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A partir do passado sábado, bares dos hospitais públicos e dos centros de saúde deixam de vender salgados, produtos de charcutaria, bolos, refrigerantes com açúcar e sandes com molhos

O despacho foi publicado a 28 de dezembro de 2017, mas o Governo deu seis meses para as entidades procederam às alterações, se tal não implicasse o pagamento de indemnizações ou outras penalizações, na revisão dos contratos em vigor.

Os bares dos hospitais e centros de saúde vão deixar de poder vender águas aromatizadas, bebidas energéticas e bebidas com cola ou extrato de chá, guloseimas tipo rebuçados, caramelos, pastilhas com açúcar, gomas, snacks doces ou salgados, designadamente tiras de milho, batatas fritas e pipocas.

O despacho proíbe ainda, nos novos contratos a venda de chocolates em embalagens superiores a 50g, chocolates com recheio, bebidas com álcool e molhos como ketchup, maionese ou mostarda e obriga a que seja disponibilizado aos utentes água potável gratuita e de garrafa.

Os novos contratos a celebrar para concessão de espaços destinados à exploração de bares, cafetarias e bufetes também não podem ter a publicidade ou vender refrigerantes ou refeições rápidas, designadamente hambúrgueres, cachorros quentes, pizzas ou lasanhas.

Foi igualmente definida uma lista de alimentos permitidos nos bares, cafetarias e bufetes dos hospitais, entre eles leite simples meio-gordo/magro, iogurtes meio-gordo/magro, queijos curados ou frescos e requeijão, sumos de fruta e/ou vegetais naturais, bebidas que contenham pelo menos 50 % de fruta e/ou hortícolas e monodoses de fruta.

Esta lista integra ainda o pão, “preferencialmente de mistura com farinha integral e com menos de 1 g de sal por 100 g” de produto, que pode ter como recheio queijo meio-gordo/magro, fiambre com baixo teor de gordura e sal e de preferência de aves, carnes brancas cozidas, assadas ou grelhadas, atum ou outros peixes de conserva com baixo teor de sal e ovo cozido.

No âmbito destas alterações, a Ordem dos Nutricionistas pediu na sexta-feira uma auditoria aos bares, cafetarias e bufetes do SNS para verificar o cumprimento desta legislação.

“Esta inspeção é essencial para verificarmos se existe, de facto, uma melhoria na oferta alimentar nos bares do SNS, conforme definido legalmente”, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, acrescentando que, em Portugal, há “sérios erros alimentares” e que há “uma forte evidência científica de que a alimentação é um dos principais fatores modificáveis que mais contribui para a mortalidade e morbilidade dos cidadãos”.

Fonte: ANILACT

Água - Bebida do Verão

  • Tuesday, 03 July 2018 10:31

A água é essencial à vida, por isso está no centro da Roda dos Alimentos. No verão mais importante se torna este alimento devido à maior exposição a temperaturas elevadas.

Devido ao aumento da temperatura ambiente, o nosso organismo acelera a perda de água, pela transpiração, que é uma forma natural de arrefecimento do nosso corpo.

Um consumo desadequado de água compromete a regulação da temperatura corporal e afeta a pressão arterial, exigindo um maior esforço cardíaco, um maior esforço renal e, consequentemente, uma maior dificuldade em eliminar metabolitos. Salienta-se ainda que a própria digestão se torna mais difícil e o transito intestinal é afetado pela má hidratação, podendo ser causa de obstipação.

A desidratação associa-se a um pior desempenho cognitivo e físico, a um pior estado de humor, refletindo-se, eventualmente, no aspeto da pele, cabelo e unhas.

É importante ter em atenção que alguns indivíduos, como crianças, idosos ou pessoas doentes, poderão ter uma perceção de sede diminuída, pelo que estes devem ser incentivados a ingerir água.

Neste Verão, beba água regularmente ao longo do dia, mesmo que não sinta sede.

A água está igualmente presente nos alimentos, encontrando-se em quantidades elevadas em particular nos frutos e hortícolas. Por exemplo (% de água): melancia (94%), melão (92%), ameixa (89%), framboesa (84%), alface (96%), pepino (95%), tomate (94%), courgette (94%).

Existem diversas formas saudáveis de dar sabor à água, adicionando fruta, especiarias ou ervas aromáticas, sendo uma ótima opção para diversificar a sua ingestão sem açúcar adicionado. A sopa não deve ser esquecida pois é também uma boa fonte de hidratação (e minerais e vitaminas), podendo optar pelas versões frias.

Fonte: Nutrimento

Os deputados do PSD do distrito de Setúbal questionaram o Governo sobre a apanha, transporte e comercialização dos bivalves no Estuário do Tejo, referindo que é necessário regulamentar esta atividade. Os social-democratas manifestaram a sua preocupação sobre um conjunto de problemas associados a esta atividade, com maior expressão nos concelhos de Alcochete, Moita, Montijo e Barreiro.

“De acordo com informações oficiais, esta zona do estuário do Tejo está classificada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) como classe sanitária C, o que significa que os bivalves só podem ser usados para transformação em unidade industrial, a altas temperaturas, ou destinados a transposição prolongada numa depuradora em meio natural, que não existe em Portugal”, refere o documento a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o PSD, os indicadores revelam que os bivalves “estarão contaminados com índices elevados de E.coli que podem provocar intoxicação diarreica, fora os metais e metalóides tóxicos acumulados (zinco, chumbo, arsénio, mercúrio e níquel) por décadas de exploração industrial que desaguava no estuário”.

O deputado do PSD, Bruno Vitorino, refere que existe a informação de que os bivalves são atualmente “ensacados sem controlo sanitário e vendidos em Espanha”.

“Ganham selo de origem galega e entram legais no circuito comercial e alimentar. Ninguém tem informação sobre aqueles que entram diretamente no circuito comercial e alimentar sem qualquer controlo”, aponta Bruno Vitorino. O deputado do PSD adianta que, para além de todas as questões que põem em causa a saúde pública, existe um conjunto de outros problemas que têm vindo a público e que têm a ver com alegadas redes de exploração laboral e tráfico de pessoas.

“Muitos destes mariscadores são cidadãos estrangeiros e podem, supostamente, estar a ser vítimas destas eventuais redes”, defende. Bruno Vitorino alerta ainda que esta atividade torna as praias “sujas, poluídas e perigosas para quem as frequenta”, devido ao lixo e utensílios de apoio à atividade que ficam nos locais.

“Este é um problema nacional, mas com implicações regionais e locais muito grandes pois todas as questões afetam, e muito, a comunidade local”, sublinha o deputado. Os deputados do PSD querem saber se o Governo tem alguma resposta para estas questões e que medidas pensa tomar para “regulamentar a atividade, garantir o cumprimento da lei e a tranquilidade das populações”.

O Ministério do Mar anunciou em março que o concurso público para a construção da Unidade de Depósito e Transformação de Bivalves no Barreiro, cujo projeto terá um valor global de 1,4 milhões de euros, já foi aberto. A criação da primeira central para depósito, transformação e valorização de bivalves do país, no Barreiro, tinha sido anunciada em junho de 2017 por Ana Paula Vitorino.

“É crucial para o estuário do Tejo e para a comunidade de apanhadores, vasta, em que só uma parte tem licenças, e com bivalves com níveis elevados de contaminação. Esta será a primeira unidade em Portugal que pode transformar os bivalves para serem consumidos pelas pessoas e vai permitir também que a comunidade de apanhadores seja alargada”, afirmou na altura a ministra.

Fonte: Observador

O Observatório da Sociedade Portuguesa verificou que 92% dos portugueses considera que comprar produtos nacionais ajuda a melhorar a economia portuguesa, mas 36,9% é que tenta sempre comprar produtos de origem portuguesa.

De acordo com um estudo do Observatório da Sociedade Portuguesa da Católica-Lisbon School of Business & Economics, 79% dos portugueses considera que ajuda a reduzir o défice ao comprar produtos portugueses e 85% assume estar satisfeito com os produtos comprados.

O estudo feito em março avaliou quais os hábitos de consumo de produtos de origem portuguesa junto da população nacional.

Segundo a análise, 35,3% assume que tentam comprar algum tipo de produtos de origem portuguesa e 27,8% dos participantes não se preocupa com a origem dos produtos que compra.

Os produtos de origem portuguesa que os inquiridos mais compram são fruta e legumes (89.8%), pão e produtos de pastelaria (85,4%), azeite (83,6%), laticínios (71,4%), peixe, carne e derivados (67.8%).

Os produtos de origem Portuguesa adquiridos por uma menor percentagem de participantes são: bebidas com álcool (47,3%), arroz e massas (44,8%), bebidas sem álcool (33,0%), calçado (28,2%), vestuário (13,3%), mobiliário (12,4%), eletrodomésticos (3,9%).

A maioria dos participantes no estudo referiu que, numa compra habitual, geralmente identifica a origem dos produtos pelo símbolo “Made in Portugal” ou outro símbolo a indicar a origem portuguesa (64,1%), pela marca do produto ser uma marca portuguesa (57,7%), ou procuram no rótulo do produto (51,8%).

Apenas cerca de um quarto dos participantes identifica a origem dos produtos pela publicidade ao produto sugerir que se trata de um produto de origem portuguesa (20,9%), pelo nome do produto sugerir que tem origem portuguesa (20,8%), ou pelos ingredientes do produto serem de origem portuguesa (17,5%).

Quando questionados sobre os aspetos valorizados na compra de produtos de origem portuguesa, os participantes referiram que comprar produtos portugueses ajuda a melhorar a economia portuguesa (91,9%), que comprar produtos portugueses permite criar emprego em Portugal (88,3%) e ajuda a melhorar o défice Português (78,9%).

Sobre a qualidade dos produtos de origem portuguesa, os inquiridos consideraram que têm melhor qualidade (67,4%) e que são fáceis de encontrar nas lojas onde fazem compras (56,4%).

De acordo com o mesmo estudo, 85,1% dos participantes estão muito satisfeitos com os produtos que compram, 12,9% estão moderadamente satisfeitos e apenas 2,0% estão pouco ou nada satisfeitos com os produtos de origem portuguesa.

Este estudo foi realizado em março de 2018, através do Painel de Estudos Online da Católica Lisbon School of Business & Economics.

Fonte: ANILACT

A partir de junho de 2018, os operadores económicos poderão exportar para República da Sérvia Proteínas Animais Transformadas para a alimentação animal.

As Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais/Regiões Autónomas (DSAVR/RA) são os serviços responsáveis pela emissão do certificado sanitário oficial estabelecido com a Autoridade Competente deste país terceiro.

Fonte: DGAV

Trioza erytreae - zona demarcada

  • Friday, 29 June 2018 10:23

A DGAV atualizou o mapa bem como a lista de Freguesias que integram total ou parcialmente a zona demarcada respeitante a Trioza erytreae.

Fonte: DGAV

"A aquacultura é a indústria de produção animal com maior crescimento a nível mundial, representando cerca de 50% do pescado destinado ao consumo humano. Contudo, a ocorrência frequente de doenças bacterianas nestes animais representa perdas económicas globais superiores a 3,5 milhões de euros", disse à agência Lusa a investigadora Rafaela Santos, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR).

Essas doenças bacterianas, referiu, estão associadas ao uso inadequado de antibióticos, podendo resultar na acumulação de bactérias em produtos para consumo humano, provocando, assim, problemas de saúde pública.

"Aproveitando a coleção bacteriana do CIIMAR, composta por organismos potencialmente probióticos, de diferentes espécies de peixes de aquacultura", os responsáveis pelo projeto SNACk descobriram "novas bactérias probióticas, capazes de antagonizar os mais importantes organismos patogénicos causadores de doenças de peixes".

As bactérias probióticas são, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), "organismos vivos que, quando adicionados à dieta, em quantidades adequadas, fornecem benefício para a saúde do hospedeiro", indicou a também investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

Essas bactérias produzem compostos naturais antimicrobianos capazes de combater as doenças bacterianas "mais importantes dos peixes de aquacultura, como a vibriose, a furunculose ou a pseudo-tuberculose, entre outras, e são facilmente incorporáveis em rações para peixe", contou.

Além disso, originam estruturas de elevada resistência, denominadas de esporos, permitindo que as mesmas "consigam sobreviver às elevadas temperaturas e pressões aplicadas nos processos de produção de ração para peixes, bem como atravessar todo o trato gastrointestinal, até ao intestino, sem perder as suas características".

Segundo a responsável, estes resultados, "em consonância com a investigação internacional mais atual", podem ter "um forte impacto económico e ambiental" na indústria da aquacultura, diminuindo a carga de surtos bacterianos e o uso de antibióticos.

As moléculas produzidas por estas bactérias, continuou, poderão ser também aplicadas em agentes de biocontrolo da água.

Com este projeto, a equipa espera então criar um produto que aliviará a carga de doenças bacterianas e aumentará as opções dos aquacultores europeus, "atualmente limitados a um probiótico aprovado para uso em aquacultura de peixes, que não visa resolver os problemas das doenças bacterianas".

Rafaela Santos disse ainda que, para que estes probiótocos sejam incorporados nas rações, será necessário realizar testes in vivo em três espécies de peixes diferentes e em condições de cultivo também diferentes, nomeadamente no que diz respeito à salinidade e temperatura da água da aquacultura.

"Só depois será possível elaborar um dossiê para submeter à aprovação pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), permitindo a sua incorporação em dietas comerciais", acrescentou.

O SNACk é um projeto do grupo NUTRIMU, do CIIMAR, liderado pelo professor Aires Oliva-Teles, estando na base do doutoramento de Rafaela Santos e do pós-doutoramento das investigadoras Paula Enes e Cláudia Serra.

Fonte: Sapo24

A DGAV publicou o Esclarecimento Técnico n.º 5/2018 que pretende dar indicações sobre os procedimentos a adotar pelos operadores de estabelecimentos de abate durante a receção de equídeos para abate para consumo humano, relativamente à verificação da sua identificação e registo.

Fonte: DGAV

Flavescência dourada da videira

  • Thursday, 28 June 2018 09:24

A DGAV procede à divulgação do Despacho n.º 23/G/2018, relativo às listagens das freguesias que constituem as Zonas de Intervenção Prioritárias (ZIP) para o controlo da doença da flavescência dourada da videira e das freguesias onde o inseto vetor Scaphoideus titanus Ball. está presente.

Fonte: DGAV

O cultivo de culturas OGM, ou biotecnológicas, pode trazer benefícios para o ambiente, para a saúde humana e animal e ainda contribuir para a sustentabilidade socioeconómica e ambiental dos agricultores. A conclusão é de um estudo recentemente publicado pelo Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas (ISAAA) e pelo PG Economics, que revela ainda que a área mundial dedicada à produção de culturas OGM cresceu 3% em 2017, cerca de 4,7 milhões de hectares, para um total de 189,8 milhões de hectares.

De acordo com o relatório, o aumento de superfície agrícola dedicada a culturas OGM deve-se “principalmente à maior rentabilidade decorrente da subida dos preços de commodities, aumento da procura do mercado e da presença de tecnologia de sementes disponíveis.”

O estudo faz uma análise dos impactos socioeconómicos e ambientais do cultivo de OGM entre 1996 e 2016 e defende que este tipo de culturas “oferecem enormes benefícios”. Segundo o presidente do conselho da ISAAA, Paul S. Teng, “a recente produção de culturas biotecnológicas de próxima geração – incluindo as maçãs e batatas que provavelmente não se estragam ou são danificadas, o abacaxi super doce e enriquecido com antocianina, o milho com biomassa da espiga aumentada com alto teor de amilose, e a soja com teor de óleo modificado, combinado com aprovação de comercialização de uma cana resistente a insetos – oferece opções mais diversificadas para consumidores e produtores de alimentos.”

“A insegurança alimentar global é um problema enorme em países em desenvolvimento. Existem cerca de 108 milhões de pessoas em países afetadas pela crise de alimentos ainda vulneráveis ou a enfrentar insegurança alimentar. Temos visto ao longo de 20 anos como a adoção de culturas biotecnológicas em países em desenvolvimento tem contribuído para o aumento da produtividade da colheita, produção mais segura e aumento do rendimento, contribuindo para diminuir a pobreza, fome e malnutrição em algumas das regiões do mundo mais propensas a esses desafios”, acrescenta Graham Brookes, Diretor do PG Economics.

O estudo defende ainda que a adoção de culturas OGM pode ser a melhor forma de ‘driblar’ as alterações climáticas e para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Conheça o estudo em detalhe aqui.

Fonte: Agroportal