O aviso é da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e está num relatório da Deco Proteste.
Não se admire se encontrar produtos alimentares não perecíveis a ser vendidos depois do fim da data de durabilidade mínima. Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), isso é legal. Porém, a Deco Proteste deixa o alerta: se encontrar e quiser comprar, não espere muito para consumi-los. E se abrir uma embalagem e perceber que o sabor, a cor, o cheiro ou a textura estão muito diferentes do original, não arrisque.
“Um género alimentício não perecível pode continuar a ser comercializado após o término da data de durabilidade, desde que o consumidor seja informado e desde que o operador económico esteja em condições de garantir que o produto corresponde às características gerais de legislação alimentar, e em particular as relativas à sua segurança”, explica a DGAV num relatório da Deco publicado a 16 de agosto.
Por outras palavras, produtos como arroz, grão, bolachas, chocolates, manteigas e massas, por exemplo, que têm uma data de durabilidade mínima (ou seja, que indicam “consumir de preferência antes de “), não são obrigados a sair das prateleiras dos supermercados depois de ultrapassada essa data. Mas nem sempre foi assim.
“A novidade é a DGAV clarificar publicamente esta possibilidade, no seguimento de algumas dúvidas que têm surgido. Tal facto pode levar os estabelecimentos comerciais a disponibilizarem produtos nestas condições, o que atualmente não é uma prática habitual”, alerta a Deco.
No fundo, não é possível dizer por quanto tempo estes produtos podem ser guardados em casa até serem consumidos, uma vez que vários fatores podem influenciar a durabilidade e a qualidade do produto.
Mas atenção: não confunda os alimentos com data de durabilidade mínima com os que têm data-limite. Os últimos são, por exemplo, queijo fresco, iogurte e a carne de aves, em que a data deve ser respeitada. Caso contrário, pode sofrer uma toxi-infeção alimentar.
Fonte: NIT
Os agregados familiares da União Europeia geram um desperdício de 35,3 quilogramas de frutas e vegetais por pessoa, em cada ano. A conclusão é do EU’s Joint Research Centre, que adianta ainda que 14,2 quilogramas deste desperdício poderiam ser evitados.
O mesmo estudo revela que o desperdício evitável poderia ser reduzido aplicando estratégias de prevenção direccionadas e que o desperdício inevitável (partes não comestíveis do produto, como a casca, etc.) deveria ser gerido de forma mais sustentável pela indústria transformadora.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação estima que cerca de um terço dos alimentos produzidos globalmente para consumo humano seja perdido ou desperdiçado. As frutas e os legumes frescos contribuem para quase 50% do desperdício alimentar gerado pelos agregados familiares da União Europeia, isto tendo em conta que esta categoria de produtos “altamente perecíveis e relativamente baratos”, representa um terço do total de compras de um agregado.
Fonte: Supplychainmagazine
Sabia que há alimentos frescos que não devem ser conservados no frigorífico? O frio nem sempre é amigo dos ingredientes que confecionamos. Pelo contrário, temperaturas baixas podem acelerar a deterioração de batatas, cebolas, alho ou tomate.
Não devemos guardar no frigorífico os seguintes alimentos:
ALHO
O alho deve ser conservado num local seco e sem luz (ex. despensa).
Se for guardado num local muito frio, rapidamente começará a ganhar talo, ficará com sabor a mofo e com consistência “de borracha”.
BANANA
A banana deve ser conservada num local seco e fresco tapando a ponta do cacho com película aderente.
BATATA
Deve ser guardada num local seco e escuro sem ter contacto com luz ou frio.
Se colocarmos a batata num local com temperaturas muito frias, o amido da batata transformar-se-á, rapidamente, em açúcar ficando um tubérculo sem sabor.
Se estiver em contacto direto com a luz, a batata ganhará talo e ficará verde tornando-se imprópria para consumo.
CAFÉ (GRÃOS)
Ao guardar os grãos do café no frio, rapidamente ficarão sem sabor e vão absorver os odores dos alimentos que também estiverem no frigorífico.
Os grãos de café devem ser guardados num local seco, sem luz direta.
CEBOLA
Deve ser guardada num local seco e escuro sem ter contacto com luz ou frio.
Se for guardada no frigorífico, ficará mole e com sabor a “mofo”.
FRUTA
Se a fruta for colocada no frigorífico não irá amadurecer.
Apenas deve ser guardada no frigorífico se não quiser, de todo, que amadureça. Caso contrário, deve ser conservada à temperatura ambiente.
MEL
Se estiver num local frio (seja dentro do frigorífico, seja num local exterior com temperaturas baixas), o mel começará a cristalizar e ficará demasiado espesso.
Deve ser guardado num local seco, sem contacto direto com a luz, e à temperatura ambiente.
PÃO
O pão jamais deve ser guardado dentro do frigorífico porque seca mais rápido.
Idealmente, deve ser guardado num local seco, escuro e envolvo num pano de linho.
Pode ser guardado no congelador dentro de um saco bem fechado para evitar a formação de cristais de gelo.
TOMATE
Se guardarmos o tomate no frigorífico, rapidamente ficará sem sabor e “farinhento“.
Deve ser guardado num local fresco (que não o frigorífico) e seco.
Se não consumir uma peça de tomate na totalidade, pode envolver a parte que sobeja em película aderente e guardar no frigorífico um ou dois dias.
CHOCOLATE
Quando é guardado no frigorífico, perde o verdadeiro sabor.
Deve ser guardado num local seco, fresco e sem luz direta.
Mas devemos guardar no frigorífico:
AS ERVAS AROMÁTICAS FRESCAS QUE SOBRAM
Devem ser colocadas num copo com água e tapadas com um saco de plástico, dentro do frigorífico, durante sensivelmente uma semana ou mais.
Caso comecem a ficar murchas, pode desidratar ou secar as ervas aromáticas (por exemplo ao sol ou no micro-ondas. A 800 Watts durante cerca de 40 segundos no micro-ondas) para que possam ser utilizadas mais tarde.
AIPO, CENOURA, BRÓCOLOS E MORANGO
Devem ser envoltos em papel de alumínio (para que fiquem protegidos da luz) e guardados no frigorífico.
Fonte: ANILACT
A DGAV publicou os dados referentes à sanidade animal entre 2010 e 2016.
Clique aqui para consultar o relatório.
Fonte: DGAV
A DGAV divulgou a lista de pesticidas a pesquisar no âmbito dos programas de controlo da qualidade da água, para o triénio de 2019 a 2021, nos termos definidos do Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de agosto, com a redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 152/2017, de 7 de dezembro.
A lista agora divulgada pode ser atualizada, caso se justifique, conforme previsto na referida legislação.
Para consultar o documento, clique aqui.
Fonte: DGAV
Um grupo de cientistas da Universidade de Yale, nos EUA, fez uma descoberta que pode revolucionar a forma como nos relacionamos com a comida. Acidentalmente, num estudo aplicado a ratos, encontraram uma forma de bloquear determinados "vasos linfáticos" para que não se engorde ao comer em excesso.
Anne Eichmann e Feng Zang são os responsáveis pela investigação que pretendia estudar ratos com obesidade mórbida. Com a ajuda de medicamentos, os cientistas bloquearam alguns vasos linfáticos, mas o resultado não foi o esperado. Mesmo com uma dieta rica em gordura, os animais mantiveram o peso inicial.
O estudo foi travado para perceber o processo que evitou que os ratos ratos engordassem. Mais tarde, a investigação levou-os a dois genes que se tinham modificado no intestino dos ratos. Alguns "vasos linfáticos capilares" tinham sido destruídos, evitando o aumento de peso. "Criamos um rato que come gordura mas não engorda", concluiu Eichman.
De acordo com o artigo publicado na revista científica "Science", os vasos linfáticos capilares atuam como porta de entrada dos ácidos gordos, permitindo que estes sigam para a corrente sanguínea, convertendo-se em energia ou em gordura. Com a modificação provocada nos vasos linfáticos dos intestinos, os ratos deixaram de absorver a gordura e passaram a excretá-la.
Apesar de os cientistas excluírem a possibilidade de aplicar a mesma técnica em humanos, o resultado pode abrir portas para que no futuro se iniba a entrada de gordura na corrente sanguínea dos seres humanos. Para além das dificuldades científicas em alcançar este objetivo, a componente ética poderá ser um travão no avanço científico.
Um medicamento que inibe este processo já se encontra presente num medicamento para o glaucoma, que poderá agora ser analisado, para testar resultados no tratamento de obesidade.
Fonte: ANILACT
A agência de shopper marketing Bridgethorne aconselha a que mais retalhistas atendam às necessidades dos lares onde vive apenas uma única pessoa, no seguimento do anúncio que a Tesco irá aumentar a sua oferta de doses individuais em quase 40%, este ano.
De acordo o The Guardian, a Tesco vai aumentar a sua gama para incluir hambúrgueres de vaca e bifes, bem como pacotes de batatas e brócolos, o que "demonstra o reconhecimento dessa demografia cada vez mais importante", sublinha a Bridgethorne.
De acordo com as estatísticas mais recentes, pouco mais de um terço dos lares no Reino Unido são individuais, com um total de 7,7 milhões de lares, acima dos 6,6 milhões em 1996. “Marcas e fornecedores de marcas próprias parecem estar a começar a reconhecer que a mudança na composição da sociedade britânica é algo que precisam de ter em conta no seu planeamento”, afirma o diretor da da Bridgethorne, John Nevens. “Os compradores, obviamente, comportam-se de maneira diferente, de acordo com as suas circunstâncias. Alguém que vive sozinho não necessariamente vai querer comprar o mesmo produto, nas mesmas quantidades, que outros e isso terá um impacto no formato e na diversidade de como os produtos são apresentados, desde a embalagem até ao tamanho da porção”, acrescenta John Nevens.
Os fornecedores precisam de ser capazes de demonstrar que podem atender às necessidades de todos os compradores, incluindo aqueles que moram sozinhos, em vez de se concentrarem apenas na "família" como o único grupo demográfico doméstico. "Se os fabricantes e retalhistas continuarem incansavelmente focados na unidade familiar, poderão estar a rejeitar o crescimento da categoria, ignorando as necessidades das pessoas que não se encaixam no modelo familiar padrão", sustenta o diretor da agência de shopper marketing.
A Bridgethorne aconselha os fabricantes a identificar oportunidades estratégicas quantificadas de curto e longo prazo para as suas marcas e as categorias onde operam, o que “aumentará a 'expertise' e os níveis multidimensionais de influência, levando ao crescimento da marca acima da categoria”.
Fonte: ANILACT
O Ministério da Educação acaba de publicar um importante documento com orientações sobre ementas e refeitórios escolares. Este importante trabalho da Direção-Geral da Educação (DGE) com o apoio do PNPAS (DGS) permitirá uma nova e melhorada abordagem à alimentação nas escolas já com a presença de refeições vegetarianas e também de refeições tendo por base o padrão alimentar mediterrânico.
Um documento fundamental que promove uma alimentação nutricionalmente equilibrada, prioritária em todas as políticas escolares e de acordo com a EIPAS (Estratégia Integrada para a Alimentação Saudável).
Consulte o documento aqui.
Fonte: Nutrimento
O Governo moçambicano aprovou um fundo de 5,6 milhões de dólares (4,9 milhões de euros) para um programa de vigilância contra a lagarta do funil de milho, anunciou esta segunda-feira o jornal Notícias, o principal diário do país.
O ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, citado pelo jornal, afirmou que a verba será destinada à pesquisa de novas variedades e técnicas de cultivo de milho. A iniciativa visa assegurar que os pequenos produtores aumentem a produção e produtividade de milho face à devastação provocada pela lagarta do funil de milho.
“As pragas limitam a renda e a segurança alimentar dos camponeses e limitam a capacidade de exportação dos excedentes agrários para os mercados internacionais”, declarou Higino Marrule.
Através do fundo, o Governo moçambicano pretende igualmente incentivar práticas alimentares seguras.
Dados oficiais indicam que a lagarta do funil de milho infestou cerca de 42 mil hectares em 2017. Entre 30% e 40% das culturas agrícolas do país perderam-se devido a pragas, desde abril de 2017.
Fonte: Observador
A Comissão Europeia afirmou ontem que a autorização para os herbicidas com glifosato, válida para os próximos cinco anos, "está baseada em provas científicas" e recordou que os países têm liberdade de proibir a sua utilização.
Os porta-vozes da Comissão Europeia escusaram-se a comentar a decisão do tribunal norte-americano da Califórnia que condenou a multinacional Monsanto, principal responsável pela comercialização do herbicida 'Roundup', que contém glifosato, a pagar 289 milhões de dólares (cerca de 253 milhões de euros) a um jardineiro, com o argumento de que não advertiu corretamente para o risco para a saúde que pode estar associado ao produto.
"Não comentaremos um caso judicial individual nos Estados Unidos", afirmou o porta-voz Christian Spahr, em resposta a questões acerca da reação crítica da França, que se comprometeu a acabar com o uso do glifosato nos próximos três anos.
"Uma coisa é o debate político e outra as nossas ações como instituição, e atuamos já em dezembro, com a nossa recomendação baseada nos votos dos Estados membros e nas nossas agências científicas", defendeu a porta-voz comunitária Anna-Kaisa Itkonen.
A utilização do glifosato, nomeadamente para eliminar ervas daninhas nos jardins e ruas das localidades, tem causado a discórdia entre ambientalistas e grupos de consumidores e a indústria, os primeiros dizendo que é um produto cancerígeno, a segunda que é necessário para conseguir alimentos suficientes para a população europeia.
Em abril, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para tornar mais transparentes os processos de avaliação científica em matéria de segurança alimentar, conforme o compromisso assumido na sequência da polémica em torno do uso de glifosato.
O compromisso de rever as regras de avaliação científica de uma substância foi assumido no mesmo dia em que a Comissão aprovou a renovação da licença para a utilização do glifosato na União Europeia (UE), após dois anos de disputa sobre o seu uso.
Em outubro de 2017, foi apresentada à Comissão uma iniciativa de cidadania europeia intitulada "Proibição do glifosato e proteção das pessoas e do ambiente contra pesticidas tóxicos", com declarações de apoio de 1.070.865 cidadãos europeus.
O Parlamento Europeu tinha defendido a proibição do glifosato na UE a partir de 2022, com restrições até essa data, em oposição à proposta da Comissão para renovar a licença do herbicida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glifosato afeta o sistema endócrino e é uma "provável" substância cancerígena, opinião que não é partilhada pelas autoridades científicas europeias e de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão.
Os porta-vozes da Comissão Europeia disseram hoje que se as empresas que comercializam o produto quiserem manter a autorização além dos cinco anos terão de iniciar um processo na UE.
"Então, poderemos lançar um novo processo baseado em novas provas científicas", disseram.
Sobre o veredicto do tribunal da Califórnia, o diretor dos Assuntos Corporativos da Monsanto para Espanha e Portugal, Carlos Vicente, disse que "a decisão não muda o facto de que mais de 800 estudos e revisões científicas (...) confirmam que o glifosato não causa cancro e não causou o cancro do senhor Johnson" (o jardineiro do caso dos EUA).
"Vamos recorrer da decisão e continuaremos a defender firmemente este produto que tem uma história de 40 anos de uso seguro e continua a ser uma ferramenta vital, efetiva e segura para os agricultores e outros utilizadores", defendeu o responsável da Monsanto.
Fonte: Diário de Notícias
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