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A produção pecuária na Europa continua a crescer, com o setor das aves e suínos a revelar um maior dinamismo. Apesar disso, os preços continuam 20% abaixo das médias do ano de 2012.

Os números são do Eurostat e revelam ainda uma diminuição na produção de cereais, em especial de trigo. 

Poderá consultar o estudo completo aqui.

Fonte: Agroportal

Na sequência da entrada em aplicação no passado dia 14 de dezembro do Regulamento de Execução (UE) 2019/2072, que estabelece condições uniformes para a execução do Regulamento (UE) 2016/2031 e que vem classificar o Tomato Leaf Curl New Delhi Virus (ToLCNDV) como praga de quarentena da União, cuja ocorrência foi já identificada nas regiões do Algarve e dos Açores.

Poderá consultar informação sobre o referido vírus, aqui.

Fonte: DGAV

A Agência Francesa de Segurança Sanitária (ANSES) anunciou, no início do mês de dezembro, a remoção de 36 produtos à base de glifosato, um dos herbicidas mais utilizado no mundo, mas cuja utilização tem sido debatida desde que a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da OMS o classificou como “provavelmente cancerígeno”.

Apesar de a União Europeia ter renovado a licença de utilização do herbicida por cinco anos, existem vários países europeus que estão a limitar a sua utilização, como é o caso da Áustria, Alemanha, Bélgica e, mais recentemente, a França.

“Por decisão da ANSES, 36 produtos serão retirados do mercado e não poderão ser utilizados a partir do final de 2020, devido à insuficiência ou falta de dados científicos para descartar qualquer risco genotóxico” – capaz de danificar o DNA ou causar mutações –, informou a agência através de um comunicado citado pela AFP.

A ANSES indicou, ainda, que irá completar uma revisão dos produtos com glifosato até ao final do próximo ano e “apenas produtos à base de glifosato que atendem aos critérios de eficiência e segurança definidos a nível europeu (…) e que não podem ser substituídos satisfatoriamente” poderiam entrar no mercado francês.

A França tinha 69 produtos comercializados com a substância ativa, sendo que dos 36 retirados do mercado representaram, em 2018, “quase três quartos da tonelagem de produtos à base de glifosato vendidos em França”, de acordo com a ANSES.

Fonte: Agroportal

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulga a publicação Valores-guia INSA para a interpretação de resultados de ensaios microbiológicos em alimentos prontos para consumo e em superfícies do ambiente de preparação e distribuição alimentar.

O documento publicado, pretende ser um instrumento facilitador para a interpretação de resultados de ensaios microbiológicos nesta área, como métrica de gestão do risco, podendo ser utilizado para validar o desempenho de processos e o sistema de gestão da segurança alimentar implementado.

Esta edição dos “Valores-Guia INSA” alarga o seu âmbito, para amostras de superfícies do ambiente de preparação e distribuição alimentar incluindo mãos de manipuladores de alimentos, aplicável em estabelecimentos e instituições onde se preparam e/ou servem alimentos, refeições e bebidas que, por norma, são consumidos fora de casa como os que abreviadamente são definidos como canal HoReCa (Hotel/Restaurante/Catering ou Café ou Cantina), mercados, veículos para venda ambulante, máquinas de venda automática, instalações utilizadas essencialmente como habitação privada nas quais os géneros alimentícios são regularmente preparados para colocação no mercado e ainda instituições que reconstituem fórmulas desidratadas para lactentes (FDL).

Neste guia os alimentos foram divididos em 4 grupos: grupo 1 – alimentos que sofreram tratamento térmico; grupo 2 – alimentos compostos de alimentos totalmente cozinhados/pasteurizados, adicionados de componentes crus, ou carne ou peixe crus, prontos para consumo; grupo 3 – frutos e produtos hortícolas crus e por fim o grupo 4 – alimentos ou seus componentes contendo flora específica própria.

Estes 4 Grupos foram ainda subdivididos em Subgrupos de acordo com o nível de manuseamento após a confeção, o tipo e proporção de componentes e a população a que se destinam.

Também as superfícies estão agrupadas em 4 zonas: zona 1- superfícies em contacto direto com os alimentos durante os processos de preparação, confeção ou distribuição; zona 2 - superfícies adjacentes à zona 1 que contactam com o material que contém, acondiciona ou contacta com alimentos; zona 3 - superfícies adjacentes à zona 2 que não contactam diretamente com os alimentos, nem com os materiais que os acondicionam; zona 4  - superfícies que  não contactam diretamente com os alimentos, nem com os materiais que os acondicionam.

Como referido, este guia apresenta também uma interpretação de resultados obtidos nos ensaios microbiológicos relativamente às mãos dos manipuladores, fazendo referência à existência ou não de luvas e ao tipo de manuseamento.

Poderá consultar o guia completo aqui.

Fonte: INSA

A carne é muito suscetível à deterioração bacteriana, o que reduz o prazo de validade dos produtos à base de carne e aumenta o risco de doença.

Como Beatriz Melero, investigadora da Universidade de Burgos, afirma: "deve tentar proteger a deterioração com aditivos e, se puder, com os naturais, oferecendo ao consumidor as alternativas que procuram".

Com esse objetivo, investigadores desta universidade estudam as propriedades antioxidantes e antimicrobianas de especiarias, frutas, vegetais, sementes e plantas medicinais para aplicação em produtos à base de carne, a fim de melhorar a vida útil e segurança sanitária.

Como resultado, um de seus estudos mostrou que a aplicação de extrato de mirtilo como aditivo natural pode prolongar a vida útil dos produtos à base de carne e melhorar a segurança alimentar.

Especificamente, após adicionar 2% de extrato à carne, juntamente com o restante dos aditivos, observou-se que controlava o crescimento de bactérias degradadoras (Pseudomonas putida e Brochothrix thermosphacta) e reduzia os níveis da bactéria patogénica Listeria monocytogenes, aumentando assim o prazo de validade de 5 a 9 dias no caso do hambúrguer de porco e 32 dias no caso de fiambre de porco.

Primeiro, estudaram a atividade microbiana in vitro contra várias bactérias que causam deterioração dos alimentos e bactérias patogénicas que causam infecções devido ao consumo de alimentos contaminados.

Dado os bons resultados obtidos contra Listeria monocytogenes, Pseudomonas putida e Brochothrix thermosphacta, esse extrato foi aplicado em hambúrgueres suínos contaminados com esses microorganismos e fiambre suíno infectado com Listeria após a cozedura do produto.

No primeiro caso, explica a investigadora Beatriz Melero, o extrato manteve a concentração de bactérias degradantes nos níveis adicionados por um período de 16 dias e uma redução da bactéria foi observada após cinco dias de refrigeração. No segundo, o extrato manteve os níveis de L. monocytogenes adicionados até 32 dias. No entanto, ressalva que este efeito não foi alcançado na amostra controlo.

Verificou-se também que o extrato de mirtilo teve um efeito positivo, retardando a oxidação das gorduras nos hambúrgueres de porco e que, apesar das modificações sensoriais (cor do produto com a essência ser mais escura que o normal; o sabor mais ácido), os consumidores não rejeitaram o produto final. Ao longo do estudo, a adição do extrato de mirtilo impediu o aparecimento de odores desagradáveis ​​no caso dos hambúrgueres de porco.

Fonte: Revista Alimentaria

Em 2019, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou centenas de vistorias em mais de 440 empresas. Vinho, peixe e carne foram os bens mais apreendidos, o que resultou em alimentos estragados ou falsificados no valor de quase 2 milhões de euros. 

No balanço do ano, a ASAE refere que os inspetores apreenderam alimentos no valor de 1,975 milhões de euros. Das 445 empresas fiscalizadas, 50 foram mesmo suspensas. Ao todo, foram retirados de circulação 140 toneladas de carne e peixe, 275 mil ovos e 120 mil litros e sumos, azeite e vinho.

Estes dados são referentes a ações realizadas até ao passado mês de outubro. Ainda assim, o valor de apreensões é bem menor do que em 2018, onde foram recolhidos bens no valor de quatro milhões de euros. Também o número de espaços vistoriados foi menor em 2019 (em 2018 chegou aos 640).

Fonte: NiT

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou recentemente uma acção de fiscalização a um restaurante no concelho de Nisa.

De acordo com a informação disponibilizada pela ASAE, no concelho de Nisa, procedeu-se à “suspensão parcial da actividade de um estabelecimento de restauração e bebidas por incumprimento dos requisitos de gerais e específicos de higiene, com apreensão de 113 kg de produtos cárneos e enchidos, por falta de requisitos, no valor de €855.”

Fonte: O Digital

As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 30 de Novembro, apontam para um aumento na produção de azeitona para azeite (+20%), estimando-se que possa atingir as 870 mil toneladas, uma das maiores desde que se dispõe de registos sistemáticos.

De notar, no entanto, o aumento das dificuldades na gestão do bagaço da azeitona, que poderá comprometer o normal desenvolvimento da colheita, refere o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Dezembro de 2019 do INE.

Olivais para azeite com produção historicamente elevada

A precipitação de Novembro não condicionou a colheita mecânica da azeitona nos olivais intensivos e superintensivos, tendo, nos olivais tradicionais apanhados à mão, sido responsável por atrasos pouco significativos.

A carga de frutos inicial foi superior à da campanha anterior e, apesar dos receios causados pela escassa precipitação ao longo do ciclo, grande parte aguentou-se até à fase de maturação. Os técnicos do INE esperam um aumento de 20% na produção da azeitona para azeite, para as 870 mil toneladas, ao nível das melhores campanhas dos últimos oitenta anos.

De referir que este aumento de produção, associado à concentração da colheita e ao sub-dimensionamento das unidades de armazenamento e transformação do bagaço de azeitona, estão a causar apreensão nos agentes do sector, relativamente à capacidade instalada para receber e transformar este subprodutos da produção de azeite, o que, no pior cenário, poderá conduzir a uma paragem na apanha da azeitona.

Para a azeitona de mesa o aumento ainda deverá ser mais significativo, com a produção a alcançar a 18 mil toneladas (+35%, face a 2018).

Fonte: AgroPortal

Os portugueses vão consumir entre quatro e cinco mil toneladas de bacalhau na noite da consoada, valor que deverá ultrapassar as 20 mil toneladas no total da época natalícia, segundo as estimativas do Conselho Norueguês dos Produtos do Mar.

“Estima-se que 29% do total do consumo de bacalhau em Portugal ocorra na época natalícia e que, na noite da consoada, sejam comidas entre quatro mil e cinco mil toneladas de bacalhau”, indicou, em resposta à Agência Lusa, o diretor em Portugal do Conselho Norueguês dos Produtos do Mar (NSC, na sigla em inglês), Johnny Thomassen. Portugal consome 20% de todo o bacalhau pescado no mundo. É o mercado que mais prefere este tipo de peixe. No total, os portugueses consomem cerca de 70 mil toneladas de bacalhau seco salgado por ano, sendo que 70% de todo o bacalhau ingerido em Portugal vem da Noruega.

Já de acordo com a Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB), as vendas de bacalhau na altura do Natal devem manter a trajetória dos últimos anos, embora se registe uma retração no consumo, provocada pelo aumento dos preços. “O mercado internacional do bacalhau do Atlântico vem refletindo, ao longo dos últimos anos, a diminuição das possibilidades de pesca naquela que é a maior fonte desta origem, o mar de Barents, que é repartida entre a Rússia e a Noruega, a qual, associada a uma maior disputa pela matéria-prima por parte dos mercados de bacalhau fresco tem colocado pressão nos preços”, referiu, numa nota enviada à Lusa, a AIB.

Conforme assegurou esta associação, a “pressão” nos custos com a aquisição da matéria-prima tem “reflexo nos preços do produto final”, sentindo-se uma “ligeira retração no consumo em Portugal”. Porém, a expectativa de vendas na época do Natal, que considera as que são efetuadas a partir de outubro, deverá manter-se “ao nível dos anos anteriores, representando um terço do total das vendas anuais”, notou a AIB, acrescentando que, em Portugal, o volume de negócios da indústria bacalhoeira cifra-se em quase 420 milhões de euros anuais.

Segundo os dados do NSC, anualmente, chegam a Portugal 1.500 toneladas de bacalhau fresco para serem tratadas pela indústria local, 26 mil toneladas são importadas em salga húmida (bacalhau verde), 30 mil toneladas chegam em produto finalizado, salgado e seco, e nove mil toneladas são provenientes da Islândia. O bacalhau salgado seco continua a ser a forma de apresentação com maior quota de mercado em Portugal, porém, o bacalhau demolhado ultracongelado tem vindo a aumentar o seu peso nas vendas no mercado doméstico, representando mais de 30% de todo o bacalhau vendido.

O NSC é uma empresa pública subordinada ao Ministério da Pesca e Assuntos Costeiros, que tem como prioridade promover os produtos do mar da Noruega. Por sua vez, a AIB é constituída por sete empresas e tem como objetivo promover o desenvolvimento do setor e das empresas e prestar informação sobre as diversas matérias inerentes à atividade.

Fonte: Observador

 

Após uma rigorosa avaliação de biossegurança, o arroz dourado foi considerado tão seguro quanto o arroz convencional pelo Departamento de Agricultura das Filipinas. Este País junta-se assim ao grupo restrito de Países que afirmaram a segurança do GR2E na alimentação humana, na produção de rações para animais e no processamento de produtos alimentares.

A aprovação do arroz dourado como alimento para pessoas e animais nas Filipinas surge poucas semanas depois de o Bangladesh ter anunciado publicamente estar a preparar-se para ser o primeiro País no mundo a autorizar a produção do arroz geneticamente modificado para conter um aporte nutricional de betacaroteno, que depois se converterá não tão necessária em vitamina A.

Esta aprovação de biossegurança do arroz dourado é o mais recente marco regulatório na longa jornada para desenvolver e implementar o arroz dourado nas Filipinas e, graças a ela, o País irá dispor de “uma solução muito acessível para o grave problema de carência de vitamina A que afeta as crianças em idade pré-escolar e as mulheres grávidas no nosso País”, congratulou-se o diretor executivo do Instituto de Investigação do Arroz nas Filipinas, John de Leon.

De salientar que, apesar do sucesso das intervenções de saúde pública, nomeadamente ao nível da suplementação oral, da alimentação complementar e da educação nutricional da população filipina, a deficiência de vitamina A nas crianças entre os seis meses e os cinco anos de idade aumentou de 15,2% em 2008 para 20,4% em 2013. O arroz dourado agora aprovado fornece entre 30% a 50% da necessidade diária de betacaroteno estimada para as crianças pequenas e mulheres grávidas.

O passo seguinte é a realização de análises sensoriais, que finalmente irão responder à pergunta “Qual é o sabor do arroz dourado?”, a que se seguirá, para concluir o processo regulatório de biossegurança, a aprovação para comercialização antes que possa ser disponibilizado ao público.

Com esta medida, as Filipinas juntam-se a um grupo restrito de países, como a Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, que publicaram avaliações positivas de segurança alimentar do Arroz Dourado.

Fonte: Agroportal