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A alta concentração de antioxidantes, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais é o que torna os chamados superalimentos atrativos.

Afinal o que são os superalimentos que tanto se fala pelo mundo inteiro?

Este termo refere-se aos alimentos cujo valor e potencial nutricional os torna muito interessantes do ponto de vista da saúde, devido à sua elevada concentração de antioxidantes, gorduras saudáveis ou vitaminas.

Apesar de não existir nenhuma comida milagrosa no que diz respeito à saúde, e devermos respeitar uma alimentação equilibrada, existem alguns alimentos que devemos ter em conta.

Os especialistas e nutricionistas recomendam um dieta equilibrada, visto que a saúde de uma pessoa depende de muitos fatores, Contudo, as verduras e legumes deverão ter uma forte presença na nossa alimentação, assim como não devemos descurar os “poderes” das nozes, quinoa ou azeite.

A nutricionista Carla Zaplana, autora do livro “Superfoods” define os superalimentos como aqueles que possuem “alto valor nutricional” de tal forma que “com pequena quantidade obtemos muita micronutrição”.

Para Zaplana, esses micronutrientes são “a chave que liga o motor do carro” e garante que apesar de na maioria dos casos serem alimentos que sempre existiram, na última década “o seu potencial começou a ser conhecido”.

Sumos verdes, sementes ou frutas vermelhas são alguns dos alimentos destacados por esta nutricionista que também aponta os brócolos, a curcuma, o gengibre ou o abacate como elementos interessantes para introduzir na nossa alimentação.

Estes são os dez superalimentos que devem estar na nossa dieta:

Azeite virgem extra: É um dos alimentos por excelência e muito saudável. Além de reduzir o colesterol mau e a taxa de ataques cardíacos, nas mulheres demonstrou reduzir o desenvolvimento de cancro de mama. Além disso, possui propriedades antioxidantes.

Quinoa: é um pseudocereal, mas parece leguminosa. Fornece proteínas de alto valor biológico e também é muito rico em fibras de fácil digestão. Fibra e proteína são melhores do que legumes.

Isto afeta a boa saúde do trânsito intestinal, evitando doenças como o cancro de cólon. Eles são uma contribuição de carboidratos complexos, que é nossa fonte de energia diária. Não contém glúten e é muito rico em aminoácidos. É preparado como arroz cozido e pode ser misturado com legumes salteados, com salada, etc.

Legumes: Ricos em ferro e minerais como cálcio ou magnésio, são fonte de proteína de valor biológico, embora não seja tão alta quanto a carne. Mas, ao contrário da carne, fornece muito pouca gordura e muita fibra.

Brócolos: É um vegetal com grande quantidade de vitamina C. Possui alto teor de água, muita fibra e poucas calorias. Também contém substâncias antioxidantes que foram estudadas e que funcionam bem na prevenção de doenças como o cancro.

Folhas verdes: devem ser consumidas diariamente. São altamente alcalinizantes e fornecem-nos uma grande quantidade de clorofila que nos ajuda a purificar o corpo. Além disso, são ricos em aminoácidos, que são os precursores das proteínas, muito ricos em ácidos graxos ómega e muitas fibras que ajudam a limpar o nosso sistema digestivo.

Laranjas: Uma das frutas cítricas mais interessantes. São ricas em vitamina C, ácido fólico e antioxidantes, algo que nos ajuda a combater os radicais livres.

Nozes: Ricas em Omega3, recomenda-se ingerir um punhado de nozes todos os dias, devido ao aporte de vitamina E, fibras e uma gordura saudável que é muito boa para o colesterol e para o coração. Também protege contra alguns tumores.

Sardinhas: São uma grande contribuição em Omega3 que melhora a saúde cardiovascular e reduz a inflamação em geral. Além disso, é um peixe azul que, por ser pequeno, não acumula materiais pesados.

Alho: demonstrou melhorar o colesterol e é um bom diurético, além de ter propriedades antibacterianas, por isso ajuda o sistema imunológico. Também existem estudos que afirmam que ajuda a prevenir alguns tipos de cancro.

Chocolate preto: quanto mais cacau tem, mais rico em antioxidantes e fibras é, algo que é bom para a saúde cardiovascular e para o sistema nervoso central.

Fonte: Greensavers

“Além de aliar duas importantes indústrias portuguesas – têxtil e vinho – este tecido cumpre o objetivo de procurar soluções de economia circular, ou seja, de dar uma nova vida a resíduos vegetais que, de outra forma, seriam desperdício”, explicaram à agência Lusa os promotores do projeto.

Para além da localização – o produtor de vinhos Alvarinho está instalado em Melgaço e a empresa de tingimento, acabamento e revestimento de malhas Tintex situa-se em Vila Nova de Cerveira, a cerca de meia centena de quilómetros de distância – as duas companhias têm em comum uma aposta assumida na sustentabilidade e inovação.

E foi assim que, numa visita feita há alguns meses ao Soalheiro pelo diretor de inovação da Tintex – um “apaixonado por vinhos” que quis conhecer os projetos de inovação que a empresa vitivinícola tinha em curso -, surgiu a ideia de aplicar os resíduos vegetais das uvas, resultantes das vindimas, no fabrico de um tecido alternativo ao couro.

“Temos um resíduo que são os bagaços das uvas, que resultam da prensagem [extração do sumo que dá origem ao vinho]. Esses bagaços têm várias possibilidades de ser utilizados na indústria vitivinícola, mas a sua valorização não é significativa. E então surgiu a ideia, com a Tintex, de fazer uma experiência e utilizar este resíduo vegetal (que no fundo são películas de uva) para revestir um tecido orgânico”, explicou à agência Lusa o gestor e enólogo do Soalheiro, Luís Cerdeira.

Desta experiência resultou a criação, há apenas alguns dias, do primeiro tecido de algodão orgânico com incorporação de uva, estando agora em aberto a sua utilização em diversos produtos e fins como um sucedâneo do couro. “Agora é que é começa o sonho”, afirma Luís Cerdeira.

Já o diretor de inovação da Tintex, Pedro Magalhães, diz esperar ter, “até à próxima vindima, diversos tipos de produtos” com o novo tipo de tecido incorporado, “seja em rótulo para garrafas ou em alguns tipos de vestuário”. “As possibilidades são muitas e dependem dos nossos clientes, embora sempre em parceria connosco”, sustentou.

Conforme explicou à Lusa Pedro Magalhães, esta parceria com a Soalheiro surgiu no seguimento de um projeto em que a Tintex esteve envolvida – o TexBoost, para desenvolvimento de uma nova geração de soluções têxteis inovadoras – e ao abrigo do qual se lançou na produção de um substrato têxtil que pudesse ser considerado como uma alternativa ao couro incorporando, sobre uma malha de algodão, materiais como serrim e casca de pinheiro.

Neste âmbito, a empresa tem atualmente em submissão a patente de um “material têxtil alternativo ao couro fabricado a partir de subprodutos e resíduos de origem vegetal”, cujo pedido foi apresentado em junho de 2016 e que espera ver concluído “num horizonte de três anos”.

“Já tivemos avaliações intercalares com resultado positivo, mas ainda falta muito tempo [para concluir o processo]. Mas como está feito o pedido internacional, a tecnologia e o ‘know how’ já estão protegidos”, disse o diretor de inovação da Tintex.

A intenção é “entrar com este produto nos mercados europeu, norte-americano e, possivelmente, também no Brasil” e em setores tão diversos como a saúde, moda, marroquinaria, calçado ou mobiliário.

Muito solicitada por alguns gigantes da moda que procuram de tecidos com menor impacto no meio ambiente (menor consumo de água, utilização de matérias-primas naturais, tecidos biodegradáveis), a têxtil de Vila Nova de Cerveira trabalha atualmente com várias marcas, nomeadamente do Norte da Europa e escandinavas (como o é caso da COS, do grupo sueco H&M), estando “a tentar entrar também nos EUA”.

Com cerca de 130 trabalhadores, dos quais 10 dedicados exclusivamente a atividades de inovação, a Tintex investe cerca de um milhão de euros por ano em Investigação & Desenvolvimento (I&D) e prevê que o segmento dos têxteis técnicos venha a responder, no prazo de cinco anos, por 20% da faturação da empresa.

Em 2020, o volume de negócios da companhia ascendeu a 11 milhões de euros, mas o objetivo é atingir os 20 milhões de euros em cinco anos, precisamente por via da aposta nos têxteis técnicos sustentáveis, com utilização de biopolímeros e de resíduos normalmente desvalorizados.

Esta mesma aposta na inovação e na sustentabilidade tem vindo a ser feita pelo Soalheiro na produção dos seus vinhos: desde 2006 que a empresa tem certificação biológica das suas vinhas, cujas uvas são usadas na produção de vinhos naturais, sem adição de sulfitos e com o mínimo de intervenção humana (sem filtração).

A empresa tem também em curso um processo de certificação de todos os seus vinhos com selo vegan, tendo instalado, no ano passado, uma cobertura vegetal na adega que permitirá uma poupança energética estimada de 26% ao ano.

Este ano, o Soalheiro está a renovar toda a sua gama com uma garrafa sustentável, com menos 19% de vidro e com redução das emissões de carbono utilizadas na sua produção e transporte.

Feitas em Portugal (quando antes eram produzidas no centro da Europa), 90% das garrafas Soalheiro irão adotar este novo formato até ao final do ano, o que permitirá uma poupança estimada de 56 toneladas de vidro ao ano.

Adicionalmente, também as embalagens usadas pela empresa foram repensadas para reduzir 39% do consumo de cartão, oriundo de florestas geridas de modo responsável (certificado FSC).

Fonte: Greensavers

A DGAV procedeu à publicação do Despacho n.º 09/G/2021, de 10 de março,  relativo à atualização da Zona Demarcada para Trioza erytreae, dando cumprimento ao estabelecido no n.º 2 do artigo 5.º da Portaria nº 142/2020, de 17 de junho, que estabelece medidas de proteção fitossanitária adicionais destinadas à erradicação no território nacional do inseto de quarentena Trioza erytreae.

Fonte: DGAV

Alimentos seguros e nutritivos são essenciais à vida e à promoção de hábitos saudáveis. O atual sistema de segurança alimentar da UE tem que ser resiliente e se adaptar a uma cadeia alimentar em constante evolução.
 
projeto FoodSafety4EU, financiado pela UE, lançado em janeiro de 2021, é um passo em direção a um Sistema de Segurança Alimentar (FSS) mais colaborativo na Europa.
 
Alimentos seguros e nutritivos são essenciais à vida e à promoção de hábitos saudáveis. O atual sistema de segurança alimentar da UE tem que ser resiliente e se adaptar a uma cadeia alimentar em constante evolução. O projeto FoodSafety4EU, financiado pela UE, lançado em janeiro de 2021, é um passo em direção a um Sistema de Segurança Alimentar (FSS) mais colaborativo na Europa.

O projeto visa conceber, desenvolver e disponibilizar uma plataforma multi-stakeholder para estabelecer uma rede de atores do FSS a nível nacional, europeu e internacional. Para facilitar esta colaboração, o consórcio - do qual fazem parte a ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e a FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares - produzirá conhecimento e desenvolverá um conjunto de ferramentas digitais para ativar um processo participativo estruturado entre estes atores.

Deste modo, a plataforma FoodSafety4EU será moldada principalmente para:
1. Potenciar as interações de maior valor entre os seus atores no sistema multinível;
2. Apoiar a Comissão Europeia e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) para enfrentar os principais desafios da segurança dos alimentos e formular recomendações adequadas;
3. Disponibilizar conhecimento e soluções digitais que aumentem a confiança do público;

A rede europeia que integra este consórcio é composta por 23 parceiros e 44 partes interessadas (Autoridades de Segurança Alimentar, associações de consumidores, centros de investigação, etc.). Espera-se que esta comunidade continue a crescer e que, até ao final do projeto previsto para 2023, se torne um amplo Fórum.
Fonte: ASAE

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional do Norte, realizou, nas últimas semanas, nos municípios de Ovar, Gondomar, Maia, Porto, Santa Maria da Feira, Matosinhos, Guimarães e Vila do Conde, diversas ações de fiscalização, em todo o circuito comercial, direcionadas à verificação do cumprimento das regras respeitantes à segurança geral de produtos utilizados para proteção da pandemia de Covid-19, designadamente equipamentos de proteção individual (EPI) e máscaras sociais.

Foram apreendidas 3.477.029 máscaras, num valor global que ultrapassa os € 544.000,00.
Como principais infrações destacam-se irregularidades ao nível dos requisitos essenciais de saúde e segurança e desconformidades na rotulagem, designadamente a falta de tradução para língua portuguesa das instruções de utilização, a falta de identificação do importador e do responsável pela colocação no mercado, a não apresentação de declarações de conformidade válidas e marcação «CE» indevida.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização em prol da defesa e da segurança dos consumidores e daa sã e leal concorrência entre operadores económicos.

Fonte: ASAE

Há um ano que a pandemia da Covid-19 se instalou a nível global, e que as máscaras faciais chegaram aos mercados e entraram nas nossas vidas. Embora a sua finalidade seja proteger-nos, a maneira como começaram a ser produzidas e descartadas provocou o efeito oposto no ambiente.

São utilizadas 129 mil milhões de máscaras todos os meses, indica um novo estudo da University of Southern Denmark. Por minuto são descartadas 3 milhões de máscaras em todo o mundo, e grande parte das mesmas são feitas de microfibras plástico.

“Com cada vez mais relatos sobre o descarte inadequado das máscaras, é urgente reconhecer esta potencial ameaça ambiental e evitar que se torne o próximo problema do plástico”, explicam os investigadores na Science.

“Uma preocupação maior e mais recente é que as máscaras são feitas diretamente de fibras plásticas em tamanho micro (espessura de ~ 1 a 10 micrómetros). Ao dividir-se no ambiente, a máscara pode libertar mais plásticos de micro dimensão, mais rápido e facilmente”.

Como não existem dados sobre a reciclagem das máscaras, a probabilidade de estas serem descartadas no meio natural é maior. A equipa recomenda assim que se disponibilizem caixotes do lixo direcionados para as máscaras, que se substituam as descartáveis por reutilizáveis, que as entidades implementem medidas de gestão de resíduos focadas nas mesmas e que se desenvolvam novas máscaras descartáveis biodegradáveis.

Fonte: Greensavers

A peste suína africana que levou ao abate de milhares de porcos na China, em 2018 e 2019, pode ter aberto portas à entrada do coronavírus SARS-CoV-2 na vida das pessoas, sugere um estudo em pré-publicação (que ainda não foi revisto por cientistas independentes) de uma equipa britânica e chinesa.

"As flutuações graves no mercado de carne suína antes de dezembro de 2019 podem ter aumentado a transmissão de patógenos zoonóticos [com origem nos animais], incluindo coronavírus relacionados com a síndrome respiratória aguda grave [SARS], de animais selvagens para humanos, de animais selvagens para o gado e de animais não-locais para animais locais”, escrevem os autores.

Quando a doença atinge os animais, a única solução é o abate. Considerando que a China é o maior produtor mundial de carne de porco e que esta é a principal fonte de carne da sua dieta, depois da crise de 2018, a população teve de procurar fontes alternativas, incluindo animais selvagens.

O contacto com os animais selvagens aumenta a probabilidade de os humanos serem infetados com novos vírus que podem, eventualmente, evoluir de forma a tornar-se transmissível entre humanos.

"O fornecimento de carne, cadeias de frio e redes de transporte de alta velocidade bem conectadas podem ter ajudado a manter a transmissão ao transportarem o SARS-CoV-2 até uma grande parte da população imunologicamente ingénua [que ainda não tinha tido contacto com o vírus]”, escrevem no artigo.

Para evitar que situações como a que vivemos atualmente voltem a acontecer, o ideal seria descobrir qual a origem do SARS-CoV-2, como evoluiu e como entrou em contacto com os humanos pela primeira vez. Esse era o objetivo da equipa da Organização Mundial de Saúde na China, mas até ao momento ainda não é possível ter certezas sobre a forma como o vírus chegou aos humanos.

Os investigadores receiam que a disseminação da peste suína africana no sudeste asiático pode ter as mesmas consequências no fornecimento de carne e abrir portas à disseminação de outros vírus comuns nos morcegos daquela região. “Estas condições possibilitam o aparecimento de umas nova pandemia de SARS-2.1 ou SARS-3.”

Fonte: Observador

 

É do conhecimento geral que o setor alimentar é responsável por grande parte das emissões de gases de efeito de estufa (GEE). Agora, um estudo pioneiro publicado na Nature, analisou a quantidade de emissões em todas as partes correspondentes ao setor, desde a produção, ao transporte, à energia gasta e ao desperdício.

É com base nesta investigação que a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas revela vários dados: Que o setor alimentar corresponde a mais de um terço das emissões de GEE, e que por ano, corresponde entre 11 a 19 mil milhões de emissões.

Os países que mais contribuem para a poluição neste setor são respetivamente, a China, a Indonésia, os Estados Unidos, o Brasil, a União Europeia e a Índia. Na Europa, este setor é responsável por 30% das emissões.

A produção dos alimentos corresponde à maior parcela de emissões, com 39% do total. Já o uso dos solos corresponde a 38% das emissões e a distribuição dos produtos alimentares corresponde a 29%.

“O metano (CH4) é responsável por cerca de 35% das emissões de GEE do sistema alimentar, praticamente o mesmo em países desenvolvidos e em desenvolvimento, e provém principalmente da pecuária e do cultivo de arroz”, explica a FAO.

O estudo revela ainda que as embalagens contribuem “com cerca de 5,4% das emissões globais do sistema alimentar, mais do que qualquer outro fator da cadeia de abastecimento, incluindo o transporte. No entanto, a intensidade das emissões varia notavelmente por produto”.

Para a presente investigação e para ajudar a mitigar estas emissões, a equipa desenvolveu o EDGAR-FOOD, o primeiro banco de dados a nível global que revela as emissões de todos os países em relação a este setor – desde a produção até à deposição dos resíduos. Esta ferramenta será essencial para monitorizar as emissões do sistema alimentar em todo o mundo e para impulsionar a criação de medidas que combatam a problemática.

Fonte: Greensavers

No mês de abril, decorre mais um período obrigatório de Declarações de Existências de Suínos (DES), conforme Aviso PCEDA (Plano de Controlo e Erradicação da Doença de Aujeszky), da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, publicado neste portal.

A declaração das existências de suínos poderá ser efetuada diretamente pelo produtor na Área Reservada do portal do IFAP, ou em qualquer departamento dos Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais ou ainda nas organizações de agricultores protocoladas com o IFAP, através do Modelo 800/DGV desmaterializado.

Para o efeito, deverão ser seguidas as instruções constantes no Portal da DGAV.

Fonte: DGAV

Comunicado DGAV: Rinopnemonia equina

  • Thursday, 11 March 2021 12:46

A 24 de fevereiro 2021, foi notificado um foco de rinopneumonia equina (HVE-1) em Espanha. O foco foi confirmado pelo Laboratório Central Veterinário de Algete (Laboratório Nacional de Referência para As Doenças dos Equídeos), num centro equestre localizado no município de Godella (Valência), onde se realizou uma competição internacional de saltos a cavalo. Vários cavalos presentes no local do evento desenvolveram sintomatologia compatível com a doença, tendo sido confirmados vários casos.

A 3 de Março tivemos conhecimento de 4 casos em Portugal, sendo que apenas 1 deles apresentava a forma neurológica da doença (em recuperação), os restantes apenas apresentaram sinais clínicos referentes à forma respiratória (tosse e corrimento nasal, durante 3 a 4 dias). Nenhum destes animais esteve presente no evento de Valência.
 
A rinopneumonia equina é uma doença clínica dos equinos, altamente contagiosa, resultante da infeção por herpes vírus – 1 ( EHV-1) e herpes vírus – 4 (EHV-4), que afetam o aparelho respiratório superior e cuja gravidade depende da idade e do estado imunitário dos animais infetados. A infeção por herpes vírus – 1 ( EHV-1) pode causar complicações de maior gravidade tais como aborto, morte de potros recém-nascidos e alterações do sistema nervoso, podendo causar mieloencefalites.

Tal como outras herpesviroses, a infeção pode manter-se latente durante largos períodos de tempo, sendo reativada em situações de stress ou gestação. Podem também existir reinfeções múltiplas ao longo da vida dos animais, muitas vezes subclínicas. 

A doença não representa qualquer risco de saúde para os humanos.

Muitas vezes esta infeção respiratória está na origem do cancelamento de eventos desportivos de cavalos.

Neste contexto, é importante evitar o contacto entre cavalos de origens e proveniências diferentes, pelo que não se recomenda a circulação de equinos e a sua participação em eventos e competições durante este período, incluindo os animais vacinados.

A vacinação dos equinos é recomendada mas não garante total proteção contra a rinopneumonia equina, podendo no entanto reduzir o impacto da doença.

Embora não exista nenhuma vacina autorizada para esta doença em Portugal, não há qualquer impedimento, do ponto de vista sanitário, para a vacinação em território nacional contra a rinopneumonia equina, devendo para o efeito ser efetuado o pedido de autorização de utilização especial de medicamento veterinário de  acordo com o artigo 55º do Decreto-lei n.º 148/2008 de 29 de Julho alterado pelo Decreto-lei n.º 314/2009 de 28 de Outubro.

Para tal, deverá ser enviado para a DGAV o formulário específico para AUE (ver)

Fonte: DGAV