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Foi publicado hoje, em DRe, a Portaria 243/2020 que implementa procedimentos e medidas de proteção fitossanitária, adicionais, destinadas à erradicação no território nacional da bactéria de quarentena Xylella fastidiosa.

Na sequência da identificação da presença da bactéria de quarentena Xylella fastidiosa (Wells et al.) pela primeira vez no território nacional em janeiro de 2019 na freguesia de Avintes, concelho de Vila Nova de Gaia, foi de imediato estabelecida uma zona demarcada e tomadas as medidas previstas na legislação comunitária tendo em vista a sua erradicação no território nacional.

Face à evolução da doença na União Europeia, dos conhecimentos científicos e da experiência adquirida, as referidas medidas foram revistas pelo regulamento de execução Regulamento de Execução (EU) n.º 2020/1201, importando a sua operacionalização pela presente portaria. 

O documento pode ser consultado aqui.

Fonte: DRe/Qualfood

Dentro de duas semanas, o Parlamento Europeu irá votar as emendas que obrigam produtos como as salsichas vegan ou hambúrgueres vegetais a ter outra denominação que não uma associação à carne e proíbe termos como “alternativa ao queijo”. Contudo, esta proposta não está a ser bem aceite pelos consumidores. A iniciativa promovida pela ProVeg Internacional para travar a proibição já conseguiu reunir mais de 100 mil assinaturas.

A votação final terá lugar na semana de 19 de outubro. Os eurodeputados irão votar sobre as emendas 165 e 171 que procuram, respetivamente, restringir que os produtos de origem vegetal usem designações tipicamente associadas à carne e estender as restrições já existentes em termos relacionados com os lacticínios de origem animal.

Caso se converta em lei, isto poderá significar, por exemplo, que as salsichas e os hambúrgueres vegan passem a ter de denominar-se de tubos e discos de verduras e que, a par da proibição já existente para termos como “leite de soja” e “queijo vegan”, sejam também proibidas denominações como “estilo iogurte” e “alternativa ao queijo”.

Falsa confusão

De acordo com a ProVeg, existe evidência de que os consumidores não estão confundidos com a atual designação dos produtos vegetais, pelo que não faz sentido a União Europeia levar a cabo esta proibição.

A European Alliance for Plant Based Foods, entre cujos membros se incluem empresas como a ProVeg, Beyond Meat e Nestlé, entre outras, defende que ambas as emendas são contrárias à direção política progressista da União Europeia em relação à promoção de dietas baseadas em plantas, como estabelece o Pacto Verde Europeu e a estratégia Do Campo à Mesa.

Impactos para a indústria

De acordo com a ProVeg, entre os possíveis impactos da proibição proposta, está a necessidade de reetiquetar os produtos existentes sob o novo enquadramento legal. Isso criaria incerteza e incorreria em processos potencialmente custosos para as marcas que se considere terem interpretado a legislação incorretamente.

Por outro lado, seria necessária uma mudança de marca para garantir que os produtos possam atrair reter os consumidores que estão familiarizados com a etiqueta, a marca e a terminologia anteriores.

Fonte: Grande Consumo

Exportação de produtos lácteos para o Brasil

  • Wednesday, 14 October 2020 10:37

Foram restabelecidos os procedimentos para habilitação de novos estabelecimentos com vista à exportação de produtos lácteos para o Brasil, procedimentos que se encontravam suspensos pela autoridade competente brasileira desde Setembro de 2015.

Foi também levantada a suspensão da certificação de produtos lácteos provenientes de estabelecimentos da Região Autónoma dos Açores. 

Assim, quaisquer interessados deverão dirigir-se à Direção Regional de Alimentação e Veterinária com intervenção na área de localização do estabelecimento que pretenda esta habilitação/certificação.

Fonte: DGAV

Cerca de 20% dos alimentos produzidos na Europa acabam em aterros ou são usados para alimentar gado, o que custa à economia 140 mil milhões de euros por ano.

Otimizar a produção alimentar

Para evitar o desperdício, uma fábrica holandesa, em Veghel, transforma as cenouras danificadas em produtos para aperitivos ou ingredientes para fazer sumo. A produção é ajustada em função da oferta e da procura. "Estamos a tentar otimizar a produção das duas indústrias: o que vai para o mercado de alimentos frescos e o que vai para o mercado de ingredientes. Tentamos usar todos os ingredientes. Com os vegetais, fazemos sumo, e, com isso, obtemos polpa e tentamos usar também essas fibras", explicou Gerbrand van Veldhuizen, diretor da vanRijsingengreen.

A euronews visitou a fábrica holandesa Surplus Food Factory onde os subprodutos baratos da indústria alimentar são usados como matéria-prima.

"Estes bocados de tomate são rejeitados pelos fabricantes de hambúrgueres. Nós usamo-los para fazer molhos e sopas saborosas. Também usamos cenouras que são grandes demais para a indústria e para o comércio de retalho”, disse Bob Hutten, diretor da fábrica holandesa.

Ao usar vegetais danificados, muitas vezes considerados sem valor, a fábrica holandesa aumentou a faturação e contratou novos trabalhadores.

A estratégia "Do prado ao prato"

A redução do desperdício é uma das metas da estratégia da Comissão Europeia intitulada Do Prado ao Prato, que faz parte do Pacto Ecológico Europeu.

"Gostaria de convidar pessoas de todos os países a virem aqui ver o que fazemos. Posso aconselhá-las e ajudá-las a identificar os problemas com base no que aprendi nesta fábrica, para que cada país possa ter este tipo de produção alimentar", acrescentou Bob Hutten.

A euronews falou com o coordenador do projeto europeu Refresh, que identificou as boas práticas no combate ao desperdício e avaliou a forma como os setores público e privado podem colaborar neste domínio.

"Constatámos que não há uma solução única. Os vários exemplos permitiram-nos elaborar uma espécie de esquema. Podemos ajudar qualquer país, com base no que aprendemos. Podemos ajudá-los a elaborar acordos entre as diferentes partes interessadas em cada cadeia de abastecimento", afirmou Toine Timmermans, coordenador do projeto Refresh.

"Os estudos mostram que cerca de 50 por cento dos consumidores europeus não conhecem bem o significado das datas de validade. Na Holanda, cerca de quinze por cento do que as pessoas deitam fora, em casa, deve-se à dificuldade em compreender os rótulos. Por isso, lançámos uma campanha para explicar a diferença de rotulagem. Quando está escrito 'consumir até tal data' significa que é preciso comer o alimento antes da data mencionada. No caso da menção "consumir de prefência antes de tal data' trata-se apenas de uma garantia de qualidade. O consumidor pode cheirar e provar para ver se o produto ainda está bom", explicou Toine Timmermans, coordenador do projeto Refresh.

"Estamos a trabalhar com a indústria para conceber um logotipo que seja muito claro para os consumidores, para distinguir os produtos que devem ser consumidos antes de uma determinada data dos outros. Estamos a trabalhar com a indústria nacional para ver se podemos apoiar ainda melhor os consumidores com uma rotulagem muito clara e com uma imagem que mostre bem o que significam as diferentes datas", acrescentou o responsável.

Tecnologia para reduzir desperdício nos restaurantes

As novas tecnologias também podem desempenhar um papel no combate ao desperdício. Uma startup holandesa desenvolveu uma câmara para restaurantes, que identifica o que vai para o lixo e fornece estatísticas detalhadas sobre o desperdício.

"Os restaurantes podem ver as perdas recorrentes e decidir comprar menos ou produzir menos certos alimentos para evitar o desperdício. Em média, cada câmara tem o potencial para economizar quatro mil quilos de alimentos por ano. Imagine o resultado se aplicarmos esta tecnologia em larga escala", disse Olaf van der Veen, presidente da Orbisk.

Muitos supermercados holandeses vendem por menos dinheiro produtos com prazo de validade curto. Outra estratégia para evitar o desperdício alimentar é comercializar pão congelado. "Agora há sempre pão disponível, de manhã cedo até à noite. É uma boa solução para todos: desperdiçamos menos pão e atendemos melhor o cliente", disse George Verberne, proprietário de um dos supermercados da rede Jumbo Verberne.

Fonte: Euronews

 

Os apicultores de Castelo Branco produziram 38 toneladas de mel na campanha de 2020 e, dos 73 lotes de mel recolhidos, metade pertence a produtores do concelho, divulgou esta segunda-feira o município.
“Num ano difícil para os apicultores, a Central Meleira de Castelo Branco continuou a prestar apoio ao desenvolvimento da atividade apícola, de forma a possibilitar a participação no mercado nacional e internacional dos apicultores da região”, comenta o presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Alves, em comunicado publicado no ‘site’ do município.

Segundo os dados divulgados da Central Meleira de Castelo Branco, infraestrutura criada pelo município local, este ano foram produzidas 38 toneladas de mel, seis de cera processada e duas de pólen.

Fonte: Hipersuper

Portugal assume esta quarta-feira a presidência do Fórum Ibero-Americano de Agências Governamentais de Proteção do Consumidor (FIAGC) , no decorrer da conferência internacional digital sobre “Proteção do Consumidor e Cooperação Internacional”.

Incluindo 22 países e um universo superior a 640 milhões de consumidores, o FIAGC foi criado no âmbito do “Diálogo Euro-Latino-Americano de Consumidores para o Desenvolvimento e a Democracia”, em 2001. Portugal aderiu ao Fórum em 2006 e é representado pela Direção-Geral do Consumidor.

No contexto desta rede, foi acordada a realização de uma reunião anual de entidades governamentais responsáveis pela área da proteção do consumidor, visando consagrar um espaço multilateral especializado de análise, de discussão de políticas públicas de proteção ao consumidor e de partilha de conhecimento entre os países ibero-americanos.

Para assinalar o início da presidência portuguesa, depois de El Salvador, decorrerá uma conferência em formato digital, na quarta-feira, que conta com as participações do Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital de Portugal, Pedro Siza Vieira, e do Ministro do Consumo de Espanha, Alberto Garzón.

No programa, que visa debater os desafios da proteção do consumidor e a relevância das redes de cooperação europeias e internacionais, constam também o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, os representantes das redes de cooperação em matéria de defesa do consumidor, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), da Comissão Europeia (DG Justiça), do Comité de Política do Consumidor da OCDE e da Consumers International.

Fonte: Hipersuper

A campanha da Too Good To Go já circula em outdoors em vários pontos das cidades de Lisboa e Porto e vem reforçar um dos compromissos da marca em Portugal – fomentar no consumidor o respeito pelos alimentos e um consumo mais consciente e responsável. “Leva as refeições a sério” é o apelo da Too Good To Go.

A narrativa gira em torno do papel incontornável que a comida, e principalmente as refeições, têm na nossa vida, e que vai muito além do nutricional. Não é possível distanciá-las das nossas emoções e memórias. O que é que um bom português fala ao almoço? Do jantar“, refere em comunicado.

“Come tudo até ao fim!” ou “Não brinques com a comida” são expressões que certamente já todos ouvimos. Apelos e conselhos de alguém que a dada altura da nossa vida, nos pedia respeito, pelo que nos era servido no prato. Somos um povo que se senta à mesa para celebrar, discutir ideias, entradas ou sobremesas, pratos que serão servidos naquele momento ou que já fizeram parte da ementa de momentos especiais, ou memoráveis. O que torna quase irónica a quantidade de alimentos que é desperdiçada em Portugal.

Desperdício alimentar

Em Portugal segundo o PERDA estima-se que por ano, os Portugueses deitam para o lixo um milhão de toneladas de alimentos, em média 132 quilos de comida por ano, por pessoa. Sendo que as famílias desperdiçam 324 mil toneladas.

A campanha, com o claim “Leva a Comida a Sério” desenvolvida pela dupla criativa M&F, conta com fotografia do fotógrafo Arlindo Camacho e realização de Gonçalo Sburgens. Um conceito simples e cativante que se desdobra em três retratos e três filmes de 30” para social media. Filmes que nos contam o que está por detrás de cada momento descontraído e informal que deu origem a cada um dos retratos da campanha. A ideia foca-se no respeito pelos alimentos e no bem-estar e conforto que estes nos possibilitam.

A marca relembra aos portugueses que através da aplicação Too Good To Go, estes podem dar uma segunda oportunidade a refeições e alimentos, enquanto ajudam a salvar o planeta. Porque a comida e o desperdício alimentar, são verdadeiramente, temas demasiado sérios para ignorar. E com apenas três simples passos, qualquer consumidor comum pode ajudar a acabar com o desperdício alimentar – Download, comprar, e ir buscar.

Fonte: Grande Consumo

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) critica algumas medidas aplicadas para travar a Covid-19, nomeadamente a proibição de venda de álcool nos hiper e supermercados, depois das 20h. Uma medida ineficaz e poderá conduzir a perdas de 15 milhões de euros, caso seja mantida até final de novembro.

O diretor-geral da associação diz, que esta proibição “se revelou completamente ineficaz”, originando um efeito contrário ao pretendido. Segundo Gonçalo Lobo Xavier, a medida está a criar” constrangimentos nas lojas”, levando “a um maior engarrafamento” e à criação de grandes filas nestes estabelecimentos comerciais, com uma “maior concentração de pessoas”, já que a larga maioria aproveita a hora de saída do trabalho para fazer compras.

Por outro lado, o diretor-geral da APED denuncia que a proibição da venda de álcool a partir das 20h penaliza fortemente os distribuidores, bem como indústrias “fundamentais para a sustentabilidade do país e para a agricultura”, como é o caso da indústria do vinho e da cerveja. De acordo com as estimativas da associação, se o Executivo mantiver esta medida até meados de novembro, as perdas globais, para estes setores, rondarão “os 15 milhões de euros”, revela Gonçalo Lobo Xavier.

Portugal entrou em estado de contingência a 15 de setembro, como forma de travar a propagação do vírus SARS-CoV-2. O Governo justificou a decisão com base no arranque do ano letivo, que levou a uma maior circulação de pessoas nas ruas, e no aumento de casos de infeção por Covid-19. Mas isso significou novas regras para os portugueses, entre as quais a proibição de venda de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos comerciais, a partir das 20h.

A limitação não era, de todo, desconhecida para os portugueses, já que esteve em vigor na Área Metropolitana de Lisboa, durante o período de verão. E, se, para o responsável da associação que representa o retalho alimentar e não alimentar, a medida nessa altura tinha sentido já que pretendia desincentivar os encontros sociais dos jovens em locais públicos, principalmente porque estavam de férias, agora revelou-se “completamente ineficaz e contrária aos objetivos da saúde pública”. Estamos em outubro, os jovens já não estão de férias e já não há esse tipo de encontros e de concretização nas cidades, muito menos fora da grande Lisboa“, adianta Gonçalo Lobo Xavier.

Mas esta não é a única crítica feita pelo diretor-geral da APED, quanto às medidas tomadas pelo Executivo socialista. O responsável também se manifesta “absolutamente” contra a limitação de cinco pessoas por cada 100 metros quadrados nos espaços comerciais. “O que estamos a assistir é as lojas praticamente vazias e vemos filas de pessoas à porta que querem entrar e que têm de esperar que o rácio seja cumprido“, denuncia.

Para demonstrar a incoerência da medida, Gonçalo Lobo Xavier compara o rácio de pessoas permitido nas lojas portuguesas com a realidade praticada noutros países, que, ainda que tenham uma população superior à portuguesa, têm batido sucessivos recordes diários de novas infeções. “Em Espanha, em que há um foco de número de contágios muito maior, é o dobro. Os franceses lançaram um conjunto de medidas mais restritivas e, enquanto nós [Portugal], temos cinco pessoas por 100 metros quadrados, eles têm 25″, lamenta.

Nesse sentido, a APED pede ao Governo uma reavaliação do número de clientes permitido por loja, adiantando que estava com “esperança” de que a imposição tivesse sido alterada no último Conselho de Ministros, relativo às questões da pandemia. “Sabemos, aliás, que isso esteve em cima da mesa no último Conselho de Ministros, mas não houve vontade política para o fazer, embora não haja nenhuma razão de saúde pública para não o fazer“, refere.

Gonçalo Lobo Xavier acrescenta que o setor já ficava satisfeito se a mudança fosse “de cinco para oito pessoas por 100 metros quadrados”, reiterando que os dados científicos demonstram que os focos de infeção estão relacionados com “encontros sociais, em transportes públicos e, às vezes, em locais de trabalho em que a segurança foi relaxada” e não nos espaços comerciais. “Percebo que haja uma preocupação em diminuir o risco, mas um risco num bar não pode ser comparado ao risco numa loja”, atira.

Numa altura em que se aproxima o Natal, período bastante importante para os espaços comerciais, a APED apela, assim, a uma mudança de posição por parte do Governo e sublinha que é “preciso transmitir confiança” aos clientes, ao invés de “lançar medo, pânico, junto da população”. “Se queremos recupera o país, recuperar a economia e recuperar muitos destes negócios, não podemos, de facto, ter um critério diferente para áreas onde é fundamental manter os empregos e transmitir confiança aos consumidores“, conclui.

Fonte: ECO

 

O último relatório sobre as perspetivas a curto prazo para os mercados agrícolas da União Europeia, publicado pela Comissão Europeia, revela que, embora persistam muitas incertezas, espera-se que o impacto da crise no sector agroalimentar seja limitado. Os padrões emergentes parecem reforçar, principalmente, as tendências existentes, como o aumento da procura de produtos locais, cadeias de abastecimento curtas e vendas online de alimentos.

Neste contexto, a situação, em 2020, continua a ser relativamente positiva, com uma recuperação dos preços dos lacticínios e da carne, um crescimento da recolha de leite e uma balança comercial positiva na carne. Além disso, estima-se o aumento na produção de oleaginosas e as exportações de azeite da União Europeia alcançarão um novo recorde.

As exceções são os cereais, em particular o trigo, e o açúcar, que se ressentiram das condições meteorológicas e fitossanitárias adversas. Concretamente, na campanha de 2020/2021, devido às condições de seca durante o verão, que influenciaram negativamente o desenvolvimento das plantas, espera-se que a produção total de cereais na União Europeia alcance os 274,3 milhões de toneladas, 7% menos que na temporada anterior.

Novo recorde nas exportações de azeite

As exportações de azeite irão atingir um novo recorde, em torno das 820 mil toneladas. Na União Europeia, um aumento da produção em Itália e na Grécia e a colheita recorde em Portugal, acompanhadas de fortes vendas no retalho, deverão suportar o crescimento do consumo geral em 3% e contribuir para a redução de 17% nos stocks.

Além disso, estima-se que a produção total de azeite da União Europeia para 2020/2021 aumentará para mais de dois milhões de toneladas, mais 17% em comparação com 2019/2020.

Quanto ao sector das frutas e legumes, a produção de maçãs na União Europeia deverá ficar 2% abaixo da média dos últimos cinco anos, nos 11,5 milhões de toneladas. O mercado da maçã parece estar bem equilibrado, com os stocks de 2019/2020 quase liquidados. O consumo de maçãs frescas na União Europeia reduzirá para 14,7 quilogramas per capita, numa descida de 8% face a 2019/2020, quando alcançou níveis recorde.

Já a produção de laranjas está estimada em 6,2 milhões de toneladas, 5% abaixo do ano anterior. O consumo geral está a diminuir, sendo 2% inferior. Não obstante, o consumo de laranjas frescas está a aumentar em detrimento das processadas. Em 2020/2021, prevê-se que a produção aumente e alcance os 6,55 milhões de toneladas.

Aumento da produção de leite

A recolha total de leite na União Europeia deverá crescer 1,4%, em 2020, devido ao aumento da produção e às condições favoráveis dos pastos até julho.

Em 2021, a produção de leite poderá crescer 0,8%. Após o início do surto de Covid-19, espera-se que as vendas diretas continuem a crescer, com a maior procura por produtos locais e cadeias de abastecimento curtas.

Já o consumo de queijo está a ser afetado negativamente pelo encerramento do “food service”, o que poderá resultar numa ligeira descida de 0,2% em 2020. Ainda assim, espera-se que as exportações da União Europeia cresçam 5%, com uma procura global positiva, o que resultará num aumento de 0,7% da produção. Novos ajustes no serviço alimentar e no comércio retalhista deverão ajudar a que o consumo cresça 0,5% em 2021.

Diminuição na produção de carne

A produção de carne de vaca na União Europeia diminuiu, pela primeira vez, em 2,4%, no primeiro semestre, devido às medidas de bloqueio da Covid-19 e à menor procura no “food service”. A procura tem vindo a procurar, com a reabertura dos restaurantes e a recuperação do turismo, o que leva a uma diminuição geral estimada de 1,4%.

Em 2021, é antecipada uma nova diminuição, em torno dos 1,5%, devido à redução das manadas em alguns países da União Europeia. Também se prevê que o consumo diminuía 2,1%, para 10,4 quilogramas per capita.

Quanto à carne de porco, se bem que a produção reduziu no primeiro semestre, os preços favoráveis, a recuperação da procura por parte do consumidor e os investimentos recentes contribuíram para um aumento da produção nos últimos meses. Não obstante, a recente descoberta da peste suína africana na Alemanha, que provocou a proibição das exportações, irá afetar o mercado de carne de porco alemão e, consequentemente, o europeu. Prevê-se que a produção diminua em 2020 e 2021, respetivamente, 0,5% e 1% e que o consumo reduza 1,1%, para 32,8 quilogramas per capita, em 2020.

Já a produção de aves de capoeira deverá aumentar 1% este ano, apoiada por uma mudança na procura durante o confinamento. A reabertura do “food service” e a forte demanda ao nível do retalho contribuíram ainda mais para este crescimento. Para 2021, é esperado um ligeiro crescimento, em torno de 1%. O consumo também deverá aumentar, em 2020, 1,5%, para os 23,7 quilogramas per capita.

Fonte: Grande Consumo

A Quercus de Castelo Branco lançou alertou esta sexta-feira para o aumento da presença da vespa asiática no distrito e chamou a atenção para a necessidade de uma correta identificação e alerta às autoridades.

"A Quercus Castelo Branco tem recebido ao longo dos últimos meses várias dezenas de contactos e pedidos de ajuda por parte de cidadãos para a identificação de possíveis situações com a presença de vespa-asiática no distrito de Castelo Branco”, refere a organização, em comunicado enviado à agência Lusa.

A vespa asiática é uma espécie não indígena, predadora da abelha europeia. Os principais efeitos da presença desta espécie invasora manifestam-se em várias vertentes, sendo de realçar o impacto na apicultura por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas.

A vespa asiática levanta ainda problemas para a segurança pública, já que, apesar de não ser mais agressiva do que a espécie europeia, no caso de sentir os ninhos ameaçados reage de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros.

À Lusa, Samuel Infante, da Quercus, explicou que a vespa asiática está em expansão no distrito de Castelo Branco, sobretudo nos concelhos da Sertã e de Proença-a-Nova, sendo que já foram ali registados “centenas de avistamentos e dezenas de ninhos”.

“Temos a noção de que a informação [no site stopvespa.icnf.pt] não está atualizada, mas é importante que as pessoas o façam para que as autoridades possam atuar”, sublinhou.

Sendo uma espécie não indígena, é predadora natural das abelhas e outros insetos, o que pode eventualmente originar a médio prazo impactos significativos na biodiversidade, em particular nas espécies de vespas nativas e nas populações de outros insetos.

"Os receios e as medidas de controlo destinados à vespa asiática tem levado a que muitas vezes a vespa crabro e os seus ninhos sejam destruídos. A vespa crabro é uma espécie nativa e que pode constituir até muitas vezes a última linha de luta contra a vespa asiática. A vespa crabro tem um papel ecológico importante”, lê-se na nota.

Os ambientalistas explicam que a deteção ou a suspeita de existência de ninho ou de exemplares de vespa velutina deverá ser comunicada às autoridades através da inserção/georreferenciação online do ninho ou dos exemplares de vespa e preenchimento ‘online’ de um formulário com informação sobre os mesmos, disponível em stopvespa.icnf.pt ou contactar a linha “SOS AMBIENTE” através do número 808 200 520.

“Deverá, sempre que possível, ser anexada fotografia da vespa ou do ninho, para possibilitar a sua identificação”, explica a Quercus.

Fonte: Observador