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Os insectos vão chegar ao seu prato em 2018

  • Wednesday, 10 January 2018 10:28

Minhocas, lagartas, traças, formigas, cigarras, gafanhotos, escaravelhos, vespas, aranhas, escorpiões. Estas são apenas algumas das espécies que já se comem pelo mundo. Em muitos países de Ásia ou de África, comer insectos é normal. Estes bichinhos altamente nutritivos, ricos em proteínas, vitaminas, minerais e gorduras, chamaram a atenção das Nações Unidas, que ali viram uma promessa no combate à fome. A grande novidade é que a partir de 1 de janeiro, vai passar a ser possível ver estas espécies nos pratos dos Europeus. O regulamento 2283/2015 da União Europeia sobre "Novel Food" abre caminho à utilização dos insectos na nossa alimentação.

Não quer isto dizer que a partir do primeiro dia de 2018 encontremos formigas em restaurantes de "fine dining", ou massa feita de farinha de gafanhoto no supermercado. Mas significa que as empresas que já existem no continente e se dedicam ao consumo humano de insectos vão poder pedir autorização para a sua comercialização. E não são assim tão poucas. Em Espanha, por exemplo, a Meal Food Europe produz, desde 2016, dezenas de toneladas por mês de Tenebrio molitor, uma larva comum nos armazéns de trigo.

Antes, em 2011, a Bioflytech também iniciou uma produção maciça de insectos. O entomólogo Santos Rojo Velasco, diretor do departamento de Ciências Ambientais e Recursos Naturais da Universidade de Alicante, é categórico: "Os insectos, obviamente, vão fazer parte da cadeia alimentar humana, direta ou indiretamente. Não só vão ser o alimento do futuro, como já são o alimento do presente".

Portugal não passa ao lado da tendência. Desde 2014 que Tiago Almeida, licenciado em Gestão e Marketing, e Joana Cardoso, formada na área da Biologia e Alimentação, dois jovens de Vila Nova de Famalicão, criaram o projeto "Delight Bugs". Trata-se de uma aposta na transformação de insetos, em especial grilos, em farinha para consumo humano, uma matéria-prima muito rica em proteínas e vitaminas. A farinha de grilo tem duas vezes mais proteína do que um bife, o que desde logo mostra o potencial do alimento.

Em Inglaterra, uma equipa liderada por uma portuguesa, Susana Soares, procura desde 2011 novas formas de consumir insectos. Baseada em Londres, a "Insects au Gratin" trabalha com três espécies: a larva de escaravelho, o grilo e o louvadeus. Para quem, como os portugueses, já tem o hábito de comer caracóis, não deverá ser muito difícil subir um nível e experimentar comer larvas fritas ou escorpiões. Em muitos países da Europa, a maior dificuldade será lutar contra o preconceito.

A SOLUÇÃO PARA A FOME

Há um conhecido provérbio chinês que afiança que "tudo o que voa, nada, rasteja ou caminha pode ser comido". É isso que leva este gigante asiático a comer insectos desde o ano 628, quando o imperador Tauzong declarou que os gafanhotos não eram um sinal da cólera divina, mas sim uma revelação da bondade da natureza. Hoje, é muito comum encontrar insectos à venda nas ruas da maioria dos países, da China, onde é fácil comprar pacotes de grilos, à Tailândia. Mas o mesmo acontece em muitos países de África - em Angola, as formigas picantes são um pitéu - ou na América Latina. No México, os gafanhotos são vendidos como petisco. Neste país, aliás, os insectos estão de tal modo enraízados na gastronomia que restaurantes como o Punto MX, estabelecimento mexicano em Madrid com uma Estrela Michelin, conta introduzir na sua nova ementa gafanhotos e larvas de Maguey.

Na verdade, são mais de 1600 as variedades comestíveis de insectos. Há cerca de 3000 etnias, em mais de 120 países, que comem insetos como suplemento alimentar ou substituto de alimentos escassos. Esta nova categoria alimentar pode revelar-se um aliado no combate à fome, já que em 2030, as estimativas apontam para uma população mundial superior a 9000 milhões de pessoas. Por isso é que a FAO (Food and Agriculture Organization), organismo das Nações Unidas, se debruçou sobre o assunto com afinco, com um extenso relatório em 2013. A coordenadora deste documento, Giulia Muir, ressalva que "muitos insectos são ricos em energia, proteínas, aminoácidos, ácidos gordos e micronutrientes como o cobre, o ferro, o magnésio, o manganésio, o fósforo, o selénio e o zinco, assim como a riboflavina (vitamina B2) e o ácido fólico, em alguns casos".

Já sabe: da próxima vez que vir uma minhoca ou uma lagarta no prato, não faça um escândalo nem chame o empregado - pode ser simplesmente um novo ingrediente no seu prato.

Fonte: Expresso

China quer desregular cultivo de transgénicos

  • Wednesday, 10 January 2018 10:15

A China é um dos maiores importadores de transgénicos, apesar de ainda não ter aprovado nenhum organismo geneticamente modificado para consumo humano nem o cultivo de OGM´s no país.

Contudo, a imprensa internacional refere que o Conselho de Estado do país está a rever as regulações de procedimentos administrativos com o objetivo de simplificar a forma como os processos regulatórios são conduzidos e, em última instância, desregular o cultivo de transgénicos.

Um dos grandes objetivos do Governo chinês é começar a comercializar milho Bt, algodão Bt e soja resistente a herbicidas até 2020. A biotecnologia é considerada uma indústria emergente na China, com o Governo daquele país a investir vários milhares de milhões de dólares na pesquisa e no desenvolvimento de programas especiais.

Fonte: Agroportal

Até ao final de janeiro, os agricultores e associações de regantes nacionais vão ter que comunicar a quantidade de água de que necessitam. A notícia foi avançada por José Matos Fernandes, ministro do Ambiente, à saída da primeira reunião de concertação social de 2018 que teve como tema o combate à seca.

De acordo com o responsável pela pasta do Ambiente, na situação em que o país está, seriam precisos “dois meses de chuva como hoje” para colocar um ponto final à seca. Também por isso, no final deste mês tem que ficar definida a quantidade de água a transferir para as bacias hidrográficas.

O ministro defendeu ainda que a partir de agora os agricultores têm que se “adaptar”: “temos mesmo de nos adaptar a um tempo com menos água. Todos nós, consumidores comuns e agricultura, que consome 80% da água. É essencialmente esse o caminho”.

Fonte: Agroportal

Azeite extra virgem previne o Alzheimer

  • Tuesday, 09 January 2018 10:37

A ciência já demostrou diversas vezes os benefícios para a saúde do azeite extravirgem, ingrediente principal da dieta mediterrânea, que também está associada à longevidade e a uma vida saudável. Agora, uma pesquisa publicada no periódico científico Annals of Clinical and Translational Neurology, sugere que consumo regular do alimento protege o cérebro contra o Alzheimer, ao promover a eliminação de substâncias prejudiciais ao cérebro, além de preservar a memória e a habilidade de aprendizagem à medida que envelhecemos.

Segundo o estudo, o consumo do azeite reduz a formação de estruturas nocivas no cérebro, como as placas beta-amilóides, que se formam entre as células e os caminhos dos neurónios, e os emaranhados neurofibrilares, que bloqueiam a chegada de nutrientes.

Estudos anteriores já mostraram que o acumular desses resíduos pode aumentar o risco da doença. Agora, os pesquisadores descobriram que as propriedades presentes no azeite extra virgem podem promover um efeito protetor no cérebro.

“Descobrimos que o azeite reduz a inflamação cerebral, mas o mais importante é que ativa um processo conhecido como ‘autofagia'”, disse Domenico Pratico, professor Universidade Temple, nos Estados Unidos, e principal autor da pesquisa, ao Medical News Today. Autofagia é o processo pelo qual as células se desintegram e eliminam do corpo os detritos tóxicos.

O estudo

Para entender a ligação entre o azeite e a doença neurodegenerativa, os pesquisadores examinaram o impacto da ingestão de azeite extravirgem em ratos com Alzheimer induzido. Para isso, os animais foram divididos em dois grupos, um recebeu uma dieta alimentar enriquecida com azeite extravirgem e outro, uma dieta simples.

Ambas as dietas foram introduzidas quando os ratos tinham seis meses de vida, ou seja, antes dos sintomas do Alzheimer começarem a surgir. Conhecidos como “triplo transgénicos”, os ratos desenvolveram três características chave da doença: perda progressiva da memória, placas beta-amilóides e emaranhados neurofibrilares.

A princípio, não houve diferença entre os dois grupos. No entanto, depois de terem completado entre 9 e 12 meses, os animais que consumiram o azeite obtiveram melhores resultados nos testes que avaliaram memória de trabalho, memória espacial e habilidades de aprendizagem.

Além disso, esses animais tiveram níveis maiores de autofagia no cérebro, níveis reduzidos de placas beta-amilóides e da fosforilação da proteína TAU, associada à formação dos emaranhados neurofibrilares”, explicou Pratico. “O azeite extravirgem é melhor que frutas e vegetais sozinhos. A gordura vegetal monoinsaturada [presente no azeite] é mais saudável que gorduras animais saturadas.”, disse Pratico.

Fonte: Veja.br

Quatro idosos tiveram de ser hospitalizados em Macau na sequência de um caso suspeito de infecção colectiva de gastroenterite ocorrido num lar, informaram os Serviços de Saúde.

Em comunicado, os Serviços de Saúde indicam que foram afectados nove idosos – quatro homens e cinco mulheres – com idades entre os 66 e os 92 anos, dos quais quatro tiveram de ser internados no Centro Hospitalar Conde de São Januário, devido à febre e frequências de vómitos, sendo considerado estável o estado de saúde dos demais.

Os Serviços de Saúde “estão a acompanhar e a investigar o caso”, mas foi excluída a possibilidade de gastroenterite alimentar. Isto porque apesar de os pacientes afectados se alimentarem através de uma sonda nasogástrica consomem marcas de leite diferentes, refere a mesma nota.

Após investigação, “foi detectado que um trabalhador, com responsabilidade pela alimentação e enfermagem de higiene oral manifestou sintomas de diarreia e dor abdominal” na segunda-feira, dia 1, pelo que, com base nas horas da ocorrência, sintomas ou período de incubação, os Serviços de Saúde consideram que “é provável que o agente patogénico esteja relacionado com uma infecção viral”.

Fonte: Ponto Final Macau

A Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) actualizou o mapa, bem como a lista de freguesias que integram total ou parcialmente a zona demarcada respeitante a Trioza erytreae.

Num ofício, lê-se que «as últimas ações de prospecção oficial revelaram o alargamento das áreas do País infestadas, sendo de destacar a sua presença mais a sul nas freguesias de Buarcos e Quiaios em Figueira da Foz e em Sintra, nas freguesias de Colares, União das freguesias de São João das Lampas e Terrugem e União das Freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim)».

«A delimitação da “Zona Infestada” tem como base as freguesias onde a mesma foi detectada. A esta zona acresce uma “Zona Tampão” circundante de 3 km de raio, tendo em conta a capacidade de voo do insecto. Foi ainda definida uma “Zona de Vigilância” de 10 km de raio, em torno da Zona Demarcada (Zona Infestada + Zona Tampão), conforme previsto no respectivo Plano de Contingência».

Entre as várias medidas de protecção fitossanitária, que podem ser consultadas aqui, encontram-se:

Em citrinos isolados e pomares localizados na Zona Demarcada (Zona Infestada + Zona Tampão), os proprietários de citrinos localizados na zona demarcada são obrigados a: realizar tratamentos fitossanitários frequentes nessas árvores com os produtos fitofarmacêuticos autorizados, cuja listagem é disponibilizada na página eletrónica da DGAV.

O tratamento deve ser realizado à rebentação e repetido 2-3 semanas depois, conforme preconizado pelo produto fitofarmacêutico em questão. Deve ser mantido um registo da realização dos tratamentos, designadamente dos produtos, doses e datas de aplicação; em caso de presença de sintomas da Trioza erytreae, proceder de imediato a podas severas aos rebentos do ano (com destruição dos detritos vegetais pelo fogo ou enterramento no local); são igualmente notificados da proibição do movimento de qualquer vegetal ou parte de vegetal de citrinos – ramos, folhas, pedúnculos (excepto frutos) desse local.

Estas e outras medidas aplicam-se igualmente às outras plantas hospedeiras do insecto, designadamente vegetais de Fortunella, Poncirus e seus híbridos, Casimiroa, Clausena, Choisya, Murraya, Vepris e Zanthoxylum, com excepção de frutos e sementes.

Alerta-se que este insecto, para além de provocar estragos directos, pode veicular uma doença muito grave dos citrinos denominada Huanglongbing (ou Citrus greening) causada por uma bactéria muito destrutiva Candidatus Liberibacter africanus.

A DGAV alerta para que caso se observem os sintomas em plantas de citrinos deve ser imediatamente reportado à Direcção Regional de Agricultura e Pescas de cada região.

Fonte: Agroportal

Croquetes, chamuças, lasanha, bolas de Berlim, arroz doce, colas - tudo isto e muitos outros alimentos vão ser proibidos nos bares dos hospitais.

Veja a lista exaustiva que está no despacho n.º 11391/2017 do governo sob a forma de vídeo, clicando aqui.

Fonte: Observador

Roda das Calorias Interativa

  • Monday, 08 January 2018 10:24

A Câmara Municipal de Odivelas em parceria com o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde desenvolveu um material interativo simples e intuitivo, e que tem como objetivo promover escolhas alimentares mais saudáveis.

Este material é adaptado de anteriores materiais produzidos pela Plataforma contra a Obesidade da DGS e utiliza a imagem da nova Roda dos Alimentos Mediterrânica também co-produzido pela DGS.

Esta Roda das Calorias permite relacionar a quantidade de calorias presente em alguns alimentos com a atividade física que é necessária realizar para as gastar. Possui ainda algumas informações adicionais como a quantidade de gordura ou fibra presente nos alimentos, podendo ser consultada em qualquer lugar.

Clique aqui para consultar esta ferramenta.

Fonte: Nutrimento

O Bolo-Rei típico desta altura das festas representa, segundo a história, as oferendas dos três reis magos. O doce tradicional português célebre por conter dois elementos surpresa misturados na massa.

Quem encontrasse no interior do bolo a fava seca tinha de pagar o bolo-rei no ano seguinte. A quem calhasse o brinde, que fazia a delícia das crianças, dizia-se que ganhava sorte.

Até há alguns anos o bolo-rei era confecionado e vendido com fava e brinde, normalmente de metal, misturados no bolo, mas após uma lei de 2011 relativa à mistura direta de brindes em géneros alimentícios é raro encontrar à venda o bolo com o tradicional brinde.

Mas é proibido comercializar bolo-rei com brinde?

O inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Pedro Portugal Gaspar, confirma que a legislação que regula esta matéria não proíbe a venda do bolo com brinde, mas “houve um conjunto de requisitos que foram impostos para essa comercialização e, eventualmente, terá havido uma confusão com uma proibição generalizada”.

O responsável pela ASAE garante que a lei não impede a comercialização do tradicional bolo-rei com brinde, apenas proíbe a venda de géneros alimentícios com mistura direta de brinde. Isto é, “não é proibido” mas também não é “permitido como era até há uns anos a esta parte”, diz Pedro Portugal Gaspar.

“Há uma possibilidade de comercialização sujeita a regras mais apertadas a dois níveis, quanto à substância e quanto à rotulagem”, acrescenta ainda.

A mistura indireta de brindes em géneros alimentícios é permitida, segundo a legislação, desde que obedeça a certos requisitos como: ser distinguíveis dos géneros alimentícios pela sua cor, tamanho e apresentação; satisfazer os requisitos estabelecidos na legislação relativa ao tipo de produtos que o brinde configure; e ser concebidos e apresentados de molde a não causar riscos, no ato de manuseamento ou ingestão, à saúde ou segurança dos consumidores, nomeadamente asfixia, envenenamento, perfuração ou obstrução do aparelho digestivo.

É comum associar a proibição da velha tradição de misturar o brinde no bolo-rei à ASAE, mas Pedro Portugal Gaspar contraria esta ideia.

A legislação que condicionou a comercialização do tradicional Bolo-Rei, com brinde e fava, era referente apenas à mistura direta do brinde no bolo. No entanto, também a fava deixou de aparecer no bolo. A lei também abrange a fava?

O bolo-rei, contrariamente ao que se pensa nos últimos anos, pode continuar a ser confecionado e comercializado como manda a tradição – com brinde e fava – desde que se obedeça aos requisitos previstos pela legislação.

Fonte: RTP Notícias

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu frutos secos e produtos à base de carne e de confeitaria, no valor aproximado de 9.000 euros, e suspendeu a atividade de dois estabelecimentos, anunciou o organismo no passado dia 6 deste mês.

Durante o período do Natal e Ano Novo, a ASAE realizou várias ações de fiscalização com "especial enfoque" nos produtos alimentares consumidos nesta época do ano, como bacalhau, borrego, cabrito, leitão, azeite, peru, polvo, doces e frutos secos.

As ações tiveram como objetivo "verificar e garantir a segurança alimentar dos géneros alimentícios ao dispor do consumidor", adianta a ASAE em comunicado.

Segundo a ASAE, foram fiscalizados 420 operadores económicos, tendo sido instaurados um processo-crime por comercialização de géneros alimentícios deteriorados e 49 processos de contraordenação.

As principais infrações detetadas foram o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, falta de requisitos em géneros alimentícios, deficiência ou inexistência de implementação da HACCC (sistema de gestão de segurança alimentar).

Incumprimento dos requisitos de rotulagem, falta de mera comunicação prévia, incumprimento das regras de rastreabilidade e rotulagem da carne e a falta de preços em bens foram outras infrações detetadas.

Na sequência das inspeções, foi determinada a suspensão de atividade de dois estabelecimentos, por falta de requisitos de higiene, e apreendidas cerca de 6.000 unidades de produtos à base de carne, produtos de confeitaria e frutos secos, no valor aproximado de 9.000 euros.

Fonte: Diário de Notícias