O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) começou ontem, dia 28 de abril, uma campanha na qual está a avaliar a sobrevivência da sardinha após o Slipping – forma única de rejeição praticada na pesca do cerco.
“Quando a captura não tem interesse para o pescador por questões de mercado, limites de captura ou de tamanho, é libertada manobrando a rede de forma a que “escorregue” por cima do cabo de flutuação (daí o termo Inglês slipping), permanecendo sempre dentro de água até à libertação. Esta prática tem sido considerada pouco lesiva, mas vários estudos recentes baseados em experiências em cativeiro, indicam que a mortalidade pode ser elevada e apontam formas de a minimizar”, explica o Instituto.
A bordo da traineira Rio Odiel simulou-se a operação de destombar a rede e foram transferidas 800 sardinhas para duas jangadas experimentais, que vão continuar a ser monitorizadas até ao dia 5 de maio, revela o IPMA.
O Programa Bandeira Azul 2021, galardão que premeia as praias costeiras, fluviais e lacustre, portes de recreio, marinas e embarcações ecoturísticas, focou-se este ano no tema “Recuperação de Ecossistemas”.
Os participantes “são desafiados a olhar para os ecossistemas, identificar aqueles que podem recuperar e desenvolver atividades nesse sentido. Por outro lado, também são incentivados a juntar-se e apoiar os que já estão em curso, uma vez que qualquer trabalho beneficia se conseguir o maior número de parceiros possível”, explica a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).
No seguimento do programa, foi hoje divulgada a lista de praias distinguidas na próxima época balnear com a Bandeira Azul. Foram premiadas 372 praias, mais 12 que no ano passado, 16 Portos de Recreio e Marinas e 11 Embarcações Ecoturísticas.
Portugal foi ainda classificado como o sexto país entre os 53 a concurso europeus com maior número de Bandeiras Azuis atribuídas, e o segundo com mais praias fluviais premiadas.
Pode consultar aqui todas as praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul na época balnear de 2021.
Fonte: Greensavers
A Comissão Europeia publicou hoje, a pedido do Conselho, um estudo sobre novas técnicas genómicas (NTG). O estudo mostra que as NTG, que são técnicas de alteração do genoma de um organismo, têm o potencial de contribuir para um sistema alimentar mais sustentável no âmbito dos objetivos do Pacto Ecológico Europeu e da Estratégia do Prado ao Prato.
Ao mesmo tempo, o estudo conclui que a atual legislação relativa aos OGM, adotada em 2001, não é adequada a estas tecnologias inovadoras. A Comissão dará agora início a um processo de consulta amplo e aberto para debater a conceção de um novo quadro jurídico para estas biotecnologias.
Stella Kyriakides, comissária responsável pela Saúde e Segurança dos Alimentos, declarou: «O estudo hoje publicado conclui que as novas técnicas genómicas podem promover a sustentabilidade da produção agrícola, em consonância com os objetivos da nossa Estratégia do Prado ao Prato. Tendo a segurança dos consumidores e do ambiente como princípio orientador, chegou o momento de estabelecer um diálogo aberto com os cidadãos, os Estados-Membros e o Parlamento Europeu, a fim de decidir em conjunto o caminho a seguir para a utilização destas biotecnologias na UE.»
As NTG desenvolvem-se rapidamente em muitas partes do mundo
As NTG, que podem ser definidas como todas as técnicas de alteração do genoma de um organismo desenvolvidas após 2001 (quando foi adotada a legislação da UE relativa aos OGM), desenvolveram-se rapidamente nas últimas duas décadas em muitas partes do mundo, com algumas aplicações já no mercado de alguns parceiros comerciais da UE.
As principais conclusões do estudo são as seguintes:
Próximas etapas
O estudo será discutido com os ministros da UE no Conselho (Agricultura e Pescas) em maio. A Comissão debaterá igualmente as suas conclusões com o Parlamento Europeu e com todas as partes interessadas.
Nos próximos meses, será realizada uma avaliação de impacto, que incluirá uma consulta pública, a fim de explorar as opções estratégicas relativas à regulamentação dos vegetais derivados de determinadas NTG.
Contexto
O estudo foi elaborado na sequência de um pedido do Conselho da União Europeia, que, em 8 de novembro de 2019, solicitou à Comissão que conduzisse «um estudo à luz do acórdão do Tribunal de Justiça no processo C-528/16 sobre o estatuto das novas técnicas genómicas ao abrigo do direito da União».
O estudo foi realizado pela Comissão e fundamentado por pareceres de peritos e contributos das autoridades competentes dos Estados-Membros e das partes interessadas a nível da UE, através de consultas específicas.
A consulta que precedeu a elaboração do relatório contou com a participação de um vasto leque de participantes. Todos os contributos são publicados.
Mais informações
O estudo completo, a carta da Comissão ao Conselho que transmite o estudo e descreve o seguimento que será dado a esta questão, bem como um conjunto de perguntas e respostas, estão disponíveis aqui.
Fonte: Agroportal
Depois da batata W8, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) desregulamentou a batata Z6, geneticamente modificada para ficar protegida contra o míldio da batateira e as manchas pretas depois de descascada, e para ter níveis mais baixos de açucares e de acrilamida.
Depois de analisar o pedido de extensão de desregulamentação da batata Z6, pela empresa produtora, o USDA elaborou uma Avaliação de Similaridade de Risco de Pragas de Plantas, concluindo que esta variedade de batata geneticamente modificada “não é mais propensa a risco de pragas de plantas do que a batata W8”, anteriomente desregulamentada.
Desenvolvida pela empresa norte-americana J.R. Simplot Company (Simplot) e designada como Snowden Z6, foi desenvovida por engenharia genética para ficar protegida contra o ataque do míldio da batateira, impedir a formação de manchas castanhas (que a batata adquire em contacto com o ar depois de descascada) e apresentar níveis reduzidos de açucares e acrilamida, classificada como um carcinogénio que está presente em alimentos processados a altas temperaturas (por exemplo, na batata frita).
Mais informações aqui.
Fonte: CiB - Centro de Informação para de Biotecnologia
A Diretora Geral da DGAV vai estar presente na Sessão Online de Apresentação do Código Nacional de Boas Práticas para Embarcações de Pesca, no dia 11 de maio às 15h00, onde fará uma breve intervenção sobre a relevância da criação deste Código e da sua importância nas competências da Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
Fonte: DGAV
As Autoridades Suecas rastrearam a origem de um surto de Salmonella até uma marca de bolachas de chocolate da Polónia.
Entre o final de dezembro de 2020 e o início de abril de 2021, 32 pessoas adoeceram após a infeção com o mesmo tipo de Salmonella Enteritidis. Dezanove pacientes eram crianças com menos de 10 anos, enquanto nove pessoas tinham mais de 70 anos. Dezassete mulheres e 15 homens foram afetados.
O surto foi investigado por unidades locais de controlo de infeção, Agência Nacional de Alimentos (Livsmedelsverket) e Agência de Saúde Pública da Suécia (Folkhälsomyndigheten) com a primeira atualização em fevereiro, quando 12 pessoas estavam doentes.
Por meio do programa nacional de vigilância microbiana, a Agência de Saúde Pública da Suécia identificou vários casos infetados com o mesmo tipo de Salmonella Enteritidis.
As unidades locais de controlo de infeção entrevistaram os doentes sobre o que comiam e onde compravam alimentos antes de adoecerem. Isso identificou a fonte suspeita de infeção como um tipo de bolacha de chocolate vendido nas lojas da Axfood.
As análises realizadas pela Agência Nacional de Alimentos detetaram Salmonella nas bolachas de chocolate da marca Eldorado. A Axfood divulgou uma retirada do lote em questão, originário da Polónia.
Testes posteriores mostraram que o isolado das bolachas de chocolate era o mesmo tipo que aquele encontrado nos pacientes, o que determinou a fonte de infeção.
A retirada aplica-se a bolachas do tipo “waffers” de chocolate Eldorado, de 415 gramas com data de validade até 15 de setembro de 2021 e número de lote 350.3 E400: 56.
A Axfood pediu aos consumidores que compraram o produto em questão a devolvê-lo à loja onde foi comprado.
“Levamos isso muito a sério e estamos a investigar com o fornecedor como isso pode ter acontecido e como podemos garantir que algo semelhante não aconteça novamente”, disse Susanna Wadegård, responsável de qualidade da Axfood.
Impacto das medidas COVID-19 em infeções de origem alimentar
Enquanto isso, um declínio em muitas doenças na Suécia no ano passado, incluindo infeções transmitidas por alimentos, foi associado a medidas postas em prática durante a pandemia de COVID-19.
Os fatores que contribuíram para a queda incluíram o seguimento das recomendações por parte da população, existindo menos contatos próximos e encontros, mantendo a distância, evitando viajar para o exterior e uma maior atenção à higienização das mãos. A redução nas consultas de saúde em 2020 também pode ter afetado a incidência de certas infeções.
O número de infeções por Campylobacter diminuiu pelo quarto ano consecutivo, apesar de um grande surto que ocorreu no verão/outono derivado de carne de aves infetada. O número era quase 6.700 em 2019 e 3.429 em 2020.
As infeções por Salmonella caíram de quase 2.000 em 2019 para 826 em 2020, o EHEC caiu de 755 em 2019 para 491 em 2020; Yersinia diminuiu de 393 em 2019 para 221 em 2020; A listeriose passou de 113 em 2019 para 88 em 2020 e o Cryptosporidium caiu de 1.088 para 638.
Relatórios detalhados sobre cada agente infecioso serão publicados ainda este ano. Outro objetivo é fazer uma avaliação mais completa dos efeitos da pandemia em outras doenças.
Fonte: Food Safety News
Um inseto australiano libertado em Portugal para controlo da acácia-de-espigas reduz de “forma significativa” a propagação desta espécie, que é “uma das piores invasoras no litoral português”, concluiu uma investigação ontem divulgada pela Universidade de Coimbra (UC).
De acordo com um estudo que acaba de ser publicado no Journal of Environmental Management, “um pequeno inseto australiano libertado em Portugal para o controlo natural da acácia-de-espigas está a reduzir de forma significativa a capacidade de propagação desta espécie”, afirmou a UC, numa nota hoje enviada à agência Lusa.
Portugal foi, em 2015, o primeiro país da Europa continental a efetuar a libertação intencional de um agente para controlar biologicamente uma planta invasora, depois de mais de uma década de estudos efetuados por uma equipa do Centro de Ecologia Funcional (CFE), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, e da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), do Instituto Politécnico.
Os investigadores do CFE e da ESAC, referiu a UC, efetuaram a libertação deste “agente de controlo biológico” para “controlar a acácia-de-espigas (Acacia longifolia), desde 2015, em 61 locais ao longo da costa portuguesa”.
A introdução do inseto – “uma pequena vespa australiana formadora de galhas (Trichilogaster acaciaelongifoliae), muito específica” – foi, depois, acompanhada pela equipa de especialistas, para estudar “o estabelecimento, dispersão e efeitos ao longo dos primeiros anos pós-libertação” do animal.
Os resultados dessa monitorização, agora publicados, mostram que, embora o estabelecimento inicial “tenha sido limitado pelo facto de o agente ter sido introduzido a partir do hemisfério sul, as taxas de estabelecimento aumentaram muito após a sincronização de seu ciclo de vida com as estações do hemisfério norte e fenologia da acácia-de-espigas”.
“Atualmente, observa-se um crescimento exponencial das populações, que se afastam cada vez mais dos locais de libertação”, sublinharam, citadas pela UC, Hélia Marchante e Elizabete Marchante, coordenadoras do estudo.
“Passados poucos anos, os ramos de acácia-de-espigas com galhas de Trichilogaster acaciaelongifoliae diminuíram a produção de vagens (menos 84%), sementes (menos 95%) e ramos secundários (menos 33%)”, destacaram as investigadoras.
A acácia-de-espigas, esclareceram, é uma das plantas invasoras “com maior dispersão ao longo do litoral português, onde forma extensas áreas monoespecíficas; produz milhares de sementes anualmente, que se acumulam no solo por várias décadas, e promovem a rápida reinvasão de áreas intervencionadas”.
Mas “a vespa australiana introduzida promove a formação de galhas nas gemas florais e vegetativas da acácia-de-espigas, reduzindo o seu potencial invasor”.
Francisco López-Núnez, investigador do CFE e primeiro autor do estudo, observou que, “apesar de a introdução e estabelecimento deste agente de controlo biológico ainda ser recente e ter distribuição limitada ao longo do território, os resultados agora publicados confirmam o estabelecimento com sucesso do agente em Portugal e mostram que este está a afetar de forma negativa a capacidade da acácia-de-espigas se reproduzir e crescer”.
As espécies invasoras “são uma das principais causas de perda de biodiversidade a nível global, promovendo também prejuízos elevados a nível económico e de saúde humana. A gestão destas espécies é um desafio complexo e muito dispendioso. O controlo biológico de plantas invasoras é uma ferramenta chave para a gestão mais sustentável destas espécies, mas ainda é muito pouco utilizado na Europa”, concluíram Hélia Marchante e Elizabete Marchante.
Fonte: Agroportal
A Repsol, a Agbar e a Enerkem juntaram-se para construir a a primeira fábrica de transformação de resíduos da Península Ibérica.
A fábrica terá capacidade para converter cerca de 400 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos não recicláveis em perto de 220 mil toneladas de metanol por ano, que serão transformados em plásticos renováveis ou em biocombustíveis avançados. Através da sua tecnologia, esta vai também permitir reduzir cerca de 200 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) anualmente.
A construção, pioneira na Península Ibérica, entrará em funcionamento em 2025, segundo prevêem as empresas. A decisão final de investimento do projeto deverá acontecer no primeiro trimestre de 2022.
O lixo marinho é uma ameaça corrente e de grande dimensão, impossível de ignorar. Em grandes ou pequenas partículas, à superfície ou no fundo do mar, a verdade é que afeta a cadeia alimentar, os ecossistemas e o Planeta como um todo. Torna-se assim cada vez mais premente procurar maneiras de garantir um futuro saudável para os oceanos.
Uma equipa da Florida State University (FSU) acaba de desenvolver uma ferramenta online que rastreia o lixo no oceano. O projeto é financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
A nova solução consegue fazer uma estimativa mundial desde 2010, considerando dados sobre o oceano e as correntes de ar, e indica o país de onde saem determinados resíduos e a origem dos que são encontrados na costa de outro país.
De acordo com a página, Portugal exportou em 10 anos 1,246 toneladas de lixo, sendo que 43.6% foi parar ao oceano e 56.4% foi parar às praias. França, Espanha e Marrocos foram os três países onde chegou lixo nosso. Relativamente ao lixo que chegou a Portugal, a maior parte veio do Haiti, de Marrocos, da Republica Dominicana e dos Estados Unidos. Um dos fatores chave para este acontecimento é o vento.
“O lixo marinho é encontrado em todo o mundo e não entendemos totalmente o seu impacto no ecossistema oceânico ou na saúde humana. É por isso que é importante aprender mais sobre este problema e desenvolver formas eficazes de mitigá-lo”, sublinha Eric Chassignet.
Fonte: Greensavers
O Serviço de Avisos Agrícolas é um serviço nacional do Ministério da Agricultura que tem por finalidade emitir avisos agrícolas.
Neste circular 7/2021 são emitidos os avisos agrícolas para:
ACTINÍDEA – PSA
PEQUENOS FRUTOS – POLINIZADORES
POMÓIDEAS – PEDRADO, MONILIOSE E ENTOMOSPORIOSE DO MARMELEIRO, BICHADO
PRUNÓIDEAS – MONILIOSE NAS CEREJEIRAS; LEPRA DO PESSEGUEIRO
ORNAMENTAIS – MÍLDIO E TRAÇA DO BUXO
Pode consultar o documento aqui.
Fonte: Agroportal
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