Bacalhau que é paloco e vaca que é porco. Mel com açúcar. Queijo de cabra feito com leite de ovelha. Peixe com aditivos que retêm a água, tornando-o mais pesado. Estes são alguns (mas nem de perto os únicos) dos logros mais comuns nos alimentos. Estima-se que um em cada dez produtos seja afetado pela fraude alimentar, que gera lucros ao nível do tráfico de droga.
Clique aqui para ler a interessante reportagem publicada na revista Visão.
Fonte: Visão
Da mesma família dos feijões, o amendoim é uma fonte de fibras e um verdadeiro aliado da boa forma física. Rico em gorduras boas como o ómega-3, esta leguminosa ajuda a diminuir a inflamação do organismo, a proteger o coração contra doenças cardíacas e auxilia no funcionamento regular do intestino.
De acordo com a nutricionista Cyntia Maureen, esse alimento tão popular é composto por vitaminas e minerais, incluindo vitamina E e vitaminas do complexo B, e pode ser consumido de diversas formas.
A especialista sublinha quais são os principais benefícios do amendoim:
Perda de peso
Por conter uma combinação de três macronutrientes – gordura, proteína e hidratos de carbono – essa leguminosa contribui para uma refeição completa. “Ela ativa o centro cerebral que controla a nossa saciedade, retardando a fome”, afirma a nutricionista.
Prevenção da diabetes
De acordo com a pesquisa que foi publicada no periódico científico American Medical Association, se o alimento for ingerido, pelo menos durante cinco vezes por semana, uma quantidade de duas colheres de sopa de manteiga de amendoim, o mesmo pode auxiliar na redução do risco de desenvolvimento de diabetes em quase 30%.
Proteção contra vários tipos de cancro
Devido à presença de algumas substâncias como os fitoesteróides, resveratrol, ácido fítico e ácido fólico, o amendoim pode ajudar na prevenção do cancro do cólon, que é o terceiro cancro mais comum do mundo e também um dos mais letais. Os seus efeitos benéficos também afetam positivamente outros tipos de tumores (prevenção e tratamento).
Proteção do sistema nervoso
Esta leguminosa é uma excelente fonte alimentar para garantir o suprimento adequado de vitamina B3, também conhecida como niacina. “O consumo regular dessa substância pode ajudar na proteção contra o aparecimento de doenças como a demência, o Alzheimer e o declínio cognitivo geral que surge com o avanço da idade”, conclui Cyntia Maureen.
Fonte: Notícias ao Minuto
Os Estados-membros da União Europeia aprovaram, nesta sexta-feira, uma proposta que proíbe o uso ao ar livre de inseticidas danosos para as abelhas, anunciou a Comissão Europeia.
O Comité Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Animal, onde estão representados todos os Estados-membros, deu luz verde à proposta de restrição do uso de três substâncias prejudiciais para as abelhas conhecidas como neonicotinóides: imidacloprid, clotianidina e tiametoxam.
Os neonicotinóides são quimicamente semelhantes à nicotina e são usados para proteger as plantas dos insetos. Estas substâncias afectam o sistema nervoso central dos insetos, podendo causar paralisia e até a morte – a resolução europeia advém de um estudo científico que prova que os neonicotinóides representam uma ameaça para as abelhas. A sua utilização será agora proibida a não ser em estufas onde não haja exposição de abelhas aos produtos.
As abelhas são animais importantes para a sustentabilidade do planeta, sobretudo por serem espécies polinizadoras, tanto para as colheitas como para as árvores de fruto, por exemplo. Mas não só. Estima-se que as abelhas – insetos com seis patas, quatro asas e cinco olhos –polinizam um terço de tudo o que comemos, mas também assumem um papel vital na preservação dos ecossistemas do planeta. Os dados da Associação Britânica de Apicultores dizem que além das seis mil toneladas de mel que produzem anualmente, as abelhas contribuem ainda com 400 milhões de libras (cerca de 456 milhões de euros) para a economia.
A mesma associação elenca o uso de pesticidas como uma das principais ameaças para as abelhas, a par da perda de habitats, das pestes, das alterações climáticas e da competição com outras espécies.
A proposta será formalmente aprovada por Bruxelas nas próximas semanas e entrará em vigor no final do ano. A Comissão Europeia refere no site em que foi apresentada a proposta que a protecção das abelhas é importante já que diz respeito à “biodiversidade, produção alimentar e ambiente”. É ainda mencionado que este assunto é “uma prioridade” para o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
Estas restrições vêm juntar-se a várias outras que tinham sido já anunciadas em 2013, altura em que a comissão pedia a restrição do uso de fipronil, precisamente por representar perigo para alguns tipos de abelhas.
Fonte: Público
Uma operação da ASAE realizada de norte a sul do país fiscalizou 25 centros de classificação e embalamento de ovos e instaurou sete processos de contraordenação.
Durante a ação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foram apreendidos 94 440 ovos, no valor de 6 228 euros, por falta de marcação em ovos, por omissão e incorreção nos mesmos de indicações obrigatórias e por falta de rastreabilidade. Para a ASAE, o não cumprimento destes requisitos coloca a saúde do consumidor em risco.
A ASAE realizou, a nível nacional, uma operação de fiscalização direcionada a centros de classificação e embalamento de ovos, pelas Brigadas Especializadas das Industrias de Produtos de Origem Animal, no âmbito da fiscalização de segurança alimentar e económica.
De acordo com a legislação em vigor, os consumidores, através de um código impresso nas embalagens e nos ovos, ficam a saber qual o país de origem do produto, em que condições foram criadas as galinhas e qual a zona de exploração de onde os ovos são originários.
"Nesta ação foi dada especial atenção aos registos de rastreabilidade, por forma a averiguar, nos registos dos classificadores, por cada remessa/lote, a data de postura e respetiva data de durabilidade atribuída", explica a ASAE em comunicado.
"A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional que garantam a salvaguarda da saúde pública e da segurança alimentar", conclui a ASAE numa nota de imprensa.
Fonte: SapoLifestyle
A maioria das gorduras de origem animal é rica em ácidos gordos saturados, alguns prejudiciais à saúde porque aumentam o "mau" colesterol (LDL) no sangue. O risco de desenvolver obesidade e doenças cardiovasculares é acrescido. Por isso, as gorduras vegetais costumam ser consideradas mais benéficas.
Nas gorduras vegetais, os ácidos gordos são sobretudo insaturados. Mas isso não significa que seja sempre assim. As gorduras de coco e de palma, por exemplo, incluem também quantidades significativas de ácidos gordos saturados, alguns entre os mais nefastos. O segredo está em dar prioridade às gorduras com menor percentagem destes ácidos.
Consuma óleos e gorduras com moderação
Os óleos e as gorduras são uma fonte importante de energia e ajudam a garantir as doses de vitaminas A, D, E e K. Não devem ser consumidos em excesso, sobretudo os que são ricos em ácidos gordos saturados, como as gorduras vegetais de coco, palma e cacau. Estas gorduras podem estar camufladas em vários alimentos processados, como em produtos de pastelaria.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) recomenda um baixo consumo de ácidos gordos saturados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que não forneçam mais de 10% da energia consumida.
O óleo de coco, que de rico em saturados, tem muito ácido láurico, que não é dos piores para a saúde cardiovascular. E a manteiga tem mais saturados e mais ácido láurico do que a gordura de palma.
Guia para obter o melhor das gorduras
Para fritar, opte por azeite, óleos alimentares, óleo de girassol ou de soja, perfeitos para preparações quentes. Para preparações frias, como saladas, o azeite é uma boa escolha, devido ao gosto que dá à comida.
Inclua frutos secos na sua dieta alimentar, pois são ricos em ácidos gordos insaturados: nozes, amêndoas ou avelãs. Uma mão cheia por dia é o ideal. Não exagere, visto que as gorduras representam 80% das calorias fornecidas pelos frutos secos. Coma-os como aperitivo, em saladas, como acompanhamento de carne ou de peixe, misturados com iogurte, queijo ou cereais e em sobremesas.
Limite o consumo de produtos de origem animal com gordura visível, como entremeada, entrecosto, toucinho e enchidos gordos.
Atenção a alimentos com muita gordura escondida, como algumas bolachas e bolos ou as batatas fritas de pacote. Veja o rótulo.
Inclua peixe na sua ementa diária, sem esquecer os peixes gordos (sardinha, salmão, entre outros).
Fonte: Lifestyle.sapo
É oficial. Foi detectado um foco de peste suína africana num javali na Hungria. No passado dia 24 de Abril, o grupo parlamentar Unidos Podemos perguntou ao governo espanhol se ia proibir a importação de javalis das zonas afectadas pela peste suína africana (PPA) e poucas horas depois era noticiado que se havia detectado um foco na Hungria.
O foco foi detectado pelas autoridades húngaras no dia 21 de Abril na província de Heves, a Oeste da Hungria, num javali encontrado morto, avança o portal espanhol Efeagro, acrescentando que aquele país pôs já em marcha todos os protocolos que contempla a directiva europeia para isolar a doença, proibindo todas as exportações de carne suína e de javali das zonas afectadas.
Não contagiosa a humanos
A peste suína africana não é contagiosa para os humanos, mas propaga-se rapidamente nos porcos, como já sucedera em Espanha há várias décadas, nos anos 60-70, provocando também perdas económicas num sector chave do negócio agro-alimentar.
Fonte: Agroportal
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deteve 22 indivíduos e 357 toneladas de alimentos em Portugal durante os quatro meses da operação internacional OPSON VII, iniciativa conjunta da EUROPOL e INTERPOL direcionada ao combate às práticas fraudulentas em géneros alimentícios.
Nesta megaoperação participaram em simultâneo 67 países - entre os quais 24 estados-membros da União Europeia (UE) - através de diversos organismos oficiais, como entidades policiais, aduaneiras e de fiscalização alimentar, tendo sido realizadas diversas ações de fiscalização direcionadas a operadores económicos que desenvolvem a sua atividade no setor alimentar.
A operação estendeu-se a todo o circuito produtivo e comercial, incluindo portos e aeroportos, tendo sido detetados produtos como carne imprópria para consumo, leite em pó para bebé falsificado, atum tratado quimicamente, entre outros.
Atum manipulado para parecer fresco
Durante esta operação, decorreu ainda uma ação coordenada pela UE, através da EU Food Fraud Network (em que a ASAE é a representante nacional) envolvendo 11 dos países, incluindo Portugal, com o objetivo de detetar práticas fraudulentas em atum.
"Estas práticas ilícitas incluíam a troca de espécies e a venda ilegal de atum destinado a conserva como fresco, após tratamento químico que lhe conferiam uma aspeto e coloração de atum fresco, tendo sido apreendidas, na globalidade, mais de 50 toneladas de atum e mais de 380 amostras colhidas", explica a ASAE em comunicado.
Em Portugal, participaram na operação a ASAE e a Autoridade Tributária e Aduaneira. Como resultado destas ações de inspeção realizadas, a nível nacional, foram apreendidas 357 toneladas de géneros alimentícios incluindo carnes e produtos cárneos, produtos da pesca (frescos e congelados), moluscos bivalves, produtos pré-cozinhados, queijos, mel, pão, frutos e vegetais.
Foram ainda capturadas cerca de 150 000 unidades de produtos em situação ilegal, incluindo ovos, suplementos alimentares e queijo, e cerca de 34 000 litros de vinho, 5 300 litros de leite, 1 700 litros de bebidas espirituosas e 320 litros de azeite.
"As principais infrações verificadas foram a falsificação de géneros alimentícios, fraude sobre mercadorias, géneros alimentícios impróprios para consumo, indução em erro ao consumidor, usurpação de DOP e IGP, incumprimento dos requisitos legais específicos ao nível do setor alimentar", explica a ASAE.
Na sequência da operação, foram instaurados 30 processos crimes, mais de 200 processos de contraordenação e ainda detidos 22 indivíduos.
"Entre os principais objetivos da OPSON VII destacam-se a identificação e desmantelamento de redes de crime organizado envolvidas na produção e/ou comercialização de produtos alimentares objeto de práticas fraudulentas, o reforço da cooperação entre diferentes autoridades e sensibilização dos cidadãos para os perigos associados à Fraude Alimentar, particularmente decorrentes da falsificação e adulteração de géneros alimentícios", conclui a ASAE.
Fonte: Lifestyle.sapo
Um centro de investigação do Porto está a liderar um projeto internacional para estudar a ocorrência de toxinas marinhas emergentes no oceano Atlântico, que se acumulam em bivalves e peixes e cuja ingestão pode causar problemas à saúde humana.
Através do projeto EMERTOX, liderado pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), o grupo está a estudar as toxinas emergentes presentes nos microrganismos (bactérias e microalgas) que compõem as marés vermelhas, disse à Lusa o presidente da direção do CIIMAR e coordenador deste projeto, Vítor Vasconcelos.
De acordo com o investigador, ainda que essas toxinas não tenham um impacto negativo nas espécies de bivalves, peixes e invertebrados nos quais se acumulam, em contacto com humanos podem originar efeitos diversos.
"No Mediterrâneo, em especial em Itália, têm sido descritos inúmeros casos de intoxicação humana decorrentes de atividades recreativas junto ao mar, devido à aspiração do ar contaminado pelos organismos produtores e pelas suas toxinas", contou.
Vítor Vasconcelos frisou, contudo, que o maior risco para a saúde humana decorre da ingestão de invertebrados contaminados com estas toxinas, como moluscos e peixes.
A ingestão dessas toxinas pode causar problemas gastrointestinais (vómitos, diarreia e dores de cabeça) e, dependendo do tipo de toxina, perdas de memória, paralisia muscular que pode conduzir à morte, diarreia intensa e promoção de tumores.
O investigador acrescentou que não há qualquer alteração visível nos animais e só uma análise química é capaz de diferenciar os contaminados dos não contaminados.
Neste projeto, além das toxinas emergentes, como as tetrodotoxinas, as palitoxinas e as ciguatoxinas, o grupo está a estudar as toxinas já monitorizadas pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), nomeadamente o ácido domóico (ASP), o ácido ocadáico (DSP) e as saxitoxinas (PSP).
Embora as toxinas emergentes estejam normalmente associadas a águas quentes, de zonas tropicais do Pacífico, Índico e Atlântico, as mesmas têm vindo a ser detetadas em águas mais frias, através de episódios de intoxicação humana ocorridos em Portugal, Espanha e Itália, e de estudos realizados pelo CIIMAR.
Apesar da introdução de novas espécies e do crescimento dessas toxinas emergentes em zonas costeiras e oceânicas pouco habituais, originadas pelo aquecimento global e pelas rotas marítimas dos grandes navios, as mesmas não são obrigatoriamente monitorizadas em países europeus, incluindo Portugal.
Com este projeto, pretende-se mapear as toxinas e os organismos produtores em águas do Atlântico Norte e Mediterrâneo, bem como desenvolver modelos de previsão da sua evolução, em vários cenários de aquecimento global.
"O conhecimento adquirido será fundamental para assessorar as autoridades nacionais e europeias, como a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), no sentido de sugerir alterações legislativas e novas necessidades na monitorização destas toxinas", disse ainda o professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).
O EMERTOX, que iniciou a 15 de abril, em Cabo Verde, e terá a duração de quatro anos, é financiado pelo Horizonte 2020 e envolve um consórcio de 15 centros de investigação e empresas de Espanha, França, Reino Unido, Itália, Republica Checa, Cabo Verde, Marrocos e Tunísia.
Fonte: Diário de Notícias
Nove pessoas da mesma família morreram devido a uma intoxicação alimentar no norte de Moçambique, anunciaram as autoridades sanitárias da província do Niassa.
O caso terá ocorrido na última semana no posto administrativo de Etatara e suspeita-se que a morte terá sido provocada por um tubérculo designado localmente por "malave", referiu Simão Naueha, diretor do Serviço Distrital de Saúde de Cuamba, citado pela edição do jornal moçambicano Notícias.
Seis vítimas morreram no local, outras duas morreram a caminho do Hospital Rural de Cuamba e uma perdeu a vida já durante uma intervenção médica.
Outros três membros da mesma família que consumiram o mesmo tubérculo estão fora de perigo, internados na mesma unidade de saúde.
As autoridades admitem que a família terá confundido o vegetal com um outro que também é consumido habitualmente na região.
Um caso semelhante ocorrido na mesma zona em 2016 vitimou igualmente vários membros da mesma família, pelo que os serviços de saúde estão a lançar um apelo para a população fazer a devida verificação dos alimentos, antes de os ingerir.
Fonte: Jornal de Notícias
O Sistema Agro-Silvo Pastoril do Barroso colocou Portugal no mapa do património agrícola mundial. Depois de um processo de candidatura, que se iniciou em 2017, este território conseguiu obter a classificação de Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (GIAHS na sigla inglesa) da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
Na Europa há apenas mais dois sistemas com esta classificação: o Sistema Agrícola de Valle Salado de Añana (produção de sal), Espanha, e o Sistema de Produção da Passa de Uva de Málaga, em La Axarquía, também em Espanha. Dois territórios de Itália aguardam a aprovação da FAO para integrarem o GIAHS. No mundo, um total de 50 sistemas agrícolas mereceram a classificação, a maioria localizados nas regiões de Ásia e Pacífico e no Norte de África. A intenção da organização das Nações Unidas é reconhecer métodos de produção e alertar para a importância de “proteger os bens e serviços sociais, culturais, económicos e ambientais que estes fornecem aos agricultores familiares, aos povos indígenas e às comunidades locais”. A FAO defende “uma abordagem integrada que combina agricultura sustentável e desenvolvimento rural”.
O património agrícola português passa, assim, a estar no mapa dos sistemas a proteger e a região do Barroso (concelhos de Boticas e Montalegre) distingue-se pela produção pecuária e culturas características das regiões montanhosas. De acordo com a FAO, os habitantes do Barroso “desenvolveram e mantiveram formas de organização social, práticas e rituais que os diferenciam da maioria das populações do país em termos de hábitos, linguagem e valores”. “Isso resulta das condições endógenas e do isolamento geográfico, bem como dos limitados recursos naturais que os levaram a desenvolver métodos de exploração e uso consistentes com sua sustentabilidade”.
A criação de gado e a produção de cereais na paisagem montanhosa deu origem a uma paisagem que liga pastagens, hortas, campos de centeio, bosques e florestas, “onde os animais constituem um elemento chave no fluxo de materiais entre os componentes do sistema”. A FAO acredita que o GIAHS poderá ajudar a valorizar os produtos endógenos e fortalecer os agricultores familiares.
A agricultura em Portugal é, na sua maioria, de estrutura familiar e as explorações de pequena dimensão representam 72,8% do total, gerando um valor produtivo inferior a oito mil euros por ano. Nestes sistemas, há métodos de produção próprios, interligados com a história e a cultura local. Já as explorações de grande dimensão geram mais de 100 mil euros por ano e, ainda que pesem apenas 3,9% do total das explorações, contribuem com 3,1 mil milhões de euros (de 60%) para o Valor de Produção Padrão Total (VPPT).
Fonte: Agroportal
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