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Uma doença letal que se espalha silienciosamente. É conhecida como mal-do-panamá e causada pelo fungo Fusarium oxysporum, que continua a alastrar-se por todo o mundo. “Se o mal-do-panamá alastrar para a América Latina, poderá exterminar a Cavendish num prazo de dez anos” — a notícia da autoria de David Grimm​, publicada na revista Science em 2008, alertava para uma possibilidade que, na altura, ainda era ignorada por muitos.

Na última década, a epidemia alastrou-se da Ásia para Austrália, Médio Oriente, África e, mais recentemente, América Latina, de onde vem a maioria das bananas enviadas para os supermercados de todo o mundo. Os especialistas não têm dúvidas: a pandemia das bananas poderá colocar em causa o abastecimento dos mercados. Este fungo infiltra-se nas plantas através das raízes, bloqueando os vasos que carregam água e nutrientes. No caso das bananeiras, as folhas amarelecem, secam e ficam coladas, algo que resulta na morte destas plantas.

“O que temos neste momento é um cenário quase apocalíptico em que provavelmente vamos perder as bananas Cavendish” explica Sarah Gurr, professora de segurança alimentar da Universidade de Exeter, à revista Wired. Preocupados com o problema, alguns cientistas começaram já a tentar arranjar uma forma para evitar a extinção do fruto. A solução passa por criar uma nova planta resistente à infeção causada pela doença do Panamá. Há ainda uma banana selvagem, que só existe em Madagáscar, que pode ser crucial para a proteção das plantações de banana. No entanto, esta espécie foi colocada na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Fonte: Green Savers 

Regulamento nº 1169/2011, relativo à Informação aos Consumidores, considera que a indicação da origem de um género alimentício pode ser importante ou mesmo determinante na opção de compra. No entanto, na inexistência de harmonização, poderá induzir o consumidor em erro. O Regulamento de Execução (UE) 2018/775, da Comissão, veio estabelecer regras no que respeita à indicação do país de origem ou do local de proveniência do ingrediente primário dos géneros alimentícios, em que se incluem os suplementos alimentares.

As regras estabelecidas neste diploma aplicam-se à rotulagem de suplementos alimentares sempre que exista uma indicação do país de origem ou o local de proveniência, qualquer que seja a forma que assuma – menções, imagens, símbolos ou termos referentes a locais ou zonas geográficas. Assim, o operador deverá sempre verificar se a rotulagem contém informações que, de algum modo, remetam, para a origem ou proveniência. Está neste caso, por exemplo, a menção “Produzido na UE”, a qual obriga à indicação da origem do(s) ingrediente(s) primário(s).

Neste contexto, importa definir o que se deve entender por ingrediente primário. Dadas as especificidades dos suplementos alimentares, a abordagem meramente quantitativa deste conceito (mais de 50% do total de ingredientes) nem sempre é aplicável, sendo mais adequado, na maioria dos casos, adotar a abordagem qualitativa (ingredientes caracterizadores, com efeito nutricional ou fisiológico).

Fonte: DGAV/Qualfood

Acredita-se que salada de espinafre/espinafre baby leaf tenha sido a fonte de um surto nacional de Yersinia, que afetou 23 pessoas, nas últimas semanas na Noruega.

O Instituto Norueguês de Saúde Pública (Folkehelseinstituttet) afirmou que o surto de Yersinia enterocolitica:O3 foi considerado encerrado. Este surto teve início em meados de maio e as pessoas adoeceram de meados até o final desse mesmo mês. Há 15 mulheres e oito homens afetados com idades entre 2 e 58 anos. Cinco pacientes vivem em Agder, Oslo e Rogaland, quatro em Trøndelag, dois em Viken e um em Innlandet e Nordland.

As entrevistas apontam para salada como origem

Foram realizadas investigações do surto pelas autoridades locais, o Instituto Veterinário e a Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar (Mattilsynet). Entre 40 e 80 casos de yersiniose são relatados anualmente ao Instituto Norueguês de Saúde Pública, com a maioria das pessoas a serem infetadas em ambiente doméstico.

A análise do Instituto Norueguês de Saúde Pública de entrevistas com pacientes e informações de compra mostrou que 22 das 23 pessoas relataram comer um produto de salada pré-lavado que continha espinafres ou espinafres baby leaf na semana anterior ao aparecimento de sintomas. Apesar de ser a provável fonte de infeção, até agora não foi confirmada pela pesquisa microbiológica nos produtos.

A Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar continua o trabalho de rastreio para identificar e rastrear as matérias-primas ao longo da cadeia alimentar de volta ao país de origem, fabricante, importador e ponto de venda.

Salada provavelmente importada

Como parte desse trabalho, a agência monitorizou e constatou não-conformidades em empresas que lavam e embalam saladas prontas-a-comer.  “Estamos a acompanhar os desvios para garantir que essas empresas tenham boas práticas para evitar que aconteça novamente. As pessoas devem confiar que a salada pronta-a-comer é segura”, disse Turid Berglund, da Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar.

As autoridades informaram que a salada pré-lavada tem uma vida útil curta e os produtos contaminados não se encontram no mercado. É provável que o produto suspeito tenha sido produzido no exterior, pois a maioria dos espinafres vendidos em abril e maio no país são importados.  O espinafre vendido nas lojas atualmente é produzido principalmente na Noruega.

Os produtos de salada importados causaram surtos anteriores de Yersinia na Noruega. Vinte casos de Yersinia enterocolitica:O9 em maio e junho de 2018 foram relacionados a alface pré-lavada produzida e comercializada no início de maio de 2018.

A yersiniose é uma infeção causada pela bactéria Yersinia enterocolitica. Os sintomas mais comuns em crianças são diarreia, febre e dor abdominal. Já em crianças mais velhas e adultos, dor abdominal do lado direito e febre podem ser os principais sintomas. Geralmente os sintomas desenvolvem-se quatro a sete dias após a exposição e duram de uma a três semanas.

Fonte: Food Safety News

A União Europeia (UE) disponibilizou três milhões de euros para apoiar as províncias moçambicanas de Tete e Gaza em segurança alimentar, iniciativa que vai beneficiar 10 mil pessoas.

O valor vai "fortalecer a resiliência de comunidades vulneráveis e com insegurança alimentar, e melhorar a capacidade dos sistemas de proteção social, para melhor adaptação e resposta aos impactos das mudanças climáticas", lê-se num comunicado conjunto de agências da ONU que vão implementar o projeto.

O projeto, de nome Ação Pró-Resiliência (Pro-Act) em Moçambique, vai ser implementado em conjunto pelo Programa Mundial para a Alimentação (PMA) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), por três anos.

O comunicado avança que é necessário fortalecer pessoas e instituições para gestão de choques climatéricos, tratando-se do "terceiro país mais propenso a desastres climáticos no continente: secas, inundações, ciclones e tempestades".

A iniciativa adotará um modelo de financiamento baseado em previsões, que permite ações antecipadas para mitigação de desastres nos níveis da comunidade e do governo.

"Essas previsões serão vinculadas a planos de contingência pré-determinados, a atores e instrumentos de financiamento que serão usados para reduzir perdas e danos nos meios de vida de pessoas que enfrentam crescentes condições climáticas extremas", explica.

O projeto vai também fortalecer os agricultores através de acesso a bens duráveis, conhecimento e informações climáticas.

"As atividades visam aumentar a resiliência e a produtividade dos agricultores, promovendo práticas agrícolas inteligentes, melhorando a produção animal com melhor acesso a alimentos e serviços de saúde animal, e o uso de informações climáticas", afirmou o representante da FAO em Moçambique, Hernâni da Silva.

A FAO vai criar 40 escolas nos campos de cultivo para beneficiar cerca de mil famílias nos distritos de Guijá e Mabalane, província de Gaza, que são propensos a seca.

A prioridade são as famílias chefiadas por crianças, mulheres com crianças, pessoas acamadas, idosos e pessoas com deficiência.

O PMA vai trabalhar com as instituições ligadas a meteorologia, alimentação, ação social e gestão de calamidades para coordenação de ações humanitárias.

"Como os choques estão a tornar-se mais recorrentes na natureza, e há menos tempo para as pessoas afetadas se recuperarem, é necessário fortalecer a sua resiliência aos choques climáticos", disse o representante interino do PMA, James Lattimer.

Fonte: Sapo

Investigadores chineses descobriram um novo tipo de vírus da gripe suína que tem potencial para originar uma nova pandemia: chama-se G4 EA H1N1, é semelhante ao vírus da gripe suína de 2009 e já infetou um em cada 10 trabalhadores de gado suíno da China. Segundo o estudo, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, a principal preocupação é a possibilidade de este se vir a mutar e passar a transmitir-se facilmente entre pessoas, originando uma nova pandemia. A Organização Mundial de Saúde, citada pela Reuters, já anunciou que vai “ler atentamente” o estudo, que mostra que “não podemos baixar a guarda precisamos de continuar a vigilância, mesmo durante a pandemia de coronavírus”.

“Neste momento, estamos distraídos com o coronavírus e com razão. Mas não devemos perder de vista novos vírus potencialmente perigosos”, disse à BBC Kin-Chow Chang, que trabalha na Universidade de Nottingham e tem estudado o vírus, no Reino Unido. Embora este novo vírus não seja um problema imediato, “não devemos ignorá-lo”, frisou.

Entre 2011 e 2018, os investigadores recolheram 30.000 amostras de secreções nasais de porcos de 10 matadouros na China e um hospital veterinário. Foram isolados 179 vírus de gripe suína, sendo que a maioria era de um novo vírus dominante em porcos desde 2016.

Após realizarem várias experiências em furões, cujos sintomas são semelhantes aos dos humanos, os cientistas concluíram que o G4 é extremamente infeccioso, de fácil crescimento e replicação nas células humanas e causa sintomas mais sérios do que outros vírus. Além disto, foi ainda possível concluir que a exposição à gripe sazonal e a toma de vacinas para a gripe não conferem imunidade ao portador.

Além dos porcos, foram ainda testados os trabalhadores, sendo que os testes a 10,4% (35/338) destes deram positivo  para a presença do novo vírus, o que sustenta que o vírus tem já a capacidade para infetar humanos.

As pandemias, no entanto, são acontecimentos raros e apesar de os vírus estarem em constante mudança, normalmente não se tornam pandémicos. Ainda assim, os cientistas alertam para a possibilidade de haver uma nova adaptação do vírus que facilite a transmissão entre humanos, frisando ser necessário adotar medidas que evitem isto.

“Este trabalho chega como um lembrete salutar de que estamos constantemente em risco de surgirem novos patógenos zoonóticos [que passam de animais para humanos] e que os animais de criação, com os quais os seres humanos têm maior contacto do que com a vida selvagem, podem atuar como fonte de importantes vírus pandémicos“, disse o professor James Wood, chefe do departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge.

Fonte: Observador

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes Albuquerque, e o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, na qualidade de Coordenador Regional de Lisboa e Vale do Tejo, reforçaram no Montijo, a divulgação de um conjunto de orientações, que visam minimizar o risco de contágio por COVID-19 nas explorações agrícolas, centrais de embalamento e armazenamento de frutas e legumes. Estes procedimentos de prevenção e controlo destinam-se aos responsáveis pelas explorações agrícolas, bem como aos seus trabalhadores.

A Ministra da Agricultura referiu, na visita que fez a um produtor de legumes no Montijo que,“tendo em conta a época das colheitas de verão que agora se inicia e a recorrência, por norma, a trabalho temporário, foi preparado um conjunto de orientações específicas, especialmente dedicadas aos responsáveis das explorações agrícolas, centrais fruteiras e seus trabalhadores para que sejam cumpridas as regras de distanciamento, etiqueta respiratória, lavagem e higienização das mãos e dos espaços de trabalhos, dos veículos de transporte e de alojamentos, caso existam”. Foi sublinhada também a importância da medição da temperatura aos trabalhadores antes da entrada nas viaturas de transporte ou à chegada das instalações.

A titular da pasta da Agricultura disse ainda que, em parceria com o Ministério da Saúde, foi possível sistematizar um conjunto de regras que chamam a atenção para a responsabilidade das empresas, dos trabalhadores e de todos. “Todos somos agentes de saúde pública. É um dever e um direito. Uma missão de todos e que a agricultura assumiu desde o primeiro momento. Todos somos agentes de saúde pública. É um dever e um direito. Uma missão de todos e que a agricultura assumiu desde o primeiro momento”. Maria do Céu Antunes Albuquerque sublinhou ainda a importância do distanciamento entre trabalhadores, quer no campo quer nas centrais de embalamento e, também, nos momentos de pausa e na tomada das refeições.

Na sua intervenção, a Ministra da Agricultura reforçou o agradecimento aos agricultores por nunca terem parado e por, desta forma, terem garantido produtos frescos e de qualidade, saudáveis e seguros na mesa de todas e de todos.

O documento, preparado pela Direção-Geral da Saúde e pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, encontra-se disponível para consulta aqui.

Fonte: Agroportal/DGS

COVID-19: O que muda a 1 de Julho

  • Friday, 26 June 2020 11:12

Alerta, contingência e calamidade. Há três estados diferentes consoante a lupa com que se olhe para o país. O mais mais fraco de todos, o estado de alerta, aplica-se à generalidade do território nacional, mas não à área metropolitana de Lisboa. E muito menos às 19 freguesias de Lisboa onde o surto está mais preocupante.

Há medidas gerais, aplicadas a todo o país, que vão das regras para os ajuntamentos à proibição de consumo de álcool na via pública. E depois há medidas adicionais e restrições mais apertadas, à medida que se aperta a malha. As multas para quem não respeitar as regras também já estão definidas, vão dos 100 a 500 euros e sobem para os mil a 5 mil euros se se tratar de uma empresa.

A excepção para as 19 freguesias de Lisboa

Nas 19 freguesias de Lisboa que vão continuar em situação de calamidade, e onde incidem agora os principais focos de Covid, vai vigorar o “dever cívico de recolhimento domiciliário”, estão proibidas feiras e mercados, os ajuntamentos estão limitados a 5 pessoas e haverá reforço da vigilância do cumprimento de regras, nomeadamente dos confinamentos obrigatórios.

O Governo decidiu ainda criar o programa Bairros Saudáveis, que será coordenado por Helena Roseta, e que pretende mobilizar as comunidades para o desenvolvimento de programas de saúde pública e condições de higienização desses bairros. “Visa financiar projetos propostos por moradores e bairros” para “melhorar condições de sanidade” dos bairros onde há baixo rendimento e baixas condições de habitabilidade, que “são fatores de risco acrescido”, disse António Costa.

A área metropolitana de Lisboa passa para o estado intermédio de contingência

Devido à diferença diária de casos da região de Lisboa e Vale do Tejo para as restantes regiões do país, António Costa explicou porque é que a área metropolitana da capital ficava com um regime diferente, o estado de contigência, intermédio entre o estado de calamidade e o estado de alerta. Todos os estabelecimentos comerciais vão ter assim de fechar às 20 horas, à excepção da restauração — que Costa advertiu para que “não se transformem em bares e só façam serviço de bebidas” —, os supermercados (que podem estar abertos até às 22 horas), postos de combustíveis, clínicas e consultórios veterinários, funerárias e equipamentos desportivos.

Haverá proibição da venda de álcool nas estações de serviço durante todo o dia e os ajuntamentos vão ser limitados a 10 pessoas.

O resto do país baixa para o estado de alerta (o mais fraco)

As restantes regiões do país passam para ao estado de alerta a partir de 1 de julho, o que não significa retomar a normalidade pré-covid. O confinamento obrigatório para as pessoas doentes ou sujeitas a vigilância ativa permanece. E mantêm-se as mesmas regras de segurança para todos em matéria de distanciamento, lotação, horários, higienização. “É preciso estarmos conscientes de que não é por passarmos ao estado de alerta que a exigência em matéria de proteção individual diminui. Temos maior responsabilidade por isso temos de manter estas regras”, disse António Costa.

Daí que a “maior liberdade” venha acompanhada de “maior responsabilidade individual” mas “também maior liberdade para as forças de segurança agirem de forma coerciva e não pedagógica”, disse, anunciando depois multas que vão de 100 a 500 euros para pessoas singulares e de 1000 a 5000 euros para entidades coletiva.

Quem violar regras dos ajuntamentos (só até 10 pessoas em Lisboa e até 20 pessoas no resto do país), ou quem violar a proibição de consumo de álcool na rua, fica sujeito a estas multas.

Pode consultar a RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS Nº 45-B/2020 que define as regras especiais para a Área Metropolitana de Lisboa no âmbito da situação de calamidade aqui.

Fonte: Observador/Qualfood

Para além de concluir que a produção de milho Bt (geneticamente modificado para resistir ao ataque da lagarta) não revelou qualquer efeito adverso, o relatório afirma também que a sua utilização diminuiu significativamente a necessidade de usar inseticidas e aumentou a produção. O documento inclui também uma revisão exaustiva sobre segurança alimentar e ambiental.

Para a elaboração do relatório “Resultados de dez anos de monitorização ambiental pós-comercialização de milho geneticamente modificado MON 810 na União Europeia”, publicado na revista PLOS ONE, foram recolhidos dados junto de 2.627 agricultores de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Eslováquia, Roménia e República Checa.

O documento, que analisa exaustivamente os efeitos ambientais do cultivo de milho transgénico MON 810 durante um período de dez anos, inclui os resultados obtidos com a realização de questionários a agricultores que produziram esta variedade entre 2006 e 2015, bem como um levantamento completo de estudos científicos sobre o assunto.

Com este relatório, os autores pretendiam aferir se são corretas as premissas na avaliação dos riscos ambientais sobre o aparecimento e impacto de possíveis efeitos adversos do cultivo do milho Bt e identificar qualquer efeito negativo da sua utilização na saúde humana, animal ou ambiental que não havia sido previamente previsto.

Estes resultados estão em concordância com a avaliação da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que em resposta ao pedido de renovação desta variedade de milho em 2007: “… MON 810 é tão seguro como a variedade convencional quanto aos possíveis efeitos na saúde humana e animal. O Painel da EFSA sobre Organismos Geneticamente Modificados também conclui que é improvável que o milho MON 810 tenha algum efeito adverso sobre o meio ambiente no contexto dos usos previstos …”

Os resultados do estudo publicado na PLOS ONE são também consistentes com o histórico de 17 anos (2003-2019) de utilização segura do MON 810 na União Europeia.

Fonte: Agroportal

Exportação de arroz para o Paraguai

  • Tuesday, 23 June 2020 14:23

Estão estabelecidos os requisitos fitossanitários para exportação de arroz em casca, produzido em Portugal, para o Paraguai.

Os interessados neste mercado devem contactar as Direções Regionais de Agricultura e Pescas para a verificação dos requisitos fitossanitários exigidos, que incluem a necessidade de amostragem e controlo analítico para despiste do fungo Fusarium fujikuroi, devendo as remessas estar livres deste fungo.

Os processos de exportação envolvem negociações complexas e exigentes com as autoridades competentes dos países de destino, razão pela qual nos congratulamos com a conclusão de mais um processo e com a respetiva abertura de mercado.

O XXII Governo Constitucional já abriu 11 mercados, para nove produtos na área animal, cinco na área vegetal e um na área da alimentação animal.

Estamos ainda a trabalhar na abertura de 66 mercados, para viabilização da exportação de 327 produtos, sendo 247 da área animal, 47 da área vegetal e 33 da alimentação animal.

Fonte: DGAV

FDA encontra-se a par das informações de que a China começará a testar alimentos na busca de coronavírus.

Frank Yianna (FDA), publicou no twitter que de momento não existe nenhuma evidência ou casos que relacionem a COVID-19 e a transmissão através de alimentos.

 “A FDA está a par de que a China testará alimentos como peixe, marisco e carne na procura por coronavírus. Nós, continuamos a avaliar todas as evidências, e factos científicos disponíveis relativos às causas deste vírus. Seguindo as boas práticas, tendo cuidado no manuseamento de alimentos, e aplicando processos que nos protejam dos patogénicos existentes nos alimentos, continua a ser crucial”.

Relação entre a COVID-19 e salmão importado rejeitada

Pequim reportou mais de 100 casos de coronavírus na última semana, depois de quase dois meses sem novos casos de infeção. Pensa-se que o foco teve origem em Xinfadi, um dos grandes mercados retalhistas na Ásia.

Após o surgimento destes casos, surgiram rumores sobre a ligação entre estes e as descobertas numa tábua de corte, utilizada para o preparo de salmão importado da Noruega. Das 40 amostras positivas que resultaram de empregados e ambiente, uma tinha origem na tábua de corte da preparação do salmão.

O Conselho Norueguês responsável por estes produtos, garantiu aos consumidores e comerciais destes produtos que os mesmos são seguros e que a ligação aos surtos foi feita com base em rumores infundados.

“O nosso entendimento é que todos os produtos enviados para Pequim são sujeitos a controlos. Claro que a ligação feita em alguns média entre o salmão e o foco do surto é desafortunada. Precisamos de factos na mesa, e tanto a WHO como FAO e as Autoridades Norueguesas mantêm-se claras na sua comunicação sobre este assunto”, disse Anders Nordøy Snellingen, responsável pelas operações globais do Conselho.

A WHO e a FAO indicaram que não existe evidências que relacionem os géneros alimentícios ou as suas embalagens com a transmissão da COVID-19.

As autoridades norueguesas afirmam que não foram reportados casos de infeção de COVID-19 via ingestão de alimentos contaminados, alimentos importados ou água, pelo que o peixe e derivados com origem na Noruega são produtos seguros para consumo.

Testes de COVID-19 em salmão importado, realizados em Hong Kong com resultados negativos

É ainda incerto o tempo de sobrevivência do vírus em superfícies. A pesquisa, até ao momento, indica que poderá variar entre algumas horas a vários dias. Este tempo estará condicionado por diversas variáveis como, o tipo de superfície, a temperatura, luz solar, e humidade do ar, de acordo com o Instituto Norueguês para a Saúde Pública.

A GSI afirma que peixe, assim como outras superfícies poderão ficar contaminadas devido à falta de aplicação de boas práticas de higiene, quando se manipulam os alimentos, ou quando o manipulador está infetado. Qualquer ligação ao salmão poderá ser resultado de contaminação cruzada.

O Centro para a Segurança dos alimentos em Hong Kong, testou 16 amostras de salmão provenientes da Noruega, Chile, Irlanda, Islândia e Dinamarca e todas as amostras apresentaram resultados negativos para a COVID-19.

Fonte: Food Safety News