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A dieta alimentar tem uma grande influência não só na saúde do próprio, como na dos que o rodeiam. Com cada vez mais indicações dos impactos que os produtos de origem animal têm no ambiente e no Planeta, muitas pessoas estão a optar por dietas vegan – e a adaptar os seus filhos à mesma.

Surge agora um novo estudo, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, que investiga os efeitos metabólicos da dieta vegana em crianças pequenas com idades entre os 1 e os 7 anos.

Ao compararem os resultados com os das crianças que seguiam uma dieta onívora e vegetariana, os cientistas concluíram que as crianças vegan tinham níveis mais baixos de vitamina A e D, de colesterol LDL e HDL, de aminoácidos essenciais e de ácido docosahexaenóico. Por outro lado, não se encontraram diferenças nos níveis de vitamina B12 e de iodo, e os níveis de folato eram mais altos.

“Os nossos resultados indicam que os efeitos na saúde de dietas restritas em crianças não podem ser extrapolados de estudos em adultos. Além da ingestão de vitamina D, deve-se prestar atenção à ingestão adequada de vitamina A e de proteínas de várias fontes”, afirma Topi Hovinen, um dos autores do estudo.

O estudo conclui três pontos essenciais, que as famílias devem ter especial atenção à carência de vitamina A e D nas crianças, que as recomendações dietéticas veganas provenientes de estudos em adultos não podem ser adaptadas em crianças, e que devem ser desenvolvidos mais estudos sobre dietas vegan nos primeiros anos de vida das crianças, para que seja possível garantir a saúde das mesmas.

Fonte: Greensavers

A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) iniciou largadas do parasitóide ‘Torymus sinensis’, em toda a área de intervenção, com o objetivo de diminuir o grau de infestação da vespa das galhas do castanheiro.

A iniciativa insere-se numa candidatura conjunta ao PDR 2020, no âmbito da Operação 8.1.3 “Prevenção da floresta contra agentes bióticos e abióticos”, enquadrada no sistema florestal do castanheiro e tem como objetivo a luta biológica contra a vespa das galhas do castanheiro (‘Dryocosmus kuriphilus’).

A CIM-BSE pretende realizar este ano 311 largadas nos municípios que integram a candidatura: Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Sabugal, Trancoso e Covilhã.

Fonte: Agroportal

A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) pediu a intervenção do Presidente da República no que diz respeito aos preços do leite, redução das ajudas da PAC e à imagem negativa do setor, segundo um comunicado.

Na nota, a associação saudou uma visita de Marcelo Rebelo de Sousa a uma sociedade agrícola, em Esposende, tendo pedido “a atenção e intervenção do Senhor Presidente da República sobre alguns dos temas que mais preocupam os agricultores e produtores de leite”.

A associação realça o preço do leite e os custos de produção, destacando que “em fevereiro de 2021, o preço médio ao produtor foi 30 cêntimos/kg, o terceiro mais baixo da Europa. Não temos qualquer indicação de subida desse preço”, enquanto “em dezembro de 2020 o preço da ração começou a subir”.

“Este aumento das rações representou um aumento nos custos de dois cêntimos por litro de leite, sem qualquer compensação até ao momento. Isto causa uma grande revolta, preocupação e desânimo entre os produtores de leite”, lamenta a Aprolep.

O organismo pede ainda atenção para a redução das ajudas da Política Agrícola Comum (PAC), salientando que este instrumento tem contribuído para mitigar o preço baixo do leite, ao longo dos anos.

No entanto, no final de 2020, a associação diz ter sido confrontada “com perspetivas que apontam uma enorme redução dessas ajudas anuais”, sendo que “tem sido apontada pelo Ministério da Agricultura a hipótese de compensar essa redução com um ajuste dos pagamentos ligados e a introdução de ‘eco-regimes’, mas nada está definido e a preocupação do setor é grande face à incerteza sobre o orçamento disponível para essas medidas”.

Para a Aprolep, é também preocupante “a imagem negativa da agricultura e da pecuária nas escolas e na comunicação social”, lamentando que os agricultores sejam “injustamente acusados de ser a principal fonte de poluição do solo, das águas e de maltratar os animais”.

“As vacas são apontadas como causadoras do aquecimento global, mas os dados da Agência Portuguesa do Ambiente mostram que a agricultura representa apenas 10% da emissão de Gases de Efeito de Estufa (GEE), metade dos quais na pecuária. As vacas leiteiras são apenas 16% do total de bovinos existentes em Portugal, pelo que as emissões do setor devem representar menos de 1% das emissões do nosso país”, garante a Aprolep.

Fonte: Agroportal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) procedeu, através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Santarém, ao cumprimento de um mandado de busca e de apreensão não domiciliário, numa indústria de curtumes localizada no concelho de Alcanena e na sequência de uma investigação por crime de Poluição.

No decurso da operação, por suspeita da prática de deposição de resíduos de curtumes, foram realizadas várias escavações no solo, com recurso a uma retroescavadora, onde foi possível comprovar a existência, em dois terrenos adjacentes à indústria, de indícios de enterro de raspas azuis e verdes, bem como lamas provenientes das lagoas existentes, com eventual contaminação dos lençóis freáticos.

Nestas diligências no solo, foi confirmada a deposição incontrolada de resíduos orgânicos (peles), lamas e, ainda, resíduos de construção e demolição (RCD). Com estas aberturas, a maioria das valas acabou por ficar submersa com água, que brotava do solo (aquíferos), com cheiro e coloração, indiciando uma eventual contaminação dos solos.

Assim, foram efetuadas colheitas de solo e de água (4 amostras de solo e 2 de água) para a devida análise laboratorial e consequente elaboração do respetivo parecer, no âmbito do processo crime em curso.
Nesta ação de inspeção, a ASAE contou com a colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), do Instituto da Soldadura e Qualidade e ainda da Câmara Municipal de Alcanena.

Fonte: ASAE

Yvan Bourgnon é um velejador francês que nas suas travessias pelos mares encontrava enormes manchas de lixo plástico. Bourgnon e a equipa decidiram então agir e criar o projeto SeaCleaners. E, para combater a poluição plástica, projetaram o Manta, um veleiro de grandes dimensões que se alimenta de plástico.

A embarcação de 56 metros será capaz de recolher, processar e recuperar grandes quantidades de resíduos plásticos do oceano. Construído em aço de baixo carbono, o Manta possui um sistema de propulsão híbrido elétrico. O barco pode mover-se a baixa velocidade,  entre os 2 e os 3 nós, e atinge uma velocidade máxima de mais de 12 nós.

A embarcação também poderá ser usada para emergências em áreas extremamente poluídas após desastres naturais como ciclones ou tsunamis. Quando os resíduos são trazidos para bordo existe uma unidade de triagem manual que faz a separação de acordo com o tipo de material encontrado. Depois, os plásticos são cortados em pequenos pedaços e encaminhados para uma unidade de conversão de resíduos em energia, onde até 95% do material é convertido em eletricidade através de um processo de pirólise – e esta energia alimenta todo o equipamento elétrico do Manta.

O veleiro conta ainda com duas turbinas eólicas, 500 metros quadrados de painéis solares e dois hidro-geradores. A previsão é que o primeiro modelo do Manta seja entregue em 2024 e circule principalmente na Ásia, África e América do Sul.
 
Fonte: Greensavers

Mais de metade das embalagens de pesticidas ficaram por recolher em 2020, representando cerca de 480 toneladas, alertou a associação ambientalista Zero em comunicado.

No balanço, a associação considera que os resultados do Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura (Valorfito), 15 anos depois de ser criado, continuam a ser “embaraçosos”.

A organização nota que o Valorfito indicou valores recorde de recolha em 2020, mas acrescenta que na realidade mais de metade das embalagens de pesticidas não foi recolhida e que as 480 toneladas são o valor mais alto desde 2012.

Segundo os números agora divulgados pela Zero venderam-se no ano passado 935 toneladas de embalagens de pesticidas (mais 137 toneladas do que em 2019). Destas foram recolhidas 452 toneladas, não se sabendo o destino das restantes 52%.

“O sistema de recolha continua aquém da meta de 50% cumprida em 2018, não chegando aos 55% de objetivo mínimo definido para 2020 e muito longe da ´ambiciosa´ meta de 60% de recolha prevista para este ano de 2021”, diz-se no comunicado.

A Zero refere que segundo a lei a recolha de pesticidas não constitui custo para o utilizador final, que no ato de compra deve ser informado dos procedimentos e deve receber os meios para acomodar essas embalagens e resíduos que sobrem. E todos os estabelecimentos de venda são obrigados a receber essas embalagens.

“Apesar de o utilizador final estar obrigado a proceder à entrega das embalagens e dos resíduos de pesticidas nos locais determinados, não existe qualquer consequência que incorra do incumprimento desta obrigação”, alerta-se no comunicado.

E depois, por falta de fiscalização, não há controlo no cumprimento dos princípios da Proteção Integrada, que são obrigatórios e que no essencial implicam que só em último caso se devem usar pesticidas. O próprio Plano de Ação Nacional para o Uso Sustentável de Produtos Fitofarmacêuticos (PANUSPF) vigente (2018-2023) o reconhece, diz a Zero, que exige o cumprimento da lei e que seja revista a licença à entidade que gere a Valorfito.

É preciso, diz a Zero, que as metas de recolha de embalagens de produtos perigosos se situem num valor próximo dos 100% em 2022, devendo haver um mecanismo entre vendedor e consumidor para que o utilizador do produto não possa comprar novos produtos sem entregar as anteriores embalagens.

E é preciso, diz ainda a organização, mais fiscalização e que se criem penalizações para quem não entrega as embalagens.

Fonte: Agroportal

Oito dias de cerca sanitária em Odemira deixaram marcas: até ontem, estima-se que 1800 toneladas de alimentos tenham sido atiradas ao lixo, resultando, no mínimo, em 7 milhões de euros de prejuízos. Nos supermercados nacionais a cerca está a ter um impacto "marginal", com as cadeias a substituir artigos por produtores nacionais de outras zonas do país, mas o maior impacto poderá ser mesmo nas exportações. "Pode afetar o volume de negócios este ano e o valor das exportações. Tínhamos como objetivo chegar aos 1800 milhões de euros de exportações, no ano passado atingimos os 1683 milhões", adianta Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh e vice-presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

Nos últimos dez anos tem sido sempre a crescer nas exportações do setor das flores, frutas e legumes. Em 2020 foi, de resto, dos poucos a contrariar os efeitos da pandemia nos envios nacionais. "Temos batido todos os anos recordes, e olhávamos para 2021 como um ano em que, mais uma vez, iríamos crescer e chegar, pela primeira vez, aos 1800 milhões de euros", diz Gonçalo Santos Andrade. Mas, neste ano, a mesma pandemia - e a sobrelotação vivida por muitos trabalhadores agrícolas na região - colocou em cerca sanitária as freguesias de São Teotónio e Almograve, em Odemira, concelho responsável por 15% dos envios de frutas e legumes para o exterior.

Com cerca de 40% dos trabalhadores impedidos de aceder às quintas, em pleno pico da colheita, as perdas nos terrenos acumulam-se. "As estimativas que tínhamos feito para sete dias de trabalho eram de 1600 toneladas e 6 milhões de prejuízos. Em oito dias serão seguramente 1800 toneladas e, dos seis milhões euros já perdidos, esse valor irá crescer para, no mínimo, sete milhões diretos", adianta.

"O acesso dos trabalhadores agrícolas às explorações vai minimizar os prejuízos", diz.

Na sexta à tarde, decorriam reuniões operacionais para agilizar o modelo de acesso dos trabalhadores às quintas, depois de o governo ter anunciado, após o Conselho de Ministros de quinta-feira, que iria ser permitido acesso dos trabalhadores às empresas instaladas no perímetro da cerca sanitária. Esse acesso será possível a partir de hoje, para permitir "minimizar perdas e fazer as colheitas minimamente a tempo".

Além das perdas imediatas, ao vice-presidente da CAP preocupa igualmente o impacto que o incumprimento dos contratos com os clientes, nacionais, mas sobretudo os internacionais (as exportações absorvem 59% da produção), terá no futuro. "Vamos ter substituição de contratos por outros fornecedores de outras geografias, de Espanha ou de Marrocos, que seguramente vão ocupar esta oportunidade", alerta. "Quando é que vamos recuperar a nossa quota dentro desses clientes altamente exigentes, maioritariamente do centro e norte da Europa, como o mercado alemão, holandês, países nórdicos, o Reino Unido, em que mesmo a imagem do setor está altamente afetada?". "É muito importante repararmos a imagem do setor e do País, precisamos que os consumidores não percam confiança nos produtos."

Fonte: Dinheiro Vivo

A EFSA atualizou a sua avaliação de risco relativa à segurança do aditivo alimentar dióxido de titânio (E 171), na sequência de um pedido da Comissão Europeia em março de 2020.

A avaliação atualizada revê o resultado da avaliação anterior da EFSA publicada em 2016, que destacou a necessidade de mais pesquisas para preencher as lacunas de dados.

O Prof Maged Younes, Presidente do Painel de Especialistas da EFSA sobre Aditivos Alimentares e Aromatizantes (FAF), disse: “Levando em consideração todos os estudos e dados científicos disponíveis, o Painel concluiu que o dióxido de titânio não pode continuar a ser considerado seguro como um aditivo alimentar. Um elemento crítico para se chegar a esta conclusão é que não podemos excluir preocupações de genotoxicidade após o consumo de partículas de dióxido de titânio. Após a ingestão oral, a absorção das partículas de dióxido de titânio é baixa, porém podem acumular-se no organismo ”.

A avaliação foi realizada seguindo uma metodologia rigorosa e tendo em consideração muitos milhares de estudos que se tornaram disponíveis desde a avaliação anterior da EFSA em 2016, incluindo novas evidências científicas e dados sobre nanopartículas.

Os especialistas científicos aplicaram pela primeira vez as Orientações do Comitê Científico da EFSA de 2018 sobre Nanotecnologia para a avaliação da segurança de aditivos alimentares. O dióxido de titânio E 171 contém no máximo 50% das partículas na faixa nano (ou seja, menos de 100 nanómetros) às quais os consumidores podem ser expostos.

Avaliação de Genotoxicidade

Genotoxicidade refere-se à capacidade de uma substância química danificar o DNA, o material genético das células. Como a genotoxicidade pode levar a efeitos cancerígenos, é essencial avaliar o potencial efeito genotóxico de uma substância para concluir sobre sua segurança.

O professor Matthew Wright, membro do painel da FAF e presidente do grupo de trabalho da EFSA sobre E 171, disse: “Embora as evidências de efeitos tóxicos gerais não fossem conclusivas, com base nos novos dados e métodos reforçados, não poderíamos descartar uma preocupação com a genotoxicidade e, consequentemente, não pudemos estabelecer um nível seguro para a ingestão diária do aditivo alimentar. ”

Os gestores de risco na Comissão Europeia e nos Estados-Membros da UE foram informados das conclusões da EFSA e irão considerar as medidas adequadas a tomar para garantir a proteção dos consumidores.

Contexto

O dióxido de titânio (E 171) está autorizado como aditivo alimentar na UE em conformidade com o anexo II do Regulamento (CE) n.º 1333/2008.

A segurança do aditivo alimentar E 171 foi reavaliada pelo Painel ANS da EFSA em 2016 no âmbito do Regulamento (UE) n.º 257/2010, como parte do programa de reavaliação para aditivos alimentares autorizados na UE antes de 20 de janeiro 2009

Em seu parecer de 2016, o Painel da ANS recomendou a realização de novos estudos para preencher as lacunas sobre possíveis efeitos no aparelho reprodutor, o que poderia possibilitar a definição de uma Consumo Diário Aceitável (DDA). A incerteza em torno da caracterização do material usado como aditivo alimentar (E 171) também foi destacada, em particular no que diz respeito ao tamanho das partículas e à distribuição do tamanho das partículas do dióxido de titânio usado como E 171.

Em 2019, a EFSA publicou uma declaração sobre a revisão do risco relacionado à exposição ao aditivo alimentar dióxido de titânio (E171) realizada pela Agência Francesa de Segurança Alimentar, Ambiental e de Saúde Ocupacional (ANSES). Na sua declaração, a EFSA sublinhou que o parecer da ANSES reiterou as incertezas e lacunas de dados anteriormente identificadas pela EFSA e não apresentou conclusões que invalidassem as conclusões anteriores da Autoridade sobre a segurança do dióxido de titânio.

No mesmo ano (2019), a Autoridade de Segurança Alimentar e de Consumo dos Países Baixos (NVWA) também emitiu um parecer sobre os possíveis efeitos para a saúde do dióxido de titânio aditivo alimentar, que destacou a importância de examinar os efeitos imunotoxicológicos, além dos potenciais efeitos reprotoxicológicos.

Pode consultar o parecer científico aqui.

A EFSA esclareceu outras questões que pode consultar aqui.

Fonte: EFSA News

A luta biológica contra a vespa das galhas do castanheiro está a ser reforçada este ano com a realização, em 89 concelhos, de 953 largadas dos parasitóides que eliminam a praga que afeta a produção da castanha.

José Gomes Laranjo, presidente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast), com sede em Vila Real, disse hoje à agência Lusa que a luta biológica foi reforçada em 2021 depois de, em 2020, terem sido realizadas apenas cerca de 400 largadas devido à crise pandémica.

O também investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) referiu que o plano está a ser concretizado no âmbito do protocolo Biovespa e decorre entre os finais dos meses de abril e de maio.

A denominada luta biológica envolve a Refcast, produtores, autarquias e os serviços do Ministério da Agricultura, e está, neste momento, centrado nas comissões concelhias que apontam as necessidades e concretizam as largadas.

Serão, segundo o responsável, realizadas 953 largadas do parasitóides ‘Torymus sinensis’, insetos que se alimentam das larvas que estão nas árvores e são capazes de exterminar a vespa, em 85 concelhos do continente, essencialmente entre o Norte e o Centro, e quatro da Madeira.

José Gomes Laranjo lembrou que “este não é um problema de um produtor individual, mas de uma região, dado este tipo de praga e o tipo de tratamento que está a ser feito”.

A vespa das galhas do castanheiro está a assolar os soutos e ameaça a produção de castanha que é fonte de rendimento para muitas famílias. A sua dispersão já era esperada quando foi detetado o primeiro foco de infestação em território nacional, em 2014.

Desde 2016, no âmbito do Biovespa, foram realizadas 2.500 largadas em 104 concelhos.

O financiamento das largadas é feito pelos municípios que, segundo José Gomes Laranjo, até este ano, já investiram “perto de 800 mil euros”.

“Esta foi uma estratégia muito bem conseguida. De outra maneira não se afigurava fácil arranjar-se uma fonte de financiamento para conseguirmos responder, na hora certa, a toda esta necessidade de largadas”, salientou.

O especialista disse que a luta “feita no tempo certo” permitiu “a instalação do parasitóide em 81 concelhos do país”, de acordo com os dados recolhidos através de um processo de monitorização que terminou recentemente.

“Há um trabalho muito positivo de todo este trabalho”, frisou.

No entanto, ressalvou que, pela natureza deste processo de luta biológica, é preciso “ter paciência, aguardar e acreditar no trabalho que está a ser feito e que não é visível no imediato, mas que pode levar três, quatro, cinco anos a mostrar os seus efeitos”.

“A nossa preocupação, neste momento, é validar a presença do parasitóide em cada concelho e, a partir daqui, sabemos que ele está já num processo de crescimento em termos da sua população e, à medida que o parasitóide cresce, a praga vai diminuindo em termos da sua expressão”, afirmou.

José Gomes Laranjo adiantou ainda que o resultado das largadas “já começa a ser visível” e que o “cataclismo” temido pelos produtores, em relação a quebras de produção, “não foi detetado até hoje graças a este trabalho”.

O responsável fala apenas em “algumas quebras pontuais” em soutos de algumas regiões.

Neste momento, segundo o investigador, é possível fazer a georreferenciação das largadas através de uma aplicação de telemóvel que permite inserir imediatamente a informação, que fica disponível numa base de dados acessível através da página na Internet soscast.eu.

Aos produtores é também aconselhado não lavrar os soutos, não queimar a lenha de poda onde estão as galhas com os parasitóides e não aplicar inseticidas.

Fonte: Greensavers

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou novos parâmetros de referência com níveis de sódio a serem consumidos em mais de 60 categorias alimentares. A ideia é promover a redução do teor de sódio para melhorar a dieta e salvar vidas.  

A maioria dos consumidores ingere, diariamente, o dobro dos 5 gramas de sal recomendados. A quantidade eleva o risco de doenças cardíacas e derrames, que matam cerca de 3 milhões de pessoas por ano. 

Fonte  

Referências Globais da OMS sobre Sódio contêm diferentes classes de víveres e orienta os países e as indústrias a reduzir o teor deste elemento em alimentos processados. Em todo o mundo, essa é uma fonte de sódio em rápido crescimento. 

A agência observa que as quantidades de sódio variam de país para país no mesmo alimento. O novo guia orienta a reduzir os níveis de forma progressiva tendo como base os ambientes locais. 

Outro objetivo é incentivar às indústrias a reduzir o teor de sódio ao processar a comida e a avançar rumo à meta de redução de 30% na ingestão global de sal ou sódio definida pela OMS em 2025. 

O diretor-geral Tedros Ghebreyesus diz que a maioria das pessoas não sabe quanto sódio consome ou desconhece os riscos envolvidos.  

Processamento 

O apelo aos países é criar políticas para baixar o consumo de sal e difundir informações sobre escolhas corretas. Para o chefe da OMS, também deve ser cortado o nível de sódio durante o processamento em indústrias alimentares e de bebidas.  

As novas referências da agência da ONU estabelecem um ponto de partida para se rever e estabelecer políticas para transformar as práticas alimentares e salvar vidas. 

Ghebreyesus afirma que as referências globais de consumo de sal envolvem uma ampla gama de comida processada e embalada que contribuem de forma significativa para dietas excessivamente salgadas.  

Pães processados e embalados, salgadinhos, produtos derivados da carne e queijos estão entre os vilões. 

Reino Unido 

Baixar o teor de sódio na comida processada é uma estratégia já verificada para reduzir o consumo de sódio pela população, principalmente em locais onde o consumo é alto.  

Um dos exemplos de sucesso do plano é o Reino Unido, onde metas estipuladas de forma voluntária fizeram que os fabricantes de alimentos ajudassem a baixar a ingestão de sal por adultos em aproximadamente 15% entre 2003 e 2011. 

O lançamento das novas referências acontece num ano em que se prepara a realização da Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas, em setembro. 

Em dezembro, terá lugar a Cúpula Nutrição para o Crescimento. 

No centro das reuniões estarão mudanças em sistemas em favor de esforços nacionais, regionais e globais para melhorar o ambiente alimentar e para procurar novos compromissos, incluindo a limitação do sódio em comida processada. 

Fonte: ONU News