O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulga a publicação Valores-guia INSA para a interpretação de resultados de ensaios microbiológicos em alimentos prontos para consumo e em superfícies do ambiente de preparação e distribuição alimentar.
O documento publicado, pretende ser um instrumento facilitador para a interpretação de resultados de ensaios microbiológicos nesta área, como métrica de gestão do risco, podendo ser utilizado para validar o desempenho de processos e o sistema de gestão da segurança alimentar implementado.
Esta edição dos “Valores-Guia INSA” alarga o seu âmbito, para amostras de superfícies do ambiente de preparação e distribuição alimentar incluindo mãos de manipuladores de alimentos, aplicável em estabelecimentos e instituições onde se preparam e/ou servem alimentos, refeições e bebidas que, por norma, são consumidos fora de casa como os que abreviadamente são definidos como canal HoReCa (Hotel/Restaurante/Catering ou Café ou Cantina), mercados, veículos para venda ambulante, máquinas de venda automática, instalações utilizadas essencialmente como habitação privada nas quais os géneros alimentícios são regularmente preparados para colocação no mercado e ainda instituições que reconstituem fórmulas desidratadas para lactentes (FDL).
Neste guia os alimentos foram divididos em 4 grupos: grupo 1 – alimentos que sofreram tratamento térmico; grupo 2 – alimentos compostos de alimentos totalmente cozinhados/pasteurizados, adicionados de componentes crus, ou carne ou peixe crus, prontos para consumo; grupo 3 – frutos e produtos hortícolas crus e por fim o grupo 4 – alimentos ou seus componentes contendo flora específica própria.
Estes 4 Grupos foram ainda subdivididos em Subgrupos de acordo com o nível de manuseamento após a confeção, o tipo e proporção de componentes e a população a que se destinam.
Também as superfícies estão agrupadas em 4 zonas: zona 1- superfícies em contacto direto com os alimentos durante os processos de preparação, confeção ou distribuição; zona 2 - superfícies adjacentes à zona 1 que contactam com o material que contém, acondiciona ou contacta com alimentos; zona 3 - superfícies adjacentes à zona 2 que não contactam diretamente com os alimentos, nem com os materiais que os acondicionam; zona 4 - superfícies que não contactam diretamente com os alimentos, nem com os materiais que os acondicionam.
Como referido, este guia apresenta também uma interpretação de resultados obtidos nos ensaios microbiológicos relativamente às mãos dos manipuladores, fazendo referência à existência ou não de luvas e ao tipo de manuseamento.
Poderá consultar o guia completo aqui.
Fonte: INSA
A carne é muito suscetível à deterioração bacteriana, o que reduz o prazo de validade dos produtos à base de carne e aumenta o risco de doença.
Como Beatriz Melero, investigadora da Universidade de Burgos, afirma: "deve tentar proteger a deterioração com aditivos e, se puder, com os naturais, oferecendo ao consumidor as alternativas que procuram".
Com esse objetivo, investigadores desta universidade estudam as propriedades antioxidantes e antimicrobianas de especiarias, frutas, vegetais, sementes e plantas medicinais para aplicação em produtos à base de carne, a fim de melhorar a vida útil e segurança sanitária.
Como resultado, um de seus estudos mostrou que a aplicação de extrato de mirtilo como aditivo natural pode prolongar a vida útil dos produtos à base de carne e melhorar a segurança alimentar.
Especificamente, após adicionar 2% de extrato à carne, juntamente com o restante dos aditivos, observou-se que controlava o crescimento de bactérias degradadoras (Pseudomonas putida e Brochothrix thermosphacta) e reduzia os níveis da bactéria patogénica Listeria monocytogenes, aumentando assim o prazo de validade de 5 a 9 dias no caso do hambúrguer de porco e 32 dias no caso de fiambre de porco.
Primeiro, estudaram a atividade microbiana in vitro contra várias bactérias que causam deterioração dos alimentos e bactérias patogénicas que causam infecções devido ao consumo de alimentos contaminados.
Dado os bons resultados obtidos contra Listeria monocytogenes, Pseudomonas putida e Brochothrix thermosphacta, esse extrato foi aplicado em hambúrgueres suínos contaminados com esses microorganismos e fiambre suíno infectado com Listeria após a cozedura do produto.
No primeiro caso, explica a investigadora Beatriz Melero, o extrato manteve a concentração de bactérias degradantes nos níveis adicionados por um período de 16 dias e uma redução da bactéria foi observada após cinco dias de refrigeração. No segundo, o extrato manteve os níveis de L. monocytogenes adicionados até 32 dias. No entanto, ressalva que este efeito não foi alcançado na amostra controlo.
Verificou-se também que o extrato de mirtilo teve um efeito positivo, retardando a oxidação das gorduras nos hambúrgueres de porco e que, apesar das modificações sensoriais (cor do produto com a essência ser mais escura que o normal; o sabor mais ácido), os consumidores não rejeitaram o produto final. Ao longo do estudo, a adição do extrato de mirtilo impediu o aparecimento de odores desagradáveis no caso dos hambúrgueres de porco.
Fonte: Revista Alimentaria
Em 2019, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou centenas de vistorias em mais de 440 empresas. Vinho, peixe e carne foram os bens mais apreendidos, o que resultou em alimentos estragados ou falsificados no valor de quase 2 milhões de euros.
No balanço do ano, a ASAE refere que os inspetores apreenderam alimentos no valor de 1,975 milhões de euros. Das 445 empresas fiscalizadas, 50 foram mesmo suspensas. Ao todo, foram retirados de circulação 140 toneladas de carne e peixe, 275 mil ovos e 120 mil litros e sumos, azeite e vinho.
Estes dados são referentes a ações realizadas até ao passado mês de outubro. Ainda assim, o valor de apreensões é bem menor do que em 2018, onde foram recolhidos bens no valor de quatro milhões de euros. Também o número de espaços vistoriados foi menor em 2019 (em 2018 chegou aos 640).
Fonte: NiT
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou recentemente uma acção de fiscalização a um restaurante no concelho de Nisa.
De acordo com a informação disponibilizada pela ASAE, no concelho de Nisa, procedeu-se à “suspensão parcial da actividade de um estabelecimento de restauração e bebidas por incumprimento dos requisitos de gerais e específicos de higiene, com apreensão de 113 kg de produtos cárneos e enchidos, por falta de requisitos, no valor de €855.”
As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 30 de Novembro, apontam para um aumento na produção de azeitona para azeite (+20%), estimando-se que possa atingir as 870 mil toneladas, uma das maiores desde que se dispõe de registos sistemáticos.
De notar, no entanto, o aumento das dificuldades na gestão do bagaço da azeitona, que poderá comprometer o normal desenvolvimento da colheita, refere o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Dezembro de 2019 do INE.
A precipitação de Novembro não condicionou a colheita mecânica da azeitona nos olivais intensivos e superintensivos, tendo, nos olivais tradicionais apanhados à mão, sido responsável por atrasos pouco significativos.
A carga de frutos inicial foi superior à da campanha anterior e, apesar dos receios causados pela escassa precipitação ao longo do ciclo, grande parte aguentou-se até à fase de maturação. Os técnicos do INE esperam um aumento de 20% na produção da azeitona para azeite, para as 870 mil toneladas, ao nível das melhores campanhas dos últimos oitenta anos.
De referir que este aumento de produção, associado à concentração da colheita e ao sub-dimensionamento das unidades de armazenamento e transformação do bagaço de azeitona, estão a causar apreensão nos agentes do sector, relativamente à capacidade instalada para receber e transformar este subprodutos da produção de azeite, o que, no pior cenário, poderá conduzir a uma paragem na apanha da azeitona.
Para a azeitona de mesa o aumento ainda deverá ser mais significativo, com a produção a alcançar a 18 mil toneladas (+35%, face a 2018).
Fonte: AgroPortal
Os portugueses vão consumir entre quatro e cinco mil toneladas de bacalhau na noite da consoada, valor que deverá ultrapassar as 20 mil toneladas no total da época natalícia, segundo as estimativas do Conselho Norueguês dos Produtos do Mar.
“Estima-se que 29% do total do consumo de bacalhau em Portugal ocorra na época natalícia e que, na noite da consoada, sejam comidas entre quatro mil e cinco mil toneladas de bacalhau”, indicou, em resposta à Agência Lusa, o diretor em Portugal do Conselho Norueguês dos Produtos do Mar (NSC, na sigla em inglês), Johnny Thomassen. Portugal consome 20% de todo o bacalhau pescado no mundo. É o mercado que mais prefere este tipo de peixe. No total, os portugueses consomem cerca de 70 mil toneladas de bacalhau seco salgado por ano, sendo que 70% de todo o bacalhau ingerido em Portugal vem da Noruega.
Já de acordo com a Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB), as vendas de bacalhau na altura do Natal devem manter a trajetória dos últimos anos, embora se registe uma retração no consumo, provocada pelo aumento dos preços. “O mercado internacional do bacalhau do Atlântico vem refletindo, ao longo dos últimos anos, a diminuição das possibilidades de pesca naquela que é a maior fonte desta origem, o mar de Barents, que é repartida entre a Rússia e a Noruega, a qual, associada a uma maior disputa pela matéria-prima por parte dos mercados de bacalhau fresco tem colocado pressão nos preços”, referiu, numa nota enviada à Lusa, a AIB.
Conforme assegurou esta associação, a “pressão” nos custos com a aquisição da matéria-prima tem “reflexo nos preços do produto final”, sentindo-se uma “ligeira retração no consumo em Portugal”. Porém, a expectativa de vendas na época do Natal, que considera as que são efetuadas a partir de outubro, deverá manter-se “ao nível dos anos anteriores, representando um terço do total das vendas anuais”, notou a AIB, acrescentando que, em Portugal, o volume de negócios da indústria bacalhoeira cifra-se em quase 420 milhões de euros anuais.
Segundo os dados do NSC, anualmente, chegam a Portugal 1.500 toneladas de bacalhau fresco para serem tratadas pela indústria local, 26 mil toneladas são importadas em salga húmida (bacalhau verde), 30 mil toneladas chegam em produto finalizado, salgado e seco, e nove mil toneladas são provenientes da Islândia. O bacalhau salgado seco continua a ser a forma de apresentação com maior quota de mercado em Portugal, porém, o bacalhau demolhado ultracongelado tem vindo a aumentar o seu peso nas vendas no mercado doméstico, representando mais de 30% de todo o bacalhau vendido.
O NSC é uma empresa pública subordinada ao Ministério da Pesca e Assuntos Costeiros, que tem como prioridade promover os produtos do mar da Noruega. Por sua vez, a AIB é constituída por sete empresas e tem como objetivo promover o desenvolvimento do setor e das empresas e prestar informação sobre as diversas matérias inerentes à atividade.
Fonte: Observador
Após uma rigorosa avaliação de biossegurança, o arroz dourado foi considerado tão seguro quanto o arroz convencional pelo Departamento de Agricultura das Filipinas. Este País junta-se assim ao grupo restrito de Países que afirmaram a segurança do GR2E na alimentação humana, na produção de rações para animais e no processamento de produtos alimentares.
A aprovação do arroz dourado como alimento para pessoas e animais nas Filipinas surge poucas semanas depois de o Bangladesh ter anunciado publicamente estar a preparar-se para ser o primeiro País no mundo a autorizar a produção do arroz geneticamente modificado para conter um aporte nutricional de betacaroteno, que depois se converterá não tão necessária em vitamina A.
Esta aprovação de biossegurança do arroz dourado é o mais recente marco regulatório na longa jornada para desenvolver e implementar o arroz dourado nas Filipinas e, graças a ela, o País irá dispor de “uma solução muito acessível para o grave problema de carência de vitamina A que afeta as crianças em idade pré-escolar e as mulheres grávidas no nosso País”, congratulou-se o diretor executivo do Instituto de Investigação do Arroz nas Filipinas, John de Leon.
De salientar que, apesar do sucesso das intervenções de saúde pública, nomeadamente ao nível da suplementação oral, da alimentação complementar e da educação nutricional da população filipina, a deficiência de vitamina A nas crianças entre os seis meses e os cinco anos de idade aumentou de 15,2% em 2008 para 20,4% em 2013. O arroz dourado agora aprovado fornece entre 30% a 50% da necessidade diária de betacaroteno estimada para as crianças pequenas e mulheres grávidas.
O passo seguinte é a realização de análises sensoriais, que finalmente irão responder à pergunta “Qual é o sabor do arroz dourado?”, a que se seguirá, para concluir o processo regulatório de biossegurança, a aprovação para comercialização antes que possa ser disponibilizado ao público.
Com esta medida, as Filipinas juntam-se a um grupo restrito de países, como a Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, que publicaram avaliações positivas de segurança alimentar do Arroz Dourado.
Fonte: Agroportal
A Europol coordenou uma operação internacional que resultou em 43 detenções e na apreensão de 38,5 toneladas de ameijoas contaminadas. Bivalve era cultivado em Portugal e vendido em Espanha, tendo já intoxicado 27 pessoas.
Só no último ano, a rede internacional terá lucrado nove milhões de euros com a venda de mil toneladas de ameijoas contaminadas. Os bivalves ilegais eram cultivados em Portugal e depois transportados para Espanha para serem vendidos nas épocas mais lucrativas: verão e fim-de-ano.
43 detenções e processos contra 11 companhias
A Europol anunciou ontem que esta rede organizada que envolvia cultivadores, intermediários e companhias de distribuição foi desmantelada. A investigação envolveu a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica portuguesa (ASAE), a Rede de Fraude Alimentar da Comissão Europeia e foi liderada pelo SEPRONA da Guardia Civil espanhola.
A operação levou a 43 detenções (39 de Espanha e quatro de Portugal), à apreensão de 38,5 toneladas de ameijoas no valor de 350 mil euros e 80 mil euros em dinheiro e à localização de vários locais onde escondiam as amêijoas colhidas em Portugal. Foram realizadas seis buscas e sete inspeções, resultando na abertura de processos contra 11 empresas.
Fonte: JN
No ano passado, o número de infeções por E.coli produtoras de toxinas Shiga na Europa aumentou, enquanto a tendência crescente de casos de Listeria continuou, de acordo com um relatório anual sobre zoonoses.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) também revelaram um ligeiro aumento nas infeções por Salmonella e Campylobacter.
A E.coli produtora de toxina Shiga (STEC) tornou-se a terceira causa mais comum de doença transmitida por alimentos, substituindo a yersiniose por um aumento de 37% em 2017. O ECDC e a EFSA informaram que tal registo possa ser parcialmente explicado pelo crescente uso de novas tecnologias de laboratório, tornando mais fácil a deteção de casos esporádicos.
As zoonoses relatadas de forma mais comum foram campilobacteriose e salmonelose. A tendência da UE para casos confirmados dessas duas doenças foi estável entre 2014 e 2018. No ano passado, a campilobacteriose foi a mais alta, onde se mantém desde 2005, representando aproximadamente 70% dos casos.
A campilobacteriose foi responsável por 21.000 pessoas hospitalizadas e 60 mortes, mais de 16.500 pessoas precisaram de tratamento hospitalar e 119 morreram devido a salmonelose. As infeções por STEC foram responsáveis por 1.151 hospitalizações e 11 mortes, yersiniose por 519 hospitalizações e três mortes. Em relação à listeriose, 1.049 pessoas necessitaram de tratamento hospitalar e 229 morreram.
Impacto do critério de higiene no caso Campylobacter
O total de casos confirmados de campilobacteriose foi de 246.571 em comparação com 246.194 em 2017. As maiores taxas de hospitalização foram na Letónia, Polónia, Roménia e Reino Unido.
Os países com mais notificações específicas foram a República Checa, a Eslováquia, Luxemburgo e Reino Unido. Os mais baixos foram a Bulgária, Chipre, Grécia, Letónia, Polónia, Portugal e Roménia.
Entre 15.210 casos associados a viagens, a maioria tinha origem na Espanha, Grécia e França. Tailândia, Turquia e Marrocos foram registados como os países com maior probabilidade de infeção fora da UE. Os níveis mais altos de contaminação ocorreram em carne fresca de frangos, seguida pela carne fresca de perus.
Áustria, República Checa, Estónia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Malta, Polónia, Eslováquia, Eslovênia e Espanha apresentaram tendências significativamente crescentes entre 2009 e 2018, enquanto o Chipre e os Países Baixos relataram tendências decrescentes nesse período.
Dez nações relataram dados obtidos, através da implementação do critério de higiene dos processos para a Campylobacter (em vigor desde janeiro de 2018), sobre peles de pescoço de carcaças de frangos de corte recolhidas em matadouros. A comunicação dos resultados oficiais das amostras pelas autoridades torna-se obrigatória a partir de 2020.
Uma em cinco amostras com resultados quantificados foi superior a 1.000 unidades formadoras de colónias (UFC) por grama. Das 3.746 amostras de pele do pescoço de carcaças de frango refrigeradas, 34,6% apresentaram resultados positivos. Bulgária, Chipre, Dinamarca, Estónia, França, Polónia, Roménia e Espanha apresentaram resultados quantificados e 18,4% das 2.403 amostras testadas excederam 1.000 UFC/g.
Níveis de declínio de salmonelas
No total, 94.203 casos de salmonelose foram relatados por 28 países da UE em 2018 com infeções confirmadas em 91.857 em comparação com 91.590 em 2017.
As maiores taxas de notificações, no ano passado, surgiram da Eslováquia e República Checa, enquanto as mais baixas encaminharam-se do Chipre, da Grécia, de Itália e de Portugal.
A maioria dos casos confirmados de salmonelose foi reportada na UE. Salmonella Enteritidis aumentou de 2015 para 2018 nos casos reportados na UE. Entre 8.047 casos associados a viagens, Tailândia, Egipto e Índia foram os destinos mais frequentemente relatados, sendo a Espanha e a Grécia os principais dentro da UE.
Chipre, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Hungria, Itália, Lituânia e Suécia apresentaram tendências decrescentes de 2009 a 2018. Houve um aumento na França, Portugal, Eslováquia e Espanha entre 2014 e 2018, mas o aumento na Espanha foi parcialmente devido à melhoria da vigilância. As maiores proporções de casos hospitalizados foram no Chipre, Grécia, Lituânia, Polônia e Reino Unido. O último país também registou 57 mortes.
Dados por sorovar
Como nos anos anteriores, os três sorovares mais comuns de Salmonella foram Enteritidis, Typhimurium e Typhimurium monofásico (1,4, [5], 12: i :-), respondendo por quase 80% dos casos adquiridos na UE.
A proporção desses sorovares era a mesma de 2017, assim como de Infantis, que era o quarto mais comum. Em quinto lugar, aparece o sorovar Newport, com um aumento de 18% em relação a 2017. Salmonella Coeln aumentou 218,7% em 2016. Salmonella Braenderup entrou no top 20 no ano passado e substituiu Kottbus.
A maior prevalência de amostras positivas únicas para Salmonella registadas nos controlos oficiais pelas autoridades foi: carne de aves de capoeira, carne picada, e preparados de carne destinados a serem cozinhados, independentemente da espécie.
A prevalência de Salmonella em ovoprodutos foi insignificante, de acordo com dados de monitorização. Dos 27 estados membros declarantes, 16 cumpriram todas as metas de redução de salmonelas para aves, enquanto 11 falharam em pelo menos uma.
A prevalência de sorovares-alvo de Salmonella em rebanhos da EU, como galinhas reprodutoras, galinhas poedeiras, frangos de corte e perus de engorda diminuiu nos últimos anos, mas estagnou nos perus reprodutores.
Para a Itália, Holanda, Polónia e Espanha, a proporção de positivos com base em controles oficiais foi significativamente maior que a de auto-monitorização em carcaças de suínos. Considerando todos os dados de monitorização de Salmonella em carcaças de suínos enviadas por 17 países, a proporção de amostras únicas positivas para Salmonella de carcaças com base em controlos oficiais foi de 2,69% das 28.246 amostras, em comparação com a auto-monitorização de 1,57% das 93.633 amostras. Proporções significativamente mais baixas de positivos para Salmonella em rebanhos de perus e frangos foram relatadas em amostras por empresas do setor alimentar do que por autoridades oficiais.
STEC passa para terceiro lugar
As infeções por E. coli produtoras de toxina Shiga foram a terceira zoonose mais comum relatada na Europa aumentaram fortemente em 2018. No ano passado, 8.314 infeções por STEC e 8.161 casos confirmados foram relatados em comparação com 5.958 em 2017.
As maiores taxas de notificações, específicas por país, foram na Irlanda, Suécia, Malta e Dinamarca. Bulgária, Chipre, Grécia, Lituânia, Polónia e Roménia tiveram os mais baixos. As maiores proporções de casos hospitalizados ocorreram na Estónia, Grécia, Letónia, Itália, Luxemburgo, Polónia e Eslováquia.
A maioria dos casos de STEC relatados tiveram origem na UE. Entre 1.027 casos associados a viagens, a Turquia foi mais frequentemente relatada como provável país de infeção, seguida pelo Egito, Espanha, Marrocos e Grécia.
De 2009 a 2018, foi observada uma tendência significativamente crescente na Áustria, Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Eslovénia e Suécia. Nenhum país teve tendências decrescentes neste período.
E.coli O157 e O26 aumentam
O sorogrupo mais comum foi o O157, responsável por 34,5% dos casos com sorogrupo conhecido. Existiu uma diminuição de 2012 para 2017, mas aumentou 29% em 2018. O segundo sorogrupo mais comum, O26, aumentou 32%. São os sorogrupos representativos, de mais de metade do total de casos confirmados, em 2018.
Seguidos pelos sorogrupos O103, O91, O146, O145 e O128. Dois novos sorogrupos (O5 e O174) foram adicionados e o O63 foi retirado da lista dos 20 primeiros em 2018.
Um total de 411 casos de síndrome hemolítica-urémica (SHU) foram registados, praticamente o mesmo de 2017. A maioria dos pacientes com SHU encontram-se na faixa etária mais jovem, 0 a 4 anos (265 casos) e 5 a 14 anos (82 casos). Os sorogrupos no topo foram O26, O157, O145, O80 e O111.
As categorias de alimentos mais contaminadas foram de origem animal. As carnes de pequenos ruminantes, de animais selvagens e de criação, apresentaram os maiores valores (17,8% para veados e 10,9% para carne de ovinos e caprinos).
O leite de vaca cru foi a segunda categoria mais contaminada com STEC, com menos de 6% das amostras positivas. Carne bovina fresca e produtos lácteos, exceto leite cru, apresentaram taxas de contaminação de 3,4% e 0,7%.
Listeria continua a subir
Os casos confirmados de listeriose aumentaram em 2018, embora raramente seja excedido o limite de segurança alimentar da UE, testado em alimentos prontos a comer.
A listeriose foi a zoonose mais grave com maior taxa de hospitalização e letalidade. Um em cada seis casos confirmados foi fatal. A listeriose invasiva a longo prazo mostrou uma tendência crescente significativa desde o início da vigilância na UE em 2008. Em 2018, 28 países relataram 2.549 casos invasivos confirmados de listeriose em comparação com 2.479 em 2017. As infeções por Listeria pertenciam principalmente à faixa etária acima dos 64 anos e em particular naquelas acima de 84 anos.
As maiores taxas de notificações surgiram da Estónia, Finlândia, Suécia e Dinamarca. Os mais baixos foram relatados pela Bulgária, Croácia, Chipre e Roménia. Bélgica, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Holanda, Polónia, Roménia, Eslovénia e Espanha apresentaram uma tendência significativamente crescente de casos de listeriose confirmados desde 2009. Nenhum país teve tendências significativamente decrescentes entre 2009 e 2018. A Polónia relatou os casos mais fatais, com 56, seguida pela França, com 42. A ocorrência de Listeria monocytogenes variou de acordo com a categoria de alimentos prontos a comer. De 0,09% para queijos de leite pasteurizado até 3,1% para carne bovina pronta-a-comer.
A Comissão Europeia contactou a EFSA para a emissão de um parecer científico sobre o risco para a saúde pública causado por Listeria monocytogenes e possivelmente outros patogénios que podem contaminar frutas, vegetais e ervas durante o seu processamento, antes de serem congelados e colocados no mercado. O trabalho deve ser adotado pelo Painel Cientifico de Riscos Biológicos (BioHaz) em março de 2020.
Yersinia, Brucella e Trichinella
A yersiniose foi a quarta infeção relatada com mais frequência, com uma tendência estável entre 2014 e 2018.
Em 2018, 370 casos de brucelose, dos quais 358 foram confirmados, foram relatados em comparação com 378 em 2017. Uma morte foi registada em Espanha em 2018.
Grécia, Itália, Portugal e Espanha não se encontram oficialmente livres de brucelose em bovinos, ovinos ou caprinos e representaram 69,8% de todos os casos confirmados em 2018. Itália, Portugal e Espanha apresentaram tendências decrescentes de 2009 a 2018. A exposição a esta infeção por via alimentar é normalmente limitada a pessoas que consomem leite não pasteurizado, produtos lácteos ou carne mal cozida em países onde a brucelose em animais é endémica.
Entre os 58 casos associados a viagens, os destinos mais comuns fora da UE foram Turquia, Iraque, Albânia e Bósnia Herzegovina. A Roménia e a Bulgária foram as mais comuns para infeções relacionadas a viagens dentro da UE.
Em 2018, foram relatados 85 casos de triquinelose, incluindo 66 confirmados, em comparação com 168 em 2017. A Bulgária registou a maior taxa de notificações seguida pela Roménia. Os dois países representaram 83,3% de todos os casos confirmados ao nível da UE.
Ocorreram quatro surtos na Bulgária com 50 pessoas doentes, apesar da ausência de porcos domésticos ser positiva para a infeção por Trichinella. Por outro lado, a Croácia não relatou casos humanos, enquanto 134 porcos domésticos testaram positivamente.
A Roménia foi responsável pelo maior número de porcos domésticos a testarem positivo, seguidos pela Croácia, Polónia, Itália, Espanha e França.
Cerca de 200 milhões de porcos foram testados para Trichinella em 2018, dos cerca de 246 milhões de porcos criados na UE, apenas 322 animais acusaram positivo, cerca de 1,3 por milhão de porcos criados.
Fonte: Food Safety News
A exportação de uva de mesa e de kiwi nacionais tem agora um novo mercado disponível: a Costa Rica. De acordo com a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, “esta conquista representa mais um contributo para o reforço do crescimento e da diversificação das exportações de frutas portuguesas, sendo dado mais um passo na prossecução dos objetivos do Governo no âmbito do apoio e do incentivo à internacionalização das empresas e dos produtos portugueses”.
Nas palavras de Maria do Céu Albuquerque, “para além da pêra, da maçã e dos citrinos, agora também a uva de mesa e o kiwi podem ser exportados para a Costa Rica. Atualmente, são 238 os produtos que podemos exportar para 58 destinos. Nesta legislatura, já foram abertos três novos mercados e temos ainda em vista a abertura de mercado para a exportação de quase 300 novos produtos. Estamos a trabalhar nestas oportunidades, conscientes da importância de conquistas como a que anunciamos hoje”. Segundo a Ministra da Agricultura, o aumento das exportações reflete o “dinamismo do setor” e “representa um contributo importante para o crescimento da nossa economia. Pretendemos, pois, continuar a reforçar este contributo, conscientes do papel da agricultura na produção de riqueza, na criação de emprego, na promoção dos nossos produtos, no combate às desigualdades, na garantia de um desenvolvimento coeso do território, no aumento das oportunidades e na valorização das pessoas”.
Tendo sido concluídos os processos de análise de risco de pragas, conduzidos pela Autoridade Fitossanitária da Costa Rica, em estreita articulação com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, e que permitiram fixar os requisitos fitossanitários a serem cumpridos por Portugal, estão garantidas as condições necessárias para a exportação de uva de mesa e de kiwi nacionais para a Costa Rica. As empresas interessadas neste mercado deverão contactar as Direções Regionais de Agricultura e Pescas para cumprimento da necessária inspeção fitossanitária.
Fonte: AgroPortal
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