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A ASAE, através do seu Conselho Científico, informa:

Pode o novo tipo de coronavírus ser transmissível através da Comida?

Resumo:

A crescente preocupação sobre o coronavírus (SARS-CoV-2) e a doença respiratória aguda a ele atribuída (COVID-19), que levou à declaração de pandemia pela OMS, levanta questões e receios sobre a sua transmissão. A contaminação através da comida e de outros objetos de uso comum (como telemóveis) são algumas dessas preocupações. Tomando em consideração todos os estudos científicos levados a cabo até ao momento, não existe evidência de qualquer tipo de contaminação através da ingestão de comida cozinhada ou crua. Contudo, e aplicando o princípio da precaução, o reforço das medidas de higiene e limpeza é altamente aconselhado porque as boas práticas reduzem claramente a concentração de vírus e diminuem eficazmente a probabilidade de contaminação.

ASAE, com a colaboração do seu Conselho Científico, pretende, com esta nota informativa, responder de forma breve a algumas questões:

1. O que é o coronavírus e o que se sabe sobre a sua transmissão?
2. Existe probabilidade da sua transmissão através da comida?
3. O que devemos fazer (profissionais e não profissionais) para prevenir a contaminação?

Os coronavírus são comuns e a vulgar constipação pertence a esse grupo. No entanto, o novo coronavírus (SARS-CoV-2), apesar de causar sintomas semelhantes aos da gripe, tem uma gravidade superior, dado que pode ter efeitos muito mais negativos para a saúde. Apesar de todos os aspetos dos mecanismos de transmissão deste vírus em concreto ainda não estarem completamente determinados e esclarecidos, é já muito o conhecimento existente para os vírus deste tipo. Assim, sabemos que para este e para os outros vírus que têm como alvo o sistema respiratório, a via fundamental de transmissão são as gotículas emitidas pelos infetados e depois inaladas pelos outros (infeção por contato direto), ou através de contato com objetos contaminados (infeção por contato indireto) essencialmente através das mãos (que em média são levadas à cara mais de 20 vezes por hora).

Apesar da adaptação deste vírus aos humanos ser muito recente, existe já uma considerável produção científica num curto espaço de tempo. Tanto nesta como na investigação anterior sobre os outros coronavírus, não existe nenhum tipo de evidência sobre a possibilidade de infeções devido à ingestão de comida. Isto é verdadeiro, tanto em relação ao SARS-CoV como em relação ao chamado Síndrome Respiratório do Médio Oriente (MERS-CoV), como relativamente ao que se estudou sobre este coronavírus: não existe qualquer evidência sobre a contaminação através da ingestão da comida.

As possíveis explicações estarão relacionadas com a baixa estabilidade deste tipo de vírus no ambiente (ou seja, o período em que existe a probabilidade de contaminação ser curto) bem como o fato de ter que haver uma concentração relativamente alta para que a contaminação tenha viabilidade.

Mas o que se conhece, com segurança, é a comprovada eficiência dos procedimentos de limpeza das superfícies para a redução das populações de vírus e a eliminação da viabilidade de contaminação.

A este respeito, para evitar a propagação do novo coronavírus, a Direção-Geral da Saúde recomenda:

- Evite tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos;
- Limpar e desinfetar com frequência objetos e superfícies de contacto em sua casa e no seu local de trabalho e evitar partilhar comida ou objetos;
- Quando espirrar ou tossir, tape o nariz e a boca com o braço ou com um lenço de papel que deverá ser colocado imediatamente no lixo;
- Quando estiver com outras pessoas, proteja-se e mantenha uma distância de pelo menos 1metro.

Especificamente no que se refere à preparação, confeção e consumo de alimentos, devem reforçar-se as medidas de higiene que já antes da pandemia eram recomendadas:

- Lavagem prolongada das mãos seguida de secagem apropriada evitando a contaminação cruzada (por exemplo fechar a torneira com uma toalha de papel ao invés da mão que a abriu enquanto suja);
- Desinfeção apropriada das bancadas de trabalho e das mesas com produtos apropriados;
- Evitar a contaminação entre comida crua e cozinhada;
- Cozinhar e “empratar” a comida a temperaturas apropriadas e lavar adequadamente os alimentos crus;
- Evitar partilhar comida ou objetos entre pessoas durante a sua preparação, confeção e Consumo.

Em resumo, não há evidência de que o novo tipo de coronavírus possa ser transmissível através da ingestão de comida, mas devem ser mantidas e reforçadas as medidas de prevenção de higiene pessoal e da cozinha seja em casa ou em contexto profissional.

Fonte: ASAE

 

Em comunicado, o Ministério da Defesa informou que aprovou ensaios clínicos em humanos de uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Academia Militar de Ciências.

A vacina foi desenvolvida pela equipa liderada pelo epidemiologista Chen Wei.

Várias instituições chinesas anunciaram hoje o lançamento de ensaios clínicos em abril, para testar a eficácia de várias vacinas contra o vírus.

De acordo com o Ministério da Educação do país, está em desenvolvimento uma vacina baseada nos vetores da gripe que está em fase de testes em animais e cujos ensaios clínicos arrancarão em abril com a participação das universidades de Pequim, Tsinghua e Xiamen, bem como outras instituições de investigação, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

Por outro lado, o vice-diretor da Comissão Municipal de Saúde de Xangai, Yi Chengdong, afirmou que os cientistas chineses desenvolveram uma vacina usando a plataforma genética chamada "mRNA" (RNA mensageiro), que entrará em ensaios clínicos também em abril.
Yi disse que foi desenvolvida com base em proteínas virais derivadas das proteínas estruturais de um vírus.

Entretanto, três novos produtos usados em testes de diagnóstico para detetar o novo coronavírus foram clinicamente aprovados e aplicados em Xangai, disse hoje Zhang Quan, diretor da Comissão de Ciência e Tecnologia da cidade.

Até o momento, pelo menos 3.326 pessoas morreram de Covid-19 na China entre as 80.881 contagiadas registadas desde o início da epidemia.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Fonte: Jornal de Notícias

 

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) vai implementar o transporte de amostras para análise e o envio de selos de garantia via CTT como medidas de prevenção contra o novo coronavírus.

Em comunicado, a comissão explicou que este serviço visa facilitar os procedimentos, normalmente feitos ao balcão, e evitar os contactos diretos.

Quanto ao transporte de amostras para análise, o produtor prepara as amostras, solicita a recolha no 'site' da CVRVV e um estafeta desloca-se à quinta, recolhe a amostra e entrega-a no laboratório no dia seguinte, sublinhou.

Já sobre o envio de selos de garantia, a comissão referiu que uma vez concluído com sucesso o processo de certificação, os selos para o engarrafamento são enviados diretamente para a adega do produtor em 24 horas.

Na nota, a CVRVV, entidade responsável pela certificação e promoção do Vinho Verde, revelou que o laboratório do Porto analisa cerca de 5.000 amostras de vinhos/ano.

“Espalhando-se por 48 concelhos em todo o noroeste do país, a região engarrafa cerca de 70 milhões de litro/ano através de cerca de 500 firmas e cooperativas engarrafadoras”, adiantou.

Fonte: Sapo24

A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que vai criar legislação para promover os produtos reutilizáveis e duradouros na União Europeia (UE) e restringir os de uso único, em áreas como as embalagens, os plásticos, a tecnologia e o têxtil.

No âmbito de um plano de ação para a economia circular, esta quarta-feira divulgado em Bruxelas e que está em linha com o novo Pacto Ecológico Europeu, o executivo comunitário anunciou que pretende “tornar os produtos ‘verdes’ como a norma na UE”, em detrimento dos descartáveis.

Por isso, a Comissão vai “propor legislação para uma Política de Produtos Sustentáveis, visando garantir que os produtos colocados no mercado da UE são projetados para durar mais tempo, são mais fáceis de reutilizar, consertar e reciclar e incorporam o máximo possível de material reciclado em vez de matéria-prima primária”, explicou Bruxelas. Nesta linha, o executivo comunitário pretende também que “o uso único seja restrito, a validade prematura seja reavaliada e que a destruição de bens duráveis não vendidos seja proibida”.

Em causa está, desde logo, o setor da alimentação (no retalho e na restauração, por exemplo), na qual o executivo comunitário quer incentivar à reutilização e à substituição de embalagens e de louças e talheres descartáveis por produtos reutilizáveis. Serão, também, criados novos requisitos obrigatórios para embalagens permitidas na UE. Haverá, ainda, novas regras obrigatórias para o setor do plástico, apelando-se à preferência por plásticos biodegradáveis, produtos de base biológica e microplásticos e conteúdos reciclados.

Os setores da tecnologia e do têxtil não serão esquecidos e, enquanto no primeiro plano Bruxelas quer garantir uma vida útil mais longa dos produtos e melhorar o tratamento dos resíduos, no segundo, o objetivo é impulsionar o mercado da UE para a reutilização de têxteis. Da lista fazem ainda parte o setor das baterias e veículos, que terá um novo quadro regulamentar para melhorar a sua sustentabilidade, e o da construção e edifícios, que terá uma estratégia para a inclusão de princípios de circularidade. Para promover estes produtos mais ‘verdes’, Bruxelas promete criar incentivos na manufatura.

Estas novas leis comunitárias deverão ser apresentadas de forma mais concreta até ao próximo ano, período até ao qual o executivo comunitário quer incorporar nas políticas de produtos e consumidores aquilo que designou como “direito à reparação”, para assegurar a reparabilidade e durabilidade dos bens. A redução do desperdício será outra das batalhas de Bruxelas nesta estratégia para a economia circular.

"O foco será evitar completamente o desperdício e transformá-lo em recursos secundários de alta qualidade”, precisa a instituição liderada por Ursula von der Leyen, adiantando que “a Comissão vai analisar a criação um modelo harmonizado em toda a UE para a recolha seletiva de resíduos e a rotulagem”, bem como apresentar medidas para “minimizar as exportações de resíduos”.

Estimativas de Bruxelas apontam que a economia circular tem benefícios para o meio ambiente, ajudando a UE a alcançar a neutralidade climática até 2050, mas também para a economia, permitindo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da União em 0,5% até 2030 e a criação de 700 mil novos empregos.

Fonte: Observador

Este sábado, a Associação da Indústria Alimentar pelo Frio (ALIF) pediu audiências ao ministro das Finanças, Mário Centeno, e aos grupos parlamentares, para defender o fim da tributação diferenciada de vários produtos alimentares.

De acordo com um comunicado enviado pela ALIF, “a indústria alimentar enviou pedidos de audiências aos grupos parlamentares para que estes considerem – com vista ao Orçamento do Estado de 2021 – o fim de três taxas de IVA diferentes em vigor para os mesmos alimentos”.

Para além dos pedidos aos partidos com representação na Assembleia da República, a ALIF já tinha enviado uma carta ao ministro das Finanças, Mário Centeno, na qual o seu presidente, Manuel Tarré, expõe “que não faz qualquer sentido aplicar a taxa máxima de IVA de 23% aos alimentos congelados e às refeições cozinhadas que os portugueses levam para casa, sobretudo quando estes só pagam 13% de IVA quando as consomem nos restaurantes”.

Para além desta diferença na tributação, a associação presidida pelo também presidente da empresa de ultracongelados Gelpeixe lembra que “o mesmo produto – por exemplo peixe – paga 6% de IVA se for vendido fresco ou congelado no mercado ou no supermercado”.

"Não faz qualquer sentido tributar o mesmo produto como básico, quando é fresco; como produto merecedor de um escalão intermédio, quando é servido num restaurante; e como produto de luxo quando é levado para casa”, defende Manuel Tarré.

Na carta endereçada a Mário Centeno, a associação solicita ao Governo que “não onere nenhum produto alimentar com a taxa máxima de IVA”, defendendo que o faz por “coerência da política fiscal e harmonização com os principais parceiros económicos europeus”, pela “promoção da saúde dos portugueses” e por “benefício para a economia portuguesa, no qual inclui o seu próprio interesse”.

“Este obstáculo criado pela política fiscal ao consumo acessível de certos alimentos — peixe, por exemplo — empobrece a dieta das famílias com menos recursos”, defende a associação empresarial, numa carta datada de 27 de janeiro.

O documento assinado por Manuel Tarré alega ainda que “a aplicação da taxa máxima de IVA a produtos tão básicos como o peixe ou a carne congelada ou pré-cozinhada para levar para casa é fiscalmente regressiva”, já que com a aplicação da taxa intermédia ou mínima “o aumento do seu consumo pela população traduzir-se-á num aumento da receita fiscal”.

Fonte: Observador

ASAE apreende 1102 unidades de alimentos

  • Friday, 06 March 2020 11:12
A ASAE – Autoridade Segurança Alimentar e Económica, no âmbito de uma ação conjunta com a GNR e AT, foram instaurados 4 processos de contraordenação pelas infrações de não indicação do início e fim da modalidade de venda com redução de preços, falta de afixação do aviso de existência de Livro de Reclamações e não tradução para a língua portuguesa da rotulagem, com apreensão de 1.102 unidades de géneros alimentícios, no valor de €3.156, em estabelecimentos de restauração e bebidas e num retalhista, no concelho de Odemira.
 
A ASAE tem por missão a fiscalização e prevenção do cumprimento da legislação reguladora do exercício das atividades económicas, nos setores alimentar e não alimentar, bem como a avaliação e comunicação dos riscos na cadeia alimentar, sendo o organismo nacional de ligação com as suas entidades congéneres, a nível europeu e internacional. 

Fonte: Diário Campanário

 
 
 

Mais de 100 escolas continuam a vender alimentos açucarados, como refrigerantes e chocolates, apesar das recomendações em contrário da Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Direção-Geral da Educação (DGE), que tentam promover “princípios de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde”.

Em 2012, foi criado um documento de orientação sobre a oferta alimentar nos estabelecimentos de ensino, mas muitas escolas parecem estar a ignorar este aviso. Só este ano, já foram registados mais de uma centena de contratos entre escolas públicas e empresas para fornecimento de alimentos que, segundo as entidades, deviam ser evitados. O documento criado pela DGS e pela DGE indicava que alimentos ricos em lípidos e sal, como os enchidos, ou ricos em açúcar, como bolos, refrigerantes, gelados e chocolates, devem ser evitados ou limitados.

Não há “alimentos proibidos”, mas o médico Ricardo Racha-Pacheco, citado pelo DN, sublinha que há “alimentos que devem comer-se com muito baixa frequência”. Um estudo do Conselho Nacional de Saúde (CNS) de 2018 já tinha avançado, segundo o jornal, que a maioria dos estabelecimentos escolares não cumpre a proporção entre produtos a promover e produtos a limitar, sendo que os que cumprem são apenas 1,3%.

Apesar dos vários programas de combate à obesidade nas escolas dinamizados pela DGE e pela DGS, que alertam crianças em escolas de todo o país dos perigos do açúcar e do sal para a saúde e da importância de uma alimentação saudável e variada, a obesidade infantil em Portugal continua a ser das mais altas na Europa: 15,3% das crianças de 8 anos são obesas e 5,4% têm obesidade severa, segundo dados da Childhood Obesity Surveillance Initiative, citada pelo jornal.

Fonte: Observador

A peste suína africana (PSA) é uma doença viral que afeta os suínos domésticos e javalis de qualquer idade. Tem um elevado impacto social, económico e ambiental, devido à elevada mortalidade dos suídeos e aos bloqueios no comércio. O vírus da PSA não representa qualquer perigo para a saúde humana. Também não existe vacina nem tratamento para esta doença.

O último foco de Peste Suína Africana em Portugal foi a 15 de novembro de 1999.
 
A Peste Suína Africana é uma doença de notificação obrigatória, para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), para a União Europeia e a nível nacional.

Os produtores, comerciantes, industriais, transportadores, caçadores, médicos veterinários e de quem lida com os efetivos de suínos e com as populações de javalis devem notificar qualquer ocorrência ou suspeita de PSA bem como aumentos anormais na mortalidade nas populações de javalis (art.º 3.º do Decreto-lei n.º 267/2003 de 25 de outubro), aos serviços regionais e locais da DGAV (ver contactos)

Situação Atual da PSA:

 
Tendo em conta o agravamento da situação epidemiológica da PSA em suínos domésticos e selvagens na Europa e na Ásia maio foi aprovado a 29 de maio o Plano de Ação para a Prevenção da Peste Suína Africana 2019-2021, através do despacho 5608/2019 do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e publicado a 12 de junho (ver esquema).
 
Este plano foi elaborado pela DGAV e ICNF e contém as medidas preventivas contra a PSA. Neste plano as medidas preventivas assentam em 5 eixos entre eles, a campanha de comunicação e sensibilização, o reforço da biossegurança, o reforço da vigilância e deteção precoce, a redução das populações de javalis e gestão das suas densidades e o incremento dos controlos oficiais.


Situação na Europa
O vírus da PSA continua a circular em suínos domésticos e selvagens na União Europeia (UE), na Bélgica, Bulgária, Estónia, Eslováquia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia e na Itália, na ilha da Sardenha. Na Europa fora da UE, outros países terceiros foram afetados como a Ucrânia, a Moldávia e a Federação Russa (parte europeia) e a Republica da Sérvia com focos tanto em suínos domésticos como em selvagens. Disponibilizamos em anexo a distribuição espacial dos focos em 2019 2020 em de Peste Suína Africana na Europa (União Europeia República da Sérvia e Ucrânia) do ano 2019 e uma distribuição espacial dos focos do início do ano 2020 até ao dia 19.02.2020.
A Comissão Europeia (COM) fez publicar a Decisão de execução (UE) n.º 2014/709/EU de 9 de outubro e suas alterações com as medidas de polícia sanitária contra a peste suína africana em determinados estados membros e implementou uma política de regionalização das zonas afetadas com restrições à movimentação de suínos e seus produtos e subprodutos diferenciadas em função do nível de risco (ver mapa da regionalização no portal Comissão Europeia)
 
Por outro lado a Comissão Europeia (COM) fez publicar a Decisão de Execução (UE) 2018/834 da Comissão de 4 de junho, que altera a Decisão de execução 2014/709/UE que institui a proibição na União da expedição de javalis para outros Estados-Membros e para países terceiros e que é aplicável em todos os Estados-Membros.
 
Situação Mundial da PSA
 
Esta doença é endémica em muitos países de África que estão situados abaixo do Sahara. Também é endémica na Sardenha (Itália) desde a sua introdução em 1978.
Desde o ano de 2007 o vírus da PSA tem vindo a dispersar-se pelos países do Cáucaso e Federação Russa. Posteriormente disseminou-se a ocidente para a Bielorrússia, Ucrânia, Moldávia e entrou na União Europeia afetando diversos estados membros. Em agosto foram notificados os primeiros focos de PSA em suínos domésticos na República da Sérvia. Desde agosto de 2018 a PSA continuou a disseminar-se por vastas áreas da República Popular da China e outros países da Ásia, como a Mongólia, Vietname, Camboja, República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), Laos, Coreia do Sul, Filipinas, Timor Leste e Indonésia.
 
Mais informação disponível no site da DGAV.
 

Fonte: DGAV/Qualfood 

 

 

As infeções alimentares estão a tornar-se mais difíceis de tratar, de acordo com o relatório de resistência antimicrobiana emitido pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) e ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças).

Existe um aumento contínuo da resistência de Salmonella e Campylobacter a ciprofloxacina, um dos antibióticos principais para o tratamento de infeções causadas pelas mesmas, afirma o ECDC e a EFSA.

Os dados provenientes de humanos, animais e alimentos mostram que uma grande proporção de Salmonella são multi-resistentes a um conjunto de antibióticos, o que significa que são resistentes a três ou mais agentes antimicrobianos. Em 2017 e 2018, dados sobre a resistência antimicrobiana das bactérias foram providenciados pelos 28 estados-membros e analizados pela EFSA e ECDC.

Dados relativos a Salmonella em humanos

A Salmonella spp. , de infetados humanos em 2018, apresentaram elevados níveis de resistência a ampicilina, sulfonamidas e tetraciclinas, particularmente em serovírus comuns em porcos. Foi observado o declínio na resistência à ampicilina e tetraciclinas na Salmonella Typhimurium, em diversos países de 2013 a 2018.

A resistência a gentamicina foi em geral baixa, exceto para Salmonella Kentucky que se verificou muito alta. Também os níveis de cloranfenicol foram baixos, mas moderados para Salmonella Typhimurium.

Em humanos, a resistência a ciprofloxacina é comum, particularmente para certos tipos de Salmonella, e a resistência a maiores concentrações aumentou em 2016. A ciprofloxacina é uma fluoroquinolona, uma classe de antimicrobianos categorizados como uso fundamental em humanos. Ambas as agências alertaram que a perda de eficácia deste agente teria um impacto significativo na saúde humana.

Para os antimicrobianos cefotaxima e ceftazidima, que representam a 3ª geração de cefalosporinas, os níveis de resistência foram baixos. A resistência combinada a ciprofloxacina e cefotaxima foi baixa em Salmonella spp. mas alta em Salmonella Infantis e Salmonella Kentucky.

Apenas sete e oito países testaram a resistência a antibióticos de última linha como azitromicina e tigeciclina, respetivamente, mas a resistência foi muito baixa. A resistência a colistina foi detetada em 7,8 por cento dos isolados onde a maioria era Salmonella Enteriditis ou Salmonella Dublin.

Casos esporádicos de humanos contaminados com Salmonella têm sido reportados como resistentes a carbapenemas, um antibiótico de última linha. Também a resistência a colistina não foi comum a Salmonella e E.coli.

Mike Catchpole, investigador-chefe no ECDC, expressa a sua preocupação com a resistência de bactérias a antibióticos como carbapenemas, na UE.

"A forma mais eficaz de prevenir a propagação de espécies resistentes a carbapenemas é a pesquisa continua e a resposta imediata a deteções positivas. ECDC em conjunto com os membros da UE e a EFSA, trabalham numa abordagem para promover a deteção prévia e monitorização, como esforço para combater as persistente ameaça de infeções zoonóticas resistentes a antibióticos.

Dados relativos a Campylobacter em humanos

Relativamente à Campylobacter, 16 de 19 países reportaram percentagens altas ou muito altas de resistência a ciprofloxacina. A proporção de isolados humanos de Campylobacter jejuni resistentes a eritromicina foi geralmente baixo, mas alto para Campylobacter coli.

Proporções altas e extremamente altas de resistência a tetraciclinas foram observadas em Campylobacter jejuni e Campylobacter coli. Baixas proporções de isolados eram resistentes a gentamicina e a amoxicilina- ácido clavulânico.

Foram testados em isolados a resistência a múltiplos antibióticos pertencentes a 4 classes diferentes (fluoroquinolonas, macrolídeos, tetraciclinas e aminoglicosídeos), que se revelou baixa para Campylobacter jejuni mas moderada em Campylobacter coli. O padrão mais comum foi a resistência a ciprofloxacina e tetraciclina.

A monitorização e os comunicados da resistência antimicrobiana (AMR) em 2017 e 2018 incluíram dados relativos a isolados de E.coli. Alguns países comunicaram, voluntariamente, dados sobre a ocorrência de Staphylococcus aureus resistentes a meticilinas em animais e alimentos.

Marta Hugas, investigadora-chefe na EFSA, afirma que a resistência antimicrobiana é uma ameaça global à saúde pública e animal. "As descobertas positivas em animais que originam alimentos, são encorajadoras porque são sinal de melhoria. No entanto, precisamos investigar melhor os motivos por detrás dessa alteração", afirmou Hugas.

Fonte: Food Safety News

 

As autoridades sanitárias e a comunidade científica concorda que o coronavírus não se apresenta como uma ameça, de momento, no que diz respeito a doenças alimentares. No entanto, alguns mantêm-se mais vagos em relação a este assunto.

"Embora teoricamente seja possível a transmissão do vírus através de alimentos, baseado no que sabemos, este risco é drasticamente mais baixo, do que a transmissão via gotículas que existam no ar", comunicou Donald W. Schaffner, especialista em ciência dos alimentos e professor distinguido na Universidade de Rutgers.

Schaffner tem realizado uma pesquisa intensiva em avaliação quantitativa do risco microbiano, em microbiologia alimentar preditiva, lavagem das mãos e contaminação cruzada. Frequentemente trabalha com Ben Chapman, Professor e Especialista em segurança alimentar e com o Departamento Ciências Humanas e Agrárias, na Universidade do estado Carolina do Norte.

"Visto que o coronavírus, é um vírus de índole respiratória, acreditamos que seja contraído apenas pela inalação ou mecanismo similar (como colocar o dedo contaminado no nariz). Se estivesse presente nos alimentos, seria destruído durante um processo adequado de confeção", afirmou Chapman.

O CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA) reportou que o vírus é transmissível entre humanos pelas gotículas expelidas através de espirros, tosse e conversação.

"Atualmente, não existem evidências que suportem a transmissão de COVID-19 através de alimentos. Poderá ser possível a transmissão através do contacto com superfícies ou objetos contaminados seguindo-se do contacto com zonas como a boca, nariz ou olhos, no entanto esta não é a via principal de transmissão".

Existe a possibilidade de contaminação cruzada através de superfícies como puxadores de portas, utensílios de cozinha, bancadas e outros objetos, mas o perigo é baixo, de acordo com o CDC. "Devido à baixa taxa de sobrevivência destes tipos de vírus em superfícies, é provável que o risco de transmissão em produtos alimentares ou embalagens que são estão sujeitas a tempos de transporte  superiores (de dias ou semanas à temperatura ambiente, refrigerada ou congelação) seja muito baixo", informa o CDC.

As autoridades de saúde internacionais, que declararam este surto como emergência global, também afirmam que a transmissão e contaminação via alimentar é uma preocupação menor.

O vírus apresenta características muito semelhantes aos vírus SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) ou MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), que não se propagavam através de géneros alimentícios. A Organização Mundial de Saúde reporta que não existem, ainda, evidências que sustentem a teoria da propagação do vírus através de alimentos. Surgiram algumas preocupações inicias em relação à transmissão via alimentos, quando foi constatado que o vírus teve origem no mesmo mercado de alimentos chinês. Ao contrário de outros vírus, como o norovírus e o vírus da Hepatite A, os coronavírus não se desenvolvem em alimentos, de acordo com as autoridades sanitárias internacionais. Os coronavírus necessitam de um hospedeiro animal, onde estão incluídos os humanos, para se desenvolverem. 

Como recomendado, a arma mais eficaz contra os vírus é unânime, e é necessário o aumento da sensibilização para uma lavagem frequente e eficaz das mãos.

"O risco associado aos restaurantes, é o mesmo associado a outros locais onde se reúnem mais pessoas, onde o vírus pode ser transmitido pelas superfícies (mesas, puxadores, menus) e a lavagem das mãos e utilização de desinfetante serão passos eficazes para a redução do risco de transmissão de vírus como COVID-19 e gripes", afirmou Chapman.

"Pessoalmente, tento ser bastante diligente na lavagem das mãos e no uso de desinfetante - que é de facto, bastante eficaz contra coronavírus. Tento também, estar alerta em relação às superfícies que toco antes de tocar no nariz ou boca. Não estou a evitar portanto, qualquer tipo de alimento em específico".

Fonte: Food Safety News