Dois adolescentes morreram e outras 28 pessoas foram hospitalizadas na sequência de uma intoxicação alimentar causada alegadamente por couve pulverizada em Maputo, anunciou o Ministério da Saúde de Moçambique.
Uma das vítimas morreu na sua residência, na vila de Boane, e a outra faleceu no Hospital Provincial da Matola, anunciou Benigna Matsinhe, directora-adjunta de saúde pública, numa conferência de imprensa em Maputo.
“Tivemos a informação de casos de diarreia e vómitos relacionados com consumo desta couve”, explicou Benigna Matsinhe.
As 28 vítimas, algumas das quais já tiveram alta, são dos bairros Patrice Lumumba, no subúrbio do município da Matola, e Juba, em Boane, e foram internados nos hospitais Provincial de Maputo e José Macamo.
As autoridades moçambicanas fizeram a recolha de amostras para análise laboratorial, além de terem destruído os canteiros dos quais a couve é proveniente.
Para evitar casos futuros, estão em curso palestras destinadas a consciencialização de produtores para observarem as recomendações técnicas na pulverização de alimentos, concluiu Benigna Matsinhe.
Fonte: Dnotícias.pt
O Comité dos Medicamentos Veterinários (CVMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu um procedimento de análise do risco para o consumidor e da eventual necessidade do estabelecimento do limite máximo de resíduos (LMR) para a Dietanolamina, um excipiente incluído em vários medicamentos veterinários para animais destinados à alimentação humana.
Na sequência das conclusões do CVMP, a DGAV suspendeu, a 31 de Julho de 2018, as autorizações de introdução no mercado de todos os medicamentos veterinários que contêm Dietanolamina e são destinados a animais produtores de alimentos.
A Dietanolamina é utilizada como excipiente em medicamentos veterinários anti-inflamatórios e antimicrobianos em equinos, bovinos e suínos.
O Comité concluiu um procedimento relativo ao risco para o consumidor e à necessidade do estabelecimento do limite máximo de resíduos (LMR) para a Dietanolamina- O procedimento realizou-se na sequência de um pedido da Bélgica para que o Comité emitisse um parecer científico, ao abrigo do artigo 30.º, do Regulamento (CE) nº 726/2004, devido a preocupações quanto à toxicidade da Dietanolamina.
O CVMP adoptou por consenso um parecer que responde a perguntas específicas colocadas pela Bélgica e concluiu não ser possível excluir um risco para os consumidores, confirmando assim que a substância não é adequada para inclusão na lista «fora de âmbito» de substâncias abrangidas pelo Regulamento (CE) n.º 470/2009. A fim de permitir uma análise mais aprofundada sobre a utilização de Dietanolamina em medicamentos veterinários para animais destinados à alimentação humana, será necessário um pedido de estabelecimento de LMR.
Mais se informa que de acordo com o estipulado no Decreto-Lei n.º 148/2008, de 29 de julho, alterado pelo DL n.º 314/2009, de 28 de outubro, a suspensão implica sempre a proibição de distribuição, sendo obrigação dos titulares da autorização de distribuição por grosso ou de venda a retalho, distribuir exclusivamente os medicamentos que possuam uma autorização, nos termos daquele diploma legal.
Clique aqui para consultar a lista da DGAV de medicamentos veterinários suspensos.
Fonte: DGAV
Com sintomas semelhantes aos de uma gripe, esta infeção, cujo tratamento é realizado com antibióticos e pode demorar vários meses, "embora desconhecida para a maioria, tem uma taxa de mortalidade muito grande, de cerca de 20%", disse à agência Lusa o investigador do i3S Didier Cabanes, coordenador do estudo.
De acordo com o instituto de investigação, as bactérias patogénicas dependem de um conjunto de genes que determinam o seu grau de patogenicidade, ou seja, a sua capacidade para infetar com sucesso o hospedeiro.
Esses genes estão relacionados com funções cruciais, como a capacidade de invasão, de aproveitamento nutricional ou de enganarem o sistema imunológico do hospedeiro.
Quando "estão num ambiente onde não necessitem desses mecanismos de infeção", os mesmos mantêm-se inativos, porém, ao entrarem num novo ambiente, como o organismo humano, "ativam um conjunto de cadeias regulatórias a nível genético para rapidamente responderem às novas condições", informou o i3S.
Neste estudo, que deu origem a um artigo publicado na revista académica "Nucleic Acids Research", a equipa descobriu que é o gene denominado MouR que determina a patogenicidade da bactéria Listeria monocytogenes, responsável por causar a listeriose.
Este gene é responsável por "uma adaptação radical da bactéria" ao organismo que, além de desencadear um conjunto de mecanismos que lhes permite enganar o sistema imunológico e estimular a capacidade proliferativa da bactéria, tem a capacidade de formar biofilmes no trato intestinal humano.
O investigador explicou que quando uma bactéria entra em contacto com a parede intestinal do hospedeiro, a mesma adere à parede, constituindo aí uma comunidade de bactérias, que desempenham diferentes papéis.
Algumas dessas bactérias ficam na superfície, "de forma a proteger as que estão dentro da parede contra o mecanismo de defesa que normalmente existe no intestino, o que designamos por biofilme", esclareceu.
Assim, apesar de muito comum no ambiente, quando em contacto com o organismo humano, a bactéria adapta-se e transforma-se "num patogénico letal, pronto para vencer as condições hostis do trato digestivo e invadir o nosso organismo, ultrapassando as nossas defesas e barreiras", acrescentou.
Segundo o i3S, alimentos manipulados inapropriadamente ou frigoríficos pouco cuidados, são "a fonte perfeita para a contaminação", correndo maior risco as pessoas imunodeprimidas, os idosos, e, sobretudo, as grávidas.
"Quando uma grávida come algo contaminado pela bactéria, esta vai diretamente para a placenta, onde origina uma infeção, que, muitas vezes, pode levar ao aborto", referiu o coordenador.
Devido a isso, continuou, as grávidas devem ter em atenção os cuidados com a alimentação, evitando produtos confecionados há muito tempo ou que não tenham sido devidamente limpos antes do consumo.
Em Portugal, o último surto de listeriose declarado foi em 2011, associado ao consumo de um queijo específico, que causou infeções graves em 30 pessoas, 11 das quais não sobreviveram.
Recentemente, o maior surto reportado ocorreu na África do Sul, originando mil casos detetados e 200 mortes registadas, indicou ainda o i3S.
"Há muito que a equipa tenta descobrir como é que a Listeria adquire esta patogenicidade e, neste trabalho, não só descrevemos o elemento regulador do processo como o caracterizámos estruturalmente, abrindo portas ao desenho de novas abordagens terapêuticas" e à "compreensão de outras infeções", disse ainda o investigador.
Fonte: Jornal de Notícias
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de quatro toneladas de carne imprópria para consumo numa unidade industrial da zona de Tarouca, no distrito de Viseu, foi este sábado anunciado.
A apreensão de carne de suíno, enchidos e tripas, com um valor estimado em cerca de dez mil euros, foi feita na sequência de uma ação de fiscalização numa "indústria de produção de produtos à base de carne e entreposto frigorífico", afirma a ASAE, numa nota enviada este sábado à agência Lusa.
Em resultado da ação foi ainda "determinada a suspensão parcial da atividade" da empresa, designadamente de "quatro câmaras de congelação, por incumprimento grave dos requisitos gerais e específicos de higiene", acrescenta, na mesma nota, aquela entidade.
No âmbito da mesma fiscalização, foi também "instaurado processo-crime por comercialização de produtos anormais avariados" e foi ainda instaurado um "processo de contraordenação por incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene e falta de rastreabilidade".
Entre as anomalias registadas, a ASAE refere "concentração excessiva de gelo no equipamento de refrigeração, devido ao incorreto funcionamento da câmara de congelação" e "presença de ferrugem e sujidade na câmara de refrigeração".
Os inspetores também detetaram "carne congelada com sinais de queimaduras, desidratação e alteração de coloração e acumulação de cristais de gelo", adianta a ASAE, indicando que a ação foi desenvolvida pela Unidade Regional do Norte (Unidade de Mirandela) deste órgão policial.
Fonte: Correio da Manhã
Termina a coleção de frutos sazonais em grande! Este último cartão digital é dedicado a um fruto bem fresco… a melancia.
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Fonte: Nutrimento
Apesar de a legislação já o permitir, o acesso de animais de estimação a cafés e restaurantes vai continuar a ser uma coisa rara. Já passou um mês desde que a lei entrou em vigor, a ASAE está no terreno para certificar os espaços e conceder os respetivos dísticos, mas pouquíssimos estabelecimentos se aventuraram, até agora, a abrir as portas aos bichos que costumavam ficar em casa, revela o “Diário de Notícias” esta quarta-feira.
Em todo o país, menos de 50 serviços de restauração vão permitir a entrada de animais, estima a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), tendo em conta os pedidos de inspeção que receberam desde que a lei entrou em vigor.
Dos cerca de 50 restaurantes e cafés, 25 estarão localizados em Lisboa, sendo que muitos destes espaços já tinham algum tipo de proximidade à “causa animal” - o caso dos restaurantes vegetarianos.
“O facto de a AHRESP, que é a maior organização do setor, ter desaconselhado os cafés e restaurantes a adotarem esta nova possibilidade ajudou a que ela não tivesse grande adesão”, disse o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, ao “DN”.
Fonte: Expresso
A DGAV procedeu à divulgação do Ofício Circular n.º 24/2018, relativo à não renovação da aprovação da substância ativa fenamidona, na sequência da publicação do Regulamento de execução (UE) 2018/1043 da Comissão de 24 de julho de 2018.
Fonte: DGAV
A DGAV divulgou o Ofício Circular n.º 25/2018, relativo a Restrições/alterações aos usos de produtos fitofarmacêuticos com base na substância ativa lambda-cialotrina, em resultado da revisão dos limites máximos de resíduos (LMR), na sequência da publicação do Regulamento (EU) 2018/960 da Comissão de 5 de julho, que altera os anexos II e III do Regulamento (CE) n.º 396/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere aos limites máximos de resíduos de lambda-ciatotrina no interior e à superfície de certos produtos.
Fonte: DGAV
Há um novo paradigma no que respeita o consumo fora de casa, também designado mercado Out-of-Home. De acordo com a Kantar Worldpanel, vivemos tempos de forte procura e exigência por parte dos consumidores portugueses, que obrigam as marcas e negócios a mudarem as suas estratégias. Eis as cinco principais tendências no campo alimentar:
1 – Preferência por opções mais saudáveis e gourmet. Os consumidores querem poder escolher aquilo que comem, não só em termos de sabor e combinações mas também relativamente à origem dos alimentos, por exemplo. Querem alternativas aos alimentos processados, ainda que continuem a acreditar que a comida “fora de casa” é, regra geral, menos saudável do que aquela que confeccionam nos seus próprios lares;
2 – Modificação de itens nos menus de refeição. Os mesmos menus de há 10 anos não funcionam com os consumidores de hoje. Segundo a Kantar Worldpanel, uma conhecida cadeia de fastfood é um bom exemplo na restauração que soube introduzir novas opções, nomeadamente sopas, leguminosas e frutas, acompanhando os desejos do público;
3 – Aumento de soluções de negócio ligadas ao serviço de alimentação. Os super e hipermercados perceberam que conseguem competir com o canal Horeca na área das refeições ao apostar em novos serviços, como é o caso da expansão do take-away e da criação de espaços eat-in. Como consequência, os restaurantes e cafés tradicionais estão a perder quota;
4 – Inclinação para cozinhas globais, étnicas e éticas. A globalização chegou em força às cozinhas e aos estômagos dos portugueses. Cada vez mais, os portugueses mostram-se interessados e disponíveis para explorar novos conceitos gastronómicos e para almoçar e jantar em espaços que apresentem uma preocupação com a sustentabilidade. Restaurantes para veganos e celíacos são alguns exemplos;
5 – Serviços com principal foco de atracção de Millennials. A última tendência apontada pela Kantar Worldpanel está relacionada com a forma como o canal Horeca encontrou para continuar relevante, especialmente aos olhos dos mais jovens. Uma das mais populares envolve a utilização de plataformas intermediárias como por exemplo, as que fazem entregas ao domicílio.
Fonte: Marketeer
Não é de agora a notícia de que a comida processada e embalada em plástico representa um perigo para a saúde. Mas é de agora a mensagem que um grupo de médicos da Academia Americana de Pediatria decidiu espalhar pelas famílias de todo o mundo. Pedem eles que se limite o uso de embalagens de plástico, se diminua a ingestão de carne processada durante a gravidez e se consuma mais frutas e vegetais do que alimentos processados. Com estas medidas, consegue-se que as crianças estejam menos expostas aos químicos utilizados pela indústria alimentar, que se podem relacionar com problemas de saúde, como a obesidade. Com estas declarações, os pediatras aliam-se a outros profissionais que já vieram pôr em causa alguns aditivos químicos, por interferirem com o sistema hormonal, a ponto de poder afetar um equilibrado desenvolvimento infantil.
Os químicos que geram maior preocupação aos pediatras são os nitratos e nitritos, utilizados como conservantes em produtos à base de carne, como os enchidos. Mas também os ftalatos, que se adicionam ao plástico para o tornar mais maleável, ou o bisfenol, usado na liga de metal das latas. E ainda os compostos perfluorados e os percloratos, ambos presentes nos materiais das embalagens de comida. Todos eles são químicos importantes e estudados para garantir a integridade da comida, o seu transporte seguro e um correto armazenamento, quando não se ultrapassam os níveis adequados de exposição.
As crianças, porém, estão mais vulneráveis aos seus possíveis efeitos nocivos, porque, por norma, ingerem uma quantidade maior de comida, quando se estabelece a relação com o seu peso. Ao mesmo tempo, o sistema metabólico e outros órgãos vitais ainda estão em maturação. Muitos destes aditivos acabam por interferir no sistema hormonal por imitação ou bloqueio das ações responsáveis pelo desenvolvimento cerebral, dos órgãos sexuais e das funções metabólicas.
Ao mesmo tempo que os pediatras alertam as famílias para estes potenciais perigos, um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, detetou dezenas de ácidos orgânicos no sangue de mulheres grávidas, em quem experimentavam um novo teste sanguíneo. Um deles é o bisfenol, conhecido também por ser um disruptor hormonal - pode interferir com o normal desenvolvimento do feto.
A boa notícia é que se torna fácil evitar o contacto com estes compostos potencialmente nocivos. O pediatra Leonardo Trasande, o líder deste alerta aos pais, recomenda que se evite a comida de lata, pois assim "reduz-se eficazmente a exposição ao bisfenol em geral". Ao fugir-se dos alimentos processados e embalados escapa-se também aos ftalatos.
De uma forma mais prática, aconselham a que se dê preferência à fruta e legumes frescos ou congelados, se evite as carnes processadas, especialmente durante a gravidez, não se aqueça comida ou bebida em embalagens de plástico no micro-ondas, nem se as lave na máquina, e se opte por alternativas como o vidro. Afinal, nem parece assim tão difícil...
Fonte: Visão
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