A Associação de Produtores de Vinhos contesta a proibição de venda de bebidas alcoólicas depois das 20h, medida em vigor nas cadeias de retalho alimentar desde setembro.
Segundo comunicado de imprensa da entidade, a medida está a causar “um enorme prejuízo ao sector vitivinícola, uma fileira que impulsiona a economia nacional e contribui para a manutenção das comunidades rurais e ordenamento do território, para além de levar bem longe o nome de Portugal”.
Referindo-se aos pequenos produtores, a associação adianta que os estes estão “sem chão desde março”, por dependerem das vendas para restaurantes e garrafeiras especializadas.
“Os produtores médios e grandes, que também vendem para a distribuição moderna, tinham conseguido, até setembro, equilibrar a faturação com os supermercados e hipermercados, embora sacrificando substancialmente as suas margens”, adianta a associação, embora saliente que “a proibição de venda de bebidas alcoólicas após as 20h constituiu uma machadada brutal na sua atividade”.
Por outro lado, a entidade refere que, embora haja uma aposta na exportação, as empresas dependem, em larga medida, do mercado nacional. “As quebras causadas pela proibição de venda de bebidas alcoólicas após as 20h vieram afetar dramaticamente as suas tesourarias e a capacidade de honrarem os seus compromissos com os trabalhadores, o Estado e os fornecedores”, conclui.
Fonte: Hipersuper
Os detritos de lixo são uma das grandes ameaças à fauna marinha. Os animais tanto ingerem os resíduos, confundindo-os com alimento, tal como ficam presos em objetos maiores.
Um estudo da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO) vem agora afirmar que os principais resíduos que levam à morta de inúmeros animais marinhos são, os sacos e as embalagens de plástico, o material de pesca – como é o caso das redes, e os balões e luvas de latex. Estes provocaram a morte de 81 espécies diferentes, entre elas golfinhos, aves marinhas, focas, baleias e tartarugas.
Embora os microplásticos sejam igualmente uma ameaça, e das mais difíceis de combater devido à sua proporção, “raramente estavam implicados na mortalidade”, explicam.
A equipa aponta que para combater este problema, é necessária uma combinação entre políticas, ações de consciencialização e atividades sociais.
Fonte: Greensavers
As medidas de restrição impostas ao comércio devido à pandemia estão a provocar "danos nefastos" ao setor e à produção nacional, alertou esta quarta-feira a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), apelando ao Governo para as retirar.
"As sucessivas medidas de restrição impostas ao retalho estão a provocar danos nefastos ao setor e à produção nacional, com prejuízos avaliados em dezenas de milhões de euros e impacto considerável na estabilidade de mais de cem mil postos de trabalho, quer do retalho alimentar quer do retalho especializado", adverte a associação em comunicado.
Perante esta situação, a APED apela ao Governo para que "retire medidas sem qualquer efeito prático na defesa da saúde pública, em concreto a redução dos horários de funcionamento ao fim de semana, o rácio de número de pessoas permitida em loja e proibição da venda de álcool a partir das 20h00".
Para o diretor da APED, Gonçalo Lobo Xavier, "está em causa não só a sustentabilidade do Retalho como de um conjunto de setores da produção nacional, que estão a ser severamente condicionados no escoamento dos seus produtos".
"A produção nacional está a ser duplamente penalizada: pelos efeitos decorrentes da pandemia, mas sobretudo pela tomada de decisões do Governo que se têm revelado inconsequentes em termos de contributo para a saúde pública, principalmente no que diz respeito aos horários do comércio", sublinha.
A restrição dos horários de funcionamento dos espaços comerciais do Retalho Alimentar e Retalho Não Alimentar é uma das medidas que a APED aponta como "equívocas e que apenas têm causado constrangimentos aos consumidores e às empresas" e que "prejudicam gravemente a época de Natal".
No caso dos fins de semana, afirma, "apenas tem levado a maior aglomeração de pessoas, a uma corrida aos espaços comerciais, levando à existência de filas de mais de uma hora para entrar".
"Se se queria evitar ajuntamentos, esta foi uma medida de sinal contrário que poderia ser evitada com horários mais extensos e com o aumento do número de pessoas em loja, mantendo a segurança", defende o responsável.
A manutenção do rácio de pessoas em loja "mais restritivo da Europa", com um limite de cinco pessoas por 100 metros quadrados, também "agrava a realidade vivida nos espaços comerciais", que têm "todas as condições para receber mais pessoas com total segurança", defende.
A proibição da venda de álcool a partir das 20h00 é "mais uma medida sem paralelo na Europa" e que "a realidade demonstra que não tem qualquer ligação com a transmissão da pandemia" e com um "enorme prejuízo para o sector do vinho e das bebidas espirituosas que já estimam perdas acima dos 16 milhões de euros só com esta medida".
"Se no verão ainda se compreendia o racional - evitar os ajuntamentos se estavam a registar em espaços públicos -, a manutenção desta medida ao longo de todos estes meses, sem um enquadramento, sem um racional que a sustente, apenas está a levar ao agravamento dos prejuízos de setores tradicionais da nossa economia, como são o do vinho e espumantes, já fortemente penalizados pelos efeitos da pandemia", alerta Lobo Xavier.
A APED reafirma o seu compromisso de ser uma parte ativa no combate à crise sanitária e manifesta a sua disponibilidade para contribuir para "soluções adequadas que protejam a saúde dos consumidores e assegurem condições de sustentabilidade aos agentes económicos".
Fonte:TSF
Para garantir que o alívio das restrições na quadra do Natal não descambe “numa curva de contágios novamente ascendente”, com repercussões na capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, o subdiretor-geral da Saúde, Rui Portugal, partilhou, na habitual conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica no país, um conjunto de dez “recomendações práticas” a adotar pelas famílias:
Fonte: Público
As autoridades do Reino Unido estão a aconselhar as cadeias de distribuição do país a fazerem stock de alimentos e outros produtos de grande consumo, dada a possibilidade de um Brexit sem acordo.
De acordo com o The Sunday Times, os ministros e os retalhistas estão apreensivos quanto ao pânico que se possa gerar entre os consumidores, quando a memória ainda está fresca quanto ao que se passou no início da pandemia de Covid-19, com as corridas às lojas para se abastecerem destes bens, sobretudo, de papel higiénico. Teme-se que, nas próximas semanas, se possa gerar alguma escassez de alimentos, devido a este tipo de comportamento impulsivo.
O Reino Unido abandonou a União Europeia em janeiro, mas, nos termos do acordo, ainda faz parte do mercado único até 31 de dezembro, quando finda o período de transição.
Atualmente, as negociações entre ambas as partes encontram-se num impasse. A Comissão Europeia propôs um sistema de trocas comerciais sem direitos aduaneiros, nem quotas, caso sejam cumpridas determinadas condições, mas existe desacordo quanto às mesmas, designadamente, ao nível das pescas e concorrência.
Fonte: Grande Consumo
O Natal está aí à porta, e com ele a época de dar e receber presentes, mas também dos caixotes do lixo e contentores de reciclagem a transbordar no dia a seguir à consoada.
Portugal tem um problema sério de excesso de lixo produzido. A quantidade de desperdício que cada um de nós produz tem vindo a aumentar e a maior parte dele vai parar aos aterros em vez de ser reciclado.
Uma forma de começar a resolver este problema é exatamente diminuindo a quantidade de lixo que produzimos. Por que não tentar mudar o estado de coisas neste Natal, contribuindo para uma consoada com menos lixo? Em baixo, deixamos-lhe algumas ideias para reduzir o lixo neste Natal. Sabemos que não vamos resolver os problemas nacionais com estas dicas, mas é um começo, nem que seja para despertar consciências para o problema do lixo que todos nós produzimos nesta época.
Fonte: Greensavers
Dezenas de cosméticos contêm produtos químicos com potenciais impactos na saúde humana, como problemas hormonais ou alergias, e no ambiente, de acordo com um estudo realizado em 34 países.
A organização ambientalista portuguesa ZERO, que representou Portugal no projeto promovido pelo organismo de defesa dos consumidores da Dinamarca, defendeu que é preciso legislação para “retirar progressivamente estas substâncias químicas preocupantes dos produtos”.
Além disso, exige que os ingredientes estejam visíveis na informação aos compradores, alertando que produtos da mesma marca e com o mesmo código de barras podem ter ingredientes diferentes consoante o país em que são vendidos.
O estudo partiu de 39 produtos comercializados por todo o mundo, mas a lista acabou por ser alargada para 176 produtos por causa das versões e ingredientes diferentes.
Os produtos foram classificados em três categorias, a pior das quais (“C”) indica que tinham um ou mais ingredientes passíveis de interferir com o sistema hormonal, provocar alergias ou problemas de fertilidade ou serem prejudiciais à natureza por se acumularem no ambiente ou nos animais.
As conclusões do estudo baseiam-se na consulta dos rótulos, desconhecendo-se a concentração de cada substância.
Champôs, cremes para o corpo, gel de barbear, protetor solar infantil, desodorizantes e dentífricos de várias marcas foram visados no estudo, que pode ser consultado em inglês na internet aqui.
Fonte: SAPO
As negociações com o Reino Unido e a Noruega sobre as possibilidades de pesca para para 2021 serão conduzidas na presidência portuguesa do conselho da União Europeia (UE), independentemente dos resultados das negociações do pós-‘Brexit’.
O Conselho é responsável por fornecer o mandato de negociações de acordos internacionais de pesca, pela assinatura de acordos em nome da UE e pela adoção da decisão final de execução dos acordos na legislação da UE, pelo que o ministro Ricardo Serrão Santos deverá sair do Conselho dos dias 15 e 16 com um mandato para negociar com o Reino Unido e a Noruega.
Sendo a questão das pescas uma das que falta negociar entre Londres e Bruxelas para se chegar a um acordo pós-‘Brexit’, no próximo Conselho de Pescas os ministros terão em agenda a proposta da Comissão Europeia de uma renovação para o primeiro trimestre de 2021 dos totais admissíveis de capturas (TAC) deste ano e a aplicação de planos de contingência até final do próximo ano, para manter o acesso às águas do Reino Unido e da Noruega.
A presidência portuguesa do Conselho da UE arranca, por um período de seis meses, no dia 1 de janeiro de 2021.
Ainda que as negociações sobre o futuro acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia cheguem a bom porto nos próximos dias, as negociações sobre os TAC das diferentes unidades populacionais serão ainda morosas.
A Comissão Europeia publicou na passada quinta-feira planos de contingência para que não sejam interrompidas a circulação rodoviária, o tráfego aéreo e as atividades de pesca, enquanto o Reino Unido confirmou este fim de semana que quatro navios da Marinha britânica estão a postos para proteger as águas de pesca do Reino Unido se não houver acordo com a UE.
Por seu lado, a Noruega ameaçou já impedir o acesso à sua zona de pesca a Bruxelas e Londres a partir de 1 de janeiro se os dois blocos não se entenderem.
Fonte: Sapo
O fonio, um tipo de painço cultivado na África há milénios, é rico em nutrientes e aminoácidos, além de resistente à seca. Este cereal africano é descrito como um superalimento e tudo indica que poderá ser a nova moda da gastronomia saudável. Pierre Thiam, galardoado chef senegalês, indica que pode revolucionar não só a nossa alimentação diária, como a agricultura africana e não só.
O fónio é um cereal de menor expressão mundial, já que o seu cultivo é limitado a determinadas áreas geográficas. Contudo, na África Ocidental, este tem um papel importante visto que o mesmo é ingerido em substituição do arroz durante períodos críticos, como períodos de fome aguda. Está na base da cadeia alimentar dos agricultores pobres, por isso tem um papel muito importante e ativo neste contexto social.
O fonio precisa de muito pouca água e permite que os camponeses sobrevivam entre dois períodos de colheita. O cultivo de fonio é “excelente para o meio ambiente”, visto que este grão “tolera solos pobres e requer muito pouca água. Prospera onde não cresce nada”, explica Thiam.
Fónio branco: 332Kcal; 7,1g de proteína; 3g de gordura; 70g de Hidratos de carbono; 7,4g de Fibra;8,5 g de ferro (6).
Fónio preto: 343Kcal; 8,9g de proteína; 3g de gordura; 69,4g de Hidratos de carbono; 6,2g de Fibra;10g de ferro (6)
Vantagens: O fonio é um pequeno grão do tamanho de uma semente, semelhante à mistura do couscous e quinoa, que quadruplica o seu tamanho após cozedura. É rico em vitaminas do complexo B, zinco e magnésio e é considerado o cereal de mais fácil digestão na África Ocidental.
Fonte: Greensavers
Foi publicado o Regulamento (UE) 2020/2040 relativo aos teores máximos de alcaloides de pirrolizidina em determinados géneros alimentícios.
Em 8 de novembro de 2011, o Painel Científico dos Contaminantes da Cadeia Alimentar concluiu que os alcaloides de pirrolizidina de 1,2-insaturados podem atuar como substâncias cancerígenas genotóxicas nos seres humanos. O Painel CONTAM concluiu que existe uma possível preocupação de saúde para as crianças pequenas e outras crianças que são grandes consumidores de mel.
Além do mel, existem outras fontes possíveis de exposição alimentar aos alcaloides de pirrolizidina que o Painel CONTAM não pôde quantificar devido à falta de dados. O painel chegou à conclusão de que, apesar de não haver dados de ocorrência disponíveis, a exposição aos alcaloides de pirrolizidina provenientes do pólen, do chá, dasninfusões de plantas e dos suplementos alimentares de plantas poderia representar um risco de efeitos agudos encrónicos no consumidor.
Em abril de 2013, a Autoridade publicou um convite à apresentação de propostas para investigar as concentrações de alcaloides de pirrolizidina em produtos alimentares de origem animal, incluindo leite e produtos lácteos, ovos,carne e produtos à base de carne, e em produtos alimentares de origem vegetal, incluindo infusões e suplementos alimentares (de plantas), em diferentes regiões da Europa.
A presença de alcaloides de pirrolizidina em géneros alimentícios pode ser minimizada ou evitada através da aplicação de boas práticas agrícolas e de colheita. A fixação de teores máximos garante a aplicação de boas práticas agrícolas e de colheita em todas as regiões de produção para assegurar um elevado nível de proteção da saúde humana. Por conseguinte, é adequado fixar teores máximos para os géneros alimentícios que contêm níveis significativos de alcaloides de pirrolizidina e que, consequentemente, contribuem significativamente para a exposição humana ou que são relevantes para a exposição de grupos vulneráveis da população.
Tendo em conta que os géneros alimentícios abrangidos pelo presente regulamento têm um prazo de conservação longo de até três anos, é adequado estabelecer um período de transição significativamente longo para que os géneros alimentícios que tenham sido legalmente colocados no mercado antes da data de aplicação do presente regulamento possam permanecer no mercado por um período suficientemente longo. É adequado um período de transição de 18 meses para permitir a venda ao consumidor final dos produtos produzidos antes da data de aplicação.
O regulamento é aplicável a partir de 1 de julho de 2022, pelo que os géneros alimentícios enumerados que tenham sido legalmente colocados no mercado antes de 1 de julho de 2022 podem permanecer no mercado até 31 de dezembro de 2023.
Pode consultar o documento aqui.
Fonte: Eur-lex/Qualfood
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