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OMS quer eliminar gorduras

  • Wednesday, 16 May 2018 08:54

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou esta segunda-feira um plano para ajudar os países a eliminar gorduras 'trans' da alimentação da população até 2023, segundo um comunicado hoje divulgado.

A OMS considera que a eliminação das gorduras 'trans' (processadas a nível industrial) é "fundamental para prevenir mortes em todo o mundo", uma vez que o consumo deste tipo de alimentos é responsável pela morte de mais de 500 mil de pessoas, anualmente, em consequência de doenças cardíacas.

"Porque devem as nossas crianças ter um ingrediente inseguro nos seus alimentos?", pergunta o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no comunicado, salientando ainda que implementar a estratégia da OMS para substituir gorduras trans, incluindo promover alternativas saudáveis e legislar contra ingredientes prejudiciais, iria removê-las da cadeia alimentar e marcar uma vitória maioria contra doenças cardíacas.

Vários países desenvolvidos têm eliminado virtualmente gorduras trans, ao impor limites nas quantidades permitidas em alimentos embalados. Alguns deles até chegaram a proibir parcialmente óleos hidrogenados, a principal fonte de gorduras trans produzidas industrialmente, disse a OMS.

"A gordura trans é um químico tóxico desnecessário que mata, e não existem motivos para as pessoas à volta do mundo continuarem a ser expostas", disse Tom Frieden, ex-diretor dos Centros de Controlo de Doenças dos Estados Unidos, que atualmente lidera a Resolve, uma iniciativa na área da saúde.

Fonte: Diário de Notícias

O consumo moderado de vinho tinto pode reduzir o risco de cancro da próstata, já o vinho branco pode aumentá-lo. Esta é a conclusão a que chegou um grupo de médicos num estudo que analisou os dados de mais de 600.000 homens de todo o Mundo que participaram em vários estudos clínicos.

Mas, o que levou a este estudo? Devido à grande controvérsia, depois de vários estudos contraditórios, e com a intenção de clarificar o tema do vinho e a sua relação com a próstata de uma vez por todas.

Assim, um grupo de investigação coordenado internacionalmente, todos eles médicos — principalmente urulogistas —, realizou um exaustivo estudo centrado especificamente em conhecer se o consumo moderado de vinho teria um impacto no cancro da próstata e se os efeitos variavam para o vinho tinto e branco. A equipa publicou os seus resultados na edição de Janeiro de 2018 da revista científica médica Clinical Epidemiology.

Seleccionar estudos

Aquela equipa de investigadores consultaram 930 publicações médicas e seleccionaram 17 que cumpriam as “maiores e mais rigorosas directrizes científicas”. Os estudos seleccionados avaliaram um total de 611.169 sujeitos, todos eles do sexo masculino.

Os resultados da análise levaram em conta os consumidores de vinho. As conclusões finais, publicadas pela equipa médica, revelam que o consumo moderado de vinho não aumenta o risco de cancro da próstata. Mas os resultados variam significativamente segundo a cor do vinho.

Os consumidores de vinho branco mostraram um ligeiro aumento de risco de cancro da próstata. No entanto, os bebedores moderados de vinho tinto registaram uma significativa diminuição de 12% no risco de padecer da doença.

Os investigadores salientam que os seus resultados requerem mais estudos sobre como o vinho branco e o vinho tinto podem afectar as células a nível molecular. Em todo o caso, e tendo em conta a rigorosa investigação levada a cabo por aqueles médicos, tratam-se de boas notícias para os apreciadores de vinho tinto.

Fonte: Agroportal

Uma equipa do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) está a desenvolver uma tecnologia que permite verificar a qualidade do peixe, visando reduzir o desperdício alimentar na indústria do pescado e prevenir problemas para a saúde pública.

"Em Portugal, são desperdiçadas mais de 33 mil toneladas de peixe por ano, o que representa cerca de um quarto do que é capturado", lê-se numa nota informativa sobre o projeto FishBioSensing, a que a agência Lusa teve acesso.

A maior parte desse pescado "é transformado em farinhas para alimentação animal, perdendo, por isso, valor monetário", indicaram à Lusa as investigadoras Cristina Delerue-Matos e Maria João Ramalhosa, do Grupo de Reação e Análises Químicas-Rede de Química e Tecnologia (GRAQ-REQUIMTE) do ISEP.

Para combater esse desperdício, a equipa está a desenvolver um dispositivo eletroquímico "seletivo, sensível, descartável e de baixo custo", que permite avaliar a segurança e a qualidade dos produtos da pesca, nas diferentes etapas da cadeia alimentar.

O sensor, "portátil e de simples utilização", permite obter um sinal elétrico diretamente proporcional à quantidade de histamina presente no peixe, considerada um dos seus principais parâmetros de qualidade.

Os "peixes frescos e de qualidade possuem baixos níveis de histamina, que aumentam à medida que o pescado perde frescura. Este composto apresenta riscos para a saúde e pode resultar em intoxicação e reações alérgicas", explicaram.

Segundo as investigadoras, a monitorização da histamina em laboratório requer vários equipamentos e técnicos especializados, o que acaba por se traduzir "num processo muito moroso e com diversas e exigentes etapas".

Caso o peixe seja analisado a partir do momento em que entra na lota, continuaram as responsáveis, é possível avaliar a frescura numa fase inicial da cadeia de produção.

Este sistema permitirá, assim, disponibilizar informação sobre a conservação dos produtos para, consequentemente, diminuir a tendência de desperdício, "o que acontece constantemente, independentemente de o peixe ainda se encontrar em boas condições", concluíram.

Na opinião das responsáveis, além de evitar o desperdício, este projeto contribuirá para uma maior consciencialização da qualidade do produto, evitando problemas para a saúde pública.

Embora a comercialização não seja o objetivo primordial do projeto, mas sim "o desenvolvimento de um sensor sensível e seletivo para um nível mais laboratorial, se este correr da melhor forma, a equipa tratará dessa questão que, seguramente, terá um grande impacto no dia a dia", disseram ainda.

A tecnologia em desenvolvimento poderá ser utilizada pelos laboratórios de controlo de qualidade, indústrias alimentares, distribuidores e autoridades reguladoras.

No projeto, iniciado em junho de 2017 e que será concluído em 2019, participam igualmente a empresa WeDoTech, o Instituto Politécnico de Leiria e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL).

Fonte: Diário de Notícias

Os Mangotes de Aldeia Nova, um enchido de porco de Raça Alentejana cuja origem está ligada a Vila Nova de S. Bento foi reconhecido pela Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural como um Produto Tradicional Português.

Trata-se de um enchido de fabrico artesanal, ligado à cultura e à tradição local, servido no Natal e nas matanças dos porcos. É feito de chispe de porco desossado e recheado com rim, orelha e lombo, que é cozido em água e vinho branco e posteriormente secado, no forno ou no fumeiro.

Os produtores que quiserem podem agora comercializar os Mangotes de Aldeia Nova com o selo “tradicional.pt”, o que contribuirá para a sua valorização nos mercados.

Fonte: Agroportal

Um suplemento que seja composto por um só elemento, como uma vitamina ou um mineral, é sempre só um suplemento. Um alimento é composto por várias moléculas que interagem umas com as outras e cujo efeito benéfico nas pessoas pode resultar desta combinação e não do nutriente específico. Não há evidência do resultado da suplementação com ómega 3 para a prevenção de doença cardiovascular, referiu Renata Barros, professora na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. “Ingerir um suplemento de ómega-3 não é o mesmo que comer peixe.” A suplementação alimentar foi um dos temas em discussão no XVII Congresso de Nutrição e Alimentação, em Lisboa.

Venha o cálcio, as vitaminas B6, B12, D, E e os multivitamínicos, venha o ácido fólico e o beta-caroteno, mas a verdade é que nenhum deles consegue demonstrar uma diminuição do risco de doença cardiovascular, sublinhou Renata Barros. Alguns até podem ter um efeito contrário e aumentar o risco ou trazer outros problemas para a saúde. Por exemplo, a suplementação com vitamina D e cálcio está associada a um aumento dos cálculos renais.

Perceber se estes suplementos têm algum efeito na prevenção de doenças e na melhoria de vida das pessoas que os tomam é de particular importância. Isto porque, segundo o Inquérito Alimentar e da Atividade Física 2015-2016, 26,6% da população portuguesa usa suplementos alimentares. A grande maioria destas pessoas procura suplementação com minerais (36,3%), multivitamínicos (36,2%) ou vitaminas (20, 8%).

Ainda assim, existem 22,5% das pessoas que tomam suplementos, que usam outro tipo de produtos. E no mercado nacional existem mais de 400 substâncias que pretendem ser usadas no controlo de peso e controlo metabólico, referiu Diana Teixeira, investigadora no Cintesis e na Universidade Nova de Lisboa.

Pegando nos suplementos mais comuns — a cafeína, a epigalocatequina galato presente no chá verde, o glucamanano (uma fibra solúvel) e os probióticos —, a conclusão parece ser clara e transversal: não há evidência científica que suporte a suplementação com estes produtos. Até podem ter as características para os efeitos a que se propõe, até podem resultar nos ensaios com ratos, até podem ter um significado estatístico, mas não têm um significado clínico. Por outras palavras, não resulta (ou o impacto mal se consegue medir).

Fonte: Observador

Sinal vermelho é para parar. Sobre isto não parece haver dúvidas. Portanto se vir um sinal vermelho nos alimentos que se prepara para comprar no supermercado, vai ficar pelo menos mais alerta. A Direção-Geral de Saúde apresentou, em 2016, um sistema de semáforo (com três cores) para classificar gorduras, açúcares e sal. Esta opção também foi avaliada pelo Ministério da Saúde francês, mas este país acabou por preferir uma classificação de cinco cores para os alimentos como um todo. O sistema, implementado há cerca de seis meses, foi apresentado esta sexta-feira no XVII Congresso de Nutrição e Alimentação, em Lisboa.

Michel Chauliac, que apresentou o Nutri-score em Lisboa, trabalha para o Ministério da Saúde francês e tem-se dedicado às políticas de nutrição há mais de 15 anos. Para o médico de saúde pública, o importante era que fosse criado um sistema gráfico simples, fácil de ler e fácil de entender. Isto porque, segundo referiu, os consumidores dedicam cinco segundos a decidir se vão comprar o alimento A ou o alimento B.

Já existiam outros métodos para ajudar os consumidores a interpretar a informação nutricional nos rótulos, como o sistema de semáforos proposto em Portugal, sistemas informativos sem cores, selos de recomendação ou selos de alerta. Para perceber qual o sistema mais apelativo para os consumidores: se algum destes sistemas usados noutros países, se os sistemas propostos pela indústria alimentar e pelos retalhistas ou se o sistema de cinco categorias (Nutri-score), foi feito um trabalho de investigação com 11.981 participantes.

O sistema Nutri-score mostrou não só ser o preferido dos consumidores, mas também trazia vantagens para as populações mais desfavorecidas e mais expostas a alimentos de pior qualidade nutricional. “Há 17 anos que sou responsável pela nutrição em França e nunca como agora tínhamos tomado uma decisão tão fortemente baseada em ciência”, disse Michel Chauliac durante a apresentação.

O sistema de cinco cores (e cinco letras, a pensar na população daltónica) vai de verde escuro (o melhor possível) até ao laranja/vermelho (o alimento a evitar). Para estabelecer a categoria, são considerados os pontos positivos do alimento, como a presença de fibras, proteínas e frutas e legumes, e os pontos negativos, como as calorias, gorduras saturadas, açúcares e sal. Estes critérios são adaptados consoante se fale de alimentos sólidos ou líquidos, tendo neste último caso uma particularidade: a única bebida que consegue atingir o nível máximo é a água, as restantes são na melhor das hipóteses categoria B/verde claro.

Pelas regras europeias, este sistema não é obrigatório, é apenas uma recomendação.

A vantagem deste sistema, segundo Michel Chauliac, é que não só a informação chega mais facilmente aos consumidores, como ajuda os profissionais de saúde a fazerem aconselhamento nutricional. Além disso, incentiva ajuda a indústria a melhorar os produtos. “Quem implementa o Nutri-score, se está no amarelo esforça-se por chegar ao verde”, referiu.

Fonte: Observador

A DGAV tornou pública a lista de operadores e estabelecimentosde materiais e objetos destinados a entrar em contacto com alimentos, registados junto desta Autoridade e abrangidos pelo Plano de Controlo dos Materiais em Contacto (PCMC).

É ainda disponibilizado um documento do registo online que faz prova de que os estabelecimentos estão abrangidos por um sistema de controlo oficial regular baseado no risco, coordenado pela Autoridade competente no âmbito da higiene e segurança alimentar.

Fonte: DGAV

Mais de 600 pessoas foram afetadas por surtos de intoxicação alimentar em cantinas e bares de escolas, cafés, restaurantes, hotéis e instituições com residência, obrigando à hospitalização de 13% destas, segundo dados do Instituto Ricardo Jorge relativos a 2016.

De acordo com uma investigação do departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), agora divulgada, em 2016, ano a que se referem os dados mais recentes, foram analisados 24 surtos que afetaram 629 pessoas, das quais 80 necessitaram de internamento hospitalar.

Segundo a investigação realizada, o tratamento térmico inadequado, abusos de tempo/temperatura, contaminações cruzadas e utilização de matérias-primas não seguras são os fatores que mais contribuem para a ocorrência de surtos de toxinfeções alimentares.

Lares e cantinas

Relativamente ao local onde os surtos tiveram origem, ou seja, o local onde os alimentos foram consumidos ou tiveram lugar as etapas finais de preparação, quase a totalidade (96%) ocorreram em sítios públicos, com elementos de “mais do que uma família”.

Os locais onde ocorreram mais surtos foram instituições com residência (36%), cantinas/bares de escolas, colégios, infantários ou creches (21%) e estabelecimentos do tipo restaurante/café/hotel (17%).

Amêijoas e outras mariscos

O INSA adianta ainda que um dos surtos identificados teve origem em “amêijoas colhidas em zonas onde era proibida a apanha de bivalves para venda e para consumo” e que o surto com o número mais elevado de casos de doença associados teve origem em “mariscos variados cozidos”.

De 2012 a 2016 foram investigados laboratorialmente 67 surtos que resultaram em 1.815 intoxicações e 236 hospitalizações.

Desde 2010 que não há registo de óbitos em consequência de surtos de toxinfeções alimentares.

O boletim destaca a necessidade de “alertar o mais cedo possível” a autoridade de saúde para que esta possa “liderar o processo de investigação epidemiológica e ambiental e tomar as medidas adequadas para se efetuar uma análise de causas”.

O documento admite que este estudo representa apenas uma fração do número real de intoxicações ocorridas em Portugal.

O Departamento de Alimentação e Nutrição, em parceria com outros Departamentos do Instituto Ricardo Jorge e em colaboração com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), notifica anualmente à European Food Safety Authority (EFSA) os dados dos surtos ocorridos em Portugal.

Fonte: TVI24

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) cobrou, nos últimos dois anos e meio, mais de um milhão de euros a estabelecimentos que violaram a lei de venda de bebidas alcoólicas a menores. Segundo o Jornal de Notícias desta quinta-feira, este valor traduziu-se em 1737 processos instaurados desde 2016.

"Tendo em consideração os processos concluídos e as decisões proferidas, foi determinada a aplicação de coimas num valor que corresponde a 390 mil euros em 2016, 637 mil euros em 2017 e 291 mil euros relativos a processos decididos já em 2018", disse ao jornal fonte da ASAE.

Os valores das contra-ordenações

Para um infractor singular que facilitou a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores as coimas variam entre os 500 e os 3740 euros. Contudo, se o infractor for uma pessoa colectiva, os valores podem variar entre os 2500 e os 30 mil euros.

Além destes valores pré-estabelecidos, se estiver em falta um aviso visível da proibição de venda de álcool a menores, a contra-ordenação acresce entre 500 e 1500 euros (pessoa singular) e entre 1500 e 5500 euros (pessoa colectiva).

Destes montantes, 60% do dinheiro reverte para o Estado e 25% para a ASAE. Os restantes 15% são para a entidade fiscalizadora.

Em fiscalizações, a ASAE instaurou, em 2016, 167 processos de contra-ordenação e 211 em 2017. Só este ano já foram instaurados 27 processos.

Fonte: Sábado

A Comissão Europeia acaba de renovar a aprovação da substância activa forclorfenurão na composição dos produtos fitofarmacêuticos.

Segundo o Regulamento de Execução 2018/679 da Comissão, de 3 de Maio de 2018, a aprovação da substância activa forclorfenurão, tal como estabelecida na parte A do anexo do Regulamento de Execução (UE) n.o 540/2011, expira em 31 de Outubro de 2018.

Entretanto, foi apresentado um pedido de renovação da aprovação da substância dentro do prazo previsto. O requerente apresentou os processos complementares exigidos e o pedido foi considerado completo pelo Estado-membro relator.

Restrições

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos realça que a avaliação do risco para a renovação da aprovação do forclorfenurão baseia-se num número limitado de utilizações representativas que, no entanto, não restringem as utilizações para as quais os produtos fitofarmacêuticos que contêm forclorfenurão podem ser autorizados. Assim, é adequado não manter a restrição à utilização como regulador de crescimento de plantas.

Fonte: Agroportal