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O Ministério da Agricultura de Moçambique proibiu a circulação de banana produzida em Cabo Delgado e Nampula, norte de Moçambique, devido ao aparecimento de um fungo que ameaça a produção, indica um comunicado oficial.

Trata-se de uma doença conhecida como "mal de panamá", provocada por um fungo de solo que ataca a planta pela raiz obstruindo a circulação da seiva nos vasos, segundo o comunicado distribuído à imprensa pelo Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA).

De acordo com a fonte, já há registo de empresas que produzem banana no norte a sofrerem prejuízos avultados, como é o caso da Matanuska Moçambique, que perdeu 1,550 hectares de produção devido ao fungo na província de Nampula em fevereiro do ano passado.

"A MASA proíbe igualmente a movimentação de material de propagação, nomeadamente socas e plântulas", refere o comunicado, acrescentando que o produto que restou deve ser desinfetado e os solos tratados.

Fonte: Diário de Notícias

Afinal, o pão não engorda

  • Wednesday, 28 March 2018 09:42

O pão, feito de farinha, água, fermento e sal é talvez a mais simples e genial invenção alimentar da humanidade. Bem sei que a afirmação é forte, mas foi esta mistura de ingredientes, mais o fogo e o calor, que permitiram ao homem da Antiguidade edificar civilizações. Os Egípcios há mais de 6000 anos e depois os Judeus construíram o seu edifício legislativo e organização social em torno do pão. Os Gregos e os Romanos utilizaram o pão como ferramenta política das suas cidades e impérios. E mais tarde, Jesus Cristo, utilizaria o pão como símbolo da vida, capaz de conceder a imortalidade, um simbolismo recuperado das antigas crenças gregas e judaicas e que hoje ainda perdura. O pão, sempre o pão. Que força tem este alimento que foi capaz de moldar as nossas civilizações ocidentais, que desencadeou revoluções e determinou o curso de guerras, e que ainda hoje é a base energética da alimentação em muitas regiões do mediterrâneo?

Em primeiro lugar, convém recordar que o pão permite a utilização plena dos cereais que foram evoluindo ao longo dos últimos quinze mil anos pela mão do homem. A farinha obtida através do esmagamento do grão pelo processo de moagem, destrói a cápsula protetora que é constituída por diferentes frações de farelo, disponibilizando uma apreciável quantidade de fibras, minerais, vitamina B6, tiamina, folatos e vitamina E e ainda alguns fitoquímicos, em particular antioxidantes como os compostos fenólicos. No centro do grão está o germe que no caso do trigo é um apreciável fornecedor de proteína (até 34% do seu peso em seco é proteína) e está também o amido que constitui cerca de 60 a 70% da massa do grão de trigo e que é crucial para a nutrição humana, sendo a principal fonte de hidratos de carbono na alimentação. Sem hidratos de carbono, a nossa fonte de energia por excelência, dificilmente os órgãos, cérebro e aparelho muscular funcionam corretamente.

No geral, estas farinhas de cereais, abundantes em muitos nutrientes essenciais à sobrevivência e bem-estar do ser humano, eram um bem precioso. Mas amassadas com água e aquecidas originavam uma papa sem gosto que se estragava rapidamente. Até que os Egípcios descobriram um dia que alguns esporos de levedura, presentes no ar, quando contactavam as massas de água com farinha (em particular do trigo) iniciavam a digestão dos hidratos de carbono da farinha, originando bolhas de ácido carbónico, inchando a massa e tornando-a fofa. A qual, com uma pitada de sal e cozida num forno especial, originava um delicioso alimento que se aguentava durante bastante tempo e que se podia transportar com facilidade. Estava descoberto o pão. Há 4000 anos. Uma descoberta tão poderosa que os Egípcios passaram a pagar parte dos salários com pão. E que transformou toda a bacia do mediterrâneo para sempre.

Hoje sabemos bem mais sobre o pão. E sobre o seu valor para a saúde. Os alimentos à base de cereais, fornecem uma gama de nutrientes essenciais e benéficos à alimentação humana, incluindo proteínas, vitaminas do complexo B, tiamina (B1), riboflavina (B2), niacina (B3), piridoxina (B6) e folatos (B9), fibra e fitoquímicos, muitos com propriedades antioxidantes (compostos fenólicos e terpenos ou terpenóides). A fibra é particularmente importante, pois o seu consumo regular está associado à redução do risco de doença cardiovascular, diabetes tipo 2 e certos tipos de cancro.

Muitas razões para revalorizarmos o pão nos dias que correm. Um alimento barato, fácil de encontrar, com teor de sal cada vez mais reduzido na maior parte das padarias portuguesas, de fácil digestão e que nos pode ajudar a controlar o apetite. E ainda por cima de uma enorme versatilidade gastronómica. Basta olhar para a culinária mediterrânica portuguesa e perceber que peixe, azeite e sopa sem pão ou açordas e migas sem pão seriam histórias mal contadas da nossa cultura alimentar.

Nota: O pão possui baixo valor energético em comparação com os seus substitutos (1 fatia de pão ou carcaça de 50g contêm cerca de 135 kcal com apenas 3g de açúcar, enquanto 6 bolachas do tipo Maria contêm cerca de 150 kcal e 8g de açúcar). Mas isso é talvez o que interessa menos, dado o extraordinário valor nutricional deste alimento.

Fonte: Visão

Foi hoje publicada a Lei 15/2018 que possibilita a permanência de animais de companhia em estabelecimentos comerciais, sob condições específicas.

A presente lei entra em vigor 90 dias após a sua publicação.

Fonte: Qualfood

No acumulado dos últimos dois anos, o mercado das Águas cresceu perto de 25% em valor – o que representa um acréscimo de mais de 37 milhões de euros em faturação.

Nos últimos 2 anos o consumo de água engarrafada cresceu 25%. Isto representa um acréscimo de mais de 37 milhões de euros em faturação e um crescimento no consumo de mais de 100 milhões de litros, equivalente a um aumento de 13%, diz a Nielsen, especialista em pesquisas de mercado, em comunicado.

A água engarrafada ultrapassa a média do crescimento verificado nos bens de grande consumo e quase ao nível de categorias ainda em desenvolvimento no mercado português, diz a Nielsen.

A preocupação com a saúde impulsiona as marcas a apostar nos benefícios dos produtos

São cerca de 86% dos lares em Portugal continental que compraram águas sem gás engarrafada no último ano.

O estudo permite constatar que as águas sem gás e sem Sabor representam 75% da faturação total da categoria e mais de 95% do consumo, sendo este o segmento mais dinâmico.

Inês Gomes, Client Consultant Senior da Nielsen refere no comunicado que “num contexto de mercado onde os consumidores estão cada vez mais preocupados com questões de saúde e bem-estar, as marcas procuram comunicar as características da origem do produto e benefícios associados e assim alcançar a diferenciação de uma categoria com características de commodity, contribuindo também para o dinamismo do segmento”.

“A oferta de água engarrafada mudou nos últimos anos. O desenvolvimento de produtos inovadores com fórmulas alternativas, como é o caso das águas com sabores, levou à criação de maior valor na categoria, decorrente de um preço médio bastante mais elevado”, diz a Nielsen. O preço médio das águas lisas com sabor é cerca de 6x mais alto do que as águas lisas sem sabor (e nas águas com gás o rácio é de cerca do dobro).

Mas estes segmentos alternativos “não descolaram significativamente, mantendo o seu peso relativamente estável nos últimos anos e representando 25% da faturação total da categoria”, refere Inês Gomes.

Fonte: ANILACT

"Durante uma ação de fiscalização às atividades relacionadas com a captura e comércio ilegal de bivalves, proteção das espécies e segurança alimentar, os militares detetaram que os infratores efetuavam o transporte dos bivalves, sem se fazerem acompanhar dos documentos de registo obrigatório por lei e desprovidos de qualquer vigilância higiossanitária, impedindo-se a sua entrada no circuito comercial, considerando os riscos para a saúde pública", refere a GNR em comunicado.

A operação foi efetuada pelo Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa, através dos Subdestacamentos de Controlo Costeiro de Setúbal e Fonte da Telha.

"Os condutores, de 50 e 38 anos, foram identificados e elaborados os respetivos autos de contraordenação", acrescenta.

Os 1.020 quilogramas de amêijoa japónica, por se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu 'habitat' natural.

Fonte: Diário de Notícias

Parece existir uma relação entre o tempo utilizado para comer e o nosso estado de saúde. Mais tempo para comer e conviver parece relacionar-se com uma ingestão mais adequada de nutrientes, apesar de as suas causas poderem ser múltiplas. Dados recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) demonstram que os portugueses demoram em média 1h 47m por dia a comer e beber. Já os franceses são os que demoram mais tempo por dia a comer e beber, num total de 2h 11m, o dobro comparativamente aos Americanos, que são aqueles que demoram menos tempo (1h 02m). Curiosamente, a Dinamarca, um dos países com mais qualidade de vida também tem vindo a aumentar o tempo dedicado a estar à mesa.

Um conjunto de dados interessantes que nos fazem refletir sobre a necessidade de desfrutar das refeições com mais tempo, promovendo os princípios da Dieta Mediterrânica onde o convívio à volta da mesa e a partilha de refeições com a família e amigos é central.

Para consultar o gráfico que apresenta esta informação, clique aqui.

Fonte: Nutrimento

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou esta quinta feira que apreendeu mais de 25 toneladas de géneros alimentícios, no âmbito de uma operação de fiscalização realizada em 61 locais.

A operação que se realizou na terça-feira, durante cerca de 30 horas, fiscalizou 1.878 operadores económicos, com o objetivo de controlar as condições higio-sanitárias de transporte, o controlo de temperatura, o acondicionamento e a rotulagem dos géneros alimentícios, bem como a documentação de acompanhamento dos mesmos.

De acordo com a ASAE, entre os géneros apreendidos encontram-se 23 toneladas de laranjas, que estavam a dar entrada em Portugal sem documentação de rastreabilidade, 900 quilogramas (Kg) de outras frutas, 400 Kg de frango e produtos congelados e foram ainda apreendidos cinco equipamentos de controlo de temperatura.

Por outro lado, foram também verificadas as mercadorias de bens não alimentares e a sua conformidade com a regulamentação aplicável.

"Como resultado da ação foi instaurado um processo crime por contrafação de vestuário desportivo, alusivo aos grandes clubes nacionais e 26 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações o incumprimento dos requisitos de higiene no transporte de produtos alimentares, o desrespeito por regulamentação de âmbito fitossanitário, a falta de rotulagem, a falta de controlo metrológico obrigatório, a falta de número de controlo veterinário [...], o acondicionamento e transporte de pescado fresco, a temperatura não regulamentar e a falta de comunicação intracomunitária", indicou, em comunicado, a ASAE.

Fonte: ASAE

Dois turistas britânicos, hospedados em Benidorm, Espanha, reclamaram à cadeia hoteleira TUI uma indemnização de mais de 2.500 euros para cada um, na sequência de uma alegada intoxicação alimentar durante o período de férias. Contudo, o plano não correu como esperado ao casal – tendo sido obrigados a pagar uma multa de 17 mil euros.

Segundo o jornal espanhol ABC, um juiz de Liverpool condenou o casal britânico ao pagamento da multa, afirmando que durante o período de férias publicaram fotografias nas redes sociais sem sinal de doença.

"Não posso aceitar que publiquem fotografias de um casal feliz nas redes sociais se as férias foram tão más como dizem", afirmou o juiz, citado pelo jornal. "As reclamações dos dois são idênticas, dizem que não conspiraram, mas é claro que não foram escritas por eles".

O juiz referiu ainda que não foi feita nenhuma reclamação durante o período de férias, tendo a queixa sido apresentada apenas oito meses após esse período, não existindo qualquer prova de intoxicação alimentar.

Fonte: Sabado.pt

O prognóstico é da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) que lamenta o facto de esta nova legislação ter sido preparada “de forma apressada” e que não esteja, por isso, melhor regulamentada.

José Manuel Esteves, diretor-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), adianta que a maioria dos restaurantes vai continuar a impedir a entrada de animais no seu interior, mesmo depois de a lei que autoriza esta situação entrar em vigor.

O documento foi promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República classifica como “respeitáveis” as preocupações do setor da hotelaria e restauração, mas justifica a decisão pelo facto de a lei estabelecer que compete “à entidade exploradora a autorização e fixação das condições de acesso” dos animais.

Desta forma, a decisão de autorizar a entrada de animais estará nas mãos dos proprietários dos estabelecimentos. Além disso, aqueles que aderirem terão de ter um dístico afixado à porta do estabelecimento, para que todos saibam com o que podem contar.

A AHRESP considera que este diploma abre a porta a situações de conflito e por esse motivo pediu a Marcelo Rebelo de Sousa para não o promulgar. “Vamos aguardar serenamente e esperar que o bom senso impere“, disse José Manuel Esteves ao Público.

O diretor-geral da associação referiu ainda que “lamenta que esta nova legislação tenha sido preparada de forma apressada e não esteja por isso melhor regulamentada”. “Esperamos que a Assembleia da República se aperceba disso e que acabe por melhorar o diploma”, disse.

A AHRESP estranha não ter sido no Parlamento, mas afirma que as mudanças devem passar, sobretudo, por “especificar que tipo de animais podem ser aceites e por deixar claro que a responsabilidade pelo estado de saúde, higiene e comportamento dos animais é exclusivamente dos seus donos e não dos proprietários dos restaurantes”, como previsto no novo diploma.

José Manuel Esteves adiantou ainda que a associação está a trabalhar com a Autoridade de Segurança Económica e Alimentar (ASAE) com o objetivo de perceber como poderá ser acautelada a segurança e higiene de clientes e funcionários dos restaurantes.

Fonte: Zap.aeiou

O foco da fiscalização que começou ontem, prevista para durar 30 horas, é o transporte de bens alimentares antes da sua chegada ao retalho.

Estão envolvidos 174 inspetores no terreno, em 58 locais de controlo.

Até às 9h00 da manhã de ontem tinham sido fiscalizadas 300 viaturas e mais de meia-tonelada de produtos alimentares que resultaram em três processos de contra-ordenação.

Cristina Caldeira afirma que a ação da ASAE pretende ser mais esclarecedora e informativa do que punitiva.

Fonte: RTP Notícias