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Em comunicado divulgado esta terça-feira, a ASAE refere que desencadeou uma ação de fiscalização dirigida a uma indústria de produtos da pesca, localizada no concelho de Ílhavo, com o objetivo de verificar as condições de produção e transformação de produtos da pesca congelados.

Durante esta ação, realizada pela brigada especializada das indústrias, foram apreendidos 13.770 quilos de bacalhau congelado, eviscerado e descabeçado, sem ter sido feito o aviso prévio à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

"Apurou-se ainda que este bacalhau foi congelado depois de ter sido adquirido no seu estado fresco, para ser escalado e salgado, sem rótulos e sem documentos, não sendo demonstrada a sua rastreabilidade", refere a mesma nota.

A ação teve ainda como resultado a instauração de um processo de contraordenação à empresa em causa.

Fonte: Jornal de Notícias

Reduza o consumo de sal

  • Wednesday, 14 March 2018 10:39

De 12 a 18 de março, celebra-se a semana da consciência global sobre o sal, promovida pela WASH e que em Portugal teve o apoio da Ordem dos Nutricionistas na qual são apresentadas 5 medidas para que o consumo máximo diário por pessoa não exceda os 5g (uma colher de chá) de sal.

O sal, quando consumido em excesso pode aumentar o risco de aparecimento e/ou progressão de diversas doenças como cancro, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e sobrecarga renal.

No âmbito do PNPAS destacamos o manual “Ervas aromáticas – Uma estratégia para a redução do sal na alimentação dos Portugueses” e o podcast “Como reduzir o consumo de sal”.

Para facilitar a identificação e interpretação da quantidade de sal presente nos produtos alimentares sugerimos a consulta do “descodificador de rótulos”.

Fonte: Nutrimento

Novo escândalo alimentar na Bélgica

  • Wednesday, 14 March 2018 10:18

As autoridades belgas já encerraram uma fábrica de processamento de carne na sequência de um novo escândalo alimentar. Em causa está carne fora de prazo a qual estaria a ser exportada para o sul da Europa. Vários supermercados suspenderam a venda de produtos de carne e o ministério federal da agricultura já retirou a licença de operação à fábrica em causa.

Entrevistado pelo canal de televisão pública belga, RTBF, uma testemunha anónima, "Bruno", explica que o prazo de validade da carne havia sido prolongado por um ano cabendo-lhe a si alterar a data de consumo e a data de consumo limite nos rótulos dos produtos. O escândalo veio a público na quinta-feira passada depois de irregularidades terem sido descobertas num carregamento de carne que teria como destino o Kosovo.

Na semana passada, uma pesquisa revelou a falsificação de informações na data de congelamento da carne e a não-conformidade de mais de 50% dos produtos controlados.

Fonte: msn.com

A Comissão Europeia lançou esta terça-feira um Centro de Conhecimento para melhorar a qualidade dos alimentos e reforçar a luta contra a fraude alimentar, anunciou hoje o executivo comunitário. O Centro de Conhecimento, uma rede constituída por peritos internos e externos da Comissão Europeia, irá dar apoio aos responsáveis políticos da União Europeia e às autoridades nacionais, partilhando e facultando o acesso a conhecimentos científicos actualizados em matéria de fraude alimentar e de qualidade dos alimentos, e será gerido pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

Em comunicado, a Comissão Europeia salienta que as preocupações com possíveis fraudes alimentares e com a qualidade dos alimentos minam a confiança dos consumidores e prejudicam toda a cadeia de abastecimento alimentar na Europa, desde os agricultores aos retalhistas. "Os casos recentes de fraude alimentar atingiram produtos como azeite, vinho, mel, peixe, produtos lácteos, carne e aves de capoeira. Além disso, os consumidores podem ser expostos a práticas comerciais desleais, em especial no que se refere aos produtos alimentares disponíveis nos diferentes mercados, com diferenças significativas na sua composição, mas com uma embalagem similar", acrescenta a nota.

O Centro de Conhecimento sobre a Fraude Alimentar e a Qualidade dos Alimentos irá coordenar as actividades de fiscalização do mercado, por exemplo, em matéria de composição e propriedades organolépticas dos alimentos fornecidos com a mesma embalagem e marca em vários mercados da União Europeia. A rede irá ainda operar um sistema de alerta precoce e informação para a fraude alimentar: através do acompanhamento dos meios de comunicação social e da disponibilização destas informações ao público em geral; operando uma ligação entre os sistemas de informação dos Estados-membros e da Comissão; gerando conhecimentos específicos a cada país; fazendo, entre outras coisas, o levantamento das competências e infra-estruturas laboratoriais nos Estados-membros.

O novo Centro de Conhecimento sobre a Fraude Alimentar e a Qualidade dos Alimentos foi lançado na terça-feira, em Estrasburgo, pelo Comissário da Educação, Cultura, Juventude e Desporto, que tutela o Centro Comum de Investigação, Tibor Navracsics, na presença do vice-presidente responsável pela União da Energia, Maroš Šefcovic, e a Comissária responsável pela Justiça, Consumidores e Igualdade de Género, Vêrá Jourová.

"A qualidade dos alimentos que consumimos é importante para todos nós, e dado que a fraude alimentar é um crime transnacional, a UE tem um papel claro a desempenhar na resposta a este problema. O lançamento do Centro de Conhecimento sobre a Fraude Alimentar e a Qualidade dos Alimentos é um passo importante. O Centro ajudará a proteger a integridade da cadeia alimentar da UE e a salvaguardar a qualidade dos produtos alimentares, gerando um valor acrescentado claro para os europeus", defendeu Navracsics, citado em comunicado.

Fonte: Público

 Comissão Europeia não aprovou a substância activa extracto de Reynoutria sachalinensis na utilização de pesticidas. O pedido de autorização tinha sido feito no Reino Unido.

Refere o Regulamento de Execução 2018/303 da Comissão, de 27 de Fevereiro de 2018, que, por carta de 16 de Outubro de 2017, a empresa em questão retirou o seu pedido de aprovação do extracto de Reynoutria sachalinensis.

Devido à retirada do pedido, o extracto de Reynoutria sachalinensis não deve ser aprovado.

Fonte: Agroportal

Uma colher que se "aplica" no telemóvel associada a uma aplicação que projeta animações em 3D é a proposta de uma marca de papas infantis para pôr fim à luta diária de muitas famílias à hora das refeições. Mas a ideia não é consensual.

Para solucionar as dificuldades que alguns pais enfrentam na hora de dar de comer ao seu bebé, a empresa em questão apresentou a colher "NutriSpoon" como a solução para a hora da refeição ser divertida, tanto para os pais como para os filhos.

A "NutriSpoon" é uma colher cujo cabo que habitualmente se pega com a mão tem um encaixe para introduzir o telemóvel. Há ainda uma aplicação móvel ("app") que se pode instalar e usar para projetar imagens em 3D na hora de comer. A ideia é substituir o habitual "aviãozinho" - movimentar a colher em direção à boca do bebé ao mesmo tempo que ele se distrai - por imagens digitais que são projetadas. A "app" tem quatro tipos de animações a três dimensões que, refere o anúncio, vai deixar o bebé "de boca aberta".

Igualmente de "boca aberta", mas de espanto e indignação, ficaram muitos dos que viram o vídeo promocional na passada quinta-feira e depressa divulgaram nas redes sociais comentários incrédulos de que o produto era mesmo verdadeiro.

Fonte: Jornal de Notícias

Austrália - Surto de Listeria

  • Tuesday, 13 March 2018 10:44

Registou-se outro surto mortal de listeriose, mas desta vez na Austrália.

O produto em causa é a meloa e já de detetou e confirmou a quinta onde esta foi produzida, situada na zona de Riverina.

A NSW Food Authority (autoridade australiana responsável pela segurança alimentar) já está a trabalhar em conjunto com os produtores em questão de forma a detetar exatamente a fonte de contaminação.

No seguimento deste surto, 4 pessoas morreram e já foram confirmados 17 casos de listeriose causados pelo consumo de meloa.

Fonte: FoodWorld

Este suplemento segue a sub-divisão adoptada na 36ª edição integral. O período coberto por este suplemento termina em 31 de Dezembro de 2017.

Modificações

As modificações introduzidas são indicadas da seguinte forma:

«(add.)»: designa uma nova posição introduzida no catálogo comum;

«(mod.)»: designa uma modificação a uma posição já existente. As indicações referentes a esta posição no presente suplemento substituem as da 36.a edição integral;

«(del.)»: significa que a posição e todas as indicações que lhe dizem respeito são suprimidas do catálogo comum.

Pode consultar as alterações aqui.

Fonte: Agroportal

A Comissão Europeia autorizou a utilização de Bacillus subtilisDSM 29784 como aditivo em alimentos para frangos de engorda e frangas criadas para postura. A Adisseo France SAS é o detentor da autorização.

Segundo o Regulamento de Execução 2018/328 da Comissão, de 5 de Março de 2018, em 2003, foi apresentado um pedido de autorização de uma preparação de Bacillus subtilis DSM 29784.

Esse pedido foi acompanhado dos dados e documentos exigidos e refere-se à autorização de uma preparação de Bacillus subtilis DSM 29784 como aditivo em alimentos para frangos de engorda e frangas criadas para postura, a classificar na categoria de aditivos designada por “aditivos zootécnicos”.

Sem efeitos adversos

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos concluiu, no seu parecer de 4 de Julho de 2017, que a preparação de Bacillus subtilis DSM 29784, nas condições de utilização propostas, não tem efeitos adversos na saúde animal, na saúde humana nem no ambiente.

A Autoridade concluiu também que a preparação em causa tem o potencial de melhorar o desempenho zootécnico dos frangos de engorda. Esta conclusão pode ser alargada às frangas criadas para postura quando o aditivo é utilizado na mesma dose.

Fonte: Agroportal

Bertalan Mesko, o médico futurista, falou sobre o futuro da alimentação na Conferência Portugal Saudável. Ao DN, diz que a tecnologia já está a mudar a forma como nos alimentamos, podendo contribuir para escolhas mais saudáveis através de leitores de alimentos, robôs de conversação ou utensílios inteligentes. E isto "não leva necessariamente à perda de contacto entre as pessoas".

Vem a Portugal falar sobre a alimentação do futuro. O que podemos esperar da sua intervenção?

Vou falar sobre como as tecnologias do futuro irão afetar a forma como comemos e como devemos comer. O discurso dominante irá focar os aspetos sociais de comer num mundo excessivamente tecnológico.

Como é que a tecnologia está a alterar a forma como comemos?

Os leitores de alimentos conseguem dizer-nos o que comemos. A nutrigenómica usa os nossos dados genómicos para nos dizer qual a comida mais apropriada a cada um de nós. As apps para smartphones e os "chatbots" [robôs de conversação] permitem-nos encontrar as melhores alturas e formas para comer. Os utensílios inteligentes podem ajudar as pessoas com limitações a comer como qualquer outra pessoa. A lista é muito longa.

Como é que estas tecnologias funcionam?

Os leitores de alimentos serão capazes de nos dizer quantos gramas de açúcar uma peça de fruta contém, ou qual a percentagem de álcool que uma bebida tem. A empresa Canadian TellSpec tenciona desenvolver um leitor de alimentos portátil que dê informação específica aos utilizadores sobre os ingredientes e os macronutrientes de um alimento. Um outro aparelho, o SCiO, produzido em Israel, usa uma tecnologia semelhante à do TellSpec, mas é desenhado para identificar o conteúdo molecular de alimentos, medicamentos ou até plantas. Ilumina o objeto; os sensores óticos detetam a luz refletida e o aparelho analisa o objeto, usando um algoritmo e uma base de dados em nuvem, que é constantemente atualizada. A ideia básica por trás da nutrigenómica consiste no facto de o nosso genoma revelar informação valiosa acerca das necessidades do nosso organismo, que devemos sinalizar e utilizar de forma a conseguirmos ter uma vida longa e saudável. Depois de sequenciar o ADN, uma app para smartphones poderá informar-nos qual a comida que devemos ingerir e a que devemos evitar a todo o custo. Como somos todos geneticamente diferentes, a nossa dieta deve ser personalizada.

Como é que a tecnologia pode ajudar a acabar com a subnutrição?

Soylent é um composto alimentar em pó para substituição de refeições, que misturado com a água contém os nutrientes necessários a um adulto médio. A empresa aconselha os consumidores a usá-lo como suplemento para as refeições tradicionais, até que encontrem o equilíbrio ideal entre o Soylent e a comida real. A empresa espera que o seu produto poupe tempo e esforço ao eliminar a necessidade de preparar todas as refeições. Isto poderia ajudar temporariamente as regiões onde a subnutrição é um assunto premente. Já o projeto "Cultured Beef" tem como objetivo criar carne artificial em laboratório. Os técnicos removem células do músculo da parte superior do membro anterior da vaca, alimentam as células com uma mistura de nutrientes numa placa de Petri e estas crescem no tecido do músculo. Poucas células iniciais poderão dar origens a toneladas de carne. O mundo inteiro pode ser alimentado com carne de células do músculo criada em laboratório.

Que impacto é que poderá ter na luta contra a obesidade?

A obesidade pode ser controlada com a ajuda de leitores de alimentos, informação nutrigenética e "chatbots", que nos motivam a uma dieta e estilo de vida melhores. Existem também muitas outras tecnologias neste sentido. É extremamente desafiante manter uma dieta saudável, portanto as pessoas irão encontrar a motivação de onde quer que ela venha. Há quem use redes sociais, chatbots ou sensores para medir dados acerca do seu estilo de vida.

Considera que há o risco de se perder a socialização à mesa?

Sim, o risco claramente existe. No entanto, no meu discurso, tentarei defender a ideia de que com mais tecnologias vão surgir melhores dietas, o que não leva necessariamente à perda de contacto entre as pessoas. Depende de nós.

Fonte: Diário de Notícias