O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) divulga anualmente na sua revista o 'top 10' das inovações tecnológicas.
Bill Gates, o co-fundador da multinacional informática Microsoft, foi convidado a partilhar a sua visão e escolhas para esta lista.
Deste modo, hambúrgueres vegetais com sabor a carne foram eleitos como uma das dez tecnologias revolucionárias de 2019. Nesta categoria incluem-se criações de carne em laboratório, assim como alternativas à base de plantas que se aproximem ao sabor e valor nutricional da carne sem impacto ambiental associado.
É expectável que a população mundial até 2050 atinja 9.8 biliões de pessoas pelo que é incomportável para o setor da carne aumentar a sua produção sem causar danos ambientais e mal-estar animal.
A solução passa então por extrair tecido muscular de animais e cresce-lo em bioreatores ou na aposta em proteína de origem vegetal.
No que se refere à primeira opção, investigadores da Universidade de Maastrichtna Holanda, continuam a trabalhar no sentido de melhorar o sabor e diminuir as emissões da produção de carne em laboratório.
Por outro lado, as empresas de produção de carne à base de plantas como a Beyond Meat e Impossible Foods, das quais Bill Gates é investidor, utilizam como base do seu produto a proteína da ervilha, da soja, do trigo, de batatas e de óleos de plantas que mimetizam a textura e sabor de carne animal.
Fonte: Sustainable Opportunity Initiative
A Food and Drug Administration (FDA) publicou um comunicado acerca do seu Ato de Modernização da Segurança Alimentar (FSMA).
O comunicado salienta como os Estados-Unidos importam cerca de 15% do seu abastecimento alimentar total de mais de 200 países e territórios representantes de aproximadamente 125 mil indústrias e quintas internacionais.
Nos últimos 15 anos, aumentou a importação de alimentos, com outros países a fornecer cerca de 32% dos vegetais frescos, 55% das frutas frescas e 94% do marisco aos Estados-Unidos.
Apesar deste aumento, a segurança alimentar permaneceu intacta graças ao papel da FDA, da indústria alimentar e de parceiros envolvidos na regulação alimentar de importação de alimentos para humanos e animais.
Tendo em conta a globalização da cadeia alimentar, a nova estratégia da FDA sustenta-se em quatro pilares de ação, nomeadamente a prevenção a nível internacional, a deteção precoce e respetiva recusa de produtos não seguros nas fronteiras dos Estados-Unidos, a rápida resposta e alteração de permissões de importação de alimentos não seguros partilhada pela FDA e, por último, a medição do progresso deste projeto avaliando a sua eficiência.
Consulte o esclarecimento efetuado pelo Comissionário da FDA acerca da nova estratégia de abordagem, aqui.
Fonte: New Food Magazine
Após uma petição pública com 15 mil assinaturas válidas, a proibição do uso de glifosato vai ser discutida numa audiência marcada para 7 de março na Comissão Parlamentar do Mar e da Agricultura.
A Assembleia da República recebeu as assinaturas desta petição a 20 de novembro de 2018. A confirmação foi dada pelo criador da petição online, Mateus Carvalho.
Em Portugal, o uso de glifosato, e outros produtos fitofarmacêuticos, é proibido em espaços públicos desde março de 2017. No entanto, a sua venda é livre, tendo caído 22,7% entre 2014 e 2017.
Fonte: Público
Dados recentes publicados pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doença (ECDC) e a Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA) revelam que os anti-microbianos usados no tratamento de doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos, tais como campilobacteriose e salmonelose, estão a tornar-se menos eficazes.
De acordo com o relatório, que refere dados de 2017, a resistência a fluoroquinonolonas, como a ciprofloxacina, é tão alta em bactérias Campylobacterque em alguns países este já não funciona como tratamento de casos severos de campilobacteriose. Altas proporções de bactérias também se tornaram resistentes a tetraciclinas.
Do mesmo modo, a maioria dos países reportou o aumento da resistência a fluoroquinolonas no tratamento de Salmonella em humanos. A multiresistência desta bactéria, isto é, a resistência a três ou mais anti-microbianos, é também um fenómeno emergente encontrado em humanos (28,3%) e animais, particularmente S. Typhimurium.
O relatório reúne informação colecionada de 28 estados-membros da UE relativamente a humanos, porcos e bezerros com menos de um ano, confirmando a ascensão da resistência antibiótica já identificada em anos anteriores.
A Comissão Europeia adotou o plano de ação One Health em 2017, reconhecendo que ações efetivas contra esta ameaça devem ser tomadas nas diversas áreas da saúde humana, animal e ambiente. A sensibilização para o uso prudente de anti-microbianos é fundamental para que se possa limitar a disseminação de resistência bacteriana.
Fonte: EFSA
A presença de E. coli produtora de toxina Shiga (STEC) em comidas prontas-a-comer é um potencial risco para a saúde, independentemente da estirpe ou genótipo, de acordo com a Food Standards Scotland (FSS).
A agência salienta que tais comidas não devem conter STEC pois dez a cem células desta são suficientes para causar infeção. Deste modo, a sua presença em pequenas doses em comida não cozinhada pré-consumo tem o potencial para causar intoxicação alimentar.
Na Escócia, o tipo mais frequente de infeção por STEC é a estirpe potencialmente fatal, E. coli O157, no entanto, mais de 30% dos isolados de STEC são estirpes não-O157, sendo que cerca de um terço não possuí o gene responsável por causar infeção.
Os sintomas tipicamente incluem dor abdominal e diarreia, frequentemente sanguínea. A intensidade da infeção pode variar, mas é particularmente perigosa para grupos vulneráveis como é o caso dos idosos e crianças com menos de cinco anos. Algumas pessoas podem desenvolver sérias complicações, nomeadamente síndrome hemolítico urémico causado por estirpes produtoras do gene Stx2a.
Saiba mais sobre estirpes STEC, aqui.
Fonte: Food Safety News
A saída do Reino Unido da União Europeia – BREXIT – a 29 de março de 2019, implica que as regras da UE deixarão de se aplicar ao Reino Unido, por conseguinte, a preparação para o BREXIT não é apenas da responsabilidade da UE e das autoridades nacionais, mas também da indústria de medicamentos veterinários.
Assim junto se anexa um documento com uma versão em português e outra em língua inglesa, com informações relevantes sobre o Brexit destinada aos titulares e partes interessadas.
Fonte: DGAV
O aumento da preocupação relativamente à saúde e nutrição, encorajou muitos a adotar estilos de vida mais saudáveis, evitando o consumo de alimentos ricos em açúcar, sal ou gordura.
Assim, comidas e bebidas de cuja constituição constem substitutos de açúcar, como é o caso dos adoçantes, tornaram-se bastante populares. Contudo, pouco se conhece sobre os seus potenciais benefícios ou malefícios dentro de limites aceitáveis de consumo.
Por este motivo, uma equipa de investigadores europeus analisou cinquenta e seis estudos da área comparando o não consumo ou valores baixos de consumo de adoçantes com consumos elevados em adultos e crianças saudáveis.
As conclusões indicam que na maioria dos casos, a diferença não é estatisticamente ou clinicamente relevante entre os diferentes níveis de consumo.
Apesar de algumas indicações de melhoria relativamente ao índice de massa corporal e à regulação dos níveis de glicose no sangue, não existe evidência que suporte suficientemente esta descoberta.
Os membros deste projeto de investigação salientam que irão notificar a Organização Mundial de Saúde (OMS) acerca dos seus resultados com o objetivo de informar especialistas de saúde e legisladores sobre as atuais recomendações relativamente ao consumo de açúcar e a necessidade de fundamentação por novos estudos.
Para consultar a revisão sistemática original, clique aqui.
Fonte: Science Daily
A DECO encontrou bactérias, sulfitos proibidos e até ingredientes adicionais na carne picada recolhida de alguns talhos. Há seis anos que o cenário se repete pelo que a entidade desaconselha a sua compra. Se ainda assim, optar por comprar, escolha uma peça de carne e mande picar.
As amostras foram recolhidas e avaliadas tendo em conta o seu preço por quilo e variáveis tais como temperatura, humidade, proteínas, gordura, hidratos de carbono, sal, sulfitos e deteção de microrganismos.
15 em 20 das amostras chumbaram nos testes em laboratório, tendo sido detetados sulfitos em 75% das amostras, ingredientes vegetais em 20% das amostras e 85% destas indicaram temperaturas de conservação acima de 2ºC.
A carne picada só pode conter sal, e em quantidades inferiores a 1%, bem como deve ser conservada a temperaturas inferiores a 2ºC.
Para conhecer os estabelecimentos testados em Lisboa e no Porto e suas respetivas avaliações, clique aqui.
Fonte: DECO/PROTESTE
O mundo da alimentação está repleto de ideias erradas, mitos e inverdades. Aqui listamos alguns dos mitos mais comuns.
Ovos aumentam o nível de colesterol
Esta gordura é produzida no fígado e, na sua maioria, não deriva diretamente da ingestão de produtos com elevado teor de colesterol. Na verdade, resulta do processamento de gorduras saturadas e gorduras trans, sendo que o ovo não contém esta última. Assim, a gema do ovo não representa ameaça aumentada relativamente a doença cardiovascular, dentro do limite de 1 ovo por dia para a maioria dos indivíduos (Anthony Komaroff, MD, Harvard Health Letter).
As bebidas energéticas fornecem energia
O açúcar é responsável por um pico de energia e a cafeína evita a sonolência, não fornecendo energia do ponto de vista nutritivo. A combinação destes ingredientes em bebidas energéticas pode tornar-se perigosa, contribuindo para o aumento da pressão sanguínea diastólica e o aumento dos níveis de glicose no sangue em jovens, os seus principais consumidores (Nowak et al., 2018).
O café prejudica o coração
Pelo contrário, o seu consumo habitual está associado à redução do risco de doença cardiovascular. A ingestão de 3 chávenas de café por dia é segura e benéfica, exceto em grávidas e outros casos pontuais. Os riscos que advertem do seu excesso incluem ansiedade, insónia, dores de cabeça, tremores e palpitações (O'Keefe et al., 2018).
Utensílios em alumínio produzem toxinas responsáveis pela doença de Alzheimer
Não existem evidências que suportem este medo. Assim, não está estabelecida qualquer relação entre o alumínio dos utensílios de cozinha e o aumento do risco de Alzheimer (Alzheimer's Society, UK).
Álcool provoca a morte de neurónios
O consumo de álcool na adolescência pode comprometer o desenvolvimento neurológico e a adequação do comportamento em fase adulta (Crews et al., 2016), pelo que deve ser evitado. Já em adultos, o consumo leve ou moderado de álcool pode providenciar um efeito protetor na mortalidade dentro do limite de uma bebida por dia (J. Michael Gaziano, MD, Journal of the American College of Cardiology).
Água salgada ferve mais rapidamente
A diferença é negligenciável. Adicionar uma colher de chá de sal, o equivalente a 3 gramas, a um litro de água, não altera suficientemente a velocidade de ebulição (Lesley-Ann Giddings, Middlebury College, Vermont).
Especiarias causam úlceras
O consumo de pimento vermelho (Capsicum spp.) é frequentemente associado à formação de úlceras, no entanto, este não só inibe a secreção ácida, como auxilia na regulação estomacal e liberta agentes protetores, prevenindo a ulceração (Satyanarayana, 2006).
Vitamina C protege de constipações e gripes
Não existem estudos científicos que comprovem este benefício. Pode, eventualmente, fortalecer o sistema imunitário e com isso garantir proteção acrescida face às fontes de constipações e gripes (Bruce Bistrian, MD, Harvard Health Letter).
Fonte: Sapo Lifestyle
Já entrou em vigor o novo plano geral de gestão de crises em matéria de segurança dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais através da Decisão da Comissão (EU) 2019/300.
O Regulamento (CE) 178/2002 veio determinar os princípios e normas gerais da legislação alimentar, criando a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (ASAE).
No artigo 55.º deste regulamento, estava prevista a elaboração de um plano de gestão de crises. Por conseguinte, a Decisão da Comissão 2004/478/CEestabeleceu esse plano geral.
Desde então, foi efetuado um balanço de qualidade da legislação alimentar, provando-se necessário reavaliar a gestão das crises no domínio dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais ao nível da União e a nível nacional.
Com foco na proteção da saúde pública da União, o plano geral deve limitar-se a situações de risco direto ou indireto. Os riscos para a saúde pública podem ser de natureza biológica, química e física. Incluem os perigos associados à radioatividade e aos alergénios.
A abordagem, os princípios e os procedimentos práticos do plano geral podem, no entanto, ser considerados igualmente como orientações para a gestão de outros incidentes de origem alimentar que não constituam um risco para a saúde pública.
Neste sentido, a Decisão da Comissão 2004/478/CE deve ser revogada e substituída pela Decisão da Comissão (EU) 2019/300, que estabelece o novo plano atualizado.
Esta nova legislação vem estruturada em capítulos que incluem disposições gerais, estruturas e procedimentos de preparação, coordenação reforçada ao nível da união, criação de uma unidade de crise, procedimentos de gestão de incidentes e disposições finais.
A Comissão deve elaborar um plano quinquenal de execução do plano geral, a atualizar de cinco em cinco anos com base nas necessidades identificadas. Conheça os desenvolvimentos mais recentes deste plano, aqui.
Fonte: Qualfood
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