Apresentada por Martim Cabral, "À Nossa" é uma viagem entre o campo e a mesa, para encontrar as respostas que os consumidores mais querem saber sobre a origem, os preços e a qualidade dos produtos.
Quando vamos às compras preocupamo-nos com o preço e a qualidade dos produtos. Quando almoçamos em casa ou vamos jantar fora, apreciamos a companhia, o ambiente e o culto de uma boa refeição. E, nestes tempos de pandemia e de aquecimento global descontrolado, preocupamo-nos também – e cada vez mais - com as questões da saúde, do ambiente e da sustentabilidade.
No talho, na banca do peixe ou na secção dos produtos biológicos, fazemos as melhores escolhas e tiramos o maior prazer dos alimentos se tivermos a melhor informação sobre a origem, a cadeia de produção, a composição e a certificação dos produtos.
Ao longo de 10 semanas, Martim Cabral, percorre o ciclo de produção, de distribuição e da confeção dos alimentos.
A equipa do "À Nossa" entra nas empresas e na vida dos profissionais ligados à cadeia alimentar: agricultores, veterinários, engenheiros agrónomos, técnicos e responsáveis pelo controlo de qualidade, análises laboratoriais, nutricionistas.
AS PERGUNTAS DOS CONSUMIDORES
Martim Cabral percorre as etapas da cadeia alimentar para encontrar as respostas às perguntas que todos os consumidores fazem quando vão às compras, quando preparam o jantar ou quando se questionam sobre a origem dos produtos, sobre o bem-estar animal, sobre os problemas ambientais e sobre a composição dos alimentos.
“À Nossa” pretende dar resposta a perguntas cada vez mais importantes na economia, na estratégia das empresas e na saúde e bem-estar dos consumidores.
Fonte: SIC Notícias
Foi adotado a 17 de agosto de 2021 o Regulamento 2021/1372 da Comissão que altera o Anexo IV do Regulamento (CE) n.º 999/2001 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de maio, no que diz respeito à proibição de alimentar animais de criação não ruminantes, com exceção de animais destinados à produção de peles com pelo, com proteínas provenientes de animais. Este regulamento é o resultado de um longo processo jurídico robusto e de base científica, tendo em consideração a adequada avaliação de risco, incluindo o desenvolvimento de métodos eficazes de análise para os controles oficiais. Com o presente regulamento passará ser possível Através desta alteração ao anexo IV do Regulamento (CE) nº 999/2001 passa a ser permitido:
O Regulamento 2021/1372 entra em vigor a 07 de setembro de 2021.
No entanto, a reutilização eficaz de proteínas animais transformadas provenientes de suínos na alimentação de aves e de proteínas animais transformadas provenientes de aves na alimentação de suínos, está dependente do cumprimento de alguns requisitos específicos. Assim a reutilização destas novas derrogações deve ser efetuada prudentemente e devidamente suportada, considerando não só a decisão individual de operadores, mas também em cooperação conjunta com outros parceiros da cadeia de valor. Para mais informações poderá ser consultada a declaração da representante europeia do setor dos industriais de alimentos compostos para animais (FEFAC).
Fonte: DGAV
Cada vez mais se dá mais importância a uma alimentação saudável, sobretudo no que toca a crianças. A pensar nisso, o Governo criou uma lista com os alimentos que as escolas não podem vender, mas também com aqueles que são obrigatórios ter disponíveis. Desde as ementas das cantinas às máquinas de venda automática, estes são os alimentos permitidos e proibidos nas escolas públicas.
“O Ministério da Educação, em articulação com as autoridades de saúde, tem vindo a promover o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis, através da emissão de orientações para os bufetes, máquinas de venda automática e refeitórios escolares”, refere o despacho publicado esta terça-feira em Diário da República.
Em 2019, foi criada uma lei que veio “proibir a publicidade a géneros alimentícios e bebidas de elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos trans em estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário”. No ano passado, no âmbito do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), o Governo comprometeu-se em “implementar um conjunto de medidas” para a “adoção de hábitos alimentares saudáveis” nas escolas, nomeadamente em termos de “organização e funcionamento dos bufetes escolares”.
Assim, e tendo por base as orientações do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, o Governo definiu a lista dos alimentos que são obrigatórios ter à venda nas escolas, bem como aqueles que são proibidos.
Assim, este despacho determina que os bufetes escolares não podem contemplar a venda dos seguintes produtos:
Pelo contrário, estes são os alimentos que os bufetes escolares devem disponibilizar obrigatoriamente:
Ainda assim, os bufetes escolares podem ainda disponibilizar:
Pode consultar o Despacho 8127/2021 na sua plataforma Qualfood.
Fonte: ECO/ Qualfood
A ideia deste novo projeto nasceu nos primeiros meses da pandemia de Covid-19, em consequência do aumento de peso das crianças e jovens, principalmente, durante os períodos de confinamento obrigatório. Nesse sentido, a APCOI prepara uma app de realidade aumentada, para incentivar os mais novos a terem uma alimentação saudável.
O jogo educativo móvel está a ser desenvolvido pela ONTOP, em conjunto com a APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil e financiado pela Novo Nordisk, e ficará disponível gratuitamente para smartphones iOS e Android até ao final do ano. Mário Silva, presidente da APCOI, revela que “a app, desenhada à medida por especialistas, combina várias técnicas de gamificação, como realidade aumentada, geocaching e colecionismo, para levar as famílias portuguesas a descobrir super alimentos escondidos e a acumular dicas nutricionais para ganhar prémios, criando oportunidades de aprendizagem e diversão dentro e fora de casa”.
Heróis da Fruta
A app é inspirada no programa escolar Heróis da Fruta. que a APCOI promove nas escolas desde 2011 e cujo 10.º aniversário se assinala já em outubro.
Nuno Folhadela, CEO da ONTOP, recorda as brincadeiras de criança do tempo dos pais e descreve que a experiência desta app se trata de adaptar essas sensações e diversão aos dias e às crianças de hoje. “Estamos a desenvolver uma verdadeira caça ao tesouro por Portugal, numa mistura tecnológica e criativa em realidade aumentada, com a missão de promover um estilo de vida saudável e uma infância feliz”.
Helena Novais, diretora de Public Affairs da Novo Nordisk Portugal refere que colocar o digital ao serviço da saúde é uma estratégia crítica nos dias de hoje. “Acreditamos que aliar o potencial das novas tecnologias com modelos de intervenção com resultados tão positivos, como o projeto Heróis da Fruta, será um contributo muito importante na prevenção do excesso de peso e obesidade infantil em Portugal, sendo um caminho que apoiamos com muito entusiasmo”.
Fonte: Grande Consumo
“RADIANT: realizando cadeias de valor dinâmicas com culturas subutilizadas” é o novo projeto europeu coordenado pelo Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa no Porto, financiado pelo Horizonte 2020 (H2020), o programa-quadro comunitário europeu para a Investigação e Inovação. O objetivo é desenvolver soluções e ferramentas que irão fomentar a agrobiodiversidade, combatendo o paradigma agrícola de monocultura e de agricultura industrializada.
Marta Vasconcelos, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/UCP) e coordenadora do projeto RADIANT, afirma que “no último século, 75% da diversidade genética das culturas foi perdida. Existem cerca de 259.000 espécies de plantas, das quais 50.000 são comestíveis (sendo 150-200 realmente consumidas), e apenas três fornecem 60% das calorias e nutrição da dieta humana (milho, arroz e trigo). Este cenário é o culminar de um processo que começa logo ao nível da produção local de alimentos mais diversificados, pois os obstáculos são muitos.”
É com a finalidade de reduzir estes obstáculos e de tornar possível um aumento da diversidade de culturas, refletida nos alimentos consumidos pelos cidadãos, que o RADIANT se propõe, através de uma abordagem baseada na “Teoria da Mudança”, a criar ferramentas que preservem a agrobiodiversidade, tornando possível a diversificação da disponibilidade de alimentos produzidos localmente. Ao promover culturas subutilizadas, que incluem uma mistura de espécies pouco produzidas, como as leguminosas, ou variedades mais antigas e “esquecidas” de culturas mais comuns, como o trigo, milho, cevada ou tomate, a ambição do RADIANT é reduzir a ‘lacuna de produção’ entre as culturas mais populares e as subutilizadas, e a ‘lacuna nutricional’ – entre os alimentos mais consumidos, e os alimentos mais necessários para uma dieta saudável. A investigadora coordenadora do projeto refere, também, que, a par destes objetivos, se pretende “garantir um desenvolvimento económico e social justo para todos os intervenientes das cadeias de valor.”
O projeto europeu “RADIANT – Realizando Cadeias de Valor Dinâmicas com Culturas Subutilizadas”, coordenado pelo Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto, envolve 29 entidades de 12 países – Portugal, Eslovénia, Reino Unido, Hungria, Espanha, Grécia, Itália, Alemanha, Irlanda, Bulgária, Países Baixos, Chipre – e conta ainda com a Food and Agriculture Organization (FAO) das Nações Unidas como parceira.
Com o projeto europeu RADIANT pretende-se demonstrar transições bem-sucedidas para sistemas inclusivos de agrobiodiversidade; realizar programas de melhoramento para que as culturas subdesenvolvidas sejam mais competitivas; testar as melhores práticas agrícolas que maximizem a sua produção sustentável; ampliar o seu reconhecimento ambiental, social e nutricional, através da caracterização dos seus múltiplos benefícios; oferecer soluções para a sua integração em cadeias de valor rentáveis, com base em inovações políticas, sociais e de governança; capacitar a sociedade para integrar estes alimentos nas suas dietas.
Com uma duração de 4 anos e um financiamento acima dos 5.9 milhões de euros através do H2020, o projeto conta com 20 explorações agrícolas piloto, as chamadas “explorações AURORA”, que abrangem as diferentes agroecologias em toda a Europa, e onde boas práticas serão testadas e demonstradas. Marta Vasconcelos explica ainda que “para a concretização do projeto, serão, também, recrutados 45 agricultores participativos para facilitar a integração destas culturas subutilizadas, realizando uma gestão adaptativa da agrobiodiversidade através de ferramentas construídas pelo próprio projeto.”
Fonte: Greensavers
No mês de Setembro, decorre mais um período obrigatório de Declarações de Existências de Galinhas Poedeiras, conforme Aviso da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, publicado neste portal.
A declaração de existências poderá ser efetuada diretamente pelo produtor através do seguinte endereço de internet https://avidec.dgav.pt, ou em alternativa em qualquer departamento dos Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais.
Fonte: DGAV
Mais recente atualização das freguesias afetadas pela doença Flavescência Dourada que constituem as zonas de intervenção prioritária (ZIP) e das freguesias onde o inseto vetor está presente.
Em resultado dos mais recentes trabalhos de prospeção do Plano Nacional para controlo da Flavescência Dourada, foi publicado o Despacho nº 7583/2021 que atualiza as listagens de freguesias que constituem as zonas de intervenção prioritária (ZIP) e das freguesias onde o inseto vetor está presente, bem como a respetiva classificação de risco de disseminação da doença.
De acordo com o Plano Nacional para o controlo da doença verificou-se a necessidade de voltar a atualizar as referidas listas (última atualização inscrita do Despacho nº 7189/2020, de 19 de Julho), impondo-se a publicação do atual Despacho nº 7583/2021, de 12 de Julho de 2021.
Este diploma indica a listagem das freguesias que constituem as ZIP, que correspondem a áreas do território nacional constituídas pelas freguesias onde são detetadas plantas de videira contaminadas com Flavescence dorée phytoplasma, e pelas respetivas freguesias limítrofes e não limítrofes que foram abrangidas pelo perímetro definido em informação obtida através do Sistema de Informação da Vinha e do Vinho (SIVV) e que estão sujeitas a medidas fitossanitárias específicas.
Considera-se erradicada a ZIP situada na Região Centro, por ter evidenciado através de prospeção oficial ausência de focos da doença durante 5 anos consecutivos.
Lembramos que a Portaria n.º 165/2013 estabelece as medidas de proteção fitossanitária, adicionais e de emergência, destinadas à erradicação no território nacional do fitoplasma de quarentena Flavescence dorée phytoplasma, responsável pela doença vulgarmente designada por Flavescência Dourada, assim como à contenção da dispersão do inseto vetor, a cigarrinha Scaphoideus titanus Ball.
Fonte: Agroportal
Ángel León, famoso chef e proprietário do Aponiente, um dos melhores restaurantes da Espanha, que está localizado na cidade de Cádiz, descobriu com a sua equipa os cereais marinhos. O projeto não se concentra apenas nas aplicações gastronómicas do cereal, mas também o de criar um banco de sementes para repovoar áreas húmidas costeiras, desenvolvendo também sistemas de plantio e colheita que se adaptem ao ambiente marinho. A cultura experimental ocupa cerca de três mil metros quadrados do Parque Natural da Bahia de Cádiz, próximo ao município de Puerto Real.
“Pretendemos criar o primeiro e único centro de I&D especializado do mundo nas culturas de plantas marinha”, diz o chef. “O objetivo é continuar a investigar este cereal marinho, pois pode dar-nos muitas chaves para mitigar os efeitos das alterações climáticas, e restaurar os ecossistemas aquáticos”, acrescenta.
O cultivo deste cereal levanta a possibilidade de criar um “jardim marinho” que permita produzir um alimento barato e nutritivo em áreas do planeta onde o acesso a água doce é escasso e ainda há água salgada. De acordo com a informação publicada no site cerealmarino.com, é uma semente ou grão muito mais denso do que outros cereais e também muito mais nutritivo, a meio caminho entre o arroz e as leguminosas.
A planta de mandioca foi geneticamente modificada para ser resistente ao vírus da CBSD, uma doença que se tornou epidémica e que pode destruir uma plantação inteira de mandioca.
As plantas de mandioca geneticamente modificadas (GM) estão a um passo de serem comercializadas no Quénia. Se forem aprovadas, as sementes da variedade transgénica de mandioca vão ser disponibilizadas gratuitamente aos pequenos agricultores quenianos, que se vêm a braços com os ataques da CBSD (Cassava brown streak disease), uma doença viral transmitida pela mosca-branca ou pela partilha de estacas que torna as plantas incomestíveis até pelos animais e pode destruir toda uma plantação de mandioca.
Depois de as autoridades quenianas determinarem que a planta de mandioca GM é tão segura para humanos, animais e meio ambiente quanto a versão não-GM, a Organização de Investigação Agrícola e Pecuária do Quénia (KALRO), que desenvolveu a planta de mandioca GM resistente ao vírus da CBSD, recebeu autorização para realizar testes de desempenho nacionais, durante os quais a planta será cultivada em campos abertos em todo o país.
Daqui a dois anos, a KALRO apresentará um relatório com os resultados dos testes. Deles dependerá a decisão das autoridades de disponibilizar a planta de mandioca GM aos agricultores para ser produzida.
Por ser extremamente versátil, a mandioca é uma raiz vegetal extremamente importante na economia e no abastecimento de alimentos do Quénia – pode ser amassada, frita, assada ou até mesmo seca e moída para fazer farinha para pão.
Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia
Apesar de um aumento de 2.000 pipas face a 2020, a Avadouriense considera "insuficiente" benefício de 104.000 pipas de Vinho do Porto e afirma que os preços pagos à produção ficam aquém do necessário.
A Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (Avadouriense) considerou estas segunda-feira “muito insuficiente” as 104.000 pipas de mosto destinadas à produção de vinho do Porto nesta vindima e reclamou um aumento dos preços pagos aos produtores.
“O muito pequeno aumento do benefício nesta campanha (de 102.000 para 104.000 pipas) revela-se mesmo assim muito insuficiente face às necessidades e possibilidades da região, que exigiriam um valor próximo das 120.000 pipas”, afirmou a Avadouriense, associação sediada em Vila Real.
Nesta vindima, a Região Demarcada do Douro vai transformar um total de 104.000 pipas (550 litros cada) de mosto em vinho do Porto nesta vindima, um aumento de 2.000 pipas face a 2020.
O valor do benefício foi fixado em julho pelo conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).
A organização filiada da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) considerou ainda que “os preços pagos à produção mantêm-se muito aquém do necessário”.
Vítor Herdeiro, dirigente da associação, referiu que o valor da pipa de vinho pago aos viticultores “não é suficiente sequer para fazer face aos custos de produção” e exemplificou com a necessidade de se fazerem vários tratamentos na vinha por ano.
"Este foi mais um ano desses. Foi preciso fazer muitos tratamentos para se conseguir fazer vingar a vinha e isso é muito dispendioso”, afirmou à agência Lusa.
Somam-se ainda, apontou, “os grandes aumentos nos preços dos fatores de produção, para além dos constrangimentos provocados pela pandemia de Covid-19”.
O responsável especificou que os preços pagos aos produtores rondam entre os 800 e 1.000 euros para a pipa de vinho do Porto e ente os 200 a 350 euros para o vinho de consumo, reclamando um aumento para os “pelo menos” 1.500 euros para a pipa de vinho do Porto e 600 euros para o vinho de consumo.
"Aumentar a produção e os preços pagos aos produtores são condições essenciais para assegurar a dignidade dos vitivinicultores durienses“, afirmou.
Na sequência da queda de granizo, ocorrida nos meses de abril, maio e junho, no Norte e Centro do país, o Ministério da Agricultura anunciou sete medidas de apoio excecionais para minimizar os prejuízos causados por estes fenómenos meteorológicos adversos.
Para a Avadouriense, face às intempéries, os apoios anunciados pelo Governo “ficam muito aquém do que é necessário, para garantir que os produtores possam continuar a produzir e a viver condignamente do seu trabalho”.
A CNA e a associação entendem que só uma medida “de apoio a fundo perdido poderá salvar muitos dos pequenos e médios vitivinicultores afetados” e reclamam ainda que “seja permitida, a título temporário e excecional, a entrega de cartões sem uvas, nesta campanha produtiva, com a possibilidade de serem repostas as respetivas quantidades em falta nas próximas campanhas, se a situação o permitir”.
De outra forma, os produtores prejudicados pelas intempéries ficariam duplamente penalizados”, frisaram as organizações.
Vítor Herdeiro lembrou ainda a questão da Casa do Douro e a recente declaração de inconstitucionalidade de algumas normas do decreto-lei nº 73/2019 que a reinstitucionalizou como associação pública de inscrição obrigatória.
O acórdão do Tribunal Constitucional concluiu que os estatutos da Casa do Douro possuíam várias normas inconstitucionais, após a apreciação da lei aprovada na Assembleia da República e que entrou em vigor em janeiro de 2020.
"É a experiência e a prática que demonstram que os interesses dos milhares de pequenos e médios vitivinicultores durienses são incompatíveis com os interesses do agronegócio, aos quais foi entregue a Casa do Douro e que não mais têm feito do que esvaziá-la de condições para retomar o seu papel”, referiu a Avadouriense.
Vítor Herdeiro disse esperar que o problema levantado pelo Constitucional seja resolvido o “mais depressa possível”, sendo necessário que o processe regresse ao Parlamento.
Subscreva a Base de dados Qualfood Negócios!