A DGAV atualizou o mapa bem como a lista de Freguesias que integram total ou parcialmente a zona demarcada respeitante a Trioza erytreae.
Fonte: DGAV
O vinho do Porto entrou esta terça-feira pela primeira vez no livro dos recordes do Guiness, no âmbito do Lisbon Bar Show, ao juntar 293 pessoas naquela que foi a maior prova comentada do mundo.
O evento ocorreu numa sala do Convento do Beato, em Lisboa, onde durante dois dias, mais de 100 expositores e as principais marcas de bebidas estiveram presentes e teve como atração a candidatura ao recorde do Guiness com a maior prova comentada de vinho do Porto.
Fonte: Agroportal
O Regulamento do Contraste Leiteiro Oficial para Pequenos Ruminantes, recorre a métodos e meios aprovados, a nível nacional, pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Ministério da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, e, a nível internacional, pelo Comité Internacional para o Controlo da Produtividade Animal (ICAR).
Objectivos
O Contraste leiteiro consiste na avaliação da quantidade e qualidade (matéria gorda e proteica) de leite produzido por cada uma das fêmeas de um rebanho no decurso das sucessivas lactações. Em casos pontuais, devidamente autorizados, o contraste leiteiro poderá ser apenas quantitativo.
Estes resultados visam, nomeadamente, o suporte da gestão técnico-económica das explorações e, no âmbito do melhoramento animal, a avaliação genética dos animais.
Fonte: DGAV
Sabemos que o equilíbrio é o segredo de uma alimentação saudável, mas às vezes este pode ser o primeiro ponto a falhar. Divulgado o ano passado, o Inquérito Alimentar Nacional concluiu que o consumo médio de açúcares simples entre os portugueses era de 90 gramas por dia – quase quatro vezes mais do que os 25 gramas recomendados pela OMS. Um excesso que, aliado a outros fatores como a muito reduzida prática de atividade física, contribui para problemas de saúde graves e que é importante corrigir.
É preciso alterar hábitos, disso não há dúvidas. E é aqui, também, que pode entrar a stevia. Longe de ser uma novidade para quem se preocupa com a alimentação saudável, aos poucos este adoçante de origem natural e com uso aprovado pela Comissão Europeia desde 2011, tem vindo a chegar a cada vez mais produtos, sendo utilizado para adoçar alimentos e bebidas ou vendido como adoçante, em forma líquida, pó ou pastilhas, para substituir o açúcar.
Mas o que é que a stevia tem que a torna um substituto tão apetecível? Para começar, a ausência de calorias, contra as 4 kcal por grama de açúcar. Além disso, o poder adoçante da stevia é tão forte que basta uma pequena quantidade para obter o nível de doçura desejado. É fácil fazer as contas, mas a lista de vantagens não termina aí: uma vez que a stevia não aumenta os níveis de glicose no sangue, é adequada também a diabéticos, oferecendo uma excelente alternativa para quem sofre desta doença.
Da família de plantas como o girassol e a chicória, a stevia foi descrita e nomeada pela primeira vez em 1901, pelo botânico Moisés Santiago Bertoni, no Paraguai. Muito antes disso, porém, já os nativos conheciam as suas propriedades. O seu segredo reside nos chamados glicosídios de esteviol, adoçantes naturais presentes nas suas folhas, com um sabor 300 vezes mais doce que o açúcar.
Para recolher estes extratos, as folhas secas desta planta, que chega a atingir 1 metro de altura, são primeiro embebidas em água, que depois é filtrada e refinada para se obterem os componentes doces – os mesmos que são usados, depois, para adoçar alimentos e bebidas ou vendidos como adoçantes.
A moderação, porém, também é recomendada e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos indica que o seu consumo não deve exceder os 4mg/kg de peso corporal – algo que é quase impossível na verdade, uma vez que a stevia é um adoçante tão eficaz que nunca é necessária uma quantidade elevada.
A stevia é doce, sim, mas com conta, peso e medida, para dias mais saudáveis mas nem por isso com menos sabor. Afinal, a stevia pode ser encontrada em alguns dos nossos alimentos e bebidas favoritas, como néctares, chocolates, geleias e até alguns bolos – aliviando assim aquele sentimento de culpa que surge a seguir ao prazer de comer um pequeno docinho…
Fonte: Delas.pt
A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou esta segunda-feira um plano para ajudar os países a eliminar gorduras 'trans' da alimentação da população até 2023, segundo um comunicado hoje divulgado.
A OMS considera que a eliminação das gorduras 'trans' (processadas a nível industrial) é "fundamental para prevenir mortes em todo o mundo", uma vez que o consumo deste tipo de alimentos é responsável pela morte de mais de 500 mil de pessoas, anualmente, em consequência de doenças cardíacas.
"Porque devem as nossas crianças ter um ingrediente inseguro nos seus alimentos?", pergunta o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no comunicado, salientando ainda que implementar a estratégia da OMS para substituir gorduras trans, incluindo promover alternativas saudáveis e legislar contra ingredientes prejudiciais, iria removê-las da cadeia alimentar e marcar uma vitória maioria contra doenças cardíacas.
Vários países desenvolvidos têm eliminado virtualmente gorduras trans, ao impor limites nas quantidades permitidas em alimentos embalados. Alguns deles até chegaram a proibir parcialmente óleos hidrogenados, a principal fonte de gorduras trans produzidas industrialmente, disse a OMS.
"A gordura trans é um químico tóxico desnecessário que mata, e não existem motivos para as pessoas à volta do mundo continuarem a ser expostas", disse Tom Frieden, ex-diretor dos Centros de Controlo de Doenças dos Estados Unidos, que atualmente lidera a Resolve, uma iniciativa na área da saúde.
Fonte: Diário de Notícias
O consumo moderado de vinho tinto pode reduzir o risco de cancro da próstata, já o vinho branco pode aumentá-lo. Esta é a conclusão a que chegou um grupo de médicos num estudo que analisou os dados de mais de 600.000 homens de todo o Mundo que participaram em vários estudos clínicos.
Mas, o que levou a este estudo? Devido à grande controvérsia, depois de vários estudos contraditórios, e com a intenção de clarificar o tema do vinho e a sua relação com a próstata de uma vez por todas.
Assim, um grupo de investigação coordenado internacionalmente, todos eles médicos — principalmente urulogistas —, realizou um exaustivo estudo centrado especificamente em conhecer se o consumo moderado de vinho teria um impacto no cancro da próstata e se os efeitos variavam para o vinho tinto e branco. A equipa publicou os seus resultados na edição de Janeiro de 2018 da revista científica médica Clinical Epidemiology.
Seleccionar estudos
Aquela equipa de investigadores consultaram 930 publicações médicas e seleccionaram 17 que cumpriam as “maiores e mais rigorosas directrizes científicas”. Os estudos seleccionados avaliaram um total de 611.169 sujeitos, todos eles do sexo masculino.
Os resultados da análise levaram em conta os consumidores de vinho. As conclusões finais, publicadas pela equipa médica, revelam que o consumo moderado de vinho não aumenta o risco de cancro da próstata. Mas os resultados variam significativamente segundo a cor do vinho.
Os consumidores de vinho branco mostraram um ligeiro aumento de risco de cancro da próstata. No entanto, os bebedores moderados de vinho tinto registaram uma significativa diminuição de 12% no risco de padecer da doença.
Os investigadores salientam que os seus resultados requerem mais estudos sobre como o vinho branco e o vinho tinto podem afectar as células a nível molecular. Em todo o caso, e tendo em conta a rigorosa investigação levada a cabo por aqueles médicos, tratam-se de boas notícias para os apreciadores de vinho tinto.
Fonte: Agroportal
Uma equipa do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) está a desenvolver uma tecnologia que permite verificar a qualidade do peixe, visando reduzir o desperdício alimentar na indústria do pescado e prevenir problemas para a saúde pública.
"Em Portugal, são desperdiçadas mais de 33 mil toneladas de peixe por ano, o que representa cerca de um quarto do que é capturado", lê-se numa nota informativa sobre o projeto FishBioSensing, a que a agência Lusa teve acesso.
A maior parte desse pescado "é transformado em farinhas para alimentação animal, perdendo, por isso, valor monetário", indicaram à Lusa as investigadoras Cristina Delerue-Matos e Maria João Ramalhosa, do Grupo de Reação e Análises Químicas-Rede de Química e Tecnologia (GRAQ-REQUIMTE) do ISEP.
Para combater esse desperdício, a equipa está a desenvolver um dispositivo eletroquímico "seletivo, sensível, descartável e de baixo custo", que permite avaliar a segurança e a qualidade dos produtos da pesca, nas diferentes etapas da cadeia alimentar.
O sensor, "portátil e de simples utilização", permite obter um sinal elétrico diretamente proporcional à quantidade de histamina presente no peixe, considerada um dos seus principais parâmetros de qualidade.
Os "peixes frescos e de qualidade possuem baixos níveis de histamina, que aumentam à medida que o pescado perde frescura. Este composto apresenta riscos para a saúde e pode resultar em intoxicação e reações alérgicas", explicaram.
Segundo as investigadoras, a monitorização da histamina em laboratório requer vários equipamentos e técnicos especializados, o que acaba por se traduzir "num processo muito moroso e com diversas e exigentes etapas".
Caso o peixe seja analisado a partir do momento em que entra na lota, continuaram as responsáveis, é possível avaliar a frescura numa fase inicial da cadeia de produção.
Este sistema permitirá, assim, disponibilizar informação sobre a conservação dos produtos para, consequentemente, diminuir a tendência de desperdício, "o que acontece constantemente, independentemente de o peixe ainda se encontrar em boas condições", concluíram.
Na opinião das responsáveis, além de evitar o desperdício, este projeto contribuirá para uma maior consciencialização da qualidade do produto, evitando problemas para a saúde pública.
Embora a comercialização não seja o objetivo primordial do projeto, mas sim "o desenvolvimento de um sensor sensível e seletivo para um nível mais laboratorial, se este correr da melhor forma, a equipa tratará dessa questão que, seguramente, terá um grande impacto no dia a dia", disseram ainda.
A tecnologia em desenvolvimento poderá ser utilizada pelos laboratórios de controlo de qualidade, indústrias alimentares, distribuidores e autoridades reguladoras.
No projeto, iniciado em junho de 2017 e que será concluído em 2019, participam igualmente a empresa WeDoTech, o Instituto Politécnico de Leiria e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL).
Fonte: Diário de Notícias
Os Mangotes de Aldeia Nova, um enchido de porco de Raça Alentejana cuja origem está ligada a Vila Nova de S. Bento foi reconhecido pela Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural como um Produto Tradicional Português.
Trata-se de um enchido de fabrico artesanal, ligado à cultura e à tradição local, servido no Natal e nas matanças dos porcos. É feito de chispe de porco desossado e recheado com rim, orelha e lombo, que é cozido em água e vinho branco e posteriormente secado, no forno ou no fumeiro.
Os produtores que quiserem podem agora comercializar os Mangotes de Aldeia Nova com o selo “tradicional.pt”, o que contribuirá para a sua valorização nos mercados.
Fonte: Agroportal
Um suplemento que seja composto por um só elemento, como uma vitamina ou um mineral, é sempre só um suplemento. Um alimento é composto por várias moléculas que interagem umas com as outras e cujo efeito benéfico nas pessoas pode resultar desta combinação e não do nutriente específico. Não há evidência do resultado da suplementação com ómega 3 para a prevenção de doença cardiovascular, referiu Renata Barros, professora na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. “Ingerir um suplemento de ómega-3 não é o mesmo que comer peixe.” A suplementação alimentar foi um dos temas em discussão no XVII Congresso de Nutrição e Alimentação, em Lisboa.
Venha o cálcio, as vitaminas B6, B12, D, E e os multivitamínicos, venha o ácido fólico e o beta-caroteno, mas a verdade é que nenhum deles consegue demonstrar uma diminuição do risco de doença cardiovascular, sublinhou Renata Barros. Alguns até podem ter um efeito contrário e aumentar o risco ou trazer outros problemas para a saúde. Por exemplo, a suplementação com vitamina D e cálcio está associada a um aumento dos cálculos renais.
Perceber se estes suplementos têm algum efeito na prevenção de doenças e na melhoria de vida das pessoas que os tomam é de particular importância. Isto porque, segundo o Inquérito Alimentar e da Atividade Física 2015-2016, 26,6% da população portuguesa usa suplementos alimentares. A grande maioria destas pessoas procura suplementação com minerais (36,3%), multivitamínicos (36,2%) ou vitaminas (20, 8%).
Ainda assim, existem 22,5% das pessoas que tomam suplementos, que usam outro tipo de produtos. E no mercado nacional existem mais de 400 substâncias que pretendem ser usadas no controlo de peso e controlo metabólico, referiu Diana Teixeira, investigadora no Cintesis e na Universidade Nova de Lisboa.
Pegando nos suplementos mais comuns — a cafeína, a epigalocatequina galato presente no chá verde, o glucamanano (uma fibra solúvel) e os probióticos —, a conclusão parece ser clara e transversal: não há evidência científica que suporte a suplementação com estes produtos. Até podem ter as características para os efeitos a que se propõe, até podem resultar nos ensaios com ratos, até podem ter um significado estatístico, mas não têm um significado clínico. Por outras palavras, não resulta (ou o impacto mal se consegue medir).
Fonte: Observador
Sinal vermelho é para parar. Sobre isto não parece haver dúvidas. Portanto se vir um sinal vermelho nos alimentos que se prepara para comprar no supermercado, vai ficar pelo menos mais alerta. A Direção-Geral de Saúde apresentou, em 2016, um sistema de semáforo (com três cores) para classificar gorduras, açúcares e sal. Esta opção também foi avaliada pelo Ministério da Saúde francês, mas este país acabou por preferir uma classificação de cinco cores para os alimentos como um todo. O sistema, implementado há cerca de seis meses, foi apresentado esta sexta-feira no XVII Congresso de Nutrição e Alimentação, em Lisboa.
Michel Chauliac, que apresentou o Nutri-score em Lisboa, trabalha para o Ministério da Saúde francês e tem-se dedicado às políticas de nutrição há mais de 15 anos. Para o médico de saúde pública, o importante era que fosse criado um sistema gráfico simples, fácil de ler e fácil de entender. Isto porque, segundo referiu, os consumidores dedicam cinco segundos a decidir se vão comprar o alimento A ou o alimento B.
Já existiam outros métodos para ajudar os consumidores a interpretar a informação nutricional nos rótulos, como o sistema de semáforos proposto em Portugal, sistemas informativos sem cores, selos de recomendação ou selos de alerta. Para perceber qual o sistema mais apelativo para os consumidores: se algum destes sistemas usados noutros países, se os sistemas propostos pela indústria alimentar e pelos retalhistas ou se o sistema de cinco categorias (Nutri-score), foi feito um trabalho de investigação com 11.981 participantes.
O sistema Nutri-score mostrou não só ser o preferido dos consumidores, mas também trazia vantagens para as populações mais desfavorecidas e mais expostas a alimentos de pior qualidade nutricional. “Há 17 anos que sou responsável pela nutrição em França e nunca como agora tínhamos tomado uma decisão tão fortemente baseada em ciência”, disse Michel Chauliac durante a apresentação.
O sistema de cinco cores (e cinco letras, a pensar na população daltónica) vai de verde escuro (o melhor possível) até ao laranja/vermelho (o alimento a evitar). Para estabelecer a categoria, são considerados os pontos positivos do alimento, como a presença de fibras, proteínas e frutas e legumes, e os pontos negativos, como as calorias, gorduras saturadas, açúcares e sal. Estes critérios são adaptados consoante se fale de alimentos sólidos ou líquidos, tendo neste último caso uma particularidade: a única bebida que consegue atingir o nível máximo é a água, as restantes são na melhor das hipóteses categoria B/verde claro.
Pelas regras europeias, este sistema não é obrigatório, é apenas uma recomendação.
A vantagem deste sistema, segundo Michel Chauliac, é que não só a informação chega mais facilmente aos consumidores, como ajuda os profissionais de saúde a fazerem aconselhamento nutricional. Além disso, incentiva ajuda a indústria a melhorar os produtos. “Quem implementa o Nutri-score, se está no amarelo esforça-se por chegar ao verde”, referiu.
Fonte: Observador
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