A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai assegurar o controlo de qualidade das refeições escolares no município de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, no âmbito de um protocolo de colaboração assinado na passada quarta-feira.
"O objetivo essencial é o de reforçar a confiança da comunidade educativa na segurança das refeições escolares", disse o presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Miguel Baptista, salientando que se trata de um projeto "muito positivo".
Segundo o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, esta colaboração insere-se "numa segunda fase, de maior maturidade em relação à qualidade", do projeto "A ASAE vai à escola", iniciado em 2014, para a disseminação de boas práticas e realização de ações preventivas.
"Estávamos na altura de dar um salto de melhoramento qualitativo e elevar os padrões de qualidade, sem termos de andar a levantar autos, depois de o setor operacional ter detetado algumas situações" a nível nacional, referiu o responsável.
De acordo com o inspetor-geral, através da monitorização e verificação de amostras recolhidas aleatoriamente em todas as fases do fabrico das refeições, a ASAE vai tentar eliminar eventuais "fontes de problemas".
Pedro Portugal Gaspar frisou que aquele organismo se mostra particularmente atento na confeção de refeições coletivas nas escolas, em lares de idosos e no ambiente hospitalar.
Miranda do Corvo torna-se no primeiro município a estabelecer este protocolo de controlo da qualidade alimentar das refeições escolares com a ASAE, que está aberta à adesão de outros concelhos.
"É um passo muito importante para a qualidade das refeições que estão a ser servidas no ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico", reconhece o autarca Miguel Baptista.
O município disponibiliza diariamente 460 refeições, que, no final do ano letivo, ultrapassam as 80 mil.
O protocolo tem a duração de um ano.
Fonte: Diário de Notícias
A partir de hoje, está proibida a caça nos terrenos situados no interior do perímetro da área atingida pelo incêndio que deflagrou nos concelhos de Monchique, Odemira, Portimão e Silves. De acordo com o Executivo, “a proibição estende-se igualmente a uma faixa de proteção de 250 metros envolvente daquela linha perimetral.”
Esta proibição estará em vigor até ao final da época venatória 2018/2019 e tem como objetivo restabelecer as populações de espécies cinegéticas que foram afetadas pelo incêndio naquelas áreas rurais.
De fora desta medida fica a caça ao javali, uma vez que, de acordo com o Ministério da Agricultura, “se trata de uma população com um número elevado de efetivos, à qual devem ser aplicadas medidas de gestão que adaptem o número de indivíduos aos recursos existentes.”
A portaria determina ainda que as entidades concessionárias de zonas de caça associativa e turística, cujos terrenos se encontrem abrangidos por esta proibição, fiquem isentas, durante o ano de 2019, do pagamento da taxa anual de manutenção da concessão.
Fonte: Agroportal
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 100 quilos de pescado e instaurou um processo-crime por contrafação no âmbito de uma operação de fiscalização em todo o país, que termina hoje.
Em declarações à agência Lusa, o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, que está a acompanhar a operação nas portagens da Autoestrada 1 em Alverca, distrito de Lisboa, adiantou que até às 09h20 de ontem, tinham inspecionado cerca de 350 veículos.
“A operação começou na quarta-feira pelas 19h00 e vai estender-se até às primeiras horas de hoje. Vão ser 30 horas de operação a decorrer em cerca de 60 pontos do país envolvendo 170 inspetores no terreno”, disse.
Pedro Portugal Gaspar indicou que esta é uma operação de controlo de transporte de uma fase importante entre a produção e venda a retalho e venda afinal ao consumidor.
“Foram inspecionados mais de 350 veículos, instaurado um processo-crime por contrafação, produto contrafeito têxtil que seria encaminhado para pontos de venda de retalho, quatro ou cinco processos de contraordenação de matéria de transporte e de bens alimentares, um deles com apreensão de pescado”, realçou.
De acordo com o inspetor-geral da ASAE, a apreensão não chegou aos cem quilos e não estavam em condições de circulação. “É um exemplo. Se estes 100 quilos fossem detetados no retalho eram multiplicados por vários postos de venda”, disse.
Fonte: Observador
Primeiro, foram os morangos contaminados, que obrigaram a Austrália a adotar novas medidas de controlo alimentar mais restritivas. Agora, são as maçãs e as bananas. O caso dos morangos contaminados está a ser reproduzido noutras frutas, confirmaram as autoridades esta quarta-feira.
“As consequências são desastrosas. É um ato de traição para com a comunidade de New South Wales e para com toda a nação”, disse o superintendente Danny Doherty, citado pelo portal de notícias news.com.au. Só em New South Wales registaram-se 20 incidentes. “Não é uma brincadeira engraçada, estamos a falar de crianças que quase comeram um destes morangos”, acrescentou.
A reprodução da contaminação em outras frutas era um dos receios da polícia, que nas últimas horas tem recebido denúncias referentes a maçãs e bananas. O primeiro caso aconteceu no norte de Sydney e o segundo em Bankstown, na Nova Gales do Sul, ambos nesta terça-feira.
Por agora, as autoridades ainda não perceberam se se trata apenas de uma reprodução do que aconteceu com os morangos ou se existe alguma ligação.
Há ainda registo, referiu o superintendente, de uma criança que encontrou uma agulha na fruta da escola. No total, já foram reportadas dezenas de incidentes e são conhecidas os casos de duas pessoas que ingeriram agulhas.
“Felizmente, ainda não tivemos ninguém com graves ferimentos. Mas isto está a criar alguma histeria e torna-se uma aventura muito perigosa comprar comida para a família no supermercado”, disse Danny Doherty. As autoridades ainda não têm suspeitos. Os culpados podem ser condenados até dez anos de prisão.
Quem exporta foi aconselhado a passar a fruta por detectores de metais ou de máquinas de raios-X. Segundo os representantes da indústria do morango de Queensland, encomendas para países como a Rússia e o Reino Unido já foram suspensas. Também a Nova Zelândia já anunciou que vai retirar os morangos australianos das suas prateleiras.
Fonte: Expresso
Foram encontradas várias latas de atum à venda com larvas num hipermercado num centro comercial em Lisboa, na última segunda-feira.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a situação foi reportada por uma cliente que se deparou com a situação e que, posteriormente, alertou um funcionário que terá retirado as latas de exposição.
Fonte da entidade em questão, citada pelo Notícias ao Minuto, garantiu que a situação está a ser averiguada e que o controlo de qualidade e a segurança alimentar são alicerces fundamentais da empresa.
Fonte: Jornal i
A Austrália está a investigar uma série de casos misteriosos nos quais agulhas de costura foram encontradas dentro de morangos vendidos ao público.
Segundo a BBC, já foram reportados episódios em pelo menos seis Estados e territórios australianos. O primeiro aconteceu, na semana passada, em Queensland e, desde então, foram registados episódios semelhantes em Nova Gales do Sul, Victoria, Austrália Meridional, Território da Capital Australiana e Tasmânia.
Um homem foi mesmo levado para o hospital depois de ter comido alguns destes morangos (com agulhas de costura no interior).
Diversas marcas foram retiradas das prateleiras dos estabelecimentos comerciais e, como medida de precaução, os maiores supermercados da Nova Zelândia - também pararam de vender morangos de origem australiana.
O ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, solicitou às autoridades de segurança alimentar dos dois países que examinem os casos. “É um crime brutal e um ataque à população”, afirmou.
Para já, não há nenhum suspeito identificado e as autoridades de saúde estão a recomendar ao povo australiano que corte os morangos antes de os comer. O Governo de Queensland, por sua vez, ofereceu 100 mil dólares australianos, quase 62 mil euros, como recompensa em troca de informações sobre os responsáveis.
“Que pessoa normal teria a intenção de colocar a vida e a saúde de um bebé ou de uma criança em risco com uma atitude tão terrível?”, questionou a primeira-ministra deste estado, Annastacia Palaszczuk.
Os produtores de morango e a polícia consideram que os casos podem não ter a mesma autoria e que alguns deles podem ter acontecido “inspirados” no primeiro incidente.
Na quinta-feira, a associação de Produtores de Morangos de Queensland chegou a dizer que as agulhas teriam sido colocadas nas embalagens por um “funcionário descontente”. A polícia disse, no entanto, que é muito cedo para apontar possíveis suspeitos.
Pelo menos seis marcas de morango foram afetadas. Os produtores estão preocupados, uma vez que estes episódios estão a acontecer no pico de produção e podem ter efeitos negativos nas vendas de uma indústria que vale 130 milhões de dólares australianos por ano.
Fonte: zap.aeiou.pt
Circular foi publicada no dia 18 de Agosto e impõe recurso a sal iodado, pão de mistura, três variedades de fruta e uma alternância diária entre carne e peixe.
Os pratos de carne devem alterar diariamente com os de pescado na ementa escolar e os ovos devem ser servidos no mínimo duas vezes por mês. O sal tem de ser iodado e o pão de mistura. Estas são apenas algumas das regras contidas na circular Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares que a Direcção-Geral da Educação (DGE) publicou, dia 18 de Agosto, e de onde constam 40 propostas de refeições vegetarianas e 15 ementas mediterrânicas.
A circular é precisa. A fruta fresca é obrigatória e deve ser oferecida em três variedades diferentes, a salada deve poder ser regada com azeite virgem extra. Um croquete terá de ter um teor de carne igual ou superior a 50%. No caso dos hambúrgueres e das almôndegas, a percentagem de carne tem de ser igual ou superior a 80%.
Quanto à salsicharia, a circular admite-a nos pratos dos alunos mas como complemento a outras fontes proteicas de maior valor nutricional. “Infelizmente, há muitos miúdos que fazem 80 a 90% das suas refeições diárias na escola”, sublinhou Rui Matias Lima, da Direcção-Geral da Educação, para sublinhar a importância das refeições escolares e garantindo que “todas as escolas públicas ou que tem apoio do Estado” estão obrigadas a cumprir as normas”.
A realidade é diferente. Além da incapacidade de fiscalização do Estado apontada pelos nutricionistas, a aposta na literacia alimentar dos alunos não tem sido suficiente para os convencer a ingerir a comida que se lhes coloca no prato. Um estudo feito em 2010 apontava a existência de bolachas e biscoitos em 49,7% das merendas levadas de casa pelos alunos, apontou a nutricionista Margarida Liz, da Escola Superior de Biotecnologia.
Fonte: Público
Impostos e legislação são dois meios que os governos têm à disposição para combater o excesso de peso e que foram eficazes na redução de consumo de tabaco e álcool, defende uma especialista da Organização Mundial da Saúde.
"Os governos têm de agir", afirmou Claudia Stein, diretora do Departamento de Informação, Pesquisa e Inovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, em declarações a jornalistas em Londres, onde foi apresentado o Relatório de Saúde Europeu da OMS.
O relatório publicado na passada quarta-feira, constata que os 53 países da região europeia analisados neste relatório têm as taxas de tabagismo e de consumo de álcool mais elevadas a nível mundial, mas a tendência nos últimos anos tem sido de declínio.
Pelo contrário, é identificado um movimento ascendente nas taxas de excesso de peso e obesidade na maioria dos países europeus, com Malta, Turquia e Reino Unido nos primeiros lugares.
Claudia Stein enfatizou que "os impostos e legislação existem para regular", e que o agravamento dos impostos sobre produtos com muitas calorias, como os refrigerantes, tem efeitos positivos. "O imposto sobre açúcar tem impacto sobre o peso e a saúde dentária", explicou.
Porém, também lembrou que a nutrição é apenas um fator que contribui para o excesso de peso ou obesidade, e que hábitos saudáveis, como o desporto ou exercício, também desempenham um papel importante.
Stein referiu que a introdução de legislação que proíbe fumar em espaços fechados públicos na última década terá contribuído para a redução do tabagismo na Europa.
"Há estudos que mostram que um maior Índice de Massa Corporal [medida usada para determinar se pessoa está acima ou abaixo do peso recomendado] representa um risco de diabetes, de doenças cardiovasculares, sendo uma causa grande de invalidez e mortalidade", acrescentou.
Segundo os dados recolhidos sobre a região europeia, o excesso de peso afeta sobretudo os homens e a obesidade é mais prevalecente em mulheres, mas Stein mostrou-se sobretudo preocupada que estes problemas estejam a afetar cada vez mais crianças de 11 anos.
"Se isto não for estancado, a próxima geração terá um problema, sobretudo com doenças crónicas", avisou.
O Relatório de Saúde Europeu da Organização Mundial da Saúde é publicado a cada três anos e regista tendências significativas na saúde pública e comportamentos sociais adversos que afetam a saúde e o bem-estar em toda a região da OMS, abrangendo 53 países e 800 milhões de pessoas.
Em geral, destaca a continuação do aumento da esperança de vida na região europeia e a redução da mortalidade prematura e o facto de alguns países europeus registarem os maiores níveis de "satisfação com a vida" de todo o mundo.
Fonte: ANILACT
Na Serra da Estrela, uma queijaria proporciona um ambiente de bem-estar às suas ovelhas, através da audição de música clássica. Os proprietários garantem que isso se reflete na produção.
São cerca de 400 e contribuem para as seis toneladas mensais de queijo, fundada em 2015 e com uma dezena de funcionários.
O ovil está apetrechado com várias colunas de som, que emitem, com fartura, música, clássica. “A ideia surgiu por acharmos que, se faz bem aos bebés, também faz bem aos animais. Assim como vemos a diferença nos humanos, a nível de relaxamento, de comportamento, também vemos nos animais”, conta Lurdes Perfeito, a proprietária da queijaria.
“Ajuda a descontrair na ordenha. Estão mais descontraídas sai melhor o leite”, garante.
De início, os funcionários resistiram à novidade. “Eles mudavam a música, mas já se adaptaram."
Os pastores confirmam que a música faz bem às ovelhas. Simão, 62 anos, já tinha visto disto onde esteve emigrado: “Lá, na Suíça, também era assim: sempre de noite e de dia esta música. É tudo uma questão de hábito. É para estarem mais relaxadas, mais satisfeitas, até lhes abre o apetite.”
Menos habituado, estava o pastor Brazete, de 44 anos. Conta que os colegas se riem por saber que ele coloca música para as suas ovelhas, mas, hoje, está convencido de que o assunto é sério: “Eles acham engraçado, é uma coisa diferente, mas é sério. Não conheço mais ninguém cá na zona a proporcionar música às ovelhas. Estão mais felizes e tranquilas, aqui têm tudo."
"É essencial na altura da parição. Todos os cuidados são poucos, porque temos que ajudar a fazer nascer os borreguinhos e depois alimentá-los. Quando nascem três, há mães que não as conseguem alimentar e ficam os achegões, que somos nós a alimentá-los a biberão”, acrescenta.
Certo é que as 400 ovelhas da queijaria dão leite para seis toneladas mensais de queijo, produto que já foi premiado com a medalha de ouro no Concurso Tradicional de Cura Prolongada e que, ao embalo da música clássica, já chegou além-fronteiras. “Nós já exportamos para Macau, Suíça, França, Bélgica, Luxemburgo...”, enumera Lurdes.
Fonte: ANILACT
Apreensão de 187 embalagens de géneros alimentícios (barritas de chocolate e outros), no valor de € 246, por falta de tradução para a língua portuguesa das menções obrigatórias da rotulagem, num retalhista.
Fonte: ASAE
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