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As leguminosas são um dos alimentos mais versáteis, nutritivos e fáceis de incluir em qualquer refeição diária.

De uma forma geral, devem representar cerca de 4% da nossa alimentação, ou seja entre 1 a 2 porções deste alimento por dia.

No entanto, os indicadores explicam que o consumo a nível nacional está abaixo do recomendado.

Eis tudo o que deve saber sobre leguminosas, segundo Helena Real, Nutricionista, Secretária-Geral da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.

O que são as leguminosas?

As leguminosas representam um grupo de alimentos que se pode dividir em duas categorias.

Numa primeira, incluem-se os grãos, por exemplo feijão (encarnado, frade, branco, catarino, azuki, mongo, preto), grão-de-bico, lentilha, ervilha, fava e tremoço.

Numa segunda estão as oleaginosas, por exemplo, soja e amendoim (sim, surpresa das surpresas, o amendoim não é um fruto seco!).

As recomendações da Roda dos Alimentos, o nosso guia alimentar português, apontam para um consumo diário de 1 a 2 porções de leguminosas, sendo que 1 porção representa:

1 colher de sopa de leguminosas secas cruas (25g); ou

3 colheres de sopa de leguminosas frescas cruas (80g); ou

3 colheres de sopa de leguminosas secas/frescas cozinhadas (80g).

Quais os principais benefícios nutricionais das leguminosas?

Este alimento carateriza-se por oferecer um conjunto interessante de nutrientes como proteínas e hidratos de carbono, para além de fibras, vitaminas (sobretudo B) e minerais (ferro e cálcio).

Pela sua composição em proteínas são muito usadas como substitutos de outras fontes proteicas como a carne, o pescado ou os ovos.

Contudo, será importante ressalvar que as proteínas de origem vegetal não são de elevado valor biológico como as de origem animal, ou seja, não apresentam uma composição onde estejam todos os aminoácidos essenciais, pelo que devem ser complementadas com outros alimentos fornecedores de proteínas, como os cereais.

Por exemplo, a tradicional conjugação do feijão com o arroz, ou seja, leguminosa e cereal, permite obter, no total, o conjunto de todos os aminoácidos essenciais.

Que tipo de leguminosas são ideais para quem treina diariamente?

Qualquer tipo de leguminosa é interessante neste contexto, sobretudo pela sua riqueza em micronutrientes (vitaminas e minerais) e fibra.

Que tipo de estratégias podem ser utilizadas para a inclusão deste tipo de alimento na rotina alimentar?

São alimentos extremamente versáveis e fáceis de confecionar, sendo possível incluí-las em diferentes tipos de pratos, como as sopas, as saladas ou os pratos principais.

Será ainda importante reforçar o facto de serem alimentos económicos comparativamente a outras fontes proteicas, como a carne ou o pescado e de fácil acesso, pelo que o seu consumo deve ser promovido.

É, contudo, fundamental consumir as leguminosas cozinhadas, pois, para além das confeções culinárias melhorarem as condições organoléticas destes alimentos, permitem também reduzir os fatores anti-nutricionais, ou seja, substâncias que podem interferir com a absorção de alguns nutrientes.

Qual a importância do consumo diário de leguminosas?

Diversos estudos científicos referem que o consumo de leguminosas está associado à prevenção e melhoria de diversas patologias como as doenças cardiovasculares, a diabetes Mellitus, a doença inflamatória intestinal e o cancro do cólon.

Desta forma, o consumo de leguminosas deve ser incentivado ao longo de todo o ciclo de vida.

Fonte: Women's Health

RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA N.º 67/2018 recomenda ao Governo a promoção da dieta mediterrânea e da produção nacional.

O Parlamento quer que o Governo promova a dieta mediterrânea ajudando, assim, a valorizar a produção agrícola nacional e a disseminar boas práticas alimentares. Numa resolução publicada em Diário da República, a Assembleia da República recomenda ao Governo que “desenvolva uma campanha nacional de promoção e valorização da dieta mediterrânea, nomeadamente, junto dos refeitórios escolares e outros refeitórios públicos, respeitando as dietas alternativas já previstas na lei”.

Esta resolução teve como base uma proposta do PCP onde se lê que a promoção da dieta mediterrânea poderá ter “um efeito positivo na economia e na produção agrícola, nacional tendo em conta que a dieta mediterrânea tem como elementos base o pão e o azeite”. “Na dieta mediterrânea têm ainda uma importância fundamental consumo de peixe, consumo moderado de carne, com forte presença das aves e pequenos ruminantes, de produtos de horta e de produtos silvestres. Também estes produtos poderão ser muitos valorizados”, lê-se na proposta.

Em Dezembro de 2013, a dieta mediterrânea foi classificada pela Unesco como Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência de uma candidatura apresentada pelo Chipre, Croácia, Espanha, Grécia, Itália, Marrocos e Portugal. Esta dieta, sublinha a Unesco, envolve “um conjunto de saber-fazer, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições sobre técnicas agrícolas, pesca, criação de gado, conservação, processamento, preparação e, especialmente, partilha e consumo de alimentos”.

Fonte: Agroportal

ASAE apreende queijos Serra da Estrela

  • Monday, 23 April 2018 15:29

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 1600 rótulos de queijos que indevidamente apresentavam a marca 'Serra da Estrela'.

A ASAE apreendeu queijos cuja produção não reunia os requisitos necessários para ter a certificação sobre a origem da matéria-prima utilizada, num estabelecimento do Porto, que comprava os alimentos a uma fábrica da zona centro, e posteriormente os vendia a um valor mais elevado, com o rótulo da marca protegida desde 1985.

Nesse estabelecimento de venda ao público, foram apreendidos cerca de 500 rótulos de queijo, e detectado que esses mesmos produtos eram vendidos a um grupo de restaurantes em Lisboa. No total, foram apreendidos 1612 rótulos e 50 quilos de queijo, que ronda um valor de mercado estimado em 1200 euros.

Fonte: Correio da Manhã

Certos suplementos alimentares de ferro podem ajudar ao desenvolvimento de cancro do cólon em humanos, segundo um novo estudo da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia.

Cientistas descobriram que dois compostos ferrosos – o citrato de ferro (III) , que é encontrado em suplementos vitamínicos e o EDTA férrico, um aditivo alimentar – são responsáveis pela formação de biomarcadores associados ao cancro a longo prazo e à morte precoce.

Investigadores suecos, em conjunto com o Conselho de Investigação Médico do Reino Unido e a Universidade de Cambridge, examinaram os efeitos que estes dois compostos químicos têm em células de cancro do cólon humano. Depois, compararam os resultados com testes feitos a outros compostos vitamínicos com ferro que são geralmente considerados seguros como o sulfato de ferro.

Mesmo a pequenas doses, os resultados verificaram que o citrato férrico e o EDTA de ferro (III) aumentou os níveis de marcadores cancerosos, enquanto outros compostos ferrosos não mostraram diferenças entre as células com cancro.

"Podemos concluir que o citrato férrico e o EDTA férrico podem ser carcinogénicos" afirmou em comunicado a co-autor do estudo, Nathalie Scheers, professora na Universidade Chalmers, em Gotemburgo.

Infelizmente, é difícil actuar sobre estas descobertas. As restrições de ferro em produtores de suplementos vitamínicos são difíceis pois muitos dos produtos não especificam o tipo de ferro utilizado para a composição química dos aditivos alimentares. "Muitas lojas e produtos não afirmam de que tipo de ferro é o suplemento composto, mesmo em farmácias. Normalmente, apenas citam ‘ferro’ ou ‘ferro mineral’, o que é problemático para os consumidores", avisou a investigadora.

Apesar de alertar que este estudo tem de ser aprofundado, Nathalie Scheers aconselha que "neste momento, as pessoas devem seguir os conselhos médicos recomendados. Mas, pessoalmente, se precisar de um suplemento ferroso, tentaria evitar citratos férricos."

Fonte: Sábado

Desde sempre, os invertebrados estiveram presentes na alimentação do ser humano. Há referências histórias que provam que os nossos antepassados o faziam, uma prática que se mantém até hoje por certas culturas, como nos países do sudoeste asiático.

A par destes casos, a dieta mediterrânica, ou outra semelhante, não está livre do consumo de insetos, ainda que o faça sem saber já que é praticamente impossível eliminar a 100% a presença destes indesejados seres vivos de frutas e legumes, algo que cresce com a promoção da cultura biológica e livre de químicos.

Segundo o espanhol Sur, calcula-se que cada indivíduo consuma entre 453 e 907 gramas de insetos por ano. Contudo, a FDA (Food and Drug Administration) garante que há uma certa quantidade que o ser humano pode ingerir sem que ponha a sua saúde em risco. Tanto o é, que tal organismo controla a quantidade de insetos que cada alimento pode conter. Por exemplo, em 227 ml de sumo de laranja pode estar presente, legalmente, até cinco moscas da fruta.

É por isso comum para a indústria alimentar a presença de certos insetos como larvas na fruta de conserva ou fragmentos de exoesqueletos no chocolate.

Apresentados os números, importa ter em conta que, apesar de inesperado para muitos, tal alimentação não é de risco. Pelo contrário, é cada vez mais uma tendência comum na culinária que vê esta como uma nova opção para garantir o consumo de proteína, cálcio, ferro ou zinco.

Fonte: Notícias ao Minuto

Foram estabelecidas as condições fitossanitárias para a exportação de pêra, maçã, pêssego, ameixa, citrinos e uva de mesa para a Costa do Marfim.

Os interessados devem obter junto das autoridades fitossanitárias da Costa do Marfim a autorização prévia de importação, após a qual deverá ser solicitada à Direção Regional de Agricultura e Pescas respetiva, e a inspeção fitossanitária à remessa a exportar para efeitos de emissão do Certificado Fitossanitário.

Fonte: DGAV

O risco da praga da traça da Guatemala, que está a destruir grandes quantidades de batata na Galiza chegar a Portigal é “reduzido”, porque “a capacidade de voo do inseto é muito baixa”.

A opinião é expressa à Renascença pelo chefe do Serviço de Saúde e Produção Vegetal da Junta da Galiza, Victor Novo.

A praga deste insecto está a destruir grandes quantidades de batata na Galiza, afetando quase em exclusivo zonas de produção particular, destinada a consumo próprio.

O responsável galego avança, ainda, que as autoridades portuguesas, tal como a de todos os Estados-membros da União Europeia, estão devidamente alertados para a existência do problema.

Qual é o risco desta praga poder chegar a Portugal?

É reduzido. O risco só existe se estas batatas forem levadas de mãos em mãos a Portugal. O que quero dizer é que o risco não resulta do voo do inseto, porque a capacidade de voo do inseto é muito baixa. Só mesmo se houver pessoas a comprar batata nas zonas infestadas e as levarem para Portugal.

Quais são os danos provocados por esta praga, aí na Galiza?

Esta praga estraga completamente as batatas. Comercialmente, ficam destruídas. Os danos não podem ser quantificados porque 99% das explorações afectadas são de particulares, que produzem, essencialmente, batata para auto-consumo. São pequenas superfícies dedicadas a este cultivo e não conseguimos quantificar os prejuízos.

Ainda assim, as autoridades portuguesas foram alertadas para esta praga, para um maior controlo fronteiriço da passagem de batata vinda da Galiza?

Sim, mas as zonas produtoras que temos na Galiza e que possam ter algum tipo de comercialização com Portugal estão livres desta praga.

Mas as autoridades sanitárias portuguesas foram avisadas…

Foram alertadas, como foi alertada toda a Europa. Quando acontece uma praga como esta, o dever do Estado-membro afectado, neste caso a Espanha, é avisar a Comunidade Europeia e o resto dos Estados-membros. Todos sabem que em Espanha, em algumas zonas da Galiza, temos este problema com a batata.

Fonte: Agroportal

Em 2018, o Executivo vai manter a taxa sanitária e de segurança alimentar nos sete euros por metro quadrado de área de venda do estabelecimento comercial, revela a PORTARIA Nº 102/2018.

Esta taxa, criada em 2012, é aplicada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) aos titulares de estabelecimentos de comércio alimentar de produtos de origem animal ou vegetal.

A taxa de segurança alimentar foi aprovada em Conselho de Ministros em abril de 2012 e foi desde logo contestada pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que temia o impacto negativo na competitividade do setor.

Já no ano passado, o Ministério da Agricultura revelou que nos primeiros cinco anos de implementação desta taxa os cofres do Estado arrecadaram cerca de 35,3 milhões de euros, sendo que só o Grupo Jerónimo Martins tinha, na altura, uma dívida acumulada de 12 milhões de euros.

As receitas angariadas com a taxa sanitária e de segurança alimentar financiam o Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar da DGAV que apoia iniciativas no âmbito da segurança alimentar, da proteção e sanidade animal, da proteção vegetal e fitossanidade e prevenção e erradicação das doenças dos animais e plantas.

Fonte: Agroportal

O executivo comunitário com sede em Bruxelas apresentou esta quinta-feira uma proposta legislativa que visa a proibição das práticas comerciais desleais mais nocivas na cadeia de abastecimento alimentar, a fim de garantir um tratamento mais justo das pequenas e médias empresas agro-alimentares. A proposta assumirá a forma de uma directiva e será apresentada, juntamente com uma avaliação de impacto, ao Parlamento Europeu e ao Conselho da UE, para aprovação.

Bruxelas quer que os Estados-membros designem uma autoridade pública responsável pela aplicação das novas normas, a exemplo da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Será ainda criado um mecanismo de coordenação entre as autoridades responsáveis para permitir o intercâmbio de boas práticas.

Segundo o comunicado emitido esta quinta-feira pela Comissão Europeia, as práticas comerciais desleais a proibir “incluem os pagamentos atrasados de produtos perecíveis, os cancelamentos de última hora de encomendas, as alterações unilaterais ou retroactivas de contratos e forçar o fornecedor a pagar produtos desperdiçados ou não vendidos”.

Na comunicação, a Comissão acrescenta ainda que “outras práticas só serão permitidas caso sejam objecto de um acordo claro e inequívoco entre as partes: a devolução ao fornecedor dos produtos alimentares não vendidos pelo comprador; o pagamento antecipado por um comprador a um fornecedor, para garantir ou manter um acordo de abastecimento de produtos alimentares; o pagamento, por um fornecedor, das acções de promoção ou comercialização dos produtos alimentares vendidos pelo comprador”.

A proposta inclui disposições executórias eficazes, nomeadamente sanções a impor às autoridades nacionais sempre que se constate uma infracção.

Os agricultores e as pequenas e médias empresas “são vulneráveis às práticas comerciais desleais adoptadas por parceiros da cadeia alimentar”, por falta de “poder de negociação e de alternativas para fazerem chegar os seus produtos aos consumidores”, acredita Bruxelas.

“A proposta de hoje é, essencialmente, sobre uma cadeia justa, dando voz aos que não a têm e que, sem qualquer culpa própria, se tornam vítimas de um fraco poder de negociação”, disse o comissário europeu para a Agricultura, Phil Hogan.

Fonte: Público

Um projeto de investigação europeu, liderado pelo INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, pretende criar "alimentos funcionais" para melhorarem os níveis de diabetes tipo 2 e a capacidade cognitiva de idosos, anunciou hoje aquela instituição.

Em comunicad, o INL, sediado em Braga, explica que o FODIAC - Food for Diabetes And Cognition, que será apresentado sexta-feira, será desenvolvido nos próximos quatro anos e que será financiado por fundos europeus, no âmbito das Ações Marie Curie, integrando um total de 15 entidades, desde parceiros académicos ao mundo empresarial.

"Trata-se de um programa que pretende, através da alimentação, ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas com idades acima dos 60 anos, tantas vezes afetadas por diversas patologias, estando a diabetes e as disfunções cognitivas entre as mais prevalentes", explica no texto o diretor de Ciências da Vida do INL, Lorenzo Pastrana.

Segundo o INL, "o envelhecimento crescente da população mundial coloca à comunidade científica o desafio de encontrar soluções que ajudem a minimizar os inconvenientes associados a esta tendência demográfica"

Pelo que o FODIAC tem como "objetivo primário utilizar a dieta alimentar como veículo de compostos bioativos naturais, para além de também pretender, de forma saudável, recuperar o prazer de comer, tantas vezes afetado pela perda progressiva de capacidade sensorial/gustativa nos mais idosos".

No texto, Lorenzo Pastrana salienta ainda que com aquele projeto pretende-se a "valorização de subprodutos alimentares e a redução do desperdício alimentar, através do desenvolvimento de novas tecnologias que permitam extrair nutrientes, por exemplo, de cascas e sementes de frutos, naturalmente ricos em antioxidantes e que acabam sempre no lixo".

O Projeto FODIAC integra, além do INL, a Universidade do Minho, Universidade Católica Portuguesa, Universitá Cattolica del Sacro Cuore (Milão, Itália), University of Reading (Reading, Reino Unido), Lunds Universitet (Lund, Suécia), bem como o CSIC - Consejo Superior de Investigaciones Científicas (Espanha), e várias empresas nacionais.

Fonte: Diário de Notícias