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A Direção Geral de Alimentação e Veterinária informa que foi publicado o Despacho nº 5173/2018, de 23 de maio de 2018, correspondente à atualização anual, à taxa de inflação, das taxas previstas na Portaria n.º 86/2017, de 27 de fevereiro, que fixa as taxas devidas pelos serviços prestados e encargos associados referentes às áreas dos pedidos relativos a limites máximos de resíduos, da colocação no mercado de produtos fitofarmacêuticos e adjuvantes, e da distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional.

As taxas atualizadas são aplicáveis desde o passado dia 24 de maio.

Fonte: DGAV

Os aditivos usados no plástico, para o tornarem mais maleável, têm consequências para a saúde humana, diz uma investigadora da Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade Nova de Lisboa.

Conceição Calhau revela que “os aditivos usados nas embalagens de plástico interferem no nosso sistema hormonal, podendo desencadear várias doenças, nomeadamente o cancro”.

A investigadora, que se tem dedicado ao estudo do impacto do plástico na saúde pública, não tem dúvidas sobre as consequências que tem para a saúde o uso recorrente de embalagens de plástico. Diz que a presença de plásticos no corpo humano, pode detetada por uma simples análise à urina.

Por precaução, a investigadora recomenda que “não se usem embalagens de plástico, para aquecer comida no micro-ondas” e adverte quem costuma levar o almoço para o trabalho na marmita que “não deve aquecer nela os alimentos”.

Conceição Calhau alerta para a necessidade de haver especiais cuidados nesta matéria com os bebés. Até porque no primeiro ano de vida quase tudo é de plástico, a começar pelos biberons. Os investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova fizeram análises a biberons de plástico vendidos em lojas chinesas e a conclusão a que chegaram é que representam um risco para a saúde dos bebés, porque ficou provado que “há migração dos aditivos do plástico para o corpo do bebé e que essa migração aumenta a cada reutilização”.

Mas não são apenas os biberons vendidos nas lojas chinesas que podem representar um risco para a saúde pública. A ameaça estende-se a “muitos outros produtos”, segundo Carlos Campos, que pertence à indústria de reciclagem de resíduos urbanos.

Carlos Campos diz que “há um problema de falta de controlo sobre a qualidade dos produtos que são importados do continente asiático. A Europa não quer receber refugiados, defende, mas deixa entrar no seu território produtos que não são sujeitos a controlos de qualidade comparáveis com os que são impostos aos europeus. E isso representa um risco para a saúde pública.”

Fonte: rr.sapo.pt

A doença do chamado cancro do kiwi é induzida pela bactéria Pseudomonas Synrigae Actinidae (PSA), que começa por provocar pintas amarelas nas folhas, depois espalha-se pelo resto do organismo da planta e pode levar à sua morte.

Mas eis que investigadores da Universidade de Aveiro (UA) utilizaram um novo método para eliminar esta doença, "sem efeitos secundários para a planta, pelo que se conseguiu apurar até agora no trabalho de investigação realizado", anunciou a UA, em comunicado.

Trata-se de uma doença que os kiwicultores portugueses já conhecem há cerca de 20 anos. "Quando aparecem os primeiros sinais, aplicam um tratamento à base de óxido de cobre que é o tratamento mais frequentemente aplicado em Portugal e nos outros países produtores de kiwi, mas que não tem sido suficiente para controlar a praga", garante a UA, alertando para o facto de o uso do óxido de cobre ter vários problemas associados: "a sua toxicidade acumula-se no ambiente e pode não eliminar totalmente o cancro do kiwi, dado que há bactérias que conseguem desenvolver resistência a este tratamento", explicou.

O trabalho deste grupo de investigação da UA, em parceria com a Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK), que está sediada em Santa Maria da Feira, "partiu do já conhecido efeito antimicrobiano das porfirinas que tem vindo a ser estudado por este grupo de investigadores em efluentes líquidos".

Mas esta investigação está longe de concluída, pelo que não é certo que a UA tenha descoberto a cura para o cancro do kiwi. "O próximo passo na investigação será a aplicação da nova formulação em plantas infectadas (in vivo) e, depois, testes no campo. Por outro lado, serão necessários ainda estudos de intervalo de segurança, entre outros, para verificação de eventuais efeitos em pessoas e animais", esclareceu.

Segundo a APK, Portugal é o 11.º produtor mundial de kiwis, tendo no ano passado exportado mais de metade da sua produção. Aliás, desde há seis anos que vendemos mais kiwis para fora do que importamos - em 2017, o país exportou 16.272 mil toneladas, no valor de 19,5 milhões de euros, de um total de 28 mil toneladas de kiwis produzidos, e importou 9.326 toneladas por 14 milhões de euros.

Fonte: Correio da Manhã

A Estação de Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho alerta para a existência de risco elevado de míldio e oídio na vinha. E alerta também para doenças nos citrinos, kiwi, pomóideas, prunóideas, pequenos frutos e hortícolas

Míldio

Segundo a Circular nº9 daquela Estação de Avisos Agrícolas, no que diz respeito ao míldio (Plasmopora vitícola), a vinha encontra-se no início da floração e em algumas castas mais precoces já a passar à alimpa. “As chuvas caídas nos últimos dias lavaram, mais ou menos completamente, o último tratamento, sobretudo se foi feito com produtos de contacto”.

A situação, com previsão de chuva ou tempo instável para os próximos dias, é “de risco de novas infecções”, salienta a Estação.

Para combate ao míldio da videira no Modo de Produção Biológico, são autorizados produtos à base de cobre.

Oídio

Quanto ao oídio da vinha (Erysiphe necator), “o risco é elevado. Junte à calda anti-míldio um fungicida anti-oídio ou aplique um produto de acção simultânea anti-míldio e anti-oídio”, aconselha a Circular nº9.

Para combate ao oídio da videira no Modo de Produção Biológico, são autorizados fungicidas à base de enxofre.

Podridão dos cachos

No que diz respeito à podridão dos cachos (Botrytis cinerea), aquela Estação de Avisos realça que com a alteração das condições meteorológicas, há risco de os jovens cachos (inflorescências) serem atacados. “Vá observando a vinha, sobretudo nos locais onde é habitual ocorrerem ataques de Botrytis”.

Se entender que corre risco de ter perdas médias ou graves, deve realizar o primeiro tratamento standard durante a floração – alimpa.

Não está homologado qualquer produto para o combate à podridão cinzenta no Modo de Produção Biológico. No entanto, os fungicidas à base de cobre, utilizados na protecção contra o míldio, têm efeitos secundários no controlo da podridão cinzenta.

A fertilização azotada racional (de acordo com resultados de análises do solo) e o arejamento dos cachos por desfolhas e despampas, mais tarde, permitem reduzir as contaminações pela Botrytis. O enrelvamento (que contribui para a diminuição do vigor das videiras) também tem efeitos positivos.

Pode consultar a Circular completa aqui.

Fonte: Agroportal

O consumo de carne de caça tem vindo a crescer em Portugal, com as suas qualidades a serem reconhecidas por cozinheiros de referência, segundo avança a Associação Nacional de Proprietários Rurais de Gestão Cinegética e Biodiversidade (ANPC).

No âmbito de uma ação promovida na Feira Nacional da Agricultura, que decorreu em Santarém, a ANPC destacou as "propriedades únicas" da carne de caça, "que vão além do sabor e da versatilidade como podem ser trabalhadas", referindo o facto de ser "de origem 100% sustentável, criada em plena natureza, com menos gordura saturada e colesterol e, por isso, melhor para o organismo".

Em média, nos últimos três anos foram caçados cerca de 65.000 javalis e 10.000 veados por época de caça, suficientes para preparar mais de 13,5 milhões de refeições, a que se acrescenta a carne vinda de outras espécies cinegéticas - perdiz, tordo, pombo-bravo, galinhola (três milhões de animais por época de caça), que se traduz em mais de cinco milhões de refeições, afirma uma nota da ANPC.

A Associação avança ainda que o consumo de carnes de caça "traz claros benefícios, também ambientais, fornecendo uma alimentação com uma pegada de carbono claramente reduzida", salientando que também a fundação mundial para a vida selvagem World Wildlife Foundation (WWF) "defende a caça sustentável", tal como a resultante de uma gestão cinegética baseada em boas normas, que segundo a ANPC, "permite apresentar à sociedade um tipo de carne com qualidades organolépticas excecionais, com claros benefícios para a saúde".

Fonte: Sábado.pt

O Governo está a negociar com a indústria agro-alimentar e com o sector da distribuição a redução voluntária e faseada, ao longo de três anos, do sal, açúcar e gorduras num cabaz de produtos que considera mais relevantes e acredita que vai conseguir um acordo em breve. Se o acordo se concretizar, fica posta de lado a hipótese de insistir, nos próximos tempos, na taxação de produtos com excesso de sal, uma proposta que foi chumbada em Novembro passado.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, adiantou esta sexta-feira à TSF que espera chegar a um acordo, até ao final deste mês ou início do próximo, sobre os produtos a abranger nesta forma de auto-regulação da indústria.

Recorde-se que foi o PSD, em conjunto com o CDS-PP e graças à abstenção do PCP, que chumbou em Dezembro passado a proposta de taxação de produtos com elevado teor de sal que o Governo pretendia consagrar no Orçamento do Estado para 2018. A ideia era alargar o imposto especial de consumo aplicado a bebidas açucaradas a vários produtos com excesso de sal. O “imposto batata frita”, como ficou conhecido, previa uma taxa adicional em determinados produtos com mais do que 1 grama de sal por cada 100 gramas, e renderia cerca de 30 milhões de euros por ano.

A proposta foi eliminada mas a questão do sal não foi esquecida, entretanto. O que o Governo pretende, agora, é conseguir que a indústria faça o caminho não só da redução do sal, mas também do açúcar e das gorduras, gradualmente, sem a sujeitar a impostos suplementares, monitorizando o processo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já definiu os valores máximos de açúcar, sal e gorduras em relação a uma série de categorias de alimentos – como os cereais de pequeno-almoço, as bolachas e refeições embaladas, entre outros. Em relação ao sal, genericamente a OMS recomenda o consumo máximo de cinco gramas (o equivalente a uma colher de chá rasa) por dia para um adulto e três gramas para uma criança, mas em Portugal a média de consumo atinge o dobro. “Se conseguirmos esses objectivos ambiciosos, não serão necessários novos impostos no orçamento”, alega agora Fernando Araújo.

Ao mesmo tempo, o Governo está a avaliar a hipótese de avançar com novos escalões na tributação das bebidas açucaradas, depois de o chamado “imposto Coca-Cola” ter tido “um enorme sucesso”, assinalou. Um estudo sobre o impacto desta taxa concluiu que contribuiu para uma redução de consumo de 5630 toneladas de açúcar no ano passado.

Actualmente, só existe um escalão neste imposto - que é aplicado aos refrigerantes, bebidas energéticas, concentrados e águas aromatizadas - e o que se pretende é que bebidas com oito gramas de açúcar, por exemplo, "possam ser reformuladas" de maneira a "reduzir a tributação associada", explicou o governante.

Fonte: Público

Um restaurante de Chaves é alvo de um processo-crime por venda de javali capturado numa zona de caça de Trás-os-Montes onde já foi comprovada a presença de parasitas causadores da triquinelose (doença transmissível ao homem).

As peças de carne não tinham sido sujeitas à inspeção obrigatória por um médico veterinário. Numa fiscalização ao estabelecimento, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 128 quilos de peças de carne, no valor de 600 euros, e instaurou o processo por comercialização de produtos anormais avariados e abate clandestino.

A operação da Unidade Regional do Norte da ASAE foi realizada apenas naquele estabelecimento devido à presença de carne imprópria para consumo, não só por não ter sido realizado o rastreio veterinário, mas também por os animais terem sido capturados de forma selvagem.

A presença do agente que provoca a triquinelose em javalis abatidos em zonas de caça localizadas em concelhos transmontanos originou a identificação daquela região como área de risco, pela Direção-Geral de Veterinária.

PORMENORES

Inspeção é obrigatória

As peças de caça selvagem devem ser encaminhadas para um estabelecimento aprovado para serem sujeitas a inspeção que inclui a pesquisa de iTrichinella(parasita), o que não aconteceu.

O que é a triquinelose?

É uma doença transmitida aos humanos através da ingestão de carne de porco, javali ou cavalo insuficientemente cozinhada. Pode originar dores abdominais e musculares, náuseas, vómitos, diarreia, edema nas pálpebras e insuficiência cardíaca.

Fonte: Correio da Manhã

Mais de metade da pesca em alto mar só é lucrativa porque recebe grandes subsídios dos governos, indica um estudo hoje divulgado que alerta para as altas somas de dinheiro dos contribuintes gastas numa “indústria destrutiva”.

O estudo foi feito pela National Geographic Society e outras entidades como a Sustainable Fisheries Group (SFG), da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, a organização internacional Global Fishing Watch, e o projeto Sea Around Us, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Centrados na economia da pesca em alto mar, os participantes no trabalho concluíram que 54% da indústria pesqueira em águas internacionais não seria lucrativa na escala atual sem grandes subsídios governamentais.

Publicado ontem na revista científica Science Advances, o estudo revela que o custo global da pesca em alto mar variou entre os 6,2 mil milhões de dólares e os oito mil milhões de dólares em 2014 (entre 5,3 e 6,8 mil milhões de euros).

Os resultados da atividade variaram entre prejuízos de 364 milhões de dólares e lucros de 1,4 mil milhões de dólares (entre 311 milhões e 1,2 mil milhões de euros).

O alto mar, que não pertence a águas territoriais e zona económica exclusiva de nenhum Estado, cobre 64% da superfície dos oceanos e é dominado por um pequeno número de países, que recolhem a maior parte dos benefícios de pescar nessa zona partilhada internacionalmente.

Usando nomeadamente imagens de satélite os investigadores concluíram, mas palavras de Enric Sala, da National Geographic e principal autor do estudo, que "sem subsídios e trabalho forçado, a pesca não seria lucrativa em mais de metade das áreas exploradas no alto mar”.

Os investigadores combinaram sistemas de identificação automática e de monitorização de embarcações e conseguiram perceber o comportamento individual dos navios pesqueiros, a atividade de pesca e outras características de 3.620 embarcações, em tempo quase real. E depois combinaram as informações com dados globais do projeto Sea Around Us.

Do estudo conclui-se ainda que a pesca ocorre durante quase 10 milhões de horas por ano em 132 milhões de quilómetros quadrados (57%) do alto mar.

Foram identificados locais de pesca perto do Peru, Argentina e Japão que são dominados por frotas de pesca à lula da China, Taiwan e Coreia do Sul. Na pesca de arrasto foi registada muita atividade no noroeste do Atlântico e são também importantes as atividades das frotas de pesca de atum no Pacífico central e ocidental. Em termos gerais as capturas andam à volta dos 4,4 milhões de toneladas por ano.

“Em muitos locais do alto mar os subsídios estão a sustentar a pesca em níveis além do que seria economicamente racional”, disse Christopher Costello, do SFG, considerando que com reformas e subsídios direcionados era possível poupar dinheiro e reconstituir os recursos pesqueiros.

No documento também se sugere que as empresas de pesca podem estar a pescar mais do que dizem, ganhando mais dinheiro enquanto pressionam os governos para terem mais subsídios.

“Mesmo que alguma pesca no alto mar seja lucrativa a pesca da lula e a pesca de arrasto não fazem sentido sem subsídios. Os governos estão a canalizar enormes quantias dos contribuintes para uma indústria destrutiva”, conclui Enric Sala.

Fonte: Sapo24

Ainda não há uma data prevista para a implementação da medida, mas o Governo garante que está para breve.

Os supermercados nacionais vão ter unidades de recolha de plástico usado, que vão converter o peso entregue pelo consumidor em senhas de desconto. A medida faz parte do pacote de iniciativas do Governo para reduzir o impacto da poluição causada por estes resíduos, que será apresentado esta quinta-feira.

Os planos foram divulgados ao Diário de Notícias pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e são parte do trabalho feito pelo grupo de trabalho sobre plásticos, que assinalou ainda o ano de 2021 para a implementação de um sistema mais alargado de incentivos.

O Governo vai ainda assinar protocolos com três organizações que estão no centro da indústria do plástico, sendo estas a Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais Naturais e de Nascente, a Associação Portuguesa de Bebidas Refrescantes não Alcoólicas e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

“Ao contrário de outros poluentes, este está mais dependente dos produtos de uso pessoal do que das grandes indústrias, por exemplo”, disse Carlos Martins. “É por isso que vamos lançar uma grande política de educação ambiental e sensibilizar a população para este problema específico.”

Por agora não existe uma data específica para ver este programa de trocas implementado, com o secretário de Estado a afirmar apenas que arrancará “a breve trecho”. Segundo dados do Eurostat, Portugal contribui com 370 toneladas anuais para o desperdício de plásticos global, ou seja, uma média de 31 quilos por pessoa.

Fonte: sapo.pt

Dieta Paleo: Prós e Contras

  • Thursday, 07 June 2018 09:12

Nos últimos anos surgiu uma dieta revolucionária que visa retornar às origens do ser humano. É a dieta paleolítica, também conhecida como a dieta da Idade da Pedra, quando os primeiros homens eram caçadores-coletores e estavam totalmente conectados à natureza. Outros especialistas preferem chamá-la de “nutrição evolutiva” para ir mais além do conceito “paleo”, lançada pelo seu impulsor, o Dr. Loren Cordain.

Esta dieta tem seus defensores e detratores, embora a maioria dos especialistas considere um bom ponto de partida para se manter magro, forte e com energia sempre que se esquiva do dogmatismo. A dieta paleo baseia-se no consumo de frutas, vegetais, nozes e sementes, peixes e frutos do mar, carnes magras e gorduras saudáveis. Os alimentos a serem evitados são produtos lácteos, legumes, cereais, alimentos processados, açúcares, amidos e álcool.

Quando você conhece a lista de produtos que não devem ser ingeridos, é fácil adivinhar onde está a grande controvérsia desse método de nutrição. Nossas mães e avós nos ensinaram, durante anos, que os legumes são excelentes para o desenvolvimento físico e mental, o que também pode ser estendido aos cereais e aos produtos lácteos. No entanto, os defensores desta dieta apontam que ambos os alimentos têm mais contras do que prós, por isso devem ser evitados.

Legumes, cereais e produtos lácteos: proibidos

Vamos começar pelos legumes. Os partidários desta dieta indicam que não são uma boa fonte de proteínas, que são difíceis de digerir (e, portanto, não permitem a absorção correta de nutrientes) e que contêm níveis elevados de fitatos e lectinas que são prejudiciais para nossa saúde.

Quanto aos cereais, a principal crítica dos defensores da dieta paleo é que eles contêm glúten, um rastro que nenhum sistema digestivo humano pode digerir e que, em algumas pessoas, causa alergia. Além disso, trata-se de um alimento com poucos minerais e vitaminas, contêm um alto índice glicêmico (excesso de açúcar) e favorecem não consumir outras fontes de carboidratos mais saudáveis.

E os produtos lácteos, o outro grande inimigo dos defensores desta “nutrição evolutiva”, são perseguidos pela indigestão causada pela lactose, o aumento da insulina que gera e o mais surpreendente para os não iniciados: sendo pobres em magnésio e vitamina C não favorecem a absorção de cálcio. É por isso que aqueles que promovem esse tipo de dieta – que causa furor entre os praticantes de crossfit – acreditam que a única maneira de fortalecer os ossos é através do exercício físico.

As pessoas que seguem esta dieta garantem que evitam os picos de hiperglicemia e hipoglicemia (reduzindo o risco de diabetes), previnem doenças autoimunes, têm menos probabilidade de sofrer problemas cardiovasculares, perdem peso, saciam a fome comendo menos quantidades, dormem melhor, reduzem as inflamações (com e sem lesões) e melhoram a condição da pele. Tudo isso graças a comer menos produtos químicos, açúcares, gorduras nocivas e sais.

O que pensam os detratores da dieta paleo?

Agora que você já conhece a posição dos defensores da dieta paleolítica, é hora de saber o que pensam seus detratores. Existe uma grande corrente de especialistas que, não só questiona a eficácia deste sistema de nutrição, como o considera prejudicial para a saúde. O alto consumo de carne e a renúncia aos carboidratos são os principais fatores utilizados pelos críticos para recusar esse tipo de dieta.

Um estudo da Universidade de Chicago apoia a tese dos críticos, demonstrando cientificamente que o desenvolvimento do cérebro humano – e, portanto, o cerne da evolução – foi produzido graças ao consumo de grandes quantidades de amido e carboidratos presentes nos cereais.

A equipe de pesquisadores liderada pela Dra. Karen Hardy aponta que a substituição da dieta vegetariana por outra mais intensiva no consumo de cereais foi fundamental para os seres humanos, especialmente quando estes foram cozidos, permitindo que o amido fosse transformado em glicose, servindo como gasolina para as crescentes necessidades energéticas dos homens das cavernas.

“Até agora foi dada muita atenção ao papel que a proteína animal e a culinária desempenharam no desenvolvimento do cérebro humano nos últimos dois milhões de anos, enquanto a importância dos carboidratos, principalmente na forma de alimentos ricos em amido, foi totalmente negligenciada”, explicou a Dra. Hardy na apresentação do estudo.

Não é o único trabalho académico que questiona a dieta paleo. Outro estudo, publicado pela Universidade de Sydney, revela que dietas com baixo teor de proteínas e alto teor de carboidratos aumentam os níveis da hormona FGF21 no organismo, aos quais são atribuídos vários efeitos positivos na saúde, entre eles contribuir para a longevidade.

Fonte: thedailyprosper.com