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O estudo conclui que Portugal é o pior dos 15 países do Mediterrâneo no que diz respeito à pegada alimentar.

Portugal importa 73% dos alimentos e é o país mediterrânico com a maior pegada alimentar per capita, conclui um estudo da Universidade de Aveiro (UA) divulgado esta segunda-feira.

"A alimentação pesa 30% na pegada ecológica dos portugueses, mais do que os transportes ou o consumo de energia, percentagem que faz de Portugal o país mediterrânico com a maior pegada alimentar per capita", referem os investigadores.

De acordo com os dados constantes daquele trabalho científico, a "Pegada Ecológica" nacional, por habitante, é superior à biocapacidade do país ou do próprio planeta.

"Significa que, se todas as pessoas no mundo consumissem como os portugueses, precisaríamos de 2,3 planetas Terra" refere o estudo, revelando que 20% dizem respeito aos transportes e 10% à habitação.

"A pegada alimentar avalia em hectares globais (gha) a quantidade de recursos naturais que necessitamos para produzir o que comemos num ano. Sabendo que o país tem anualmente um 'orçamento natural' de 1,28 gha por habitante [valor de 2016], percebemos que só para nos alimentarmos 'gastamos' 1,08gha, ou seja, 84% desse orçamento", aponta Sara Moreno Pires, professora do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da UA.

Segundo a investigadora, grande parte da biocapacidade necessária para a alimentação da população portuguesa provém de outros países, como Espanha, França, Ucrânia ou mesmo China e Senegal, o que implica uma pressão e uma dependência desses ecossistemas.

"Portugal é, por esses motivos, o pior país de 15 países do Mediterrâneo no que diz respeito à pegada alimentar", alerta.

Portugal é o terceiro maior consumidor de pescado do mundo, com cerca de 61,7 quilos consumidos por pessoa em 2017, e 60% da biocapacidade para produzir esse pescado vem de outros países, sendo Espanha um dos principais parceiros comerciais.

"A elevada intensidade da pegada ecológica de peixes como o atum, espadarte e bacalhau e a sua força cultural na alimentação portuguesa salientam ainda mais o impacto elevado do consumo de peixe na pegada alimentar", destaca o trabalho.

O estudo identifica a dependência da biocapacidade de países estrangeiros (como a Espanha, França, Brasil, ou mesmo a China) para produzir recursos alimentares, de modo a satisfazer a procura dos portugueses, sendo as categorias mais dependentes as de "pão e cereais" (em que se importa quase 90% dos hectares globais necessários à sua produção), "açúcar, mel, doces e chocolate" (com um importação na ordem dos 80%) ou "gorduras alimentares" (com cerca de 73%).

Para além da relação comercial com países europeus, o estudo aponta a dependência de países como Uruguai na carne, África Ocidental e Senegal no peixe, EUA no leite e produtos lácteos, Argentina, Canadá e Brasil nas gorduras alimentares ou frutos, e China nos frutos e nos vegetais.

O estudo intitulado "Transição alimentar sustentável em Portugal: uma avaliação da pegada das escolhas alimentares e das lacunas nas políticas de alimentação nacionais e locais", assinado por investigadores da UA e da Global Footprint Network, conclui pela insustentabilidade dos padrões alimentares dos portugueses e a ainda frágil estrutura de políticas públicas para inverter essa tendência.

Para além de Sara Moreno Pires, assinam o trabalho pela Universidade de Aveiro Armando Alves e Filipe Teles.

Fonte: SIC Notícias

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou no passado domingo em entrevista televisiva que as grandes superfícies comerciais francesas não vão poder vender bens não essenciais a partir de terça-feira. O objetivo da medida passa por evitar um clima de competição desleal numa altura em que todos os serviços não essenciais encerraram, devido ao segundo confinamento nacional, anunciado por Emmanuel Macron na passada sexta-feira.

“Situação dramática”. É assim que os pequenos comerciantes descrevem a sua condição, depois de verem os seus espaços encerrar, principalmente numa época que antecede ao Natal. Após ter-se reunido com várias associações de defesa do comércio local e das grandes cadeias de supermercados, o Governo francês decidiu que “por equidade” se deva proibir a venda de bens que não sejam de primeira necessidade em grandes superfícies.

Sindicatos de comerciantes mostraram-se a favor da decisão, mas frisam que o importante seria a reabertura das lojas. Mas o primeiro-ministro francês já veio esclarecer: “Nós não vamos rever as medidas anunciadas [de um novo confinamento]. Não é definitivamente o tempo certo. É muito cedo. Não vai haver reabertura e todos os donos de negócios e todos nós temos de ser vigilantes e temos de respeitar o confinamento”.

Apesar do levantamento do confinamento estar previsto para 1 de dezembro, o ministro das finanças francês, Bruno Le Maire, prometeu que ia rever a situação a 12 de novembro: “Podemos reabrir várias lojas se a situação de saúde permitir”, dá conta a imprensa local. E também anunciou 20 milhões de euros de ajudas suplementares para os comerciantes obrigados a fechar.

O encerramento de lojas não essenciais não ocorreu em todo o país. Alguns autarcas de pequenas cidades francesas, como Perpignan, Brive, Beaune, entre outras, desafiaram o poder central e decidiram que não iam fechar as lojas devido à desigualdade face às grandes superfícies e às vendas de comércio online. O ministro das finanças francês criticou a atitude de “alguns autarcas irresponsáveis que contrariam as ordens tomadas pelo Estado” e afirmou que não estavam a “ajudar os comerciantes”, mas “a pôr em risco a saúde dos franceses”.

Embora a atitude de alguns autarcas tenha gerado a indignação ao governo, o primeiro ministro francês reconheceu, no entanto, que as proibições de venda de bens não essenciais nas grandes superfícies poderá não ser suficiente e considerou que os grandes beneficiários desta decisão poderão ser as vendas online.

França anunciou um novo confinamento na passada sexta-feira, que previa o encerramento de todos os serviços não essenciais, incluindo livrarias, restaurarantes, entre outros, devido ao aumento de casos do novo coronavírus — O país atingiu os 45.570 casos no passado domingo e 231 mortes.

Fonte: Observador

São anos de investigação, entre os mergulhos junto à costa de Peniche e nas Berlengas para recolher algas e microrganismos marinhos, e o trabalho no laboratório, naquela cidade costeira: o centro MARE-Politécnico de Leiria, que estuda as potencialidades dos recursos marinhos para aplicações em biotecnologia, nas áreas da saúde, alimentar, farmacêutica ou cosmética.

Os resultados, com novidades para contar, não podiam ser mais compensadores. Um deles é o da descoberta de dois novos compostos que foram pela primeira vez descritos no ambiente marinho. Um chama-se sphaerodactylomelol. Em relação ao outro, ainda não chegou o momento de lhe revelar o nome. Os investigadores do MARE-Politécnico de Leiria vão agora estudar as suas propriedades e potenciais aplicações em biotecnologia.

Mas outra descoberta importante é a de que duas das moléculas isoladas a partir de uma pequena alga vermelha (Sphaerococcus coronopifolius) demonstraram ter propriedades contra o cancro, o que abre agora a porta a novas investigações.

Os resultados serão apresentados nesta semana no encontro Ciência 2020, que anualmente reúne a comunidade científica nacional e que nesta edição, por causa da situação pandémica, decorre num misto de conferências presenciais e apresentações através da internet. A apresentação dos investigadores do laboratório MARE, em Peniche, será feita nesta terça-feira, justamente em formato digital.

Do mar para as aplicações na saúde

"Isolámos um conjunto de sete compostos a partir daquela macroalga vermelha e verificámos em modelos celulares de cancro humano que dois deles inibem a proliferação de esferas tumorais", conta o investigador Celso Alves, que há dez anos trabalha no MARE-Politécnico de Leiria, e que integra a equipa que está a desenvolver a pesquisa, em colaboração com grupos de outras universidades portuguesas e internacionais

Chegar a estes resultados levou, no entanto, o seu tempo, e identificar a alga certa também não aconteceu de imediato, uma vez que foi preciso recolher amostras de muitas espécies diferentes e, depois, testá-las a todas, uma a uma, e às respetivas moléculas.

"Avaliámos um total de 27 espécies de algas e dois dos compostos desta alga vermelha demonstraram ter esse efeito antitumoral", resume Celso Alves.

Numa primeira abordagem a equipa usou linhas celulares derivadas do cancro de pulmão, e os resultados foram tão positivos que o trabalho avançou a partir daí, testando outras linhas celulares de cancro de fígado e colorretal, graças a um projeto financiado em 172 mil euros pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Foi o projeto Red2Discovery, realizado em colaboração com equipas das universidades de Coimbra e de Santiago de Compostela, que terminou no ano passado. O trabalho permitiu fazer a caracterização exaustiva dos efeitos antitumorais daqueles dois compostos, testando-os em modelos celulares de cancro ainda mais complexos do que os anteriores.

Nesta altura já decorre, entretanto, o aprofundamento da investigação, agora no âmbito de um outro projeto mais vasto, o Point4Pac, que é liderado pelo Instituto de Investigação do Medicamento da Universidade de Lisboa (iMed.ULisboa), com um financiamento global de dois milhões de euros do COMPETE 2020, e cujo objetivo é acelerar o desenvolvimento de tecnologias e terapias inovadoras em cancro.

"O nosso contributo é isolar e fornecer as moléculas de origem marinha para serem avaliadas na sua ação antitumoral", esclarece o investigador do MARE-Politécnico de Leiria. E há ainda muito para estudar e testar. Desenvolver novas terapias e medicamentos é sempre trabalho para uma década, ou mais.

"Neste momento estamos a tentar compreender em detalhe como os compostos atuam, avaliando vários tipos de cancro e de células tumorais", explica Celso Alves. O caminho ainda é longo e nada está ganho à partida.

"É preciso perceber se o efeito destes compostos marinhos é superior ao de outros medicamentos já existentes. Se não for, acabará por não valer a pena produzir um novo fármaco a partir deles", diz o investigador.

Outra possibilidade é a de eles potenciarem o efeito terapêutico de fármacos já existentes em cancro. "Essa é outra das hipóteses que vamos analisar, e se houver bons resultados poderemos avançar para estudos mais complexos em modelo animal", estima.

Seja o que for que aconteça, estes são já conhecimentos novos sobre os recursos marinhos da costa portuguesa. E, nesse sentido, constituem uma base de partida para trabalhos futuros, na eventual busca de soluções para outros problemas em saúde ou em farmacologia.

"Com o nosso trabalho estamos a produzir conhecimento sobre os recursos marinhos da costa portuguesa e as suas potencialidades de aplicação em biotecnologia, algo que está ainda muito pouco explorado no nosso país", diz Celso Alves. E conclui: "Este é um património de conhecimento novo, no qual poderemos, no futuro, procurar respostas e soluções para muitos outros problemas e desafios."

Fonte: Diário de Notícias

Os hábitos alimentares inadequados estão entre os cinco fatores que mais contribuem para a perda de anos de vida saudável dos portugueses, segundo o estudo Global Burden Disease de 2019.

O elevado consumo de carne vermelha, o baixo consumo de cereais integrais e o elevado consumo de sal são, entre esses fatores, os hábitos que mais contribuem para a perda de anos de vida com saúde, de acordo com a análise feita, que integra o relatório anual do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em comunicado enviado à agência Lusa, é referido que o estudo conclui existir uma melhoria da prestação de cuidados nutricionais, em particular ao nível dos cuidados de saúde hospitalares, desde que em 2018 entrou em vigor o despacho que determinou a identificação do risco nutricional a todos os doentes hospitalizados.

"A maioria das unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (68,3%) tem atualmente o rastreio do risco nutricional implementado", sublinha a mesma nota.

O documento pretendeu, além de fazer um diagnóstico da situação epidemiológica, apresentar dados relativos à avaliação dos resultados alcançados por diferentes medidas que foram implementadas pelo PNPAS ao longo dos últimos anos.

Os efeitos da lei que aplica restrições à publicidade alimentar dirigida a menores de 16 anos foi um dos elementos avaliados.

Se os canais infantis já não transmitem publicidade a alimentos, cerca de 10% dos anúncios nos canais de televisão generalistas são alusivos a alimentos e, nesses, a maioria (65,6%) do que é publicitado "não cumpre o perfil nutricional definido pela DGS e 18,6% dos anúncios a alimentos ainda apresentam conteúdo dirigido a crianças", acentua o mesmo comunicado.

O estudo avaliou ainda o impacto da campanha "Comer melhor, uma receita para a vida", realizada em novembro de 2019, que se estima ter chegado a "meio milhão de portugueses" que tiveram contacto com a iniciativa e que compreenderam a mensagem veiculada, acentua a DGS, em comunicado.

Fonte: TSF

 

A ANEBE – Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas continua empenhada em contribuir para encontrar medidas que permitam ao país equilibrar a atividade económica e a promoção da saúde pública. Neste contexto, a ANEBE defende a eliminação da restrição de venda de bebidas alcoólicas a partir das 20h00.

A ANEBE defende a autorização da venda de bebidas alcoólicas no retalho e “off-trade” – lojas, supermercados, entre outras – até aos horários em vigor definidos pelo Governo encerramento dos estabelecimentos comerciais. Esta medida de antecipação da quadra natalícia, permitirá dispersar os clientes por uma janela de tempo mais ampla, em que vigora o período de abertura das lojas, contribuindo para evitar filas e a concentração de pessoas nos estabelecimentos e, portanto, ajudando a evitar contágio.

A ANEBE considera que o racional da aplicação desta medida proibitiva não é significativo durante o Inverno, uma vez que é no contexto do Verão que existe potencialidade de jovens adquirirem bebidas alcoólicas nos supermercados e/ou lojas e predisposição para agrupamentos na rua para esse efeito.

Acresce que a criação de barreiras à compra legal de álcool conduz a uma série de externalidades negativas, como:

  • O ressurgimento de bebidas contrafeitas no mercado com consequências de saúde para os consumidores;
  • O consumo por parte de menores e consumos abusivos sem controlo;
  • Perdas de empregos com efeito dominó em toda a cadeia de valor do sector;
  • Menor arrecadação fiscal pelo Estado, através dos impostos de consumo, numa altura que os governos lutam para dilatar os seus orçamentos e criam pacotes de estímulo às economias.

A acumulação de perdas históricas de todo o sector das bebidas alcoólicas durante a crise pandémica, a crise no turismo e de confiança dos consumidores, bem como as restrições nos pontos de venda no Canal Horeca (especialmente, bares e discotecas) ameaçam toda a cadeia de valor, pelo que é necessário ter em consideração os impactos negativos no sector. Esta medida, que concilia a atividade económica e o primado da saúde pública, seria um importante sinal para o sector e para os consumidores, sobretudo na Quadra Natalícia que agora se aproxima.

Minimizar o impacto da pandemia

João Vargas, secretário-geral da ANEBE, refere que “todo o sector das bebidas alcoólicas anseia por medidas que minimizem os impactos da pandemia”. Por isso, em consonância com o espírito colaborativo que norteia a sua atuação, a ANEBE apresentou junto do Ministério da Economia uma medida alternativa caso não seja possível inverter a determinação de proibição da venda de bebidas alcoólicas após as 20h00.

A ANEBE propôs que a proibição da venda de bebidas alcoólicas a partir das 20h00 apenas se aplique quando não se verificar a aquisição de um valor mínimo de alimentos sólidos, não aperitivos, num valor mínimo de despesa na loja de 25 euros. Esta é uma forma de evitar a aquisição de bebidas apenas para consumo de rua e permite conciliar a atividade económica com o controlo da pandemia”, acrescenta.

A ANEBE reafirma sempre que o consumo de bebidas alcoólicas em excesso é uma das maiores preocupações e prioridades de ação e de toda a indústria das bebidas espirituosas e defende que a aplicação de normas e a avaliação dos seus impactos, como forma de prevenção e fomento da saúde pública, devem ser desenvolvidas em ambiente de cooperação entre o poder político e as autoridades de saúde e as associações e movimentos do sector.

Fonte: Grande Consumo

A Dieta Mediterrânica representa um modelo alimentar promotor da saúde, importante na prevenção de diversas doenças crónicas muito prevalentes na população portuguesa. Neste sentido é prioritário que a população o conheça e que tenha uma elevada adesão a este padrão alimentar.  

Para se conhecer em que medida a população portuguesa conhece e adere à Dieta Mediterrânica a Direção-Geral da Saúde promoveu um estudo observacional com uma amostra da população de 1000 inquiridos residentes em Portugal, com mais de 16 anos de idade e a recolha de dados decorreu durante o período de 1 a 17 de setembro de 2020.

Relativamente à notoriedade da Dieta Mediterrânica, 62% dos inquiridos dizem já ter ouvido falar em Dieta Mediterrânica e destes, 80% dizem saber o que é a Dieta Mediterrânica. Para os inquiridos as principais características da Dieta Mediterrânica são a “confeção de alimentos com azeite” (77%), o “consumo elevado de fruta e hortícolas frescos” (68%) e um “maior consumo de peixe do que de carne” (41%).

Apesar deste conhecimento, apenas 26% da população portuguesa apresenta uma elevada adesão à dieta mediterrânica, sendo que a maioria da população tem um consumo de leguminosas, hortícola, fruta e frutos secos oleaginosos abaixo do desejável.

De sublinhar que a elevada adesão a este padrão alimentar parece estar associado às populações com maior escolaridade e rendimento.

Este trabalho lança por isso novas pistas para a salvaguarda deste património nacional, tanto para os profissionais como para o delinear das políticas públicas.

Fonte: DGS

O Parlamento Europeu votou contra a proposta de proibição da utilização de designações associadas à carne, como hambúrgueres ou almôndegas, nas alternativas vegetais.

Não obstante, as designações relativas aos lacticínios continuarão a ser proibidas. Como tal, não se poderá falar de leite de soja, de iogurte vegetal ou de alternativa à manteiga.

De acordo com a ProVeg International, que tinha lançado uma petição contra a proibição, esta manutenção, no que aos lacticínios diz respeito, representa um duro golpe para o sector. “O negócio dos lacticínios vegetais poderá ser penalizado em termos financeiros e com desafios práticos de renomeação, rebranding e remarketing dos produtos e potenciais custos legais elevados. Esta proibição está, ainda, em direta contradição com os objetivos da União Europeia de criar sistemas alimentares mais saudáveis e sustentáveis”.

Fonte: Grande Consumo

Portugal, o oitavo maior produtor de azeite do mundo, deverá ter uma quebra de produção na campanha olivícola de 2020/2021 em relação à anterior e produzir 100 mil toneladas, segundo a uma estimativa da Associação de Olivicultores do Sul (Olivum).

As perspetivas de produção em Portugal na atual campanha, que arrancou em meados deste mês, apontam para 100 mil toneladas de azeite, estimou à agência Lusa o diretor executivo da Olivum, Gonçalo de Almeida Simões.

Trata-se de “um decréscimo de 40 mil toneladas” em relação à campanha de 2019/2020, quando Portugal produziu 140 mil toneladas e “bateu o recorde” de produção nacional de azeite “dos últimos 80 anos”, frisou.

O Alentejo, a região portuguesa que mais azeite produz e representa cerca de 75% da produção nacional, também deverá registar um decréscimo e produzir 75 mil toneladas de azeite na atual campanha, menos 25 mil toneladas do que as 100 mil produzidas na anterior, estimou.

Segundo o responsável, “os números não são uma surpresa para o setor” e o decréscimo esperado na produção de azeite na campanha olivícola de 2020/2021 “é normal”, porque, o olival, sendo uma cultura permanente, “obedece a uma lógica de safra e contra-safra”.

Portugal é o maior produtor de azeite virgem e virgem extra

Apesar do decréscimo na produção de azeite em termos quantitativos, “vai ser uma boa campanha” e “a expetativa, em termos de qualidade, é que 95% do azeite produzido em Portugal continue a ser virgem e virgem extra”.

Portugal é o maior produtor de azeite virgem e virgem extra no mercado mundial, seguindo-se, empatados em segundo lugar, Espanha e Itália, onde “apenas 70%” do azeite produzido é virgem e virgem extra.

Segundo Gonçalo de Almeida Simões, o “dado positivo” na campanha olivícola de 2020/2021 é que as previsões apontam para um “aumento de 7% no consumo de azeite a nível mundial, o que se traduz numa inversão da tendência dos últimos anos”.

De acordo com a Olivum, atualmente, Portugal, a nível mundial, é o sétimo maior produtor de azeitona, o oitavo maior produtor de azeite e nono país com maior área de olival.

"A Olivum lembra que Portugal garante a autossuficiência em azeite desde 2014 e o investimento no setor olivícola permitiu ao país passar de uma produção de 80 mil toneladas naquele ano para 140 mil toneladas em 2019."

As empresas olivícolas que atuam em Portugal são “maioritariamente portuguesas” e o setor conseguiu atrair investimento estrangeiro e de vários países, como Espanha, Inglaterra, Chile, Arábia Saudita, Suíça e Dinamarca.

Atualmente, a Olivum, que diz ser “a maior associação de olivicultores e lagares” de Portugal, tem 100 associados, os quais representam 300 explorações, que ocupam 40 mil hectares de olival, a maioria no Alentejo, mas também alguns no Ribatejo, e 10 lagares.

Fonte:Hipersuper

Foram identificados em setembro de 2020, e notificados através do sistema de Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), níveis muito elevados de óxido de etileno no que respeita a determinados lotes de sementes de sésamo originários ou expedidos da Índia e que entraram na União. Esses níveis são mais de 1 000 vezes superiores ao limite máximo de resíduos de 0,05 mg/kg aplicável ao óxido de etileno, em conformidade com o Regulamento (CE) n. 396/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho.

Esta contaminação constitui um risco grave para a saúde humana uma vez que o óxido de etileno está classificado como mutagénico da categoria 1B, cancerígeno da categoria 1B e tóxico para a reprodução da categoria 1B, em conformidade com o Regulamento (CE) n. 1272/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho. Este também não está aprovado para utilização em produtos fitofarmacêuticos na União.

Nesse sentido foi adotado o Regulamento n. 2020/1540 onde se determinam condições especiais para importação de sementes de sésamo provenientes da Índia face ao risco da presença de resíduos de pesticidas, designadamente:

  • Todas as remessas deve ser acompanhadas boletim analítico e certificado oficial emitido pela Autoridade Competente da Índia que ateste que os produtos foram sujeitos a amostragem e análise com vista a monitorizar os resíduos de pesticidas no interior/à superfície de produtos de origem vegetal e que todos os resultados da amostragem e da análise estão em conformidade com a legislação da União em matéria de limites máximos de resíduos de pesticidas. 

  • Pelo menos 50% das remessas são sujeitas, nos Postos de Controlo Fronteiriços, a controlos físico e de identidade para detetar a presença de resíduos de pesticidas.

Fonte: DGAV

No seguimento do alerta, emitido pelo Ministério da Agricultura, no passado dia 31 de agosto, relativo ao envio, por via postal, de pequenos pacotes de sementes, não solicitados, provenientes de países asiáticos, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (GDAV) informa do seguinte:

Até ao momento foram entregues à DGAV 81 pacotes de sementes recebidos por várias pessoas em território nacional;

Além da China e Malásia, algumas das embalagens indicam como país de origem Malta e República Checa, situação que está a ser averiguada pelas entidades competentes destes países;

As sementes já identificadas incluem 29 espécies de plantas distintas, incluindo espécies exóticas e algumas de importação proibida, com elevado risco fitossanitário, como é o caso de sementes de citrinos;

As sementes foram analisadas no Laboratório de Ensaio de Sementes da DGAV, tendo-se verificado que a grande maioria apresenta poder germinativo superior a 75%.

Apesar desta situação estar a ser acompanhada por diversas entidades nacionais e comunitárias, no sentido de se impedir a entrada destes pacotes no território nacional e comunitário, voltamos a apelar a todos os que recebam embalagens de sementes não solicitadas, que não as semeiem nem as coloquem no lixo.

Pede-se, assim, que as mesmas sejam entregues num serviço regional da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, numa Direção Regional de Agricultura e Pescas ou entregues à PSP ou GNR. Caso não seja possível a entrega em mãos, agradece-se que estas sementes sejam enviadas, com a embalagem original, incluindo a etiqueta de expedição, para a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV, Campo Grande 50 - 1700-093 Lisboa)

Apresentamos em anexo algumas imagens de pacotes recebidos.

Fonte: DGAV