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Associações defendem que a produção e o consumo de leguminosas representam uma "oportunidade estratégica para garantir um futuro alimentar mais sustentável, diversificado e saudável".

A DECO, a associação ambientalista Zero e a ProVeg Portugal sublinharam esta segunda-feira a importância do consumo de leguminosas e o seu papel na agricultura sustentável e defenderam uma estratégia nacional para o consumo de proteína vegetal.

“A valorização das leguminosas não é apenas um investimento na economia agrícola e na inovação e desenvolvimento, mas também uma aposta na segurança e soberania alimentar, na saúde pública e na sustentabilidade ambiental do planeta“, referem, num comunicado conjunto.

Na data em que se assinala o Dia Mundial das Leguminosas, as três associações defendem que, apesar dos desafios estruturais que enfrentam, a produção e o consumo de leguminosas representam uma “oportunidade estratégica para garantir um futuro alimentar mais sustentável, diversificado e saudável".

Do ponto de vista da saúde, o nutricionista da ProVeg Lucas Oliveira destaca o potencial do consumo regular de leguminosas e derivados, enquanto principal fonte proteica, na redução do colesterol e melhoria do funcionamento intestinal.

Segundo o especialista, as leguminosas são particularmente benéficas para pessoas com diabetes e com maior risco cardiovascular, mas, além dessa dimensão, as associações destacam também o impacto na sustentabilidade agrícola, por reduzirem a necessidade de fertilizantes sintéticos, mitigando a poluição e as emissões de gases com efeito de estufa, e pela reduzida pegada de carbono.

Segundo Pedro Horta, especialista em agricultura da Zero, citado em comunicado, o cultivo de leguminosas contribuiu ainda para “uma melhor assimilação dos nutrientes pelas plantas, reduzindo a lixiviação e consequente poluição das massas de água, e previne a erosão e compactação do solo, promovendo maior diversificação, produtividade e rendimento agrícola”.

No entanto, a produção nacional caiu nos últimos anos e, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas, a taxa de autossuficiência de leguminosas secas em Portugal é de apenas 14% e, por isso, as associações consideram que deve ser considerada uma prioridade nacional.

“Para que os consumidores possam fazer escolhas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e acessíveis é fundamental que existam condições que tornem esse acesso uma realidade”, sublinha a diretora-geral da DECO, Ana Tapadinhas, que defende políticas públicas que assegurem que estas opções estão ao alcance de todos.

 

O Plano Nacional de Energia e Clima 2030 já inclui uma linha de ação para promover dietas de baixo carbono e reflete o compromisso do Governo português em criar uma estratégia nacional para promover o consumo de proteína vegetal, mas as associações referem desafios como a falta de financiamento, prazos longos e a falta de métricas de impacto.

Por isso, sublinham a “necessidade urgente de implementar uma Estratégia Nacional para o Consumo de Proteína Vegetal em Portugal, algo já prometido pelo Governo”.

 

Fonte: Observador

Em junho de 2024 entrou em vigor uma diretiva europeia que pretende reduzir a poluição pelo plástico, que obriga a que as garrafas de plástico até três litros contenham um mecanismo que não permita que a tampa se separe da embalagem.

A LIPOR encerrou a Operação Tampinhas, ao abrigo da qual entregou mais de 2.000 equipamentos ortopédicos, menos de um ano depois da entrada em vigor da legislação que obriga as tampas a ficarem “presas” à garrafa, foi anunciado esta quarta-feira.

Em comunicado, aquela Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto aponta que a campanha, iniciada em 2006, encaminhou para a reciclagem 1.033 toneladas de tampas, tendo sido investidos 668.254 euros na entrega de 2.094 equipamentos ortopédicos e similares, que “fizeram toda a diferença” na vida dos 740 beneficiários abrangidos.

A Operação Tampinhas consistia em incentivar a população a recolher tampas de plástico, enviar para a LIPOR, canalizando-as, assim, para reciclagem, sendo que depois a associação utilizava o valor de venda na doação de equipamentos médicos, ortopédicos ou similares.

“A legislação, agora em vigor, preconiza, e bem, que as embalagens colocadas no mercado devem ter as tampas 'presas' à embalagem principal”, lê-se, pelo que, aponta o texto, “chegou a hora de passar para outro nível de participação dos cidadãos e da LIPOR e seus municípios associados fazerem diferente”.

Desta forma, a LIPOR anuncia que, “ao fim de 20 fases de Operação Tampinhas, a iniciativa, tal como era desenvolvida, chega ao seu fim” mas, salienta, “é, apenas, um ciclo que se fecha”, prometendo “em breve”, muitas novidades. Contactada pela Lusa, fonte da Lipor não quis adiantar mais pormenores.

No entanto, a LIPOR esclarece que durante o primeiro semestre do corrente ano serão distribuídos os equipamentos das duas últimas fases, relativas aos anos de 2023 e 2024.

“A Operação Tampinhas foi o resultado de uma vontade comum de entidades e cidadãos, a quem agradecemos toda a generosidade”, termina.

Em junho de 2024 entrou em vigor uma diretiva europeia, que pretende reduzir a poluição pelo plástico, que obriga a que as garrafas de plástico até três litros contenham um mecanismo que não permita que a tampa se separe da embalagem.

 

Fonte: CNNPortugal

 
 

Água com gás - benefícios

  • Thursday, 06 February 2025 11:30

Água com gás pode ajudar na perda de peso ao aumentar a absorção de glucose e o metabolismo.

Mas os efeitos são tão pequenos que não pode ser usada sozinha para perder peso, alerta o autor atividade física regular + alimentação saudável continuam a ser essenciais para emagrecer e manter o peso.

A água com gás pode ajudar na perda de peso ao aumentar a absorção de glucose no sangue e o metabolismo — a taxa à qual o corpo utiliza e converte energia — mas os efeitos são tão reduzidos que o seu consumo, por si só, não pode ser considerado uma solução para emagrecer, conclui uma breve análise publicada na revista científica de acesso aberto BMJ Nutrition Prevention & Health.

Não há soluções rápidas para perder peso e mantê-lo a longo prazo, afirma o autor do estudo: a atividade física regular e uma alimentação equilibrada continuam a ser essenciais. Além disso, os efeitos do consumo prolongado de grandes quantidades de água com gás ainda não são totalmente conhecidos.

Como a água gaseificada provoca sensação de saciedade, ajudando a controlar a fome, e alegadamente acelera a digestão e reduz os níveis de glucose no sangue, tem sido apontada como um possível auxiliar na perda de peso.

No entanto, não está claro como é que a água gaseificada reduz a glucose no sangue ou de que forma isso pode contribuir para o controlo do peso, salienta o autor.

Para tentar esclarecer esta questão, o autor comparou o processo de consumo de água com gás com a hemodiálise, um procedimento no qual o sangue é filtrado para remover resíduos e excesso de líquidos quando os rins já não conseguem desempenhar essa função, com base em investigações previamente publicadas.

A hemodiálise torna o sangue mais alcalino, produzindo essencialmente dióxido de carbono (CO₂). De forma semelhante, o CO₂ presente na água com gás é absorvido através do revestimento do estômago e rapidamente convertido em bicarbonato (HCO₃) nos glóbulos vermelhos. Este processo de alcalinização acelera a absorção e utilização da glucose ao ativar enzimas-chave nas células sanguíneas, explica o autor.

Observações clínicas durante sessões de hemodiálise mostram que os níveis de glucose no sangue diminuem à medida que o sangue passa pelo dialisador, apesar de a solução de diálise inicialmente conter um nível mais elevado de glucose, acrescenta.

Embora estas descobertas sugiram que a água gaseificada pode, indiretamente, promover a perda de peso ao melhorar a absorção e utilização da glucose no sangue, o contexto é fundamental, enfatiza o autor.

Durante uma sessão típica de hemodiálise de 4 horas, cerca de 48.000 ml de sangue passam pelo dialisador, resultando na utilização de aproximadamente 9,5 g de glucose.

"Dado este impacto mínimo na redução da glucose, o efeito do CO₂ na água gaseificada não pode ser visto como uma solução isolada para a perda de peso. Uma alimentação equilibrada e atividade física regular continuam a ser elementos cruciais para a gestão sustentável do peso", insiste o autor.

"Além disso, o consumo de água gaseificada pode ter alguns efeitos no sistema digestivo, especialmente em pessoas com estômagos sensíveis ou condições gastrointestinais pré-existentes. As principais preocupações incluem inchaço, gases e, em alguns casos, agravamento de sintomas associados a distúrbios digestivos, como a síndrome do intestino irritável ou a doença do refluxo gastroesofágico", alerta.

"A moderação é essencial para evitar desconfortos, ao mesmo tempo que se aproveitam os possíveis benefícios metabólicos da água gaseificada", conclui.

Comentando a análise, o Professor Sumantra Ray, Diretor Executivo do NNEdPro Global Institute for Food, Nutrition and Health, que coedita a revista, afirmou:

"Ainda que exista uma ligação hipotética entre a água gaseificada e o metabolismo da glucose, esta ainda precisa de ser testada em estudos de intervenção bem desenhados com humanos."

"E, embora este estudo contribua para a base de evidências, não fornece provas suficientes para recomendar o uso preventivo ou terapêutico da água gaseificada. Além disso, quaisquer potenciais benefícios devem ser ponderados face aos possíveis efeitos adversos das bebidas gaseificadas, que podem conter sódio, glucose ou outros aditivos."

 

Fonte: https://nutrition.bmj.com/

Petição quer acabar com o aspartame

  • Wednesday, 05 February 2025 15:22

Uma petição europeia foi lançada, nesta terça-feira, para pedir que o adoçante aspartame seja proibido nos alimentos, depois de, em 2023, ter entrado na lista de produtos "possivelmente cancerígenos", da Organização Mundial da Saúde.

"Trata-se de um risco inaceitável para a saúde", de acordo com a Foodwatch, a Liga contra o Cancro e a aplicação sobre alimentação Yuka, que apelam à sua proibição. Em comunicado, as três organizações lembram que o aspartame continua a ser utilizado como substituto do açúcar em mais de 2500 produtos com baixo teor de gordura ou sem açúcar na Europa, nomeadamente em refrigerantes -, bebidas energéticas e pastilhas elásticas, bem como noutros alimentos "light", como alguns produtos lácteos e pastilhas elásticas.

O adoçante aspartame pode ser cancerígeno para os humanos, mas os dados científicos conhecidos não levaram a Organização Mundial da Saíde a alterar os valores diários de consumo aceitáveis. Segundo a Agência Internacional para Pesquisa do Cancro (IARC, na sigla em inglês) e do comité misto de peritos da Organização Mundial da Saúde e da Organização da Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (JECFA), os dados avaliados não apontam para a necessidade de alterar a dose diária admissível previamente estabelecida de até 40 miligramas por cada quilo de peso do consumidor.

Tendo como exemplo um refrigerante dietético contendo 200 ou 300 miligramas de aspartame, um adulto com 70 quilos precisaria de consumir entre nove e 14 latas por dia para exceder a ingestão diária aceitável deste adoçante artificial, adiantaram as duas entidades. O aspartame é amplamente utilizado em vários produtos em substituição do açúcar desde a década de 1980, como bebidas dietéticas, pastilhas elásticas, gelatinas, gelados, iogurtes, cereais, pastas de dentes, mas também medicamentos como gotas para a tosse e vitaminas mastigáveis.

"As avaliações do aspartame indicaram que, embora a segurança não seja uma grande preocupação nas doses que são comummente usadas, foram descritos efeitos potenciais que precisam ser investigados por mais e melhores estudos", salientou, em 2023, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, na apresentação dos resultados.

Sublinhando as "provas limitadas" sobre a carcinogenicidade [propriedade causadora de cancro de uma substância], o IARC classificou o aspartame como possivelmente cancerígeno para o ser humano, integrando-o no grupo 2B, o terceiro mais alto de quatro níveis e geralmente atribuído quando existem provas limitadas e não convincentes de cancro em humanos ou provas convincentes de cancro em animais experimentais.

Os dois organismos realizaram análises independentes, mas complementares, para avaliar os potenciais perigos cancerígenos e outros riscos para a saúde associados ao consumo de aspartame, através da revisão da literatura científica disponível.

 

Fonte: JN

 

Inovação na ciência alimentar: como a caracterização avançada de espumas à base de albumina de ervilha pode transformar produtos vegetais

As espumas têm um papel fundamental nos alimentos, nos cosméticos, nos produtos farmacêuticos e em outras aplicações de biotecnologia. No caso dos alimentos ajudam nos atributos sensoriais, como textura, aparência e experiência do consumidor. Por exemplo, a espuma num café e numa cerveja fazem toda a diferença. Mesmo só pelo olhar. No caso do café, além de lhe adicionar uma textura cremosa e agradável ainda ajuda a reter o aroma e o sabor. Já na cerveja mantém a temperatura por mais tempo, fresquinha. Também desacelera o processo de oxidação e o sabor dura mais tempo. Por isto, as espumas são uma componente essencial de muitas bebidas e alimentos.

Estas têm sido amplamente utilizadas em diversos produtos alimentares usando proteínas derivadas de animais (lacticínios, ovos, gelatina); recentemente houve um impulso significativo em novas formulações mais sustentáveis, contendo menos emulsionantes sintéticos. Além disso, devido à mudança global da dieta de proteínas de origem animal para vegetal, agora é fundamental explorar os detalhes dos mecanismos que sustentam a sua estabilização em alimentos que contém proteínas derivadas de plantas.

Apesar da sua omnipresença, pouco se sabe ou compreende acerca dos mecanismos altamente complexos de uma boa espuma. A colaboração entre o Institut Laue-Langevin (ILL) e a Universidade de Aarhus uniu know how únicos para investigar a espuma e os seus desafios científicos, na tentativa de encontrar um futuro alimentar mais ecológico. Porém, compreender o comportamento da espuma requer a caraterização da sua estrutura. “Não é fácil!”, avança Leonardo Chiappisi, investigador do ILL e coordenador da Parceria para a Matéria Condensada Macia (PSCM). Em primeiro lugar, porque os seus parâmetros estruturais relevantes vão desde a escala macroscópica até à escala nanométrica. E, em segundo lugar, devido à sua natureza altamente instável que evolui através da formação, drenagem e colapso. “Só se tem uma oportunidade para estudar a estrutura de uma amostra de espuma, mas nenhuma técnica pode fornecer as informações necessárias em todas as diferentes escalas de comprimento de uma só vez”, explica Leonardo Chiappisi.

A capacidade de obter uma caraterização abrangente da espuma e à escala real foi conseguida no ILL através de uma investigação inovadora, juntamente com o desenvolvimento de métodos para analisar os dados adquiridos. “O nosso dispositivo gerou uma amostra de espuma e a estrutura foi depois investigada in situ e em escalas de comprimento, através da realização simultânea de medições de neutrões de baixo ângulo (SANS), imagens e medições de condutividade elétrica”.

Esta revela informações estruturais sobre uma amostra através da interpretação do padrão de dispersão produzido pela interação de um feixe de neutrões com a amostra. “Esta é a única técnica capaz de fornecer informações estruturais à escala nanométrica sobre a espuma”, explica Chiappisi. “No entanto, os difratómetros D22 e D33 do ILL são invulgares, pois ambos estão equipados com detetores múltiplos. Isso permite que todas as informações estruturais relevantes em nanoescala sejam adquiridas numa única experiência, o que é particularmente crítico para sistemas instáveis, como a espuma.”

Além disso, o diâmetro relativamente largo do feixe de neutrões permite a sondagem de centenas de bolhas de espuma ao mesmo tempo, o que resulta em dados estatisticamente significativos sem causar impacto na amostra da espuma, graças à natureza não prejudicial dos neutrões. A combinação destes dados avançados à escala nanométrica com imagens óticas permite obter informações essenciais em várias escalas de comprimento, enquanto as informações sobre a composição da espuma — essenciais para a análise quantitativa dos dados — são fornecidas por medições de condutividade eléctrica.

O ILL dedica-se a produzir impacto social, alargando o acesso às poderosas técnicas disponíveis no instituto a todas as áreas relevantes da ciência aplicada. As capacidades abrangentes de caraterização da espuma foram, assim, apresentadas em várias conferências, incluindo a LINXS Northern Lights on Food Conference, que reúne conhecimentos especializados em ciência alimentar com conhecimentos sobre métodos de ponta de caraterização por neutrões e raios X. “A ciência alimentar envolve sistemas muito complexos e são necessárias várias técnicas para medir amostras in situ, com o mínimo de perturbação e em escalas de comprimento, para compreender plenamente a estrutura, a funcionalidade e as interações dos diferentes componentes”, explica Milena Corredig, Professora do Departamento de Ciência Alimentar da Universidade de Aarhus. “Fiquei muito entusiasmada quando vi o que o Leonardo conseguia fazer!”

A mudança global de alimentos de origem animal para alimentos de origem vegetal, com o objetivo de melhorar as dietas e a sustentabilidade da produção alimentar, criou a necessidade de melhorar a compreensão e acelerar o desenvolvimento de proteínas derivadas de plantas e os seus processos associados. “Sabemos como bater as natas, mas se transferirmos esse processo para as proteínas de origem vegetal, o resultado é uma má funcionalidade, um mau sabor, uma má textura, um mau tudo”, Considera o investigador.

Combinando os seus conhecimentos, Chiappisi e Corredig trabalharam para tornar este futuro alimentar mais ecológico mais próximo, concentrando-se primeiro na albumina de ervilha – uma proteína solúvel em água extraída das ervilhas que foi identificada como uma candidata promissora para a criação de ingredientes funcionais espumantes nos alimentos. “Os alimentos são basicamente matéria mole e a dispersão de neutrões é uma ferramenta muito poderosa para os estudar.

A colaboração entre o ILL e a Universidade de Aarhus – envolvendo Ruifen Li (investigador de pós-doutoramento na Universidade de Aarhus) e Julien Lamolinairie (estudante de doutoramento no ILL) – permitiu o desenvolvimento de uma linguagem comum para fazer avançar o conhecimento sobre espumas feitas com albuminas de ervilha. As valiosas informações fornecidas pela caraterização exaustiva das espumas feitas com albuminas de ervilha, recentemente publicadas no Journal of Colloid and Interface Science, aproximam os cappuccinos à base de ervilha de uma chávena!

Pode ver o estudo aqui

 

Fonte: Sapo por Teresa Cotrim

Surto de hepatite A em Setúbal infeta 20 pessoas

  • Wednesday, 05 February 2025 14:30
 
Doença diagnosticada sobretudo em jovens de uma comunidade. Colegas de escola que tiveram contacto com os contagiados são vacinados.

Cerca de 20 pessoas estão infetadas, sendo a maioria adolescentes. Uma jovem com 12 anos ficou em estado grave e foi internada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Perante a situação, as autoridades de saúde começaram uma campanha de vacinação direcionada aos jovens que estiveram em contacto com os infetados. Cerca de 100 pessoas já foram imunizadas.

De acordo com o Serviço Nacional da Saúde, o vírus da Hepatite A causa inflamação no fígado e provoca a doença com o mesmo nome. A infeção é “muito contagiosa” e, como aconteceu em Setúbal, pode originar surtos.

Quais são os sintomas da hepatite A?

 

- Febre;

- Mal-estar;

- Náuseas;

- Vómitos;

- Dor abdominal;

- Falta de apetite;

- Fadiga;

- Urina escura;

- Fezes esbranquiçadas;

- Icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos).

 

O SNS 24 adianta que a frequência dos sintomas está relacionada com a idade do infetado. Em idades inferiores aos 6 anos, a infeção é, geralmente, assintomática. Já em crianças mais velhas e adultos a infeção provoca doença clínica em mais de 70% dos casos.

Como se transmite o vírus? E quais os comportamentos de risco?

 

O principal modo de transmissão é por via fecal-oral (contacto de fezes com a boca), através da ingestão de alimentos ou água contaminados. O vírus também se pode transmitir através de relações sexuais.

De acordo com o SNS 24, entre os comportamentos de risco estão:

- consumo de alimentos, como: carne mal passada, ovos mal cozidos, legumes crus mal lavados ou mal cozidos, marisco e fruta por lavar.

- não lavar as mãos após a utilização da casa de banho, mudança de fraldas e antes da preparação dos alimentos.

A principal forma de prevenção da hepatite A é a vacinação, mas há medidas que podem (e devem) ser seguidas:

- Lavar e desinfetar as mãos frequentemente;

- Beber água potável ou engarrafada;

- Cozinhar bem os alimentos, nomeadamente, carne, legumes e ovos;

- Lavar e desinfetar bem os alimentos antes de os consumir;

SNS - Hepatite A

 

Fonte: JN e SicNotícias

 
 

Foi publicado o Regulamento de Execução (UE) 2025/163 da Comissão, de 30 de janeiro de 2025, que altera o Regulamento de Execução (UE) 2021/17, que estabelece uma lista de alterações que não exigem avaliação em conformidade com o Regulamento (UE) 2019/6 do Parlamento Europeu e do Conselho.

Este Regulamento pode ser consultado aqui.

 

Fonte: Qualfood

 

No âmbito do projeto PRR-C05-i03-I-00017, no qual a DGAV participa, foi desenvolvido um formulário on line para reportar o avistamento de espumas, que constituem possíveis sinais de presença de insetos vetores da Xylella fastidiosa.

Este formulário destina-se a qualquer pessoa que ao visualizar e reportar essas espumas, irá contribuir para mapear a distribuição temporal e espacial dos insetos vetores, ajudando assim no planeamento das medidas de combate à X. fastidiosa.

Aceda aqui ao Xf Sistema Alerta Espumas.

 

Fonte: DGAV

A tendência da saúde intestinal continua a impulsionar a inovação e o desenvolvimento de novos produtos no setor alimentar e de bebidas.

A saúde intestinal é uma das maiores tendências na alimentação e nas bebidas. Vamos analisar os produtos que promovem a saúde digestiva e que estão preparados para dominar as vendas este ano.

Esta tendência continua a liderar o setor alimentar e de bebidas, impulsionando a inovação, incentivando o desenvolvimento de novos produtos e aumentando as vendas.

E o seu sucesso é evidente: o mercado global de produtos para a saúde digestiva está atualmente avaliado em impressionantes 51,62 mil milhões de dólares, com um crescimento anual composto (CAGR) projetado de 8,3%, segundo a Grand View Research.

Então, qual será o próximo passo para este gigante da saúde e bem-estar? E que produtos irão liderar o mercado?

Os quatro Ks da saúde intestinal: kimchi, kefir, kombucha e chucrute

Os quatro Ks da saúde intestinal – kimchi, kefir, kombucha e chucrute (sauerkraut) – continuam extremamente populares, com a procura forte dos consumidores.

Marcas focadas na saúde intestinal, estão a prosperar, expandiram as suas gamas de produtos para atender à crescente procura.

Mas isso não significa que seja tarde demais para investir num ou em todos os quatro Ks. Pelo contrário, o crescente interesse dos consumidores nestes produtos torna este o momento ideal para os fabricantes entrarem neste mercado.

Taxa de crescimento dos quatro Ks

Kefir: Valor global atual de 1,26 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 5,0% (Grand View Research)

Kimchi: Valor global atual de 4,9 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 4,9% (Grand View Research)

Kombucha: Valor global atual de 2,64 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 15,6% (Grand View Research)

Chucrute: Valor global atual de 10,5 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 5,3% (Market.us)

Fortificação

Outro grande motor de crescimento na área da saúde intestinal é a fortificação.

A fortificação de produtos existentes para os transformar em alimentos e bebidas funcionais tornou-se extremamente popular entre os fabricantes. A crescente procura dos consumidores levou a um mercado global avaliado em mais de 281 mil milhões de dólares, segundo a Statista.

Além disso, qualquer produto que contenha ingredientes benéficos para a saúde intestinal, como curcuma e canela, está a ter grande sucesso.

“Curcuma, gengibre, canela, hortelã-pimenta, raiz de alcaçuz e orégãos são seis especiarias com potentes efeitos anti-inflamatórios que apoiam a saúde intestinal ideal”, afirma Adam Meyer, nutricionista da Eating Well.

Doces e chocolates

Doces e chocolates com benefícios para a saúde intestinal são uma novidade no mercado. Mas, agora que chegaram, estão a conquistar os consumidores e a procura está em crescimento.

Desde os ursinhos de goma ricos em fibras, o setor da confeitaria está a aderir à tendência da saúde intestinal.

Os produtores de chocolate também estão a entrar neste segmento, ex..Chocolate Belga com Culturas Vivas.

Além disso, as vendas de chocolate negro deverão continuar a crescer, pois o produto ganhou uma forte reputação pelos seus benefícios para a saúde intestinal.

“O chocolate negro com pelo menos 70% de cacau contém muitos nutrientes essenciais”, afirma o professor Tim Spector, cofundador da ZOE. “É rico em ferro, magnésio, cobre e manganês. Também contém cálcio, potássio e zinco, além de vestígios de vitaminas A, B, E e K. Uma barra média de 100 gramas de chocolate negro tem cerca de 11 gramas de fibra, o que é benéfico para a saúde intestinal.”

Graças a essas associações positivas, o mercado global de chocolate negro atingiu um valor de 63,4 mil milhões de dólares, com uma taxa de crescimento projetada de 3,8% ao ano (Grand View Research).

Um desenvolvimento interessante é a entrada de marcas de suplementos no setor da confeitaria, contendo 3 mil milhões de bactérias vivas por bola.

Snacks

Mas não são apenas os doces que impulsionam a tendência da saúde intestinal. Os snacks também estão a ganhar destaque, com o lançamento de barras de cereais, bolachas e até batatas fritas com benefícios para o intestino.

Já existe no mercado batatas fritas sabor a bacon fumado, formuladas para apoiar a saúde intestinal.

“Carregadas de fibra amiga do intestino para manter o bem-estar digestivo – é comida para um bom humor”, afirma um porta-voz da marca britânica.

A Dieta Mediterrânica

Um estudo recente demonstrou os benefícios da Dieta Mediterrânica para a saúde intestinal, aumentando ainda mais o seu prestígio e colocando os seus principais componentes no topo das listas de compras dos consumidores.

Em particular, azeite, frutas e vegetais, proteínas magras como frango e peixe, e alimentos ricos em fibra como feijão e leguminosas estão a ver um aumento nas vendas.

“Sabemos que a Dieta Mediterrânica tem um teor de fibra mais elevado do que as dietas ocidentais típicas”, afirma um porta-voz da Guts UK. “A fibra beneficia o microbioma intestinal ao aumentar a quantidade de espécies benéficas que vivem no nosso intestino (como lactobacilos e bifidobactérias). Simplificando, a fibra ‘alimenta’ os microrganismos do intestino.”

 

 

Fonte: Foodnavigator

Para os cientistas responsáveis por esta investigação, publicada na revista Nature, estes “resultados devem fazer soar o alarme”.

Pequenas partículas de plástico podem acumular-se a níveis mais elevados no cérebro humano do que nos rins e no fígado, com concentrações mais elevadas detetadas em amostras de cadáveres de 2024 do que nas de 2016.

Embora as possíveis implicações para a saúde humana permaneçam pouco claras, estas descobertas evidenciam uma consequência das crescentes concentrações globais de plásticos ambientais, afirmam os cientistas por detrás da investigação, publicada na revista Nature Medicine.

Os cientistas sublinham que a quantidade de nanopartículas e micropartículas de plástico aumentou exponencialmente nos últimos 50 anos.

Matthew Campen e a sua equipa de ciências da saúde da Universidade do Novo México nos Estados Unidos utilizaram técnicas inovadoras para analisar a distribuição de micro e nanopartículas em amostras de tecido do fígado, dos rins e do cérebro de pessoas que foram submetidas a autópsias em 2016 e 2024.

De acordo com Campen, as concentrações de plástico no cérebro parecem ser mais elevadas do que no fígado ou nos rins, e mais elevadas do que os relatórios anteriores para placentas e testículos.

"Os resultados devem fazer soar o alarme", afirma num comunicado da universidade.

 

As conclusões do estudo

 

Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram um total de 52 amostras de cérebro (28 em 2016 e 24 em 2024); detetaram estas partículas em todas elas e encontraram concentrações semelhantes nas amostras de tecido do fígado e dos rins obtidas em 2016.

No entanto, as amostras de cérebro recolhidas nessa altura, todas provenientes da região do córtex frontal, continham concentrações substancialmente mais elevadas de partículas de plástico do que os tecidos do fígado e dos rins.

A equipa também descobriu que as amostras de fígado e cérebro de 2024 tinham concentrações significativamente mais elevadas de micro e nanopartículas de plástico do que as de 2016.

Em seguida, compararam estes resultados com os de amostras de tecido cerebral de períodos anteriores (1997-2013) e verificaram que havia concentrações mais elevadas de partículas de plástico nas amostras de tecido mais recentes.

Os cientistas também observaram uma concentração 10 vezes maior de partículas micro e nanoplásticas em 12 cérebros de indivíduos com um diagnóstico documentado de demência do que naqueles sem diagnóstico.

No entanto, os próprios autores salientam que os resultados não estabelecem uma relação causal entre as partículas de plástico e os efeitos na saúde.

Sugerem também que algumas variações nas amostras de cérebro podem dever-se a diferenças geográficas, uma vez que as amostras foram recolhidas no Novo México e em locais na costa leste dos Estados Unidos.

Por conseguinte, afirmam que são necessários mais estudos a longo prazo com populações maiores e mais diversificadas para determinar as tendências de acumulação de micropartículas e nanopartículas e as suas potenciais implicações para a saúde.

Estes resultados sublinham a necessidade crítica de compreender melhor as vias de exposição, absorção e eliminação e as potenciais consequências para a saúde dos plásticos nos tecidos humanos, em particular no cérebro, concluem os investigadores no seu artigo. Nos últimos anos, surgiram vários estudos científicos sobre os microplásticos e o corpo humano.

Na semana passada, por exemplo, foi publicada na revista Pregnancy uma investigação que indicava que os microplásticos - mais pequenos do que 5 milímetros - e os nanoplásticos, invisíveis a olho nu, se encontravam em concentrações mais elevadas nas placentas de bebés nascidos prematuramente do que nos nascidos de termo.

No passado, os plásticos foram encontrados, entre outros, na secção mais profunda dos pulmões ou na corrente sanguínea dos seres humanos.

Fonte: SicNotícias