Decorreu no passado dia 19 de abril, a partir da sede da CAP, a apresentação do novo Catálogo Oficial de Raças Autóctones Portuguesas, iniciativa conjunta da CAP e da DGAV que contou com a presença da Senhora Diretora-Geral da DGAV, Dra Susana Pombo.
Este catálogo inclui toda a informação sistematizada sobre as 61 raças autóctones de animais em Portugal: raças autóctones portuguesas de Bovinos (15), Ovinos (16), Caprinos (6), Suínos (3), Equídeos (6), Galináceos (4) e Canídeos (11).
Através da versão em E-book fica não só disponível toda a publicação, mas também permite ao leitor selecionar a informação especifica sobre determinada raça, bastando ‘fazer clique’ sobre o nome da mesma.
Em Portugal existe um conjunto significativo de raças autóctones que representam um património genético valioso, possuindo um grande potencial de conservação e valorização económica associado a produtos nacionais de elevada qualidade.
Esta publicação tem como objetivo divulgar, promover e valorizar o património genético nacional junto da população em geral, em especial junto dos jovens, através das instituições de ensino e das escolas, e também junto dos consumidores.
Pode consultar o documento aqui.
Fonte: DGAV
A pandemia beneficiou, e de que maneira, as vendas do setor de FMCG em 2020. A nível mundial, as vendas cresceram 10% uma marca sem precedentes, muito mais notória, se se tiver em consideração que o crescimento, em 2019 foi de 2,5%, segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Kantar.
“2020 foi um ano transformador para o FMCG. Quando fizemos as nossas previsões em 2019, antes de existir Covid-19, esperávamos o crescimento do FMCG perto dos 2.5%”, afirma Stéphane Roger, global retail & shopper director na Kantar, Worldpanel Division.
O estudo mostra outros dados que ajudam a explicar esta subida de dois dígitos, sendo o comportamento mais evidente o aumento de refeições feitas em casa, com a compra de comida a aumentar 11,4%.
Tendo estado durante boa parte do ano em suas casas e querendo reforçar a sua segurança, os consumidores aumentaram o consumo de produtos de cuidado do lar, tendo as suas vendas aumentado 9,8%. Por outro lado, tomando em linha de conta as recomendações das autoridades sanitárias, as pessoas passaram a lavar as mãos com mais frequência, o que levou um crescimento das vendas dos produtos de lavagens de mãos e do corpo de 6% para 16%.
A diminuição da interação social teve, por outro lado, um efeito de estabilidade nas vendas dos produtos de saúde e beleza (+0,1%)
“Desde o açambarcamento para fazer stock no primeiro trimestre, passando pela transferência do consumo fora de casa para dentro de casa e a falta de interação social, os impactos foram sentidos em todas as regiões, países, canais, setores e categorias. Este contexto demonstrou a importância de adaptação ao desconhecido, para encontrar novas oportunidades de crescimento. Embora o FMCG tenha beneficiado da pandemia, nenhum crescimento é constante para sempre, destacando a importância de compreender a evolução das tendências e comportamentos do consumidor e adaptar-se a eles”, explica o responsável.
Em crescimento estiveram as vendas online, que registaram uma subida de 45,5%. O comércio eletrónico atingiu o patamar de 6,5% do total das vendas de mercearias de todo o mundo.
Os EUA foi o mercado que mais cresceu (14%). Na segunda posição surge a Europa Ocidental (11.2%), seguida pela América Latina (10.1%), a Europa Oriental (6.6%) e a Ásia (3.1%)
Quanto a categorias, bebidas, laticínios e alimentação, que representaram 74% do valor do FMCG em 2019, cresceram 8.6%, 10.3% e 11.4%, respetivamente. Assim, o consumo fora de casa foi transferido para dentro de casa, durante um bom período de 2020.
Fonte: Hipersuper
Os vinhos portugueses começaram o ano com um bom desempenho no que diz respeito às exportações. O valor das vendas para o exterior atingiu um valor de 121 milhões de euros em janeiro e fevereiro de 2021, um crescimento de 2,96% em relação ao período homólogo de 2020, segundo dados da ViniPortugal.
“A estratégia da ViniPortugal ao longo dos últimos anos tem passado por diversificar mercados e por desenvolver um trabalho sustentado na abertura de novos mercados, embora mantendo sempre uma forte presença nos mercados principais. Em 2021 vamos prosseguir esse caminho, com a convicção que a trajetória de crescimento das exportações terá de continuar com uma postura competitiva no mercado, apostando em saber vender bem, em valorizar a qualidade do nosso produto de modo a conseguirmos aumentar o preço médio.”, afirma Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal.
Os principais mercados de destino são a França (16,67 milhões de euros), Estados Unidos da América (13,25 milhões de euros), Brasil (9,34 milhões de euros), Alemanha (7,65 milhões de euros) e Canadá (7,60 milhões de euros).
O crescimento no Brasil foi o mais pronunciado, atingindo 36,64%. Os restantes mercados com níveis mais elevados de crescimento foram a Alemanha (+12,09%) e o Canadá (+7,86%). Destaque pela negativa vão para os EUA (-14,72%) e para a França (-3,93%).
No mercado europeu, a Finlândia destacou-se nos primeiros dois meses do ano com um crescimento de 69,55% para 2,26 milhões de euros, seguida pela Polónia que aumentou 29,50% para 4,27 milhões de euros, Suécia com uma subida de 24,11% para 4,91 milhões de euros e Dinamarca, com um aumento de 15,63% para 2,21 milhões de euros. Registos negativos para os mercados espanhóis com -19,36% (2,15 milhões de euros), Luxemburgo com -7,22% (2,10 milhões de euros) e Suíça com -5,56% (5,25 milhões de euros).
No que diz respeito a países terceiros, as exportações de vinhos nacionais para o Reino Unido representaram 6,96 milhões de euros, um recuo de 14,24% face a igual período de 2020. Para Angola foram exportados 3,67 milhões de euros, uma quebra de 38,56%.
Fonte: Hipersuper
O primeiro-ministro saudou hoje o acordo político provisório em torno do objetivo de neutralidade carbónica da União Europeia em 2050, considerando que se trata de um “sinal inequívoco de determinação” para o combate às alterações climáticas.
A presidência portuguesa do Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu chegaram hoje a um acordo político provisório que legisla o objetivo da neutralidade climática da União Europeia em 2050
Numa mensagem que publicou na sua conta pessoal na rede social Twitter, António Costa escreve estar perante “mais um compromisso concretizado no trílogo sobre a primeira lei europeia do clima”.
Ainda de acordo com o primeiro-ministro de Portugal, país que preside até junho ao Conselho da União Europeia, “a emergência pandémica [da covid-19] não fez desaparecer a emergência climática”.
“Que o dia da terra inspire outros a passar à ação em prol de um mundo mais saudável e sustentável”, acrescenta António Costa.
Em comunicado, refere-se que “os negociadores do Conselho Europeu [ao qual Portugal preside] e do Parlamento Europeu chegaram a um acordo político provisório que legisla o objetivo da neutralidade climática da União Europeia em 2050 e a meta de redução coletiva líquida das emissões de gases com efeito de estufa (emissões após a dedução de remoções) em pelo menos 55% no ano de 2030, por comparação com 1990”.
“Estamos satisfeitos com o acordo provisório hoje alcançado. A Lei Europeia do Clima é a ‘lei das leis’, definindo o enquadramento da legislação climática da UE para os próximos 30 anos”, salientou o ministro do Ambiente e da Ação Climática português.
“Hoje sentimos orgulho por termos lançado os alicerces de um objetivo climático ambicioso e capaz de congregar o apoio de todos. Com este acordo, enviamos uma mensagem forte ao mundo – precisamente na véspera da Cimeira de Líderes dedicada ao Clima, a 22 de abril – e abrimos caminho para que a Comissão avance, em junho, com a proposta do pacote climático ‘preparados para os 55′, afirmou ainda João Pedro Matos Fernandes, citado na mesma nota.
No que diz respeito ao objetivo para 2030, a presidência portuguesa indicou que “os negociadores concordaram quanto à necessidade de priorizar a redução das emissões sobre as remoções”, introduzindo-se “um limite de 225 megatoneladas de CO2 equivalente à contribuição de remoções para a meta líquida”.
Fonte: Greensavers
O Portal da Construção Sustentável (PCS) revela os resultados de um inquérito à população portuguesa, residente em Portugal Continental, sobre o conforto térmico de suas casas. Na mesma altura em que o Governo avança com uma estratégia nacional para combater a pobreza energética, que entrou em consulta pública e prevê metas de redução gradual desta problemática até 2050.
Segundo os resultados deste inquérito, a maioria dos participantes (88%) considera a sua casa desconfortável termicamente e apenas 12% diz habitar uma casa confortável, sendo que para isso, necessita gastar energia em climatização, pois, dos inquiridos, são 94% os que dizem ter um aumento significativo do consumo de energia para climatizar a casa e, em todas as províncias do País, o desconforto térmico é geral.
De acordo com as medidas agora apresentadas, o Governo quer combater a pobreza energética através de vales do Estado atribuídos às famílias mais carenciadas, que serão aplicados diretamente na compra de fogões, aquecedores, equipamentos para arrefecer a casa ou na instalação de painéis solares fotovoltaicos para autoconsumo. E também poderão ser usados em obras de melhoria de eficiência energética em casa.
Para Aline Guerreiro, CEO do PCS, a questão é «como quer o governo combater a pobreza energética com mais equipamentos que consomem energia, como sendo os aquecedores e os equipamentos para arrefecimento, quando as famílias portuguesas não conseguem pagar os gastos consumidos e tem que recorrer a outros métodos como sejam o uso de várias camadas de roupa?»
É preciso não esquecer que cerca de 1,2 milhões de famílias gastam mais de 10% do seu rendimento mensal com a fatura energética e, ainda assim, não conseguem climatizar as suas casas. Outra das questões reveladas pelo inquérito, é a de que há um desconhecimento geral dos inquiridos pela relação entre construção/materiais, com o conforto térmico.
De recordar que, no último trimestre de 2020, foram abertas candidaturas pelo Governo, através do Fundo Ambiental, para atribuição de financiamento para que os portugueses tornassem as suas casas mais sustentáveis, a vários níveis. Em quatro meses foram dispensados 4,5 milhões de euros para as candidaturas aprovadas. No entanto, o inquérito hoje divulgado revela que 42% dos inquiridos não teve conhecimento desta possibilidade. E aqueles que obtiveram financiamento, que foram apenas 1% dos inquiridos, este foi maioritariamente atribuído à colocação de painéis fotovoltaicos, o que vai conduzir à redução da fatura de eletricidade é certo. Mas pouco ou nada significativos, foram os investimentos realizados em melhorias na construção, que, essas sim, são soluções definitivas, como sendo a substituição de caixilhos e de vidro (janelas) e colocação de isolamento, medidas que melhoram a eficiência energética sem recurso a mais equipamentos.
«A energia mais barata é a energia que não necessitamos de gastar. Por isso, é pertinente pensar no combate à pobreza energética através da reabilitação sustentável dos edifícios, de forma a isolá-los convenientemente», considera Aline Guerreiro. São 44%, os inquiridos, que dizem viver numa casa sem qualquer tipo de isolamento e 28% não sabe. O isolamento térmico insuficiente nos elementos opacos da envolvente pode representar entre 30% a 60% das perdas térmicas. O baixo desempenho de vãos envidraçados e portas, com caixilharias desadequadas, representam entre 25% a 30% dessas mesmas perdas.
Tendo em conta que cerca de 40% do consumo total de energia na União Europeia corresponde aos edifícios, o aumento da eficiência energética destes constitui uma das medidas necessárias para reduzir a dependência energética e também diminuir as emissões de gases com efeito de estufa. «Todos os edifícios deveriam ser desenhados, construídos e reabilitados, de forma a pouparem energia, reduzindo as emissões de CO 2 associadas. É urgente a consciência ambiental. Temos de parar de poluir. Seja pela má utilização de recursos, seja pelas emissões poluentes que todos poderíamos evitar», concluiu Aline Guerreiro
Dados do Inquérito:
O questionário foi respondido exclusivamente via web, com recurso à plataforma GoogleForms, entre os dias 02 de Fevereiro e 12 de março de 2021, tendo sido recolhidas 1433 respostas completas. A análise das respostas foi realizada pelo Portal da Construção Sustentável.
A caracterização dos participantes do estudo revelou que quase metade das respostas, foram de pessoas residentes na Estremadura (35%), seguindo-se o Douro Litoral (15%), a Beira Litoral (14%) e o Minho (9%), sendo que as restantes correspondem a zonas variadas do País.
Mais de metade dos inquiridos vive em meio urbano (77,6%), em casa própria (78,4%), em edifícios multifamiliares (57%) e em casas construídas entre 1980 e 2000, e são nestas últimas, onde se regista o maior número de participantes que regista ter casas frias no inverno e quentes no verão (20%).
Fonte: Greensavers
As indústrias do mar pretendem investir 5.000 milhões de euros em Portugal até 2030, apelando a um total de 2.500 milhões de euros da Europa para cumprir este objetivo, segundo o Conselho Estratégico para Economia do Mar da CIP.
De acordo com este órgão da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, “as indústrias do mar querem investir em Portugal 5.000 milhões até 2030 – em setores que vão dos portos e da construção naval à pesca e à transformação do pescado, da biotecnologia azul ao turismo e à economia do ambiente -, necessitando de 2,5 mil milhões de euros da Europa para relançar o setor”, lê-se num comunicado.
Citado na mesma nota, Manuel Tarré, presidente do órgão, disse que “os 252 milhões de euros de verbas europeias anunciados pelo senhor primeiro-ministro no novo capítulo que será incluído no Plano de Recuperação e Resiliência – PRR são um primeiro passo nesta estratégia a dez anos”.
De acordo com o responsável, estes investimentos irão servir para Portugal “tornar os seus portos, as suas frotas comercial e pesqueira, as suas comunicações digitais submarinas, a sua indústria alimentar e o seu turismo competitivos à escala global”, acrescentando que, “para tal, é necessário que o Governo atribua ao setor 2,5 mil milhões de euros dos 61,2 mil milhões de subvenções europeias que o país irá receber até 2030”.
No comunicado, a CIP diz que, de acordo com dados divulgados pelo primeiro-ministro, António Costa, ao Conselho Económico e Social em 23 de fevereiro, “ainda estão por executar 11,2 mil milhões de euros do PT 2020 – quase metade dos 23 mil milhões disponíveis desde 2015”, recordando que a esse montante acrescem 33,6 mil milhões de euros do próximo quadro financeiro plurianual europeu 2021-2027 e 13,9 mil milhões de euros da “bazuca” europeia.
"Sendo a fileira do mar uma das mais exportadoras do país, movimentando 6 mil milhões de euros por ano correspondentes a 3% do PIB [Produto Interno Bruto], 2,5 mil milhões em dez anos – 4% do total de verbas que a União Europeia irá colocar ao dispor de Portugal – são uma alavanca indispensável para promover o desenvolvimento do país e a mudança do seu modelo económico”, diz Manuel Tarré.
O presidente do Conselho Estratégico para Economia do Mar da CIP indica que “este montante será aplicado na renovação dos portos, na biotecnologia azul, na indústria transformadora, na qualificação das embarcações da marinha de comércio portuguesa e, também, da frota pesqueira”, acrescentando que “a descarbonização dos combustíveis utilizados nos navios e a digitalização do seu funcionamento é fundamental para aumentar a sua competitividade no mercado mundial”.
A “renovação das frotas é fundamental para o salto que é necessário dar na qualidade do trabalho e do produto”, defende Manuel Tarré, garantindo que “esse processo também exigirá mão-de-obra muito qualificada” que será “mais bem paga e mais produtiva ao longo de toda a cadeia industrial”.
No mesmo comunicado, o organismo salienta que “a requalificação dos portos e a sua eletrificação são essenciais no plano de restruturação que importa implementar”, referindo que será também necessário “lançar um vasto programa de formação e de requalificação dos 190 mil profissionais das indústrias do mar”.
“O Governo deu um sinal que percebe que o setor do mar é central para a mudança do modelo de desenvolvimento do país”, remata Manuel Tarré, assegurando que o executivo “não pode, por isso, deixar os investidores e os empresários sozinhos no seu trabalho”.
Fonte: Observador
Um investigador da Universidade do Minho (UMinho) concluiu que consumidores de café têm melhor controlo motor, maiores níveis de atenção e alerta e que a cafeína tem “benefícios na aprendizagem e na memória”, divulgou esta terça-feira aquela instituição.
Em comunicado enviado à Lusa, a UMinho aponta que o estudo, liderado pelo investigador do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) Nuno Sousa e publicado na revista Molecular Psychiatry, “oferece uma perspetiva única nas mudanças estruturais e de conectividade que acontecem no cérebro de quem bebe café regularmente”.
O também presidente da Escola de Medicina da UMinho percebeu que, quando em repouso, quem bebe café com regularidade tem “um reduzido grau de conectividade em duas áreas do cérebro (conhecidas como precuneus direito e insular direito), indicando efeitos como uma melhoria no controlo motor e nos níveis de alerta (ajudando na reação ao estímulo) em comparação com quem não bebe café”.
A investigação encontrou “padrões de maior eficiência noutras áreas do cérebro, como o cerebelo”, consistente com efeitos “como a melhoria do controlo motor” e “uma maior atividade dinâmica em várias áreas do cérebro” a que se junta “uma notória melhoria” na aprendizagem e na capacidade de memória.
"Esta é a primeira vez que o efeito de beber café regularmente tem na nossa rede cerebral é estudado com este nível de detalhe. Fomos capazes de observar o efeito do café na estrutura e na conectividade funcional do nosso cérebro, bem como as diferenças entre quem bebe café regularmente e quem não bebe em tempo real. Estas conclusões podem, pelo menos em certa medida, ajudar a oferecer uma visão mecanicista para alguns dos efeitos observados”, explica no texto Nuno Sousa.
As diferenças no cérebro, observadas em quem bebe café regularmente, foram também notadas num grupo de pessoas que não bebem café após consumirem um copo daquela bebida: “Este indicador é surpreendente, demonstrou uma capacidade do café em impor mudanças em curtos períodos de tempo e torna o café o gatilho dos efeitos”, refere o texto.
A investigação usou uma tecnologia apelidada de ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla inglesa) para comparar a estrutura e conectividade no cérebro de um grupo de pessoas que bebe café diariamente com a de um grupo de pessoas que não bebe café.
O projeto é apoiado pelo Institute for Scientific Information on Coffee.
Fonte: Observador
O presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira disse hoje que a Feira do Queijo Serra da Estrela que decorreu em formato inteiramente digital, entre 28 de fevereiro e 28 de março, obteve “bons resultados”.
Segundo a autarquia de Celorico da Beira, o número de vendas de queijo na loja ‘online’ “Celorico com Gosto” (acessível em https://www.celoricocomgosto.pt/) “foi de 573 artigos, em 30 dias”, um resultado que superou as expectativas.
Os queijos foram vendidos pelo município na plataforma ‘online’ que abriu no dia 28 de fevereiro, para promoção e venda de queijo Serra da Estrela e que posteriormente será alargada a outros produtos locais.
A 42.ª edição da Feira do Queijo da Serra da Estrela de Celorico da Beira decorreu este ano num formato inteiramente digital, devido à pandemia de covid-19, mas, segundo a organização, manteve a sua principal essência: a promoção e valorização do queijo e dos seus produtores.
O presidente do município de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, disse hoje à agência Lusa que a autarquia faz um balanço “positivo” do evento.
“Foi um mês de bons resultados, que nos obrigou a fazer das dificuldades oportunidades e oportunidades de futuro. E estou a lembrar-me da plataforma digital ‘Celorico com Gosto’ em que, neste espaço de tempo, vendemos sensivelmente 600 unidades de queijo só através dessa plataforma, fora as outras vias”, sublinhou.
A logística, embalamento e expedição dos produtos vendidos ‘online’ foi suportada pelo município de Celorico da Beira, que protocolou com os CTT o serviço de entregas.
Carlos Ascensão reconhece que a autarquia que lidera criou “uma ferramenta para o futuro, que é para ficar”.
“Em outros certames posteriores [a plataforma digital] será, a par da feira e da festa tradicional [do queijo Serra da Estrela], uma forma de chegarmos mais longe, chegarmos à casa das pessoas e ao mundo inteiro”, vaticina.
O autarca adiantou que os produtores que participaram na feira do queijo digital de 2021 deram respostas positivas e a satisfação em geral “também é positiva”.
Alguns produtores “tiveram algumas reservas e não aderiram” ao certame ‘online’, mas, “depois de verem o sucesso dos outros, e depois de verem que é outra forma interessante de escoamento, de valorização e de comercialização do produto”, mostraram interesse em participar, rematou.
De 28 de fevereiro a 28 de março, o município de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, que se assume como ‘Capital do Queijo Serra da Estrela’, organizou a 42.ª edição da Feira do Queijo, num formato inteiramente digital.
O evento incluiu uma programação que assentou em quatro eixos distintos e complementares: “Somos Produtores”, “Aprender com Valor”, “Bom Proveito!” e “Natura e Cultura”.
Fonte: Agroportal
Portugal tem 61 raças autóctones, entre ovinos, bovinos, caprinos, suínos, galináceos, equídeos e canídeos, destacando-se, em número, os ovinos Serra da Estrela com 20.341 animais, segundo dados da DGAV e da CAP.
“Para além das raças autóctones das espécies pecuárias – 15 raças de bovinos, 16 de ovinos, seis de caprinos, três de suínos, seis de equídeos e quatro de galináceos, incluem-se também onze raças de canídeos portugueses, por serem intrinsecamente ligados ao mundo rural e às actividades agro-pecuária e cinegética e fazerem parte deste valiosíssimo património genético nacional, que urge salvaguardar e dar a conhecer”, lê-se numa nota conjunta da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), enviada à Lusa.
Estes números fazem parte do Catálogo das Raças Autóctones, um inventário que vai ser lançado nesta segunda-feira pelas duas entidades, que tem por objetivo “divulgar, promover e valorizar” os animais.
De acordo com este documento, entre as raças identificadas destacam-se os ovinos Serra da Estrela com 20.341 animais de raça pura, nomeadamente, 19.239 fêmeas e 1102 machos em 211 criadores.
Nesta categoria encontram-se ainda as raças Churra da Terra Quente (13.888), Merina Preta (13.039), Churra Galega Bragança Branca (12.157), Merina Branca (8846), Campaniça (7908), Churra do Minho (4656), Merina da Beira Baixa (4453), Churra Galega Mirandesa (4917), Bordaleira de Entre o Douro e Minho (4520), Churra Galega Bragança Preta (2777), Saloia (2875), Churra badana (2540), Mondegueira (2044), Churra Algarvia (1690) e Churra do Campo (321).
Por sua vez, entre os bovinos, destaca-se a raça Alentejana com 8562 animais puros em 133 criadores, nomeadamente, 8362 fêmeas e 200 machos.
Incluem-se também nesta categoria as raças Mertolenga (8565), Barrosã (7130), Brava de Lide (6413), Cachena (6126), Minhota (6076), Mirandesa (4797), Maronesa (3879), Arouquesa (3814), Preta (1844), Marinhoa (975), Ramo Grande (763), Carvonesa (607), Jamelista (218) e Agarvia (quatro).
Dentro do grupo dos caprinos, o maior número de animais encontra-se entre a raça Serrana com 13.771, dos quais 13.083 fêmeas e 688 machos em 187 criadores.
Ainda dentro desta categoria encontram-se as raças Bravia (10.143), Serpentina (5377), Algarvia (2607), Charnequeira (2085) e Preta de Montesinho (1251).
Já entre os suínos, o maior número de animais verifica-se na categoria Alentejana (5025 – 4501 fêmeas e 524 machos em 352 criadores), seguindo-se a Bísara (3686) e a Malhado de Alcobaça (507).
Nos equídeos, a raça Lusitana totaliza 9562 cavalos, dos quais 5893 machos e 3669 fêmeas em 13.969 criadores.
Seguem-se as raças Garrana-cavalo (2682), Burro de Miranda (362), Sorraia (112), Pónei da Terceira (89), Burro da Graciosa (36).
Na categoria dos galináceos, destaca-se a pedrês portuguesa com 6223 animais em 271 criadores, nomeadamente, 5213 fêmeas e 1010 machos, seguidos pela Preta Lusitânica (5561), Amarela (5178) e Branca (2606).
No que concerne aos canídeos, o número de exemplares não é contabilizado, mas são identificadas as raças Cão Barbado da Terceira, Serra da Estrela, Água Português, Castro Laboreiro, Fila de São Miguel, Gado Transmontano, Serra de Aires, Barrocal Algarvio, Perdigueiro Português, Podengo Português e Rafeiro do Alentejo.
“Este catálogo é um instrumento importante de divulgação das raças nacionais”, considerou, citado no mesmo documento, o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, acrescentando que “manter e proteger” estas raças é uma forma de “participar na continuação da história e respeitar o passado que é nosso”.
Por sua vez, a diretora geral da DGAV, Susana Guedes Pombo, afirmou que este catálogo é “um elemento fundamental para a sistematização e divulgação das nossas raças” e que divulgando-as se está “a contribuir para a sua conservação”.
Fonte: Público
A alteração da rotina provocada pela pandemia, e respetivas medidas de contenção, tiveram um efeito no comportamento alimentar das pessoas. Um estudo, publicado no International Journal of Eating Disorders, registou seis comportamentos alimentares preocupantes. São eles: comer e petiscar sem pensar, maior consumo de alimentos, diminuição generalizada do apetite ou consumo nutricional, comer para lidar com os acontecimentos, redução no consumo nutricional e um ressurgimento ou aumento considerável dos sintomas de transtorno alimentar.
O estudo revelou que cerca de 8% dos 720 participantes afirmaram ter comportamentos extremos de controlo de peso que são prejudiciais à saúde. Como explica a Galileu, em 53% essas atitudes foram menos significativas, e 14% relataram compulsão alimentar. A acrescentar, esses resultados estão ligados ao stress, sintomas depressivos e dificuldades financeiras.
Entre estes comportamentos, dizem os investigadores, o mais preocupante é o transtorno alimentar.
Fonte: Notícias ao Minuto
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