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O fabricante de leite para bebé Lactalis e as autoridades francesas ordenaram a retirada total de milhões de produtos por receios de contaminação com a bactéria salmonela, noticiam esta segunda-feira as agências de notícias internacionais.

A empresa está presente em Portugal e, contactada pela agência Lusa, respondeu apenas que a administração está fora em reunião. A Lusa contactou igualmente a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, que remeteu para Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), da qual se aguarda resposta. Segundo a agência Associated Press (AP), a empresa, uma das maiores do mundo neste segmento, disse ter sido avisada pelas autoridades de saúde em França de que 21 crianças tinham ficado doentes desde o dia 01 de dezembro.

A France Presse (AFP) noticia por sua vez que o governo francês anunciou no domingo a retirada massiva de leites infantis fabricados pelo grupo Lactalis, destinados a França e a mercados estrangeiros, devido a um risco de contaminação por salmonela. De acordo com a lista publicada pelas autoridades francesas, a recolha afeta consumidores em vários países, incluindo a Inglaterra, Grécia, Marrocos, África do Sul, Peru e Colômbia, Paquistão, Bangladesh e China.

Os Estados Unidos, o maior mercado da Lactalis, não são afetados, segundo a AP. Estão também incluídos Argélia, Taiwan, Roménia e Geórgia, acrescenta a AFP. O porta-voz da companhia Michel Nalet disse hoje à AP que a recolha "preventiva" recai sobre milhões de produtos feitos desde meados de fevereiro.

A retirada "abrange cerca de 7.000 toneladas de produtos fabricados" e potencialmente contaminados, afirmou a mesma fonte à AFP. A salmonela causa intoxicações alimentares, além de gastroenterite e outras infeções mais graves. São bactérias particularmente perigosas em crianças pequenas, pessoas idosas ou com sistema imunitário débil.

Fonte: Correio da Manhã

A pesca da sardinha vai começar um mês mais tarde em 2018 e de forma mais controlada, estando definitivamente afastado um cenário de paragem total, disse, esta segunda-feira, em Bruxelas, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

"Afastámos definitivamente o cenário de acabar com a pesca" da sardinha, disse Ana Paula Vitorino, sublinhando que houve um acordo para que seja feita de modo controlado e sustentado.

A ministra, que falou aos jornalistas após uma reunião trilateral com a sua homóloga espanhola, o comissário europeu para o setor e o diretor-geral das Pescas da Comissão Europeia, sublinhou que ficou acordado entre as duas capitais -- e com o aval de Bruxelas -- que a campanha da sardinha começará um mês mais tarde", no início de maio.

Por outro lado, segundo o plano traçado por Portugal e Espanha, haverá mais controlo, sendo estabelecidas "áreas de não pesca se forem avistados juvenis".

"Queremos que haja pesca em 2018 e nos anos seguintes", sublinhou a governante, esclarecendo que a Comissão Europeia se mostrou recetiva ao plano comum de Portugal e Espanha.

"Vamos continuar a trabalhar para uma pesca sustentável", disse, exemplificando com uma proposta de Lisboa de envolver o setor das pescas na gestão das unidades populacionais ('stocks'): "Começa a haver pescadores nos cruzeiros científicos de observação dos cardumes".

Para a ministra, este é "um bom princípio de fiscalização mútua".

O plano luso-espanhol está a ser analisado por Bruxelas e o Governo espera resposta da Comissão Europeia aos pedidos de esclarecimento entretanto satisfeitos.

De acordo com o parecer científico do ICES, divulgado no dia 20 de outubro, o 'stock' de sardinha tem vindo a decrescer de 106 mil toneladas em 2006 para 22 mil em 2016, por isso, recomenda que, em 2018, seja suspensa a captura deste peixe.

Contudo, aponta para vários cenários de capturas, estabelecendo como limite 24.650 toneladas.

Já em 2016, o organismo científico recomendava que Portugal devia parar por completo a pesca da sardinha durante um período mínimo de 15 anos, para que o 'stock' de sardinha regresse a níveis aceitáveis.

Fonte: Jornal de Notícias

E, de repente, foi o pânico: a Comissão Europeia teria planos para acabar com os kebabs, o apetitoso fast food de carne grelhada em espeto giratório, oriundo da Turquia, que se generalizou por cá. Os títulos repetiram-se nos sites internacionais de notícias, houve políticos alemães a falar em perda de milhares de empregos, industriais do ramo arrepelaram os cabelos. Em causa estaria a intenção de proibir os fosfatos na preparação daquela carne, sem os quais o kebab deixaria de ser o que é. Mas, não é assim. Os fosfatos já são banidos por lei na carne do kebab, que, afinal, não está em risco de extinção.

Na semana que passou, a Comissão emitiu um comunicado negando a intenção de pôr fim à apreciada iguaria e o seu objetivo é, pelo contrário, passar a permitir o uso de fosfatos naquela carne. Só que isso não agrada aos eurodeputados, uma vez que há estudos que apontam para uma relação perigosa entre aqueles aditivos e um maior risco de doenças cardiovasculares.

Afinal o que é que vai acontecer aos kebabs na União Europeia?

A melhor resposta é esta: nada. Vai tudo ficar como já estava, seja qual for o sentido de voto do Parlamento Europeu (PE) que, entre os dias 11 e 14 deste mês, terá de votar em sessão plenária a proposta da Comissão Europeia, não para proibir a venda de kebabs, mas para permitir que eles passem a conter fosfatos. É verdade, o o uso de fosfatos na carne dos kebabs vendidos na Europa não é atualmente permitido, justamente por causa das leis europeias em vigor, e a proposta que a Comissão agora avança é que essa carne seja mais uma exceção no uso desses aditivos. Como contribuem para que a carne mantenha o teor de água enquanto é grelhada, ficaria assim "mais suculenta".

Só que, a autorização para que isso aconteça tem de ser dada pelo Parlamento Europeu (PE) - a proposta vai a votos na próxima semana - , e a comissão de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar do PE já mostrou um primeiro cartão vermelho à ideia da comissão, quando votou contra ela há duas semanas. Se a maioria dos eurodeputados (terão de perfazer 376 votos) secundar o parecer daquela comissão na votação plenária, então a proposta da Comissão será rejeitada. E a carne de kebab terá de continuar a ser comercializada na União Europeia sem os aditivos, como já agora acontece - embora, segundo o Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no PE, que integra a família socialista europeia, isso nem sempre seja cumprido. De acordo com um documento divulgado por aquele grupo político em 28 de novembro, há carne de kebab congelada com aqueles aditivos que é comercializada na Europa como se nada fosse, "constituindo um perigo para a saúde pública".

Os eurodeputados da comissão de Ambiente têm argumentos de peso contra a utilização dos fosfatos na carne, baseados nos resultados de estudos de 2012 que apontam para que a ingestão daqueles químicos implica um risco acrescido de doenças cardiovasculares. Os fosfatos em causa são "o ácido fosfórico, os di e trifosfatos, e os polifosfatos", ou seja, os "E-338 e E-452" na nomenclatura europeia, segundo um comunicado do PE.

"Dado que há estudos científicos significativos que detetam fosfatos em carne e que demonstram que eles têm consequências negativas na saúde humana, não deveria haver sequer necessidade desta votação", disse a eurodeputada dinamarquesa Christel Shaldemose, da comissão Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar do PE, e uma das que liderou a preparação da resposta à Comissão Europeia. Resta saber qual será a votação em plenário na próxima semana. Uma coisa é certa, os europeus vão continuar, tranquilamente, a deliciar-se com os kebabs.

Fonte: Diário de Notícias

Com o Natal à porta, começa a corrida aos calendários do advento, muito apreciados por miúdos e graúdos. No início de novembro, A DECO realizou um estudo com as congéneres Test-Achats (Bélgica), Altroconsumo (Itália) e OCU (Espanha). Cada país analisou 5 marcas à venda nos respetivos mercados nacionais, num total de 20 produtos. Em Portugal, a DECO comparou as 5 marcas de calendários do advento disponíveis na altura nas principais cadeias de supermercado da região de Lisboa: El Corte Inglés, Favorina (Lidl), Ferbar, Jacquot e Pingo Doce. O objetivo do estudo foi determinar a presença de hidrocarbonetos de óleos minerais (MOSH e MOAH), substâncias consideradas potencialmente perigosas para a saúde, no chocolate desses calendários.

O calendário do advento El Corte Inglés contém hidrocarbonetos aromáticos de óleos minerais (MOAH). Por precaução, não é aconselhado o consumo deste chocolate. Além disso, a DECO encontrou pequenas quantidades de hidrocarbonetos saturados de óleos minerais (MOSH) em todas as marcas. Entretanto a situação já foi reportada à ASAE.

Após a divulgação dos resultados do estudo, o El Corte Inglés reagiu e mandou retirar das prateleiras o calendário do advento de Natal, tanto em Portugal como em Espanha.

MOAH e MOSH: por que devemos evitar

A Europen Food Safety Authority (EFSA, Autoridade Europeia de Segurança Alimentar) admite que os MOAH têm um "potencial risco cancerígeno". Os MOSH não são potencialmente cancerígenos, mas tendem a acumular-se em vários órgãos. Segundo a EFSA, "atualmente é impossível determinar os efeitos para a saúde da acumulação de MOSH".

As agências para a segurança alimentar de França, Bélgica e Alemanha também emitiram pareceres onde recomendam que se limite ao máximo a exposição dos alimentos aos MOAH. Quanto aos MOSH, aconselham a minimização da contaminação alimentar.

Estes hidrocarbonetos de óleos minerais são moléculas que derivam de processos de refinação do petróleo, carvão, gás natural ou biomassa. Podem chegar aos alimentos por via ambiental ou de lubrificantes usados nos equipamentos durante a produção. Outro meio possível são os resíduos resultantes da migração de materiais em contacto com os alimentos.

Por exemplo, alguns sacos que armazenam o cacau e o papelão reciclado usado para proteger o chocolate podem conter estas substâncias e contaminar o produto final. Também um aditivo alimentar, presente em ceras micro-cristalinas, pode contaminar os alimentos. Neste último caso, essas ceras não são permitidas no chocolate.

Fonte: DECO PROTESTE

A dieta mediterrânica é das mais cobiçadas do mundo e não é difícil perceber o porquê.

Inspirada nos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, a deita mediterrânica é muito mais do que um padrão alimentar, é um estilo de vida que dá prioridade aos alimentos saudáveis, aos alimentos cultivados perto de casa e ainda às refeições feitas em família.

De acordo com Direção-Geral da Saúde, a dieta mediterrânica assenta, fundamentalmente, nos seguintes pontos:

1 - "Consumo elevado de alimentos de origem vegetal (cereais pouco refinados, produtos hortícolas, fruta, leguminosas secas e frescas e frutos secos e oleoginosos)";

2 - "Consumo de produtos frescos , pouco processados e locais, respeitando a sua sazonalidade";

3 - "Utilização do azeite como principal gordura para cozinhar ou temperar alimentos";

4 - "Consumo baixo a moderado de lacticínios";

5 - "Consumo frequente de pescado e baixo e pouco frequente de carnes vermelhas";

6 - "Consumo de água como a bebida de eleição e baixo e moderado consumo de vinho a acompanhar as refeições principais";

7 - "Realização de confeções culinárias simples e com os ingredientes nas proporções certas";

8 - "Prática de atividade física diária";

9 - "Fazer as refeições em família ou entre amigos, promovendo a convivência entre as pessoas à mesa".

Mencionada pela primeira vez em meados dos anos 50 do século passado, a dieta mediterrânica tem conseguido um estatuto que nenhuma outra dieta conseguiu e possivelmente vai conseguir alcançar. E não é difícil perceber o porquê, não fosse toda a essência mediterrânica uma fonte de saúde por excelência.

De acordo com a revista norte-americana Men's Health, são seis as principais razões para se manter fiel à dieta mediterrânica, um estilo de vida que, infelizmente, os portugueses parecem estar a dar cada vez menos valor (e os elevados níveis de obesidade dos dias de hoje são prova clara disso).

Eis porque a alimentação mediterrânica é uma boa aposta:

Melhora a saúde do coração, uma vez que faz do peixe e das gorduras saudáveis protagonistas, oferecendo antioxidantes e ácidos gordos ómega 3 que atuam como escudos protetores do órgão vital;

O cérebro não irá envelhecer tão depressa, visto que os ácidos gordos ómega 3 e as vitaminas do complexo B que marcam presente nos alimentos que compõe esta dieta já se mostraram mais do que eficazes na hora de estimular a saúde cerebral, atuando mesmo como travão para o declínio cognitivo e desenvolvimento de Alzheimer;

A visão fica melhorada e tudo à boleia dos excelentes níveis de antioxidantes das frutas e vegetais - que são a base da alimentação;

O risco de vários tipo de cancro é reduzido e graças ao poder que este tipo de alimentação tem em reforçar o sistema imunitário e promover o peso saudável;

A saúde renal fica também melhorada, não só pelo maior consumo de água, mas também pelo simples facto de os alimentos processados não serem uma constante no dia a dia.

Fonte: ANILACT

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penela recusou que a situação de emergência que levou esta terça-feira 18 utentes da instituição aos hospitais de Coimbra tenha tido origem numa intoxicação alimentar. "Não há intoxicação alimentar nenhuma, foi um foco gripal mais complicado por se tratar de uma população idosa e débil, como são os utentes do lar. Lamento o alarmismo que se gerou em redor disto", disse à agência Lusa Fernando Antunes.

O provedor da Misericórdia de Penela informou que 18 utentes da instituição foram transportados ao hospital por apresentarem sintomas de vómitos e diarreia, após uma utente "com várias patologias e também uns vómitos" ter sido avaliada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) na instituição, depois da médica de família da doente ter indicado que devia ir ao hospital. "O INEM, e bem, aproveitou para fazer o despiste de alguns sintomas de vómitos e diarreias [noutros utentes do lar] e transportou 18 para Coimbra.

No total, são 21, porque desde sábado já outros três tinham ido ao hospital com os mesmos sintomas, foram medicados para a gripe e regressaram", adiantou Fernando Antunes. "Estamos expectantes e crentes de que a maioria [dos utentes transportados aos hospitais de Coimbra] vai regressar hoje, depois de medicados como os outros", sustentou.

Embora argumente que não é médico, o provedor da instituição, ex-autarca de Penela e antigo deputado à Assembleia da República, reafirmou "a certeza" que de não se tratou de uma intoxicação alimentar.

"Servimos 220 refeições por dia em várias valências, também no apoio domiciliário, não é só no lar e toda a gente come da mesma comida. Lamento o alarmismo causado por quem disse isso lá para o CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro], mas temos a certeza de que é a gripe que anda por aí", frisou.

Numa primeira informação, o CDOS de Coimbra informou que 23 utentes do lar da Santa da Casa da Misericórdia de Penela tinham apresentado sintomas de uma intoxicação alimentar e até às 14h30 desta terça-feira apenas nove deles tinham sido transportados para os hospitais de Coimbra.

Os restantes continuavam a ser analisados pelas autoridades médicas, no local. "Tudo indica que seja intoxicação alimentar", disse a mesma fonte. Cerca das 17:30, o CDOS atualizou a informação, indicando que 20 utentes foram transportados aos hospitais por meios do INEM e dos bombeiros de Penela, Condeixa-a-Nova e Miranda do Corvo, num total de 18 operacionais e dez viaturas.

Fonte: Correio da Manhã

De acordo com o artigo 4º do Decreto-lei nº 148/2008 de 29 de Julho alterado pelo Decreto-lei nº 314/2009 de 28 de Outubro, a introdução de medicamentos veterinários no mercado nacional depende da autorização do Diretor-Geral de Alimentação e Veterinária.

Qualquer substância, ou associação de substâncias, apresentada como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças em animais ou dos seus sintomas é um medicamento veterinário, que carece de autorização e registo da DGAV para que seja comercializado e utilizado em território nacional. A comercialização de medicamentos veterinários em território nacional com desrespeito pelas normas relativas à autorização de introdução no mercado a que se referem os artigos 4.º a 32 constitui contraordenação punível com coima de acordo com o artigo 114º do mencionado Decreto.

Os medicamentos veterinários que estão registados e autorizados em Portugal para a espécie-alvo “Abelhas” são os seguintes: lista dos medicamentos veterinários registados e autorizados em Portugal para Abelhas.

Fonte: DGAV

8ª Edição do "BRC Global Standard Food Safety"

  • Wednesday, 29 November 2017 10:58

A BRC Global Standards publicou o rascunho da 8ª edição do "BRC Global Standard Food Safety".

Trata-se de uma organização responsável pela proteção do consumidor e de marcas, através da gestão da qualidade, segurança e de critérios operacionais, garantindo que os produtores cumprem as suas obrigações legais, de forma a beneficiar e proteger o consumidor final.

Fonte: Qualfood

Portugal volta a abster-se na votação europeia para renovar a licença do glifosato por mais cinco anos. A informação foi confirmada à RTP pelo Ministério da Agricultura, no dia em que os Estados-membros voltam a tentar chegar a acordo quanto ao prolongamento da licença do polémico herbicida.

"Tendo em conta que os estudos existentes não são conclusivos, o Governo português mantém uma posição de reserva, abstendo-se. Por outro lado, Portugal já proibiu o uso de glifosato nos espaços públicos. Além de que este produto não tem aplicação direta sobre os alimentos", explicou o Ministério da Agricultura à RTP.

No último mês, os representantes dos 28 Estados-membros da União Europeia já falharam por duas vezes um acordo sobre a renovação da licença de glifosato.

A decisão voltou recentemente a ficar suspensa na reunião de peritos do Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal tendo sido adiada para a passada segunda.

Em junho de 2016, a Comissão Europeia propôs o prolongamento da licença de utilização do glifosato por quinze anos, o prazo máximo permitido pelo direito comunitário.

Os protestos não se fizeram esperar em várias partes do mundo contra o uso deste herbicida, já considerado “provavelmente cancerígeno” pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Comissão Europeia acabou por adiar a decisão por um período de 18 meses, que terminará a 15 de dezembro próximo.

No passado dia 9 de novembro, os representantes dos 28 Estados-membros da União Europeia voltaram a falhar um acordo sobre a renovação da licença de glifosato. Acontece que nem a proposta da Comissão Europeia de prolongar a licença por dez anos, nem a mais recente, por cinco anos, reuniram suficiente apoio dos Estados-membros.

"A maioria dos Estados-membros (14) apoiou a proposta da Comissão, tendo havido nove votos contra e cinco abstenções" na reunião de peritos do Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal, revelou na altura a Comissão Europeia, não tendo por isso, mais uma vez, havido uma maioria qualificada.

Foram 14 os Estados-membros que votaram a favor da nova proposta, incluindo a Dinamarca, o Reino Unido, Irlanda, Espanha, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, Finlândia, Estónia, Letónia, Suécia, Lituânia, República Checa e os Países Baixos.

Maioria qualificada

Estes países representam 36,95 por cento dos votantes. Nove Estados votaram contra, nomeadamente Bélgica, Itália e França. Os restantes cinco - Portugal, Alemanha, Polónia, Bulgária e Roménia - abstiveram-se.

Para a aprovação ou rejeição da proposta da Comissão Europeia é necessária uma maioria qualificada de 55 por cento dos estados-membros que representem 65 por cento da população da União Europeia.

Já a 25 de Outubro, a votação para alargamento da proposta de extensão do uso do glifosato por dez anos tinha sido suspensa devido à forte probabilidade de chumbo dos Estados-membros.Em março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o herbicida como “provavelmente carcinogénico para humanos”.

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) fez uma recomendação considerando o glifosato seguro para utilização pública, mas alguns órgãos de comunicação como o The Guardian ou o Le Monde acusaram a agência de ter no relatório uma centena de páginas que parecem ter sido copiadas de um pedido de autorização de comercialização do produto, arquivado em 2012 pela Monsanto.

A controvérsia tem sido muita quanto à natureza carcinogénica do glifosato. É na agricultura que este herbicida é mais usado. Foi inventado nos anos 70, pela multinacional americana Monsanto.

Hoje em dia, só em Portugal, há mais de 20 marcas que comercializam glifosato. Na Europa, há mais de 300 herbicidas à base de glifosato de cerca de 40 empresas diferentes.

Fonte: RTP Notícias

“A paragem das embarcações decorre pelo período de 30 dias seguidos, a cumprir entre a data de entrada em vigor do presente diploma [hoje] e 30 de abril de 2018”, lê-se no Regulamento do Regime de Apoio à Cessação Temporária das Atividades de Pesca com Recurso a Artes de Cerco, publicado ontem em Diário da República através da PORTARIA N.º 363/2017.

A interdição abrange as embarcações licenciadas para operar com artes de cerco na zona 9, definida pelo Conselho Internacional para a Exploração do Mar (CIEM), que tenham operado, pelo menos, 120 dias nos dois anos civis anteriores à data da apresentação do pedido de apoio, e também as que apresentarem em, pelo menos, um dos últimos 3 anos anteriores à data de apresentação da candidatura, um volume de descargas de sardinha não inferior a 5% do total de pescado descarregado.

O armador fica obrigado a informar a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos do período de paragem da embarcação, no prazo máximo de 48 horas após o seu início.

A cessação temporária de atividade da embarcação é comprovada mediante a entrega da licença de pesca na capitania pelo armador, até ao primeiro dia da paragem.

Na portaria, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, explica que o apoio à cessação temporária das atividades de pesca, por um período de 30 dias, é feito com o enquadramento da Regulamentação europeia que prevê um máximo de seis meses de paragem temporária durante o período total de vigência do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP).

Este ano, a pesca da sardinha teve um limite de capturas, em conjunto com outras limitações à pesca com interdição das atividades nos primeiros meses do ano, e restrições às capturas diárias.

“O limite de descargas foi atingido em final de outubro, determinando o encerramento da pesca da sardinha com artes de cerco”, afirma a ministra no diploma.

Dos apoios concedidos à paragem da atividade da pesca podem ser beneficiários os armadores e pescadores das embarcações licenciadas para operar com artes de cerco em 2017, caso a cessação da atividade ocorra integralmente no decurso deste ano, ou em 2017 e 2018, caso a cessação da atividade ocorra, total ou parcialmente, no decurso deste último ano.

As candidaturas podem ser apresentadas pelos armadores junto das Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP), no prazo de 15 dias úteis contados do início do período de paragem.

Fonte: Sapo24