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A DGAV publicou o Esclarecimento Técnico n.º 5/2018 que pretende dar indicações sobre os procedimentos a adotar pelos operadores de estabelecimentos de abate durante a receção de equídeos para abate para consumo humano, relativamente à verificação da sua identificação e registo.

Fonte: DGAV

Flavescência dourada da videira

  • Thursday, 28 June 2018 09:24

A DGAV procede à divulgação do Despacho n.º 23/G/2018, relativo às listagens das freguesias que constituem as Zonas de Intervenção Prioritárias (ZIP) para o controlo da doença da flavescência dourada da videira e das freguesias onde o inseto vetor Scaphoideus titanus Ball. está presente.

Fonte: DGAV

O cultivo de culturas OGM, ou biotecnológicas, pode trazer benefícios para o ambiente, para a saúde humana e animal e ainda contribuir para a sustentabilidade socioeconómica e ambiental dos agricultores. A conclusão é de um estudo recentemente publicado pelo Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas (ISAAA) e pelo PG Economics, que revela ainda que a área mundial dedicada à produção de culturas OGM cresceu 3% em 2017, cerca de 4,7 milhões de hectares, para um total de 189,8 milhões de hectares.

De acordo com o relatório, o aumento de superfície agrícola dedicada a culturas OGM deve-se “principalmente à maior rentabilidade decorrente da subida dos preços de commodities, aumento da procura do mercado e da presença de tecnologia de sementes disponíveis.”

O estudo faz uma análise dos impactos socioeconómicos e ambientais do cultivo de OGM entre 1996 e 2016 e defende que este tipo de culturas “oferecem enormes benefícios”. Segundo o presidente do conselho da ISAAA, Paul S. Teng, “a recente produção de culturas biotecnológicas de próxima geração – incluindo as maçãs e batatas que provavelmente não se estragam ou são danificadas, o abacaxi super doce e enriquecido com antocianina, o milho com biomassa da espiga aumentada com alto teor de amilose, e a soja com teor de óleo modificado, combinado com aprovação de comercialização de uma cana resistente a insetos – oferece opções mais diversificadas para consumidores e produtores de alimentos.”

“A insegurança alimentar global é um problema enorme em países em desenvolvimento. Existem cerca de 108 milhões de pessoas em países afetadas pela crise de alimentos ainda vulneráveis ou a enfrentar insegurança alimentar. Temos visto ao longo de 20 anos como a adoção de culturas biotecnológicas em países em desenvolvimento tem contribuído para o aumento da produtividade da colheita, produção mais segura e aumento do rendimento, contribuindo para diminuir a pobreza, fome e malnutrição em algumas das regiões do mundo mais propensas a esses desafios”, acrescenta Graham Brookes, Diretor do PG Economics.

O estudo defende ainda que a adoção de culturas OGM pode ser a melhor forma de ‘driblar’ as alterações climáticas e para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Conheça o estudo em detalhe aqui.

Fonte: Agroportal

Sete utentes do Lar Dona Ana Pacheco, em Sabóia, concelho de Odemira, foram transportados para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Odemira, apresentando sinais de intoxicação alimentar, na passada segunda-feira de manhã.

Há outros oito utentes que estão sob vigilância da instituição, pertença da Associação Humanitária da 3ª Idade Dona Ana Pacheco.

Segundo foi possível apurar, os primeiros sintomas de uma intoxicação alimentar manifestaram-se durante a noite, tendo o alerta sido dado cerca das 9.15 horas de segunda-feira. Foram deslocados para o local meios dos Bombeiros, a viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Odemira e a GNR.

De acordo com informações de Luís Oliveira, comandante dos Bombeiros de Odemira, "foram transportadas sete pessoas para o SUB, enquanto no lar ficou uma enfermeira a avaliar a situação dos outros oito afetados, para perceber se será também necessário recorrer o serviço de saúde", rematou.

O JN procurou junto da instituição uma reação por parte da sua presidente, mas não houve disponibilidade para qualquer justificação.

No socorro às vítimas estiveram envolvidos 10 operacionais e 5 viaturas dos Bombeiros, SIV e GNR.

Fonte: Jornal de Notícias

Os criadores de coelhos estão a passar por uma crise. Há falta de consumo e os produtores estão a sofrer consequências financeiras. A cunicultura está em risco de desaparecer na Europa. A UE reconheceu esse risco e vai financiar, durante 3 anos, uma campanha de sensibilização de consumo de carne de coelho na Península Ibérica.

“Ciente do risco de extinção desta actividade e das nefastas consequências económicas e sociais que daí advêm, a União Europeia foi sensível aos pedidos de apoio” da ASPOC – Associação Portuguesa de Cunicultura e da Intercun – Organizacion Interprofisional Cunicola e aceitou financiar uma campanha de sensibilização para o consumo da carne de coelho na Península Ibérica nos próximos 3 anos, refere um comunicado da ASPOC.

“Crise sem precedentes em toda a Europa”

O mesmo comunicado frisa que o sector da cunicultura está a viver uma “crise sem precedentes em toda a Europa”, prevendo-se que “possa desaparecer em poucos anos se não houver uma política comunitária de sensibilização” para o consumo da carne de coelho.

Só na Península Ibérica, a produção deste alimento caiu 14% em pouco mais de 10 anos, tendo passado de 78.100 toneladas/ano para 65.600 toneladas/ano. Este declínio resulta exclusivamente de uma quebra constante do consumo da carne de coelho que o sector não tem conseguido contrariar.

Portugal: campanha arranca a 28 de Junho

Em Portugal, onde a carne de coelho ocupava tradicionalmente um lugar de destaque na dieta alimentar, a campanha arranca na próxima quinta-feira, dia 28 de Junho.

Benefícios da carne de coelho

Classificada como carne branca, é apreciada pelos consumidores pelo seu sabor, por ser tenra, suculenta, saborosa e de fácil confecção.

“No entanto, a carne de coelho alia prazer e saúde, pois para além de um baixo valor calórico, possui uma excelente composição nutricional, devendo fazer parte de uma alimentação variada, completa e equilibrada, sendo aconselhada para os consumidores de todas as idades pelos mais variados motivos”.

E adianta que, no que respeita aos macronutrientes, a carne de coelho destaca-se pelo seu elevado teor em proteínas, nutriente responsável pelo crescimento, conservação e reparação dos nossos órgãos, tecidos e células, sendo indicada uma ingestão em maiores quantidades nas crianças e adolescentes em fase de crescimento e nos desportistas, sendo que uma alimentação desequilibrada e deficiente num desportista pode produzir alterações metabólicas, bioquímicas e fisiológicas, senso essencial a ingestão adequada de proteínas para a manutenção e desenvolvimento da massa muscular.

Proteínas de alto valor biológico

Para além disto, a carne de coelho fornece proteínas de alto valor biológico, ou seja, possui aminoácidos nas quantidades e proporções adequadas às necessidades do organismo, sem as desvantagens normalmente associadas ao consumo de carnes vermelhas, tais como, maior ingestão de colesterol e gorduras saturadas.

“Recomenda-se, por isso, que se escolham carnes brancas, sendo a carne de coelho uma carne de eleição nesse sentido, devido ao seu baixo teor em gorduras saturadas e colesterol, sendo aconselhável para prevenir ou não agravar determinadas patologias como as doenças cardiovasculares”.

Por outro lado, uma vez que apresenta um conteúdo de ácido úrico mais baixo que as carnes vermelhas, a carne de coelho é indicada para pessoas com gota e níveis elevados de ácido úrico no sangue.

A carne de coelho é de fácil digestão, sendo indicada para fazer parte das refeições de crianças, idosos e quem possuir problemas de estômago.

Fonte: Agroportal

A DGAV informou que foi realizada a atualização das zonas demarcadas para Epitrix, divulgada através do Ofício Circular n.º 22/2018.

Esta atualização tem implicações imediatas nos movimentos de batata para fora da nova zona demarcada com destino a zonas isentas do inseto, aplicando-se as medidas de emergência fitossanitárias da legislação em vigor.

Fonte: DGAV

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) disse na sexta-feira que “a pouca clareza da lei” e “a responsabilidade que pode gerar para os proprietários de estabelecimentos, nomeadamente em termos de higiene e segurança alimentar”, deverão levar a que muitos não adiram à permissão de entrada de animais de companhia nos bares e restaurantes.

“Este é um tema que deveria ter sido alvo de uma profunda reflexão e que deveria ter tido em conta as preocupações do setor. Acreditamos que, por estas razões, grande parte dos restaurantes não irá aderir à permissão”, afirmou a secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, citada num comunicado da associação.

Ana Jacinto avisa, por outro lado, que “os proprietários que decidirem aderir não podem ignorar que estão a assumir a responsabilidade da presença dos animais no seu estabelecimento”.

Tendo como objetivo o cumprimento da lei, a AHRESP produziu, para distribuição gratuita aos seus associados, um dístico específico para os estabelecimentos que optem por permitir a entrada e permanência de animais de companhia, que obteve já a concordância da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), por prever as informações exigidas, como a lotação e condições de acesso, e que deverá ser afixado à entrada.

O setor da hotelaria e restauração esclareceu os seus associados que, caso pretendam não permitir a entrada de animais (exceto cães de assistência), bastará manter o atual dístico de proibição.

Os animais de companhia podem, a partir de hoje, acompanhar os donos a estabelecimentos comerciais devidamente sinalizados e que podem fixar uma lotação máxima, de acordo com uma lei aprovada em fevereiro, no parlamento.

O texto de substituição, acordado na comissão de Economia, foi aprovado, por unanimidade, a partir de projetos do Partido Ecologista “Os Verdes”, partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e BE.

Nos termos da lei, é permitida a entrada de animais em estabelecimentos, “em espaços fechados”, que os aceitem, mas é necessário obedecer às regras descritas na legislação.

Pode ser fixada uma lotação máxima de animais pelo restaurante, de modo a “salvaguardar o seu normal funcionamento”.

Os animais terão de estar presos, “com trela curta”, e “não podem circular livremente”, estando vedada a sua presença na zona de serviços ou onde existam alimentos.

O dono do estabelecimento pode, igualmente, fixar uma área reservada para clientes com animais ou permitir a sua presença em todo o espaço.

Fonte: sapo24

A 28 de dezembro de 2017 foi publicado o Despacho n.º 11391/2017, o qual visa a alteração da disponibilidade de alimentos nos espaços destinados à exploração de bares, cafetarias e bufetes, nas instituições do Ministério da Saúde (MS), promovendo uma alimentação mais saudável.

O Guia de apoio à aplicação do Despacho n.º 11391/2017, que a DGS agora publica, apresenta os critérios nutricionais gerais e específicos que foram utilizados para a elaboração deste despacho, com o objetivo de permitir uma identificação com maior rigor da lista de “alimentos a não disponibilizar”.

Este documento de apoio à tomada de decisão, baseado em evidência científica, vai permitir às empresas que operam nestes setores uma identificação mais clara dos alimentos possíveis de adquirir, permitindo ainda ao mercado adaptar melhor a sua oferta e incentivar uma melhor e mais eficaz fiscalização com menos ambiguidades.

Para tornar mais fácil a leitura estão disponíveis dois modelos de leitura:

– um com o documento completo, que pode consultar aqui;

– outro com questões e respostas que poderão ser lidas separadamente, apresentadas de seguida.

FAQs:

Q1:

Quais foram os critérios nutricionais utilizados para a definição do conjunto de alimentos a não disponibilizar nas instituições do Ministério da Saúde?

Q2:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “salgados” designados na alínea a) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q3:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria da “pastelaria” designados na alínea b) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q4:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria do “pão com recheio doce, pão-de-leite com recheio doce ou croissant com recheio doce” designados na alínea c) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q5:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria da “charcutaria” designados na alínea d) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q6:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria das “sandes ou outros produtos que contenham ketchup, maionese ou mostarda” designados na alínea e) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q7:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria das “bolachas e biscoitos” designados na alínea f) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q8:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “refrigerantes” designados na alínea g) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q9:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria das “guloseimas” designados na alínea h) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q10:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “snacks doces ou salgados” designados na alínea i) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q11:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “sobremesas doces” designados na alínea j) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q12:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria das “barritas de cereais e monodoses de cereais de pequeno-almoço” designados na alínea k) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q13:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria das “refeições rápidas” designados na alínea l) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q14:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “chocolates” designados na alínea m) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q15:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “bebidas com álcool” designados na alínea n) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Q16:

Que produtos alimentares se enquadram na categoria dos “molhos” designados na alínea o) do ponto 1 do Despacho n.º 11391/2017?

Fonte: Nutrimento

A Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco acaba de divulgar a Circular nº3/2018 de 8 de Março, na qual alerta para a existência de um risco elevado de mosca da asa manchada para cultura da cerejeira.

“Nas nossas armadilhas de monitorização da praga continuamos a ter registo de capturas ainda com risco elevado para a cultura. Assim, deve continuar a utilizar todos os meios de luta disponíveis no combate a esta praga”, refere a Circular.

Pessegueiros

Já nos Pessegueiros, nos pomares com variedades tardias, onde é frequente o ataque da Anarsia, deve efectuar a estimativa do risco. Observe uma amostra de 4 rebentos+4 frutos /árvore x 50 árvores, se for atingido o nível económico de ataque (1% de rebentos + frutos atacados) deve tratar com produto homologado.

Quanto à Mosca do Mediterrâneo (Ceratitis capitata), diz a Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco que, nos pomares com variedades tardias onde o aparecimento da praga é frequente, na presença de frutos picados e/ou as capturas nas armadilhas ultrapassarem 1 adulto/armadilha/dia, deverá ser efectuado tratamento com insecticida homologado. “Atenção ao intervalo de segurança”, alerta a Circular.

Olival

No olival, a Estação alerta para a traça da oliveira. “Nos nossos postos de observação biológica o voo da traça na geração carpófaga (geração que ataca os frutos) tem sido baixo. No entanto, nos olivais com fraco vingamento e nos que normalmente registam prejuízos causados por esta praga, aconselha-se a realização de tratamento com um produto homologado”.

Citrinos

No que diz respeito aos citrinos, aquela Estação de Avisos Agrícolas refere que as cochonilhas encontram-se na fase larvar, estado mais susceptível à luta química. Em presença da praga, efectue tratamento de preferência com produto à base de óleo parafínico (óleo de Verão).

Deve haver boa distribuição da calda pela planta, regar bem as árvores antes e depois da aplicação e os frutos já devem ter o tamanho de uma noz.

No Modo de Produção Biológico, estão autorizados os produtos à base de óleo parafínico.

Macieiras e pereiras

Nas pomóideas é o bichado da fruta que preocupa. “Sr. fruticultor deve avaliar a intensidade de ataque desta praga no seu pomar. Observe 1000 frutos (20 por árvore x 50 árvores) e se contabilizar 5 a 10 frutos bichados (NEA 0,5 a 1%) renove o tratamento”, realça a Cirluar.

Acrescentam aqueles técnicos que, com base nos graus acumulados da praga, “prevemos o início da segunda geração do bichado na primeira semana de Julho nos pomares localizados a Sul da Serra da Gardunha, e na segunda semana de Julho nos pomares localizados a Norte da Serra da Gardunha”.

Quanto ao Aranhiço vermelho, a Estação recomenda efectuar a estimativa do risco para avaliar o nível económico de ataque da praga. Observe 100 folhas do terço médio do ramo (2 folhas/árvore x 50 árvores) se registar em macieiras 50 a 75% de folhas ocupadas com formas móveis ou 50% em pereiras, trate com um acaricida específico.

Já no pedrado, a Circular aconselha a manter o pomar protegido. Na presença de manchas aconselha-se a realização de tratamento com fungicidas de contacto. Pode optar por um produto fitofarmacêutico que combata em simultâneo o oídio.

Vinha

Na vinha dois perigos: oídio e míldio. As vinhas encontram-se no estado fenológico muito susceptível ao oídio. Mantenha as vinhas protegidas preventivamente até ao fecho do cacho. No Modo de Produção Biológico, estão autorizados produtos à base de enxofre.

Quanto ao míldio, as vinhas que apresentam sintomas da doença devem ser tratadas com um fungicida sistémico ou penetrante com acção curativa. O tratamento deve ser dirigido aos cachos. Devem ser aplicadas as medidas culturais que promovam o arejamento da vegetação.

No Modo de Produção Biológico, estão autorizados produtos à base de cobre.

Pode consultar a Circular completa aqui.

Fonte: Agroportal

No início do século XX, Vilhjalmur Stefansson, explorador do Ártico, passou cinco anos a comer apenas carne. Ou seja, a sua dieta era composta por cerca de 80% de gordura e 20% de proteína. Vinte anos depois, em 1928, ele repetiu o mesmo tipo de alimentação como parte de uma experiência de um ano, no Hospital Bellevue, em Nova Iorque.

Em ambos os cenários, o explorador adoeceu. Foi vítima de uma ‘intoxicação por proteínas’, também conhecida como ‘rabbit starvation’ (‘inanição do coelho’), que ocorre quando ingerimos carnes magras, como a do coelho, sem qualquer complemento de gordura.

Apesar dos índices de obesidade terem duplicado nas últimas duas décadas, estamos cada vez mais a ganhar uma maior consciência alimentar, e com ela chegou a 'febre da proteína', que está no centro dessa onda saudável.

Os supermercados não deixam mentir. As prateleiras estão repletas de batidos, barrinhas e versões de produtos básicos, como cereais e sopas, enriquecidos com o nutriente.

Estima-se que o mercado global de suplementos de proteína esteja avaliado em cerca de 12,4 bilhões de dólares. Mas alguns especialistas alertam que alimentos ricos em proteína são de facto um desperdício de dinheiro.

Proteína e músculos

A proteína é essencial para o corpo crescer e se regenerar. Alimentos com alto teor proteico – como laticínios, carnes, ovos, peixes e feijões – são quebrados em aminoácidos no estômago e absorvidos pelo intestino delgado. O fígado escolhe então que aminoácidos o organismo precisa, e o restante é descartado pela urina.

Para adultos que não são muito ativos, o recomendado é ingerir diariamente cerca de 0,75 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Em média, 55 gramas para homens e 45 gramas para mulheres – ou duas porções de carne, peixe, tofu, nozes ou leguminosas.

A maioria dos especialistas concorda porém que é melhor consumir proteínas a partir de alimentos do que de suplementos.

Segundo Kevin Tipton, professor de desporto da Universidade de Stirling, na Escócia, a maioria das pessoas obtém mais do que a média diária recomendada de proteínas a partir dos alimentos.

"Não há necessidade de tomar suplementos. Eles são uma forma conveniente de obter proteína, mas não há nada nos suplementos que você não consiga nos alimentos. As barras de proteína são apenas barrinhas com um pouco de proteína extra", esclarece.

Perda de peso

A proteína também tem sido associada à perda de peso. Dietas de baixa ingestão de carboidratos (low-carb) e ricas em proteínas, como a Paleo e a Atkins (a dieta proteíca original), prometem prolongar a sensação de saciedade.

Em geral, os indivíduos não conseguem emagrecer porque sentem fome, e estudos mostram que um pequeno-almoço com alto teor proteico pode ajudar a diminuir a vontade de comer ao longo do dia.

Segundo Alex Johnstone, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, existem provas suficientes de que a proteína sacia. E se está a tentar perder peso, é mais importante tomar um pequeno-almoço rico em proteínas – com ovos mexidos ou vitaminas batidas com leite, por exemplo –, do que ingerir suplementos.

A pesquisadora não defende, no entanto, dietas do "tipo Atkins", e descobriu que cortar carboidratos tem efeitos prejudiciais para a saúde intestinal.

Ao invés, Johnstone recomenda que pessoas com excesso de peso adotem uma dieta rica em proteínas e moderada em hidratos de carbono, que consista em 30% de proteína, 40% de hidratos e 30% de gordura. Em média, as dietas costumam contemplar 15% de proteína, 55% de carboidratos e 35% de gordura.

Já o risco de consumir proteína em excesso é pequeno. A maior ameaça talvez seja cair no conto dos produtos super faturados que oferecem mais proteína do que realmente precisamos.

"Alguns produtos rotulados como ricos em proteína não são, e costumam ser muito caros. De qualquer forma, consumir mais proteína do que o necessário é um desperdício em termos de dinheiro", resume Johnstone.

Fonte: Notícias ao Minuto