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Foi aprovada no Comité Permanente de Novel Food and Toxicological Safety, de 21 de junho de 2018, nova versão do Guia orientador para a implementação do Reg. (UE) 2017/2158, de 20 de Novembro, que estabelece medidas e níveis de referência para a redução da presença de acrilamida em géneros alimentícios, que abrange os seguintes aspetos:

- Categorização dos operadores das empresas do setor alimentar;

- Aplicação de medidas de mitigação e níveis de referência;

- Amostragem e análise e manutenção de registos;

- Uso de guias de cores.

O guia de orientação, disponível na versão inglesa, é um documento em evolução sujeito, sempre que necessário, a atualizações com base na experiência adquirida com a aplicação do Reg. (UE) 2017/2158

Está previsto o documento ser divulgado no website da Direcção-Geral da Saúde e da Segurança Alimentar da EU (DGSANTE) e traduzido em todas as línguas da União Europeia.

Fonte: DGAV

Os números constam do estudo “Rumo Estratégico para o Setor dos Vinhos do Porto e Douro” que é apresentado sexta-feira no Peso da Régua numa sessão com a presença do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos.

Este documento surge num momento em que “as previsões para a próxima década apontam para que a produção e o consumo mundial de vinho evoluam de modo moderado”.

É expectável o decréscimo de consumo nos países produtores, mas este cenário deverá ser compensado pelo aumento do de outros países e mesmo pelo surgimento de novos mercados.

“Não devendo ser, no seu todo, suficiente para alterar significativamente o padrão geográfico de consumo. Em valor, é de esperar que tanto a produção como o consumo evoluam de modo positivo, acompanhando as preferências dos consumidores por vinhos superiores, com a premiumização dos vinhos a estar cada vez mais presente no mercado mundial”, refere o estudo.

Sobre o vinho do Porto, o documento que o IVDP apresenta sexta-feira e que está disponível para consulta no ‘site’ do instituto, aponta que “na última década, deparou-se com a ameaça do decréscimo das vendas, especialmente em volume”.

Em 2017, os valores aproximados das vendas totais foram de 75 milhões de litros e 378 milhões de euros, repartidas por exportações de 62 milhões de litros e 304 milhões de euros e vendas no mercado nacional de 13 milhões de litros e 74 milhões de euros.

Estes valores significam que, face a 2006, as vendas totais variaram em menos 17,2% (em volume) e menos 4,1% (em valor). Já às exportações foram menos 19,6% (volume) e menos 7,7% (valor), o mercado nacional registou menos 3% (volume), mas mais 14,7% (valor).

Quanto ao vinho do Douro, em 2017, as vendas totais foram, aproximadamente, de 40 milhões de litros e 157 milhões de euros (3,94 euros/litro), sendo 25 milhões de litros e 96 milhões de euros (3,84 euros/litro) no mercado nacional e 15 milhões de litros e 61 milhões de euros (4,11 euros/litro) no mercado externo.

Assim, comparando com 2006, as vendas totais aumentaram em 137,8% (volume) e 153,1% (valor), enquanto as vendas no mercado nacional aumentaram em 112,4% (volume) e 126,4% (valor) e as exportações aumentaram em 198,1% (volume) e 210,8% (em valor).

“É este cenário de desafios e oportunidades que enquadra a proposta de plano de ação, visando as medidas institucionais propostas gerar informação e condições de contexto para o reforço da inovação e competitividade do setor dos vinhos do Douro e Porto, numa perspetiva evolutiva e de continuidade do cerne da sua matriz identitária”, refere o estudo do IVDP.

Em síntese – continuam a descrever os autores do estudo cuja coordenação geral é de Tim Hogg, a coordenação científica de João Rebelo e o acompanhamento e avaliação de Daniel Bessa – “as medidas pretendem reforçar a sustentabilidade do setor vitivinícola da Região Demarcada do Douro [RDD], através da melhoria do acesso e adaptação dos vinhos ao mercado, flexibilização da estrutura organizacional, redução dos custos de transação e do impulso de um sistema contínuo de investigação, desenvolvimento e inovação”.

Fonte: Agroportal

“Riscos e Alimentos”, publicação de carácter semestral, é um instrumento de comunicação que a ASAE produz focado na Avaliação e Comunicação de Riscos na cadeia alimentar.

Clique aqui para consultar a mais recente edição no âmbito das bebidas alcoólicas.

Fonte: ASAE

O Verão sufocante deixou os campos castanhos e levou à escassez de forragem para os milhões de vacas do país. Meses de seca e calor também provocaram problemas em toda a União Europeia, a maior exportadora de leite. Da Irlanda à Alemanha, agricultores tiveram que abater rebanhos ou antecipar em meses o fim da ordenha.

Para o sector de lacticínios da UE, de 12 mil milhões de dólares, os campos secos aumentaram os custos de alimentação dos animais, o que diminuiu os lucros dos fazendeiros. A Autoridade de Agricultura e Desenvolvimento de Alimentos da Irlanda projecta que as quintas de gado leiteiro ganharão metade do obtido no ano passado. A situação da alimentação poderá tornar-se urgente e a produção de leite poderá cair nos próximos meses, de acordo com a Arla Foods, a maior produtora de laticínios da região nórdica.

“Em Julho, trouxemos relvas que deveria ter sido destinada à forragem do Inverno”, disse Pat McCormack, proprietário de 100 cabeças de gado leiteiro no condado de Tipperary, na Irlanda, onde trabalha há 21 anos. “Para um agricultor sem relva, sem silagem, sem dinheiro e com filhos na faculdade, é um grande desafio mental.”

Urgência

A situação ficou tão difícil que a cooperativa Arla anunciou que planeia tomar uma medida sem precedentes: conceder todos os seus lucros aos agricultores pressionados pela seca. A UE também interveio para ajudar os produtores que enfrentam a escassez de forragem, com medidas como a aceleração de pagamentos ou a flexibilização de normas relativas aos terrenos.

Embora a produção de leite não seja directamente proporcional ao tamanho dos rebanhos e ainda seja cedo para avaliar de forma confiável o impacto sobre a produção, a associação alemã de fazendeiros DBV afirma que a oferta de leite na Alemanha Oriental pode cair 10% em relação ao ano anterior. Um produtor irlandês estimou o prejuízo total diário em cerca de 10 euros por vaca.

O calor também afectou directamente o gado. Uma vaca produz cerca de 40 litros de leite por dia, mas o clima quente pode reduzir a produção a metade, e a recuperação leva tempo, disse Peter Paul Coppes, analista sénior de laticínios do Rabobank International, em Utrecht, na Holanda. Os agricultores têm que pagar mais por forragens mais nutritivas se quiserem aumentar a produtividade.

A indústria do leite poderá enfrentar mais problemas mesmo com um clima mais favorável, porque o calor pode afectar a fertilidade dos bovinos, e a magnitude do problema só ficará clara dentro de nove meses, disse Chris Gooderham, analista de produtos lácteos do Conselho de Desenvolvimento Agrícola e Hortícola do Reino Unido.

“Tudo isto vai causar uma crise financeira no sector irlandês de laticínios, a menos que vejamos um aumento significativo no preço dos produtos”, disse John Robinson, um produtor leiteiro com 130 vacas no condado de Kilkenny, no sudeste da Irlanda. “O Natal pode ser bastante desanimado.”

Fonte: Agroportal

Agrónomo formado em Portugal, Mané, que preside a organização não-governamental (ONG) Ação para o Desenvolvimento (AD), uma das mais atuantes no enquadramento da população rural guineense, considera que "quem tem a semente é realmente quem tem a soberania do alimento".

A AD, que é uma rede de organizações comunitárias guineenses, tem debatido a questão no âmbito dos fóruns de países de língua portuguesa que se interessam pela soberania e segurança alimentar.

Tumane Mané disse que os receios "são fundados" já que ainda não existem estudos conclusivos sobre as consequências, no ser humano e no ambiente, devido ao consumo de alimentos feitos a partir de sementes geneticamente modificados.

Mané comentava a possibilidade de a China cooperar com a Guiné-Bissau na Agricultura, nomeadamente na produção do arroz, alertando para o facto de o país asiático estar a usar a chamada variedade híbrida cujas consequências, disse, são preocupantes.

O agrónomo guineense enumerou um conjunto de consequências já conhecidas derivadas de alimentos produzidos com sementes geneticamente, modificadas para os quais, observou, o mundo e "muito menos" a Guiné-Bissau não se encontram preparados para enfrentar.

"Por exemplo, o surgimento de superpragas nas culturas, contaminação da biodiversidade, nomeadamente do peixe que acabamos por comer, surgimento de novos vírus, poluição do lençol freático da água que bebemos, porque essas sementes requerem muitos químicos para se desenvolverem", alertou Tumane Mané.

No caso concreto do arroz hibrido chinês, Mané é perentório em afirmar que a Guiné-Bissau "não está preparada" para a sua introdução na produção.

"Devíamos aceitar essa variedade só quanto tivermos a certeza de que a legislação, o controlo, o impacto reduzido na dimensão ambiental, social e tivermos a certeza de que, do ponto de vista, da saúde humana, não haverá nenhum risco", defendeu Tumane Mané.

Fonte: Diário de Notícias

Guia explicativo do Decreto-Lei nº 82/2017

  • Wednesday, 12 September 2018 09:16

No âmbito do Programa Comunitário de Certificação de Fruteiras, a DGAV procedeu à publicação e divulgação do documento “Produção, Controlo, Certificação e Comercialização de Materiais Frutícolas – Guia explicativo do Decreto-Lei nº 82/2017”, onde constam os procedimentos a seguir para aplicação do referido diploma.

Para consultar o documento, clique aqui.

Fonte: DGAV

Com o início do novo ano letivo torna-se importante reforçar a participação dos pais na educação alimentar dos seus filhos e na criação de um bom ambiente alimentar na escola e em casa.

Não duvidamos que os pais queiram o melhor para os seus filhos. É evidente que sim. No entanto, e em termos alimentares, muitas vezes aquilo que os pais pensam que é o melhor acaba por se revelar prejudicial. Prejudicial para a saúde dos seus filhos, mais caro, e oposto aos princípios de alimentação saudável transmitidos pela escola.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE TEM COLABORADO COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO EM TERMOS DA EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE, DESIGNADAMENTE EM TERMOS DA EDUCAÇÃO ALIMENTAR.

Assim, temos vindo a colaborar na definição das políticas da oferta alimentar em meio escolar.

Neste momento, existem diretrizes da Direção-Geral da Educação atualizadas que regulamentam a oferta alimentar em meio escolar, condicionando a disponibilidade de géneros alimentícios menos saudáveis no espaço escolar (bufete e refeitório).

Contudo, os encarregados de educação continuam a ser decisivos. Pelo exemplo que dão em casa. As crianças copiam os adultos e seus hábitos, particularmente à mesa. Pela orientação que podem dar para que as crianças consumam no interior das escolas, onde a oferta alimentar é mais controlada nutricionalmente. Pela monitorização da oferta alimentar das escolas, passando pela seleção de lanches e merendas saudáveis que enviam para as refeições intercalares dos seus filhos.

Para que os pais possam melhor monitorizar a oferta alimentar existente nas escolas, sugerimos treze pontos de verificação, que poderão ajudar os pais a identificar as escolas mais amigas da alimentação (quantas mais respostas positivas/SIM) melhor):

Pode descarregar a grelha de verificação aqui.

Fonte: Nutrimento

Há 7200 anos os primeiros agricultores da região mediterrânica já produziam queijo. A descoberta foi feita por um grupo internacional de arqueólogos que encontrou os vestígios mais antigos de produção de queijo em dois sítios arqueológicos da Croácia, Pokrovnic e Danilo Bitinj, onde os primeiros agricultores da região se instalaram há cerca de nove mil anos.

A descoberta dessa primeira manufatura de queijo faz recuar em cerca de três mil anos a sua produção, bem como de outros produtos a partir da fermentação do leite nesta região, mostrando que eles entraram na alimentação humana mais cedo do que se supunha.

Publicada na revista científica Plos One, esta descoberta traz novidades à história desses primeiros agricultores da região e aponta para que o consumo de produtos de leite fermentado, como o queijo e iogurtes, tiveram um papel importante na consolidação e posterior expansão, para norte para e oeste, daqueles grupos humanos.

De acordo com a equipa que fez o estudo, aquelas populações começaram a usar o leite, presumivelmente na alimentação das crianças, há cerca de 7700 anos. Porquê as crianças? Porque, geneticamente, aquelas populações eram intolerantes à lactose. Só os bebés em aleitamento e as crianças durante a primeira infância podiam digerir o leite.

"Vemos ali primeiro o uso de leite, que era provavelmente recolhido para as crianças, por ser uma boa fonte de hidratação e relativamente seguro do ponto de vista de micro-organismos", explica Sarah McClure, da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, e uma das autoras da descoberta. "Não seria surpreendente que os adultos dessem leite de outros mamíferos às crianças", nota.

Bastaram, no entanto, 500 anos para que o leite fermentado entrasse na alimentação daqueles grupos, como mostra a descoberta feita na Croácia. Guardado em recipientes feitos de uma mistura de argila, água e areias, o leite acabaria por fermentar e o resultado - queijo e iogurtes - revelaram-se uma fonte de alimento mais segura para todos - no leite fermentado, a lactose já está processada.

A equipa identificou vestígios de queijo e de leite fermentado num conjunto de 36 dos 47 recipientes encontrados no local, ou seja, na maioria. A datação mostra que isso ocorreu há 7200 anos e, para os investigadores, esse "salto" alimentar pode ter dado um importante contributo para a expansão para norte e oeste daqueles primeiros agricultores.

Uma vez fermentado, o leite tornou-se também fonte de alimentação para os adultos, e terá ajudado a uma maior taxa de sobrevivência infantil, levando consequentemente a um aumento populacional, sugerem os cientistas.

Fonte: Diário de Notícias

Nos últimos anos, a preocupação com a alimentação foi aumentando e cada vez mais produtos saudáveis e naturais aparecem nas prateleiras dos supermercados. São os chamados superalimentos, como a quinoa, bagas de goji, sementes de chia ou o óleo de coco. Mas, segundo os especialistas, esta categoria foi na verdade inventada pelo marketing e pelas redes sociais, ao invés de pela comunidade científica. Afinal, existem ou não superalimentos?

É frequente ver estes produtos associados a propriedades benéficas, algumas vezes com efeitos milagrosos para a saúde. No entanto, na grande maioria dos casos não existem provas científicas que confirmem estes benefícios. Nutricionistas asseguram que nenhum produto por ser considerado um superalimento e que uma dieta saudável precisa de ser equilibrada e variada.

"É uma nova moda. Porque lhes chamamos superalimentos? Têm praticamente as mesmas características que outros, mas alguns são e outros não", disse ao El País a especialista em indústria alimentar Gemma del Caño.

Os superalimentos "de repente irrompem e parece que vão ser os salvadores da nossa saúde", afirmou ao jornal espanhol o especialista em tecnologia dos alimentos Miguel Ángel Lurueña. "São vistos como uma forma de compensar uma má dieta e os maus hábitos".

Muitas vezes, estes alimentos são vistos como uma solução fácil e rápida – responsabilidade das boas campanhas de marketing. "A mensagem que se transmite é que tanto faz com o que se acompanham [os superalimentos] e o resto da dieta", disse a investigadora Estefanía Toledo, da Universidade de Navarra.

Apesar de assegurar que alguns produtos incluídos nesta categoria "têm um valor nutritivo muito interessante", e podem inclusive ser incluídos numa dieta variada, explica que "nenhum alimento é um comprimido mágico que nos vá curar tudo". "Não existe nenhum alimento milagroso nem curativo", defende, garantindo que "a ideia costuma ser fruto de estratégias de marketing ou lendas sem fundamento".

Seguir uma alimentação saudável "requer consistência", explica Toledo. "Há coisas que podem não ser saudáveis mas têm um forte marketing, e o marketing leva-nos a consumir, está desenhado para isso".

"Grande parte da responsabilidade disto é da indústria, que fomenta no consumidor uma necessidade que na realidade não tem", explicou del Caño.

Fonte: sábado.pt

A versão 8 da BRC para Segurança Alimentar (BRC V8) foi publicada a 1 de Agosto de 2018. A norma fornece uma estrutura para gerir a segurança, integridade, legalidade e qualidade dos produtos na indústria alimentar, seu processamento e embalagem.

Principais alterações / destaques

• Incentivar uma cultura de segurança alimentar

• Ampliação dos requisitos para monitorização ambiental

• Incentivar os locais a desenvolver sistemas de segurança e defesa alimentar

• Clarificando os requisitos quanto às zonas de produção de alto risco e alta atenção

• Proporcionar maior clareza aos produtores de alimentos para animais de estimação

• Garantia de aplicabilidade global e benchmarking da GFSI

Fonte: brcglobalstandards.com e lrqa.pt