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A interpretação de estudos em ratos e humanos sugere que o uso do conservante alimentar propionato (ácido propiónico) possa prejudicar a ação da insulina, de acordo com investigadores americanos e israelitas.

O ácido gordo de cadeia curta propionato, que possuí um potente efeito anti-bolor, é geralmente reconhecido como seguro e produzido endogenamente pela microbita intestinal.

Considerando a mais recente publicação no Science Translational Medicine, descobriu-se que o agente propionato poderá estimular a glicogenólise e hiperglicemia em ratos ao aumentar as concentrações de glucagon no plasma e da proteína FABP4.

Ratos deficientes na referida proteína, assim como ratos sem o recetor de glucagon no fígado ficaram protegidos destes efeitos.

Aliás, e comparando aos ratos controlo, durante um período de vinte semanas, os ratos beberam água com altas concentrações de propionato, mimetizando as concentrações encontradas em alimentos processados e com isso ganharam mais peso e uma maior resistência à insulina.

Relativamente aos humanos, os resultados foram equiparáveis no que se refere ao aumento dos níveis de glucagon e FABP4, consequentemente aumentando a resistência à insulina.

Estes e outros dados indicam que o propionato poderá ativar um aumento dos sinais contra-regulatórios da insulina, mediados pela catecolamina, levando à resistência à insulina e hiperinsulinemia, que, a longo prazo, promovem a adiposidade e anormalidades metabólicas.

Existe um grande potencial de oportunidades de prevenção de doenças ao compreender os componentes moleculares de alimentos. O ácido propiónico é um ingrediente que poderá ter implicações importantes para a saúde, mas, claro, mais investigações mecanísticas e clínicas são requeridas para substanciar o valor destas investigações.

Fonte: Food Quality and Safety

Food and Drug Administration (FDA) publicou um relatório sintetizador da sua ação de inspeção e de amostragem em unidades de produção de gelados relativamente à presença de Listeria monocytogenes e Salmonella em 2016 e 2017.

Os resultados realçam a necessidade de implementação de estratégias mais eficazes por parte dos produtores de gelado.

O projeto iniciou em Agosto de 2016, em consequência da retirada de dezasseis produtos de gelado devido a presença de patogéneos e de um surto de listeriose associado à indústria dos gelados em 2015.

A FDA efetuou inspeções e amostragens a 89 unidades de produção de gelados em 32 estados americanos. Ao selecionar as unidades, a FDA pretendeu assegurar representação significativa em várias zonas, assim como focar-se em estabelecimentos de grande escala onde se espera que o produto chegue a um maior número de consumidores.

De cada localização, obteve-se duas amostras, sendo estas posteriormente divididas em 50 sub-amostras e 100 sub-amostras para a deteção de Listeria e Salmonella, respetivamente. O projeto excluiu a análise do produto final.

As principais descobertas foram:

• A deteção de Listeria em 19 das 89 unidades visitadas (21.3%), sendo frequentemente associada a superfícies que não estão diretamente em contato com os alimentos;

• A deteção de Salmonella em 1 das 89 unidades visitadas (1.1%);

• Apenas em 49.4% das inspeções, não foram encontradas condições ou práticas objetáveis;

Saiba mais aqui.

Fonte: Food Quality and Safety

Divulgamos o Ofício Circular n.º 15/2019, obtido através da página da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Este refere-se à concessão de Autorizações Excecionais de Emergência (AEE) ao abrigo do Artigo n.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de Outubro de 2009, relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado para utilização de produtos fitofarmacêuticos na cultura do arroz.

Fonte: DGAV

O mundo escondido da fraude alimentar

  • Thursday, 09 May 2019 09:37

As maiores cadeias da indústria alimentar movimentam milhões em todo o mundo. Num mercado extremamente competitivo, algumas das grandes empresas procuram estar sempre um passo à frente dos adversários. No entanto, na tentativa de ultrapassarem os adversários acabaram por protagonizar episódios polémicos, nomeadamente de fraude alimentar.

Carne podre congelada

Segundo a NBC, em 2015 a polícia chinesa montou uma operação para capturar traficantes de carnes. Foram descobertos diversos quilos de carne, sendo que algumas datavam de 1970.

Carne misteriosa

A cadeia KFC sofreu um grande revés na China quando descobriu-se que a carne usada pelos restaurantes era fornecida pela Shanghai Husi Food Co. Esta empresa usava carne que tinha caído ao chão e também misturava carne fresca com outras que já estavam fora de prazo.

Carne de cavalo

De acordo com o USA Today, foram descobertos vários vestígios de carne de cavalo nos bifes usados pelo Burger King. Quando a informação foi revelada, a cadeia de restaurantes rompeu imediatamente com a fornecedora dos bifes.

Carne brilhante

De acordo com o Daily Mail, na China um homem descobriu que a carne de porco que tinha em casa brilhava no escuro. Investigadores afirmaram que tal poderia ter acontecido porque o porco podia ter sido alimentado com uma grande quantidade de fósforo.

Carne de frango adulterada

De acordo com a Fox News, um estudo feito por uma organização do Canadá concluiu que a carne de frango usada pela cadeia Subway continha apenas 50 por cento do ADN de galinha. Os investigadores descobriram que a Subway usava soja para fazer os restantes 50 por cento.

Carne bizarra

Segundo a ABC News, a carne usada pelo Taco Bell só tinha 88 por cento de carne.

Carne de frango com água

Segundo o The Guardian, em algumas grandes superfícies como o Aldi e a Asda, são vendidos peitos de frango que são bombeados com água e aditivos.

Carne de rato

Segundo o The New York Times, um gangue de traficantes na China vendia carne de cabrito que na verdade era carne de rato. A carne era mergulhada em gelatina, pigmentos vermelhos e nitratos antes de ser vendida ao público.

Aroma de carne

Segundo a CBS News, duas pessoas vegetarianas de Seattle decidiram processar o McDonald’s por estes usarem aroma de carne nas batatas fritas.

Venda de ovos falsos

Segundo a edição online da Time, em 2012 existiam pessoas na China que vendiam ovos a preços mais baratos do que nos supermercados. Estes ovos eram falsos e eram feitos com recurso a um molde, resina, amido e pigmentos.

Doença das vacas loucas

No final da década de 1980 foi descoberta esta doença. A partir daí foram feitas inúmeras restrições e foram descobertos vários casos. Durante alguns anos foi proibido importar carne de bovino vinda do Reino Unido e descobriu-se que a doença poderia ser transmitida para os humanos sob a forma da doença Creutzfeldt Jakob.

Flocos de aveia radioativos

Segundo o The New York Times, estudantes descobriram que andavam a ser alimentados com flocos de aveia radioativos da Quaker Oats, numa experiência involuntária, durante as décadas de 1940 e 1950. As vítimas receberam milhões de dólares como indemnização.

Trigo contaminado

Em 1971 o Médio Oriente passava por um período de seca. Devido a isso o Iraque importou trigo vindo do México. No entanto, este trigo continha um fungicida feito à base de mercúrio. O produto chegou tarde e os agricultores deram-no aos animais e às crianças. Quase 500 pessoas morreram e milhares sofreram danos cerebrais.

Noodles com chumbo

Segundo a Fortune, o negócio dos noodles da Maggi estava a correr bem na Índia, até que foi descoberto que estes continham sete vezes mais chumbo do que o permitido.

Paprica com chumbo

De acordo com o LA Times, descobriu-se que na Hungria quase 50 pessoas tinham sido internadas em hospitais devido à ingestão de paprica que continha chumbo. Aparentemente o chumbo era usado para tornar a paprica mais apelativa.

Pimenta de lama

Segundo o Global Times, na China um homem vendia pimenta falsa. Esta era feita de lama e a branca era feita de flúor.

Cominho substituído por nozes

Segundo o Huffington Post, uma agência alimentar descobriu que no Reino Unido estavam a ser vendidos cominhos com vestígios de nozes nas prateleiras dos supermercados.

Sumo trocado por água

Segundo o The New York Times, em 1987 descobriu-se que a marca Beech-Nut vendia sumo para bebés feito à base de maçã, mas no entanto este não passava de água com açúcar. Foram multados em 2 milhões de dólares.

Água canalizada engarrafada

Segundo um artigo de 2012 da edição online do Daily Mail, em algumas grandes superfícies como a Tesco e a Asda, eram vendidas garrafas de água que continham água canalizada.

Fraude com azeite

Segundo a Mother Jones, na zona do Mediterrâneo, traficantes diluíam azeite de oliva com óleo de girassol e vendiam-no como se fosse azeite extra-virgem.

Melancias explosivas

De acordo com o The Guardian, na China um agricultor usou um químico para acelerar o crescimento da sua plantação de melancias. Estas explodiram como se fossem bombas. Mais tarde foi referido que o químico usado pelo agricultor não poderia ser usado em melancias.

Fonte: Notícias ao minuto

Centro de Controlo e Prevenção de Doença (CDC) alerta que durante a lavagem, os líquidos originários do frango cru podem espalhar-se na cozinha e contaminar outros alimentos, utensílios e bancadas.

Além disto, a CDC reforça que o método mais eficaz para eliminar os germes é a confeção homogénea da carne. Analogamente, não se deve lavar carne de aves ou outro tipo de carnes, ovos, antes de cozinhar.

Saiba mais sobre este tópico na seção de recomendações da CDC, aqui

Fonte: Quality Assurance & Food Safety

Antigamente, o pão de grão germinado era relegado para lojas de venda de produtos saudáveis. Contudo, este readquiriu destaque em prateleiras dos supermercados face à procura dos consumidores por alimentos promotores de saúde e ingredientes processados através de métodos naturais.

Entre 2006 e 2011, o aumento médio de lançamento de produtos à base de grãos germinados foi de 14% enquanto que entre 2012 e 2016, esse mesmo aumento fixou-se nos 26%.

Com o aumento da disponibilidade de ingredientes germinados, mais marcas têm vindo a apostar no seu uso. Assim, os vendedores tornam-se familiarizados com este tipo de produtos, aumentando a aceitação destes pelo cliente através da sua colocação nas prateleiras de supermercado.

Historicamente, a germinação é um fenómeno natural que resulta da exposição do grão às condições climatéricas após colheita. No entanto, na cadeia alimentar moderna os grãos foram divididos em duas categorias: viáveis e não viáveis.

Os grãos viáveis, isto é, germináveis, foram plantados como sementes e posteriormente tratados com altas temperaturas para evitar qualquer viabilidade e com o objetivo de serem integrados numa massa homogénea.

A insurgência da germinação veio agora criar uma terceira categoria de semente: grãos viáveis destinados a serem consumidos na sua forma germinada. Isto significa a germinação intencional através de processo controlado, considerando as variáveis humidade, temperatura e tempo e simultaneamente assegurando a segurança alimentar da sua ingestão.

Este tipo de produto enquadra-se entre o estado de grão e de nova planta e, por isso, requere uma avaliação apropriada das suas vantagens e desvantagens.

Durante a germinação, o grão sofre uma série de reações bioquímicas que alteram a sua composição nutricional, apresentando benefícios. As macromoléculas são quebradas, aumentando a disponibilidade de micronutrientes e diminuindo a quantidade de antinutrientes, na maioria dos casos.

Apesar das vantagens nutritivas e de inovação de produtos que os grãos germinados proporcionam, os profissionais de saúde relembram a importância do consumo de grãos integrais sobrepondo a questão do estado de germinação da semente.

Fonte: Today's Dietitian

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que vai adotar uma metodologia comum de avaliação do desperdício alimentar em toda a Europa.

A medida pretende apoiar os Estados-Membros na “quantificação do desperdício alimentar em cada fase da cadeia de abastecimento alimentar”.

“O desperdício de alimentos é inaceitável num mundo onde milhões de pessoas continuam a sofrer de fome e onde nossos recursos naturais, que tornam a vida humana e o bem-estar possíveis, estão a tornar-se cada vez mais escassos. É por isso que definimos a prevenção do desperdício alimentar como uma prioridade na construção de uma economia circular e de uma sociedade sustentável”, afirma Frans Timmermans, primeiro vice-presidente da Comissão Europeia.

Através da aplicação de uma definição comum de desperdício alimentar, a Comissão refere que a metodologia permitirá uma monitorização coerente dos níveis de desperdício alimentar em todos os países da União Europeia.

Como lembra a Comissão Europeia, a prevenção do desperdício alimentar está identificada como uma das áreas prioritárias no Plano de Ação da Economia Circular abraçado pela Comissão no final de 2015.

Fonte: Hipersuper

A China, responsável por metade dos suínos do mundo, identificou a primeira ocorrência da gripe suína africana em agosto de 2018, numa fazenda com menos de 400 porcos nos arredores de Shenyang. Morreram 47 suínos devido à doença contagiosa viral, provocando medidas de emergência como o abate em massa e um bloqueio para impedir o transporte de gado. Depois de alguns dias, um aviso do governo declarava que o surto tinha sido "efetivamente controlado".

Era tarde demais. A doença já se tinha tornado literalmente viral e se espalhado por centenas de quilómetros com animais doentes, contaminando alimentos, e espalhando-se através do pó transportado nos pneus de caminhões e nas roupas. Nove meses depois, o contágio espalhou-se por todo o país, cruzou fronteiras com a Mongólia, o Vietname e o Camboja, e deu impulso aos mercados de carnes globalmente.

Enquanto estimativas oficiais indicam um milhão de porcos abatidos, os dados de abate sugerem que um número 100 vezes maior será eliminado do rebanho de 440 milhões de suínos da China em 2019, o "ano do porco" do zodíaco chinês. O Departamento de Agricultura dos EUA projetou em abril uma redução de 134 milhões de cabeças - equivalente a toda a produção anual de suínos nos Estados Unidos - e a pior queda desde que o departamento começou a recolher os dados do segmento na China em meados da década de 1970.

"É uma situação sem precedentes", disse Arlan Suderman, economista-chefe da INTL FCStone, que analisa os mercados de commodities há quase quatro décadas. "Isto vai ter impacto nos preços dos alimentos globalmente."

O surto da febre suína africana que se espalha pela Ásia é inegavelmente preocupante, matando praticamente todos os porcos que infeta com uma doença hemorrágica que lembra o ébola em humanos. Não há dados sobre infeção de humanos.

A morte dos porcos é especialmente crítica para a China, cuja indústria suína movimenta 128 mil milhões de dólares, com o terceiro maior consumo per capita do mundo.

Os preços da carne suína na China nos grossistas apontam para uma subida de 21% na comparação anual, e também subiram nos EUA e na União Europeia depois de os processadores terem enviado mais produtos para a China. O preço do bacon em Espanha aumentou cerca de 20% em março, enquanto o da carne de porco subiu 17% na Alemanha, segundo a Interporc, uma associação industrial com sede em Madrid.

Fonte: Jornal de Negócios

Organizações da sociedade civil, tais como a Organização Europeia do Consumidor (BEUC) e a Defesa de Segurança Alimentar Europeia (SAFE) exigem a remoção do dióxido de titânio (E171) da lista da UE de aditivos alimentares permitidos.

Na carta dirigida à Comissão Europeia e, particularmente, ao vice-presidente Jykri Katainen é mencionado que após a publicação de um decreto de suspensão da utilização do E171 em França, os restantes elementos europeus merecem o mesmo nível de alta proteção.

Agência Internacional para Investigação do Cancro (IARC) classificou o dióxido de titânio como um possível carcinógeno humano. Contudo, mais estudos são necessários para esclarecer a segurança do aditivo.

O E171 é um corante sem valor nutricional, sendo maioritariamente usado em doces, pastilhas elásticas, produtos confecionados em forno e molhos para proporcionar um efeito final branco, opaco e macio.

De acordo com a legislação UE, um aditivo alimentar pode apenas ser autorizado se o seu uso for seguro, tecnologicamente justificado, não induzindo em erro o consumidor sobre os seus benefícios ou vantagens.

Assim, a notificação francesa baseada no princípio da precaução será avaliada a 13 de Maio de 2019 pelo Painel de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, pelo que as organizações envolvidas na escrita da presente carta apelam à sua aprovação e extensão aos restantes países UE.

Fonte: Food Navigator

Os portugueses demonstram uma preocupação cada vez maior no que à alimentação saudável diz respeito. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, 74% dos portugueses procuram ter uma alimentação mais saudável. Para atingirem esse objetivo, uma das principais medidas que tomam (em 2º lugar neste ranking) é o consumo de mais frutas, vegetais e leguminosas.

O consumo de Frutas e Legumes em Portugal tem vindo a aumentar ao longo dos anos de uma forma clara. A tendência aponta para uma diminuição dos lares que consomem menos Frutas e Legumes, ao passo que têm aumentado aqueles em que as Frutas e Legumes têm maior peso, assistindo-se assim a uma transferência de consumo dos primeiros para os segundos.

Verificam-se crescimentos significativos em frutas como a banana e em legumes como as cebolas e as cenouras. Também os produtos de 4ª e 5ª Gama (legumes, vegetais e saladas embalados, lavados e prontos a consumir) apresentam um excelente dinamismo, assim como os Frutos Secos.

Segundo Andreia Carvalho, Analytics Consultant CPS da Nielsen, “a percentagem de portugueses que procuram ter uma alimentação mais saudável aumenta de ano para ano, assim como a introdução de Frutas e Legumes nos seus hábitos de consumo. Por essa razão, temos todos os motivos para acreditar que esta continuará a destacar-se como uma forte tendência no mercado nacional”.

Consumo de Frutas e Legumes mais importante para os séniores

Tendo em conta estes pressupostos, a Nielsen, a partir do seu Painel de Lares, segmentou, nesta análise, os lares em 4 grupos, de acordo com o seu gasto em Frutas e Legumes. Observou-se então que existe um grupo de lares em que as Frutas e Legumes têm um maior peso na cesta de compras. Esse grupo é constituído por um perfil mais sénior, com um agregado menor e sem crianças no lar. Este segmento, de menor dimensão (19%) e mais envelhecido, é aquele que concentra o maior gasto em Frutas e Legumes (36%), mostrando preocupar-se com a saúde e tendo uma cesta composta maioritariamente por produtos frescos.

Perfil jovem com crianças com menor peso de Frutas e Legumes

O segmento com menor percentagem de Frutas e Legumes na sua cesta corresponde a um perfil mais jovem, com um agregado de maior dimensão e com crianças no lar. Apesar de também comprarem produtos frescos, a sua cesta de compra inclui, de uma forma significativa, produtos de conveniência (mais práticos, que facilitam o seu dia-a-dia) e de indulgência (que lhes oferecem momentos de satisfação). Este é um perfil de famílias com vidas mais ativas, que se permitem a momentos de indulgência e que procuram produtos que lhes façam poupar algum tempo para as atividades de que mais gostam (note-se que, segundo o Índice de Confiança da Nielsen, a principal preocupação dos portugueses, para além da saúde, é o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional). Os hipermercados possuem mais relevância para este comprador, por comparação ao segmento anterior mais envelhecido.

A fonte desta análise é o Painel de Lares da Nielsen, composto por uma amostra de 3.000 lares de Portugal Continental, que registam os produtos de Grande Consumo que adquirem em qualquer canal de compra, numa recolha regular e contínua das compras via scanner. Esta amostra é demográfica e geograficamente representativa, retratando os 3,9 milhões de lares existentes em Portugal Continental e permitindo assim obter insights sobre o comportamento de compra e o perfil das famílias portuguesas.

Fonte: Grande Consumo