Os chamados "superalimentos" são, sem dúvida, nutritivos e saborosos, no entanto, não são superiores a outros com qualidades idênticas e de preço inferior. A designação é uma obra de puro marketing pelo que do ponto de vista ético é necessário desmistificar os seus atributos, que vão sendo disseminados como altamente benéficos sem qualquer validade científica.
Alguns géneros alimentícios que se agrupam nesta categoria descartam o conceito de sazonalidade alimentar e, além disso, não auxiliam a economia nacional. Entre eles, incluem-se o abacate, o açaí, as bagas de góji, o cacau, a espirulina, o gengibre, as sementes de chia e as sementes de linhaça.
Ao contrário do que a publicidade tem levado a acreditar, existem alternativas alimentares equivalentes que não só beneficiam o consumidor em termos económicos, como auxiliam na regularização do preço dos produtos na sua origem, onde, muitas vezes, constituem alimento-base como é o caso da quinoa.
Por exemplo, o azeite é um equivalente nutricional do abacate pois ambos são ricos em gorduras monoinsaturadas que promovem o colesterol HDL. Numa outra comparação nutricional, um quarto de laranja equivale a 30 gramas de bagas góji.
No caso do cacau, pode-se substituir por alfarroba, sendo que Portugal é um dos três principais países produtores desta vagem. Privilegiar a aveia também é uma alternativa de consumo económica e nacional.
Acima de tudo, promover uma alimentação diversificada, com base em escolhas conscientes, é a chave para a obtenção de todos os nutrientes, vitaminas e minerais essenciais, dispensando qualquer outro tipo de produto exótico ou suplementar para uma dieta saudável.
Fonte: Deco Proteste
Arranca hoje uma campanha sobre a interpretação de rótulos, nomeadamente dos prazos de validade. A iniciativa enquadra-se no âmbito da Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar e engloba mais de 1200 associados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).
O objetivo é ajudar o consumidor a interpretar e distinguir as diferentes indicações de datas de validade/durabilidade, ajudando-o a rentabilizar o consumo dos produtos alimentares e, acima de tudo, evitar o seu desperdício.
"Segundo dados da União Europeia, estima-se que o retalho seja responsável por 5% do desperdício alimentar", sendo que a maior fatia advém do consumo doméstico, com um peso de 42%, refere Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED.
Nem todas as validades são iguais pelo que as cadeias de retalho envolvidas comprometeram-se a ter locais específicos nas suas lojas que facilitem a venda de produtos com prazo limite.
Quando do ponto de vista comercial termine o seu prazo, os produtos serão reencaminhados para Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras entidades que os consumam de imediato.
"Há produtos que estão a aproximar-se do fim de vida comercial, mas ainda estão em condições excelentes de consumo", sublinhou o responsável.
Apesar do início desta campanha ocorrer hoje em Lisboa, prevê-se o alargamento da mesma a outras grandes cidades do país.
Fonte: Sic Notícias
As superfícies de indústrias alimentares podem permanecer contaminadas mesmo após a sua limpeza e desinfeção repetida. Esta contaminação pode ser alvo de transferência durante a produção de alimentos, causando deterioração alimentar precoce ou até doença.
Assim, é importante identificar e caraterizar os organismos remanescentes em superfícies de contato e, especialmente, perceber o seu potencial de deterioração, minimizando os possíveis danos.
Num estudo publicado no Jornal de Proteção Alimentar, procedeu-se à identificação de estirpes resistentes aos protocolos de limpeza e desinfeção de superfícies de sete empresas alimentares através de PCR 16S rRNA.
A recolha de amostras foi feita em superfícies cuja contaminação era superior ou igual a 10^2 CFU por cada 100 centímetros quadrados.
De acordo com os resultados, os géneros mais frequentemente identificados foram Pseudomonas, Microbacterium, Stenotrophomonas, Staphylococcus e Streptococcus.
Em cinco das sete empresas participantes, identificou-se Pseudomonas spp., sendo que 86.8% dos isolados acusaram potencial de deterioração.
Microbacterium e Stenotrophomonas spp. foram identificadas em cinco e seis das empresas, respetivamente, sendo que todos os isolados testados acusaram potencial de deterioração.
Deste modo, é essencial uma maior transparência e rigor nas práticas de limpeza e desinfeção, identificando a causa-raiz da contaminação para uma maior eficácia e segurança no processamento de alimentos.
Fonte: Journal of Food Protection
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o dia 10 de Fevereiro como o Dia Mundial das Leguminosas.
A decisão foi tomada a 20 de Dezembro de 2018, em Assembleia Geral realizada em Nova Iorque e tem como objectivo promover mundialmente o papel das leguminosas para a segurança alimentar, a sustentabilidade do planeta e da economia das zonas rurais, bem como aumentar o seu consumo de, pelo menos, três vezes por semana, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Na sua resolução, a ONU reconhece o sucesso de uma iniciativa anterior, o ano internacional das leguminosas que decorreu em 2016 e pretende com a criação deste dia continuar a sensibilizar para o seu plantio e consumo.
Fonte: Agro Portal e ONU
A agricultura biológica pode ser definida como método de produção sustentável cujo foco é a protecção ambiental e o bem-estar animal.
Neste tipo de produção, evita-se ou reduz-se o uso de substâncias químicas tais como fertilizantes, pesticidas, aditivos e medicamentos de uso veterinário.
A produção de organismos geneticamente modificados (OGM) e o seu uso na alimentação animal é também estritamente proibido.
De acordo com o gabinete de estatísticas da UE , a área total dedicada à produção orgânica foi de 12.6 milhões de hectares em 2017, o que corresponde a um uso de apenas 7% na área total de agricultura. Ainda assim, verifica-se um crescimento de 25% entre 2012 e 2017.
Comparativamente aos outros estados-membros, Portugal enquadra-se na média europeia, despendendo 7% da sua área agrícola para a produção biológica.
Estes resultados confirmam uma tendência de procura de produtos alimentares de origem biológica por parte dos consumidores, os quais se prevê que continuem a aumentar em 2019.
Fonte: Eurostat
O Ministério da Agricultura anunciou ter apreendido um lote de carne de vaca contaminada cuja origem é polaca.
A ação das autoridades portuguesas decorreu após notificação através da Rede de Alertas Rápidos, que integra o sistema de Segurança Alimentar da União Europeia.
"As autoridades nacionais desencadearam de imediato todas as diligências, tendo apreendido a totalidade do lote de carne (99 Kg), que foi encaminhado para destruição", informa o Ministério da Agricultura, acrescentando que a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) apresentou já o relatório da situação às autoridades europeias.
A DGAV reforçou ainda a fiscalização nos matadouros portugueses, que funcionam como entrepostos o que veio a surtir resultados imediatos.
A denúncia foi feita através de um canal de televisão polaco, TVN, que difundiu imagens do matadouro em que se pode verificar a clara falta de condições e maus tratos animais. A situação é gravosa tendo em conta que a Polónia produz cerca de 560 mil toneladas de carne bovina, 85% da qual é exportada.
O lote foi distribuído para vários países nomeadamente Portugal, França, Suécia, Roménia, Hungria, Estónia, Finlândia, Espanha, Lituânia e Eslováquia.
Fonte: Diário de Notícias
Foram recolhidas conservas de sardinha em molho de azeite do mercado ibérico. Estima-se uma retirada de mais de 24500 conservas de acordo com a Agência Espanhola do Consumo, Segurança Alimentar e Nutrição (AECOSAN).
A produção destas conservas ocorreu em Portugal e nenhum dano de saúde foi reportado. As sardinhas poderão ter sido impropriamente processadas ao nível das temperaturas devido a um possível defeito na esterilização das conservas. Não se pode pois descartar a hipótese da presença de toxina botulínica.
A companhia responsável pela comercialização deste artigo referiu em comunicado que se trata do lote 2694L com caducidade em Julho de 2023, lamentando profundamente os inconvenientes causados e prometendo investir em padrões mais altos de qualidade e segurança alimentar no futuro.
Fonte: El Confidencial
Uma grande empresa alimentar norte-americana acaba de recolher do mercado mais de 16 toneladas de chicken nuggets, os famosos pedaços de galinha para fritar.
O motivo teve que ver com a presença de pedaços de borracha azul em algumas embalagens. Esta não é a primeira vez que se suspeita da presença de corpos estranhos neste tipo de produto. No mês passado, uma outra empresa, teve de recolher mais de trinta toneladas de nuggets contaminados com madeira.
O Departamento de Agricultura norte-americano reflete então sobre a possibilidade de consequências sérias, talvez mesmo fatais dado o longo prazo de validade deste tipo de artigos.
É urgente retirá-los e determinar como e em que momento os materiais estranhos entraram nos nuggets. As investigações decorrem agora no centro de produção em Missouri.
Fonte: Expresso
Os restaurantes são cenário frequente de surtos e episódios esporádicos de Salmonella.
Num estudo publicado no Jornal de Proteção Alimentar, foi investigada em vários estabelecimentos de restauração: a relação entre as caraterísticas do sistema de gestão alimentar, a conformidade com os procedimentos de redução de fatores de risco associados ao aparecimento de Salmonella e a probabilidade de ter ocorrido um surto esporádico de Salmonella.
Para esta avaliação incluíram-se 546 relatórios de inspeções de rotina desde Julho de 2016 até Junho de 2017, dos quais 25 são restaurantes que experienciaram um episódio esporádico de Salmonella.
As principais conclusões são que especialistas certificados na área alimentar contribuem para a diminuição dos fatores de risco no momento da inspeção, que os casos esporádicos se associam usualmente com não-conformidade da higienização das mãos e, por último, que analisar os dados obtidos na inspeção dos estabelecimentos em escala temporal é uma ferramenta útil para a deteção de perigo.
Fonte: Journal of Food Protection
Os portugueses estão a consumir, em média, 10 ou mais gramas de sal diárias, valor que corresponde ao dobro da recomendação estipulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A redução do seu consumo é fundamental para a diminuição da incidência de doenças como a hipertensão ou acidentes vasculares cerebrais (AVC), principal causa de morte em Portugal.
Por este motivo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) pretende diminuir ainda mais o sal no pão, passando de um teor máximo de 1,4 gramas de sal por 100 gramas de pão para uma redução desse valor para 1 grama até 2021.
Outros produtos como tostas, cereais de pequeno-almoço, queijo, sopa pronta a consumir, batatas fritas, bolachas, biscoitos e outros snacks serão também alvo de alteração através do estabelecimento de protocolos de colaboração entre a DGS e a indústria dentro do mesmo período.
Além da intervenção da DGS, surge um novo estudo cujo objetivo é consciencializar e travar o consumo excessivo do sal na alimentação dos portugueses. O programa "Menos Sal Portugal" inicia-se com 500 voluntários, de idades compreendidas entre os 20 e 70 anos, da área metropolitana de Lisboa, que vão integrar um programa de reeducação alimentar entre Março e Maio, acompanhados e orientados por equipas especializadas.
A abordagem integrada de alterações legislativas, envolvimentos protocolares com a indústria e programas de reeducação de hábitos alimentares poderão potencialmente conseguir uma redução diária de três gramas de consumo de sal entre os portugueses, evitando 20% dos AVC e reduzindo 15% das doenças coronárias.
Fonte: Sapo Lifestyle
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