O executivo municipal analisou e votou, na sua reunião de segunda-feira, uma proposta para a realização de um protocolo com a ASAE, com vista à "monitorização das refeições escolares fornecidas nos estabelecimentos de educação de responsabilidade municipal e implementação do projeto 'ASAE vai à escola'", anunciou a autarquia.
A câmara pretende "reforçar, no âmbito da execução dos contratos para fornecimento de refeições escolares, e para além do controlo diário exercido pelo município na unidade de confeção e nos refeitórios, a monitorização das refeições fornecidas nos 32 estabelecimentos de educação pré-escolar e nos 57 do primeiro ciclo do Ensino Básico da rede pública, através da colaboração da ASAE".
O protocolo de colaboração com a ASAE visa "melhorar o controlo de higiene e segurança alimentar nas unidades de confeção e nos refeitórios escolares por técnicos especializados" e "melhorar a qualidade e segurança das refeições escolares fornecidas nos refeitórios de responsabilidade municipal", explica a Câmara, numa nota enviada hoje à agência Lusa.
A realização de "ensaios analíticos a amostras recolhidas nas unidades de confeção e nos refeitórios escolares" e a sensibilização para "capacitar a população escolar, em especial, e a comunidade educativa, em geral, em matéria de higiene e segurança alimentar" são outros dos propósitos do acordo que o município quer estabelecer com a ASAE.
O projeto 'ASAE vai à escola' vai ser implementado por esta entidade em colaboração com a Câmara de Coimbra, comprometendo-se a ASAE, designadamente a ministrar formação teórica e prática, na área da higiene e segurança alimentar, aos técnicos municipais.
No âmbito do mesmo projeto a ASAE também assume a responsabilidade de "elaborar um plano de colheita de amostras de controlo das refeições fornecidas nos refeitórios de gestão municipal" e a "realizar as análises laboratoriais previstas no plano de colheita de amostras de controlo de refeições fornecidas e a produzir os respetivos pareceres técnicos, através do seu Departamento de Riscos Alimentares e Laboratórios (custos esses suportados pela autarquia)", exemplifica a Câmara.
Esta parceria, com "uma entidade credenciada em matéria de higiene e segurança alimentar"é uma "mais-valia", nomeadamente para responsabilizar e assegurar "o estrito cumprimento das obrigações definidas no caderno de encargos do serviço de fornecimento de refeições nos refeitórios escolares", sustenta a Câmara de Coimbra.
Fonte: Diário de Notícias
Dados do Instituto Nacional de Doenças Contagiosas sul-africano indicam que, desde janeiro de 2017, foram registados perto de 950 casos, o que torna a epidemia a maior jamais registada em todo o mundo.
Num comunicado publicado no passado domingo, o ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, garantiu que o Governo conseguiu "finalmente" encontrar a origem da epidemia.
"Podemos confirmar que a fonte da epidemia é uma unidade de produção alimentar, pertencente a uma empresa situada em Polokwane", no nordeste da África do Sul, lê-se no comunicado.
Os produtos dessa unidade de produção alimentar vão sair imediatamente do mercado sul-africano, garantiu o ministro, aconselhando a população a evitar o consumo das embalagens que contêm carne pré-cozinhada.
Contactada por vários órgãos de comunicação social sul-africanos, a empresa em questão ainda não divulgou qualquer informação.
A doença é infecciosa e é transmitida com maior frequência aos seres humanos através de alimentos contaminados.
A listeriose é uma infeção bacteriana provocada pelo bacilo Listeria monocytogenes e figura entre as zoonoses - doenças transmitidas de animais para humanos - mais perigosas. Geralmente, causa febre, vómitos e diarreia e é tratada com antibióticos.
Os indivíduos mais suscetíveis, como idosos, recém-nascidos, mulheres grávidas ou pacientes com sistema imunitário enfraquecido, estão mais expostos às complicações, incluindo a meningites e septicemias.
Fonte: Diário de Notícias
Informamos que foi desbloqueada a interdição de exportação de carne de bovino, imposta pelo Qatar a Portugal.
Assim, Portugal está novamente autorizado a exportar carne e produtos cárneos de bovino para o Qatar.
A decisão do Qatar colocar Portugal, entre outros países, numa lista de países interditos a exportar carne de bovino, baseada num histórico de casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), foi finalmente revertida após Portugal evidenciar junto do Qatar que é considerado pela OIE como um país de risco negligenciável em relação à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).
Fonte: DGAV
A DGAV publicou o Ofício Circular n.º 8/2018 relativo à publicação do Regulamento de execução (UE) n.º 2018/291 da Comissão de 26 de fevereiro de 2018 que altera o Regulamento de Execução (UE) n.º 540/2011 da Comissão, de 25 de maio de 2011, no que se refere às condições de aprovação da substância ativa bifentrina.
Fonte: DGAV
A DGAV divulgou o Ofício Circular n.º 9/2018 - Publicação do Regulamento de Execução (UE) 2018/309 da Comissão, de 1 de março de 2018, relativo à não renovação da aprovação da substância ativa propinebe, em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado, e que altera o anexo do Regulamento de Execução (UE) n.º 540/2011 da Comissão.
Fonte: DGAV
A GNR anunciou na passada sexta-feira a apreensão de 200 quilogramas de carapau em Setúbal, por não ter a medida regulamentar para ser vendido, no âmbito de uma operação de fiscalização.
"No âmbito de uma fiscalização dirigida às atividades de pesca, armazenamento e comercialização de pescado, os militares detetaram num armazém a venda de carapaus sem a medida regulamentar para serem vendidos, o que pode colocar em causa a conservação das espécies capturadas", refere a GNR em comunicado.
A operação foi realizada pela Unidade de Controlo Costeiro, através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Setúbal, na quinta-feira, em Setúbal.
“O pescado apreendido, após inspeção higiossanitária, foi doado a instituições de solidariedade social”, conclui.
Fonte: TVI24
A geração obesa
Um estudo realizado pela organização britânica Cancer Research aponta para que, a última geração nascida no século XX, venha a ser a geração mais gorda de sempre, até aos dias de hoje.
Dados apurados, no decorrer do estudo, revelaram que apenas metade dos pais dos indivíduos em questão tiveram excesso de peso igual ou aproximado na idade dos filhos.
As pessoas nascidas nas décadas de 1980 e de 1990 correm graves riscos de se tornarem obesas o que pode vir a tornar-se um problema sério de saúde, e uma grande despesa para o Estado.
No Reino Unido, por exemplo, a diabetes custa anualmente cerca de dez mil milhões de euros. Mas outras doenças surgem associadas ao excesso de peso como cancro, doenças cardiovasculares e do fígado.
Riscos acrescidos na saúde
Apesar de cada vez mais o desporto e uma alimentação saudável estarem na moda, o estilo de vida sedentária bem como o fast food ainda são hábitos muito vincados na geração milenar.
A organização tem vindo a pressionar as forças governamentais no intuito destas proibirem a transmissão de anúncios de televisão de certos tipos de alimentos, como fast food, a partir das 21 horas.
Em Portugal vigora uma lei que faz aumentar o preço dos refrigerantes conforme o seu teor de açúcar.
Estas medidas só por si não serão suficientes para que a obesidade e as doenças a esta associadas sejam travadas. Há que incentivar e ensinar os jovens a ter bons hábitos de vida, essencialmente a nível alimentar. E trabalhar com os mais novos para que estes não lhes sigam os passos atuais.
Fonte: pplware
Na moda dos “super alimentos” surgem ocasionalmente novas adições à lista. Um dos alimentos que recebeu atenção mais recentemente por causa do seu potencial nutritivo foi o farelo de arroz. Este subproduto da indústria alimentar, que é geralmente encaminhado para a alimentação animal, é rico em vitaminas e pode ser benéfico para a saúde humana. No entanto, os ácidos gordos que o tornam tão interessante do ponto de vista alimentar sofrem uma rápida oxidação após o descasque, gerando sabores desagradáveis que inviabilizam a sua utilização em poucos dias.
A chave para o aproveitamento da riqueza alimentar do farelo de arroz está na inibição da enzima lipase, que catalisa a oxidação das gorduras. Para tal têm sido estudados diversos métodos, sendo a extrusão o mais usado pela indústria, com a desvantagem de consumir muita energia. Outros métodos exigem ainda que o descasque e o tratamento sejam seguidos, o que exige um desenho das instalações de descasque completamente novo.
A investigação de novos métodos que divulgamos aqui partiu do conhecimento da necessidade de fornecer um aquecimento rápido e uniforme na secagem de forma a estabilizar as gorduras, sem atingir temperaturas demasiado elevadas, que levam à formação de fissuras nos grãos. A radiação infravermelha ganha aqui grande interesse pois apenas se forma calor quando esta entra no grão, sendo assim o aquecimento rápido e uniforme.
As experiências no uso de infravermelhos na secagem do arroz realizadas na Universidade da Califórnia consistiram na colheita do arroz numa cooperativa local, secagem à temperatura ambiente e posterior aquecimento com infravermelhos durante 55 segundos, até o grão atingir 600C. De seguida foram avaliados a humidade, indicadores de qualidade do grão no descasque e concentração de ácidos gordos livres, indicadores de degradação.
Os resultados das experiências mostraram que a combinação de infravermelhos com manutenção da temperatura e arrefecimento controlados de 4 a 5 horas levaram a uma secagem eficiente e redução da oxidação dos ácidos gordos conseguindo expandir o tempo de conservação do farelo de 7 dias para 38 dias com valores de ácidos gordos livres inferiores a 10% (valor a partir do qual se inviabiliza o seu consumo).
Saiba mais aqui.
Fonte: Agroportal
O Parlamento Europeu (PE) propôs ontem uma estratégia de grande escala e a longo prazo para proteger a saúde das abelhas e o seu repovoamento, apoiar os apicultores europeus e promover o mel e a sua utilização terapêutica.
Entre as medidas apresentadas pelos eurodeputados encontra-se a proibição de substâncias ativas dos pesticidas, como os neonicotinóides, e o recurso a produtos ou métodos agronómicos alternativos seguros.
Num relatório publicado na quarta-feira, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) confirmou que o uso de três pesticidas neonicotinóides -- clotianidina, imidaclopride e tiametoxame -- é nocivo para as abelhas. A Comissão Europeia impôs restrições sobre a utilização destas substâncias em 2013, e, em 22 de março, vai votar a sua proibição total.
Os eurodeputados propõem também um plano de ação para combater a mortalidade das abelhas, o aumento do financiamento ao setor da apicultura e a introdução de um regime de compensação nos programas apícolas nacionais para a mortalidade das colónias de abelhas, resultante de catástrofes naturais, doenças ou predações.
A assembleia europeia recomenda ainda programas de criação de abelhas resilientes a espécies invasoras, como o Varroa destructor, a vespa asiática e a loque americana, e o desenvolvimento de medicamentos inovadores.
Os eurodeputados instam a Comissão e os Estados-membros a porem em prática medidas para aumentar a proteção e o apoio financeiro às populações locais de abelhas melíferas em toda a União Europeia (UE), incluindo através de zonas de conservação das abelhas endémicas legalmente protegidas.
O PE quer também que sejam reforçados os controlos veterinários fronteiriços e no mercado interno, e que sejam realizadas amostragens e testes oficiais ao mel proveniente de países terceiros nas fronteiras externas da UE, notando que as importações de baixa qualidade, as adulterações e os sucedâneos continuam a exercer pressão sobre os preços.
Os eurodeputados pedem ainda à Comissão que elabore um relatório sobre as diferentes práticas terapêuticas que utilizam mel, pólen, geleia real e veneno de abelha na UE, salientando a importância crescente da apiterapia como uma alternativa natural ao tratamento com medicamentos convencionais.
As abelhas prestam um serviço fundamental ao ecossistema e à agricultura na UE ao polinizarem as flores, segundo um relatório sobre as perspetivas e os desafios para o setor da apicultura na UE, aprovado por 560 votos a favor, 27 contra e 28 abstenções.
Em alguns Estados-membros, o número de colónias de abelhas diminuiu devido aos efeitos das alterações climáticas, de determinadas substâncias ativas dos pesticidas e de perturbações no mercado interno do mel.
A UE produz cerca de 250.000 toneladas de mel por ano, sendo o segundo maior produtor a nível mundial, depois da China.
Cerca de 84% das espécies vegetais e 76% da produção alimentar na Europa dependem da polinização efetuada pelas abelhas selvagens e domésticas.
Fonte: Diário de Notícias
"É exótico. É instagramável. Hoje é mais trendy uma tapioca com óleo de coco do que pão com azeite, apesar de os benefícios estarem do lado deste último.”
Dizer que o óleo de coco é a gordura mais saudável é perpetuar um boato, que já vai longe. Chegou aos blogues, aos livros de receitas e aos gabinetes de muitos nutricionistas que o recomendam. A história começa de duas formas. Primeiro, lá longe, na Polinésia, Filipinas, Sri Lanka, Kitava ou algumas zonas da Índia, onde esta é a gordura mais utilizada. As populações destes países têm bons indicadores de saúde, como a baixa prevalência de doenças cardiovasculares ou hipercolesteroemia (aumento da concentração de colesterol no sangue). E há quem atribua ao óleo de coco os louros para estes bons números.
Mas na base do perfil saudável destes habitantes estão factos bem mais relevantes. “Têm uma alimentação bastante rica em fibra (pelo consumo de fruta e legumes), baixa em alimentos açucarados e carnes processadas e rica em peixe, já para não falar do estilo de vida antagonicamente diferente do ocidental”, explica Pedro Carvalho, nutricionista e autor da citação com que abrimos este artigo. “Seria mais correcto dizer que estas populações apresentam estes indicadores, apesar da existência de óleo de coco na sua dieta e não devido a ele”, acrescenta o professor da Universidade Católica Portuguesa e Instituto Superior da Maia.
A outra história remonta a 2003, e começa com um estudo realizado por uma investigadora canadiana da Columbia University. “O óleo de coco tem uns ácidos gordos de cadeia média interessantes, mas só fazem parte da sua constituição em 13%. Uma investigadora isolou esses ácidos e concentrou-os num só produto. O resultado do estudo mostrou resultados benéficos”, relata à MAGG o investigador e professor da Faculdade de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, Vitor Hugo Teixeira.
O problema é que, como diz, “uma orquestra é muito mais do que 20 violinos”. Ou seja, as vantagens destes ácidos gordos concentrados não vão estar presentes no óleo de coco porque, primeiro, a quantidade é pouca e, depois, porque existem outros constituintes neste produto. Mas o zunzum ignorou estes dois princípios, ganhou força e perdeu o controlo. De tal forma que a mesma investigadora, em 2017, “sentiu necessidade de estudar o óleo de coco só para mostrar os benefícios que ele não tinha.”
Qual é o problema do óleo de coco?
O óleo de coco não é um demónio, mas também não é a melhor gordura do mundo. Não há prova de perigos, mas também não há estudos conclusivos para suportar todos os benefícios que se apontam ao óleo de coco.
Há quem associe o óleo de coco a uma perda de gordura corporal mais acelerada, pela presença destes “ácidos gordos de cadeia média interessantes” que podem ajudar aumentar o gasto calórico e a reduzir o apetite. Mas, mais uma vez, surge a questão da proporção: a sua presença no óleo de coco não tem força suficiente para surtir estes efeitos. Quem consome esta gordura em excesso poderá ver o reverso da medalha porque a gordura tem calorias: “Pode aumentar os níveis de massa gorda, porque, sendo uma gordura, terá as mesmas nove calorias por grama”, diz Pedro Carvalho, autor do livro “Os Mitos que Comemos”. “As pessoas que tomam o óleo de coco à espera de emagrecer podem acabar por engordar.”
O óleo de coco tem um total de 85% de gordura saturada. E, apesar de nem todos os ácidos gordos deste tipo serem iguais — e de já não terem uma conotação tão negativa, face há uns anos — a verdade é que “o seu consumo elevado continua a não ser recomendado”, diz Vitor Hugo Teixeira.
Mas há mais informações contraditórias e confusas. Há quem afirme que este óleo é benéfico para a redução do colesterol mau (o LDL) e aumento do colesterol bom (o HDL). Mas ainda não há provas suficientes para sustentar os benefícios ou malefícios deste produto. Pedro Carvalho explica que “os sete ensaios clínicos que compararam directamente o óleo de coco com gorduras predominantemente mono e polinsaturadas verificaram que que em todos eles, o óleo de coco aumentou o colesterol total”, diz. “Em seis desses sete aumentou o colesterol mau e em 5 desses sete aumentou também o bom.”
Para Pedro Carvalho, a maior vantagem é ser “uma gordura estável para cozinhar”, pela presença de muitos ácidos gordos saturados mais resistentes à oxidação e polimerização (referente à alteração das moléculas). Contudo, isto apenas acontece se a gordura for usada apenas uma vez. Como explica,“a sua utilização contínua em fritura de imersão, por exemplo, pode levar à produção de compostos potencialmente carcinogénicos, uma vez que tem um ponto de fumo baixo”, ou seja uma temperatura propícia à formação destes compostos.”
Qual é, então, a melhor gordura?
O nutricionista, e cronista do jornal “Público”, não hesita: o azeite é a melhor opção. É rico em “ácidos gordos monoinsaturados”, tem “mais compostos antioxidantes, anti-inflamatórios e vitamina E, daí estar associado à redução do risco cardiovascular, algo a que o óleo de coco não está.” Além disso, também tem “resistência térmica”, o que faz com que, a temperaturas altas, “a sua degradação seja menor.” No entanto, deixa o alerta: “Fritar, seja com que gordura for, é sempre o pior dos métodos de confeção.”
E termina: “Um bom slogan para o óleo de coco podia ser: melhor que manteiga, mas ainda muito longe do azeite.”
Fonte: MAGG.pt
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