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Numa noite em que a cidade estava concentrada na receção ao caloiro, a ASAE entrou em quase 90 estabelecimentos. A falta de higiene é a causa maior dos processos de contraordenação levantados em quase metade dos casos.

"Vamos à procura de várias coisas. A venda de álcool a menores é só uma delas". O desabafo de um dos inspetores da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) a caminho da Praça Rodrigues Lobo, em Leiria, ficou por isso mesmo. Era sexta-feira à noite, dia habitual de muita gente na rua pela noite dentro, mas a festa da receção ao caloiro na periferia da cidade acabou por esvaziar a tão comum infração, pelo menos naquele local.

Sobraram outras: 40 processos de contraordenação pela falta de requisitos de higiene, falta de manutenção de HACCP, falta de afixação de preços, falta de declaração prévia, falta de requisitos em alojamento local. E sim, algumas das 13 brigadas que passaram Leiria a pente fino também foram à festa dos estudantes, onde aproveitaram para fiscalizar as roulottes de venda ambulante. E aí havia venda de álcool a menores, irregularidades relacionadas com a rotulagem de géneros alimentícios, falta de dísticos obrigatórios. Ao final da noite, a lista de infrações ainda era completada com a falta de manutenção de extintores, exposição em montra de artigos pornográficos e outras falhas.

A ASAE apelidou a operação de "Brisa do Lis", o doce regional que a cidade tanto comercializa, e faz algum sentido. Afinal, entre os 90 operadores económicos fiscalizados (dos quais resultaram 40 autos de contra ordenação), havia também pastelarias. Uma delas não se livrou da penalização maior: a suspensão parcial da unidade de fabrico e armazenamento, por falta de requisitos de higiene. A acompanhá-la, na lista dos autos, ficou também um dos restaurantes do Leiria Shopping, que até refazer as condições de confeção e armazenamento vai manter-se fechado.

Mas a operação rendeu mais do que isso à ASAE. Foram apreendidas 2 máquinas utilizadas para a prática de jogo ilícito (num valor aproximado de € 7.000 e € 47,50 em numerário) e 125 Kg de géneros alimentícios (carne, fruta e produtos hortícolas). Para lá das coimas que daí advêm, foi ainda instaurado um processo-crime por usurpação de direitos de autor e aproveitamento de obra contrafeita. Depois houve os bons exemplos, que não fazem história nos registos da ASAE. E é por isso que o Inspetor-Geral, Pedro Portugal Gaspar, insiste na ideia que considera "uma revolução mental: num estabelecimento com boas condições ficar um selo de verificação pela positiva. Isso mudaria a lógica mental da inspeção que é não ser só punitiva, mas estimular o lado positivo", como afirmou ao DN no decorrer da operação, que acompanhámos pela noite dentro.

Hostel novo, hostel velho

A cidade estava quase deserta e por isso o frenesim habitual de sexta-feira quedava-se nos restaurantes da Praça Rodrigues Lobo e nos bares circundantes. Tudo tranquilo. Foi assim também, sem grande alarido, a operação Brisa do Lis, que só num ou noutro caso encontrou gerentes nervosos e pouco colaborantes.

A contrastar, os que nem se importaram de abrir a porta ao DN, e encararam a fiscalização como oportunidade de melhoria e crescimento. É verdade que para lá da cortina invisível da cozinha se esconde muitas vezes um mundo de dimensões reduzidas e falta de condições de higiene. Na Praça, aconteceu apenas um caso. O que os inspetores encontraram foi sobretudo rapazes e raparigas novos, ao leme dos bares e restaurantes, aturdidos com a inspeção e de telefone em riste, para os patrões ausentes. "Nada de especial", comentava uma inspetora, à saída. De resto, as mulheres representam a maioria do quadro efetivo da ASAE, embora na operação de Leiria estivessem em menor número.

A fiscalização esteve a cargo da Unidade Regional do Centro, que integra os serviços de Coimbra, Tondela e Castelo Branco. Muitos já conheciam parte dos locais que agora foram alvo da operação. E por isso "foi interessante verificar que isto resulta, que a maioria retificou as falhas que na altura detetámos", como haveria de sublinhar o Inspetor-Geral.

Mas não há nenhum proprietário ou gerente de bar que solte aplausos quando vê entrar pelo estabelecimento dentro uma brigada da ASAE. No Atlas, o hostel que se tornou o bar da moda na noite de Leiria, Hugo Domingues foi o exemplo da descontração, ainda assim. Os inspetores só não puderam visitar os quartos, porque estavam "todos ocupados, e a esta hora não vamos incomodar as pessoas", como sublinhava o responsável. Dezenas de pessoas continuaram no piso de baixo a saborear cocktails e outras especialidades, à margem da operação que decorria. No final, ficaram algumas indicações de retificação, como a substituição do piso ou a melhoria das condições na cozinha coletiva. Luís Marques, que divide com Hugo a gerência, disse ao DN que "não deixa de ser stressante, receber de repente uma visita dessas sobretudo quando temos a casa cheia e numa altura em que estamos em obras". Mas a dupla encarou a operação como "uma forma de melhorar".

Dali a brigada seguiu para o mais recente hostel da cidade, o La Palma, a 150 metros, que saiu igualdade da veia empreendedora de Hugo e Luís. Um contraste gigante, para conceitos completamente diferentes. A recuperação do edifício histórico e o cuidado com que encontraram aquele alojamento local deixou os inspetores positivamente impressionados. De resto, é por causa de exemplos como aquele que a ASAE insiste na necessidade da criação do tal selo que distinga os casos positivos.

A evolução das roulottes

À mesma hora um grupo de brigadas atuava nas redondezas, incluindo as roulottes de street food que alimentam a receção ao caloiro. Pedro Portugal Gaspar lembra que essa foi uma área que deu passos de gigante nos últimos anos, cumprindo quase sempre os requisitos. A contrastar, o Inspetor Geral manifesta a sua preocupação com os estabelecimentos de comida em centros comerciais. A ASAE soma autos de contraordenação em vários espaços, proliferam pragas de baratas.

Já passa da uma da manhã quando os inspetores entram na casa de diversão noturna mais conhecida da cidade. O movimento está fraco. Há mais raparigas sentadas ao balcão ou nos sofás em volta da pista de pole dance do que clientes. Ouve-se uma versão de um sucesso brasileiro, o que confirma as suspeitas dos inspetores: "o que acontece muitas vezes nestes casos é que a obra musical é contrafeita, ou estamos perante usurpação de direitos de autor".

A comitiva não se demora muito (deixa apenas a brigada responsável) porque há ainda uma padaria para fiscalizar, na madrugada. E segue pelo IC2, tão bem conhecido dos inspetores. À chegada ao Barracão, na freguesia de Colmeias, os irmãos Simões maldizem a sorte quando a ASAE lhes bate à porta. Afinal, ainda há dois anos ali esteve, levando à suspensão temporária e parcial de uma parte do fabrico. "Fizemos tudo o que nos pediram, como podem ver", aponta Armindo, um dos sócios, que aproveita para mostrar à brigada as obras feitas depois da fiscalização, que ainda estão a pagar. "Foram quase quatro mil euros e isto não está fácil", conclui. Lá dentro coze-se o pão de mistura que há de abastecer as casas das redondezas daqui a poucas horas. Desta vez os inspetores não têm nada a apontar. Armindo assina o auto de verificação, ainda pergunta se não querem um pãozinho. Não, obrigado. "Então que voltem só daqui a uns 50 anos", sugere o padeiro.

Pedro Portugal Gaspar é o inspetor-Geral da ASAE desde setembro de 2013, e acabou de ver a comissão de serviço renovada por mais cinco anos. Acompanhou toda a operação de Leiria, que começou na tarde de ontem e se prolongou pela madrugada.

"Tentamos não repetir o mesmo agente económico no prazo de um ano, pelo menos, salvo situações em que existam reincidências ou de risco. A fiscalização ordinária ou corrente tem esse princípio de não fustigar os agentes económicos mas sim verificar um controle de mercado", afirma ao DN.

Anualmente a ASAE promove cerca de 40 mil fiscalizações nos diversos setores, entre os grandes centros urbanos e o meio rural, de acordo com o quadro de competências, entre a restauração, o alojamento e os estabelecimentos de diversão noturna. O objetivo é só um: "melhorar a prestação do serviço económico e o cumprimento da lei". Nos últimos tempos tem enveredado pela via da sensibilização, promovendo sessões de esclarecimento dos agentes económicos, com as autarquias ou associações empresariais. Ontem, aquela que o DN acompanhou foi a fiscalização "clássica, pura e dura", como afirma Pedro Gaspar. E 13 anos depois da criação da ASAE (comemorados na semana passada) a taxa global média de incumprimento - de todas as atividades - diminuiu bastante. Situava-se acima dos 25% nos primeiros anos. Nos últimos três anos está nos 18%.

O desafio de acompanhar o negócio digital

Pedro Gaspar acredita que "há setores que ainda estão acima desses 18%. A restauração apresenta por vezes uma situação de incumprimento superior". Mas aí registam-se sempre dois tipos de infrações. As mais ligeiras, como a falta do livro de reclamações, de dístico de aviso ao consumidor; e as que apresentam mais gravidade, relacionadas sobretudo com a higiene das cozinhas, o que em casos extremos leva à suspensão da atividade. Essa é, de resto, a penalização máxima. Aconteceu duas vezes, na última madrugada.

"Não tenho dúvidas nenhumas que há um crescente nível de cumprimento em todos os setores que a ASAE fiscaliza, e que são muitos: ginásios, restauração, alojamento, funerárias, é uma vastidão grande", sublinha o Inspetor-Geral.

A restauração continua a ser a área em que mais autos de contra ordenação são levantados. O Inspetor-Geral utiliza até uma comparação simples, para explicar a incidência: "veja nas nossas casas, se não arrumamos logo a cozinha. Num restaurante, se não houver um acompanhamento constante, uma cozinha que serve 50 ou 100 refeições depressa se transforma num local onde parece não haver qualquer higiene. Daí a importância desse cuidado contínuo e permanente".

Já o alojamento, por exemplo, não tem uma dinâmica tão "massacrante", como costuma dizer. Mas o fenómeno do alojamento local levanta agora outras questões à ASAE.

A operação "Brisa do Lis" centrou-se no retalho, no comércio testado pelo consumidor final. Mas a montante há um trabalho que é feito nas indústrias, no transporte, ao longo de toda a cadeia. Pedro Portugal Gaspar acredita que o panorama português é muito satisfatório, sobretudo quando comparado com muitos países europeus. "Qualquer pessoa que viaje um pouco pela Europa tem essa noção, e faz uma comparação entre os nossos estabelecimentos e os outros".

E no futuro? "O ideal seria haver nível de incumprimento zero. Como na sinistralidade rodoviária, em que se premeia o condutor com pontos". De resto, Pedro Gaspar fala de outra preocupação, que estará a ser corrigida em projeto na lei-quadro das contraordenações: "Constatei alguma desproporção no que respeita às coimas. Desde a venda de tabaco a menores, cuja coima pode chegar aos 30 mil euros, ou situações de falta de higiene com coimas muito mais baixas". De resto, o grande objetivo é conseguir que o cidadão e o agente económico "olhem para a ASAE como um aliado e não como o polícia mau".

Fonte: Diário de Notícias

Como reduzir o consumo de açúcar?

  • Monday, 12 November 2018 11:00

A OMS indicou que o açúcar não deve contribuir com mais de 10% das calorias diárias. Saiba como reduzir o consumo deste ingrediente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma nova recomendação sobre o consumo de produtos livres de açúcar, alertando que estes contém um aumento na quantidade calórica, por isso que aconselham o consumo de outros produtos com calorias mais adequadas.

Nesta recomendação, a OMS indicou, que o açúcar não deve contribuir com mais de 10% das calorias diárias (tanto em crianças como em adultos). Ou seja, numa dieta de 2 mil calorias, seriam cerca de 50 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de 12 colheres de chá de café. No caso das crianças, o consumo não deve exceder as 37 gramas numa dieta de 1.750 calorias.

O que são os produtos livres de açúcares?

A OMS indica que são monossacarídeos (como glicose e frutose) e dissacarídeos (como sacarose ou açúcar de mesa) e que acrescem aos açúcares naturalmente presentes no mel, xaropes e frutas e sumos à base de concentrado, explica Elena Gascón Villacampa, presidente do Grupo Oficial de Nutricionistas em Espanha.

Consequências

Apesar do açúcar cumprir algumas funções importantes no nosso corpo, como a ativação da energia essencial para atividades diárias, é essencial conhecer os efeitos negativos que o excesso de glicose pode ter no corpo.

* Aumento de peso, ou obesidade, que pode resultar em hipertensão, diabetes, colesterol alto, entre outros problemas cardiovasculares;

* Cáries dentárias, pois as bactérias da boca são alimentadas por açúcares que se transformam em ácido e que podem danificar o esmalte;

* Fome descontrolada. O consumo diário de açúcares implica que se cria uma resistência à leptina, ou seja, a resitência a um agente que controla a sensação de fome.

* Insuficiência renal crónica, se seguir uma dieta de açucares em excesso, eventualmente, vai começar a detectar a presença de albumina na urina. Isto indica-nos que o rim está a produzir falhas.

* Vício ou dependência.

Por onde começar?

* Faça uma redução progressiva do açúcar, invés de optar por uma redução repentina, de modo a que o seu paladar fique acostumado à mudança;

* Reduzir a adição de açúcar em iogurtes e bebidas (cafés e chás);

* Redução de consumo de doces, pastéis, bolos e milkshakes;

* Esteja atento aos rótulos dos produtos e aos ingredietes que integram. É aconselhado evitar aspartamo, glucitol, acessulfame K ou xarope de glucose e frutose.

Como substituir o uso de açúcar?

* Frutas secas e/ou frescas são uma boa alternativa para usar na culinária devido aos açucares naturais, fibras, vitaminas e minerais.

* Use especiarias e sementes, como noz-moscada e canela, que tenham um sabor levemente adocicado e possam ser usadas para bebidas como café, chá ou leite.

* As bebidas vegetais de coco e a amêndoa, proporcionam uma leve doçura;

* O óleo de coco também tem um leve sabor açucarado que é transferido para o alimento em que é cozido. Pode ser usado para substituir outros óleos e manteiga.

Fonte: ANILACT

A Comissão Europeia publicou o 7.º suplemento à 36.ª edição integral - Comunicação 2018/C 393/01. O Catálogo comum de variedades de espécies agrícolas, que integra as modificações que “foi necessário aditar para ter em conta as informações que a Comissão recebeu dos Estados-membros”.

O período coberto por este suplemento termina em 7 de Setembro de 2018.

As espécies

A lista das espécies de plantas agrícolas abrangidas no documento dedica-se a culturas como as da beterraba, plantas forrageiras, plantas oleaginosas e fibrosas, cereais e batatas.

Fonte: Agroportal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) procedeu à "apreensão de 2.370 quilogramas de queijo que se encontravam prontos para ser comercializados como sendo DOP 'Serra da Estrela'", informou aquela entidade, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

A apreensão foi efetuada, através da brigada especializada das indústrias da Unidade Regional do Centro da ASAE, no âmbito de uma "ação inspetiva a uma queijaria, no concelho de Seia, no âmbito das suas competências de fiscalização de segurança alimentar e económica", adianta aquele organismo.

No âmbito da mesma operação, também foram apreendidos "500 quilogramas de queijo de ovelha curado".

O queijo apreendido (classificado com DOP 'Serra da Estrela' e de ovelha curado), no total de 2.870 quilogramas, representa um valor estimado em 40.985 euros, refere a ASAE.

Esta ação inspetiva "visou apurar o modo como os queijos eram produzidos naquela unidade industrial, centrando-se a atuação da ASAE na matéria-prima utilizada (leite), bem como nos restantes requisitos técnicos necessários à certificação e utilização" da denominação de origem protegida 'Queijo Serra da Estrela', explica o organismo.

A utilização indevida da menção 'Serra da Estrela' nos queijos não certificados, "além de induzir em erro o consumidor quanto à genuinidade e proveniência do produto, constitui uma concorrência desleal entre os operadores", acrescenta.

Os queijos existentes na unidade industrial inspecionada "não se encontravam adequadamente identificados, por forma a facilitar a sua rastreabilidade, através de informação cabal que permitisse detetar a origem da matéria-prima (leite) e de seguir o rasto do produto final", afirma ainda a ASAE, indicando que a fábrica não colocou à sua disposição "os sistemas e procedimentos que permitissem efetuar tal rastreabilidade".

Além de ter apreendido o queijo, a ASAE procedeu à "colheita de amostras de queijo e de requeijão que se destinavam a ser comercializado com a denominação de origem protegida 'Serra da Estrela' por forma a garantir a segurança alimentar do produto final e consequentemente a saúde pública dos respetivos consumidores".

Fonte: SIC Notícias

Bases de dados que ajudem os agricultores contra os efeitos das alterações climáticas ou sistemas operativos que contornem uma ineficiente distribuição dos alimentos foram algumas das soluções avançadas esta terça-feira na Web Summit para o futuro da alimentação no mundo.

Sob o mote "Feed the world. Make it a better place" ("Alimentar o mundo. Torná-lo num lugar melhor", na tradução em português), especialistas internacionais reuniram-se num dos palcos da Web Summit e confirmaram perante uma plateia cheia que a capacidade de a humanidade se alimentar no presente e no futuro apresenta-se como um dos grandes desafios mundiais.

E fizeram questão de recordar que atualmente há cerca de 821 milhões de pessoas no mundo a passar fome, número que aumentou pelo terceiro ano consecutivo.

A explosão da população mundial (segundo as antevisões da ONU deverá atingir os 9,8 mil milhões em 2050), a crescente urbanização (população em áreas urbanas vai atingir os 2,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo em 2050), as alterações climáticas e o desperdício alimentar foram alguns dos vários problemas identificados sobre esta temática por Christiana Figueres, uma diplomata costa-riquenha que chefiou as negociações para o Acordo de Paris sobre o clima, aprovado sob os auspícios da ONU na capital francesa em dezembro de 2015.

Para Christiana Figueres, a comunidade tecnológica poderá desempenhar um papel importante na abordagem deste desafio, nomeadamente através da criação de sistemas operativos que contornem a ineficácia observada atualmente na oferta, na procura e na distribuição dos alimentos.

Mas a diplomata, uma vegetariana convicta, também confrontou a plateia com ideias que classificou como mais provocatórias para conseguir uma agricultura mais sustentável (com mais áreas de cultivo e menos áreas de pasto) e uma alimentação mais responsável.

Entre elas, a hipótese de os restaurantes adotarem as regras aplicadas atualmente aos fumadores às pessoas que desejem consumir carne.

"Se querem comer carne têm de ir para uma zona exterior", afirmou Christiana Figueres, que também propôs, entre outras ideias, a produção de fertilizantes orgânicos através de desperdícios alimentares.

Para o diretor de Inovação e Gestão de Mudança do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, Robert Opp, a criação de base de dados, produtos e sistemas que ajudem os agricultores a antever e a contornar os efeitos das alterações climáticas podem ser uma grande mais valia para os anos futuros. Por exemplo, sistemas que consigam analisar os ciclos das chuvas ou a sua ausência.

A criação de novas tecnologias que ajudem a distribuição dos alimentos, "um grave problema" dos tempos atuais segundo Robert Opp, ou que permitam uma relação mais direta entre os agricultores e o mercado também foram referidos pelo representante da organização com sede em Roma.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo Web Summit nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa, devendo permanecer na capital portuguesa até 2028.

Segundo a organização, nesta terceira edição do evento em Portugal, participam cerca de 70 mil pessoas de mais de 170 países.

Fonte: TSF

A Google está a trabalhar numa nova funcionalidade que será útil para todos os amantes de boa comida. Sobretudo para quem alguma vez teve o azar de passar por uma intoxicação alimentar depois de experimentar um novo restaurante.

Em colaboração com a Universidade de Harvard, a Google desenvolveu um modelo de ‘machine learning’ capaz de identificar quais os restaurantes com a probabilidade mais alta de lhe dar uma intoxicação alimentar. Diz o Engadget que, para chegar a este modelo, os investigadores cruzaram termos como ‘dor de barriga’ ou ‘diarreia’ presentes em pesquisas e cruzaram-nos com historiais de localização.

Uma vez criado o modelo, inspetores de saúde visitaram os restaurantes em Las Vegas e Chicago que haviam sido indicados pela Google e verificaram uma precisão de 52,3%, acima das inspeções de rotina que têm apenas uma precisão de 22,7%. A ideia é que este software venha a servir para os inspetores de saúde conseguirem manter um controlo mais apertado.

Fonte: Notícias ao Minuto

A DGAV informa que foi feita a atualização das Zonas Demarcadas para Epitrix, divulgada através do Ofício Circular n.º 44/2018.

Esta atualização tem implicações imediatas nos movimentos de batata para fora das novas zonas demarcadas com destino a zonas isentas do inseto, aplicando-se as medidas de emergência fitossanitárias da legislação em vigor.

Fonte: DGAV

Desconhecidas para a maioria dos consumidores e também para muitos profissionais de saúde, as castanhas são um verdadeiro tesouro do ponto de vista nutricional.

Dez castanhas assadas (84g) fornecem apenas 2g de gordura mas 17% da quantidade de fibra necessária diariamente e estão isentas de glutén, podendo substituir os cereais com glúten, fornecendo energia de qualidade para os doentes celíacos, por exemplo.

É uma fonte de nutrientes, nomeadamente vitaminas, minerais e compostos químicos protetores das células. Das vitaminas presentes na castanha é de realçar a vitamina C, vitamina B6 e ácido fólico. Quanto aos minerais, a castanha fornece cálcio, ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, cobre, manganésio e selénio. Possui ainda diferentes fitoquímicos, nomeadamente, luteína e zeaxantina, e diversos compostos fenólicos que são importantes antioxidantes e protetores celulares.

A castanha é constituída maioritariamente por hidratos de carbono, dos quais se destacam quantidades apreciáveis de amiloses e amilopectinas. Estes polissacarídeos permitem o desenvolvimento da flora intestinal e a produção de ácidos gordos de cadeia curta. Para além disso, as substâncias indigeríveis (fibra) estimulam a presença de bactérias probióticas (Bifidobacterium e Lactobacillus) benéficas no intestino, contribuindo também para a regulação dos níveis de colesterol e da resposta de insulina. Quando comparada com frutos secos, a castanha apresenta menor teor calórico, uma vez que é pobre em gordura (e a gordura que contém é essencialmente polinsaturada) e não contém colesterol.

É um alimento muito versátil, em termos de confeção, podendo comer-se cozida com erva-doce, assada, como acompanhamento de pratos, substituindo o arroz, a massa ou a batata, na base de sopas ou na confeção de apetitosas sobremesas e bolos.

Fonte: Nutrimento

Manual de Boas Práticas Bem-Estar em Ovinos

  • Thursday, 08 November 2018 11:09

A União de Cooperativas de Agrupamentos de Defesa Sanitária de Entre Douro e Minho (UCADESA) elaborou, em colaboração com a UTAD e a DGAV, um manual de boas práticas em Bem-Estar Animal, orientado para a espécie ovina.

Pretende-se que o mesmo possa contribuir para a sensibilização e aplicação de boas práticas na produção de ovinos, sendo uma ferramenta útil para técnicos, produtores, tratadores e transportadores de animais desta espécie.

Fonte: DGAV

O outono e o frio chegaram em força. E com eles um ótimo período para muitas famílias portuguesas, uma vez que agora reintroduzem a sopa na dieta alimentar. O verão é propício a refeições mais leves e frescas, e a sopa, fundamental para miúdos e graúdos, acaba por ser ingerida poucas vezes ou quase nunca.

Por isso, bem-vindo outono, bem-vindo frio!

A sopa é um alimento muito interessante sob o ponto de vista nutricional, em qualquer estado e em qualquer idade. É ainda fundamental num regime de perda de peso por ser baixo em calorias, mas muito rico em nutrientes – tem uma elevada densidade nutricional.

E, claro, não há sopa como a nossa, como a portuguesa. Aliás, é um dos alimentos que os portugueses a viver fora do país sentem mais falta.

A sua qualidade nutricional é inegável, fundamentalmente por ser rica em vitaminas, minerais, fibra, antioxidantes e água. Se for enriquecida com leguminosas (feijão, grão, lentilhas) pode ser ainda uma fonte interessante de ferro, cálcio e fósforo, por exemplo.

Existem variadíssimas sopas e não há fórmulas perfeitas, nem erradas. Cada uma tem a sua “alma” gastronómica e todas, desde que bem feitas, serão um alimento que enriquecerá qualquer dieta alimentar. É frequente perguntarem-me qual ou quais as melhores sopas e a minha resposta não varia – qualquer uma! Pode, inclusive, para espanto de muitos, conter batata, apesar de eu preferir o uso de leguminosas como base, principalmente quando ela é o principal da refeição.

No entanto, há dois perigos a ter em consideração. O principal é o sal. A sopa é, segundo alguns estudos, um dos alimentos que mais contribui para ingestão de sal em excesso. A solução passa pelo uso de ervas aromáticas ou pelo treino do palato para redução do sal.

O outro cuidado é a adição de gordura. Apesar de lhe poder conferir mais algum sabor, começar a sopa pelo refogado/estrugido dos legumes, mesmo que não implique a adição de mais gordura (azeite), vai inevitavelmente criar um alimento final com um maior teor de gordura saturada. Colocar o azeite “em cru” já depois da sopa finalizada é a melhor solução.

Por isso, não se esqueça: enriqueça a sua alimentação com nutrientes reguladores (fundamentais para o normal funcionamento do organismo), nutrientes protetores (importantes nos estados gripais) e água – através da ingestão de sopa – mantendo uma baixa ingestão de sal e preservando, em cru, a melhor gordura, o azeite.

Fonte: Boas Notícias