Poucos sabem fazer queijo Serra da Estrela, um dos mais famosos e apreciados do mundo. Candidatura à UNESCO quer garantir que o saber fazer é preservado para as futuras gerações.
O queijo Serra da Estrela é candidato a Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO. A iniciativa parte de uma cooperativa que reúne vários produtores, para a defesa do processo de fabrico.
O queijo Serra da Estrela é um dos mais famosos e apreciados do mundo. Sobrevive há séculos no saber-fazer de gerações, graças à resiliência de quem trabalha no duro para o produzir.
A candidatura a Património Cultural e Imaterial da Humanidade surge, por isso, para preservar a fileira do queijo.
É preciso “preservar o que temos porque, se não, devido à idade dos pastores, devido à questão demográfica, devido a esta atividade agropastoril ser uma atividade árdua, sabemos que se, não fizermos alguma coisa, temos uma diminuição dos pastores, temos uma diminuição do efetivo - portanto, dos animais da raça autóctone raça Serra da Estrela e Bordeira - e uma diminuição do leite. Ora, se não há leite, não vai haver produção de queijos”, alerta Joaquim Lé de Matos, presidente da cooperativa Estrelacoop.
A preocupação é genuína, porque o tal saber fazer tradicional de pouco valerá se não existir matéria-prima. Quem produz reconhece as dificuldades:
“A idade já avançada, idade média dos nossos pastores, os poucos apoios que têm e, portanto, diria que é um reconhecimento merecido esta candidatura, se tiver sucesso, mas é também para o nosso país um alerta", aponta Joaquim Lé de Matos.
“O preço do leite aumentou, mas os nossos custos – os custos da alimentação dos nossos animais, os custos dos combustíveis para as nossas máquinas - também aumentaram muito. Portanto, é preciso haver mais ainda um aumento no preço do leite e no preço dos nossos produtos, como borrego e como como a lã, para o produtor ter um rendimento acrescido”, acrescenta o pastor Jorge Ribeiro.
Nos últimos três anos, a produção do queijo Serra da Estrela tem andado entre as 160 e as 180 toneladas, com uma procura muito superior à produção.
A candidatura à UNESCO do plano de salvaguarda do fabrico do queijo envolve 17 concelhos da região demarcada de produção na serra da Estrela.
Fonte: SIC Notícias
Novo método permitiu descobrir movimentos e ciclos da vida destes animais. E, afinal, podem viver mais do que se pensava.
Cientistas da Penn State University usam códigos QR instalados nos dorsos das abelhas para lhes seguirem o rasto.
O processo “exigiu muita prática” para ficar bem feito, uma vez que “se não adicionarmos cola suficiente, as abelhas podem retirar a etiqueta, mas se adicionarmos cola a mais, pode espalhar-se cola por todo o corpo das abelhas”, explica à CNN a autora principal do estudo publicado na HardwareX em dezembro, Margarita López-Uribe.
E as descobertas foram reveladoras: em vez de passarem apenas alguns minutos froa das colmeias, há abelhas que chegam a passar até duas horas a buscar alimento ou apenas “simplesmente a explorar”. E há algumas que nunca retornam a casa.
Outra novidade é a longevidade, bem maior do que se esperava. “Estamos a ver abelhas a procurar alimento durante seis semanas, e só começam a procurar alimento quando já têm cerca de duas semanas de idade, por isso vivem muito mais tempo do que pensávamos“, afirmou a coautora Robyn Underwood
“Um dos objetivos do desenvolvimento deste sistema de acesso livre e com equipamento de baixo custo era poder transferir este método para ser replicado em dezenas (ou centenas) de paisagens”, explicam também as autoras.
E o objetivo é provar um ponto: “se as colmeias forem colocadas em áreas com alimentos de alta qualidade em quantidade suficiente, as abelhas tenderão a procurar alimento perto das colónias, o que significa que os apicultores podem ‘limitar’ a área de procura de alimento das abelhas”.
O propósito último do estudo é utilizar estes dados para reforçar as normas da apicultura biológica nos Estados Unidos.
Fonte: aeiou.pt
O tipo de produto com açucar adicionado que consome pode influenciar o impacto que tem na sua saúde, revela um recente estudo. Por açúcar adicionado entende-se todo aquele além do naturalmente presente no alimento e que foi acrescentado no processo de confeção.
As bebidas açucaradas foram associadas a um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares do que doces assados, como bolos, começa por explicar a principal autora do estudo, Suzanne Janzi, doutoranda em Epidemiologia Nutricional na Universidade de Lund, na Suécia.
A investigação, publicada na revista Frontiers in Public Health, entrevistou quase 70.000 homens e mulheres suecos sobre as suas dieta e estilos de vida entre 1997 e 2009. Os dados sobre as incidências de doenças cardiovasculares - incluindo acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e insuficiência cardíaca - foram recolhidos dos registos nacionais de saúde até 2019.
Os cientistas analisaram o consumo de açúcar em três categorias: uma que englobava bebidas açucaradas; outra que incluía doces assados, como bolos e bolachas, e ainda mel; e uma terceira que se destinava apenas ao açúcar adicionado ao chá ou café.
O consumo de bebidas doces (todos os refrigerantes e bebidas de frutas que não fossem sumos somente de fruta) foi associado a um risco maior de doenças cardíacas do que o consumo de doces como bolos e bolachas, mas, surpreendentemente, os participantes que consumiram a menor quantidade de açúcar não acabaram com um menor risco de doenças cardíacas, admite Janzi.
É importante notar que o estudo foi observacional, o que significa que, embora os cientistas tenham encontrado associações, não podem afirmar com certeza que as maneiras como as pessoas consumiam açúcar causavam diferentes taxas de doenças cardíacas, adverte Suzanne Janzi.
Os autores do estudo ajustaram outros fatores que também podem influenciar a associação, incluindo a idade, o sexo, o consumo de álcool, o tabagsimo, o nível de exercício e o índice de massa corporal, ou IMC. Mas pode haver outros fatores importantes que não tenham sido levados em consideração durante a investigação.
Os resultados também são limitados pela população estudada, que é principalmente de ascendência europeia, reconhece Robert Eckel, professor emérito de Medicina no campus médico da Universidade do Colorado em Anschutz e ex-presidente da Associação Americana do Coração.
Fatores externos podem estar na origem da associação entre a baixa ingestão de açúcar adicionado e aumento do risco cardiovascular, já que não há mecanismos biológicos para explicá-lo, diz Janzi.
“Uma teoria é que pessoas com ingestão muito baixa de açúcar podem estar a substituir esse mesmo açúcar por outros alimentos ou nutrientes não saudáveis”, alerta a investigadora. Em causa podem estar, por exemplos, adoçantes.
Também pode ser que aqueles que limitam o consumo de açúcar a níveis extremamente baixos o façam por causa de uma condição de saúde existente, ou que tenham dietas muito restritivas que não fornecem todos os nutrientes importantes de que precisam.
Suzanne Janzi aponta ainda para uma tradição social sueca chamada “fika”, onde as pessoas se reúnem para beber café e comer doces. “Essa prática está tão enraizada na sociedade sueca que muitos locais de trabalho têm programadas 'pausas para fika' diariamente”, conta Janzi. “É possível que o consumo de guloseimas durante essas interações sociais esteja fortemente ligado a relações sociais, que foram previamente ligados à saúde cardiovascular”.
No entanto, Janzi crê que a ligação entre o baixo nível de açúcar e maior risco cardiovascular deve ser mais estudada.
Existem algumas teorias biológicas que explicam porque é que as bebidas açucaradas estão mais associadas a doenças cardíacas do que os doces. Uma delas prende-se com o facto de que “os açúcares líquidos são absorvidos mais rapidamente no sistema digestivo, pois não requerem os mesmos processos de decomposição que alimentos sólidos”, explica a investigadora, adiantando ainda que os “açúcares sólidos normalmente fazem parte de alimentos que contêm outros nutrientes, como fibras, proteínas e gorduras”. E estes nutrientes retardam a digestão, o que significa que há uma libertação mais gradual de açúcar na corrente sanguínea, continua Janzi.
Enquanto gorduras, fibras e proteínas em alimentos sólidos fazem a pessoa sentir-se saciada por mais tempo, os açúcares líquidos por norma não satisfazem, o que pode levar à desregulação do apetite e ao consumo de muitas calorias.
“Diferentes fontes de açúcares adicionados também variam nos seus padrões de consumo, o que poderia explicar melhor porque é que se associam de forma diferente ao risco de doenças cardiovasculares”, sugere Janzi.
O estudo sugere que não é necessário cortar todo o açúcar para prevenir doenças cardiovasculares. “Todos nós gostamos de uma sobremesa”, reconhece Robert Eckel. “Não deveríamos ter um bolo de aniversário e gelado quando os nossos filhos estão numa festa de aniversário?”, questiona.
O problema é que a maioria das pessoas, sobretudo dos americanos, estão provavelmente a consumir mais açúcar adicionado e bebidas adoçadas são uma das principais fontes. A Associação Americana do Coração recomenda não mais do que seis colheres de chá de açúcar adicionado por dia para mulheres e nove para homens.
Uma redução sustentável pode significar tomar medidas para diminuir o açúcar em vez de parar abruptamente.
“Reduza numa porção por dia até que tenha uma bebida por dia sem açúcar”, aconselha a nutricionista e colaboradora da CNN Lisa Drayer. Pode fazê-lo, por exemplo, com a bebida que acompanha o almoço ou o jantar. “Tente beber essa bebida [sem açúcar] a cada dois dias até que possa eliminar os refrigerantes completamente”.
“Alternar [o consumo de refrigerantes] com água com gás pode ajudar a cortar” o consumo destas bebidas com açúcares adicionados, diz, adiantando ainda que pode até “substituir os refrigerantes por água com gás se gostar de gaseificados”.
Fonte: CNN Portugal
O peixe é um alimento que devemos privilegiar quando se procura ter uma alimentação saudável rica e variada. No entanto, nem todos os tipos de peixe são recomendáveis. Fique aqui a saber quais é que devemos privilegiar.
Os portugueses não precisam de argumentos para não comer peixe, pois Portugal é o principal consumidor de peixe da Europa e o terceiro maior consumidor do mundo, logo atrás da Islândia e do Japão.
Além disso, o nosso país tem uma longa tradição piscatória, levando o pescado a estar presente na nossa dieta, como uma fonte essencial de nutrientes, com benefícios para a saúde cardiovascular e para o desenvolvimento cognitivo.
Todavia, segundo a Direção Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), algumas espécies, devido ao seu teor de mercúrio elevado, podem representar riscos associados ao desenvolvimento cognitivo, sendo por isso de evitar em grupos vulneráveis como as grávidas, mulheres a amamentar e crianças pequenas.
Segundo estas instituições, o consumo de pescado, que inclui peixe, moluscos e crustáceos, tem benefícios para a saúde, diminuindo o risco de doença coronária e contribuindo para um adequado neuro-desenvolvimento do feto, no caso das mulheres grávidas.
Mas algumas espécies, como atum fresco (não o de conserva), cação, espadarte, maruca, pata roxa, peixes-espada e tintureira, contêm um elevado teor de mercúrio, o que pode representar riscos para a saúde, designadamente ao nível do desenvolvimento cognitivo, devendo por isso ser evitadas para os grupos vulneráveis.
"O mercúrio é um contaminante presente na natureza que pode ter um impacto negativo na saúde se for ingerido em grandes quantidades." - Direção Geral da Alimentação e Veterinária.
No entender dos investigadores, o consumo de pescado continua a ser essencial, 3 a 4 vezes por semana, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, sendo necessário fazer as escolhas certas relativamente às espécies.
A Sardinha e a cavala são algumas das opções a privilegiar, uma vez que têm menos mercúrio e maior teor de ácidos gordos ómega-3, que contribuem para um melhor desenvolvimento cognitivo nas crianças e para a prevenção de doença cardiovascular nos adultos.
Espécies como abrótea, bacalhau, carapau, choco, corvina, dourada, faneca, lula, pescada, polvo, raia, redfish (ou cantarilho) e robalo são outras das opções que apresentam, geralmente, valores baixos de mercúrio.
O peixe promove vários benefícios para a saúde, como melhorar a memória, manter a saúde dos ossos, aumentar a massa muscular e fortalecer o sistema imunológico. Isto acontece porque o peixe é rico em nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais.
Além disso, os peixes gordos como salmão, sardinha, atum, dourada e cavala, também são ricos em ácidos gordos poliinsaturados, como ómega 3 e ómega 6, um tipo de gordura saudável com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, que reduz o risco doenças cardiovasculares.
Fonte: tempo.pt
Foi através da sustentabilidade e da digitalização que o projeto português S4Agro procurou aumentar a produtividade das empresas agroalimentares. A junção entre universidades e este setor permitiu criar soluções inovadoras e uma verdadeira rede de conhecimento.
Quase todos os portugueses considera que a agricultura e as áreas rurais são importantes para o futuro, segundo o último Eurobarómetro. Com esta preocupação também presente, um projeto português, S4Agro – Soluções Sustentáveis para o Setor Agroindustrial, quer transformar o setor agroindustrial numa indústria moderna e sustentável.
Viabilidade económica das empresas agroindustriais, salvaguarda de recursos, sustentabilidade ambiental e segurança de processos relacionados com a digitalização foram os quatro eixos definidos para o projeto S4Agro. Trata-se de “aumentar a produtividade, a eficácia e a eficiência” nas pequenas médias empresas deste setor nas regiões Norte, Centro e Alentejo, explica Pedro Dinis Gaspar, professor da Universidade da Beira Interior e responsável do projeto.
Esta ideia começou a ser desenvolvida em 2020, quando foi regulamentada na União Europeia a redução e limitação do uso das embalagens de plástico. “O setor agroindustrial português é muito constituído por pequenas e médias empresas e muitas delas lideradas por pessoas que até ao nível de idade ou de habilitações têm alguns constrangimentos. Portanto, havia aqui a necessidade de qualificar estas empresas para esta mudança que a União Europeia estava a obrigar”, explica.
Para colmatar as dificuldades do setor, o objetivo do S4Agro seria “reunir toda essa informação, analisá-la e torná-la acessível de uma forma simples e expedita a estes setores”. O projeto tornou-se numa espécie de rede de informação colaborativa entre a indústria e as universidades. “Há a necessidade de conseguirmos transferir a inovação de base científica e tecnológica para as empresas, porque [esta inovação] é, sem dúvida, uma pedra basilar para o aumento da sua competitividade”, descreve Pedro Dinis Gaspar.
Para tal, foram identificados no setor agroindustrial os “fatores críticos associados à redução e à valorização de desperdícios” para melhorar a eficiência produtiva e também reduzir o impacto ambiental. Com os problemas identificados foi criado um concurso de ideias para solucionar estes constrangimentos. “Recebemos propostas a nível nacional, depois os melhores projetos foram postos em contacto com as empresas para que efetivamente houvesse um resultado real e para que houvesse uma inovação nesta empresa, que permitisse aumentar ou melhorar a sua competitividade”, afirma o docente universitário.
Uma das propostas tratou-se de uma embalagem biodegradável para snacks feita com cascas de laranja. “É um desperdício do fruto” que pode ser transformada num pacote sustentável. “Como a laranja é um citrino, tem, por si só, uma capacidade antimicrobiana nata e é uma embalagem biodegradável”, explica.
Houve ainda a utilização de microalgas e plantas halófitas, tolerantes à salinidade, para a produção de chouriço tradicional para substituir os intensificadores de sabor, sal e emulsionantes. Enquanto, outra ideia criou um sistema autónomo para monitorização de insetos, que através da utilização de feromonas reunia os insetos e a visão computacional e algoritmos de inteligência artificial faziam a deteção dos mesmos.
Além da rede de conhecimento e deste concurso de ideias, um dos grandes focos foi a criação de embalagens mais ecológicas para produtos cárneos, hortofrutícolas, lácteos e de padaria, que também deveriam ser capazes de manter as características do produto durante um maior período. Uma das ideias que resultou deste projeto tratou-se de uma embalagem capaz de prolongar a vida útil das framboesas a partir de materiais que estabilizam a temperatura.
As soluções de embalamento desenvolvidas também deveriam ser rastreáveis desde o início da produção até à chegada ao local de consumo para garantir a melhor qualidade e a segurança alimentar, as chamadas embalagens inteligentes. “É cada vez mais importante saber quais foram as condições de armazenamento a que esse produto esteve sujeito, até mesmo para garantir a veracidade da origem de produção desse produto”, afirma Pedro Dinis Gaspar.
Além destes objetivos, o projeto comprometeu-se ainda a acelerar a inclusão das empresas na economia digital, salvaguardando a sua segurança. Como iniciaram o projeto durante a pandemia de Covid-19 assistiram a “uma mudança de paradigma naquilo que eram as vendas online”. A maioria das empresas com que o projeto trabalhou possuíam apenas uma página de internet para mostrar os seus produtos, “mas tiveram de se atualizar e de se desenvolver para vender os seus produtos online e isso acarreta a cibersegurança”.
Finalizado em 2023, continua a manter disponível a rede de informação através do site e já “catapultou” outros projetos, como uma embalagem para pescado, finalista no prémio de inovação do evento Expo Fish. “Todo este projeto acabou por ser um grande desafio, porque abordou várias facetas, tentando dar resposta a um conjunto de questões que se colocam ao setor agroindustrial, mas sempre dirigido a uma vertente da sustentabilidade”, diz ainda o docente universitário.
O projeto S4Agro foi constituído por um consórcio liderado pela Universidade da Beira Interior, em conjunto com o Instituto Politécnico de Leiria, de Coimbra, de Castelo Branco, da Guarda e de Viana do Castelo, Inovcluster - Associação do Cluster Agroindustrial do Centro e a Universidade de Évora. Para desenvolver as atividades, recebeu o financiamento de cerca de 794 mil euros através do programa COMPETE 2020, dos quais 675 mil euros provieram do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Pedro Dinis Gaspar não tem dúvidas de que os resultados atingidos com o S4Agro só foram possíveis devido ao financiamento comunitário. “Tivemos de desenvolver os conteúdos, tivemos de preparar o conhecimento, mas também capacitar as pessoas e as pequenas e grandes empresas do setor agroindustrial. Grande parte deste financiamento serviu para estas ações de capacitação, de disseminação, de divulgação dos resultados do projeto”, explica.
Fonte: Expresso
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária publicou o Plano de Contingência referente à praga prioritária Bactericera cockerelli (Sulc).
Consulte o Plano de Contingência Bactericera cockerelli (Sulc)
Fonte: DGAV
Recolha abrange latas e garrafas da Coca-Cola, Fanta ou Sprite distribuídas na Bélgica, Reino Unido, Alemanha, França e Luxemburgo desde o final de novembro.
A Coca-Cola Europacific Partners (CCEP), unidade europeia de engarramento da fabricante de refrigerantes norte-americana, ordenou a retirada em massa de latas e garrafas de Coca-Cola, Sprite, Fanta, entre outras marcas, depois de ter identificado níveis elevados de clorato.
A retirada diz respeito às latas e garrafas distribuídas na Bélgica, Reino Unido, Alemanha, França e Luxemburgo desde o final de novembro, explicou a CCEP Bélgica à agência France Presse (AFP). "Não temos um número concreto, mas é claro que diz respeito a uma quantidade considerável", afirmou a empresa.
O problema, pelo qual a CCEP Bélgica pediu desculpa, foi identificado num controlo de rotina na sua unidade de produção em Gent, segundo a imprensa belga.
O clorato é um subproduto do cloro, normalmente utilizado como desinfetante para água potável, pelo que baixas concentrações são frequentemente encontradas em alimentos e bebidas.
O Negócios contactou a unidade da CCEP em Portugal, de cujas linhas de produção da fábrica instalada em Azeitão, desde os finais da década de 1970, saem 250 milhões de litros por ano, que esclarece que se trata de uma situação isolada que não afeta as bebidas em território nacional. "Estamos cientes da ocorrência que afectou alguns países europeus. Esta foi uma situação identificada e isolada, e como referido apenas afecta os países mencionados. Os produtos para consumo em Portugal são produzidos na nossa fábrica em Azeitão, de acordo com os padrões regulamentares de segurança e qualidade habituais", indicou a empresa.
Fonte: Jornal de Negócios
A 23 de janeiro, foram confirmados dois novos focos de infeção por vírus da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) no concelho de Caldas da Rainha, distrito de Leiria.
Um destes focos é respeitante a uma capoeira doméstica localizada na freguesia de Tornada e Salir do Porto e o outro foi detetado em aves existentes no lago do Parque Urbano D. Carlos I.
As medidas de controlo implementadas pela DGAV, de acordo com a legislação em vigor, incluem a inspeção aos locais onde a doença foi detetada, a remoção dos animais afetados e a limpeza e desinfeção, assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves existentes nas zonas de restrição num raio de até 10 km em redor do foco detetado na capoeira doméstica.
Perante a atual circulação persistente do vírus da GAAP, a DGAV reitera o apelo a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas determinadas pelo Edital n.º 28 da Gripe Aviária. Salientamos que o confinamento de todas as aves detidas no território do continente é a medida mais eficaz para evitar contactos entre aves domésticas e aves selvagens, sendo essencial para prevenir novos focos de doença.
Recomendamos ainda o cumprimento das medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, evitando contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens, reforçando os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, e aplicando rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves.
Mais informações sobre prevenção e biossegurança estão disponíveis na página da gripe aviária do portal da DGAV, incluindo um vídeo e um cartaz.
A notificação de qualquer suspeita deve ser realizada de forma imediata, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença, no terreno, pela DGAV.
As medidas de controlo de doença aplicadas nas zonas sujeitas a restrições sanitárias são determinadas pelo Edital n.º 28 da Gripe Aviária, que pode ser consultado aqui.
Fonte: DGAV
Um grupo de investigação do Instituto de Agroquímica e Tecnologia Alimentar (IATA) do CSIC, pertencente ao Ministério da Ciência, Inovação e Universidades (MICIU), realizou um estudo que demonstra que incluir uma pequena quantidade de vegetais desidratados (2% da receita) na preparação de pão achatado tem efeitos positivos na textura, cor e, sobretudo, nas propriedades nutricionais. A investigação, publicada no International Journal of Food Science and Technology, revela que a inclusão destes ingredientes no pão afeta a digestão do amido, melhorando a resposta glicémica após a ingestão.
O pão é um alimento fundamental na nossa dieta. Tem um lugar de destaque como fonte de nutrientes, acompanha outros alimentos e desempenha um papel central nos pequenos-almoços, almoços e jantares em todo o mundo. Mas a sua importância não se limita ao sabor ou versatilidade. O pão, especialmente as versões integrais e ricas em fibras, fornece hidratos de carbono complexos que libertam energia sustentada, essencial para uma dieta equilibrada.
O LINCE, um grupo de trabalho do grupo Cereais e Produtos Derivados da IATA-CSIC, analisou a inclusão de legumes como espinafres, acelgas, beterrabas ou cebolas e o seu impacto nas propriedades dos pães achatados, um tipo de pão feito com massa estendida, sem massa fermentada ou levedura.
O pão achatado é um dos pães mais antigos e mais consumidos no mundo, especialmente no Mediterrâneo. Além de ser um alimento básico, tem vantagens. Além de um processo de produção relativamente simples e rápido, existem muitas receitas diferentes em muitas culturas.
O trabalho utilizou uma abordagem experimental em que diferentes vegetais desidratados foram incorporados na massa de pão achatado e várias propriedades tecnológicas e nutricionais, como o teor de fibras, minerais, cor e textura, foram analisadas. Além disso, a digestibilidade do amido foi medida por análise in vitro para avaliar o impacto destes ingredientes na velocidade da digestão.
“Estes ingredientes poderiam ser utilizados não só em pães achatados, mas também noutros produtos de panificação que procuram inovar em termos de nutrição e benefícios para a saúde”, afirma Raquel Garzón, cientista do CSIC no IATA e autora do estudo.
Os resultados mostram que a inclusão de espinafres ou acelgas melhorou significativamente o conteúdo mineral do pão achatado; as azeitonas pretas e verdes aumentaram o conteúdo de gordura saudável; a beterraba e o tomate influenciaram a cor e a dureza do pão; a adição de couve melhorou o perfil proteico do alimento; e a alcachofra ou a cenoura melhoraram a quantidade de fibra.
Além disso, o limão e o tomate reduziram a digestão in vitro do amido. “Os vegetais desidratados são ingredientes naturais, inovadores e sustentáveis com potencial para melhorar as propriedades tecnológicas e nutricionais do pão achatado”, argumentam María Santamaría e María Ruiz, investigadoras do CSIC no IATA que participaram no estudo.
“Neste estudo, utilizámos vegetais desidratados devido ao seu elevado teor de compostos bioactivos, nomeadamente compostos polifenólicos, que podem atuar reduzindo a digestibilidade do amido. Com esta alternativa, conseguimos desenvolver produtos de panificação mais saudáveis e oferecer aos consumidores novas experiências, especialmente em termos da gama de cores e sabores”, afirma Cristina M. Rosell.
O pão achatado tem um elevado teor de hidratos de carbono, especialmente amido de digestão rápida, o que contribui para um elevado índice glicémico. Esta caraterística permitiu estudar o impacto glicémico da inclusão de vegetais desidratados. “Através destes ingredientes, um alimento tradicional pode ser transformado numa opção mais nutritiva e inovadora”, explica a equipa de investigação IATA-CSIC. O estudo foi realizado no âmbito do projeto europeu PRIMA FlatBreadMine, liderado por Patricia LeBail no Instituto Nacional de Investigação Agronómica (INRA), em França.
Fonte: iAlimentar
A Comissão Europeia autorizou a utilização do novo alimento “pó de larvas inteiras de Tenebrio molitor (tenébrio) tratado com radiação UV” para uso em diversas categorias de alimentos.
A autorização segue-se a uma avaliação científica abrangente elaborada pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos), que verificou que o novo alimento é seguro para os usos e níveis de usos propostos.
As condições de utilização, bem como as especificações do novo alimento encontram-se no anexo do Regulamento de Execução (UE) 2025/89.
O novo alimento “pó de larvas inteiras de Tenebrio molitor (tenébrio) tratado com radiação UV” fará parte de uma atualização à lista da União de novos alimentos autorizados, estabelecida no Regulamento de Execução (UE) 2017/2470, onde constará também as condições de utilização e os requisitos de rotulagem a que deve obedecer o novo alimento.
Durante o período de proteção de dados que finaliza a 10 de fevereiro de 2030, apenas a requerente inicial, “Nutri’Earth”, 68 rue Louis Joseph Gay Lussac, 62220 Carvin, França, está autorizada a colocar no mercado da União o novo alimento “pó de larvas inteiras de Tenebrio molitor (tenébrio) tratado com radiação UV”, salvo se um requerente posterior obtiver autorização para o novo alimento sem fazer referência às provas científicas ou aos dados científicos abrangidos por direitos de propriedade protegidos nos termos do artigo 26º do Regulamento (UE) 2015/2283 ou se obtiver o acordo da Nutri’Earth.
Mantenha-se informado. Consulte o novo diploma aqui.
Fonte: DGAV
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