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Criada em 1978 por Bill Mollison e David Holmgren, a permacultura surge como resposta à agricultura intensiva, defendendo sistemas que cuidam da terra e das pessoas, evitam o consumo excessivo e partilham excedentes.

Atualmente, a sua aplicação em quintas e explorações agrícolas está em expansão, com práticas que procuram inspirar-se nos próprios mecanismos da natureza.

David Holmgren consolidou os princípios da permacultura no livro “Permaculture: Principles and Pathways Beyond Sustainability”, onde definiu 12 linhas orientadoras. Entre elas estão “observar e interagir”, para compreender fluxos naturais antes de plantar; “captar e armazenar energia”, aproveitando folhas e ramos para compostagem; “produzir sem desperdício”, transformando resíduos orgânicos em nutrientes; e “usar e valorizar a diversidade”, garantindo colheitas mais resilientes.

Outro conceito central é o desenho por zonas, que define a proximidade e a frequência de cuidados. A zona 1, junto da habitação, integra ervas aromáticas e compostores. A zona 2 destina-se a árvores de fruto e perenes de uso regular. Já a zona 3 é o espaço de maior produção agrícola e pecuária, enquanto a zona 4 corresponde a áreas de gestão florestal esporádica e a zona 5 permanece intocada, como espaço selvagem.

Os criadores do conceito defendem que a implementação de uma quinta de permacultura implica observar a paisagem, gerir recursos hídricos de forma eficiente e integrar espécies nativas. Também desafia o agricultor a valorizar soluções simples e locais, como usar folhas caídas como cobertura do solo em vez de importar materiais externos.

Apesar dos desafios, os especialistas sublinham que o erro faz parte do processo, uma vez que a permacultura incentiva a aprender com os problemas e a adaptar o sistema agrícola às alterações ambientais e climáticas.

Segundo os autores do conceito, mais do que produzir alimentos, trata-se de criar ecossistemas agrícolas sustentáveis, capazes de alimentar as populações e proteger o planeta.

Fonte: Vida Rural

O aumento da procura por veículos elétricos, aparelhos eletrónicos portáteis e armazenamento de energia renovável fez com que o lítio se tornasse um mineral verdadeiramente essencial. À medida que o mundo corre em direção a um futuro de energia limpa, a reciclagem de baterias de lítio tornou-se crucial.

Uma nova investigação da Universidade Edith Cowan (ECU) destacou que a utilização de baterias usadas como fonte secundária de lítio não só ajuda a reduzir o impacto ambiental, como também garante o acesso a este recurso valioso, apoiando uma economia circular e assegurando a sustentabilidade a longo prazo no setor energético.

A estudante de doutoramento Sadia Afrin destacou que o tamanho do mercado global de baterias de iões de lítio deve crescer a uma taxa composta anual de 13%, atingindo US$ 87,5 bilhões até 2027, com o consumo de lítio previsto aumentar de 390 quilotoneladas em 2020 para aproximadamente 1.600 quilotoneladas até 2026.

No entanto, apenas cerca de 20% da capacidade de uma bateria de iões de lítio é utilizada antes de a bateria deixar de ser adequada para utilização em veículos elétricos, o que significa que as baterias que acabam em armazéns ou em aterros retêm quase 80% da sua capacidade de lítio.

O Departamento Australiano de Indústria, Ciência e Recursos estimou anteriormente que, até 2035, a Austrália poderia estar a gerar 137 000 toneladas de resíduos de baterias de lítio anualmente.

Para as baterias em fim de vida, a resposta óbvia é a reciclagem, disse o primeiro autor, Asad Ali, citando números do governo que estimam que a indústria de reciclagem poderia valer entre 603 milhões e 3,1 mil milhões de dólares anualmente em pouco mais de uma década.

“Ao reciclar essas baterias, é possível ter acesso não apenas ao lítio restante – que já está purificado em quase 99% –, mas também recuperar o níquel e o cobalto dessas baterias”, afirma.

Embora seja improvável que o lítio recuperado através do processo de reciclagem tenha impacto na extração de lítio ou nos setores a jusante, Ali observou que o processo de reciclagem oferece benefícios ambientais significativos quando comparado com a indústria de mineração.

Os processos de reciclagem podem reduzir significativamente o uso extensivo de terras, a contaminação do solo, a pegada ecológica, a pegada hídrica, a pegada de carbono e a libertação de produtos químicos nocivos no meio ambiente, diminuindo assim as emissões de gases de efeito de estufa e minimizando os resíduos.

A mineração emite até 37% de toneladas de CO2 por tonelada de lítio. Os processos de reciclagem produzem até 61% menos emissões de carbono em comparação com a mineração e utilizam 83% menos energia e 79% menos água em comparação com a mineração. A reciclagem hidrometalúrgica pode gerar lucros de até 27,70 dólares por quilograma de lítio recuperado. E, mais uma vez, o lítio produzido através do processo de reciclagem já está purificado a 99%, o que significa que toda a energia, água e emissões são poupadas no processo a jusante.»

O professor da ECU e autor correspondente, Muhammad Azhar, explica que, embora a Austrália possua uma das maiores reservas de lítio em rocha dura do mundo, a recuperação de lítio de baterias em fim de vida pode proporcionar benefícios socioeconómicos e cumprir a sustentabilidade ambiental.

“A indústria mineira oferece, na verdade, outra fonte de baterias potencialmente em fim de vida, à medida que a eletrificação da indústria mineira ganha impulso. A ECU está a explorar a segunda vida dessas baterias de lítio ”, acrescenta.

Embora os benefícios da reciclagem de baterias de iões de lítio pareçam óbvios, Afrin observou que ainda há alguns desafios a serem enfrentados.

“A taxa de inovação ultrapassa significativamente o desenvolvimento de políticas, e a composição química das baterias também evolui continuamente, o que torna a reciclagem dessas baterias mais complicada”, diz.

“Há uma necessidade real de investimento na infraestrutura certa para criar essa economia circular, mas há várias empresas australianas que estão a procurar as melhores maneiras de abordar isso”, conclui.

Fonte: Greensavers

Ainda é preciso esperar mais algum tempo até colher os cachos, mas aquilo que está ao alcance da vista, naquelas cepas de Touriga Nacional e Moscatel, deixa antever um futuro promissor. Foram vários meses a combater o oídio e o míldio com recurso a luz ultravioleta, e o que inicialmente parecia uma loucura está cada vez mais perto de se tornar um tratamento alternativo ao uso de produtos químicos, como sulfatos. A experiência-piloto desenvolvida por iniciativa do município de Cantanhede, na região demarcada da Bairrada, tem funcionado bem e, no próximo ano, poderá vir a ser alargada a uma área maior. Essa é pelo menos a vontade do produtor João Póvoa, da Kompassus, depois de ter testemunhado que as videiras tratadas com raios UV estavam iguais às que foram “tratadas com o método clássico, ou seja, fungicida”. A manterem-se estes resultados animadores, este novo tratamento abre uma janela de oportunidades para os produtores: custos mais baixos e menos resíduos.

“Queremos alargar a área e também aplicar mais algum rigor. Desta vez, foi uma experiência mais empírica, mas vamos tentar que seja algo mais científico”, anunciou o produtor, que sempre gostou de inovar. Ainda assim, confessa, quando foi confrontado com o desafio lançado pelo vereador com o pelouro dos Recursos Naturais, Desenvolvimento Agrícola e Florestal, Adérito Machado, de quem é amigo pessoal, achou que era uma “maluqueira”. “Arranjei-lhe uma pequena parcela, que por sinal até é mais sensível ao míldio do que as outras, e a coisa correu bem, aquela ideia maluca dele revelou-se uma grande ideia”, testemunhou. E muito embora reconheça que há ainda estudos e análises que precisam de ser feitos, agradam-lhe as vantagens que este tratamento pode trazer. “Os preços dos fungicidas estão pela hora da morte, reduzir os custos seria óptimo. A juntar o facto de reduzir resíduos, ainda melhor”, notava, depois de uma visita às vinhas, localizadas na freguesia de Cordinhã, onde o projecto tem estado a ser desenvolvido.

Na prática, o processo é, aparentemente, simples. São oito lâmpadas UV (gama C), quatro de cada lado, instaladas numa espécie de atrelado que vai sendo empurrado por entre as linhas de vinhas. A energia eléctrica necessária para manter as lâmpadas acesas é garantida por um pequeno gerador instalado no veículo que Adérito Machado baptizou de “Violeta”. “Nem podia ter outro nome que não esse”, apontava ao PÚBLICO, antes de avançar, em passo calmo, ao longo das videiras.

A verdade é que, neste período experimental, tem sido o próprio autarca quem tem feito cada um dos tratamentos – uma vez por semana e desde o início da vegetação – sempre em período nocturno. “O oídio é um fungo que vive na superfície das plantas, nomeadamente nas videiras, e por isso fica exposto aos raios UV do sol que podem danificar o seu ADN. Para se proteger, ele consegue reparar rapidamente esse ADN — mas só quando há luz. Por isso, quando se faz tratamento com luz ultravioleta gama C à noite, o fungo não consegue activar esse mecanismo de defesa, e o tratamento torna-se mais eficaz”, explicou.

Foram três anos de testes, este último mais a sério e já a abranger cerca de 300 pés de videiras, com todas as tarefas assumidas por si. “A ideia é mostrar caminhos aos nossos agricultores para poderem fazer vinho biológico”, sustentou, notando que esta solução contribui para a redução do impacto ambiental e para a protecção da saúde dos trabalhadores e consumidores, uma vez que alguns fungicidas utilizados são sistémicos e entram na circulação da planta. “Este é o futuro da viticultura, é o caminho”, frisou.

Dos equipamentos de saúde para as vinhas

Além de executante, Adérito Machado é também o mentor do projecto. Depois de verificar que a tecnologia ultravioleta já é usada na desinfecção de equipamentos de saúde, o vereador, com uma carreira profissional na área das análises clínicas, começou a investigar e encontrou informações relativas a uma experiência com luz ultravioleta numas vinhas de Bordéus, em França. Como vive no meio de viticultores, entre os quais o seu pai, começou a averiguar a possibilidade de avançar com um projecto-piloto na sua terra. “No primeiro ano, fizemos só numas seis cepas de um amigo, e no segundo ano também. Como correu bem, este ano avançámos para uns 300 pés, aqui na Kompassus”, enquadrou, a propósito da experiência que tem contado com a parceria da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, no âmbito do mestrado em Segurança Alimentar.

Resta agora prosseguir com os testes, apurando qual o impacto deste tratamento na uva, nomeadamente na sua capacidade de fermentação. “Estamos agora, na Faculdade de Farmácia, a analisar os fenóis, para comparar a qualidade do vinho final e ver se há alterações em relação à mesma casta tratada de forma convencional”, explicou o vereador com o pelouro da Agricultura. O caminho está em aberto.

Fonte: Público

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, nos últimos dias, várias operações de fiscalização direcionadas à verificação do cumprimento das regras aplicáveis ao exercício da atividade no setor da restauração e bebidas, nos concelhos de Lisboa e Sintra.

Como balanço da ação, a ASAE determinou a suspensão imediata de 3 estabelecimentos de restauração e bebidas, tendo instaurado 1 processo-crime, por suspeita de produtos vitivinícolas anormais avariados, e 6 processos de contraordenação, maioritariamente, por incumprimento de requisitos gerais e específicos de higiene, violação dos deveres gerais da entidade, falta de implementação de HACCP e falta de rastreabilidade de géneros alimentícios.

Foi ainda determinada pela ASAE, a suspensão de atividade de 1 talho que comercializava produtos cárneos com falta de requisitos, e instaurado 1 processo-crime por suspeita de géneros alimentícios anormais avariados, que apresentavam evidentes condições impróprias para consumo, bem como acondicionamento inadequado e falta de rastreabilidade nos produtos.

Estas operações foram levadas a cabo em conjunto com a PSP que, no âmbito das respetivas competências, veio ainda a apurar que o explorador do talho se encontrava em situação de imigração irregular e ilícita.

No conjunto das operaçõesa, ASAE apreendeu cerca de 150kg de carnes e 100kg de pescado.

Fonte: ASAE

A diversidade de legumes que chega ao prato pode, em breve, ter origem em explorações agrícolas onde não entra mão humana. É o que já acontece no parque de demonstração de agricultura ‘inteligente’ no condado de Deqing, província de Zhejiang, no leste da China.

Através de tecnologia de ponta, o parque integra inteligência artificial (IA) com a Internet das Coisas (IoT) para gerir todo o processo de produção de hortícolas com controlo inteligente em todas as etapas.

“Construímos uma máquina de transplantação automática que foi concebida para substituir o trabalho manual no processo de transplantação das hortícolas. Em apenas 40 segundos consegue transplantar 30 plântulas de legumes, aumentando a eficiência em mais de 70%”, referiu Hu Yaofeng, gestor técnico da Zhejiang Houji Intelligent Technology.

E continua: “com as linhas de transporte automatizadas, as máquinas de limpeza e o nosso sistema de controlo ambiental da estufa, criámos uma operação totalmente não tripulada”.

De acordo com os investigadores, as culturas produzidas neste sistema são livres de pesticidas e metais pesados, alcançando rendimentos entre cinco e sete vezes superiores aos da agricultura tradicional ao ar livre.

Da exploração agrícola para as prateleiras em tempo recorde, esta colheita de alta tecnologia já abastece alguns dos maiores retalhistas chineses e, segundo os investigadores, mostra o caminho da agricultura do futuro.

Segundo o gestor técnico, trata-se de uma das inovações mais relevantes sobre como a tecnologia está a impulsionar a modernização agrícola na China, com o objetivo de fornecer legumes mais seguros e saudáveis diretamente à mesa do consumidor.

Fonte: Agroportal

Portugal encontra-se prestes a dar um passo decisivo no caminho da economia circular com a implementação do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR). Esta medida, que será obrigatória para muitas superfícies comerciais, representa uma mudança estrutural na forma como os resíduos de embalagens de bebidas são geridos. Mas, mais do que uma imposição legal, o SDR deve ser encarado como uma oportunidade concreta de transformar o paradigma da reciclagem no nosso país. E, com ele, a forma como retalhistas, consumidores e operadores interagem em prol da sustentabilidade, um desígnio bem maior e que a todos obriga.

Na sua essência, o conceito é simples, embora poderoso: o consumidor paga um pequeno depósito aquando da compra de uma determinada bebida e é reembolsado quando devolve a respetiva embalagem vazia. Trata-se, assim, de um incentivo económico direto para fomentar comportamentos mais sustentáveis, replicando modelos que já comprovaram a sua devida eficácia em países tão distintos como, por exemplo, a Alemanha, a Noruega ou a Suécia.

Mas esta mudança não acontece no vazio, naturalmente. A mesma requer planeamento, tecnologia, conhecimento e compromisso. Variáveis indispensáveis a uma aplicação de sucesso. E é precisamente aqui que entra a Envipco — um operador especializado, que possui mais de quatro décadas de experiência internacional no desenvolvimento, produção e comercialização de RVM (Reverse Vending Machines), ou Máquinas Automáticas de Reciclagem. Desde 2021, estabeleceu-se em Portugal com o propósito de contribuir ativamente para o sucesso deste novo sistema, fazendo valer o seu profundo conhecimento e experiência em todas as etapas deste processo.

Reciclagem não é apenas responsabilidade ambiental

Ao contrário do que se possa pensar, a reciclagem não é apenas uma responsabilidade ambiental. É, também, uma fundamental alavanca de diferenciação e competitividade, tanto para o retalho, como para a indústria. As empresas que souberem tirar partido do potencial do SDR, sendo este um canal premium de contacto garantido com o consumidor, beneficiarão de um posicionamento francamente favorável, reforçando a sua experiência de loja e a respetiva reputação da marca.

A Envipco destaca-se, precisamente, por essa visão integrada. Mais do que fornecedora de equipamentos, posiciona-se como um parceiro estratégico que acompanha os seus clientes em todas as fases do processo: desde a escolha da solução adequada à formação das equipas, passando pela operação, logística, integração de sistemas e apoio técnico permanente. Afinal, a criação de um Sistema de Depósito e Reembolso não está apenas relacionada com a obrigação legal, mas também com a proteção do meio ambiente, no qual todos nos inserimos, pelo que existe, além da necessidade legislativa, a oportunidade de otimizar a forma como a reciclagem funciona e complementar os fluxos já existentes, rumo a um amanhã que se pede, e deseja, mais sustentável.

A experiência acumulada da Envipco em mercados maduros, como, por exemplo, os Estados Unidos da América ou o norte da Europa, confere-lhe uma capacidade ímpar de adaptação às especificidades de cada país e de cada retalhista, por sua vez. Com quatro fábricas — três na Europa e uma nos Estados Unidos — e uma capacidade global de produção de 40 mil máquinas por ano, a Envipco está perfeitamente preparada e capacitada para responder à crescente procura no mercado português, ao proporcionar soluções escaláveis e personalizadas tanto para pequenos negócios como grandes cadeias de distribuição.

SDR: mecanismo essencial de economia circular

Importa também sublinhar que o SDR não se limita a estimular a devolução de embalagens. Trata-se de uma peça fundamental na estratégia europeia para combater o desperdício e reduzir a poluição ambiental. Ao permitir a recolha seletiva de embalagens de materiais com elevado potencial de reciclabilidade, como o PET e o alumínio, este sistema promove a criação de uma cadeia interna de fornecimento de materiais reciclados premium direcionados especificamente para a indústria das bebidas e prontos a ser reutilizados em novos ciclos de produção. É a economia circular em ação.

Em Portugal, o sistema abrangerá embalagens de bebidas até três litros, com exceção do vidro e dos produtos com mais de 25% de lacticínios. Inclui também categorias específicas de bebidas alcoólicas, como a cerveja, a sidra, a sangria e os mixes alcoólicos. O retalhista assume um papel de protagonista, ao funcionar, por um lado, como um ponto de recolha — quer manualmente, quer através das já referidas RVM — beneficiando com isso de um fluxo adicional de possíveis clientes, para além de reforçar a sua imagem enquanto agente de mudança ecológica e promotor de novas mentalidades.

Do ponto de vista do consumidor, a vantagem é também ela dupla: recupera o valor pago em depósito e participa ativamente num sistema transparente, com impacto direto na melhoria do ambiente. É uma abordagem positiva, que materializa a passagem da reciclagem como uma obrigação moral para um gesto recompensado. Acredito, assim, que o retalho irá olhar para o SDR como uma oportunidade de aumentar a sua base de clientes e de fomentar novas mentalidades no que à correta valorização das embalagens de bebidas diz respeito, pois, ainda que se trate de uma iniciativa com foco ambiental, não deixa de ter uma vertente concorrencial associada à sua aplicação concreta. Esta será central para a sua atividade comercial daqui para a frente, tanto na questão da imagem de marca, no que respeita à sua perceção pública como operador responsável e promotor das melhores práticas de sustentabilidade, como na experiência de loja com as nossas soluções inteligentes e muito fáceis de utilizar.

Missão: simplificar a reciclagem para todos

É esta combinação entre mais de 40 anos de experiência, inovação tecnológica, compromisso ambiental e visão estratégica que faz da Envipco um parceiro incontornável na revolução da reciclagem em Portugal. A nossa missão é clara: simplificar a reciclagem para todos e ajudar a construir o caminho para um país mais limpo e sustentável. “Mais do que apenas máquinas, somos um parceiro no seu sucesso” é uma máxima que faz parte da nossa identidade e que se apresenta como parte integrante da nossa conduta e presença nos diversos mercados onde nos fazemos representar.

Com a legislação aprovada e a sensibilização pública a aumentar, o momento é agora. O SDR pode representar o início de uma nova cultura de responsabilidade partilhada, onde consumidores, empresas e entidades públicas trabalham, em conjunto, por um objetivo comum: reduzir o impacto ambiental, aumentar as taxas de reciclagem e criar um futuro mais sustentável para as gerações futuras.

O desafio está lançado. Que o compromisso seja real e o impacto duradouro. Como todos desejamos.

Fonte: Grande Consumo

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) aprovou e publicou o Regulamento do sistema de aprovação nacional dos produtos em contacto com a água destinada ao consumo humano ​(Regulamento n.º 976/2025, de 7 de agosto), enquanto autoridade competente para a qualidade da água destinada ao consumo humano e em cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 69/2023, de 21 de agosto.

Os requisitos mínimos de higiene aplicáveis a estes produtos, estabelecidos por este Regulamento, são aplicáveis a partir de 31 de dezembro de 2026 a todos produtos em contacto com a água para consumo humano em instalações novas ou na renovação de instalações já existentes associadas à captação, tratamento, armazenamento e distribuição de água, incluindo as redes prediais.

Pretende-se tornar o consumo da água da torneira ainda mais seguro e reduzir a carga burocrática de aprovação deste tipo de produtos, quer para as empresas, quer para as autoridades administrativas nacionais, uniformizando no espaço europeu os critérios de apreciação da sua adequabilidade para estarem em contacto com a água para consumo humano. Os produtos que tenham sido aprovados por outro Estado-Membro da União Europeia ao abrigo dos atos de execução e dos regulamentos delegados emanados pela Comissão Europeia nesta matéria, exibindo a marcação prevista no presente regulamento, consideram-se automaticamente reconhecidos em Portugal.
 
O Regulamento foi elaborado no seio de uma Comissão Técnica coordenada pela ERSAR, na qual estiveram representadas as entidades mais relevantes para as matérias que são objeto desta regulamentação, tendo tomado por base as decisões de execução complementadas pela adoção dos regulamentos delegados previstos no artigo 11.º da Diretiva (UE) 2020/2184 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro. Foi ainda sujeito a audição do Conselho Consultivo e a um período de consulta pública (Consulta pública n.º 5/2024). 
O relatório de ponderação dos contributos apresentados encontra-se disponível na secção das consultas públicas concluídas​.
 
De forma a facilitar o conhecimento e compreensão do conteúdo do regulamento por parte dos seus destinatários, a ERSAR irá promover uma ação de formação, em formato webinar. Brevemente será divulgada mais informação sobre a ​​data, programa e inscrições. 
 
Fonte: ERSAR

A água doce é um recurso cada vez mais escasso, que importa preservar, sobretudo nestes tempos que correm, em que as secas são cada vez mais frequentes. 

Patrícia Gomes, investigadora da Escola de Ciências da Universidade do Minho tem passado, por isso, horas intermináveis junto de zonas húmidas construídas, tentando encontrar soluções para aproveitar os recursos hídricos de forma eficiente e sustentável.

Usando plantas específicas e substratos naturais, a geóloga da Universidade do Minho está a utilizar estes ecossistemas artificiais para eliminar contaminantes de águas desperdiçadas na agricultura, na indústria e em outras atividades humanas.

O método implica filtrar a água através de leitos, dos solos ou da areia que, numa fase posterior, é tratada por processos físicos, químicos e biológicos. O trabalho está inserido no projeto “Wetlands e economia circular – uma solução sustentável para os recursos hídricos”.

A investigação da geóloga do Instituto de Ciências da Terra, da Universidade do Minho terá depois uma aplicabilidade direta na promoção da biodiversidade e na reutilização da água em diferentes cenários, como na agricultura, na indústria ou no uso doméstico, mas que não implique o consumo humano.

Não se trata apenas de encontrar soluções ecológicas, mas também reduzir o custo e consumo energético, simplificando a manutenção destes sistemas.

Saiba tudo sobre o projeto aqui.

Fonte: Universidade do Minho

A Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental retirou oficialmente a aprovação de 23 pesticidas que continham substâncias ativas relacionadas com substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), devido a preocupações com a contaminação das águas subterrâneas.

A decisão de proibir os PFAS na Dinamarca baseia-se num recente estudo do Serviço Geológico da Dinamarca e Gronelândia, que confirmou que estes produtos se degradam em ácido trifluoroacético (TFA), uma substância altamente persistente que ultrapassa o limite de segurança da União Europeia (UE) de 0,1 microgramas por litro em águas subterrâneas.

Esta medida representa um passo significativo no esforço mais alargado do governo para proteger o ambiente e a saúde pública dos efeitos de longo prazo dos químicos PFAS, frequentemente designados por “químicos eternos” devido à sua resistência à degradação natural.

Os 23 pesticidas agora proibidos eram amplamente usados na agricultura dinamarquesa e incluíam substâncias ativas como fluazinam, fluopyram, diflufenican, mefentrifluconazol e tau-fluvalinato.

No seu conjunto, estas substâncias representaram cerca de 28% do impacto ambiental e de saúde relacionado com o uso de pesticidas na Dinamarca em 2023. Só no último ano foram aplicadas quase 190 mil toneladas destes químicos na agricultura dinamarquesa.

A Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental instou ainda a Comissão Europeia a lançar uma revisão abrangente das cinco substâncias ativas com PFAS que permanecem autorizadas, defendendo uma abordagem regulatória mais ampla para prevenir a poluição por TFA em toda a UE.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Vida Rural

O Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) anunciou para “breve” a abertura de concursos LEADER para apoio aos pequenos investimentos nas explorações agrícolas. 

As candidaturas serão submetidas através do Balcão dos Fundos para a Agricultura, sendo necessário ter a Chave Móvel Digital ativada.

Os objetivos destes concursos passam por reforçar a produtividade, viabilidade económica, sustentabilidade ambiental e inovação das explorações agrícolas, promovendo práticas sustentáveis, valorização dos recursos locais e melhoria das condições de trabalho e coesão dos territórios rurais.

Para que as operações sejam elegíveis, o investimento total terá de se situar entre dois mil e 50 mil euros.

São elegíveis despesas com bens imóveis, nomeadamente prédios rústicos; Preparação de terrenos; Edifícios e construções; Adaptação de instalações; Plantações plurianuais; Instalação de pastagens permanentes; e Sistemas de rega, e bens móveis, nomeadamente novas máquinas e equipamentos; Equipamentos informáticos; Vedações necessárias à atividade pecuária; e Animais reprodutores de raças autóctones ameaçadas.

São também elegíveis despesas gerais (até 4 % do custo total elegível) e despesas de elaboração e acompanhamento da candidatura (até 2 % do custo total elegível).

Fonte: TecnoAlimentar