Quem tem doença celíaca deve excluir o glúten da alimentação, contudo há quem compre produtos sem glúten para ajudar a emagrecer, o que é um mito.
A Deco Proteste analisou várias marcas de quatro tipos de bolachas sem glúten, nomeadamente com pepitas de chocolate, com cobertura de chocolate, com recheio de chocolate e waffers de chocolate.
Os resultados são conclusivos. As bolachas analisadas não apresentaram diferenças nutricionais significativas em comparação com os produtos equivalentes com glúten, sendo altamente calóricas.
É particularmente importante alertar que existe a forte possibilidade de se vir a desenvolver a intolerância ao glúten quando este é retirado da alimentação sem razão clínica que o justifique.
Até à data, não existem evidências científicas que indiquem que a população em geral beneficia de uma dieta isenta de glúten.
Saiba mais sobre a análise efetuada a esta gama de produtos, aqui.
Fonte: Deco Proteste
A certificação Halal é de cunho religioso e tem por objetivo assegurar aos praticantes do Islão que um alimento é livre de quaisquer ingredientes, auxiliares tecnológicos ou contaminações não autorizados segundo o Alcorão Sagrado.
A palavra Halal é árabe e em português significa lícito, permitido. Nos termos da certificação, compreende todos os alimentos ou elementos Haram cujo consumo, direto ou indireto, é proibido:
✗ Carne e derivados de suínos, assim como animais que foram sujeitos a abates não Halal (bovinos, caprinos, ovinos e aves);
✗ Sangue de qualquer animal, incluindo aqueles abatidos como Halal;
✗ Bebidas alcoólicas;
✗ Insetos, com exceção do gafanhoto e cochonilha.
Considerando os requisitos religiosos de alguns países islâmicos, distribuidores e clientes exigem que as indústrias alimentares apresentem um certificado Halal, o qual deve ser emitido por uma instituição islâmica, devidamente registada e reconhecida, que garanta um produto 100% livre de elementos Haram.
Uma possível abordagem no caminho da certificação, envolve a separação física dos elementos proibidos, bem como metodologias de validação da higienização de equipamentos e utensílios em contato com estes. Esta assemelha-se aos procedimentos aplicados no caso dos alergénios.
Para saber mais sobre este assunto, visite a página oficial do Instituto Halal onde pode consultar as atuais empresas portuguesas certificadas e outras informações relevantes.
Fonte: Food Safety Brazil
As bagas congeladas são utilizadas como ingrediente de smoothies, bolos, gelados, geleias e xaropes, entre outros alimentos, e podem ser ingeridas sem terem sofrido uma etapa de processamento para reduzir ou eliminar patogéneos.
Deste modo, morangos, framboesas e amoras podem apresentar contaminações biológicas se manuseadas por um trabalhador infetado, que não tenha aplicado as regras de higiene das mãos apropriadas, ou até se estes frutos forem expostos a água agrícola contaminada ou uma superfície não higienizada.
Apesar da congelação preservar as bagas, não é suficiente para eliminar patógeneos, que sobrevivem a baixas temperaturas. Nas mais recentes décadas, as bagas congeladas estiveram associadas a múltiplos surtos de hepatite A e norovírus.
Por este motivo, a FDA encontra-se de momento e durante os próximos 18 meses a recolher amostras de bagas congeladas de unidades de produção, centros de distribuição, armazéns e localizações de retalho.
Os resultados desta intervenção serão revelados na página oficial FY 19-20 Frozen Berries Assignment, sendo que sempre que uma amostra for positiva ações de proteção da saúde pública deverão ser tomadas.
Fonte: Food and Drug Administration (FDA)
O relatório elaborado pela EFSA sumariza os dados de monotorização em 2017 relativamente à presença de resíduos de medicamentos veterinários e outras substâncias em animais vivos e produtos derivados na União Europeia (EU).
Este foi divulgado ontem e analisa a presença de substâncias não autorizadas, de resíduos de substâncias farmacologicamente ativas ou contaminantes químicos que representem um fator de risco para a saúde pública.
No quadro regulamentar europeu, o Regulamento (EU) n.º 37/2010 define limites máximos de resíduos em animais produtores de alimento e produtos de origem animal, enquanto que os níveis máximos de pesticidas em alimentos e rações de origem vegetal e animal encontram-se estabelecidos no Regulamento (CE) n.º 396/2005.
Outros documentos legislativos, como o Regulamento (CE) n.º 1881/2006 expõe os limites máximos de contaminantes em produtos animais, assim como a Diretiva 96/23/CE prevê medidas de monotorização de resíduos, maioritariamente substâncias farmacologicamente ativas. Por último, a Decisão da Comissão 97/747/CE estabelece as frequências de amostragem para os produtos de origem animal.
Com base nesta informação, critérios e requisitos, 28 Estados-Membros contribuíram para um total de 708,880 amostras analisadas.
Em geral, no ano de 2017, a frequência total de amostras não conformes (0.35%) foi comparável aos anteriores dez anos (0.25%-0.37%).
Clique aqui para consultar os resultados desta análise em detalhe.
Fonte: EFSA
No passado dia 10 de maio, foi divulgado no site da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a ficha técnica para a produção, controlo e certificação de material de propagação de Groselheira, Ribes L.
Clique aqui para aceder à ficha mencionada, onde constam os procedimentos para implementação da certificação.
Fonte: DGAV
Trocar hidratos de carbono refinados por abacate fresco pode suprimir significativamente a fome e aumentar a satisfação com a refeição, de acordo com um estudo recente do Centro de Investigação em Nutrição do Instituto de Tecnologia de Illinois.
Um dos objetivos do referido estudo foi demonstrar que é possível efetuar estas trocas e aumentar a resposta à saciedade, mantendo aproximadamente o mesmo número de calorias.
Apesar do nível mais elevado de calorias associado às gorduras, estas têm vindo a ser consideradas como menos saciantes do que os hidratos de carbono ou proteínas.
Nem sempre é esse caso, sobretudo aquando de substituições na composição de uma mesma refeição, como os hidratos de carbono refinados por gorduras vegetais.
As gorduras são demonizadas, os hidratos de carbono também. Esta é a razão para a atual aposta na proteína, contudo o excesso desta também é nocivo. Recomenda-se, portanto, diversidade alimentar e moderação de porções.
O abacate surge como uma alternativa nutricional saciante cuja composição incluí gorduras saudáveis e fibra, sendo esta interação objeto de interesse.
Uma das descobertas do estudo do Centro de Investigação em Nutrição, relaciona-se com os níveis de PYY, uma hormona intestinal associada à supressão do apetite, que aumentam na ingestão deste fruto rico em gordura.
Não existe uma solução que se adeque a todos no que toca à composição ótima de uma refeição para a gestão do apetite. Ainda assim, compreender a relação entre a química do alimento e os seus efeitos fisiológicos em diferentes populações promove uma aproximação às recomendações dietárias personalizadas.
Fonte: Food Navigator
Tudo o que precisa de saber sobre o sector alimentar e bebidas para exportar com sucesso para o Reino Unido vai ser abordado no dia 14 de Maio, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), em Lisboa.
Num workshop pragmático de 2 horas, intitulado “Ready, Set, Export: Reino Unido – Sector Alimentar e bebidas”, Colin James, um consultor de comércio internacional envolvido em mais de 100 projectos internacionais, vai apresentar as oportunidades de negócio, os canais de comercialização e venda, as novas tendências destes sectores e como encontrar o parceiro certo.
Desafios
Explica a Câmara de Comércio que a economia do Reino Unido é altamente desenvolvida e orientada para o mercado. É a quinta maior economia do Mundo e, embora o crescimento económico tenha desacelerado no final de 2018, a taxa de crescimento anual do PIB acelerou para 2%, a maior desde Novembro de 2017.
“O Reino Unido tem um mercado forte e aberto, mas a concorrência é feroz. Os novos players devem superar uma série de desafios para obter quota de mercado das marcas e produtos já estabelecidos”, acrescenta a organização do evento.
Segundo a CCIP, este seminário vai permitir obter uma visão sobre as oportunidades no sector alimentar e bebidas no Reino Unido.
Inscrições aqui.
Fonte: Agricultura e Mar
A interpretação de estudos em ratos e humanos sugere que o uso do conservante alimentar propionato (ácido propiónico) possa prejudicar a ação da insulina, de acordo com investigadores americanos e israelitas.
O ácido gordo de cadeia curta propionato, que possuí um potente efeito anti-bolor, é geralmente reconhecido como seguro e produzido endogenamente pela microbita intestinal.
Considerando a mais recente publicação no Science Translational Medicine, descobriu-se que o agente propionato poderá estimular a glicogenólise e hiperglicemia em ratos ao aumentar as concentrações de glucagon no plasma e da proteína FABP4.
Ratos deficientes na referida proteína, assim como ratos sem o recetor de glucagon no fígado ficaram protegidos destes efeitos.
Aliás, e comparando aos ratos controlo, durante um período de vinte semanas, os ratos beberam água com altas concentrações de propionato, mimetizando as concentrações encontradas em alimentos processados e com isso ganharam mais peso e uma maior resistência à insulina.
Relativamente aos humanos, os resultados foram equiparáveis no que se refere ao aumento dos níveis de glucagon e FABP4, consequentemente aumentando a resistência à insulina.
Estes e outros dados indicam que o propionato poderá ativar um aumento dos sinais contra-regulatórios da insulina, mediados pela catecolamina, levando à resistência à insulina e hiperinsulinemia, que, a longo prazo, promovem a adiposidade e anormalidades metabólicas.
Existe um grande potencial de oportunidades de prevenção de doenças ao compreender os componentes moleculares de alimentos. O ácido propiónico é um ingrediente que poderá ter implicações importantes para a saúde, mas, claro, mais investigações mecanísticas e clínicas são requeridas para substanciar o valor destas investigações.
Fonte: Food Quality and Safety
A Food and Drug Administration (FDA) publicou um relatório sintetizador da sua ação de inspeção e de amostragem em unidades de produção de gelados relativamente à presença de Listeria monocytogenes e Salmonella em 2016 e 2017.
Os resultados realçam a necessidade de implementação de estratégias mais eficazes por parte dos produtores de gelado.
O projeto iniciou em Agosto de 2016, em consequência da retirada de dezasseis produtos de gelado devido a presença de patogéneos e de um surto de listeriose associado à indústria dos gelados em 2015.
A FDA efetuou inspeções e amostragens a 89 unidades de produção de gelados em 32 estados americanos. Ao selecionar as unidades, a FDA pretendeu assegurar representação significativa em várias zonas, assim como focar-se em estabelecimentos de grande escala onde se espera que o produto chegue a um maior número de consumidores.
De cada localização, obteve-se duas amostras, sendo estas posteriormente divididas em 50 sub-amostras e 100 sub-amostras para a deteção de Listeria e Salmonella, respetivamente. O projeto excluiu a análise do produto final.
As principais descobertas foram:
• A deteção de Listeria em 19 das 89 unidades visitadas (21.3%), sendo frequentemente associada a superfícies que não estão diretamente em contato com os alimentos;
• A deteção de Salmonella em 1 das 89 unidades visitadas (1.1%);
• Apenas em 49.4% das inspeções, não foram encontradas condições ou práticas objetáveis;
Saiba mais aqui.
Fonte: Food Quality and Safety
Divulgamos o Ofício Circular n.º 15/2019, obtido através da página da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Este refere-se à concessão de Autorizações Excecionais de Emergência (AEE) ao abrigo do Artigo n.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de Outubro de 2009, relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado para utilização de produtos fitofarmacêuticos na cultura do arroz.
Fonte: DGAV
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