Ontem celebrou-se o Dia da Produção Nacional, uma data que reforça a importância de tudo o que é produzido no país e que sensibiliza a população para optar pelo consumo destes produtos ou serviços.
Quando escolhemos o que é nacional, estamos a contribuir para a economia, para a criação de emprego e para o aumento da competitividade das empresas, valorizando o que é produzido em Portugal mesmo além fronteiras. Por outro lado, ao consumirmos o que é local acabamos também por reduzir a nossa pegada ambiental, porque não necessitamos de recorrer a produtos importados. No fundo, está-se a contribuir para o país como um todo.
O “Portugal Sou Eu” é um programa que valoriza a produção nacional através de um selo, que dá a conhecer a origem dos produtos. Existem em todo o território nacional vários estabelecimentos com a distinção “Estabelecimento Aderente Portugal Sou Eu”, que confirma a venda dos mesmos no seu interior.
Em 2019, o cancro provocou mais de 28 mil mortes em Portugal, e uma em cada quatro mortes da União Europeia deve-se também a estes tumores malignos. Existem diferentes maneiras de reduzir o risco de cancro, como evitar a exposição prolongada à luz solar e o tabaco. Por outro lado, ter uma boa alimentação também é fundamental.
Uma nova investigação da Penn State University, nos Estados Unidos, indica que os cogumelos podem também ser uns bons aliados na prevenção de cancro.
A equipa analisou vários estudos científicos publicados entre 1966 e 2020, que abrangeram mais de 19 mil pacientes com a doença. Os dados apontaram que as pessoas que comeram cerca de 18 gramas de cogumelos por dia, tiveram uma diminuição do risco de 45%.
Apesar de existirem cogumelos com maior quantidade de ergotioneína, como os shiitake, maitake e ostra, os autores explicam que a adição de qualquer variedade de cogumelos às refeições diárias contribuem para o mesmo efeito.
Através deste tipo de estudos os cientistas procuram estabelecer dietas mais saudáveis de maneira a contribuir para a sua prevenção do cancro nas gerações futuras. A equipa pretende agora expandir a sua pesquisa e perceber de que forma os cogumelos contribuem para este resultado e que cancros específicos podem ser afetados.
Fonte: Greensavers
O volume de pesticidas vendidos em 2019 na União Europeia diminuiu 6% face a 2018, sendo vendidas pouco mais de 333 mil toneladas, revela o Eurostat. Entre 2011 e 2018, as vendas rondaram as 350 mil e as 370 mil toneladas por ano.
Em termos de categorias vendidas, os “fungicidas e bactericidas” foram os mais vendidos, correspondendo a 40% das vendas. Além disso, os “Herbicidas” alcançaram 33% e os “Inseticidas e Acaricidas” equivaleram a 13% das vendas.
No geral dos 18 estados-membros analisados, a venda entre 2011 e 2019 decresceu 10,2%. Numa análise por países, apenas 4 estados-membros (Alemanha, Espanha, França e Itália) atingiram volumes recorde de vendas no total. 12 dos 18 estados-membros (em que dados estão disponíveis) diminuíram as suas vendas entre 2011 e 2019. Portugal foi o terceiro país com a maior queda (-30%), só superado por Itália e Dinamarca, este último que desceu 42%.
O maior crescimento de vendas de pesticidas foi registado no Chipe (+101%) e Letónia (+54%), assim como na Áustria (+44%) e na Polónia (+11%).
Fonte: Agroportal
Os melhores vinhos portugueses vão ser colocados à prova junto de reputados especialistas nacionais e internacionais. A edição de 2021 do Concurso Vinhos de Portugal volta a contar com um leque de especialistas de renome no Grande Júri da iniciativa, com destaque para a estreia de Adrian Gardoph, director executivo do Institute of Masters of Wine (IMW), e Eric Boschman, sommelier da Bélgica.
Natural do Reino Unido, Adrian Gardoph é um profundo conhecedor do sector a nível global. Para além da direcção do IMW, Gardoph conta no seu currículo com a criação de uma agência global de negócios especializada em vinhos da África do Sul, uma empresa de consultoria do sector (Blackrock Wines), a primeira escola da Wine & Spirit Education Trust localizada na Rússia e a única empresa importadora de vinhos de excelência na Jamaica.
Eric Boschman é outro dos jurados estreantes no Concurso. Sommelier belga, é fundador de La Food and Wine Academy, autor de livros sobre vinho e presença regular em meios de comunicação social onde partilha o seu conhecimento sobre a área dos vinhos.
À semelhança das edições anteriores do Concurso Vinhos de Portugal, o Grande Júri volta a contar com a participação de Dirceu Vianna Junior, o primeiro Master of Wine brasileiro e o único de língua portuguesa, Bento Amaral, Diretor de Serviços Técnicos e de Certificação do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, e Miguel Pessanha, Chief Operating Officer da Sogrape Vinhos. O Grande Júri é presidido por Luís Lopes, fundador e diretor da revista Vinhos Grandes Escolhas.
São também conhecidos os nomes de mais especialistas internacionais que vão integrar o painel de avaliação do Júri Regular, responsável por avaliar os vinhos na primeira fase do Concurso, que decorrerá no CNEMA, em Santarém. Destaque para profissionais da Estónia (Rain Veskimae, sommelier e gestor do restaurante Mantel & Korsten, onde o foco é a gastronomia mediterrânea e vinhos, e Verner Lepp, distinguido o prémio de Segundo Melhor Sommelier do seu país) e Reino Unido (Emily Rowe, premiada com o Wines of Portugal Prize pela sua prestação no curso da Wine & Spirit Education Trust).
O continente americano está fortemente representado no Júri Regular do Concurso Vinhos de Portugal 2021, através de especialistas do Canadá (Élyse Lambert MS, sommelier consultora, vencedora do título de Best Sommelier of Americas 2009, Best Sommelier of Canada 2015, e com a quinta posição do Best Sommelier of the World, Argentina 2016); dos Estados Unidos da América (Peter Granoff MS, co-proprietário de várias empresas de restauração na área dos vinhos em São Francisco e Califórnia), e do México (Claudia Treviño, com 12 anos de experiência enquanto sommelier e consultora na indústria vinícola e Embaixadora de Vinhos de Portugal em 2017).
O período de inscrição no Concurso Vinhos de Portugal decorre até 30 de Abril.
A primeira fase do Concurso decorrerá de 17 a 19 de Maio, no CNEMA, em Santarém, na qual os vinhos inscritos serão avaliados pelo Júri Regular. O Grande Júri irá reunir-se nos dias 20 e 21 de Maio para a selecção dos Grandes Ouros e os Melhores no Ano. Os vencedores serão divulgados na Cerimónia de Entrega de Prémios, no dia 21 de Maio, em Setúbal.
O Concurso Vinhos de Portugal é uma iniciativa da ViniPortugal que pretende ser um ponto de encontro e de troca de experiências entre produtores e especialistas de todo o mundo, reafirmando a aposta na produção nacional de vinho de qualidade com o intuito de se afirmarem enquanto produtos de excelência nos mercados de exportação.
Fonte: Agroportal
O Mel de Barroso DOP (Mel de Urze) produzido pela Capolib – Coperativa Agrícola de Boticas é o Mel do Ano, distinção atribuída no 12º Concurso Nacional de Mel que a FNAP – Federação Nacional de Apicultores realizou em conjunto com a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, nos dias 23 e 24 de março.
O Concurso pretendeu dar a conhecer e valorizar a qualidade, a especificidade e a diversidade do mel produzido em Portugal e registou a maior participação de sempre (83 amostras e 42 apicultores), o que atesta a importância desta prova para a promoção da apicultura portuguesa.
Fonte: Agroportal
A Portugal Fresh, Associação para a Promoção das Frutas Legumes e Flores de Portugal, já abriu as inscrições para mais uma participação conjunta na Fruit Attraction, uma das maiores feiras internacionais do sector hortofrutícola e que decorre anualmente em Madrid, Espanha.
Após um ano de interregno, devido à pandemia, o evento está de regresso em formato físico, entre os dias 5 e 7 de Outubro de 2021, contemplando também uma forte componente digital e integrando um conjunto de normas e protocolos relacionados com a covid-19, de forma a garantir a segurança de todos os participantes e visitantes.
A Portugal Fresh participará com um stand conjunto, no âmbito do seu plano de acções do Projecto Conjunto de Internacionalização, que tem como objectivo principal a promoção da competitividade das empresas do sector das frutas, legumes e flores, em particular a sua capacitação para a exportação e internacionalização.
Os interessados deverão aceder aqui ou entrar em contacto com a Portugal Fresh através do email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. As inscrições decorrem até dia 27 de Abril.
Fonte: Agroportal
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), com a colaboração da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), desenvolveu embalagens comestíveis a partir de resíduos do sector agro-alimentar e da pesca. As embalagens comestíveis, que constituem “uma alternativa sustentável ao plástico”, são “filmes obtidos a partir de resíduos de diferentes alimentos, nomeadamente de cascas de batata e de marmelo, fruta fora das características padronizadas e cascas de crustáceos”, explicita a UC.
“Além de revestirem os alimentos, prolongando a sua vida útil na prateleira do supermercado”, as embalagens também “podem ser ingeridas”. Os novos invólucros criados por Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra, do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC), foram “pensadas essencialmente para revestir frutas, legumes e queijos, incorporando na sua matriz compostos bioactivos/nutracêuticos, tais como antioxidantes e probióticos, com potenciais efeitos benéficos para a saúde”.
Com esta embalagem, é possível, por exemplo, “cozinhar brócolos ou espargos sem ser necessário retirar a embalagem, uma vez que a película que os envolve é composta por nutrientes naturais com benefícios para a saúde”.
“Produzimos composições diferenciadas de filmes, usando os resíduos quase integralmente, que contêm compostos com propriedades diferentes”, explicam Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra. “A casca de batata tem mais amido e a casca de marmelo mais pectina, ou seja, temos dois materiais poliméricos estruturais que, combinados, vão gerar um filme simples, sem processamentos complexos”, exemplificam as investigadoras.
No entanto, antes de conseguir obter filmes/revestimentos, quer na forma de película, quer na forma de spray (aplicado na fase líquida e seca no alimento), a equipa, que juntou vários grupos de investigação da UC e da ESAC, teve de superar várias fases. “O maior desafio é encontrar os materiais ideais para que as formulações tenham as características desejadas.”
Por isso foi necessário, relatam as investigadoras, “estudar os filmes do ponto de vista físico, como por exemplo as propriedades mecânicas, de forma a servirem de embalagem/revestimento; estudar as propriedades bioactivas dos filmes, ou seja, se alguns compostos apresentam benefícios para a saúde quando ingeridos; avaliar as reacções quando se juntam diferentes compostos"; analisar microbiológica e sensorialmente os filmes seleccionados e “avaliar a compatibilidade do alimento com o sistema comestível produzido”, resumem, citadas pela UC, as três investigadoras da FCTUC.
A solução proposta pela equipa de Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra pode ser “muito vantajosa tanto para indústria como para o consumidor”, sustentam.
“É uma abordagem centrada na economia circular. Não só aumenta a vida útil do produto na prateleira, como também evita o desperdício, reduz a produção de lixo plástico, um grave problema ambiental, e gera um novo produto que confere um adicional nutritivo ao alimento”, concluem as investigadoras.
Iniciada em 2018, no âmbito do projecto MultiBiorefinery, financiado pelo Compete 2020, esta investigação foi recentemente distinguida com um prémio de 20 mil euros pelo programa Projectos Semente de Investigação Interdisciplinar - Santander UC (atribuído a equipas multidisciplinares lideradas por jovens investigadores na UC). Foi ainda premiada no concurso de ideias LL2FRESH, que visa procurar novas soluções de embalagem, métodos de tratamento de alimentos e aditivos de última geração, refere a UC. No âmbito deste projecto foi publicado um artigo científico na revista Food Packaging and Shelf Life.
Fonte: Público
Os portugueses estão a reciclar mais e a quantidade de resíduos produzidos é também maior, revela a nova edição do inquérito “Radar da Reciclagem” da Sociedade Ponto Verde (SPV) e da Marktest.
As razões para esta mudança na reciclagem e pelo consecutivo aumento, em relação à um ano atrás, são precisamente o aumento dos resíduos em casa (52,2%), a maior disponibilidade em termos de tempo (40,6%) e a maior consciência ambiental (37%).
Entre os inquiridos que referem ter produzido mais resíduos em casa, as embalagens familiares de cartão para alimentos líquidos, por exemplo pacotes de leite e sumos, são apontados como os resíduos com maior aumento (57,9%). No segundo e terceiro lugar, respetivamente, surgem as embalagens de vidro (44,4%) e as embalagens de cartão associadas ao aumento das compras online (36,3%).
De acordo com o novo estudo do IBM Institute for Business Value, a pandemia da Covid-19 aumentou a perceção e o foco dos consumidores na sustentabilidade ambiental. Além disso, grande parte dos inquiridos revelaram estar dispostos a mudar os seus hábitos com o intuito de contribuir de forma positiva para o ambiente.
A investigação analisou as respostas de 14 mil pessoas de nove países diferentes, Estados Unidos, Índia, Reino Unido, Canadá, Alemanha, México, Espanha, Brasil e China.
Relativamente ao emprego, 71% admitiu que as empresas ambientalmente sustentáveis são empregadoras mais atraentes, e quase metade admitiu que aceitaria um salário mais reduzido para trabalhar em organizações ambiental e socialmente responsáveis.
No que diz respeito às viagens, quase um em cada três inquiridos acredita fortemente que os seus hábitos pessoais de viagem contribuem para as alterações climáticas, e 82% dos inquiridos escolheriam uma opção de transporte mais amiga do ambiente, mesmo que exigisse gastar mais dinheiro.
Fonte: Greensavers
A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA) lidera dois projetos-piloto de produção de água para reutilização (ApR) em atividades agrícolas na região, caracterizada pela intensa atividade agrícola e baixos índices de precipitação, foi hoje anunciado.
Os projetos, designados REUSE II e AQUA VINI, são financiados pelo Fundo Ambiental, do Ministério do Ambiente e Ação Climática, e “pretendem promover a utilização de ApR em atividades agrícolas no Alentejo”, explica a AgdA, em comunicado enviado à agência Lusa.
“A urgência de adaptação às alterações climáticas, o uso eficiente da água e a valorização dos recursos numa ótica de economia circular, entre outros, são desafios fundamentais no setor da água e assumem especial relevância na área de atuação da AgdA”, refere a empresa.
Por isso, a AgdA procura “encontrar soluções para estes desafios” que lhe permitam “ser mais resiliente e capaz de dar respostas eficientes e sustentáveis aos seus clientes”.
Nesse sentido, o programa REUSE II integra um sistema de produção de ApR que incide na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Beja.
O projeto-piloto consiste na desinfeção solar das águas residuais tratadas nesta ETAR para utilização por um agricultor da região, indicou.
A água resultante da desinfeção solar será reutilizada na rega de um pomar de romãzeiras, para estudar o impacto da sua utilização no desenvolvimento das plantas e frutos, assim como o balanço de nutrientes, a eventual poupança na dosagem de fertilizantes minerais e o impacto da ApR nos recetores ambientais água e solo.
O impacto dessa água no sistema de rega da exploração agrícola onde será utilizada é também um dos elementos em estudo neste projeto, que resulta de uma parceria da AgdA com a AdP VALOR, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), o Instituto Superior de Agronomia (ISA), a EFACEC e o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR).
Por sua vez, o projeto AQUA VINI pretende contribuir para o “aumento do conhecimento técnico sobre a reutilização da água na atividade de regadio” e promover a utilização de ApR na atividade vitivinícola do Alentejo, através do estudo da sua utilização na vinha do Monte da Ravasqueira, no concelho de Arraiolos (Évora).
O AQUA VINI vai estudar “os efeitos desta aplicação no desenvolvimento das culturas irrigadas”, bem como o seu impacto nos recetores ambientais solo e recursos hídricos, além dos sistemas de rega.
“Permitirá ainda a avaliação do eventual impacto da ApR, que será produzida na ETAR de Arraiolos Poente, na qualidade da água da charca, origem de água para a rega da vinha e a avaliação da eficácia das barreiras naturais existentes. Será ainda avaliada a possibilidade de regar diretamente com ApR uma parcela da vinha”, explica o comunicado da AgdA.
O consórcio responsável pelo AQUA VINI integra também a AdP VALOR, a Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo, o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR) e os produtores do Monte da Ravasqueira.
Em ambos os projetos “serão realizadas as avaliações de risco das opções de utilização estudadas”, além das “soluções de tratamento complementar em função do esquema de utilização em causa”, explica a empresa.
Fonte: Agroportal
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