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“O setor está a viver dias muito difíceis e a questão do bagaço tornou isto num verdadeiro pesadelo”, afirmou hoje à agência Lusa Francisco Vilela, da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça (CAOM).

O empresário Ivo Borges, do lagar de azeite Agrifiba, instalado em Vila Real, realçou o “problema grave” e alertou para a necessidade de se encontrar “uma solução muito em breve para que o setor continue a trabalhar”.

A problemática é nacional. Especificamente, no Douro e Trás-os-Montes existem três indústrias extratoras (Mirandela e Pocinho) que, este ano, decidiram transmitir para os lagares os custos associados ao transporte e tratamento dos subprodutos resultantes do processo de extração de azeite, designadamente o bagaço de azeitona.

Mário Abreu Lima, vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), referiu que a questão do tratamentos dos subprodutos da colheita de azeitona veio juntar-se à “baixa acentuada do preço do azeite no mercado nacional e internacional e, por inerência, da azeitona”.

Segundo acrescentou, os lagares da região produzem, “em média por ano, cerca de 80 mil toneladas de bagaço de azeitona”. “O que representa, no fundo, um custo de cerca de 1,6 milhões de euros que não era pago e passou a sê-lo”, frisou.

O custo é “muito maior” para os lagares que estão mais distantes das extratoras, porque, de acordo com o dirigente da CAP, o “transporte tem aqui um peso substancial”.

E esta é, na opinião de Abreu Lima, “uma situação essencialmente grave para os olivicultores, porque, naturalmente, os lagares fazem refletir os acréscimos de custo advenientes da cobrança pelos bagaços no agricultor”.

Os olivicultores queixam-se de um aumento do preço da transformação da azeitona, enquanto os empresários dizem que o que “menos queriam era imputar os custos” aos agricultores.

“A fabricação do azeite está cara. A extração do azeite este ano, nos lagares, aumentou bastante. Para quem vive disto é complicado”, afirmou à Lusa Fernando Vilela, agricultor de Vila Real.

Ivo Borges disse que, no seu lagar, o preço da transformação subiu de “oito para 10 cêntimos” e sublinhou que, para as unidades que estão longe das extratoras, é “complicado continuarem a trabalhar”.

“Era feita uma recolha dos bagaços, onde nos pagavam dois euros a tonelada de bagaço. Estamos a falar de mais ou menos 35 a 40 euros o camião. Mas, neste momento, cada camião custa-nos em média 450 a 500 euros”, exemplificou.

A Cooperativa dos Olivicultores de Murça possui um tanque de retenção de bagaço, que “adia o problema” e ajuda a “poupar no transporte”.

Mesmo assim, segundo Francisco Vilela, aquilo que representava uma “receita de 4.000 euros” vai transformar-se numa “despesa de quase 60.000 euros”, que serão assumidos pela cooperativa.

O vice-presidente da CAP disse ainda que, em “cima de tudo isto” está também a aplicação de uma “taxa ambiental de 25%” sobre os resíduos que “é completamente disparatada” porque o setor modernizou-se.

Francisco Pavão, presidente da Associação dos Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD) afirmou que a “fileira está toda ela preocupada e está na busca de soluções”.

O empresário Ivo Borges defendeu, por exemplo, a instalação de uma nova extratora na região do Douro. Francisco Pavão falou em “soluções dispersas” pela região como a compostagem, biomassa, aterros sanitários e lembrou o projeto Biocombus, desenvolvido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e que tem como objetivo aproveitar os subprodutos da colheita de azeitona, transformando-os em biomassa, que poderá ser utilizada como combustível sólido para caldeiras domésticas.

“Temos que procurar soluções para os problemas locais, soluções que evitem que haja camiões a transportar bagaço pela região”, salientou o dirigente da APPITAD.

Francisco Pavão realçou ainda que foi criada uma Associação de Lagares que já expôs o problema às comunidades intermunicipais do território: Douro, Terras de Trás-os-Montes e Alto Tâmega, bem como aos ministros do Ambiente e ao secretário de Estado da Agricultura.

Para a campanha 2019/2020 perspetiva-se uma “produção média” na região. Verificaram-se alguns problemas sanitários, provocados pela mosca da azeitona, a chuva já veio tarde e o vento, antes do início da apanha, deitou também muito fruto ao chão.

Murça quer concluir projeto que reaproveita resíduos dos lagares de azeite

A Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça quer “colocar definitivamente” em funcionamento o projeto Biocombus, um “processo inovador” de tratamento de resíduos dos lagares de azeite com pó de cortiça para produção de biomassa.

A problemática do bagaço de azeitona, resultante do processo de extração de azeite, entrou na ordem do dia nesta campanha, porque as indústrias extratoras decidiram transmitir para os lagares os custos associados ao transporte e tratamento deste resíduo.

“Nós temos uma solução que pode ser suficiente para nós e pode ser replicada no resto do país”, afirmou hoje à agência Lusa Francisco Vilela, presidente da direção da Cooperativa dos Olivicultores de Murça.

O responsável referiu-se ao projeto Biocombus, desenvolvido há vários anos por um investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em conjunto com a cooperativa de Murça.

“Achamos que esta pode ser uma solução para o mercado, em vez de só a extração do bagaço”, frisou.

O Biocombus, desenvolvido pelo investigador João Claro, propõe-se resolver dois problemas em simultâneo, os resíduos e efluentes resultantes dos setores oleícola e da cortiça, juntando-os e transformando-os em biomassa, que poderá ser utilizada como combustível sólido para caldeiras domésticas.

Francisco Vilela explicou que o projeto já funcionou, só que se verificou um problema a nível do secador utilizado para o bagaço húmido, pois “não era eficiente em termos energéticos”.

“Está testado e é eficiente em termos de poder calorífico (…) Temos tido algumas dificuldades em as empresas metalúrgicas olharem para isto. A última delas aderiu ao projeto e depois resolveu ir para o Chile e deixou o secador a meio”, lamentou.

O projeto está patenteado e já possui máquinas à escala industrial, faltando “apenas o secador eficiente”.

Agora, a Cooperativa quer concluir esta iniciativa e, segundo o responsável, houve uma abertura por parte do Ministério do Ambiente para acesso, a partir de março, ao Fundo Ambiental.

Francisco Vilela referiu que, com o aumento da produção de azeite, aumenta consequentemente a produção de bagaço, deixando também as indústrias extratoras com dificuldades em dar resposta.

Lembrou ainda que os lagares foram obrigados a modernizar-se para responder às exigências ambientais, enquanto, na sua opinião, essas extratoras “pararam no tempo”.

Este ano, com a decisão tomada por essas empresas, aquilo que era uma receita passou a ser uma despesa para os lagares privados e cooperativas, o que veio agravar as dificuldades já sentidas pelo setor devido à quebra do preço do azeite e, consequentemente, da azeitona.

A Cooperativa dos Olivicultores de Murça possui um tanque de retenção de bagaço, que “adia o problema” e ajuda a “poupar no transporte”.

Mesmo assim, segundo o dirigente, aquilo que representava uma “receita de 4.000 euros” vai transformar-se numa “despesa de quase 60.000 euros”, que serão assumidos pela cooperativa.

Para tentar resolver o problema, foi criada uma Associação de Lagares que junta cooperativas e privados. A Cooperativa de Murça integra a comissão instaladora.

Fonte: AgroPortal

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

Fonte: Sapo24

As câmaras e microfones dos brinquedos inteligentes podem representar um novo perigo para os mais novos. Se, por um lado, este tipo de produtos torna os momentos de brincadeira mais interactivos; por outro, pode abrir a porta ao contacto com estranhos.

Um estudo da Which? revela falhas de segurança num conjunto brinquedos populares entre as crianças, incluindo walkie talkies e máquinas de karaoke. Segundo o estudo, elaborado em parceria com o NGC Group e reportado pelo jornal Independent, estes são brinquedos mais susceptíveis a ataques de piratas informáticos.

Dos sete produtos analisados pela Which?, três mostram potencial para serem utilizados como ponto de contacto entre as crianças e estranhos. No caso dos walkie talkies da Vtech, é possível uma pessoa começar uma conversa com a criança a 200 metros de distância. A Vtech garante, porém, que se o equipamento já tiver sido emparelhado com outro dispositivo, não será possível interromper o circuito. O perigo poderá estar na utilização de apenas um walkie talkie.

A máquina de karaoke SMK250PP e um microfone da Xpansion/Tenva também levantaram algumas sobrancelhas: a ligação de Bluetooth não é autenticada, pelo que, em teoria, qualquer pessoa se poderá ligar aos equipamentos. Também os brinquedos Bloxels e Sphero Mini entraram para a lista de produtos a ter em atenção.

A Which? alerta ainda para outro potencial risco, que nada tem a ver com os próprios brinquedos: a utilização de palavras-passe fracas em plataformas online. Neste caso, cabe aos próprios adultos definir passwords mais difíceis de descobrir e, consequentemente, piratear.

Fonte: Executive Digest

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) apresentou a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas atualizada, esta terça-feira, com mais 1.840 novas entradas, e pediu “ação rápida” para combater a degradação de ecossistemas.

A atualização da Lista Vermelha da UICN foi divulgada para coincidir com a realização da 25.ª Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em Madrid. Com as novas 1.840 espécies, a Lista Vermelha reúne, agora, 30.178 espécies ameaçadas.

A UICN alerta, em comunicado, para as múltiplas ameaças que animais e plantas selvagens enfrentam. Acrescem os crescentes impactos das alterações climáticas, pelo que é preciso uma “ação rápida”.

“As alterações climáticas juntam-se a múltiplas ameaças que as espécies enfrentam e devemos agir rapidamente e de forma decisiva para conter a crise”, advertiu Grethel Aguilar, diretora geral da UICN citada no comunicado.

Atividades humanas prejudicam vida selvagem

Num relatório sem precedentes, a Plataforma Intergovernamental Científica e Política sobre a Biodiversidade e os Serviços Ecossistémicos (IPBES) listou, em maio passado, os principais fatores da queda acentuada da biodiversidade.

O principal destaque foi para as mudanças na utilização da terra (como a agricultura), a sobre-exploração (caça e pesca), as alterações climáticas, a poluição e as espécies invasoras, tudo tendo como pano de fundo o crescimento demográfico e o aumento do consumo por habitante.

“A atualização [da Lista Vermelha] revela o impacto cada vez maior das atividades humanas na vida selvagem”, diz Jane Smart, que dirige o grupo da conservação da biodiversidade na UICN.

A UICN aponta como impactos das alterações climáticas os que sofrem os peixes fluviais da Austrália, 37% dos quais estão ameaçados de extinção, mais de metade destes devido a alterações climáticas. Ou os eucaliptos, com 25% das espécies do mundo ameaçadas.

No documento, a UICN destaca 10 espécies de aves e dois peixes de água doce para os quais a situação melhorou.

Mais de 112.000 espécies estão listadas na Lista Vermelha, em diferentes níveis de preocupação.

Fonte: AgroPortal

Tabaco: Nova tecnologia de segurança

  • Wednesday, 11 December 2019 10:21

Podem ter passado despercebidos, mas já estão em circulação novos selos fiscais para o tabaco produzidos pela Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM).

Parte da tecnologia de alta segurança que suporta esta nova versão dos selos colocados nos maços de cigarros, para evitar o contrabando e evasão fiscal, tem a assinatura da Universidade de Coimbra (UC).

Em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda, uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), liderada por Nuno Gonçalves, desenvolveu e patenteou um sistema tecnológico de codificação e descodificação de informação, composto por diferentes elementos de segurança com vários níveis de complexidade, impossível de falsificar.

Uma das grandes vantagens do “UniQode”, assim se chama o sistema que também já está a ser utilizado no Documento Único Automóvel (DUA), é permitir a leitura e validação da autenticidade da marca em segundos, a partir de um dispositivo móvel (smartphone).

Para tal, foi desenvolvida uma aplicação móvel (App) inovadora (a primeira que permite a leitura de elementos holográficos), em versões para os sistemas operativos Android e iOS, para que os profissionais do Estado credenciados para efectuar acções de fiscalização, como, por exemplo, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ou da Polícia Judiciária, possam verificar, em qualquer circunstância e de forma eficaz, a autenticidade da informação.

«Trata-se de um sistema robusto criado para ser lido por sistemas ubíquos (smartphones), com uma velocidade de leitura elevadíssima. Até aqui, o processo de validação era moroso e dispendioso, realizado apenas em contexto forense, em laboratório, com recurso a equipamentos específicos», afirma Nuno Gonçalves.

Constituída por um conjunto de tecnologias, designadamente impressões com glitter, hologramas e códigos gráficos, esta solução reúne as melhores e mais avançadas medidas de validação e segurança do mundo: «criámos algoritmos de segurança muito sofisticados. Além disso, o sistema contém elementos de segurança provenientes de diferentes fontes invisíveis. Por exemplo, a tecnologia de impressão com partículas de glitter que desenvolvemos permite criar um identificador único por objecto, impossível de clonar», sustenta.

Se quisermos simplificar, este sistema de códigos lidos por máquina (em inglês, machine readable code) pode ser considerado «uma evolução dos conhecidos códigos de barras, neste caso bidimensionais», sintetiza o também docente do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da FCTUC.

No entanto, para alcançar o nível de segurança máxima, as equipas da FCTUC e da INCM tiveram de superar vários desafios. O maior, conta Nuno Gonçalves, «foi sem dúvida o desafio da leitura e validação dos elementos holográficos a partir do telemóvel. Como depende de tantas condições, a validação do holograma é de extrema complexidade. Foi muito difícil conseguir um algoritmo capaz de validar em pouco tempo e de forma eficaz esses elementos. Até agora, não existia um equipamento móvel que conseguisse autenticar um holograma».

Aplicado com sucesso nos selos do tabaco e no DUA, o “UniQode”, que é uma marca registada pela INCM, pode estender-se a outros mercados. «Apresenta um vasto leque de aplicações ao nível de protecção de marca, desde medicamentos, produtos alimentares, bebidas alcoólicas, calçado, produtos de luxo e marcas desportivas até ao marketing e comunicação», ilustra o coordenador do projecto.

Nuno Gonçalves refere ainda que a App de validação «pode também ser alargada ao cidadão comum, permitindo-lhe não só verificar a autenticidade dos seus documentos ou de determinado produto que pretenda adquirir, por exemplo, uma jóia, como também ser um aliado das autoridades no combate à fraude e contrafacção».

Fonte: Security Magazine

O Núcleo de Proteção Ambiental de Torres Vedras apreendeu, na sexta-feira passada, 11 animais por suspeita de brucelose, na localidade de Torres Vedras.

 No decurso de uma fiscalização a uma exploração pecuária, faz saber a GNR em comunicado, os militares apuraram que os animais não possuíam qualquer tipo de identificação, nem a declaração de existência atualizada.

No seguimento das diligências, foi ainda identificada nos animais a doença de brucelose, através do teste sorológico oficial de pesquisa desta doença.

Da operação resultou a apreensão de 11 animais e o "sequestro sanitário da exploração pecuária", ou seja, a aceitação do cumprimento de determinadas medidas sanitárias, acrescenta a autoridade. 

Além disso, foi identificado um homem com 55 anos e elaborado dois autos de contraordenação por não existir declaração de existência atualizada e devido à não identificação dos animais, punível com coima até 3.740 euros..

A GNR alerta que os animais infetados com esta doença podem transmiti-la aos seres humanos através do contacto da pele, sangue ou urina, por exemplo, e/ou pela ingestão de leite cru e os seus derivados, tratando-se, assim, de uma situação que pode pôr em causa a saúde pública.

Esta ação contou com a colaboração da Direção-Geral de Alimentação Veterinária. 

Fonte: Noticias ao Minuto

Quantidade de pinhas apreendidas quadriplica

  • Monday, 09 December 2019 11:19

Mais de 4.000 quilogramas de pinhas de pinheiro-manso foram apreendidos este ano, até 28 de Novembro, quase quatro vez mais do que a quantidade confiscada em 2018, avançou este domingo a GNR.

Nos primeiros 11 meses deste ano, foram apreendidos 4.195 kg de pinhas de pinheiro-manso, o que resultou em cinco contra-ordenações e cinco pessoas identificadas, indicou esta força de segurança, em resposta à agência Lusa.

De acordo com a legislação em vigor, a colheita de pinhas de pinheiro-manso “pinus pinea”, uma espécie florestal que permite múltiplas utilizações, das quais a produção de pinhão é a mais valorizada, é proibida fora do período de 01 de Dezembro a 31 de Março de 2020.

Apelidado de “ouro branco” das florestas, o miolo do pinhão no mercado nacional tem oscilado de preço, nos últimos anos, entre os 79 euros/kg e os 120 euros/kg.

“A apanha da pinha de pinheiro-manso, ainda que esteja caída no chão, está interditada por se encontrar em época de defeso, salvaguardando assim o crescimento e desenvolvimento da pinha e do pinhão e evitando a colheita da semente com deficiente faculdade germinativa e mal amadurecida”, informou a GNR, acrescentando que um auto de contra-ordenação por infracções neste âmbito corresponde a “uma coima que pode atingir os 3.500 euros”.

A Lusa questionou a GNR sobre o valor total das coimas e os distritos em que se registaram as ocorrências, mas não obteve resposta.

Depois da contabilização dos dados até 28 de Novembro deste ano, a GNR deteve, no dia 5 de Dezembro, dois homens, com 19 e 46 anos, por furto de pinha de pinheiro-manso “pinus pinea”, em Sines, no distrito de Setúbal, num terreno alheio e sem consentimento do proprietário, o que culminou na apreensão de 132 kg de pinha e diversos utensílios para apanha da mesma, como luvas, sacos e varas.

Em 2018, foram confiscados 1.123 kg de pinhas de pinheiro-manso, registando-se sete crimes e três contra-ordenações, com três pessoas identificadas e 11 detidos. “O crime mais verificado é o furto e a contra-ordenação mais frequente é a apanha de pinha fora do período autorizado para o efeito”, apontou a GNR.

Por norma, a ocorrência de crime diz respeito a furto, enquanto a contra-ordenação se refere à apanha fora do período estabelecido.

Fonte: Público

O arroz geneticamente modificado, também conhecido por arroz dourado, ajuda a prevenir a cegueira e a morte infantil, em particular nos Países em desenvolvimento e, mesmo assim, foram precisos 20 anos para ser aprovado. O primeiro País a autorizar a sua plantação vai ser o Bangladesh.

Uma porção de arroz dourado contém a vitamina A e metade do betacaroteno que as crianças precisam diariamente. Além de causar cegueira infantil, a falta de vitamina A pode provocar morte precoce por doenças infeciosas, como o sarampo.

É o aporte nutricional que confere ao arroz dourado os benefícios que o tornaram mundialmente famoso. Ora aplaudido, ora criticado nas primeiras páginas dos jornais, o arroz geneticamente modificado esteve sempre rodeado de polémicas, gerando discussões acesas quanto à sua segurança alimentar, desde que foi desenvolvido nos anos 90 pelos investigadores alemães Ingo Potrykus e Peter Beyer para combater a deficiência de vitamina A.

Em colaboração com uma multinacional agroquímica, estes investigadores “criaram” o arroz dourado equipando as plantas com genes de betacaroteno do milho e doaram-nas a institutos públicos agrícolas, abrindo, dessa forma, caminho a outros investigadores para produzirem os genes do arroz dourado em variedades que se adaptam às necessidades, gostos e condições de produção locais.

Vinte anos e muitas controvérsias depois, o Bangladesh está prestes a tornar-se o primeiro País a produzir arroz dourado. A versão de arroz dourado que está em análise no Ministério do Ambiente desde 2017, onde um Comité Central de Biossegurança, formado por oito cientistas, analisa os riscos ambientais envolvidos no cultivo do arroz dourado, como o potencial da planta tornar-se uma erva daninha, bem como a segurança alimentar do produto, foi criada no Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz (IRRI), em Los Baños, nas Filipinas. Os genes modificados foram criados a partir de uma variedade de arroz chamada dhan 29, muito comum no País e que representa 14% da colheita nacional.

Com uma taxa de mortalidade nas crianças de 26,13 (por cada mil nados vivos) e de carência de vitamina A, também nas crianças, de 21%, o Bangladesh não vê a hora de fazer chegar aos seus agricultores as sementes de arroz dourado para plantação. Se tudo correr como previsto, será até 2021.

Fonte: Agroportal

O vírus do tomate (ToBRFV) foi detetado pela primeira vez em Israel (2014) e na Jordânia (2015). É transmitida por contacto, portanto, é necessário tomar as devidas precauções.

Devido à importância das culturas sob coberto para a Andaluzia, representa uma ameaça fitossanitária para o tomate e o pimento, principalmente nas explorações de Almería e Granada, (Espanha).

Uma análise de risco de pragas realizada pela Itália mostrou que o organismo especificado e seus efeitos nocivos poderiam representar um grande problema fitossanitário para a União, em particular para a produção de tomate (Solanum lycopersicum L.) e pimento (Capsicum annuum).

O perigo deste patógeno é que os sintomas são muito semelhantes aos do PepMV (vírus do mosaico do pepino) e podem passar despercebidos. É um vírus muito persistente e facilmente transmissível e para o qual ainda não há resistência.

Plantas hospedeiras

Os principais hospedeiros são tomate (Solanum lycopersicum) e pimento (Capsicum sp.). Outros convidados são Nicotiana benthamiana, N. glutinosa, N. sylvestris, N. tabacum, Chenopodiastrum murale e Solanum nigrum.

Danos

Na cultura do tomate, os sintomas variam de acordo com as variedades. Nas folhas, manifestam-se por clorose, mosaico e manchas com estreitamento das folhas. Ocasionalmente, manchas necróticas aparecem nos pedúnculos, cálices e pecíolos.

Nas frutas, são observadas manchas amarelas ou castanhas, com sintomas ásperos que tornam as frutas não comercializáveis. A fruta pode ter deformações e amadurecimento irregular.

No pimento pode surgir deformação, amarelecimento e mosaico nas folhas. Os frutos deformam-se com áreas amarelas ou castanhas ou riscas verdes.

Transmissão

O ToBRFV é transmitido por contacto (ferramentas, mãos, roupas contaminadas, contacto direto de planta a planta) e material de propagação (enxertos, estacas).

Há suspeitas sobre a possível transmissão do ToBRFV por sementes. O Tobamovírus pode permanecer infecioso em sementes, detritos de plantas e solo contaminado por meses. Eles são encontrados tanto na superfície externa quanto no endosperma, o que poderia explicar por que os tratamentos convencionais de desinfeção de sementes não são completamente eficazes no seu controle.

Há também indicações de que o ToBRFV pode ser transmitido por abelhas usadas para polinização.

Medidas de controlo

Para evitar a infeção das plantações e a sua transmissão, devem ser implementadas as seguintes medidas de controle com base principalmente na profilaxia e higiene:

  • As sementes e mudas devem ser inspecionadas e a sua saúde garantida, para que sejam provenientes de operadores devidamente registados e possuam o passaporte fitossanitário correspondente.
  • Remover o máximo possível os detritos de plantas de culturas anteriores, incluindo raízes.
  • Trabalhar de maneira ordenada, por linhas, para acompanhar sempre a direção do vírus, caso seja detetado. Com caráter geral, para evitar a transmissão por contacto deste vírus e de outros patógenos, recomenda-se a desinfeção das mãos e ferramentas de trabalho antes do início de cada operação e, principalmente, com ferramentas que possam levar eventuais operadores que realizam as suas atividades em diferentes estufas. É aconselhável não trocar pessoal ou ferramentas entre explorações.
  • Ter em atenção a rotação de culturas.
  • Proceder à destruição de plantas suspeitas e adjacentes, para que os seus detritos não constituam novas fontes de contaminação.
  • Eliminação de ervas daninhas que podem servir de reservatório para o organismo prejudicial.
  • Substituir ou desinfetar os plásticos, tutores, anéis, chaves e fios, caixas etc.
  • Desinfetar os tubos e a estrutura de toda a estufa.
  • Desinfetar por solarização e, no caso de uso de substrato, trocar os sacos, que devem ser gerenciados adequadamente, para que não constituam uma fonte de contaminação.
  • Se forem usadas colónias de abelhas na presença de ToBRFV, devem ser tomadas medidas apropriadas para impedir que elas contribuam para sua dispersão.
  • Se for usado material de embalagem reciclável, é importante que seja desinfetado adequadamente antes de ser usado.

Fonte: Agroportal

 

Foi publicada a Decisão de Execução (UE) 2019/2000 da Comissão que estabelece um modelo para a comunicação de dados sobre resíduos alimentares e para a apresentação de relatórios de controlo da qualidade em conformidade com a Diretiva 2008/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho.

A Diretiva 2008/98/CE estabelece a obrigação de os Estados-Membros monitorizarem e avaliarem a execução das suas medidas de prevenção de resíduos alimentares através da medição dos níveis de resíduos alimentares, com base numa metodologia comum, e comunicarem esses dados à Comissão. Os dados devem ser acompanhados de um relatório de controlo da qualidade.

O modelo a utilizar pelos Estados-Membros para a comunicação de dados relativos aos níveis de resíduos alimentares deve ter em conta as metodologias estabelecidas na Decisão Delegada (UE) 2019/1597 da Comissão, que define a metodologia comum para medir os níveis de resíduos alimentares produzidos nos Estados-Membros.

Na Decisão Delegada (UE) 2019/1597, os Estados-Membros dispõem de uma série de métodos para a medição dos resíduos alimentares. É necessário recolher informações pormenorizadas sobre os métodos utilizados em cada Estado-Membro, a fim de garantir uma comunicação harmonizada. As medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité instituído pelo artigo 39.º da Diretiva 2008/98/CE.

Os destinatários da presente decisão são os Estados-Membros.

A Decisão de Execução (UE) 2019/2000 pode ser consultada aqui.

Fonte: Qualfood