126 substâncias que podem prejudicar a saúde das crianças com efeitos cancerígenos ou não cancerígenos, incluindo 31 plastificantes, 18 retardadores de chama e 8 fragrâncias”, afirmam no documento.

Os brinquedos de plástico macio são os que apresentam maior risco para os mais pequenos, devido aos plastificantes e a outros químicos nocivos. Em relação à exposição a estas substâncias, a inalação é o meio que domina, “porque as crianças geralmente inalam químicos que se espalham para fora de todos os brinquedos no quarto, enquanto normalmente só tocam em um brinquedo de cada vez” explica Peter Fantke, um dos autores do estudo.

A equipa aponta ainda que atualmente, “as regulamentações existentes priorizam principalmente um pequeno conjunto de produtos químicos, e os reguladores lutam para acompanhar os milhares de novos produtos químicos que entram no mercado a cada ano”.

Existe uma notória dificuldade em perceber que brinquedos contêm químicos nocivos e quais as substâncias presentes na sua composição, pelo que os investigadores propõem que “os reguladores incluam todas as substâncias e abordem a exposição a brinquedos que são produzidos fora da Europa e importados para o mercado europeu”.

Devem então ser desenvolvidos novos produtos com substâncias mais seguras para as crianças, e os pais devem evitar a compra destes brinquedos, especialmente os de plástico macio. O estudo aconselha ainda que estes ventilem todos os dias os quartos dos filhos.

Fonte: Greensavers

Foi lançada, no passado dia 19 de fevereiro, a plataforma https://www.saborescomraca.pt

Trata-se de uma plataforma online que nasceu do desejo de apoiar os criadores e agrupamentos de produtores na venda e distribuição dos seus produtos de forma mais ágil e mais “próxima” do consumidor. Este setor ao longo destes últimos 12 meses tem sentido com enorme intensidade, os constrangimentos impostos pela pandemia de Covid-19 que restringiriam de forma dramática a possibilidade de vender os seus produtos. O objetivo foi assim, simplificar a pesquisa por parte do consumidor de produtos de raças autóctones certificados, DOP - Denominação de Origem Protegida, ETG – Especialidade Tradicional Garantida e IGP – Indicação Geográfica Protegida.

Trata-se de uma parceria Ruralbit e FERA – Federação das Associações de Raças Autóctones com o apoio entusiasta da DGAV - Direção Geral de Alimentação e Veterinária.  Aqui é possível encontrar informação sempre atualizada dos produtos disponíveis no mercado.
 
Promova escolhas alimentares conscientes e sustentáveis.
 
Fonte: DGAV

 

Projeto europeu combate contrafação de azeite

  • Wednesday, 24 February 2021 10:59

O projeto Oleum, financiado pelo programa europeu Horizon 2020, desenvolveu soluções analíticas para detetar e combater a contrafação mais comum de azeite e garantir a qualidade e autenticidade do produto. De acordo com o EFA News, a fraude comercial de azeite ascende a cerca de 30 mil milhões de dólares, por ano, globalmente.

Nos últimos quatro anos, a pesquisa da Oleum focou-se quatro m 4 áreas tipicamente visadas pela atividade fraudulenta. O projeto melhorou técnicas para: verificar se a qualidade do azeite é consistente com a qualidade declarada; verificação da duração declarada de armazenamento; identificar processamentos ilegais de azeite; verificar a origem geográfica identificada no rótulo.

O conhecimento adquirido durante o projeto foi partilhado com laboratórios mundiais numa série de cursos de treino e workshops. Os membros da rede Oleum tiveram a oportunidade de participar no processo de validação dos métodos analíticos desenvolvidos. Para encorajar a partilha de conhecimento, a Oleum criou uma plataforma digital de partilha de pesquisa.

Fonte: Agroportal

Numa exploração da lezíria ribatejana, as vacas alimentam-se exclusivamente da pastagem, que armazena mais metano e dióxido de carbono do que o que é emitido pelos animais. Além disso, não são aplicados fertilizantes azotados. Mas faz falta uma entidade que certifique as boas práticas do setor, para os consumidores terem a certeza de que a sua escolha é sustentável, diz o fundador da empresa.

São 160 vacas numa propriedade de 100 hectares junto ao Tejo, perto de Vila Franca de Xira. Durante toda sua vida não comem outra coisa que não erva. “As pastagens nesta região da lezíria são muito produtivas, o que nos permite alimentar todos os animais, o ano todo”, explica João Testos Pereira, engenheiro zootécnico e sócio-fundador da Carne d’Erva. “Temos até excesso de produção na primavera; nessa altura, cortamos e fazemos feno ou forragem e damos aos animais quando eles precisam mais de fibra.”

A produção de carne, sobretudo de vaca, é uma considerável fonte de emissões de gases com efeito de estufa. Mas esta exploração baseia-se em pastagens semeadas biodiversas, um tipo de cobertura vegetal capaz de absorver, anualmente, 6,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por hectare (um pouco mais do que emite um português médio). Uma abordagem que torna o saldo positivo em carbono, num setor que tem estado sob fogo devido às suas altas emissões, que contribuem para o aquecimento global.

“Pelos estudos que existem da fixação de carbono das plantas, podemos dizer que é um balanço mais do que neutro: temos um intervalo significativo entre o deve e o haver que compensa todo o circuito, da origem à mesa do consumidor”, garante o engenheiro zootécnico, sublinhando que um hectare de pastagens biodiversas absorve o CO2e de várias vacas. A exploração da Carne d’Erva tem 160 animais a pastar em 100 hectares, o que dá 1,6 bovinos por hectare.

Um problema de confiança

Todas as plantas absorvem CO2. Mas as pastagens biodiversas têm um potencial acima da média: sendo utilizadas 12 meses por ano fixam muito mais carbono do que, por exemplo, as pastagens de sequeiro. Além disso, as raízes também armazenam carbono, carbono esse que não volta a ser exposto. “Não havendo mobilização do solo, fica sequestrado no solo, nas raízes. Pode estar lá dezenas de anos”, explica João Testos Pereira.

Outra vantagem destas pastagens é que são constituídas por leguminosas, pelo que não necessitam de fertilizantes azotados (que poluem os cursos de água): uma bactéria presente nas plantas fixa o azoto presente no ar, tornando desnecessária a fertilização artificial. O estrume das vacas devolve também os nutrientes à terra.

Produzir de forma extensiva e sustentável, com os animais a engordarem mais lentamente, torna o produto final mais caro – os packs de carne que a empresa disponibiliza no seu site custam entre €12,5 e €25 o quilo. “Muita gente quer produtos sustentáveis, mas o preço ainda pesa na decisão”, diz o sócio da empresa, que vende (online) cerca de 35 toneladas por ano, a maioria para clientes particulares. Mesmo para quem o ambiente é um fator determinante nas suas escolhas e tem um elevado poder de compra, há que ultrapassar a questão da confiança. Como se garante que uma empresa é tão “verde” como apregoa?

“Alguns clientes perguntam-nos: como é que tenho a certeza? Não há em Portugal uma entidade que certifique que o animal é 100% grass-fed [alimentado a erva], como existe em Espanha e noutros países”, lamenta João Testos Pereira. “Temos entidades que certificam para biológico, só. Mas ser biológico não quer dizer que seja alimentado a erva… Tem de ser criada uma estrutura de certificação que demonstre a sustentabilidade do produto. Nós temos as portas abertas a quem nos quiser visitar, mas é só isso que podemos fazer.”

Comer menos, produzir melhor

Não há, no entanto, espaço físico para produzir desta forma extensiva toda a carne que o mundo consome. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, entre muitas outras entidades, recomendam a redução do consumo como caminho fundamental para baixar as emissões de gases com efeito de estufa da agricultura.

“Temos um problema, de facto, de emissões de carbono em vários setores, da agricultura aos transportes e à produção de energia. E há realmente dietas demasiado ricas em carne”, reconhece João Testos Pereira. “No setor que me diz respeito, a produção de carne, o problema deve ser abordado em diversas frentes. Devemos educar para um consumo mais equilibrado. Produzir de modo mais sustentável é outro caminho. É um conjunto de medidas que levará à redução per capita das emissões de carbono da produção de carne.”

Fonte: Visão Verde

No âmbito da implementação do disposto no Decreto-Lei n.º 67/2020, de 15 de setembro, que assegura a execução e garante o cumprimento, na ordem jurídica nacional, das obrigações decorrentes do Regulamento (UE) n.º 2016/2031 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, relativo a medidas de proteção contra as pragas dos vegetais, e conforme previsto no artigo 28.º desse Regulamento, em cumprimento do determinado pelo Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201, da Comissão, de 14 de agosto, que estabelece as medidas fitossanitárias para evitar a introdução e dispersão no território da União da bactéria de quarentena Xylella fastidiosa (Wells et al.), bem como, da Portaria nº 243/2020, de 14 de outubro, que implementa procedimentos e medidas de proteção fitossanitária, adicionais, destinadas à erradicação no território nacional da referida bactéria, foi dada continuidade aos trabalhos de prospeção pelos serviços oficiais, sob coordenação da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, na zona demarcada anteriormente estabelecida para esta bactéria.

Foi, assim, confirmada a presença da bactéria em cinco novos locais no concelho do Porto.

A subespécie da bactéria até agora identificada é Xylella fastidiosa subsp. multiplex ST7.

As plantas identificadas infetadas, até à presente data, na zona demarcada pertencem aos seguintes géneros e espécies: Acacia longifólia (Andrews) Wild, Acacia melanoxylon R. Br., Adenocarpus lainzii (Castrov.) Castrov., Artemisia arborescens L., Asparagus acutifolius L., Athyrium filix-femina (L.) Roth, Calluna vulgaris (L.) Hull, Cistus psilosepalus Sweet, Cistus salviifolius L., Coprosma repens A. Rich., Conyza canadensis (L.) Cronquist, Cytisus scoparius (L.) Link, Dodonea viscosa (L.) Jacq., Echium plantagineum L., Erodium moschatum (L.) L*Her., Frangula alnus Mill., Hebe, Hibiscus syriacus L., Ilex aquifolium L., Laurus nobilis L., Lavandula angustifólia L., Lavandula dentata L., Lavandula stoechas L., Lavatera cretica L., Magnolia grandiflora L., Medicago sativa L., Metrosideros excelsea Sol. Ex Gaertn., Myrtus communis L., Nerium oleander L., Olea europaea L., Pelargonium graveolens (L´Hér.) Dum. Cours., Plantago lanceolata L., Pteridium aquilinum (L.) Kuhn., Pterospartum tridentatum (L.) Wilk., Prunus persica (L.) Batsch., Quercus robur L., Quercus suber L., Romarinus officinalis L., Rosa, Sambucus nigra L., Strelitzia reginae Ait, Ulex e Vinca.

Em resultado destas deteções, procedeu-se a novo alargamento da zona demarcada acima referida, conforme determinado pelo artigo 4.º do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201 e nos termos do artigo 5.º da Portaria nº 243/2020, de 14 de outubro.

Tendo em consideração a publicação do Decreto-Lei n.º 67/2020, de 15 de setembro, que assegura a execução e garante o cumprimento, na ordem jurídica nacional, das obrigações decorrentes do Regulamento (UE) n.º 2016/2031 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, relativo a medidas de proteção contra as pragas dos vegetais, importa proceder à atualização da zona demarcada para Xylella fastidiosa, bem como ao seu enquadramento na legislação ora vigente.

Assim, ao abrigo do disposto no artigo 3.º do Decreto-lei n.º 67/2020, de 15 de setembro, do artigo 28.º do Regulamento (UE) n.º 2016/2031, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201, da Comissão, de 14 de agosto de 2020, e da Portaria nº 243/2020, de 14 de outubro, e na qualidade de Autoridade Fitossanitária Nacional, determinam-se a atualização da zona demarcada para Xylella fastidiosa e as medidas que permanecem aplicáveis para a erradicação da bactéria de quarentena Xylella fastidiosa:

a) Procede-se à delimitação da zona demarcada para Xylella fastidiosa, encontrando-se em anexo o respetivo mapa, bem como, a lista das freguesias total ou parcialmente abrangidas por esta zona demarcada, também disponível na página electrónica da DGAV1;

b) Destruição imediata, após realização de um tratamento adequado contra a população de potenciais insetos vetores, dos vegetais abrangidos pelas Zonas Infetadas, tanto dos infetados como dos restantes da mesma espécie, bem como, de todos os vegetais das espécies detectadas infectadas na área demarcada, cuja lista se encontra disponível na página eletrónica da DGAV1;

c) Proibição de plantação nas Zonas Infetadas dos vegetais susceptíveis à subespécie da bactéria multiplex detectada na área demarcada (anexo II do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201), exceto sob condições de proteção física contra a introdução da bactéria pelos insetos vetores, oficialmente aprovadas;

d) Proibição do movimento para fora das Zonas Demarcadas e das Zonas Infetadas para as Zonas Tampão de qualquer vegetal, destinado a plantação, susceptível à subespécie da bactéria multiplex (anexo II do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201);

e) Proibição de comercialização, nas Zonas Demarcadas, em feiras e mercados, de qualquer vegetal, destinado a plantação, susceptível à subespécie da bactéria multiplex (anexo II do Regulamento de Execução (UE) n.º 2020/1201);

f) É excecionalmente autorizada a produção e comercialização dentro das zonas tampão, por fornecedores devidamente licenciados pela DGAV, de plantas pertencentes aos géneros e espécies susceptíveis à subespécie da bactéria multiplex, condicionada à transmissão da informação escrita pelos vendedores aos compradores da proibição de movimento das plantas adquiridas para fora da área demarcada e respetiva declaração escrita de compromisso por parte dos compradores2 e entregue aos vendedores;

g) Os fornecedores devem afixar nos locais de venda o mapa atualizado da zona demarcada e guardar as declarações de compromisso, por um período mínimo de 6 meses, para apresentar aos serviços de inspeção fitossanitárias ou outras entidades de fiscalização, sempre que solicitado;

h) Sempre que solicitado, deve ser facultado o acesso aos serviços oficiais para a realização de trabalhos de prospeção, em curso em toda a zona demarcada, identificação das espécies de plantas susceptíveis e colheita de amostras;

i) Qualquer suspeita da presença da doença, na região norte do país, deve ser de imediato comunicado para o email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., e nas restantes regiões devem ser de imediato contactados os respetivos serviços de inspeção fitossanitária das Direções Regionais de Agricultura e Pescas ou do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Pode consultar toda a informação (incluindo mapas) aqui.

Fonte: Agroportal

 

 

A Comissão Europeia identificou práticas de ecobranqueamento nos websites dos países europeus. Através destas práticas, as  empresas afirmam estar a fazer mais pelo ambiente do que  estão a fazer na realidade.
Foram examinadas 344 alegações “aparentemente duvidosas” na União Europeia.  “Das conclusões globais da ação coordenada de rastreio de sítios web (sweep), em que participaram os Estados-Membros, destaca-se o facto de em mais de metade das verificações, a empresa não ter prestado informações suficientes aos consumidores”, lê-se numa nota enviada às redações pelo Ministério da Economia.

Em 37% dos casos, a alegação incluía afirmações vagas e gerais, tais como “consciente”, “ecológico”, “sustentável”, que visavam “transmitir aos consumidores a impressão não fundamentada de que um produto não tinha qualquer impacto negativo no ambiente”. Já em 59 % dos casos, o operador não forneceu elementos de prova facilmente acessíveis em apoio da sua alegação.

“Nas suas avaliações globais, tendo em conta vários fatores, em 42 % dos casos as autoridades tiveram razões para acreditar que a alegação pode ser falsa ou enganosa e, por conseguinte, potencialmente constituir uma prática comercial desleal nos termos da diretiva relativa às práticas comerciais desleais (DPCD)”.

João Torres, secretário de estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, diz que o Governo está atento a “esta problemática, no âmbito da Nova Agenda do Consumidor, documento estratégico europeu de proteção dos consumidores, sendo a capacitação para a transição ecológica e a transparência das alegações ambientais uma das  prioridades”.

Fonte: Hipersuper