A DGAV divulga o Ofício Circular n.º 30/2017, referente à revisão das medidas fitossanitárias aplicadas para controlo de Trioza erytreae, atualização da Zona Demarcada e Zona de Vigilância.
Fonte: DGAV
O Parlamento Europeu defendeu na passada terça-feira a proibição do glifosato na União Europeia (UE) a partir de 2022, com restrições até essa data, opondo-se à proposta da Comissão Europeia para renovar a licença deste herbicida por mais 10 anos.
A resolução do Parlamento Europeu, não vinculativa, foi hoje aprovada, na véspera de os Estados-membros votarem a proposta de renovação de autorização do glifosato.
Nos últimos meses sucederam-se as críticas ao glifosato e as petições para que deixe de ser usado, com a apresentação de estudos científicos a provar que é cancerígeno, enquanto a indústria de químicos se baseia igualmente em trabalhos de cientistas para defender o contrário.
Segundo a Avaaz, que se apresenta como uma comunidade de 45 milhões de membros, mais de dois milhões de pessoas, entre os quais 17 mil portugueses, assinaram uma petição dirigida a várias entidades europeias, como o comissário de Saúde da UE, Vytenis Andriukaitis, a pedir a suspensão imediata do glifosato.
"Como cidadãos de todas as partes do mundo, ficamos alarmados ao saber que o glifosato é 'possivelmente cancerígeno para seres humanos' e apelamos para que os senhores exerçam o princípio de precaução e suspendam imediatamente a aprovação do glifosato, presente em herbicidas como o 'Roundup' da Monsanto", refere aquela petição.
"Até que seja comprovada a segurança do glifosato, os senhores devem garantir que as pessoas não sejam expostas a este perigo", acrescenta.
Na segunda-feira, também a organização ambientalista Greenpeace entregou uma petição a dois comissários europeus em Bruxelas, assinada por 1,3 milhões de pessoas, pela proibição do glifosato.
A petição foi baseada num estudo da Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro, um órgão da Organização Mundial de Saúde, que o classificou como "carcinogénico provável para o ser humano" em 2015, ao contrário das agências europeias para a Segurança Alimentar e dos Produtos Químicos.
O diretor executivo da Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas (ANIPLA), António Lopes Dias, transmitiu hoje à agência Lusa a preocupação que "o Parlamento Europeu esteja a ser influenciado pelas ONG" (organizações não governamentais), cujas alegações "já foram contrariadas por entidades científicas".
"São 500 milhões de europeus que necessitam ser alimentados", o que exige a utilização de glifosato na agricultura, referiu, realçando que "não há qualquer indício ou parecer" a apontar para a perigosidade do herbicida.
António Lopes Dias insistiu ainda que não renovar a licença para o glifosato "seria um sério revés para a economia portuguesa".
Em julho, a Comissão Europeia manifestou-se favorável à renovação da licença, apoiando-se no relatório da Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA) de 2015, segundo o qual não há razões para classificar o glifosato como cancerígeno. Parte desse relatório, dizem os jornais, terá sido copiado de um documento da empresa que produz o herbicida.
Em 2014, a Quercus lançou uma campanha nacional a apelar aos municípios para que deixem de utilizar pesticidas para eliminar ervas daninhas em jardins e outros locais públicos, com o argumento de que são responsáveis por danos na saúde, podendo provocar cancro.
Em janeiro, o Governo aprovou a proibição de uso de pesticidas em espaços públicos como jardins infantis, parques e jardins urbanos, escolas e hospitais "com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública".
Fonte: Diário de Notícias
Rejeitam os legumes, a fruta volta sempre para casa (muitas vezes pisada) e metade do almoço fica por comer. Quantas vezes os ouvimos reclamar com o que levaram na lancheira para o dia de hoje. Entre a correria das manhãs em dias de escola, nem sempre há tempo para preparar os lanches mais nutritivos, sem falar da falta de ideias.
Garantir que as crianças têm uma alimentação equilibrada durante o período escolar está entre as tarefas mais complicadas de qualquer pai.
Mas a educação alimentar é fundamental para os futuros hábitos alimentares da criança e determinante para a saúde – convém não esquecer que Portugal está no top 5 dos países europeus com maior taxa de obesidade infantil. Escolha alternativas, mais saudáveis mas não menos divertidas, para colocar dentro do saco térmico que todos os dias o seu filho leva para a escola. Estas são as sete fórmulas secretas para preparar lancheiras deliciosas e saudáveis para os mais pequenos.
1. Lancheiras completas e nutricionalmente equilibradas
As crianças gastam muita energia e, por isso, a lancheira deve garantir a reposição da mesma ao longo do dia. Combine nutrientes construtores (fontes de proteínas), reguladores (vitaminas e minerais) e energéticos (hidratos de carbono). É importante que as quantidades sejam proporcionais às necessidades da criança.
2. Lanche da manhã e da tarde mais saudáveis.
E água, muita água Peças de fruta, ovo cozido, frutos secos, pão, fruta desidratada e (sempre!) uma garrafa de água. Deixe de lado as bolachas, os bolos e os chocolates e opte por estas alternativas que dão energia e saciam por mais tempo. Na fruta, fuja do comum – das maçãs e bananas –, e coloque fruta variada – uvas, morangos, melancia ou melão em pedaços – e de preferência da época. Evite que o lanche da manhã e da tarde sejam idênticos para não cair em monotonia e desinteresse.
3. Escolhas democráticas
Leve o seu filho às compras e elabore o menu do dia ou da semana em conjunto. Assim estimula o consumo e confere à criança certa autonomia e independência. A alimentação deve ser o mais saudável possível, mas é importante ter em conta os gostos da criança e abrir algumas exceções. Explique o motivo pelo qual o tipo de lanche ou almoço menos saudável não deve fazer parte da alimentação diária, mas dê a opção de o incluir de vez em quando: um dia não são dias.
4. Alimentos a evitar
Para além dos snacks que colocamos em cima, evite acrescentar à lancheira refrigerantes, batatas fritas e outros alimentos processados. Escolha alimentos que possam ser consumidos de forma segura, sem necessidade de refrigeração contínua. Por exemplo, muito dificilmente os iogurtes vão manter a frescura durante todo o dia.
Molhos nas sandes ou saladas também devem ser evitados. A não ser que sejam bem acondicionados, evite-os. Verifique sempre a validade e as condições de armazenamento e conservação na hora da compra. Atenção também aos pormenores: opte por embalar a fruta e os snacks em folha de alumínio para garantir a conservação.
5. Atenção ao tipo de lancheira
Uma lancheira térmica é o ideal para manter a temperatura dos alimentos. Deve ser prática, simples e de tamanho adequado para transportar refeições completas e bem distribuídas. Mantenha-a sempre limpa.
6. A idade importa
Dos 3 aos 6 (pré-escolar), estamos perante uma fase de transição e de descoberta. Deve oferecer tipos de alimentos diversificados para a criança experimentar. Cereais integrais, vegetais, leite e derivados, cenoura e manga são alimentos essenciais para fornecer nutrientes como o zinco, ferro, cálcio e vitamina A. Dos 7 aos 10 (fase escolar), a atividade física e o crescimento estão em alta. Usufruem de maior independência, por isso, deve estar atento ao que consomem.
Na lancheira devem constar particularmente alimentos fonte de cálcio e vitamina D – leite e queijos. A partir dos 11 (adolescência), a criança está numa fase de alterações físicas, comportamentais e psicológicas. Os alimentos fonte de vitaminas do complexo B – leite e ovos – e vitamina A – alimentos de cor alaranjada – devem ser privilegiados.
Fonte: Correio da Manhã
A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse nesta quarta-feira à Lusa que a pesca da sardinha será proibida em zonas da região centro e norte, por serem “áreas importantes para a reprodução da espécie”.
“Existem várias propostas em cima da mesa, maioritariamente na região centro, também existe alguma coisa no Norte, mas é Norte e região centro [as áreas para onde se equaciona a proibição de pesca da sardinha]”, disse a governante à agência Lusa, sublinhando que as zonas estão a ser delimitadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e pelos pescadores.
Conselho Internacional do Mar desconhece quanto tempo levará a recuperar stocks de sardinha
À margem da conferência “O Valor dos Oceanos”, que decorreu em Lisboa, a ministra explicou que estão a ser “mantidas conversas e reuniões de reflexão com as comunidades piscatórias para juntamente com o IPMA, já com informação científica, se poder delimitar áreas em que não haverá pesca de todo, porque são áreas importantes para a reprodução da espécie”.
Na última sexta-feira, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES — International Council for the Exploration of the Sea) aconselhou a Comissão Europeia para que “a captura de sardinha em 2018” nas divisões que englobam as águas ibéricas do Atlântico e do mar Cantábrico “seja de zero”.
“O número de jovens sardinhas nos stocks é baixo”, o que se reflecte nas taxas de produtividade, acrescentou o organismo internacional, e a “biomassa do stock está substancialmente abaixo do limite de biomassa”, refere o documento do ICES. Mais: “O nível de limite de biomassa não pode ser alcançado em 2019, mesmo que não haja nenhuma captura em 2018, por isso é recomendada a captura zero para 2018, de forma a ajudar a recuperação do stock.”
Para 2019, o ICES irá “revisitar o processo de avaliação e aconselhamento para os mesmos stocks no próximo ano [2018]”, recorrendo à última informação disponível.
Fonte: Público.pt
Apesar das denúncias que têm vindo a público, a situação das refeições escolares não melhorou. A Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (Ferlap) garante que todos os dias chegam queixas sobre a má qualidade das refeições nas escolas.
Apesar da intervenção da ASAE, em muitas escolas a comida continua a ser servida ou crua ou queimada, levando Isidoro Roque, presidente da Ferlap, a alertar para o risco para a saúde publica.
“É perigoso para a saúde comer alimentos crus e é perigoso para a saúde comer carvão. São situações de risco para a saúde pública e soubemos que a ASAE foi chamada a algumas escolas e também está a acompanhar a situação. Mas não vemos para já resultados práticos das medidas que estão a ser tomadas e as notícias continuam-nos a chegar", afirma Isidoro Roque à Renascença.
Apesar dos alertas, todos os dias chegam denúncias da má qualidade da comida servida às crianças. Esta segunda-feira, a Ferlap enviou um ofício ao Ministério da Educação e autarcas da região, pedindo mais fiscalização. Num anexo do ofício é possível ver uma coxa de frango quase crua e uma maçã semipodre.
“Nós queremos uma coisa simples, que a comida seja de qualidade e em quantidade. Neste momento, e de acordo com a lei, o que tem de ser feito é a fiscalização eficaz do serviço de refeições e uma penalização que tem de ser dura, e que acredito que conste do caderno de encargos, para quem não cumpre o que está estabelecido e não forneça uma alimentação de qualidade”, diz Isidoro Roque.
Fonte: Rádio Renascença
A acidificação oceânica, resultante das emissões de dióxido de carbono, vai afetar, direta ou indiretamente, toda a vida marinha, alerta um relatório do projeto BIOACID que será apresentado na Conferência das Alterações Climáticas das Nações Unidas, em novembro.
O conjunto de estudos feitos nos últimos oito anos contaram com a participação de mais de 250 cientistas e indicam que as espécies marinhas em estado de infância serão mais prejudicialmente afetadas. Os autores dos estudos da BIOACID, cuja síntese será apresentada no próximo mês, na conferência que se realizará em Bona, na Alemanha, referem que algumas espécies poderão beneficiar diretamente deste aumento de acidez, mas que ainda assim poderão ser prejudicadas por alterações na cadeia alimentar.
A síntese revela, contudo, que quase metade das espécies marinhas reagiram negativamente a alterações moderadas na concentração de dióxido de carbono no mar, que resulta em maior acidez oceânica. Desde 2009 que a equipa de cientistas da BIOACID estuda a acidificação oceânica e como esta pode afetar a vida marinha nas diferentes fases da vida, a cadeia alimentar e a capacidade evolutiva e adaptativa das espécies ao oceano mais ácido.
Num estudo publicado em agosto de 2016, a equipa de cientistas submeteu bacalhau do mar Báltico e do mar norueguês a condições de acidez oceânica que as espécies poderão encontrar no final do século e concluiu que quem mais sofre são os recém-nascidos, cuja mortalidade duplicou sob condições mais ácidas durante os primeiros 25 dias pós-eclosão, fase fundamental para o recrutamento de população.
Uma das autoras do estudo sobre o bacalhau, Catrionna Clemmensen, da GEOMAR, refere que os resultados mostram que a acidificação deve ser tida em conta “nas projeções de stocks” e “na gestão de stocks de peixe” como o bacalhau, que é uma espécie “comercialmente importante”. “Só isto nos permitirá definir limites realistas para a pesca e evitar sobrepesca e o esgotamento de stocks de peixe”, acrescentou.
Os oceanos estão 26% mais ácidos desde o início da Revolução Industrial, passando de um pH de 8.1 para um pH de 8.2. A acidificação acontece com a dissolução dos combustíveis fósseis na água, que produzem ácido carbónico e baixam o pH da água. Os níveis de acidez marinha vão piorar ainda mais graças ao aquecimento global, à poluição, ao desenvolvimento das cidades ao longo da costa, aos fertilizantes agrícolas e à sobrepesca, indica a investigação.
Fonte: Observador.pt
O microbioma é a comunidade de microrganismos que se encontram no corpo humano e que desempenham um papel fundamental na saúde e bem-estar geral. Presente, por exemplo, nos intestinos, na pele, na boca e na zona vaginal, esta comunidade bacteriana está já cientificamente associada a várias patologias, como as alergias sazonais, alergias a alimentos e até mesmo alguns tipos de cancro.
Mas a ciência não tem apenas estudado o papel da comunidade bacteriana na saúde, a importância da alimentação no desenvolvimento saudável destes microrganismos é igualmente um dos aspetos mais analisados e cujas conclusões têm vindo a provar (de forma ainda mais assertiva) que somos mesmo aquilo que comemos.
Segundo o site Mind Body Green, que conversou com a naturopata Lynda Griparic, existe um vasto leque de alimentos que favorecem o microbioma, como é o caso daqueles que são prebióticos ricos em fructo-oligossacarídeos e das inulinas, duas propriedades presentes em alimentos de origem natural como a raiz de chicória, alho, cebola, espargo, banana, mel e tomate.
O amido resistente é também uma propriedade interessante para o microbioma, uma vez que consegue 'alimentar' diretamente a colónia de bactérias presente no intestino grosso, produzindo ácidos gordos de cadeia curta. Diz a publicação que os melhores alimentos ricos em amido resistente são a batata cozinha, a banana ainda verde, o caju, o feijão branco e as lentilhas cozinhadas.
Como não poderia deixar de ser, também a fibra tem um papel determinante na saúde intestinal e na comunidade de bactérias que alojamos no nosso organismo e que nos dão saúde. Deste modo, destaca a especialista, não há nada melhor do que as sementes de linhaça (preferencialmente trituradas), os vegetais e a fruta.
Também os polifenóis - substâncias antioxidantes presentes nos alimentos de origem vegetal - são importantes, devendo-se incluir mais vezes na dieta alimentos como os frutos vermelhos, o morango, o pêssego, a ameixa, o chá, o cacau, o chocolate e o gengibre.
Para que a alimentação diária seja realmente amiga do microbioma é importante que sejam incluídos pelo menos oito alimentos dos acima mencionados, devendo ser conjugados numa dieta saudável e equilibrada.
Fonte: Notícias ao Minuto
Sabe o que come? Sente-se esclarecido sempre que lê os rótulos? O açúcar, sal e gordura são fáceis de identificar?
Há meia dúzia de regras que o podem ajudar a interpretar os ingredientes que estão escritos nos rótulos:
- Quantas mais linhas tiver o rótulo, maior a probabilidade de se estar perante um produto processado;
- Não escolher alimentos com cores muito fortes, porque a cor, muitas vezes, é conseguida à custa de corantes;
- Os ingredientes aparecem por ordem decrescente, de acordo com a quantidade que está no alimento;
- Na informação nutricional procurar o valor energético e escolher o que fica abaixo das 400 quilocalorias por 100 gramas de produto;
- Evite alimentos com gorduras saturadas;
- Um valor de fibra acima de 6 gramas já é considerado óptimo;
- Atenção, há nomes escondidos por trás do açúcar, sal e gordura.
O açúcar pode aparecer sob várias designações: xarope de frutose, glicose, glucose, sacarose, xarope de agave, maltodextrina ou amido de milho, açúcar invertido, sumo de fruta concentrado, caramelo, extracto de malte de cevada, xylitol, mel….
A Organização Mundial de Saúde recomenda a redução do consumo de açúcar e alerta para os que estão escondidos em produtos como o ketchup e bebidas gaseificadas. Segundo a OMS, o consumo não deveria exceder os 50 gramas ou 12 colheres de café de açúcar, por dia.
O sal é óptimo para conservar alimentos e por isso está presente nos alimentos muito processados e que têm duração longa. O sal pode aparecer com as designações: sódio, glutamato, ciclamato, citrato, propionato…
A Organização Mundial de Saúde recomenda uma ingestão diária menor a 5 gramas de sal, menos de uma colher de chá, por dia.
Quanto à gordura, devem-se evitar as gorduras saturadas, que também podem aparecer com outras designações, como trans ou hidrogenadas. Estas são gorduras transformadas a partir de óleos vegetais, em condições de alta pressão e temperatura e durante bastante tempo, tornando-os em gordura sólida. É muito utilizada pela indústria alimentar porque permite aumentar o prazo de validade dos produtos e é mais fácil de transportar e utilizar por ser sólida. Estão nesta situação o óleo de palma e o de coco.
Fonte: Rádio Renascença
Um suplemento alimentar para combater a fome, lançado há duas semanas pelo presidente da câmara de São Paulo, João Dória, tem causado uma grande polémica no Brasil.
O produto, feito a partir do processamento de alimentos perto do final do prazo de validade inicialmente apresentado na forma de bolinhas cujo aspeto se assemelhava ao de uma ração para animais, reacendeu o debate sobre políticas de combate à fome e se tornou alvo de debates acalorados entre especialistas e populares nas redes sociais.
A porta-voz do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo, Vivian Zollar, disse à agência France Presse que a distribuição deste tipo de alimento “requer uma discussão aprofundada, inclusive com a sociedade civil.”
“E quando oferecemos este alimento para uma pessoa de baixa renda [baixo rendimento] ainda estamos aprofundando as desigualdades sociais”, completou ela.
Na segunda-feira, o mesmo Conselho considerou que o alimento representa “um declínio em relação aos progressos realizados nas últimas décadas no campo da segurança alimentar”.
Para minimizar a repercussão controversa da medida, João Dória – que pode ser candidato nas presidenciais do Brasil em 2018 – convocou uma conferência de imprensa na quarta-feira e reapresentou o produto em formas menos ofensivas – esparguete, farinha ou biscoitos.
O presidente da câmara confirmou que o produto será distribuído em escolas e centros de acolhimento para sem-abrigo e o descreveu como um “alimento da felicidade” para os mais desfavorecidos de São Paulo.
O cardeal de São Paulo, Odilo Scherer, que estava ao lado de João Dória na conferência de imprensa disse que ficou chocado quando ouviu que o produto era comida para cães.
Para provar isso, o cardeal comeu um pão feito do produto, enquanto pedia que o debate fosse “despolitizado”.
Além de despertar opiniões controversas, o caso também despertou o interesse da Justiça brasileira.
O Ministério Público de São Paulo anunciou hoje que instaurou procedimento para investigar o uso do produto na alimentação das crianças da rede municipal de ensino e nos Centros de Acolhida para população em situação de rua.
Fonte: Observador.pt
A polícia espanhola identificou cerca de 800 turistas britânicos que supostamente teriam sido afetados por uma intoxicação alimentar nas ilhas Baleares.
De acordo com a informação avançada pelo La Vanguardia, a operação Hook, que investiga falsas reclamações contra hotéis, terá detetado que esses turistas registaram queixas através de 77 escritórios de advogados onde se acredita ter sido orquestrada uma possível rede criminosa baseada em alegações falsas que causaram danos económicos significativos no setor do turismo espanhol e balear.
O caso foi levado a tribunal e está agora a ser investigado por uma comissão. Esta organização é responsável por averiguar a possível fraude em massa por reivindicações de supostos problemas gástricos de turistas ingleses que viajaram para Espanha através de operadores turísticos em regime de tudo incluído.
Desde janeiro de 2016 e até o final deste verão, as reclamações recebidas nas Ilhas Baleares dizem respeito a indemnizações no valor de quase 4,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 700% em relação ao volume do ano anterior.
O jornal espanhol dá conta que esta prática criminosa também ocorre nas Canárias e no Levante.
De acordo como os dados divulgados pelas autoridades, apenas uma pequena percentagem destes turistas recorreu efetivamente aos serviços médicos. Isto porque, de acordo com a legislação inglesa – recorde-se que as viagens foram compradas em Inglaterra através de operadores turísticos –, basta que o consumidor apresente um recibo de compra de um alimento para justificar a intoxicação.
As autoridades locais acreditam que "há um claro espírito de lucro subjacente a este caso, em que é aproveitado o regulamento do consumidor inglês. Trata-se de uma clara fraude da lei".
Para pôr fim a esta prática, a polícia entrou em contacto com as autoridades policiais internacionais para se opor aos verdadeiros perpetradores do crime. Os primeiros efeitos desta colaboração foram as recentes prisões de turistas britânicos nos tribunais ingleses.
Fonte: Notícias ao Minuto
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