Foi hoje publicado um relatório onde são abordados os resultados de avaliação por parte da Comissão Europeia à efetividade do Regulamento da pesca de profundidade da União Europeia (UE) adotado em 2016.
Este regulamento proíbe o arrasto de fundo abaixo dos 800 metros nas águas da UE e exige o encerramento de áreas de mar profundo abaixo dos 400 metros para pesca de contacto com o fundo, particularmente pesca de arrasto de fundo, onde se encontram ecossistemas marinhos vulneráveis (VME).
De acordo com os resultados a proibição da pesca de arrasto de fundo está a ser cumprida, no entanto, não foi feito nenhum progresso no encerramento de áreas VME a este tipo de pesca, apesar de o regulamento exigir que esses encerramentos fossem implementados a partir de 2018.
A Deep Sea Conservation Coalition (DSCC) e a Sciaena pedem assim à Comissão Europeia e aos Estados-Membros que apoiem as opções que melhor protegem os ecossistemas de profundidade nas águas da UE.
“A Comissão Europeia e os Estados-Membros têm-se comprometido consistentemente em conter e reverter a perda de biodiversidade. Esta é uma oportunidade perfeita para dar um passo significativo para colocar as palavras em ação e proteger os ecossistemas do mar profundo para beneficiar a biodiversidade e combater as alterações climáticas. Os montes submarinos [hotspots de biodiversidade], em particular, são reconhecidos pontos críticos de biodiversidade. Proibir nestes a pesca de arrasto nas costas da Irlanda, França, Espanha e Portugal deixa a UE muito mais perto de terminar o trabalho que começou com o fecho de todos os montes submarinos para a pesca de arrasto de fundo nas águas circundantes aos Açores, Madeira e Canárias há 15 anos”, afirma Matthew Gianni, cofundador da DSCC.
Gonçalo Carvalho da Sciaena, uma ONG membro da DSCC, refere que “Portugal tem responsabilidade acrescida na proteção dos ecossistemas e espécies sensíveis de grande profundidade, pois tem sob a sua jurisdição uma enorme área de mar profundo. Estamos certos que o Ministro do Mar, até pelo conhecimento que tem sobre este assunto, não deixará passar a oportunidade de atuar de forma decisiva“.
A DSCC e as restantes organizações ambientais aguardam que a Comissão Europeia publique a sua proposta formal para o encerramento de áreas VME ao arrasto de fundo.
Fonte: Greensavers
Cerca de 97% dos portugueses estão conscientes das alterações climáticas e querem consumir energia de forma responsável, revela o mais recente estudo da ei energia independente.
A empresa especializada em autoconsumo fotovoltaico realizou um inquérito em Portugal e em Espanha, em conjunto com com o IO Sondea Market Research Institute, no intuito de conhecer o modelo energético do futuro e o novo consumidor.
A crise sanitária resultante da Covid-19 trouxe uma maior sensibilidade e consciência do impacto da sociedade sobre o ambiente. Os resultados demonstram que a maior parte dos cidadãos começaram a adotar comportamentos mais sustentáveis. Nove em cada dez (89,86%) pessoas dizem estar preocupadas com o impacto ambiental da sua casa, e 95% gostariam de saber de onde vem a energia que consomem.
“Há uma clara mudança no perfil do consumidor, nos dois países e até um pouco mais acentuado em Portugal do que em Espanha. Como mostra o nosso estudo, os portugueses estão ainda mais conscientes das alterações climáticas do que os espanhóis (97% de Portugal vs. 90% de Espanha). Na ei energia independente estamos conscientes desta realidade e queremos facilitar a transição energética para indivíduos e empresas, com uma proposta simples, atrativa e diferencial, acompanhando-os ao longo do processo”, afirmaYsabel Marqués, Chief Marketing Officer da ei energia independente.
Fonte: Greensavers
Algas, larvas, proteína derivada de fungos, espirulina ou clorela são alguns dos “alimentos do futuro” que devem ser cultivados em grande escala para combater globalmente a desnutrição, recomenda um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
A investigação hoje divulgada, publicada na revista científica Nature Food, defendeu serem necessárias alterações radicais no sistema de produção alimentar para assegurar o abastecimento à população mundial e combater a desnutrição, face a um cenário de alterações climáticas, degradação ambiental, pragas e doenças.
Depois de analisarem cerca de 500 artigos científicos publicados sobre diferentes sistemas de produção alimentar do futuro, os cientistas acentuaram a importância de recorrer a alternativas nutritivas e mais sustentáveis, à base de plantas e animais, em comparação com os alimentos tradicionais.
No estudo é referido que “o nosso futuro abastecimento alimentar global não pode ser garantido” por abordagens tradicionais para melhorar a produção alimentar, sugerindo a utilização de sistemas de última geração e de ambiente controlado para produzir novos alimentos menos sujeitos a vulnerabilidades ambientais ou epidemias, que devem ser integrados na cadeia alimentar.
“Alimentos como algas de açúcar, moscas, minhocas e algas unicelulares, como a clorela, têm o potencial de providenciar dietas saudáveis e resistentes ao risco, que podem combater a desnutrição em todo o mundo”, disse investigador do Centro para o Estudo do Risco Existencial (CSER) da Universidade de Cambridge e primeiro autor do relatório, Asaf Tzachor, citado num comunicado hoje divulgado pela instituição de ensino.
O investigador alertou que o nosso sistema alimentar atual é vulnerável e está exposto a riscos como inundações, geadas, secas, parasitas, e alertou que melhorias marginais na produtividade não irão ter impacto no cenário global.
“Para uma alimentação à prova de futuro, precisamos integrar formas completamente novas de agricultura no sistema atual”, preconiza Asaf Tzachor.
A investigadora doutorada no Centro de Estudos de Risco Existencial e no Departamento de Engenharia de Cambridge Catherine Richards salientou ser importante “diversificar a nossa dieta com estes futuros alimentos”, de forma a “alcançar a segurança alimentar para todos”.
“Os avanços na tecnologia abrem muitas possibilidades para sistemas alternativos de abastecimento alimentar, que são mais resistentes ao risco e podem fornecer eficientemente nutrição sustentável a biliões de pessoas”, vincou Catherine Richards, citada na mesma nota.
Segundo os investigadores, as reservas sobre a ingestão de novos alimentos, como insetos, podem ser ultrapassadas utilizando-os como ingredientes em vez de os comer inteiros, seja em massas, hambúrgueres ou barras energéticas, exemplos que podem conter larvas de insetos moídas e micro e macroalgas processadas.
Os cientistas envolvidos no estudo afirmaram que a desnutrição global poderia ser erradicada através do cultivo de alimentos incluindo espirulina, clorela, larvas de insetos, como a mosca doméstica, micoproteína (proteína derivada de fungos), e macroalgas, como as algas açucaradas.
A produção destes “alimentos do futuro” poderia mudar a forma como os sistemas alimentares funcionam, uma vez que podem ser cultivadas à escala em sistemas modulares e compactos adequados tanto a ambientes urbanos como a comunidades isoladas.
Os investigadores defenderam ser possível produzir esses alimentos localmente, reduzindo a dependência das cadeias de abastecimento globais, recorrendo a novas abordagens, como os fotobiorreatores de microalgas (dispositivos que utilizam uma fonte de luz para cultivar microrganismos) ou as estufas de reprodução de insetos, que reduzem a exposição aos perigos do ambiente natural, através da agricultura em ambientes fechados e controlados.
Os autores do estudo destacaram também os desafios ambientais aos sistemas alimentares, dando como exemplo os incêndios e secas na América do Norte, surtos de peste suína africana que afetam os suínos na Ásia e na Europa, e enxames de gafanhotos do deserto na África Oriental.
“Prevê-se que as alterações climáticas agravarão estas ameaças”, adverte o comunicado da Universidade de Cambridge.
Atualmente dois mil milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar, incluindo mais de 690 milhões de pessoas subnutridas e 340 milhões de crianças que sofrem de carências de micronutrientes, segundo a mesma nota.
Fonte: Agroportal
O Serviço de Avisos Agrícolas é um serviço nacional do Ministério da Agricultura que tem por finalidade emitir avisos agrícolas.
VINHA – MÍLDIO, OÍDIO, BLACK ROT, PODRIDÃO CINZENTA, TRAÇA-DA-UVA
ACTINÍDEA – PSA
PEQUENOS FRUTOS – DROSÓFILA
POMÓIDEAS – PEDRADO, MONILIOSE E ENTOMOSPORIOSE DO MARMELEIRO, COCHONILHA DE S. JOSÉ, BICHADO
PRUNÓIDEAS – LEPRA DO PESSEGUEIRO
BATATEIRA – MÍLDIO, ESCARAVELHO, TRAÇA
CITRINOS – CUIDADOS NA FLORAÇÃO
HORTÍCOLAS – MÍLDIO NO TOMATEIRO, TRAÇA DO TOMATEIRO
ORNAMENTAIS – MÍLDIO E TRAÇA DO BUXO
Fonte: Agroportal
A implementação da Estratégia de Sustentabilidade da Região dos Vinhos Verdes, lançada esta semana pela Comissão de Viticultura, será “abrangente e inclusiva”, mas também “inevitável” para a valorização da região que, em 2020, exportou 36% do vinho produzido.
Na sessão de apresentação da Estratégia de Sustentabilidade Ambiental para a Região dos Vinhos Verdes, que decorreu hoje ‘online’ e reuniu mais de 100 participantes, o vogal da Comissão Executiva da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Rui Pinto destacou que o projeto pretende “abranger todos”.
“Apesar da heterogeneidade de todos os agentes económicos, este é um projeto para todos e será desenhado para que todos se sintam envolvidos”, salientou.
O projeto da CVRVV, desenvolvido desde dezembro de 2020 com o apoio da AgroGes, tem como objetivo integrar os 15 mil viticultores e quase 600 operadores económicos da região.
O presidente da Comissão de Viticultura, Manuel Pinheiro, salientou que este é um projeto que “não se limita no tempo” e que toda a região “tem de abraçar”.
“Sentimos a necessidade de trabalhar de forma mais organizada (…) Queremos que a nossa região se afirme. Queremos ser uma região de presente e de futuro”, apontou.
O projeto da CVRVV materializar-se-á na Estratégia de Sustentabilidade da Região dos Vinhos Verdes, cujo plano se estima que estará pronto até ao final do ano.
Presente na sessão, a diretora geral da AgroGes, Manuela Nina Jorge, afirmou que a implementação de um plano de sustentabilidade será “inevitável”.
“Para os agentes económicos, tudo o que for implementado vai trazer vantagens a médio e longo prazo. Ao aplicarmos um plano de sustentabilidade estamos a reduzir riscos (…) Temos de ser capazes de desenhar um plano útil e vantajoso para todos os agentes”, salientou.
Manuela Nina Jorge, que traçou um perfil da região dos Vinhos Verdes – que desde 2015 tem vindo a aumentar a sua área de vinha – afirmou que no panorama vitivinícola nacional esta ocupa o 4.º lugar, com uma produção de 13,22% em 2020/2021.
De acordo com os indicadores técnicos apresentados pela AgroGes, a região dos Vinhos Verdes contava em 2020 com uma área total de 17.254 hectares de vinho, com um volume superior a 84 milhões de vinho produzido, 36% do qual exportado.
Também Maria João Gaspar, da AgroGes, explicou que o plano vai abranger três dimensões: a sustentabilidade ambiental, social e económica, “potenciando o benefício entre elas”.
“Queremos que esta seja uma estratégia abrangente e responda às diferentes necessidades dos agentes económicos da região que são também muito diferentes”, afirmou.
A responsável explicou que o projeto vai também dividir-se em três etapas: numa primeira fase será feito o diagnóstico (caracterização e auscultação dos agentes da região), numa segunda fase serão definidas e desenhadas as prioridades e numa terceira fase o plano será implementado.
Os próximos passos do projeto assentam num período de consulta aos agentes económicos, que decorrerá de 28 de maio a 13 de junho através de entrevistas e inquéritos ‘online’ e em que será selecionada uma amostra representativa de heterogeneidade da região, sendo que alguns produtores já implementaram práticas sustentáveis como a produção biodinâmica, produção integrada ou garrafas ecoeficientes.
A CVRVV e a AgroGes pretendem ter, até ao início de julho, o diagnóstico concluído, sendo que depois vão trabalhar nas prioridades do plano até ao final do ano.
Fonte: Agroportal
Durante 120 dias é concedida autorização excepcional de emergência para utilização de fitofarmacos no controlo da psila-africana dos- citrinos, Trioza erytreae, um inseto vetor da doença de enverdecimento dos citrinos em áreas de citrinos, incluindo em Modo de Produção Biológico.
Ao abrigo do Art.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, um Estado-Membro pode autorizar, por um prazo máximo de 120 dias, a colocação no mercado de produtos fitofarmacêuticos com vista a uma utilização limitada e controlada, se tal medida parecer necessária devido a um perigo que não possa ser contido por quaisquer outros meios razoáveis.
O inseto de quarentena Trioza erytreae Del Guercio, é um vetor conhecido da bactéria também de quarentena Candidatus liberibacter spp., causadora de uma das mais graves doenças que afeta os citrinos, conhecida como o enverdecimento dos citrinos, citrus greening ou huanglongbing.
Na sequência da identificação dos primeiros focos de Trioza erytreae no território continental de Portugal, na região do Porto, em resultado das prospeções oficiais efetuadas no âmbito do programa nacional de prospeção da mencionada praga, foram de imediato tomadas medidas tendo em vista a sua erradicação no território nacional. Apesar das medidas de erradicação implementadas e em execução, no quadro do Plano de Contingência em vigor, o inseto tem vindo a alastrar-se ao longo da costa litoral, de norte para sul do território estando já presente na região de Setúbal.
Perante o carácter excecional da situação a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) publicou a autorização excepcional de emergência n.º 11/2021, para utilização de produtos fitofarmacêuticos com base em azaridactina, óleo parafínico, óleo de laranja e piretrinas, para o controlo da psila-africana dos- citrinos, Trioza erytreae, um inseto vetor da doença de enverdecimento dos citrinos (“Citrus greening”) em áreas de citrinos incluindo em Modo de Produção Biológico.
Fonte: Agroportal
O usufruto das praias será, tal como no verão passado, sujeito a regras específicas por causa da pandemia, mas agora, segundo o Jornal de Notícias, os incumprimentos vão ter mão pesada. A Polícia Marítima estará autorizada a multar, entre 50 e 100 euros, quem entrar sem máscara numa praia, num restaurante ou num paredão, quem fizer desporto não autorizado ou entrar numa praia lotada.
O JN nota que as regras deste decreto-lei não são, na maioria, muito diferentes das que estiveram em vigor no verão passado, mas sublinha as diferenças de postura, tendo em conta que a missão da Polícia Marítima há um ano era de sensibilizar, e não multar, quem não cumprisse.
“A lei não permite multa alguma”, disse o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, em junho do ano passado. “Aquilo que a lei prevê, e espero que nunca venha a ser utilizado, é que, em caso de reiterado incumprimento, se as autoridades de saúde acharem que está em causa a saúde pública, poderem fechar a praia”.
Entre as regras a cumprir, os banhistas não poderão esquecer que há distanciamento obrigatório de 1,5 metros no acesso à praia, que a máscara é obrigatória até ao momento em que se coloca a toalha no areal e que as sintéticas de acesso têm de ser respeitadas. É ainda obrigatório manter distância de 1,5 metros entre toalhas ou 3 metros entre grupos e é proibida a prática desportiva com duas ou mais pessoas. Quem entrar numa praia lotada — informação que constará mais uma vez da aplicação infopraia — será também multado.
Nos concessionários, as multas são mais pesadas, entre 500 e 1000 euros, se falharem na higienização e limpeza dos equipamentos ou não afixarem as normas dos banhistas.
Fonte: Observador
"O desperdício alimentar é das coisas que tem mais impacto no mundo e vai ter de ser um tema central". As palavras são de Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce, na APED Spring Conference , a decorrer, esta quarta-feira, em formato digital, numa iniciativa da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) para discutir o futuro do setor do retalho, tendo o caminho sustentável para a neutralidade carbónica como um dos temas.
Atento ao facto de que a produção alimentar é responsável por um quarto das emissões de gases de estufa e 70% do consumo de água e "não há um plano B porque não há um segundo planeta", Pedro Soares dos Santos assume o papel relevante do retalho alimentar nesta matéria, mas simultaneamente deixa um alerta: "40% do que se produz é desperdiçado. E isso não pode acontecer".
Cláudia Azevedo, presidente executiva da Sonae, dona do Continente, quase em diálogo direto, concorda com a importância do sector para a resolução do problema, deixando uma nota crítica: "Às vezes, não podemos simplesmente dar as coisas das nossas lojas porque a lei não permite". "É péssimo para os nossos colaboradores, que sabem que há pessoas com necessidade e vêm deitar fora", sublinha.
E Pedro Soares dos Santos, agarra no mote para acrescentar: "Se deitarmos fora não pagamos imposto. Se dermos pagamos. O ministro da Economia tem de olhar para isto".
Deixaram, assim, um repto para a APED "tentar explicar ao legislador o que pode ser feito nesta matéria" e alterar o quadro atual.
O futuro do setor do retalho, o caminho sustentável para a neutralidade carbónica, o impacto da transição digital na economia e na geopolítica e liderança em tempos de redefinição social e económica são os grandes temas em debate nesta conferência que não esquece o atual quadro de pandemia, mas propõe olhar para o futuro do sector.
Fonte: Expresso
Portugal começa hoje a viver a “crédito ambiental”, ou seja, os cidadãos consumiram todos os recursos que permitiriam viver de forma sustentável este ano, alertou a associação ambientalista Zero, assinalando que todos os anos esta data chega mais cedo.
“Se todas pessoas do mundo consumissem como consumimos em Portugal, a partir do dia 13 de maio nós teríamos que acionar um cartão de crédito ambiental. Passaríamos todos a ter que usar recursos para satisfazer necessidades de mobilidade, alimentação e habitação que só devíamos usar a partir do início do próximo ano”, disse à agência Lusa a ativista Susana Fonseca.
A especialista em pegada ecológica assinalou que Portugal, “não sendo obviamente o primeiro país do mundo que atinge este limite”, está a fazê-lo “muito antes de meados do ano”.
A Zero indica que “os cálculos têm em conta dados de vários anos, pelo que não espelham de forma clara as implicações da pandemia na pegada ecológica” portuguesa.
Susana Fonseca apontou que as áreas que têm mais peso na pegada ecológica de Portugal são alimentação, responsável por 32 por cento do consumo de recursos, e a mobilidade.
“Não obstante todos os esforços que fazemos pela eficiência energética, pela reciclagem, não estamos a conseguir reduzir a nossa pegada ecológica, estamos é a aumentá-la”, lamentou.
Para a Zero, “Portugal tem uma oportunidade única de aproveitar o Programa de Recuperação e Resiliência, a par com fundos de apoio europeus” para fazer transformações nos padrões de consumo.
Susana Fonseca apontou como objetivos a redução do consumo de proteína animal e a aposta numa “alimentação típica mediterrânica, com mais vegetais, leguminosas e mais fruta”.
Salientou que o consumo de proteína animal dos portugueses ultrapassa “o recomendado pela própria Direção-Geral da Saúde”. De acordo com os dados para Portugal, os cidadãos consomem três vezes mais carne do que se recomenda na roda dos alimentos, metade dos vegetais, um quarto das leguminosas e dois terços da fruta.
Defendeu ainda que a mobilidade sustentável está ao alcance com mais percursos a pé, de transporte público ou de bicicleta e privilegiando os meios de reunião por videoconferência em substituição de tantas viagens de avião.
A Zero recomenda ainda uma mudança da mentalidade “usar e deitar fora” para uma assente no princípio de “ter menos, mas de melhor qualidade”.
Para isso, Susana Fonseca salientou que é preciso que os consumidores tenham escolhas sustentáveis que sejam acessíveis, para que deixe de acontecer como agora, em que mais sustentável equivale a mais dispendioso.
Fonte: Greensavers
O que há de natural nas plantas que comemos? Se não fosse a intervenção do Homem na natureza, teríamos a variabilidade que temos hoje? A banana, o abacate, a cenoura e a uva teriam alguma coisa para comer ou eram só sementes? Estas e muitas outras perguntas terão resposta no debate “As plantas que comemos vêm mesmo da natureza?”, que acontece online no dia 18 de maio, às 18h, para celebrar o Dia do Fascínio das Plantas.
“As plantas que comemos vêm mesmo da natureza?” é o tema do debate online que ITQB NOVA, CIB, Anseme, iBET, GREEN-IT e InnovPlantProtect vão realizar no dia 18 de maio, Dia Internacional do Fascínio das Plantas, às 18h.
Sejam comestíveis, ornamentais ou com propriedades medicinais, as plantas são sempre fascinantes. Mas será que as plantas que conhecemos foram sempre assim? Ou foi a nossa intervenção na natureza que levou à diversidade que temos hoje? E, afinal, temos hoje mais ou menos biodiversidade para celebrar?
A verdade é que as plantas que comemos são uma construção positiva da espécie humana. Se as plantas que a natureza nos deu não tivessem sido ativamente manipuladas pelo Homem ao longo de milénios, não seriam suficientes para nos alimentar. Em vez de espigas carregadas de grãos de milho, teríamos teosinto. Em vez de cenouras cor de laranja encorpadas e ricas em betacarotenos, teríamos raízes esbranquiçadas e finas. A melancia, a banana, a uva e o abacate tinham mais semente do que polpa. E o tomate não teria a variabilidade de cores, sabores e feitos que hoje tem. Foi a atividade da espécie humana que conduziu ao que comemos hoje. E fizemo-lo para desenvolver variedades vegetais que produzissem sementes ou frutos adequados à nossa alimentação e que nos garantissem segurança alimentar e diversidade.
Com o objetivo de desvendar o que há, afinal, de “natural”, nas plantas de que nos alimentamos, o evento conta com uma apresentação inicial do investigador em Biologia Vegetal Pedro Fevereiro, que incluirá imagens comparativas de plantas ‘Antes’ & ’Agora’, a que se segue o debate moderado por Luís Ribeiro, jornalista da revista Visão especializado em ambiente e sustentabilidade, com a participação de Pedro Fevereiro, da agricultora Gabriela Cruz, da nutricionista Conceição Calhau, e do chef e gastrónomo José Maria Moreira.
Quem quiser celebrar o fascinante mundo das plantas que comemos, deverá juntar-se ao evento em direto, a partir das 18h (GMT+1). Não é necessária inscrição prévia.
O Dia do Fascínio das Plantas acontece a cada dois anos, no dia 18 de maio. Para além deste evento, estão previstas outras atividades: um workshop online, uma exposição virtual e uma visita guiada são algumas das atividades para festejar o mundo fascinante das plantas.
O Dia do Fascínio das Plantas é uma iniciativa coordenada a nível nacional pela Sociedade Portuguesa de Fisiologia Vegetal e pelo ITQB NOVA, com a realização de atividades em todo o território nacional.
Fonte: Agroportal
Subscreva a Base de dados Qualfood Negócios!