'CRISPR' é um sistema utilizado por bactérias para se defenderem de vírus, desta forma, “incorporam informação genética do vírus e têm um sistema, o chamado ‘Crispr’ que lhes permite identificar uma sequência muito específica e cortá-la”. Segundo o especialista, este tipo de edição “permite fazer modificações localizadas muito rapidamente e as novas variedades são produzidas de forma cirúrgica e precisa e não de forma aleatória”.
A utilização desta ferramenta de edição genética pode beneficiar, sobretudo, os setores dos suínos, do vinho e do azeite. No caso do primeiro, pode modificar a percentagem de gordura em novas raças de porcos ibéricos, enquanto no vinho estão a ser desenvolvidas estirpes resistentes a fungos e no azeite pode ajudar a combater o vírus Xylella.
Com o objetivo de explicar as novas técnicas de melhoramento genético atualmente em debate na Europa e o impacto que teriam na agricultura e na pecuária espanholas, diversas são as vantagens da utilização da tecnologia 'Crispr'. De acordo com José Miguel Mulet, professor de Biotecnologia da Universidade Politécnica de Valência e vice-diretor do Instituto de Biologia Molecular, “O ser humano tem vindo a modificar plantas e animais desde o Neolítico”, afirmou, razão pela qual é agora ‘necessário dispor de um quadro legal para utilizar este tipo de ferramenta com transparência’.
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Fonte: iAlimentar
A Comissão Europeia publicou o Regulamento (UE) 2025/351, de 21 de fevereiro, que altera o Regulamento (EU) 10/2011 relativo aos materiais e objetos de matéria plástica destinados a entrar em contacto com os alimentos, o Regulamento (EU) 2022/1616 relativo aos materiais e objetos de plástico reciclado destinados a entrar em contacto com os alimentos e o Regulamento (CE) 2023/2006 relativo às boas práticas de fabrico de materiais e objetos destinados a entrar em contacto com os alimentos. Revoga ainda o Regulamento (CE) 202/2008 relativo aos materiais e objetos de plástico reciclado destinados a entrar em contacto com os alimentos.
As principais alterações legislativas são:
Consulte aqui o Regulamento (UE) 2025/351, de 21 de fevereiro de 2025.
Fonte: DGAV
Os suplementos alimentares fazem, frequentemente, parte da rotina diária e têm crescido em popularidade em toda a União Europeia (UE). Com produtos que vão da vitamina D a extratos de ervas como ginseng e alho, esses suplementos são comercializados como formas convenientes de manter a saúde, melhorar o desempenho ou fortalecer a imunidade. Mas lembre-se: os suplementos devem complementar, e não substituir, uma dieta nutritiva e um estilo de vida saudável.
Os botânicos são um componente essencial em muitos suplementos alimentares da UE, incluindo exemplos bem conhecidos como o ginseng, o ginkgo biloba, o alho e a erva de São João. Embora estes suplementos possam oferecer benefícios potenciais à saúde, os seus efeitos podem variar e podem interagir com medicamentos.
Os suplementos alimentares são avaliados e regulamentados principalmente a nível nacional na UE. No entanto, a EFSA desempenha um papel fundamental na garantia da segurança, fornecendo pareceres científicos sobre as substâncias utilizadas em suplementos, especialmente aquelas sem histórico de utilização segura na UE antes de 1997 ou a pedido de um Estado-Membro.
Apesar de vários especialistas trabalharem no sentido de garantir a segurança do consumidor, este deverá consultar um profissional de saúde antes de incorporá-los à sua rotina.
Consulte aqui o artigo completo.
Fonte: EFSA
De acordo com uma investigação internacional, que descobriu que os primeiros membros do género Homo não conseguiam gerar tanta força de mordida nos seus dentes molares como os seus antepassados anteriores, mudanças na dieta ou na forma como os alimentos eram processados podem ter desempenhado um papel importante na origem dos antepassados humanos modernos.
Os autores dizem que o Homo habilis, os primeiros membros do género Homo, não tinham a capacidade de processar alimentos que exigissem mordidas fortes dos molares, ao contrário dos australopitecos que os precederam e afirmam que as alterações na dieta, ou no processamento dos alimento,s desempenharam provavelmente um papel importante no aparecimento do nosso género.
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Fonte: GreenSavers - Sapo Notícias
Investigadores do Instituto de Inovações Agropecuárias (INIA) do Chile desenvolveram uma nova variedade de arroz que utiliza significativamente menos água e elimina as emissões de metano associadas ao cultivo tradicional.
Tradicionalmente, o cultivo de arroz requer o alagamento dos campos, o que consome grandes volumes de água e gera emissões de metano. A nova metodologia desenvolvida pelo INIA permite o cultivo em ambientes aeróbicos, sem necessidade de alagamento, utilizando práticas semelhantes às da plantação de milho, como a rotação de culturas e a sementeira em linhas.
Além de dar resposta à escassez de água, esta iniciativa contribui ainda para a redução das emissões globais de metano provenientes dos arrozais, que representam cerca de 10% do total mundial. Ainda segundo os cientistas, esta abordagem também melhora a estrutura do solo e diminui a necessidade de agroquímicos, resultando em menores custos de produção para os agricultores.
Este avanço oferece uma solução sustentável para a crise hídrica local e contribui para o combate às alterações climáticas a nível global!
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Fonte: Vida Rural
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou ter realizado, de norte a sul do país, uma operação de fiscalização direcionada aos operadores económicos que comercializam, em particular, os géneros alimentícios mais procurados nas celebrações de Páscoa. A operação, segundo a entidade, teve como objetivo verificar o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis, com preponderância nas regras de higiene e segurança alimentar, designadamente condições de fabrico, armazenamento e transporte, bem como regras de rotulagem e rastreabilidade dos géneros alimentícios disponibilizados aos consumidores.
Levada a cabo durante a semana da Páscoa, a fiscalização resultou em 34 processos de contraordenação e suspende atividade em 7 operadores económicos.
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Fonte: iAlimentar
Manter os padrões de qualidade é crucial para o sucesso de todos os negócios na indústria alimentar. No entanto, o conceito de "qualidade alimentar" e as características e funcionalidades dos alimentos que satisfazem as necessidades dos consumidores continuam a evoluir com a introdução de novos sistemas de produção de alimentos, como a produção de alimentos à base de células.
Num artigo publicado pela Nature, o objetivo é identificar lacunas de pesquisa da perspectiva dos produtores de alimentos à base de células que devem ser preenchidas para melhor compreender como esses padrões e expectativas de qualidade podem ser atendidos em relação à produção de alimentos à base de células, particularmente nas ciências econômicas e sociais.
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Fonte: Food and Agriculture Organization of the United Nations
Todos os anos são desperdiçadas mais de 2.500 milhões de toneladas de alimentos em todo o mundo, o que representa 40% da comida produzida a nível global. Iniciativas como “Observar, Cheirar, Provar” ajudam os consumidores a tomar decisões mais informadas para reduzir o desperdício em casa.
De acordo com um estudo recente realizado pela Too Good To Go, 38% dos portugueses podem estar a deitar fora alimentos em bom estado. A principal causa? A confusão com a rotulagem das datas de validade.
Para esclarecer a confusão em torno dos diferentes tipos de data e as suas implicações, importa seguir as definições da ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica:
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Fonte: Grande Consumo
Um conjunto de empresas espanholas investiga a criação de bioplásticos biodegradáveis a partir de fontes sustentáveis, para embalagens alimentares, agrícolas e cosméticas.
Foi uma revolução do mundo moderno em muitas áreas, da medicina às tecnologias, passando pela alimentação. Graças à sua durabilidade e às múltiplas propriedades como a isolação termíco ou ainda a polivalência, o plástico tornou-se num material incontornável e muitas vezes ainda insubstituível nas sociedades atuais. No entanto, o seu impacto ambiental e a dificuldade de decomposição continuam a representar desvantagens importantes na sua utilização. É neste contexto que surgem iniciativas de investigação especializadas no desenvolvimento de bioplásticos, como o projeto COM4PHA.
Os bioplásticos são alternativas mais sustentáveis ao plástico tradicional fabricado à base de petróleo. Podem ser de origem biológica – ou seja produzidos a partir de recursos renováveis, como a cana-de-açúcar, o amido de milho ou a batata. Por outro lado, podem ser biodegradáveis, o que significa que são capazes de se decompor naturalmente através da ação de micro-organismos em condições específicas. Contudo, para ser considerado bioplástico, o material não precisa de cumprir os dois critérios. Pode ser fabricado a partir de matéria-prima biobaseada sem ser biodegradável, ou vice-versa.
Recentemente, o projeto COM4PHA tem-se dedicado ao desenvolvimento de novos bioplásticos biodegradáveis para embalagens de cosmética, alimentação e agricultura. A sua particularidade é procurar criar bioplásticos a partir de matérias-primas que possam ser processadas com tecnologias convencionais, limitando os custos e facilitando a sua entrada em mercados ainda dominados por plásticos de origem fóssil.
A investigação centra-se no desenvolvimento de bioplásticos baseados em Polihidroxialcanoatos (PHA). Trata-se de uma família de biopolímeros produzidos por certos micro-organismos. Estes têm a grande vantagem de ser biodegradáveis em ambientes marinhos como em solos. Além disso, são fabricados a partir de fontes renováveis, como resíduos agrícolas ou subprodutos da indústria alimentar. Assim, preenchem os dois principais requisitos para a criação de novos bioplásticos e representam uma via promissora para o futuro das alternativas sustentáveis ao plástico tradicional.
No entanto, muitos PHAs ainda apresentam limitações em termos de processamento com tecnologias convencionais. Por essa razão, o projeto tenciona facilitar esta etapa da produção e em seguida a sua introdução no mercado. Visa também trabalhar em formulações baseadas no copolímero PHBV e optimizar a sua síntese a nível industrial.
O COM4PHA é um projeto de investigação desenvolvido pelas empresas espanholas Venvirotech e ENPLAST, em cooperação com o Centro Tecnológico de Plásticos AIMPLAS. A primeira é especializada na transformação de resíduos orgánicos em bioplásticos de PHA, a segunda é focada na produção de embalagens plásticas e será responsável pela validação dos materiais desenvolvidos no âmbito do projeto.
Fonte: Tecnoalimentar
No início deste ano, a The British Crisp Co. lançou o primeiro saco de batatas fritas de pacote totalmente reciclável através de sistemas de recolha estabelecidos. Esta inovação de embalagem premiada é o resultado de uma colaboração entre a EvoPak, fabricante de embalagens flexíveis sustentáveis à base de papel; a Aquapak, criadora do Hydropol; a Nissha, fornecedora de papel; e a Mica, especialista em primários e revestimentos. A investigação e o desenvolvimento para criar o Hydropol duraram mais de dez anos, enquanto a adaptação e os testes das embalagens demoraram quatro anos.
O Hydropol permite substituir os plásticos convencionais nas embalagens, mantendo as propriedades necessárias para a preservação do produto e facilitando a sua reciclagem. Isto reduz a poluição por plásticos e contribui para a economia circular. No caso do novo saco de batatas fritas, os consumidores podem colocá-lo no seu contentor de reciclagem de papel juntamente com outros resíduos recicláveis, evitando a necessidade de os devolver aos supermercados, onde muitos acabam em aterros ou incinerados em vez de serem reciclados.
O principal desafio era substituir as embalagens não recicláveis por uma alternativa sustentável sem comprometer a qualidade das batatas fritas. Estes produtos são particularmente sensíveis à humidade e ao oxigénio, o que acelera a sua deterioração se a embalagem não proporcionar uma barreira adequada.
O Hydropol melhora a funcionalidade do papel, proporcionando uma barreira eficaz contra o oxigénio e facilitando a utilização do material nas linhas de embalagem. Para conseguir a barreira à humidade, o Hydropol foi utilizado em combinação com o papel metalizado Nissha. Além disso, a aplicação de primários da MICA Corporation assegurou a adesão entre as camadas do material, garantindo a integridade da embalagem.
A estrutura da nova embalagem utiliza papel virgem revestido com alumínio depositado por vapor, com uma espessura de apenas 30 nanómetros (menos do que a espessura de um cabelo humano). Esta combinação permite que o material cumpra as normas de reciclagem, mantendo uma taxa de transmissão de vapor de água (WVTR) adequada para preservar a frescura do produto até seis meses. Além disso, foi desenvolvida uma versão não metalizada adequada para produtos como chocolates e produtos de confeitaria.
A utilização de Hydropol confere ao papel uma resistência comparável ou superior à dos plásticos convencionais, permitindo a sua utilização em linhas de embalagem existentes com um ajuste mínimo da maquinaria. Nas máquinas de embalagem horizontais, o Hydropol é adequado para sistemas de fecho com selo de extremidade. Em máquinas verticais, onde é utilizado um selo de sobreposição, pode ser necessário um ajuste mínimo na formação da embalagem.
Os testes demonstraram que o Hydropol permite uma recuperação de fibras superior a 95% durante o processo de reciclagem. Ao contrário das soluções tradicionais, como os revestimentos de polietileno de baixa densidade (LDPE) e a laminação de alumínio, que geram resíduos plásticos problemáticos e retêm fibras de papel valiosas, o Hydropol optimiza a recuperação da matéria-prima sem afetar a qualidade da reciclagem.
Esta inovação marca um avanço significativo no sector das embalagens alimentares, oferecendo uma solução reciclável e funcional que pode reduzir significativamente a produção de resíduos de plástico na indústria dos snacks.
Fonte: iAlimentar
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