As municipalidades e a agência nacional alimentar designada Livsmedelsverket, desenvolveram no ano passado, um inquérito dirigido à restauração sueca.
O propósito deste foi averiguar as abordagens de manuseamento, preparação e confeção de hambúrguers cuja carne não é completamente cozinhada.
De acordo com as autoridades suecas, mais de metade dos restaurantes inquiridos, não possuíam rotinas de manutenção da qualidade microbiológica de hambúrgueres mal passados. Esta é uma conclusão preocupante dado o crescente aumento de pedidos de carne mal passada.
Servir hambúrgueres de carne picada mal confecionada, representa um perigo para a saúde, nomeadamente de exposição a E. coli produtora de toxina Shiga (STEC).
Nesse sentido, os restaurantes que optem por servir hambúrgueres assim devem demonstrar procedimentos e rotinas higiénicas, baseadas em análise do perigo e controlo dos pontos críticos (HACCP), capazes de minimizar potenciais malefícios para a saúde.
As maiores dificuldades relatadas para assegurar a qualidade da carne mal passada têm que ver com a inexistência de medidas redutoras do risco, a insuficiência da informação providenciada pelo fornecedor de carne e a não implementação de instruções recebidas.
No que se refere a boas práticas de higiene tais como a limpeza do aparelho de corte da carne, a higiene pessoal e a lavagem de mãos, os restaurantes suecos mostram-se cumpridores de tais práticas.
Após análise dos resultados do inquérito, as autoridades suecas decidiram rever as recomendações existentes sobre o tema, devendo acrescentar mais medidas redutoras do risco além do corte da superfície da carne antes da picagem.
Fonte: Food Safety News
A toma de suplementos alimentares mostrou-se incapaz de prevenir a depressão, segundo um estudo realizado em 1025 pessoas de quatro países europeus (Espanha, Alemanha, Reino Unido e Holanda) e publicado este mês na revista científica JAMA.
Os investigadores dividiram os participantes do estudo em grupos distintos apesar do fator comum do excesso de peso e risco elevado de depressão. Estes foram acompanhados durante um ano, durante o qual 10% dos intervenientes do estudo desenvolveram depressão apesar da toma de suplementos e/ou intervenção de terapia de grupo.
O primeiro grupo tomava diariamente um suplemento alimentar que continha ómega 3, cálcio, ácido fólico, vitamina D, zinco, selénio e outra parte tomava apenas um placebo. Metade dos participantes recebeu também uma intervenção para mudança do seu estilo de vida e adoção de comportamentos mais saudáveis.
Os 10% que desenvolveram depressão representam 105 indivíduos. Destes, 25 estavam no grupo que apenas tomava placebo, 26 tomavam placebo e recebiam terapia de grupo, 32 eram do grupo da toma de suplemento alimentar sem terapia e 22 combinavam suplementos com terapia de grupo.
É possível concluir que nenhuma das estratégias influenciou ou afetou o desenvolvimento de depressão pelo que se deverão retirar consequências para a definição de política de saúde pública.
Isso pode passar por proibir a "publicidade falaciosa em torno das qualidades antidepressivas de nutrientes" e promover as terapêuticas que têm provas de eficácia, "como a generalidade de antidepressivos" para os vários tipos e níveis de gravidade da depressão, bem como psicoterapia para as depressões ligeiras e moderadas, argumenta o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente em Portugal da Aliança Europeia Contra a Depressão.
Para consultar o artigo original, clique aqui.
Fonte: Notícias ao minuto
A Associação Portuguesa de Nutrição lançou o documento Um olhar sobre os sistemas de rotulagem Front of Pack (FOP), na Feira Alimentaria & Horexpo na Sessão Reflexões sobre os Sistemas de Rotulagem Alimentar - Front of Pack (FOP).
Este documento explicativo sobre os sistemas de rotulagem FOP pretende promover a reflexão sobre a temática e os seus desafios futuros, assim como esclarecer profissionais e público interessado. Consulte o documento aqui.
Fonte: Associação Portuguesa de Nutrição
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ASAE, esteve recentemente nos Mercados de Chãos e Areias e também na localidade de Avecasta, no concelho de Ferreira do Zêzere, numa ação de fiscalização aos talhos existentes, encerrando todos, alegadamente por falta de condições.
A Junta de Freguesia de Chãos já informou que pretende em breve iniciar as obras exigidas pela ASAE.
Fonte: Região do Zêzere
Desde janeiro, 1.700 câmaras foram instaladas em 800 restaurantes do distrito de Minhang ao abrigo de um novo plano de gestão da segurança alimentar. De acordo com o diretor do Escritório de Supervisão e Gestão do Mercado de Minhang, Wu Jun, o assunto preocupa consideravelmente os chineses.
“Assumir a vigilância total de um restaurante é uma tarefa quase impossível para os responsáveis de segurança alimentar pelo que os governos de Xangai e da China optaram por colmatar esta falha através do uso de tecnologia", refere Wu.
O sistema implementado é capaz de medir a temperatura, a humidade e de detetar más práticas de restauração. As câmeras são incorporadas de uma tecnologia de reconhecimento facial que facilitam a deteção de pessoas não autorizadas ao serviço, bem como a presença de pragas.
Quando uma câmera deteta uma irregularidade, as imagens são enviadas ao gerente do estabelecimento e também ao Escritório de Supervisão e Gestão do Mercado, que acompanha todos os alertas.
“Os restaurantes têm que assumir a responsabilidade e solucionar o problema. Caso contrário, serão alvo de punição”, explicou o diretor, destacando que a tecnologia torna as intervenções muito mais precisas.
Em dois meses de operação, o sistema já detetou várias irregularidades, sendo que as mais comuns são cozinheiros sem touca ou sem máscara higiénica, falhas na temperatura e na humidade e a presença de ratos em algumas cozinhas.
Fonte: Exame
As várias áreas do Governo têm sido cada vez mais sensíveis à importância de hábitos alimentares adequados, o que tem sido determinante para que o país seja considerado uma referência nesta área a nível internacional.
Recentemente, a Assembleia da República aprovou uma lei que visa regular a publicidade alimentar dirigida a menores de 16 anos, medida determinante para proteger a saúde desta faixa etária de portugueses que, de acordo com o último Inquérito Alimentar Nacional (IAN), possuem os hábitos alimentares mais desequilibrados.
A evidência mostra-nos que a publicidade alimentar dirigida a crianças influencia o seu comportamento alimentar com repercussões sérias no estado nutricional e de saúde pelo que nesta matéria a autorregulação de publicidade não é suficiente.
No âmbito da Estratégia Alimentar Nacional, cabe agora à Direção-Geral de Saúde (DGS) definir o perfil nutricional dos alimentos a restringir a publicidade.
Além disto, foram também implementadas medidas fiscais para reduzir o consumo de certos alimentos, nomeadamente o imposto especial de consumo sobre as bebidas refrigerantes que são as que mais contribuem para a ingestão de açúcar.
A implementação de medidas que vieram modificar a oferta alimentar em espaços públicos, como escolas, hospitais e, em geral, instituições e organismos do Estado, é igualmente um trabalho contínuo da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS).
A redução das desigualdades no acesso a uma alimentação adequada tem sido outra prioridade. Estão previstos programas de apoio alimentar destinados às pessoas carenciadas, assim como a implementação de um sistema de monotorização da insegurança alimentar na população.
A reorganização dos serviços de saúde através de um projeto piloto para a identificação e intervenção precoce na área da obesidade nos cuidados de saúde primários é outra prioridade que deriva da pressão crescente desta doença nos atuais sistemas de saúde.
Em breve, a roda dos alimentos, que data de 2003, será também reavaliada, bem como se pretende instruir a população em termos da literacia nutricional.
Em última nota, refere-se também os acordos com os setores da indústria e distribuição alimentar, para o plano de reformulação do teor de sal, açúcar e ácidos gordos trans nos produtos alimentares em Portugal.
Fonte: Público
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 80 quilos de géneros alimentícios numa operação nacional que terminou hoje de madrugada. Um processo crime foi instaurado por abate clandestino.
Foram também instaurados 39 processos de contraordenação, sobretudo por transporte irregular de vinhos ou produtos vitivinícolas, o incumprimento dos requisitos de higiene no transporte de produtos alimentares, a ausência ou irregularidades na rotulagem de produtos alimentares, a falta de controlo metrológico obrigatório, de número de controlo veterinário e de requisitos no transporte de pescado, assim como a temperatura não regulamentar a que os produtos eram transportados.
Foram ainda objeto de perícia por parte dos veterinários da ASAE cerca de 80 toneladas de produtos cárneos e de pescado e apreendidos sete registadores de temperatura.
A operação teve por objetivo verificar as condições de transporte de mercadorias em circulação nas principais vias de acesso aos grandes centros urbanos, industriais, mercados abastecedores e zonas fronteiriças, tendo contado com a colaboração da PSP e GNR.
Fonte: Jornal de Notícias
Um produto cuja categoria se enquadra em carnes e produtos da carne (que não aves), nomeadamente chouriço preto português foi retirado do mercado após notificação de França, com base em informação de amostragem/análise.
No chouriço foram detetados microrganismos patogénicos, representando perigo biológico. O resultado analítico identificou Salmonella/25g aquando da amostragem.
A distribuição deste produto apenas aconteceu em França, tendo este origem em Portugal.
Fonte: RASFF Portal
A aquafaba é um líquido viscoso que resulta da cozedura do grão-de-bico em água, sendo tipicamente descartado. Contudo, este produto pode ser a solução para a substituição do ovo.
Este líquido já é amplamente utilizado na comunidade vegan como substituto do ovo, acrescentando textura aos produtos alimentares como maionese, pudim, gelado e produtos de padaria, pastelaria, confeitaria ou de bolachas e biscoitos.
O grão-de-bico cozido pode, no entanto, originar espumas de diferentes propriedades e estabilidade, pelo que o estudo da aplicação das variadas águas de cozedura de leguminosas deve ser explorado tendo em conta o seu efeito na qualidade do alimento.
A aquafaba é então um promissor ingrediente funcional, que resulta do reaproveitamento de matéria que originalmente seria desperdiçada. Assim, representa uma oportunidade de baixo custo para o desenvolvimento de produtos vegan, respeitando a ideologia de economia circular.
Fonte: European Food Research and Technology
A Associação Industrial de Produção de Medicamentos na Alemanha exige que a União Europeia (UE) clarifique a atual situação em que os produtos botânicos e suplementos podem efetuar alegações de saúde não autorizadas.
O grupo farmacêutico alemão acredita que as leis que regulam as alegações de saúde dos produtos botânicos e suplementos não são suficientemente exigentes quando comparadas com outros medicamentos.
Apesar de existirem guias de boas práticas de utilização de mensagens publicitárias e alegações de saúde neste tipo de produtos, os produtos botânicos continuam a não ser auditados.
Foi introduzida uma lei que requeria que todas as alegações de saúde em publicidade alimentar fossem devidamente justificadas e suportadas por estudos científicos, no entanto, a Comissão Europeia interrompeu esta obrigação em 2010 para produtos herbais.
Fonte: Nutra Ingredients
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