Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

A ASAE apreendeu 31 toneladas de géneros alimentícios de origem animal, na zona do Grande Porto.

Segundo refere esta autoridade em comunicado, a ação de fiscalização foi direcionada a grossistas e armazenistas de produtos de origem animal.

Durante a ação foi fiscalizado um entreposto frigorífico, no qual se procedia ao armazenamento de produtos alimentares sujeitos a temperatura controlada, tendo sido determinada a suspensão da atividade do mesmo, uma vez que se encontrava a funcionar sem as necessárias vistorias e autorização das entidades competentes.

Foram apreendidas cerca de 31 toneladas de géneros alimentícios nomeadamente, carnes e produtos à base de carnes, pescado e produtos da pesca, pratos pré-cozinhados e produtos lácteos, num valor aproximado de 150 mil euros.

Fonte: Notícias ao Minuto

Contaminações de origem “natural”

  • Tuesday, 14 November 2017 10:53

Todos temos noção que os Europeus não consideram como “perigosas“ as contaminações de origem “natural“, só a contaminação de alimentos com “químicos“ estão no seu radar de preocupações. Felizmente existem especialistas que alertam para os graves problemas que as toxinas de origem “natural“ podem ter para a saúde Humana.

Se lhe pedíssemos para pensar em algo perigoso ou tóxico, o mais certo é que lhe ocorra na ideia um produto químico. Estamos certos? E se, pelo contrário, lhe pedíssemos para pensar em algo extremamente saudável? É provável que pense em produtos naturais. A verdade é que esta associação entre químicos e o perigo ou toxicidade, ou entre algo bom para a saúde e os produtos naturais, é um preconceito da nossa cultura baseado em estereótipos e não na real perigosidade ou risco dos componentes dos produtos.

Na realidade, a indústria química tem, ao longo dos anos, sido tão controlada e auditada, agindo sobre grande escrutínio da inspecção das autoridades para a saúde pública, que quase arriscamos dizer-lhe, com base nas notícias dos últimos anos, que é quase impossível ser envenenado por um produto agrícola e é mais provável ser envenenado por um produto alegadamente natural (recorde que em 2011, rebentos de feijão orgânicos, contaminados pela bactéria E. Coli, foram responsáveis por, pelo menos 35 mortes na Alemanha).

Outro caso é o tema das Micotoxinas, um perigo natural escondido na alimentação humana e animal. As micotoxinas são toxinas produzidas por fungos que colonizam as culturas agrícolas.

Um estudo realizado pelo Adersons Centre e o HFFA Research GmbH aprofundou o impacto que as micotoxinas podem ter nas cadeias de distribuição agrícolas, de rações e de alimentos na União Europeia e as subsequentes implicações para a saúde humana e animal. A verdade é que as micotoxinas têm estado constantemente no top 3 das causas de alertas de segurança alimentar em alimentos para humanos e animais no RASFF, o Sistema de Alerta Rápido para os Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais da Comissão Europeia.

As micotoxinas representam um desafio crescente para a segurança alimentar europeia, que necessita de ser assumido pelos legisladores. O seu controlo passa pela adoção e promoção das boas práticas agrícolas, onde se inclui a produção integrada, a rotação de culturas e as boas condições de armazenamento, assim como uma utilização responsável de fungicidas. A redução de produtos fitofarmacêuticos terá um impacto direto na capacidade de os agricultores mitigarem as contaminações por micotoxinas.

Da próxima vez que lhe falarem em produtos saudáveis, talvez este texto o incentive a colocar mais perguntas.

Fonte: Agroportal

Para além de combater doenças, os antibióticos são usados na produção animal para garantir o crescimento dos animais de consumo humano. Contudo, o uso abusivo destas substâncias pode estar a pôr em risco o futuro da medicina ao contribuir para uma crescente resistência a antibióticos por parte das bactérias, cada vez mais difíceis de matar.

"A ciência mostra que o uso abusivo de antibióticos em animais pode contribuir para a o crescimento da resistência a antibióticos", informa Kazuaki Miyagishima, diretor do departamento de segurança alimentar da Organização Mundial de saúde (OMS). Muitas bactérias responsáveis por graves infeções a seres humanos já desenvolveram resistência a todos ou quase todos os tratamentos existentes hoje em dia, reporta a OMS, e não existem até agora soluções alternativas.

"A falta de antibióticos eficazes é uma ameaça à segurança tão grave como o surto repentino de uma doença mortal", afirma o diretor-geral da OMS Tedros Ghebreyesus, que defende que não só a indústria alimentar, mas todos os setores devem agir de modo a contrariar esta realidade.

Para a OMS, o uso de antibióticos em animais saudáveis só deve ser considerado caso algum animal do mesmo grupo – manada, bando ou cardume – tenha sido diagnosticado com alguma infeção, para evitar a propagação da mesma.

Um relatório publicado no The Lancet Planetary Health descobriu que reduzir a quantidade de antibióticos dados a animais de consumo humano reduz em 39% o aparecimento de bactérias resistentes a antibióticos, nestes mesmos animais. Este estudo, relata a OMS, inspirou a organização a criar uma série de novas diretrizes sobre a matéria.

Sempre que possível, os animais doentes devem ser testados, de modo a serem tratados com o antibiótico mais adequado, recomenda a organização. Devem ser ainda priorizados os medicamentos "menos importantes" para a saúde humana, no tratamento dos animais.

Em alternativa ao uso de antibióticos, e como medida de prevenção de doenças, a OMS recomenda a melhoria das condições de higiene, a vacinação consciente dos animais e mudanças nas práticas de criação de gado.

Desde 2006 que a União Europeia proibiu o uso desregulado de antibióticos em animais saudáveis para efeitos somente de crescimento. Contudo, nos EUA e na Ásia o uso das substâncias ainda não se encontra regulado.

"O volume de antibióticos utilizados em animais continua a aumentar em todo o mundo, impulsionado por uma crescente procura por alimentos de origem animal, muitas vezes produzidos por meios de criação intensiva", acrescenta Miyagishima.

Em alguns países, cerca de 80% do consumo de antibióticos importantes à saúde humana dá-se exclusivamente no setor animal.

Fonte: Visão

O Observador traça o cenário das cantinas escolares atuais: alimentos deteriorados, com qualidade ou composição alterada, ou mesmo em estado de decomposição ou putrefação.

De acordo com o jornal, terá sido isto que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encontrou em diversas cantinas e refeitórios escolares durante as ações de fiscalização que decorreram nos últimos três anos.

Como resultado disso, “foram instaurados 20 processos crime por géneros alimentícios corruptos, por géneros alimentícios avariados, por fraude sobre mercadorias e por corrupção de substâncias alimentares e suspensa a atividade em 13 operadores económicos/estabelecimentos”, justificou a ASAE.

Com género alimentício corrupto, aquela autoridade refere-se ao “género alimentício anormal, por ter entrado em decomposição ou putrefação ou por encerrar substâncias, germes ou seus produtos nocivos ou por se apresentar de alguma forma repugnante”.

Por sua vez, com género alimentício avariado refere-se ao “género alimentício anormal que, não estando falsificado ou corrupto, se deteriorou ou sofreu modificações de natureza, composição ou qualidade, quer por ação intrínseca, quer por ação do meio, do tempo ou de quaisquer outros agentes ou substâncias a que esteve sujeito”, de acordo com o decreto-lei que define as infrações antieconómicas e contra a saúde pública.

Ao todo, no país existem 1.148 refeitórios distribuídos pelas escolas públicas de 2.º, 3.º ciclos e ensino secundário. Desses, a ASAE fiscalizou cerca de 800 – tendo ficado cerca de 30% dos espaços por fiscalizar.

Dos fiscalizados, foram instaurados 228 processos de contraordenação devido ao “incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene”, assim como à “inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos), não atualização dos documentos que descrevem o processo ou processos baseados nos princípios do HACCP, falta de inspeção periódica à instalação de gás e falta do livro de reclamações”, descreve a ASAE.

O HACCP tem por objetivo evitar potenciais riscos que possam causar danos aos consumidores, através da eliminação ou redução de perigos, de forma a impedir que sejam colocados à disposição do consumidor alimentos não seguros.

Esta semana, o refeitório de uma escola de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, apresentou vestígios de ratos, com dejetos num fogão, uma situação que o diretor do agrupamento admitiu que “já não é nova”.

O responsável pelo agrupamento de escolas, Paulo Dias explicou à rádio Onda Livre (de Macedo de Cavaleiros) que os dejetos de rato foram encontrados, na quarta-feira, num fogão que não estava a ser usado, mas que se encontra no refeitório onde são servidas refeições a crianças do 3º ao 6º anos.

A Lusa fez vários contactos para a escola e obteve como resposta que estava “em reunião” e “ocupado” o director que à rádio de Macedo de Cavaleiros afirmou que “a porta da cozinha está sempre aberta” e que os ratos podem ter entrado vindos de “algum ninho” que tenha sido movido nas obras do ginásio que decorrem no parque escolar”.

Segundo disse, “isto não é uma situação nova” e “sempre que as temperaturas baixam há uma tentativa de entrada de ratos e até de outros animais”.

A Lusa tentou obter informação sobre os procedimentos neste tipo de situações junto da Unidade de Saúde Pública da ULS do Nordeste que informou não ter sido “contactada para intervir neste caso”.

No dia em que foram detectados os dejectos de rato no fogão, as refeições terão sido servidas aos alunos noutro espaço, segundo indicou o director, afiançando que, na quinta-feira, os almoços regressaram àquele refeitório, depois da limpeza do espaço.

O caso aconteceu no polo 2 do agrupamento de escolas de Macedo de Cavaleiros e no referido refeitório não são confecionadas refeições, já que as mesmas são servidas por uma empresa externa. Na mesma cozinha funcionam as actividades práticas dos alunos dos cursos de restauração, como refere a Onda Livre.

O diretor garantiu ainda que não terão sido encontrados “vestígios de ratos noutras partes da escola”. No entanto, esta não é uma situação nova nem única.

Pelo país, vários alunos têm fotografado pratos com comida imprópria para comer, como rissóis ainda congelados, frango cru com o sangue ainda a escorrer no prato dos alunos, ou até lagartas vivas no meio da salada.

As fotografias, que têm sido partilhadas nas redes sociais, têm gerado uma onda de contestação relativamente à comida que é servida em espaço escolar.

Fonte: ZAP.aeiou

Mais de 400 quilogramas de amêijoa japonesa foram apreendidos em Alcochete, distrito de Setúbal, durante uma ação de fiscalização rodoviária.

Em comunicado, a GNR adianta que o Comando Territorial de Setúbal, através do Posto Territorial de Alcochete, apreendeu na quinta-feira 493 quilogramas de amêijoa japonesa.

“No âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária, os militares abordaram um condutor, que transportava na viatura a amêijoa japonesa, a qual iria ser introduzida para consumo sem que fosse sujeita a uma inspeção, o que pode colocar em risco a saúde pública."

A GNR apreendeu a amêijoa japonesa e elaborou o respetivo auto de contraordenação.

“Os bivalves, após inspeção, e por ainda se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu habitat natural”, adiantou ainda a GNR.

Fonte: TVI24

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica anunciou que apreendeu cerca de uma tonelada de queijo, no valor de 4.795 euros, por suspeitas de incumprimento das condições higio-sanitárias numa unidade de produção de queijo na região Sul.

Em comunicado, a ASAE adiantou ter, através da Unidade Regional do Sul, realizado na semana passada uma ação de fiscalização direcionada para a verificação do cumprimento das condições higio-sanitárias e técnico-funcionais de laboração de uma queijaria, tendo procedido à sua suspensão.

Segundo a ASAE, durante a ação de fiscalização, que decorreu na semana passada, foi detetada a utilização de água na atividade da queijaria que não cumpria os requisitos microbiológicos obrigatórios para possibilitar a sua utilização, não estando dessa forma garantida a potabilidade da mesma.

De acordo com a ASAE, foi confirmada no produto “a presença de bactérias coliformes assim como de Escherichia coli, com grave risco de contaminação das superfícies de laboração e equipamentos, assim como das mãos dos manipuladores, tendo sido determinada a suspensão imediata da unidade industrial até que possa ser reposta a legalidade”.

Durante a operação, a ASAE apreendeu cerca de uma tonelada de queijo fresco num valor que ronda os 4.795 euros, para verificação do cumprimento dos critérios microbiológicos, por forma a garantir a segurança alimentar do produto final e consequentemente a saúde pública dos respetivos consumidores.

A ASAE informa ainda que foi instaurado um processo de contraordenação por incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene.

Fonte: TVI24

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que criadores de gado e indústria alimentar parem de dar antibióticos a animais de consumo humano para estimular o seu crescimento e prevenir doenças não diagnosticadas.

A nova recomendação da OMS visa “ajudar a preservar a eficácia dos antibióticos que são importantes para a medicina humana, reduzindo o uso desnecessário em animais”, segundo uma nota de imprensa publicada no portal da instituição.

A OMS assinala que a utilização excessiva e indevida de antibióticos em animais e pessoas contribui para a “ameaça crescente da resistência” das bactérias a antibióticos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, alguns tipos de bactérias que causam infeções graves em humanos “já desenvolveram resistência à maioria ou mesmo a todos os tratamentos disponíveis”, havendo “poucas opções promissoras” em termos de terapêuticas alternativas.

Para a OMS, o uso de antibióticos em animais saudáveis só deve ser considerado para prevenir doenças que tenham sido diagnosticadas noutros animais da mesma espécie. Sempre que possível, deve ser verificado nos animais doentes qual o antibiótico mais eficaz para tratar a infeção.

Em alternativa à utilização de antibióticos em animais, e como medidas de prevenção de doenças, a OMS aconselha, designadamente, o reforço da higiene e da vacinação e mudanças nas práticas de criação de gado.

Apesar da recomendação, o uso de antibióticos para estimular o crescimento de animais para consumo humano já é proibido na União Europeia desde 2006, sendo que algumas cadeias alimentares adotaram a política de fornecer carne sem antibióticos, salientou a OMS.

Fonte: Dinheiro Vivo

ASAE fecha oito padarias

  • Friday, 10 November 2017 10:41

A ASAE instaurou 45 processos de contraordenação e determinou a suspensão da atividade a oito padarias no âmbito de uma operação de fiscalização dirigida ao setor da panificação em todo o país, indicou aquela autoridade.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) adianta que foi determinada a suspensão da atividade a oito padarias por incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, inobservância dos requisitos das cozinhas e zonas de fabrico e por falta de inspeção periódica à instalação de gás.

A ASAE sublinha que, no total, foram inspecionados 160 operadores económicos, tendo sido instaurados 45 processos de contraordenação.

Aquele órgão de polícia criminal destaca como principais infrações detetadas o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de requisitos das cozinhas e zonas de fabrico, a falta de mera comunicação prévia e o incumprimento dos requisitos exigidos relativos à rotulagem.

Durante a ação de fiscalização, a ASAE apreendeu ainda um instrumento de pesagem por falta de controlo metrológico no valor de 150 euros.

A operação da ASAE realizou-se na última semana de outubro em todo o país e foi direcionada para a verificação das condições e requisitos obrigatórios no setor da panificação.

Fonte: TVI24

Tendências alimentares para 2018

  • Thursday, 09 November 2017 11:12

Como na moda, a alimentação também já apresenta tendências diferentes todos os anos. A CA Whole Foods acabou de revelar aqueles que serão os principais alimentos do próximo ano.

Depois de uma época em que todas as conversas iam dar aos superalimentos e depois também de uma fase em que proteína era a palavra de ordem, eis que o mundo da alimentação se volta a reinventar. E prova disso é a previsão feita pela Whole Foods, que listou aquelas que serão as tendências alimentares do próximo ano.

Passada a emancipação, as alternativas vegetais irão assumir-se como uma presença ainda mais frequente na dieta diária, com especial destaque para os leites vegetais, que são cada vez mais variados. Amêndoa, aveia, arroz, avelã, coco, quinoa e cânhamo são alguns dos ingredientes que prometem fazer as vezes do leite de vaca, contudo, há que prestar atenção ao rótulo e procurar as versões mais puras e isentas de açúcares adicionados.

Ainda na onda de vegetarianismo - que ganha cada vez mais adeptos, seja pelos benefícios cientificamente provados deste regime alimentar ou até mesmo por questões éticas e ambientais -, também os cogumelos serão um dos alimentos mais 'in' do próximo ano, devendo-se variar na tipologia e procurar cozinhá-los da forma mais saudável possível.

As flores serão também uma tendência já em 2018, podendo completar ou ser protagonistas de cocktails, sopas ou pratos mais ou menos requintados. Entre as flores comestíveis estão a lavanda e a rosa.

Tal como já veio a ser frequente ao longo deste ano, os snacks saudáveis vão ganhar cada vez mais espaço, mas há um tipo de snack que promete fazer as delícias de miúdos e graúdos sem pesar na balança e na consciência. Falamos dos 'snacks de ar', isto é, de snacks leves e crocantes ao estilo das pipocas, das frutas desidratadas ou das chips de batata-doce.

Reduzir o desperdício será também uma tendência, mas no próximo ano o segredo passará por usar as cascas dos alimentos para confecionar pratos mais nutritivos e aconchegantes, diz o site Eat This, Not That.

Mas se pensa que 2018 irá virar as costas aos superalimentos, engana-se. O matcha e o açafrão-das-Índias continuarão a ser dois protagonistas, estando previsto um aumento do seu uso em leites vegetais, algo que é já frequente.

As bebidas com bastante espuma, como se consegue com o café e o leite, serão também uma tendência, assim como a leitura atenta dos rótulos, algo que interessa cada vez mais pessoas e que promete melhorar a escolha dos alimentos ingeridos diariamente.

Fonte: Notícias ao Minuto

Os deputados do Parlamento Europeu votaram no passado dia 24 de outubro contra a renovação da autorização de utilização do glifosato no espaço comunitário. A resolução não é vinculativa e carece da decisão final da Comissão Europeia, que suspendeu a votação até ter nova proposta.

No Parlamento Europeu, houve 355 votos a favor da proibição do glifosato, 204 contra e 111 abstenções. A maioria dos deputados votou pela proibição por se opôr a uma prorrogação de 10 anos para a renovação do herbicida, exigindo restrições ao seu uso a partir de 2018 e pedindo uma proibição total até 2022.

Esta semana foram publicados os resultados de uma sondagem, realizada pela SumOfUs, que indica que a maioria dos cidadãos europeus quer ver a utilização de glifosato proibida na União Europeia proibida.

A sondagem do grupo de consumidores europeus revela que grande parte dos cidadãos da Alemanha, França, Itália, Portugal e Grécia quer “a proibição imediata do glifosato, um pesticida encontrado no popular herbicida da Monsanto denominado ‘Roundup’, que tem vindo a ser associado a casos de cancro.”

Em 2015, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) confirmou o resultado das avaliações de risco anteriormente efetuadas pelas autoridades reguladoras ao glifosato e concluiu que o herbicida “não demonstra propriedades carcinogénicas nem mutagénicas e não tem qualquer efeito tóxico sobre a fertilidade, reprodução ou desenvolvimento embrionário”.

Já este ano, foi a vez da Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) emitir o seu parecer em relação ao glifosato, considerando a substância “não cancerígena”.

Entretanto, também no passado dia 24 de outubro, a Associação da Indústria para a Proteção das Plantas (Anipla) enviou uma carta ao Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, em que apelava a que este pudesse dar instruções de voto positivo aos representantes portugueses que participaram na votação comunitária para decidir a renovação da autorização da utilização do glifosato no espaço comunitário.

Para António Lopes Dias, Diretor Executivo da Anipla, “apesar de haver outras substâncias autorizadas para o mesmo efeito, não existe nenhum substituto direto, pelo que a sua retirada causaria grande transtorno na atividade agrícola, no ambiente e até para questões como a segurança e prevenção de incêndios nas florestas.

Os herbicidas presentes no mercado, e cuja composição inclui o glifosato, são fundamentalmente produtos que, se aplicados de acordo com as recomendações, não apresentam riscos nem para o utilizador, nem para o consumidor, e ainda têm vantagens para o meio-ambiente, por permitirem a redução das emissões de carbono como consequência da menor utilização de meios mecânicos, na proteção dos solos para o grave problema da erosão em Portugal, na prevenção dos incêndios nas florestas, nas vias férreas e outras vidas de comunicação, e ainda na defesa dos parques naturais de espécies invasoras.”

Já David Norton, militante do SumOfUs, grupo de cidadãos europeus que faz várias campanhas no sentido de responsabilizar as grandes empresas, defende que “os europeus estão fartos do glifosato e disseram isso de forma clara e inequívoca. Agora, os governos devem defender com firmeza a agricultura progressiva e a segurança pública.

Chega de extensões de licenças da UE ou meias medidas para acalmar os gigantes da indústria agroquímica. O povo de toda a Europa exige a proibição imediata do glifosato. A nossa sondagem também mostra que uma maioria significativa de cidadãos desconfia da independência da avaliação do risco por parte da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, no que se refere à utilização pública do glifosato, a qual ‘copia e cola’ análises, palavra por palavra, diretamente da Monsanto.

Os cidadãos devem poder confiar nessas instituições para obterem informações precisas, mas este escândalo fez com que isso passasse a ser difícil. Mais de 1 milhão de europeus tomaram posição contra o glifosato, através da assinatura de uma petição oficial da UE a pedir a proibição, e está na hora de a nossa voz ser ouvida.”

Fonte: Vida Rural