A certificação sanitária para exportação para o Egito de bovinos para engorda e abate provenientes de Portugal foi acordada entre os dois países em agosto de 2016. No entanto e após discussão com o Egito em relação ao peso máximo dos animais para engorda e à possibilidade de estarem vacinados os animais para abate, foi estabelecida nova certificação para o efeito.
Mantém-se a exigência da deslocação prévia de uma Delegação Egípcia Veterinária a Portugal por cada remessa de animais a exportar.
A alteração à certificação sanitária aplicável foi já divulgada junto das Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais/Regiões Autónomas, sendo assim possível a exportação em apreço, cumprindo-se os vários requisitos sanitários exigidos pelo Egito.
Fonte: DGAV
Entrou ontem em vigor o REGULAMENTO (UE) 2017/2158 DA COMISSÃO que estabelece medidas de mitigação e níveis de referência para a redução da presença de acrilamida em géneros alimentícios a aplicar na indústria alimentar, assim como novos limites de referência deste contaminante.
Complementarmente às medidas previstas, devem considerar-se, após a entrada em vigor do presente regulamento, a definição de teores máximos de acrilamida em determinados géneros alimentícios, em conformidade com o REGULAMENTO (CEE) 315/93.
Relembramos que a acrilamida é um componente de caráter cancerígeno.
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Fonte: Qualfood
A ‘vida social’ das plantas pode ter um importante papel na gestão e na conservação da biodiversidade. A conclusão é de um estudo realizado por uma equipa de investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com o Real Jardim Botânico de Madrid (Espanha), e que acaba de ser publicado na revista científica Ecology Letters.
No âmbito desta investigação, os cientistas analisaram cerca de 2 mil plantas de mais de uma centena de famílias da flora europeia, conseguindo demonstrar que “a capacidade das plantas para estabelecer relações com os fungos do solo não condiciona a dispersão das sementes para longas distâncias.”
De acordo com os autores do estudo, as plantas “têm uma complexa vida social”. Como exemplo, os investigadores referem que “a maioria das plantas estabelece associações mutualistas (vantajosas) com fungos do solo que ajudam a melhorar a nutrição e aumentam a proteção contra a seca e doenças. Estes fungos são abundantes onde também estão as suas plantas parceiras e, por isso, crescer perto da planta mãe deveria ser vantajoso para as novas plantas. No entanto, muitas plantas investem em estruturas especializadas do fruto ou semente que facilitam a sua dispersão por animais, vento ou água. Este processo permite às plantas colonizar novos espaços e escapar aos patógenos e herbívoros que se concentram à volta da planta mãe. A interação com fungos mutualistas e a dispersão de sementes são dois processos fundamentais para a conservação e regeneração dos ecossistemas.”
Marta Correia, investigadora principal do estudo, explica que “encontrar fungos mutualistas compatíveis não é um constrangimento importante para a dispersão das plantas. Descobrimos assim que, exceto em casos muito específicos, a evolução de estruturas de dispersão das sementes é vantajosa para as plantas e não é limitada pela disponibilidade de fungos mutualistas compatíveis.”
“O nosso trabalho revela uma complexa ‘vida social’ das plantas com importantes consequências ecológicas e evolutivas, ficando claro que apenas integrando os vários tipos de interações que formam o grande puzzle da vida das plantas e dos animais, poderemos compreender os mecanismos responsáveis pela geração e manutenção da biodiversidade. Face às alterações climáticas, este conhecimento é essencial para desenhar planos de gestão que permitam a conservação dos ecossistemas”, acrescenta ainda a ecóloga Susana Rodríguez-Echeverría, uma das investigadoras envolvidas no estudo.
Fonte: Agroportal
São dois os nutricionistas ao serviço do Ministério da Educação. A Ordem dos Nutricionistas propõe a contratação de 30 profissionais, assim como a criação de equipas regionais de fiscalização.
São apenas dois os nutricionistas que fiscalizam as refeições escolares. Dos dois nutricionistas existentes no Ministério da Educação, um trabalha nos serviços centrais da direção-geral de Edução, enquanto o segundo se encontra na zona Centro.
A Ordem dos Nutricionistas (ON) propõe a contratação de 30 profissionais de saúde, assim como a criação de equipas regionais de fiscalização. Em declarações à Renascença, a bastonária da ON, Alexandra Bento, defende que “se houvesse mais nutricionistas, Portugal não estaria, certamente, com este panorama, em termos de alimentação”.
De acordo com a bastonária da ON, a equipa de profissionais de saúde proposta tem objetivos fiscalizar e educar: “É necessário fiscalizar o fornecimento das refeições, as normas para a oferta alimentar” e “educar os alunos para uma alimentação saudável."
Para Alexandra Bento, a equipa que agora existe de fiscalizadores tem "um pouco de tudo e um pouco de nada". Para fiscalizar aquilo que é a oferta alimentar, é “preciso ter conhecimentos”.
“Não vamos, de um dia para o outro, querer imaginar que pais, professores e funcionários da escola sabem fazer esta fiscalização”, reforça.
A contratação dos 30 profissionais significa um investimento do Governo de cerca de 600 mil euros anuais, indica a bastonária. Este valor corresponde a menos de 1% do valor gasto pelo Estado na contratação de empresas para o fornecimento de refeições aos alunos.
A nutricionista aponta para problemas nos pratos dos alunos portugueses, como o excesso de sal, e sublinha que este quadro “não é um problema de hoje".
Fonte: Radio Renascença
A Unidade de Acção Fiscal, através do Destacamento de Acção Fiscal do Porto, apreendeu mais de 5 mil litros de bebidas alcoólicas produzidas e comercializadas ilicitamente, no dia 6 de Abril, no distrito de Vila Real.
IABA
Informa a Guarda Nacional Republicana (GNR) que, no âmbito de um inquérito que decorre desde o inicio do ano, e que tem por objecto a investigação da comercialização ilícita de álcool sem declaração e pagamento do Imposto Especial Sobre o Consumo de Álcool (IABA) e IVA, os militares realizaram uma busca domiciliária e outra no local de produção, apreendendo 5 190 litros de aguardente, cujo valor ascende a cerca de 54 mil euros.
O proprietário do entreposto, um homem com 62 anos, foi constituído arguido e sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.
Fonte: Agroportal
O mel é um produto natural que pode ser utilizado com moderação na nossa alimentação, existindo em Portugal uma vasta quantidade de produtores de mel com elevada qualidade.
O mel define-se como uma:
“substância açucarada natural produzida pelas abelhas da espécie Apis mellifera a partir do néctar de plantas ou das secreções provenientes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas das plantas, que as abelhas recolhem, transformam por combinação com substâncias específicas próprias, depositam, desidratam, armazenam e deixam amadurecer nos favos da colmeia” (DL Nº 214/2003).
De acordo com o local onde é produzido e atendendo à flora característica da região polinizada pelas abelhas, o mel adquire características sensoriais únicas.
Em Portugal, existem vários tipos de mel com Denominação de Origem Protegida (DOP), ou seja, com um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, cuja qualidade ou características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico específico, incluindo fatores naturais e humanos e cuja produção têm lugar na área geográfica delimitada. Em Portugal e com estas características existe o Mel da Serra da Lousã DOP, Mel da Terra Quente DOP, Mel de Barroso DOP, Mel do Parque de Montesinho DOP, Mel do Ribatejo DOP, Mel dos Açores DOP, Mel da Serra de Monchique DOP, Mel das Terras Altas do Minho DOP e o Mel do Alentejo DOP. Esta designação garante a obtenção de um produto de qualidade com características únicas, protegendo e valorizando os apicultores locais e promovendo, ainda, o combate à fraude.
CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS DO MEL
O mel apresenta um elevado valor energético (100g de produto contém 314kcal) e um teor elevado de hidratos de carbono (78g por 100g alimento), encontrando-se na forma de mono e dissacáridos, essencialmente frutose e glucose, estando a primeira em maior concentração.
O mel, apesar de ser natural, não deixa de ser uma fonte de açúcar simples, pelo que deve ser consumido muito ocasionalmente e preferencialmente integrado ou no final de refeições. De facto, este alimento apresenta um valor energético muito parecido com o açúcar refinado (“açúcar branco comum”). Contudo, o mel contém alguns micronutrientes em pequenas quantidades, tais como riboflavina (vitamina B2), niacina (vitamina B3), vitamina B6, potássio, fósforo e magnésio, que lhe confere valor nutricional que o diferencia do açúcar.
O mel, por apresentar uma percentagem significativa de frutose, tem um poder adoçante superior ao açúcar refinado e um índice glicémico inferior, sendo este valor variável de acordo com a origem botânica das flores que lhe dão origem. Se este não for pasteurizado, quando submetido ao frio pode cristalizar.
Desta forma, o mel deve ser um alimento a consumir com bastante moderação por apresentar uma elevada quantidade de açúcares simples. Para além dos fatores nutricionais, a preservação das abelhas é uma prioridade, pela sua importância na polinização e na produção de alimentos presentes na nossa alimentação.
O IMPACTO DAS ABELHAS NO ECOSSISTEMA
As abelhas desempenham um papel importante na manutenção da biodiversidade no nosso planeta ao participarem ativamente no processo de polinização. A polinização é o processo que garante a produção de frutos e sementes e a reprodução de diversas plantas. O vento, a chuva e os animais como as abelhas, vespas, borboletas, pássaros, pequenos mamíferos e morcegos são os responsáveis pela transferência do pólen entre as flores masculinas e femininas. Para as plantas angiospérmicas (que produzem flor), na maioria dos casos, este processo é fundamental para que ocorra a fertilização e sejam produzidos frutos. As abelhas asseguram cerca de 80% da polinização de plantações na Europa, tornando-se, desta forma, essenciais para a produção de inúmeros frutos e hortícolas e para a manutenção da flora, influenciando a nossa alimentação e a de outros animais.
No entanto, tem-se verificado uma diminuição drástica no número de abelhas nos últimos anos, podendo ser causada pelas condições ambientais atuais, como a perda de habitat, a agricultura intensiva, as alterações climáticas, os parasitas e o uso de pesticidas. Relativamente a estes últimos, o grupo dos neonicotinóides foi identificado pela EFSA como uma substância que coloca em risco as abelhas e todo o meio envolvente, pelo que o próximo passo será a eliminação deste composto do ambiente.
Nos Estados Unidos da América e na Europa, têm ocorrido perdas significativas de colónias de abelhas nos últimos anos. Em Portugal, com os incêndios que atingiram a região Centro, milhares de colmeias foram destruídas tendo colocado os ecossistemas e a economia em risco, como se refletiu, por exemplo, no mel da Serra da Lousã DOP. A flora em redor dos apiários também foi afetada, o que limita o alimento das abelhas e afeta a sua sobrevivência.
Este declínio verificado nas colónias das abelhas, é uma preocupação nossa. Acreditamos que a apicultura deve ser preservada e a população deve ser consciencializada para a importância das abelhas na preservação dos ecossistemas. Podemos fazê-lo comprando o nosso mel DOP em substituição do açúcar e sempre em moderação.
Fonte: Nutrimento
A DGAV redigiu um despacho, já remetido para publicação em Diário da República, com o objetivo de criar e regulamentar uma “Bolsa de Inspetores Veterinários”.
Para consultar o documento, clique aqui.
Fonte: DGAV
A Comissão Europeia acaba de alargar a autorização do uso da substância activa fluazuron a peixes de barbatana e aos tecidos de todos os ruminantes, excepto da espécie ovina, e ao leite de bovinos. E define o limite máximo de resíduos (LMR) daquela substância.
Explica o Regulamento de Execução 2018/523 da Comissão, de 28 de Março de 2018, que a legislação da UE enumera as substâncias farmacologicamente activas, indicando a respectiva classificação no que respeita aos LMR nos alimentos de origem animal.
O fluazuron consta já desse quadro como substância permitida na espécie bovina, no que diz respeito a músculo, tecido adiposo, fígado e rim, excluindo os animais produtores de leite para consumo humano.
Agência Europeia de Medicamentos
Foi submetido à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) um pedido no sentido da extensão da entrada respeitante ao fluazuron aos peixes de barbatana, que, baseando-se no parecer do Comité dos Medicamentos para Uso Veterinário, recomendou que fosse estabelecido um LMR para aquela substância.
Diz ainda o Regulamento que a EMA “deve ponderar a possibilidade de os LMR estabelecidos para uma substância farmacologicamente activa num determinado género alimentício serem utilizados para outro género alimentício derivado da mesma espécie, ou de os LMR estabelecidos para uma substância farmacologicamente activa numa ou mais espécies serem utilizados para outras espécies”.
Assim, a EMA “considerou adequada a extrapolação da entrada respeitante ao fluazuron aos tecidos de todos os ruminantes, excepto da espécie ovina, e ao leite de bovinos.
“Afigura-se adequado conceder às partes interessadas um período razoável para tomar as medidas que possam ser necessárias para cumprir o novo LMR”, acrescenta o Regulamento.
Fonte: Agroportal
A GNR apreendeu esta quinta-feira em Palmela e Alcochete quase duas toneladas de amêijoa japónica no valor de cerca de 17 mil euros. Em comunicado, a autoridade revela que “a Unidade de Controlo Costeiro, através dos Subdestacamentos de Controlo Costeiro de Setúbal e Fonte da Telha apreendeu ontem em Palmela e Alcochete 1.877 quilos de amêijoa japónica”.
De acordo com os militares, a acção “foi efectuada no âmbito de uma fiscalização rodoviária direccionada para a captura e comércio ilegal de bivalves, protecção das espécies e segurança alimentar”. A apreensão, “no valor presumível de 17 mil euros”, foi justificada pelo facto de os bivalves “não possuírem o tamanho mínimo legal para serem comercializados e por não serem acompanhados dos documentos de registo obrigatórios por lei”.
A GNR acrescenta ainda que “foram identificados dois indivíduos e elaborados dois autos de contra-ordenação”, sendo que “os bivalves, por se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu habitat natural”.
Fonte: Diário da Região
Numa operação da Guardia Civil (correspondente à GNR portuguesa) foram detidas dez pessoas - quatro de nacionalidade chinesa, três espanhola e três marroquina - e feitas buscas em edifícios nas regiões espanholas das Astúrias e Cádiz, onde foram apreendidas 364 embalagens prontas para transportar para a China mais de cinco mil quilos de enguias-de-vidro.
Este pequeno animal, que também é conhecido pelo nome de enguia-bebé ou meixão (norte de Portugal), tem cerca de oito centímetros de comprimento e calcula-se que o lucro por cada quilo exportado pode ir até os 7500 euros.
O anúncio do desmantelamento da rede foi feito pela Guardia Civil, numa conferência de imprensa onde, segundo a agência espanhola Efe, estavam também representantes da Europol (polícia europeia), que coordenou a operação, e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) de Portugal.
Segundo foi explicado, a intervenção da polícia espanhola obrigou o grupo a montar uma base provisória no Porto, tendo vários envios sido intercetados nos aeroportos desta cidade e ainda de Lisboa e de Faro.
As enguias são muito apreciadas na Ásia e em particular na China, Hong-Kong e Coreia do Sul.
Depois de operações realizadas pela polícia portuguesa, a rede transferiu novamente a sua atividade de preparação dos envios para Algeciras (sul de Espanha), tendo a polícia espanhola decidido intervir depois da apreensão de 65 quilos de enguias-de-vidro em Tarifa e de 129 quilos que estavam a ser transferido para Marrocos num camião.
Segundo dados de várias entidades, saem por ano de forma ilegal da Europa cerca de 100 toneladas de enguias-de-vidro.
A agência Efe também refere que o inspetor da ASAE, Hugo Alexandre Matos, fez uma exposição sobre as ações realizadas em Portugal, onde esta temporada já foram apreendidas cerca de uma tonelada destas enguias e detidas 28 pessoas.
Fonte: Jornal de Notícias
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