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Em 2013, as oliveiras de Puglia, no sul de Itália, começaram a exibir sintomas atípicos de declínio. Estas haviam sido rapidamente contaminadas pela disseminação de Xylella fastidiosa, uma bactéria nunca antes reportada na Europa.

Isto foi motivo de alarme pois até à data este microrganismo patogénico nunca tinha sido detetado fora do continente americano, exceto talvez alguns casos pontuais na Tailândia.

Após entrega dos relatórios de Puglia, a Comissão Europeia pediu que a EFSA providenciasse assistência científica e técnica no assunto.

Desde então, a União Europeia financiou dois grandes projetos de investigação que permitiram novas descobertas sobre a interação de Xylella fastidiosa e oliveiras. Uma destas descobertas foi precisamente a variação na tolerância e resistência a doença de acordo com a espécie de azeitona.

A estirpe é transmitida através de um vetor Philaenus spumarius e tem vindo a surgir em diferentes partes da Europa, ameaçando uma variedade de frutas e plantas no continente.

Neste sentido, a EFSA desenvolveu a segunda conferência europeia sobre este patogéneo, estimulando a investigação como ferramenta eficaz para o desenvolvimento de soluções. Esta irá decorrer em Ajaccio, Corsica, de 29 a 30 de outubro de 2019.

As incrições já estão abertas e decorrem até dia 14 de abril de 2019.

Fonte: EFSA

Os hortícolas e a fruta são alimentos que se destacam para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. O consumo inadequado de fruta e hortícolas é considerado um dos principais determinantes das doenças crónicas, como as doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.

Considerando a importância desta temática, foi desenvolvido no âmbito da Estratégia para a Promoção da Alimentação Saudável da Câmara Municipal de Santo Tirso um e-book que conta com o apoio da Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS).

Este e-book pretende apresentar um conjunto de sugestões para promover o consumo de fruta e hortícolas em crianças em idade escolar, capacitando as respetivas famílias com conhecimentos e competências para uma maior utilização de fruta e hortícolas na alimentação diária.

Saiba mais no blog Nutrimento do PNPAS.

Fonte: SNS

Tecia solanivora e a cultura da batata

  • Thursday, 21 February 2019 15:02

A DGAV reitera o alerta referente à praga de quarentena Tecia solanivora que constitui um risco fitossanitário relevante para a cultura da batata.

Relembramos que a praga está presente nas ilhas Canárias e em algumas áreas das região da Galiza e das Astúrias, estas ultimas sujeitas a medidas de erradicação. A importação de batatas das Canárias é proibida.

Consulte o folheto de divulgação sobre esta praga.

Fonte: DGAV

Um novo estudo sobre o potencial cancerígeno dos herbicidas veio revelar que a exposição ao glifosato pode aumentar em 41% o risco de linfoma não-Hodgkin, um tipo de cancro que se desenvolve no sistema linfático e que afeta, por ano, 1700 pessoas em Portugal.

O artigo, publicado na revista Mutation Research e divulgado no site Science Direct, nota que o glifosato, um herbicida de amplo espectro comercializado pela empresa norte-americana Monsanto (através dos produtos Roundup e Ranger Pro), é o mais utilizado no mundo.

A recente publicação compilou dados de outros estudos epidemiológicos, efetuados por várias instituições norte-americanas e internacionais, sobre o perigo de herbicidas à base de glifosato (alguns dos quais já tinham revelado uma relação entre a exposição ao glifosato e a imunossupressão, a disrupção endócrina e alterações genéticas associadas ao cancro).

Em Março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou que o herbicida era genotóxico e “provavelmente” um carcinogénico, levando a preocupações a nível mundial sobre o perigo desta substância para a saúde humana. Porém, em 2017, os Estados-membros aprovaram a proposta da Comissão Europeia para a renovação da licença de uso do glifosato por mais cinco anos, até 15 de Dezembro de 2022.

Fonte: Público

Salmonella em fórmulas infantis aumenta

  • Thursday, 21 February 2019 11:24

O número de casos associados ao surto de Salmonella em fórmula de leite de arroz voltou a aumentar, com 25 possíveis infeções em França. Pensa-se que a estirpe causadora esteja geneticamente relacionada com surto anterior em 2010 e 2011.

A Agência Nacional de Saúde Pública Francesa reportou 12 casos confirmados de Salmonella Poona de crianças entre os 2 meses e os 2 anos e outros 14 continuam sobre investigação. Luxemburgo e Bélgica denunciaram um caso cada, também relacionado com este surto.

Entrevistas com os pais identificam uma fábrica de produção em Espanha como causa-raiz e declaram como principais sintomas diarreia, sangue nas fezes e febre. Doze bebés foram hospitalizados por salmonelose.

Fonte: Food Safety News

Uma mulher, de 46 anos, morreu no último domingo depois de uma refeição num restaurante com uma estrela Michelin, em Valência.

Agora, segundo o El País, outros 14 clientes do mesmo estabelecimento apresentaram sintomas leves de intoxicação alimentar, , sendo que estes haviam frequentado o restaurante em dias anteriores ao dia escolhido pela vítima mortal.

Em causa está um restaurante, aberto desde 2001, e um menu que tem um custo de 85 euros por pessoa. Acredita-se que na origem do sucedido esteja um arroz de cogumelos.

O responsável alemão Bernd Knöller emitiu um comunicado a informar que o estabelecimento ficará encerrado até ser revelada a causa de morte da mulher.

O caso já está a ser investigado pelas autoridades espanholas.

Fonte: Sol

startup Fair Meals incubada no Parque da Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto criou uma plataforma que permite a restaurantes e padarias venderem o excesso de fabrico, contribuíndo para o combate ao desperdício alimentar.

Carlos Pereira, coordenador em Portugal da empresa de base tecnológica em fase de desenvolvimento, explicou que o projecto, iniciado em 2016, tem como propósito "ajudar os serviços de alimentação a venderem o excesso produzido", permitindo a redução do prejuízo financeiro, assim como do desperdício alimentar.

Em Portugal, a startup conta conta com a parceria de 34 serviços alimentares, desde padarias, pastelarias e restaurantes, sendo que 32 parceiros se localizam no Porto, um em Lisboa e outro em Coimbra. A Fair Meals também opera na Alemanha.

A plataforma já desenvolvida é gratuita tanto para consumidores como para estabelecimentos, funcionando através de "ofertas de excedente" de alimentos. O proprietário do estabelecimento define o produto, a quantidade e o horário em que se encontra disponível para levantamento.

"Todas as ofertas que são colocadas na plataforma têm um desconto mínimo obrigatório de 20%. Definimos esse desconto porque não são refeições frescas, ou seja, produzidas na hora e porque o consumo não é feito no estabelecimento", esclareceu o responsável.

Fonte: Público

Cerca de 50% dos alimentos testados pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), em 2016, continham resíduos de pesticidas, com valores de 3,8% acima dos limites legais.

Apesar da UE considerar os pesticidas e as substâncias ativas neles contidas um assunto de extrema importância no que toca à sua aprovação, limites e monotorização, a decisão sobre o processo de aprovação do herbicida glifosato em 2017 foi controversa.

Por este motivo e para melhor proteger a saúde dos cidadãos, o Parlamento Europeu (PE) quer medidas para melhorar a gestão do uso de pesticidas.

A 12 de fevereiro de 2019, o Parlamento aprovou então um relatório para uma melhor implementação da diretiva relativa à utilização sustentável de pesticidas. A diretriz visa promover a gestão integrada de pragas (IPM, na sigla em inglês) e métodos alternativos de controlo de pragas através de planos de ação nacionais, onde os países da UE estabelecem metas para reduzir os riscos e impactos da utilização de pesticidas.

Infelizmente, o relatório observou que apenas cinco países estabeleceram metas mensuráveis para o risco ou para a redução de pesticidas.

Ainda dentro do conjunto de medidas para melhorar a gestão do uso de pesticidas, foi criado um procedimento de aprovação de pesticidas mais transparente, nomeadamente através da nomeação de uma comissão especial (PEST) responsável.

Neste sentido, outras medidas foram votadas favoravelmente como sejam o melhor acesso a estudos sobre segurança da cadeia alimentar, a identificação de produtos químicos desreguladores endócrinos e, por último, promover alternativas tais como a produção biológica de alimentos.

Fonte: Parlamento Europeu

Já foi publicado o relatório anual da rede científica EFSA para a análise de risco de organismos geneticamente modificados (OGM) em 2018. O documento foi aprovado a 4 de fevereiro e publicado ontem no site oficial da EFSA.

De acordo com as principais conclusões, a rede de membros participou ativamente no encontro anual ao apresentar tópicos de relevância para a análise de risco de OGM e partilhando o seu conhecimento científico. Isto contribuiu para que o trabalho da EFSA neste setor fosse desenvolvido, contribuindo com comentários em diferentes aplicações tais como plantas geneticamente modificadas, análise de exposição na dieta humana, biologia sintética, entre outros.

Para consultar o relatório completo, por favor, clique aqui.

Fonte: EFSA

Ministro moçambicano diz que a UE rejeitou uma cláusula sobre fiscalização da captura feita pelas embarcações e que esse ponto tem travado um novo acordo desde 2015.

O ministro das Pescas de Moçambique acusou a União Europeia (UE) de falta de transparência nas negociações da pesca de atum nas águas daquele país lusófono, em entrevista à edição desta quarta-feira do jornal Notícias.

“Nós, como Moçambique, estamos abertos a retomar, mas devo garantir que quem parou com a negociação foram eles e, sempre que fomos à mesa, pediam que retirássemos as cláusulas de transparência”, detalhou o ministro.

A Lusa tentou obter esclarecimentos junto da delegação da UE em Moçambique, mas ainda não obteve resposta.

Fonte: Observador