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Estão estabelecidas as condições sanitárias para exportação de carne e produtos à base de carne de Portugal para a República do Azerbaijão.

Os modelos de certificado acordados para as exportações em causa já estão disponíveis nas Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais/Regiões Autónomas (DSAVR/RA).

Fonte: DGAV

 

A aplicação STAYAWAY COVID vai ser disponibilizada brevemente, após a publicação do diploma que foi ontem promulgado pelo Presidente da República. Esta aplicação tem como objetivo contribuir para a localização de contactos próximos de alguém que foi diagnosticado nas 48 horas anteriores ao teste. 

Na conferência de imprensa de balanço da pandemia de COVID-19, o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro, explicou os objetivos desta aplicação e adiantou que quase mil pessoas já estão a testá-la. 

“Este é mais um instrumento de combate à pandemia. Não será deste instrumento que virá a grande revolução, mas é mais uma ajuda para continuar a melhorar, independentemente da adesão” que venha a ter em Portugal. 

De forma a garantir a confidencialidade, os dados recolhidos pela aplicação serão “apagados após 14 dias, para evitar que dados pessoais estejam guardados para lá do que é necessário”. 

Para tal, é preciso que a aplicação esteja ativada no telemóvel e que, aquando do diagnóstico, seja solicitado ao profissional de saúde “um código para introduzir no telemóvel”. 

Através deste código, a aplicação irá notificar os contactos, explicou o responsável. 

Sendo este um projeto acarinhado pela União Europeia, há um empenho em criar um sistema de interoperabilidade” entre aplicações desenvolvidas por vários países, referiu Luís Goes Pinheiro. 

Portugal regista hoje mais um óbito e 167 novos casos de infeção por COVID-19, de acordo com o relatório da situação epidemiológica da COVID-19, da Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde o início da pandemia foram contabilizados 51.848 casos confirmados e 1.740 mortes óbitos. 

As autoridades de saúde têm sob vigilância 37.369 pessoas, mais 423 relativamente ao dia de ontem, estando a aguardar resultado laboratorial 1.437 pessoas.

Fonte: DGS

Os custos das infeções por helmintes, em Portugal, foram estimados em cerca de 25 milhões de euros por ano, com as maiores perdas a serem registadas nos caprinos e bovinos de leite. Os custos anuais da resistência aos anti-helmínticos em Portugal foram estimados em cerca de 413 mil euros.

Os parasitas resistentes a fármacos anti-helmínticos custam à indústria de produção animal europeia mais de 38 milhões de euros por ano em perdas de produção e custos com tratamentos veterinários.

Os dados foram divulgados no estudo Initial assessment of the economic burden of major parasitic helminth infections to the ruminant livestock industry in Europe, que realizou uma avaliação do peso económico das infeções de parasitas helmintes – infeções por nemátodos gastrointestinais, Fasciolahepatica (fascíola hepática comum) e Dictyocaulus viviparus (verme do pulmão bovino) – na indústria de gado ruminante na Europa.

Estes parasitas podem causar problemas de bem-estar e afetar a produtividade em bovinos, ovinos e caprinos em todo o mundo, nomeadamente no seu crescimento, fertilidade e a produção de leite.

De acordo com o estudo, estas infeções no gado, em 18 países, têm um impacto na produção animal de mais de 1,8 mil milhões de euros por ano.

Os dados económicos da produção animal foram combinados com os dados mais recentes sobre os níveis de resistência a anti-helmínticos em 18 países europeus. Os dados não estavam disponíveis para todos os países europeus. Além disso, apenas uma classe de anti-helmínticos foi incluída na análise. Existem cinco classes de fármacos disponíveis e a resistência é generalizada em pelo menos três dessas classes, o que pode significar que os custos serão, provavelmente, maiores do que as estimativas previstas no estudo.

Os fármacos anti-helmínticos são amplamente usados para tratar e prevenir infeções parasitárias e a resistência aos mesmos está a aumentar, podendo fazer com que os atuais sistemas de produção animal deixem de ser sustentáveis a longo prazo.

O estudo foi liderado por Johannes Charlier, médico veterinário e especialista europeu em parasitologia da empresa de consultadoria científica belga Kreavet, no âmbito da ação de cooperação europeia para a ciência e a tecnologia COMBAR (Combatting Anthelmintic Resistance in Ruminants). O estudo envolveu um total de 23 organizações que reuniram experiência nacional/regional e os dados mais recentes sobre o impacto económico das doenças parasitárias na produção animal europeia.

Fonte: Agroportal

O imposto especial sobre as bebidas com maior teor de açúcar levou mais de 40% dos inquiridos num estudo da Universidade Católica a reduzir o seu consumo.

Numa secção dedicada à perceção de políticas de promoção de hábitos alimentares saudáveis, os resultados do estudo demonstram que 41,1% dos participantes afirmam que reduziram o consumo de bebidas açucaradas depois da entrada em vigor do imposto especial sobre estas bebidas. Cerca de 10% deixaram de as consumir por completo e 36,8% dos participantes admitem ainda que refletem mais antes de as consumir.

“Os participantes concordam em geral com a aplicação de impostos especiais a alimentos com alto teor de açúcar, sal ou gordura”, lê-se no relatório, que explica que o nível de concordância foi medido numa escala de 01 a 07, em crescendo com o grau de concordância. Refrigerantes (alto teor de açúcar adicionado e edulcorantes); batatas fritas de pacote (alto teor de sal); gelados (alto teor de açúcar); e enchidos (alto teor de gordura), são exemplos de alimentos em relação aos quais os participantes no estudo admitem concordar com novos impostos especiais, com níveis de concordância superiores a 04.

Num cenário em que novos impostos se concretizem, 41,3% dos participantes admitem que iriam reduzir o seu consumo (numa média calculada para as respostas para o que seriam as três novas taxas: açúcar, sal e gordura). Do total de inquiridos 35,5% admitem também que novas taxas levariam a uma maior reflexão pessoal sobre o seu consumo.

Sobre hábitos alimentares, os resultados mostram que o consumo de frutas e vegetais é a categoria que a grande maioria associa a uma dieta saudável e que está bastante enraizada a perceção de que o excesso de açúcar, sal e gordura prejudicam uma alimentação saudável.

Por ordem decrescente, as respostas mais dadas no inquérito sobre a perceção do que é uma dieta saudável referem “comer mais frutas e vegetais” (90,3%); “comer uma variedade de alimentos” (87,8%); “evitar alimentos com muito açúcar” (84,3%); “evitar alimentos com muita gordura” (77,2%); ” evitar comidas com aditivos” (75,4%); e “evitar o consumo de sal” (67,7%).

Reduzir hidratos de carbono, comer menos carne e mais peixe fazem parte da conceção de dieta saudável de metade dos participantes. Mais de 90% dos inquiridos considera o seu regime alimentar entre moderadamente a bastante saudável e 83,4% admite ter feito mudanças nos hábitos alimentares nos 12 meses anteriores ao inquérito.

O estudo do Observatório da Sociedade Portuguesa da Universidade Católica dedicado a conhecer os hábitos alimentares dos portugueses foi aplicado entre novembro e dezembro de 2019 a 995 participantes, que responderam a um questionário online. A maioria dos participantes são mulheres (657). Os participantes têm idades compreendidas entre 18 e 73 anos e mais de 70% tem habilitações ao nível do ensino superior.

Fonte: HiperSuper

Mais de 185 mil toneladas de embalagens, provenientes da recolha seletiva, foram enviadas pela Sociedade Ponto Verde para reciclagem entre janeiro e julho de 2020, um aumento de 5% face ao período homólogo do ano passado. Num período em que o país enfrentou enormes desafios e em que os portugueses viram o seu estilo de vida forçosamente alterado, estes resultados revelam que os comportamentos de reciclagem continuaram a fazer parte do seu dia-a-dia.

Para a Sociedade Ponto Verde, os dados agora divulgados representam o compromisso contínuo dos portugueses com a reciclagem e a sua consciência de que “Reciclar faz parte da solução”, indo ao encontro do repto lançado em abril e presente nas duas campanhas de sensibilização levadas a cabo desde o início do ano.

Durante a pandemia a SPV manteve-se focada na sensibilização para as temáticas da reciclagem com campanhas como “Não te separes do essencial”, um agradecimento aos portugueses que continuaram a reciclar, e “Reciclar faz parte do Verão”, relembrando que mesmo nesta altura de férias e de maior descontração é importante manter este comportamento”, assinala Ana Isabel Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

Estes resultados de recolha seletiva e o crescimento que revelam, mostram os bons hábitos de reciclagem cada vez mais intrínsecos nos portugueses, mas também aquilo que tem sido o trabalho da Sociedade Ponto Verde em matéria de educação e sensibilização para a reciclagem. Agora, é preciso que todos continuem a acreditar e a empenhar-se na reciclagem das embalagens para que estes valores mantenham uma tendência positiva que nos permita alcançar as importantes metas que se avizinham”, acrescenta a CEO da SPV.

Materiais reciclados

Em termos de materiais, as embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL) representaram a maior variação face ao mesmo período de 2019 com um crescimento de 41% na recolha seletiva.

A este material seguiram-se nos bons resultados do alumínio e aço com aumentos de 27% e 18%, respetivamente. O Papel/Cartão aumentou 7%, enquanto que o vidro e plástico aumentaram 4% e 3% respetivamente.

Fonte: Grande Consumo

Laranja do Algarve é a fruta mais produzida em Portugal. O legume mais produzido é o tomate, que, apesar de ser uma fruta, é visto por muitos produtores e consumidores como tal.

Em Portugal, no ano passado, a laranja foi a fruta mais produzida e o tomate voltou a estar no topo das preferências ao distinguir-se como o produto agrícola mais produzido. A laranja é produzida essencialmente no Algarve e no Alentejo, enquanto a produção de tomate localiza-se entre a zona do Ribatejo, Oeste e Alentejo. Este último, apesar de ser uma fruta, é produzido como legume e comprado por muitos consumidores como tal.

Segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2019, foram produzidos mais de 357 mil toneladas de laranjas em território nacional, mais de 1,4 milhões de toneladas de tomate destinados à indústria e 103 mil toneladas de tomate direcionados ao consumo em fresco.

Os dados que o INE facultou ao ECO são provisórios, tendo em conta que os dados do ano passado ainda não estão apurados. “A informação definitiva das estatísticas da produção vegetal de 2019 terá necessariamente de integrar os resultados do recenseamento agrícola 2019, operação que ainda está a decorrer”, explica o INE.

Para muitos, o tomate é considerado um fruto, para outros é um legume, um dilema que baralha sempre os consumidores. Ainda assim, quase toda a produção de tomate para a indústria destina-se essencialmente aos mercados externos; já a produção de tomate fresco divide-se de forma igualitária entre Portugal e o estrangeiro. “Mais de 95% do tomate para indústria é para exportação.

No caso do tomate fresco metade da produção direciona-se ao consumo nacional e outra metade é para exportação”, conta ao ECO Domingos dos Santos, presidente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) e vice presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

concentrado de tomate é exportado essencialmente para o Inglaterra e Japão. “Só estes dois mercados representam quase 70% das exportações de polpa de tomate”, explica Domingos dos Santos. Já o principal mercado do tomate fresco português é Espanha.

Segundo a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, Portugal tem, atualmente, um grau de autoaprovisionamento próximo dos 85%, sendo que a autossuficiência alimentar do tomate no país é de 175%.

Produção de laranja destina-se essencialmente ao consumo nacional

Contrariamente ao tomate, a produção de laranja destina-se essencialmente ao consumo nacional (60%), sendo que a exportação representa os restantes 40% da produção. “Em relação aos mercados externos, a laranja vai essencialmente para França, Espanha e Alemanha”, conta Domingos dos Santos.

Segundo a última campanha agrícola nacional 2018/2019, independentemente das condições meteorológicas desfavoráveis, a produção de laranja atingiu recorde, tendo em conta que há 33 anos que não se produzia tanta laranja como na última campanha agrícola.

Fonte: Agroportal

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou esta quinta-feira que as pessoas “não devem recear a comida ou as embalagens de comida” como fontes de contágio de Covid-19, apesar de vestígios do novo coronavírus terem sido encontrados em asas de frango importadas do Brasil.

O jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC) noticiou esta quinta-feira que o SARS-Cov-2, o coronavírus que provoca a doença Covid-19, foi encontrado em asas de frango congeladas importadas do Brasil para a cidade de Shenzhen, no sul da China, mas que todo o pessoal das alfândegas que entrou em contacto com as amostras foi testado e deu negativo.

“Não há provas de que os alimentos ou a cadeia alimentar estejam a participar na transmissão deste vírus”, salientou o diretor executivo do programa de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan.

A principal responsável técnica da OMS no combate à Covid-19, Maria van Kerkhove, esclareceu que a China “testou cerca de cem mil embalagens” de comida à procura do novo coronavírus, mas que só o encontrou em “menos de dez”.

“Sabemos que (o vírus) pode permanecer em superfícies durante algum tempo, mas pode ser inativado lavando as mãos ou usando uma solução à base de álcool”, indicou, acrescentando que a OMS emitiu orientações para os trabalhadores de instalações fabris de processamento de alimentos para evitar a transmissão.

Michael Ryan ressalvou que é importante “não descartar provas científicas”, mas que é “igualmente importante que as pessoas possam continuar a viver sem medo”.

“As pessoas já estão suficientemente assustadas e com medo”, declarou, reiterando que não há qualquer indicação científica de transmissão do novo coronavírus através de alimentos.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 749 mil mortos e infetou mais de 20,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.770 pessoas das 53.548 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Fonte: Observador

A pandemia da Covid-19 veio aprofundar as preocupações do setor da restauração sobre a proibição dos plásticos de uso único, que entra em vigor no dia 3 de setembro. 

O Governo poderá suspender a entrada em vigor da proibição de uso de plásticos de utilização única nos restaurantes devido à pandemia da Covid-19, noticia esta quinta-feira o Jornal de Negócios.

Em setembro do ano passado, foram aprovadas as leis sobre a proibição dos sacos de plástico para a fruta nos supermercados e os plásticos de uso único na restauração, tendo sido dado um ano aos operadores para se adaptarem às novas regras.

A partir do dia 3 de setembro, cafés e restaurantes ficam proibidos de servir alimentos e bebidas em louça de plástico de uso único.

Porém, a pandemia da Covid-19 veio complicar a situação. Muitos estabelecimentos dependeram deste tipo de materiais de plástico para continuarem a funcionar em segurança durante o confinamento.

Agora, os agentes do setor estão preocupados com a possibilidade de a lei entrar mesmo em vigor na data prevista. Segundo a secretária-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Ana Jacinto, a lei “tem suscitado muitas preocupações no setor, ainda mais agora, pelo particular momento, tão difícil, como aquele que atravessa”.

O Ministério do Ambiente e da Ação Climática disse que “a ponderação dos efeitos da situação de pandemia nos agentes económicos e a ponderação da eventual suspensão da entrada em vigor da referida lei é matéria que compete à área governativa da economia“.

Já o Ministério da Economia assegurou estar “a acompanhar este assunto em articulação com o MAAC”.

Enquanto os agentes económicos do setor da restauração pedem um adiamento da entrada em vigor da suspensão, o setor ambientalista recusa tal opção e pede que os estabelecimentos que vendem alimentos e bebidas utilizem louça tradicional.

Fonte: Observador

 

Os utensílios em contacto com os alimentos devem ser fabricados com materiais adequados e mantidos em bom estado de conservação para evitar qualquer risco de contaminação, diz a lei. É por isso que se aconselha a utilização de utensílios de plástico ou silicone. Mas, mesmo que sejam de madeira, o mais importante é que estejam bem limpos e conservados.

As tábuas de corte estão entre os utensílios de cozinha mais usados. As de madeira são mais porosas e, por isso, podem mais facilmente absorver parte da humidade e dos microrganismos, que, nas de plástico, ficam à superfície.

Desta forma é necessária a limpeza cuidadosa depois de cada utilização, com água muito quente e detergente. Se preferir lavá-las à máquina, faça uma pré-lavagem à mão. Deixe-as secar bem antes de guardar e deite-as fora se estiverem danificadas.

E as colheres de pau? Tal como as tábuas de corte, existem colheres de diferentes materiais. Procure mantê-las em perfeito estado de conservação.  É habitual aconselhar-se a utilização das de plástico ou de silicone porque são mais fáceis de lavar e de desinfetar. Para a limpeza, use o mesmo processo das tábuas de corte.

Uma forma de evitar a passagem de bactérias de um alimento cru para alimentos que já foram cozinhados ou que estão prontos a comer é utilizar, por exemplo, tábuas de corte diferentes para a carne crua e para a carne cozinhada. Os microrganismos não têm cheiro nem cor, o que torna impossível detetá-los. Por isso, a prevenção é essencial, mantendo a cozinha limpa e arrumada, com os utensílios impecáveis.

Veja algumas medidas para evitar contaminações na cozinha

- limpe o exaustor e substitua o filtro regularmente, caso não seja possível lavá-lo;

- deixe a loiça a secar ao ar. Usar panos da loiça, que muitas vezes não estão bem limpos, é menos higiénico;

- antes e depois de preparar alimentos, lave os utensílios e as superfícies com água muito quente e detergente e seque-os cuidadosamente;

- remova os restos de comida da loiça antes de a colocar na máquina e limpe regularmente o filtro da máquina;

- o caixote de lixo deve estar bem fechado e, de preferência, ser de pedal. Esvazie-o com regularidade e lave-o com água e detergente;

- a caixa de areia do gato, os pratos e a cama dos animais de estimação não devem estar na cozinha;

- mantenha o frigorífico limpo e arrumado.

Fonte: Sapo Lifestyle/DECO

 

A adição de enxofre nos terrenos agrícolas pode potenciar as chuvas ácidas e afetar os ecossistemas e a vida dos animais e das pessoas, alerta um estudo esta segunda-feira divulgado.

A investigação, publicada na revista científica “Nature Geoscience”, lembra as chuvas ácidas, que começaram a ser faladas nas décadas de 1960 e 1970, como tendo origem no enxofre produzido nas centrais termoelétricas, e acrescenta que as aplicações de fertilizantes e pesticidas nos terrenos agrícolas são agora a fonte mais importante de enxofre no ambiente.

Depois de ter sido produzida legislação sobre poluição atmosférica, que conteve a chuva ácida, “parecia que a história do enxofre tinha acabado”, disse Eve-Lyn Hinckley, da Universidade do Colorado, Estados Unidos, e um dos principais autores do estudo.

"Mas a nossa análise mostra que as aplicações de enxofre em terras de cultivo nos Estados Unidos e em outros locais são frequentemente dez vezes superiores ao pico da carga de enxofre na chuva ácida. Ninguém tem analisado exaustivamente as consequências ambientais e para a saúde humana destas adições”, acrescentou.

O enxofre é um elemento natural e também um importante nutriente vegetal. Através de atividades mineiras, incluindo a extração de combustíveis fósseis, bem como na sintetização de fertilizantes e pesticidas, o enxofre é introduzido no ar, na terra e nos sistemas hídricos. Pode, como mostraram décadas de investigação sobre chuvas ácidas, afetar a saúde dos ecossistemas e o ciclo de metais tóxicos também pode ser um perigo para a vida selvagem e para os seres humanos.

“Embora o enxofre seja aplicado em terrenos agrícolas para melhorar a produção e a saúde das culturas, pode ter efeitos prejudiciais para os solos agrícolas e águas a jusante, semelhantes aos que ocorreram em florestas remotas devido à chuva ácida”, disse Charles Driscoll, professor da Universidade de Siracusa, também autor da investigação.

Para o estudo, os investigadores examinaram as tendências de aplicações de enxofre em múltiplas culturas nos Estados Unidos, e concluíram nomeadamente que um dos impactos das aplicações agrícolas do enxofre é uma maior formação de metilmercúrio, um poluente ambiental, nas águas drenadas dos terrenos agrícolas.

O metilmercúrio é uma potente neurotoxina que se acumula nas cadeias alimentares levando a concentrações elevadas no peixe e aumentando a exposição ao mercúrio dos seres humanos e da vida selvagem que consome esse peixe.

Até agora muita da investigação tem-se concentrado em compreender e regular os fertilizantes de azoto e de fósforo, que podem causar a eutrofização (baixos níveis de oxigénio dissolvido) das águas e levar à morte dos peixes. Neste estudo os investigadores dizem ser tempo de usar essa informação já adquirida e aplicá-la na investigação das implicações da utilização excessiva de enxofre na agricultura.

Fonte: Observador