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A versão 8 da BRC para Segurança Alimentar (BRC V8) foi publicada a 1 de Agosto de 2018. A norma fornece uma estrutura para gerir a segurança, integridade, legalidade e qualidade dos produtos na indústria alimentar, seu processamento e embalagem.

Principais alterações / destaques

• Incentivar uma cultura de segurança alimentar

• Ampliação dos requisitos para monitorização ambiental

• Incentivar os locais a desenvolver sistemas de segurança e defesa alimentar

• Clarificando os requisitos quanto às zonas de produção de alto risco e alta atenção

• Proporcionar maior clareza aos produtores de alimentos para animais de estimação

• Garantia de aplicabilidade global e benchmarking da GFSI

Fonte: brcglobalstandards.com e lrqa.pt

Há muito que os fãs de queijo sentiam com toda a certeza que o alimento rico em proteína era a chave para uma vida melhor - e finalmente a ciência concorda.

O queijo é um alimento rico em gorduras saturadas, comummente considerado, quando consumido em excesso, como prejudicial para a saúde do coração. E a maioria dos nutricionistas considerava até há pouco tempo, que a sua ingestão deveria ser limitada de modo a não contribuir para o entupimento das artérias.

Porém, nutricionistas, médicos e cientistas de todo o mundo estão a descobrir estudo após estudo que aquele laticínio poderá não ser de facto tão mau para o sistema cardiovascular como previamente se pensava.

Numa última pesquisa, um grupo de investigadores estudou, durante seis semanas, uma população de adultos de meia idade, que sofriam com excesso de peso. Para efeitos daquela experiência foi-lhes pedido que consumissem queijo cheddar gordo, e ainda assim esses participantes assistiram a uma redução nos seus níveis de colesterol, aliás registaram uma diminuição mais significativa comparativamente aos seus pares que consumiram queijo magro ou manteiga. Sugerindo que há de facto algo especial relativamente à forma como o queijo ‘tradicional’ opera no organismo.

Os cientistas alimentares por trás da investigação pensam ter destacado um elemento fundamental acerca do ‘velho’ alimento que o torna melhor para o colesterol em detrimento de qualquer outro laticínio.

Elemento esse que os cientistas apelidaram de ‘matrix’ do queijo: nomeadamente, o modo especifico de como os nutrientes, nomeadamente a proteína e o cálcio, se organizam e compõe o interior daquele alimento.

“Suponho que o ‘matrix’ do queijo faça o processo parecer algo místico”, referiu a líder do estudo à publicação Business Insider, a professora de nutrição e metabolismo Emma Feeney, docente na University College Dublin, na Irlanda.

“Mas não é, trata-se apenas de uma palavra sofisticada para caraterizar toda a estrutura e composição daquele alimento”.

O estudo de Feeney, que observou 164 indivíduos com excesso de peso, publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition, apurou que os participantes que incorporaram blocos gordos de queijo cheddar nas suas dietas, enquanto limitaram o consumo de outros laticínios, não ganharam peso.

Os voluntários teram comido um bloco de 120 gramas de queijo por dia – uma quantidade capaz de alimentar uma família inteira de amantes de queijo.

Estas conclusões suportam um outro estudo publicado em julho e que seguiu mais de 2,900 adultos durante mais de duas décadas. Essa pesquisa apurou que os indivíduos que consumiram laticínios gordos não apresentavam um maior risco de virem a falecer vítimas de qualquer causa, incluindo vítimas de doenças cardiovasculares, comparativamente a qualquer outra pessoa.

Fonte: Notícias ao Minuto

Atualização zona demarcada - Trioza erytreae

  • Monday, 10 September 2018 09:05

A DGAV atualizou o mapa bem como a lista de Freguesias que integram total ou parcialmente a zona demarcada respeitante a Trioza erytreae.

Fonte: DGAV

A valorização da cultura e tradição alimentar portuguesa, a redução acentuada do desperdício, o boom do consumo de produtos biológicos e a preferência de compra nos canais de proximidade e canais curtos de distribuição. Estas são, segundo especialistas nacionais do setor privado, público e académico, as tendências agroalimentares em Portugal para 2027.

Segundo o estudo realizado pelo IPAM, 86,1% dos especialistas considera que as políticas governamentais deverão conseguir reduzir o desperdício alimentar em 15% e 84,7% dos entrevistados acredita que o consumo per capita de produtos biológicos aumentará para 10 euros.

De acordo com a opinião de 88,6% destes especialistas, a gastronomia regional portuguesa será incluída na reserva gastronómica mundial e 86% afirma que o canal Horeca português apostará na certificação Slow Food (limpo, justo e bom).

Para 84,9% dos especialistas, o consumo será baseado no drive de compra de produtos agroalimentares com indicação da pegada de carbono e 87,2% estima que a preferência dos consumidores incidirá nos canais de proximidade e canais curtos de distribuição.

Já no que diz respeito à saúde, as embalagens privilegiarão informação clara e objetiva sobre o grau de dependência que o produto pode provocar, garantem 81,5% dos especialistas.

Fonte: Hipersuper

Foi no final de agosto que um hotel no Egito teve de ser evacuado após a morte de um casal do Reino Unido, conta o Independent.

Embora a causa da morte ainda não tenha sido oficializada, pelo elevado número de hóspedes afetados com shigelose, infeção causada pela bactéria Shigella, as autoridades responsáveis pelo caso apontam esta como a possível causa de morte do referido casal.

A bactéria em questão afeta principalmente os intestinos e sistema digestivo e tem como sintomas a desidratação extrema, diarreia e outros aspetos que são, por si só, bastante perigosos para a saúde humana, que podem surgir quase de imediato (entre 24 e 48 horas, após o contágio com a referida bactéria).

Um dos principais aspetos que faz desta uma bactéria que carece de grande precaução é o facto de se transmitir muito rapidamente através de contato direto com alguém infetado, mesmo em casos em que os sintomas não são demasiado evidentes.

Mas o que é, afinal, a Shigella?

É um tipo de bactéria que se ‘espalha’ através da contaminação da água ou da comida. À semelhança da bactéria E. Coli, em termos de constituição genética, a Shigella infeta inúmeras vítimas através de contágio direto que sofrem principalmente com diarreia (que pode conter sangue ou muco) mas também febre e dores abdominais, já que afeta principalmente o aparelho digestivo.

Não só através da comida e água, a bactéria pode ser transmitida através do toque, por exemplo, caso toque na boca e tenha as mãos infetadas por shigelose. Nestes casos, o problema não se evita simplesmente ao lavar as mãos, mas obriga a uma desinfeção mais intensa e com produtos próprios.

Assim, a prevenção passa pelo cuidado máximo em praticamente todas as situações fora de casa, desde evitar o consumo de água da torneira a ter em atenção a portas ou bancadas de casa de banho e cozinhas.

A par do evitar o contágio direto, deve-se manter uma rotina de hidratação diária para evitar a desidratação extrema, resultado da diarreia.

Este é de facto um problema comum, já que afeta anualmente entre 80 e 165 milhões de pessoas em todo o mundo, refere a CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças). Segundo a mesma organização, contabiliza-se que já morreram cerca de 600.000 infetados pela bactéria Shigella, mas também muitos são os casos em que se sobrevive à infeção, que é ultrapassada num período de cerca de cinco dias, normalmente, com a toma de antibióticos, embora existam casos em que a infeção perdure por algumas semanas ou mesmo meses.

Fonte: Notícias ao Minuto

Vacas estão a ser alimentadas com algas

  • Friday, 07 September 2018 10:21

O metano é um dos principais "culpados" pelo efeito de estufa e os bovinos são responsáveis por uma fatia muito significativa das emissões mundiais, graças aos gases que expelem como parte do seu processo digestivo.

Um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia em Davis juntou pequenas quantidades de algas à alimentação de dezenas de vacas leiteiras, adoçando-as com melaço para disfarçar o sabor, e descobriu que as emissões de gás metano cairam mais de 30 por cento. "Fiquei extremamente surpreendido quando vi os resultados", afima Ermias Kebreab, o investigador que liderou o estudo, acrescentando que não esperava uma redução "tão dramática com uma pequena quantidade de algas".

A equipa de Kebreab tenciona agora levar a cabo outra experiência, que deverá começar já em outubro e prolongar-se por seis meses, mas, posteriormente, outros estudos serão necessários para apurar a segurança e eficácia da técnica.

Como resultado da ação de microorganismos durante a digestão, só as vacas leiteiras expelem, diariamente, cerca de 450 a 550 gramas de metano, um gás com um efeito de estufa muito mais poderoso que o dióxido de carbono.

Já foram testadas várias fórmulas para tentar reduzir essas emissões, juntando à alimentação dos bovinos ingredientes como alho, oregãos, canela e até caril, mas sem resultados conclusivos.

Fonte: ANILACT

A Inglaterra vai proibir a venda de bebidas energéticas à base de cafeína a crianças e adolescentes. A medida do governo de Theresa May visa controlar comportamentos disruptivos em sala de aula, de acordo com o diário The Telegraph.

O ministério da Saúde britânico tem lançado alertas sobre a ligação entre o consumo excessivo destas bebidas energéticas, ricas em cafeína e açúcar, associadas a um "catálogo de problemas de saúde" que vão das dores de cabeça, problemas de sono e digestão. E existe uma crescente preocupação de que seja um combustível para a hiperatividade das crianças, como defendeu o NASUWT, um dos maiores sindicatos de professores do Reino Unido, no final de 2017.

"Pedradas prontas a consumir" foi a expressão usada pela organização para descrever estas bebidas que associam ao mau comportamento nas escolas, dentro e fora da sala de aula.

A apoiar esta tese do sindicato está um estudo do Centre for Translational Research in Public Health da Universidade de Teesside que verificava que as bebidas energéticas eram mais baratas do que água ou refrigerantes. Uma em cada três crianças consumia regularmente este tipo de bebidas, segundo esta investigação.

O alerta não é de hoje. Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Europa, de 2014, mostrava preocupação com a crescente popularidade das bebidas energéticas e as "consequências negativas do seu consumo entre crianças e adolescentes, incluindo efeitos nos sistemas neurológico e cardiovascular, que podem causar dependência física e vício", cita o The Guardian .

Alertas também em Portugal

Também em Portugal, um artigo da revista da Sociedade Portuguesa de Pediatria de 2017 concluía os adolescentes portugueses consumiam demasiadas bebidas energéticas.

Uma lata desta bebida energética contém 160 miligramas de cafeína. Uma criança de 11 anos não deve consumir mais de 105 miligramas por dia.

Multas podem ser superiores a 2500 euros

A proposta da primeira-ministra britânica sobre a implementação da lei será revelada esta quinta-feira. A única dúvida que persiste prende-se com a idade da proibição de venda das bebidas - 16 ou 18 anos, escreve o The Guardian.

"Milhares de jovens consomem regularmente bebidas energéticas, muitas vezes porque são mais baratas que o refrigerante", disse Theresa May num comunicado onde anunciava a consulta pública da proposta, citada pela Lusa.

"Todos nós temos a responsabilidade de proteger as crianças de produtos que prejudicam sua saúde e educação", disse o secretário de Estado de Saúde Pública, Steve Brine, no mesmo comunicado.

As multas por venda de bebidas energéticas podem ir até às 2500 libras (2782 euros), a mesma que é aplicada a quem venda cigarros a menores de idade. A proibição de venda em máquinas automáticas de Inglaterra também está a ser considerada, diz o The Telegraph.

Para já, a medida será aplicada na Inglaterra, mas pode vir a ser seguida pela Irlanda, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Um imposto sobre bebidas açucaradas entrou em vigor no início de abril no Reino Unido para combater a obesidade. Várias cadeias de supermercados tinham já decidido suspender a venda destas bebidas a menores de 18 anos.

Em julho de 2017 já tinha sido proibida a publicidade na televisão, internet e imprensa a alimentos para crianças com muitos açúcares, gorduras e sal.

Fonte: ANILACT

Azeite, símbolo da dieta Mediterrânica

  • Thursday, 06 September 2018 09:58

O AZEITE É UM ALIMENTO ASSOCIADO À CULTURA MEDITERRÂNICA, SENDO UM INGREDIENTE CENTRAL DA NOSSA GASTRONOMIA.

O azeite pode ser definido como uma “gordura líquida à temperatura de 20ºC diretamente obtida do fruto da oliveira”. De acordo com o Regulamento Nº 1513/2001, pode ser classificado como:

Azeite virgem– obtido diretamente da azeitona, utilizando apenas processos mecânicos;

Azeite virgem extra– azeite de categoria superior, cuja acidez livre, expressa em ácido oleico, não deve ultrapassar 0,8%;

Azeite virgem– azeite cuja acidez livre, expressa em ácido oleico, deve ser inferior a 2%;

Azeite lampante– azeite virgem com uma acidez livre, expressa em ácido oleico, superior a 2%; não é próprio para consumo direto, sendo aproveitado para a refinação;

Azeite refinado– obtido pela refinação do azeite virgem e cuja acidez livre, expressa em ácido oleico, deve ser inferior a 0,3%;

Azeite– resulta da mistura de azeite virgem (excetuando o azeite lampante) e azeite refinado, e a sua acidez livre, expressa em ácido oleico, deve ser inferior a 1%;

Óleo de bagaço de azeitona– óleo constituído exclusivamente por óleos provenientes do tratamento de bagaço de azeitona e por azeites obtidos diretamente de azeitonas.

PRODUÇÃO NACIONAL

Em Portugal, a produção de azeite tem uma elevada importância a nível económico tendo sido verificado um aumento de 80% na sua produção em 2017, relativamente a 2016, bem como na sua exportação, durante a última década.

Existem atualmente seis variedades de azeite no nosso país com Denominação de Origem Protegida (DOP), nomeadamente: Azeite de Moura DOP, Azeite de Trás-os-Montes DOP, Azeite da Beira Interior DOP, Azeites do Alentejo Interior DOP, Azeites do Norte Alentejano DOP e Azeites do Ribatejo DOP.

A classificação DOP refere-se a um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, cuja qualidade ou características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico específico, incluindo fatores naturais e humanos e cuja produção têm lugar na área geográfica delimitada. Assim, é garantida a obtenção de um produto de qualidade com características únicas, protegendo e valorizando os produtores locais e promovendo, ainda, o combate à fraude.

QUALIDADE NUTRICIONAL

O azeite é composto maioritariamente por ácidos gordos monoinsaturados, predominando o ácido oleico. O consumo desta gordura de origem vegetal, em quantidade moderada, tem vindo a ser associado a um aumento da capacidade antioxidante, proveniente de componentes como a vitamina E, carotenoides e compostos fenólicos e, consequente à diminuição do risco cardiovascular.

O azeite não deixa de apresentar um elevado valor energético e, como tal, o seu consumo deve ser moderado. De acordo com as recomendações da nova Roda dos Alimentos devem ser ingeridas, diariamente, 1-3 porções de gordura, das quais deve ser privilegiado o azeite (1 porção = 10g de azeite = 1 colher de sopa = 90 Kcal).

COMPARAÇÃO DO PERFIL DE ÁCIDOS GORDOS DE DIFERENTES GORDURAS

A composição em ácidos gordos dos óleos é variável, contudo, geralmente há um tipo de ácido gordo predominante.

Destaca-se que a substituição de ácidos gordos saturados por ácidos gordos monoinsaturados pode estar relacionada com uma redução importante no risco cardiovascular. Esta substituição permite aumentar os níveis de proteínas transportadoras de elevada densidade (HDL) e diminuir o colesterol associado a lipoproteínas de baixa densidade (LDL), sem aumentar os triglicerídeos. De destacar que o óleo de coco apresenta uma elevada quantidade de ácidos gordos saturados, o que poderá estar associado a um aumento do colesterol total.

A temperatura de resistência dos óleos e gorduras consiste na temperatura a partir da qual estes se degradam significativamente. Com efeito, a estabilidade oxidativa dos óleos vegetais é determinada pela sua composição química e física. Desta forma, pelos valores apresentados na tabela, é possível verificar que existem gorduras que não devem ser utilizadas em processos culinários a temperaturas elevadas (como fritar) ou utilizadas de forma cautelosa, na medida em que se degradam facilmente quando sujeitas a temperaturas mais elevadas.

De atentar que os ácidos gordos saturados, presentes em elevadas quantidades nos óleos de coco e palma, são mais resistentes à oxidação, no entanto apresentam um ponto de fumo baixo (temperatura a partir da qual a decomposição se torna visível), que pode levar à produção de compostos potencialmente carcinogénicos. Desta forma o azeite é a gordura mais estável a utilizar a temperaturas elevadas, no entanto o método de confeção frito não deve ser promovido.

QUALIDADE E CUIDADOS A TER

O azeite deve ser armazenado entre os 15 e os 18 °C, num local com pouca luminosidade e bem vedado, de modo a evitar a sua oxidação e rancificação. O seu aspeto deve ser líquido oleoso, límpido e não deve apresentar depósito.

O azeite é uma gordura de excelência tão típica da nossa identidade, pelo que deve elegê-la como principal fonte de gordura na sua alimentação, embora de forma moderada.

Fonte: Nutrimento

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou diversas ações de fiscalização com especial enfoque na comercialização e consumo de géneros alimentícios em estabelecimentos de restauração e supermercados localizados nas zonas de veraneio.

Refere a força de autoridade em nota enviada às redações que foi dada especial atenção à “verificação dos requisitos de higiene, qualidade e segurança alimentar dos géneros alimentícios à disposição dos consumidores, especialmente os mais consumidos nesta altura do ano”.

Para lá disso, houve ainda “preocupação com as condições de exposição e conservação, bem como na rastreabilidade dos produtos, principalmente dos de origem animal, muito em particular o pescado onde se incluem peixes, crustáceos e moluscos bivalves vivos e a apresentação do azeite ao consumidor”.

Na sequência desta ação, foram fiscalizados 250 operadores económicos e foram instaurados 51 processos contraordenacionais e três processo-crime, nomeadamente por fraude de mercadorias e jogo de fortuna e azar.

Conforme dá conta a ASAE, as “principais infrações verificadas foram a falta de mera comunicação prévia; a violação dos deveres gerais da entidade exploradora do estabelecimento de restauração e bebidas, incumprimentos dos requisitos de higiene, assim como a falta ou incorreções da lista de preços; comercialização de azeites cuja rotulagem não cumpria com as disposições legais, bem como a sua apresentação incorreta ao consumidor”.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica apreendeu ainda géneros alimentícios num valor superior a 5.500 euros destacando-se azeite, frutos frescos, instrumentos pesagem, aguardente e molúsculos bivalves vivos.

Fonte: Notícias ao Minuto

As escolhas alimentares das mulheres têm um impacto elevado no seu bem-estar emocional e isso reflete-se de forma mais óbvia do que nos homens.

Esta é a conclusão de um novo estudo realizado por investigadores americanos, que afirmam que, para o sexo feminino, há maior necessidade de nutrientes na sua dieta alimentar que consiga suportar o bem estar emocional. Já os homens são mais propensos a ter uma boa saúde mental até que surjam deficiências nutricionais na sua alimentação.

O estudo analisou dados retirados de inquéritos feitos a mais de 500 pessoas em várias redes sociais, 48% deles eram homens e 52% mulheres. Relativamente às mulheres, os investigadores encontraram ligação entre o bem estar positivo e o consumo de uma dieta mediterrânica, que se baseia na ingestão de alimentos naturais e não processados, legumes, leguminosas e frutas, bem como em saladas com azeite e vinagre.

Já em relação aos homens, embora tenha sido descoberto que as escolhas alimentares afetam menos o seu bem-estar emocional, o estudo identificou uma relação entre o sofrimento psicológico e o consumo de uma dieta ocidental, rica em carnes processadas e fritos.

De acordo com Lina Begdache, professora no Departamento de Estudos de Saúde e Bem-estar da Universidade de Binghamton, em Nova Iorque, a maior conclusão deste estudo é que as mulheres precisam, naturalmente, "de um espectro maior de nutrientes para conseguirem ter bom humor, relativamente aos homens".

Estes resultados podem, segundo a pesquisadora, ser explicados pela forma como homens e mulheres se alimentavam no passado. "Machos e fêmeas tinham responsabilidades físicas e emocionais diferentes que podem ter exigido diferentes necessidades de obter energia e diferentes preferências alimentares", conta Lina ao The Independent.

Apesar destas diferenças de género no que diz respeito à alimentação e ao bem-estar emocional, é importante, segundo a investigadora, seguir um estilo de vida saudável, assim como uma dieta completa para promover a saúde mental, no geral, e isto serve tanto para os homens como para as mulheres.

Fonte: Visão