Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

E se, de repente, todos optássemos por comer bem? Ou seja, se escolhêssemos uma alimentação saudável recheadas de vegetais e frutas? Se o fizéssemos não haveria para todos.

A forma como nos alimentamos hoje em dia, com um apetite voraz por açúcar e gordura, levou a uma quebra de plantação naquilo que faz parte da chamada dieta equilibrada. Assim, se de hoje para amanhã todos mudássemos para almoços e jantares com a dose de vegetais recomendada não haveria produção suficiente para satisfazer a procura.

Foi esta a conclusão a que chegaram vários investigadores do Canadá cujo estudo foi publicado esta semana no jornal científico Plos One.

O estudo teve como ponto de partida o guia “Healthy Eating Plate” (“Prato de Alimentação Saudável”, numa tradução livre), da Universidade de Harvard, que recomenda que a nossa dieta seja compostas da seguinte forma: metade em frutas e vegetais, um quarto de grãos integrais e o restante em proteínas, gorduras e lacticínios.

“Não podemos simplesmente adotar uma dieta saudável da forma como está o atual sistema agrícola global”, disse o professor Evan Fraser, da Universidade de Guelph, um dos coautores do estudo.

Esta alteração de hábitos alimentares reduziria as emissões de gases de efeito de estufa (a produção em massa de carne é um dos maiores emissores deste tipo de gases), o que seria bom para o Planeta, mas não é exequível enquanto a agricultura não mudar.

E, a não ser que se façam essas mudanças, em 2050, para alimentar 9,8 mil milhões de pessoas serão necessários mais 12 milhões de hectares de terras cultiváveis e mais de mil milhões de hectares de pastagens.

Fonte: Visão

Ainda hoje a banana é vista como sabotadora de dietas, fruto proibido porque engorda. E mesmo com todos os pratos saudáveis a incluírem a banana na sua composição, há quem desconfie. Isso acaba hoje.

De acordo com a nutricionista Maria Gama, autora do blogue “Põe-te na Linha“, este alimento fornece várias vitaminas e minerais importantes para o organismo — algumas que até ajudam a ter um sono mais tranquilo. Já para não falar do facto de funcionar como um relaxante muscular, devido à quantidade de magnésio presente na sua composição.

ainda não está convencido porque não consegue parar de pensar nos mitos sobre as bananas, vamos acabar com todas as dúvidas.

1. A banana engorda

Como qualquer outro alimento, tudo o que é em excesso faz mal e pode levar ao aumento de peso e a banana não é exceção. Mas se o seu consumo for moderado, é uma ótima aliada na dieta e na balança.

“Este tipo de fruta pode ter mais calorias comparativamente com outras , mas não é por isso que não deve ser consumida. O importante é variar, optando sempre por fruta da época. Até porque a banana, devido ao seu sabor, pode servir como estratégia para quando nos apetece algo doce. Banana aquecida no microondas com canela é uma ótima sugestão”, diz à NiT a especialista. Também pode triturar uma banana congelada com cacau em pó para em menos de nada ter um gelado super saudável e cremoso.

2. Faz mal comer banana à noite

Esta fruta pode ser consumida em qualquer horário, dependendo da ingestão alimentar diária. No entanto, acredite ou não, agrupa mais benefícios à noite. Se treina com frequência, por exemplo, comer esta fruta pode ajudar no ganho de massa muscular, já que é no período noturno que a síntese proteica é máxima.

“O mais importante é ter noção daquilo que se comeu ao longo do dia, bem como a quantidade de fruta.” Como a banana tem um elevado teor em hidratos de carbono, se já consumiu a quantidade recomendada no resto do dia, aí não será boa ideia optar por esta fruta. Mas, de uma forma geral, comer banana à noite não faz mal.

3. Deixa-nos ainda com mais fome

Não, muito pelo contrário. “Uma vez que é uma fonte de fibra (três gramas em cada 100), a banana ajuda a controlar a saciedade ao longo do dia. Ou seja, ficamos sem fome durante mais tempo depois de a consumir. No entanto, o importante ter em atenção as combinações dos alimentos para que este efeito seja maior.” Um dos mais conhecidos é juntar banana e manteiga de amendoim ou aveia.

Fonte: NiT

Seis em cada dez crianças do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, apresentam níveis de iodo abaixo dos padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A incidência é maior nas meninas, por razões desconhecidas, e nas crianças mais velhas, que revelaram hábitos menos frequentes de consumo de leite, um dos alimentos mais ricos neste micronutriente essencial para o desenvolvimento cognitivo.

Estas conclusões preliminares de uma investigação em curso acentuam os resultados de outra realizada em 2016, em 84 escolas do Norte do País, onde 32% das 2 018 crianças avaliadas revelaram ter insuficiência de iodo. Dois anos depois, o panorama em Lisboa, embora com uma amostra mais reduzida de 533 crianças, dos 6 aos 12 anos, quase duplica, em proporção, o número de casos com níveis inadequados (59,1%).

“Temos uma deficiência de iodo de ligeira a moderada, em Portugal, sem uma doença grave associada e, por isso, há tanta inércia. No entanto, convinha existir alguma ação política; não vamos desistir”, garante Conceição Calhau, professora de Nutrição e Metabolismo na Nova Medical School, da Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade de Lisboa, e investigadora principal em ambos os estudos.

O défice de iodo é mais preocupante na gravidez – desde 2013 que a Direção-Geral de Saúde, em linha com a OMS, recomenda a suplementação, desde a pré-conceção até ao fim da amamentação, salvaguardando, assim, o desenvolvimento neurológico do bebé –, mas também é prejudicial nos primeiros anos de vida, uma vez que o cérebro continua a desenvolver-se.

Vários estudos indicam a diminuição do QI, entre 8 e 15 pontos, como possível consequência, pelo que a OMS alerta para a “redução da capacidade intelectual em casa, na escola e no trabalho”. Ler ou interpretar, por exemplo, podem tornar-se tarefas mais difíceis de executar.

Em 2016, na sequência do seu primeiro estudo em escolas nortenhas, Conceição Calhau foi à Assembleia da República defender, em vão, a obrigatoriedade de uso de sal iodado no consumo doméstico – uma solução adotada em muitos países, ao longo dos últimos 100 anos, para se colmatar o défice de iodo nas populações, incluindo em Portugal na década de 70. Não satisfeita com a falta de respostas para combater o problema identificado a norte, numa pesquisa financiada a nível europeu em mais de 400 mil euros, a investigadora decidiu estudar o fenómeno na capital, sem qualquer tipo de financiamento e com uma equipa mais pequena. A ideia, desta vez, passa por fazer uma segunda avaliação dos níveis de iodo, após um ano de uso exclusivo de sal iodado na confeção das refeições.

SOLUÇÃO À MÃO DE SEMEAR

Desde 2013 que este tipo de sal está expressamente autorizado nas cantinas pela Direção-Geral de Educação (DGE), mas Conceição Calhau constatou, em 2016, que nenhuma das 84 escolas avaliadas o utilizava. No Agrupamento 
D. Filipa de Lencastre, lê-se no relatório preliminar, também houve constrangimentos ao nível da introdução do sal iodado, por resistência da empresa fornecedora das refeições e das próprias cozinheiras. “Há um desconhecimento generalizado sobre o que é o sal iodado. Nas ações de sensibilização, temos pais a perguntarem-nos se é na farmácia que podem comprá-lo”, relata a também coordenadora do curso de Nutrição da Nova Medical School.

Vendido nos supermercados, o sal iodado é idêntico ao sal normal, mas fortificado com iodeto de potássio, respondendo assim às necessidades de iodo, um micronutriente que ativa as hormonas da tiróide, responsáveis pelo desenvolvimento cerebral e pela regulação do metabolismo do organismo. Nas novas Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares para este ano letivo de 2018-2019, a DGE reformulou o texto relativo ao sal iodado, de forma a não deixar dúvidas: “O sal, a ser utilizado, terá de ser, obrigatoriamente, sal iodado.” À falta de campanhas de sensibilização, porque a prioridade em Portugal é reduzir o consumo excessivo de sal, qualquer que seja, este não deixa de ser um pequeno passo numa nova direção.

“O iodo é a gasolina para a tiróide funcionar. Com ou sem doença da tiróide diagnosticada, há uma enorme margem de segurança para se consumir sal iodado”, explica o endocrinologista do Hospital das Forças Armadas, João Jácome de Castro, representante de Portugal no consórcio EUthyroid, um projeto da União Europeia que envolve especialistas de 27 países, e na Rede Global de Iodo, uma organização não governamental, que colabora com a OMS no propósito de erradicar a deficiência de iodo no mundo.

Em abril, o EUthyroid estimou que “até 50% dos bebés europeus” são expostos a algum grau de deficiência de iodo, sublinhando, num documento conjunto designado “Declaração de Cracóvia”, a “crescente preocupação” pela ausência de estratégias de saúde pública para estudar e combater o problema. Apenas oito países da União Europeia monitorizam, regularmente, os níveis de iodo da população, e Portugal não é um deles. O último estudo em mulheres grávidas, publicado no início da década, revelou que 83% se encontravam abaixo dos valores normais, segundo os padrões da OMS. Jácome de Castro, um dos seus autores, diz que pretende repeti-lo em 2019.

Em casos mais graves, a deficiência de iodo pode provocar bócio, nódulos na tiróide e hipertiroidismo na população adulta. Sendo o iodo um micronutriente essencial que o organismo não produz naturalmente, muitas vezes a alimentação não chega para cobrir as necessidades. O peixe e o marisco são as principais fontes, mais do que o leite e seus derivados, mas viver junto ao mar não é sinónimo de uma população rica em iodo. Em Portugal, os dados existentes apontam os Açores e a Madeira como regiões cujas populações mais carecem desse nutriente. Frequentar praias ricas em iodo também não é suficiente, uma vez que a quantidade absorvida pela organismo é residual.

ONDE ENCONTRÁ-LO

São estes os alimentos mais ricos em iodo e a quantidade que seria preciso ingerir para se atingir a dose diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde:

- Peixe: 60 gramas de bacalhau

- Leite: 2 copos (300 mililitros)

- Ovos: seis

- Queijo: 500 gramas

- Sal iodado: 1 oitavo de uma colher de chá

Fonte: Visão

Na sequência da publicação e divulgação do documento "Ficha técnica para a produção, controlo e certificação de material de propagação de oliveira, Olea europaea L.", a DGAV divulga agora, a Ficha técnica para a produção, controlo e certificação de material de propagação de nogueira, Juglans regia L., onde constam os procedimentos para a implementação da certificação de nogueira.

Fonte: DGAV

Exportação de pêra e maçã para Índia

  • Tuesday, 30 October 2018 09:43

Os produtores portugueses poderão dar início à exportação de pêra e maçã para a Índia, numa primeira fase a título experimental e que passará a ser uma realidade após o envio com sucesso das 8 a 10 primeiras remessas.

As remessas têm que ser inspecionadas por inspetores fitossanitários e a fruta sujeita a tratamento pelo frio, tendo sido identificadas três alternativas para esse tratamento.

Os interessados em exportar pêra ou maçã para aquele país deverão contactar a Direção Regional de Agricultura e Pescas territorialmente competente.

Fonte: DGAV

Ontem foi o dia dedicado aos mais velhos e o que cai nos seus estômagos é de uma importância vital. A alimentação na terceira idade faz toda a diferença e convém não esquecer que os idosos de hoje viveram costumes sociais numa época distinta da atual, o que poderá condicionar a forma como acham que se devem alimentar. Mas uma coisa é certa. “Uma alimentação saudável é um investimento para garantir independência e uma transição segura para a terceira idade”, garante à NM Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

Os anos passam, o corpo altera-se, o organismo muda, as necessidades também. Tudo isso implica vários cuidados. Cuidados redobrados com a hidratação porque aumentam as necessidades hídricas, mais vitamina D porque a deficiência dessa vitamina é uma das principais deficiências nutricionais nessa faixa etária, necessidades de adaptar a consistência da alimentação em casos de dificuldades de mastigação.

Alexandra Bento lembra que há fatores que decorrem do envelhecimento que podem limitar a ingestão alimentar e condicionar o seu estado nutricional, nomeadamente problemas de mastigação e ou de deglutição, desidratação, e que justificam uma intervenção individualizada quanto à prescrição de um plano alimentar – e aqui a intervenção do nutricionista pode ser determinante.

Não há grandes diferenças entre homens e mulheres. “As preocupações alimentares de homens e de mulheres deverão ser as mesmas, ou seja, ter um aporte alimentar que satisfaça as necessidades nutricionais. Contudo, tal como nas restantes faixas etárias, as necessidades nutricionais das idosas, na sua maioria, são inferiores às dos idosos”, revela Alexandra Bento. Em todo o caso, as refeições devem acontecer num ambiente calmo e confortável, em companhia de outras pessoas, família, amigos, cuidador, para proporcionar mais prazer.

A alimentação deve ser repartida ao longo do dia em número adequado de refeições, o que beneficia a redução do colesterol, melhora a tolerância à glicose, melhora o controlo de peso e reduz a tendência para deposição de gordura. Nesse sentido, a distribuição alimentar ao longo do dia é recomendada para as várias doenças que são prevalentes nos idosos, como, por exemplo, a diabetes tipo 2.

O que colocar, então, no prato? Os mais velhos devem, todos os dias, privilegiar os hortícolas na forma de sopa e como acompanhamento no prato, a fruta e a água. Devem evitar consumir sal em excesso, moderar o consumo de bebidas alcoólicas, bem como de alimentos com elevado teor de açúcar e ou gorduras trans.

Há outro ponto muito importante: a ingestão alimentar não deve exceder as necessidades energéticas diárias. A bastonária da Ordem dos Nutricionistas explica que, tradicionalmente, devem ser realizadas três refeições principais: pequeno-almoço, almoço e jantar, intercaladas com duas ou três merendas ligeiras. “A ingestão de cinco refeições diárias está também associada, significativamente, ao aumento da ingestão de líquidos, diminuindo o risco de desidratação. É ainda importante que sejam estabelecidos horários regulares para as refeições, contribuindo dessa forma para maior conforto e regulação do apetite da pessoa idosa”, salienta.

Nessa fase da vida, fala-se mais em doenças, há mais maleitas que aparecem. De que forma a alimentação ajuda a prevenir alguns males da terceira idade? “Faz parte do processo de envelhecimento o aparecimento progressivo de doenças crónicas (por exemplo, hipertensão arterial e diabetes) que, se bem controladas, podem não afetar a qualidade de vida no idoso.” Mas, mesmo sem doenças, o envelhecimento representa várias perdas: a nível sensorial no olfato e no gosto; orgânicas em termos cardiovasculares e musculares; cognitivas já que a memória ressente-se do desgaste dos anos e o raciocínio perde qualidades. “Estas perdas podem interferir direta ou indiretamente com as escolhas alimentares”, afirma Alexandra Bento.

Os portugueses vivem mais anos, a esperança média de vida tem aumentado, mas Portugal é um dos países europeus com menor número de anos de vida saudável depois dos 65 anos. E, por cá, os idosos consomem muito sal na comida, o que aumenta o risco de doença cardiovascular. “A evidência científica tem demonstrado que existe uma relação linear, positiva e de dose-resposta entre a ingestão de sódio e a mortalidade e morbilidade por doença cardiovascular”, realça a bastonária.

“Sabemos que os hábitos alimentares são o fator de risco que mais contribui para o número de anos de vida saudável perdidos pelos portugueses (15,8%), sendo que a ingestão excessiva de sal e o consumo inadequado de hortofrutícolas se afiguram como os riscos alimentares evitáveis que mais contribuem para esta perda. Assim, uma alimentação adequada pode contribuir para prevenir o aparecimento de doenças crónicas e melhorar a qualidade de vida.”

Fonte: Notícias Magazine

Quando fez 50 anos, Jim começou a apostar no seu bem-estar, através do exercício e perda de peso, e alimentando-se de maneira mais saudável. Um dia, pouco tempo depois de mudar a sua vida, a mulher perguntou-lhe se ele se sentia bem, porque tinha os olhos e a pele muito amarelos. Mal sabia que um suplemento (umas cápsulas de chá verde) estava a destruir-lhe o fígado.

Na altura, Jim acabou por ir para o hospital. Os médicos afastaram as possibilidades de as lesões no fígado serem provocadas por álcool, porque ele bebia muito pouco. Também não podiam ser medicamentos, pois não tomava nenhum regularmente. O hepatologista perguntou-lhe então se tomava suplementos alimentares e ele disse que sim - cápsulas de chá verde.

Jim tomava os suplementos há dois ou três meses. Cada vez mais populares no mercado, o norte-americano ouviu dizer tinham benefícios para o coração por terem propriedades antioxidantes, ajudarem a perder peso e prevenir o cancro. "O meu pai teve um ataque cardíaco aos 59 anos e morreu. Ele perdeu muito do que vivemos enquanto família e eu estava determinado a fazer o que pudesse para tomar conta de mim, para não me acontecer nada", explicou à BBC.

O norte-americano tomava as cápsulas e sentia-se bem. "Estava a andar e correr entre 30 a 60 minutos por dia. Tinhas aulas de ginástica durante a noite dos fins-de-semana", explicou. Na altura estava a trabalhar como gestor e esperava mudar de carreira.

Depois de várias análises ao sangue, três semanas depois de ser questionado pela sua mulher, Jim recebeu a notícia de que precisaria de um transplante de fígado. "E tem de acontecer depressa. O senhor tem dias, não semanas", avisaram os médicos.

De acordo com a BBC, uma investigação da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar concluiu que as catequinas (nutrientes antioxidantes) existentes no chá verde são "seguras, de forma geral" mas em doses reguladas. Mais de 800 mg por dia "podem causar problemas de saúde".

Fonte: Sábado

Vinho do Porto está hoje mais protegido

  • Monday, 29 October 2018 10:51

A denominação de origem do vinho Porto está hoje mais protegida do que num passado próximo, graças a acordos internacionais com grandes países consumidores como a China ou com o Mercosul, na América do Sul. “Há 20 anos tínhamos problemas delicados em países como a Austrália, o Canadá, o Chile ou a África do Sul, Hoje, esses problemas diminuíram ou foram eliminados”, disse à agência Lusa o jurista Alberto Ribeiro e Almeida, do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).

O especialista falava à margem do Congresso Wine Track 2018, que hoje reuniu, no Porto, empresas, marcas e cientistas num debate sobre “novas tecnologias e soluções contra a fraude e contrafação de vinhos e bebidas espirituosas”. O IVDP ocupa-se da proteção às marcas Porto e Douro e recebe “três a quatro reclamações por semana” contra registos indevidos, disse Alberto Ribeiro de Almeida.

O jurista levou a este congresso o caso de um processo que teve um desfecho desfavorável aos interesses portugueses, que foi o que opôs a denominação vinho do Porto a um uísque escocês chamado Port Charlotte. O caso foi ao Tribunal Europeu de Justiça e este não deu razão ao IVDP, que alegou, em vão, existir “risco de confusão” com o vinho do Porto.

“O tribunal ignorou a reputação e prestígio da marca Porto”, vendo nesta uma simples região e um porto, o que para Alberto Ribeiro de Almeida revelou “falta de sensibilidade”. O que o IVDP pretende, segundo resumiu, “é proteger o investimento feito pelos produtores na denominação de origem, evitando o seu registo por grupos que não têm direito a ela”.

A denominação de origem Douro encontra-se sob menos pressão do que a do Porto, mas regista um crescimento em linha com a sua crescente notoriedade internacional. “Custos económicos das infrações aos direitos de propriedade industrial” foi o título da intervenção feira por Pedro Portugal Gaspar, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), qual lembrou apreensão, este ano, de garrafas de vinho Barca Velha e Pêra Manca que poderiam valer cerca de 10 mil euros no mercado. Inspetor-geral daquela entidade, Pedro Portugal Gaspar salientou à Lusa que os produtos têxteis e de marroquinaria” mantêm-se nos primeiros lugares da contrafação, ao passo que a área alimentar não tem igual expressão. A falsificação incide em “produtos de elevada qualidade” e de preço também elevados, como são os casos dos vinhos referidos, não afetando produtos sem valor económico relevante.

O técnico da ASAE referiu ainda que as plataformas de venda digitais são um novo desafio, porque “alargam no tempo e no espaço a procura desse tipo de produtos”, e a investigação que culminou com a apreensão daqueles vinhos contrafeitos partiu daí. “Uma pista” para o consumidor ficar alerta sobre a autenticidade do que vai comprar são “os preços, normalmente mais baixos” do que seria normal, exemplificou Pedro Portugal Gaspar, salientando também que “os produtos de maior valor comercial são os mais suscetíveis de serem adulterados”. A segurança alimentar não é uma ameaça grande, “porque aquilo é uma infração económica”, e no que diz respeito aos vinhos, completou, “em Portugal, o mercado está seguro e tem qualidade”.

Fonte: Dinheiro Vivo

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR apreendeu no sábado 450 quilos de amêijoa-japónica e 820 quilos de ostras portuguesas, com o valor presumível de 13.400 euros, nos concelhos de Lisboa e Alcácer do Sal.

De acordo com um comunicado divulgado este sábado, "os militares detetaram amêijoa-japónica em situação irregular, em virtude da mesma não estar a ser acompanhada, durante o transporte, dos respetivos documentos de registo, o que não permite saber a sua proveniência".

A deteção foi feita "no âmbito de ações de fiscalização de atividades relacionadas com a captura e comércio ilegal de bivalves e proteção das espécies e segurança alimentar", acrescenta a UCC.

Fonte: Correio da Manhã

O Governo dos Açores assegura a excelência do mel produzido no arquipélago e desmente que os apicultores da Região possam estar a sucumbir a práticas de produção menos recomendáveis que impliquem a sua contaminação.

Em causa está um alerta deixado por um membro dos corpos sociais da Casermel – Cooperativa de Apicultores e Sericicultores de São Miguel e publicado na edição de ontem do Açoriano Oriental (24 de outubro 2018), denunciando que há mel a ser embalado e, posteriormente, comercializado na Região que contemplou a introdução de fitofármacos aquando do respetivo processo de produção.

Esclarece o diretor regional da Agricultura, em reação à notícia divulgada neste jornal, que “as denúncias sobre a pouca qualidade do mel à venda na Região, além de não salvaguardarem o interesse do setor, pecam pelo desconhecimento e por não terem sido apresentadas às entidades competentes para efeitos de avaliação e eventuais medidas de atuação”.

José Élio Ventura considera que as declarações do responsável da Casermel vieram confundir os consumidores do mel dos Açores, ao induzir em erro práticas sanitárias que ocorrem em algumas ilhas, destinadas ao combate da ‘Varroose’.

Fonte: Agroportal