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Três pessoas morreram em Inglaterra devido a listeriose causada pela ingestão de sandes pré-embaladas contaminadas e vendidas em hospital.

Foram detetados seis casos de infeção por Listeria em pacientes hospitalares, não existindo outros casos assinalados na Escócia ou em Gales. As sandes e saladas foram removidas e a organização responsável The Good Food Chain interrompeu voluntariamente a sua produção no decurso das investigações.

As 3 mortes ocorreram em Manchester University NHS Foundation Trust e em Aintree University Hospital NHS Foundation Trust em Liverpool.

As autoridades de saúde pública e de segurança alimentar, assim como as autoridades locais investigaram a causa raiz das infeções por Listeria nas referidas sandes.

A estirpe associada ao surto foi detetada através de um resultado positivo a carne distribuída pelo fornecedor North Country Cooked Meats, que igualmente interrompeu a sua produção.

Fonte: Food Safety News

O Brasil reabriu o seu mercado de carne bovina aos Estados-Unidos em Agosto de 2016. Esta decisão teve por base a mais recente classificação atribuída aos Estados-Unidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), considerando-o um país de risco insignificante para a Encefalopatia Bovina Espongiforme (BSE).

Contudo, uma vaca foi encontrada no estado de Mato Grosso com sinais de doença, nomeadamente a doença das vacas loucas ou, como referido, BSE. Perante este cenário, o Brasil possuí agora um problema interno de segurança alimentar e animal.

O Ministério da Agricultura Brasileiro confirmou a descoberta deste caso atípico numa vaca de 17 anos na sexta, dia 31 de Maio. Após análise cuidada, a carcaça da vaca foi incinerada e o Ministro da Agricultura assegurou que nenhuma parte do animal havia afetado a segurança da cadeia alimentar.

A distribuição de carne foi temporariamente suspendida em conformidade com os protocolos de quarentena e sanitários entre o Brasil e a China, assinados em 2015. A China é o principal parceiro comercial do país sul-americano.

Fonte: Food Safety News

spiritsEUROPE, associação comercial que representa os produtores de bebidas espirituosas na Europa, assinou um Memorando de Entendimento, no qual o setor se compromete a fornecer informação sobre o valor energético nos rótulos, bem como a lista de ingredientes e a composição nutricional dos produtos online.

A cerimónia de assinatura realizou-se na presença do Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia, Vytenis Andriukaitis, durante a assembleia-geral da associação em Paris. Este memorando é um acordo voluntário facilitado pela Comissão Europeia, que vai muito além dos compromissos iniciais assumidos pelo setor em março de 2018.

Pela primeira vez, o Memorando de Entendimento prevê um plano de lançamento dinâmico e ambicioso no fornecimento dos valores energéticos no rótulo, segundo o qual se espera que uma em cada quatro garrafas colocadas no mercado da UE possa incluir informação energética no rótulo até final de 2020 – uma quota que deverá aumentar para 50% em 2021 e 66% até ao final de 2022.

Para a lista de ingredientes online, o setor vai além das obrigações legislativas existentes comprometendo-se a indicar as matérias-primas para todas as categorias de espirituosas de um só ingrediente e vodka.

Fonte: Grande Consumo

Os pescadores podem, a partir desta segunda-feira, voltar a capturar sardinhas, após a interdição decidida em setembro passado, com limites que vão permitir a garantia da sustentabilidade do ‘stock’, conforme assegurou o secretário de Estado das Pescas.

“Face aos dados do recurso que temos, vamos começar a pesca com 10.799 toneladas entre Portugal e Espanha, o que corresponde a 7.181 toneladas (66,5%) para a frota portuguesa, das quais 5.000 até ao final de julho” e as restantes 2.181 toneladas a partir de agosto, indicou na sexta-feira José Apolinário, em declarações à Lusa.

Este limite foi acordado entre Portugal, Espanha e a Comissão Europeia, estando acima das 10.300 toneladas inicialmente propostas por Bruxelas.

“As estimativas que existem [apontam] para uma ligeira recuperação da biomassa, mas é necessário continuar os esforços. Reconhecemos que esta ligeira recuperação se deve muito aos esforços que o setor tem vindo a desenvolver […], mas essa recuperação tem que ser visualizada e consolidada com base nos dados científicos”, sublinhou, na altura, José Apolinário.

O Governo está assim a aguardar os resultados dos cruzeiros científicos realizados na primavera, ressalvando que apesar da “ligeira recuperação” prevista, “as estimativas em termos de biomassa, estão ainda distantes dos pontos de referência ideais”.

Questionado se a quota definida para Portugal e Espanha poderá vir a aproximar-se dos valores sugeridos pelo setor – entre as 15.000 e as 16.000 toneladas – , o secretário de Estado das Pescas reiterou que só os dados científicos podem ditar uma alteração, notando que o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês) publicou recentemente um parecer onde aponta que o cenário de pesca para os dois países não deveria ser superior a 7.000 toneladas.

“Com os dados que dispomos neste momento, pensamos que as 10.799 toneladas fazem um equilíbrio entre o estado do recurso e o esforço de pesca”, concluiu.

Em 15 de maio, através de um despacho publicado em Diário da República, o Governo já tinha indicado que de 03 de junho e até ao final do mês a quota (5.000 toneladas) será repartida entre “o grupo de embarcações cujos armadores ou proprietários são membros de organizações de produtores (OP) reconhecidas para a sardinha e o grupo de armadores ou proprietários que não são membros de OP reconhecidas para a sardinha, correspondendo a cada um dos grupos, respetivamente, 4.925 toneladas e 75 toneladas”.

Fonte: Observador

"A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, a nível nacional, uma operação de fiscalização, dirigida a Supermercados e Hipermercados, atendendo à grande afluência dos consumidores a este tipo de operadores económicos, tendo como objetivo verificar o cumprimento das regras legais aplicáveis ao setor bem como garantir a Segurança Alimentar dos géneros alimentícios", explica a ASAE em comunicado.

Como resultado das ações de fiscalização que decorreram em maio, foram fiscalizados mais de 300 operadores económicos, hipermercados e supermercados, tendo sido instaurados dois processos crime (por especulação de preços e usurpação) e ainda 34 processos de contraordenação.

Entre as principais contraordenações, destacam-se o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de controlo metrológico em instrumentos de pesagem, a falta de preços em bens, o desrespeito das regras relativas a afixação de preços, a falta de indicações específicas de rotulagem no âmbito de géneros alimentícios, entre outras.

Foram ainda apreendidas 1,2 toneladas de frutos secos por falta de requisitos e cerca de 200 kg de géneros alimentícios diversos incluindo produtos cárneos, frutos frescos, entre outros, bem como 23 instrumentos de pesagem num valor total aproximado de 19 mil euros.

Fonte: Sapo Lifestyle

A Madeira foi o palco escolhido para a terceira reunião anual do projeto EuroCigua, que já se realizou em Madrid e Canárias, e que pretende caraterizar o risco da Ciguatera na Europa, uma intoxicação alimentar provocada pela ingestão de peixes contaminados com ciguatoxina.

Cofinanciado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (European Food Safety Authority – EFSA), esta iniciativa junta seis estados membros – Portugal, Espanha, França, Alemanha, Grécia e Chipre – com a Madeira e as Canárias e terem especial destaque.

Esse protagonismo foi explicado por Ana Canals, coordenadora do projeto, da Agencia Española de Seguridad Alimentaria y Nutrición, que indicou que “a Ciguatera é uma intoxicação alimentar, no campo das biotoxinas, que está distribuída enormemente a nível mundial, nas zonas tropicais e subtropicais. Porém, foi em 2004 que foi registada a primeira intoxicação de ciguatera, primeiro na Madeira – nas Ilhas Selvagens, e depois nas Canárias”.

Dessa forma, os dados disponíveis revelam que, nestas ilhas, foram registados alguns surtos e contabilizados mais de 100 casos nos últimos anos apesar de existirem mais.

Existe dificuldade em referenciar a intoxicação, precisamente porque não há a perceção e métodos de referência laboratoriais para associar surto de intoxicação alimentar à causa da intoxicação por ciguatoxina.

Este projeto pretende mudar este cenário, desenvolvendo soluções e antecipando aquilo que possa a vir a ser um problema. É muito importante consumir peixe, assim como a criação de ferramentas que garantam a sua segurança.

Fonte: JM Madeira

A iluminação aplicada às câmaras frigoríficas para latícinios reduzem nutrientes essenciais do leite, como vitamina A, B2 (riboflavina) e D, de acordo com uma investigação do Reino Unido.

O relatório Leite: exposição à luz e depleção de nutrientes essenciais, expõe que apenas duas horas de exposição a luz LED são suficientes para reduzir o conteúdo de vitamina A no leite. Após 16 horas, a quantidade desta vitamina reduz para metade.

A doutora Catherine Birch, co-autora deste estudo e investigadora na Universidade de Newcastle, refere "Muitas pessoas não se apercebem que a exposição do leite à luz de interiores pode ter um efeito negativo. As consequências deste efeito podem ser influenciadas pela intensidade e pelo tempo de exposição, sendo que quanto maior for esse período, maior é a deterioração do leite".

Em conjunto com um professor da mesma universidade, Graham Bonwick, Birch também descobriu que 20 minutos de exposição à luz reduzem os níveis de rivoflavina no leite em 28%.

Um dos estudos mencionados na investigação de Catherine é Efficacy of light-protective additive packaging in protecting milk freshness in a retail dairy case with LED lighting at different light intensities. Neste estudo, concluí-se que sistemas de luz LED de baixa intensidade causam a degradação dos nutrientes do leite em 4 horas enquanto que uma luz de maior intensidade em combinação com um maior tempo de exposição, rapidamente incrementou o processo de oxidação.

A redução da qualidade nutritiva do leite não se resume à exposição de luz LED, fontes de luz natural e artificial como a fluorescência são também responsáveis pelo mesmo fenómeno.

A utilização de luzes brilhantes no retalho serve o propósito de tornar a venda do leite mais apelativa, contudo repensar a embalagem torna-se essencial perante este cenário. Sugere-se portanto que as embalagens sujeitas a este tipo de exposição apresentem eficácia comprovada de proteção contra a luz, minimizando a perda de nutrientes.

Fonte: Nutra Ingredients

Uma mulher faleceu e outra perdeu o seu bebé devido a listeriose após consumo de queijo de leite cru. O queijo foi produzido pela empresa Fromagere de la Brie, cuja produção foi interrompida em Abril e cujos produtos foram também retirados de mercado.

A identificação destes dois casos de listeriose ocorridos em março deste ano permitiram identificar claramente a fonte de contaminação.

Desde a decisão de suspensão de operações, a referida empresa desestabilizou mais de 50 cargos por duração indeterminada.

O produto contaminado foi distribuído para a Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Nova Jérsia, Luxemburgo, Macau, Maurícia, Myanmar, Holanda, Noruega, Oman, Filipinas, Polónia, Roménia, Senegal, Singapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

Fonte: Food Safety News

Para desenhar a Estratégia Nacional e Plano de Ação de Combate ao Desperdício Alimentar, o Governo criou em 2016, a Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA). Esta irá medir o índice de desperdício em Portugal a partir do próximo ano.

O desperdício alimentar é estrondosamente maior ao nível do consumo doméstico quando comparado ao retalho, restauração ou indústria. Pelo menos 40% do desperdício, e em alguns casos mais, é gerado em nossas casas.

Mediante estas estatísticas, o chefe de divisão de Organização da Produção Agroalimentar do Ministério da Agricultura, Nuno Manana, refere que a solução é clara e passa pela alteração de comportamentos.

Neste sentido, o Governo irá lançar, até ao fim do ano, um serviço eletrónico para reduzir o desperdício alimentar. A plataforma promete facilitar o contato entre as instituições e os produtores, de acordo com a localização e o tipo de alimentos.

Além desta iniciativa, outro marco irá acontecer no próximo ano relativamente à medição do desperdício alimentar em Portugal através de um sistema europeu. O objetivo é medir a evolução anualmente, até 2030, e tentar reduzir o desperdício para metade, segundo as metas da Nações Unidas. Na prática, em finais de 2020, Portugal terá os primeiros registos oficiais sobre o desperdício alimentar no país.

O Ministério da Agricultura admite ainda que é preciso reforçar as campanhas de sensibilização previstas na Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, para reeducar e corrigir comportamentos, à semelhança do que tem sido feito com a reciclagem.

Fonte: TSF

Este ano, Brassica oleracea ou couve kale foi a terceira classificada pelo Environmental Working Group (EWG) na lista de frutas e vegetais com maiores quantidades de resíduos de pesticidas. Em primeiro lugar está o morango, seguido do espinafre e depois a couve kale.

Este resultado é consequência da amostragem anual efetuada pelo Departamento de Agricultura dos Estados-Unidos (USDA) e da Food and Drug Administration(FDA) ao nível dos resíduos de pesticidas em frutas, vegetais e legumes.

A couve kale de produção convencional, nomeadamente as suas amostras revelaram que mais de 92% destas exibiam pelo menos dois tipos de resíduos de pesticidas. Outras incluíam tantos quanto dezoito tipos diferentes de pesticida.

Todos os anos as frutas e vegetais testados variam assim como os pesticidas em análise, sendo que a última vez que a couve kale tinha sido testada foi em 2009 onde protagonizou o oitavo lugar da lista.

Nesta análise, a couve kale continha resíduos de imidacloprida, um substituto de nicotina que é tóxico para insetos. Contudo, em 2019 este pesticida não foi contemplado.

Uma das razões que justifica o maior nível de contaminação têm que ver com o crescimento rasteiro da planta, muito próximo do chão e facilitando a exposição a insetos. Além disso, as delicadas folhas da couve kale tornam-na uma excelente candidata à pulverização de modo a evitar infestações.

Apesar destes resultados e das preocupações em torno dos pesticidas, as pessoas não devem ser dissuadidas de consumir fruta fresca e vegetais. Uma boa opção passa por selecionar frutas e vegetais menos contaminados como o abacate, milho doce, ananás, ervilhas, cebolas, papaias, beringelas, espargos, kiwis, repolhos, couve-flor, brócolos, cogumelos, entre outros.

Fonte: Time